Em campanha, clube sergipano leva o combate contra a violência a mulher para o futebol
Por Edimário Duplat
“No início tivemos um receio, até por conta dos atletas que não sabíamos se gostariam de participar da campanha e representar mulheres que sofreram violência. Mas foi muito bom ver a entrega de todos, principalmente do torcedor, que adotou essa campanha mesmo em um cenário de muito machismo que existe no futebol”, afirmou o presidente do Confiança, Luiz Roberto Dantas, em entrevista para o Bahia Notícias.

Jogadores do Confiança fazem o símbolo da campanha no jogo contra
o Flamengo (Foto: Divulgação/Confiança/Facebook)
“Foi uma reação muito boa, o engajamento foi imediato e a torcida comprou o projeto. Na partida contra o Flamengo, infelizmente, por conta de ser um jogo de grande projeção não conseguimos entrar com a faixa que planejamos, pois a CBF não permitiu. Mas a torcida utilizou da faixa nas arquibancadas e ficou muito bonito”, complementou Albuquerque, que também explicou as particularidades em se pensar em uma campanha para uma equipe esportiva. “Uma campanha organizada para uma instituição comum às vezes não se adequa ao mundo do futebol. Aqui, tudo que acontece nas quatro linhas pode influir fora e como tivemos um revés recente no campeonato (três derrotas nos últimos quatro jogos) demos uma segurada nas publicações, mas seguiremos com ela até o fim”, concluiu.

A campanha tem repercussão nas redes sociais, atingindo torcedores
e personalidades famosas | Foto: Reprodução/ Intagram
E não é só de mudanças de pensamento que o Dragão Proletário pretende executar em relação ao empoderamento feminino. Segundo o mandatário azulino, o clube pensa na criação de uma equipe feminina para as competições da modalidade. “Com a adesão recente ao Profut, pretendemos também criar um time feminino sim. Temos que vencer essas barreiras, principalmente em um ambiente visto somente para os homens”, finalizou.
