Sexta, 01 de Agosto de 2014 - 00:19

Um erro atrás do outro

por Felipe Santana

Um erro atrás do outro
Tem muita coisa errada, minha gente. Sábado, antes da derrota para o Internacional, todos sabiam que Marquinhos Santos seria demitido, o que para mim soa como algo no mínimo estranho para não dizer 'sacanagem'. Quando a bola rolou a coisa fica ainda mais evidente. O treinador, sempre muito participativo, ficou sentado no banco de reservas. Era o anúncio de um avalanche de coisas erradas no Fazendão.

Chegou a coletiva de despedida, que demorou de acontecer (risos). Valton Pessoa, ao anunciar a saída do treinador, disse que desde o jogo contra o Corinthians deixou em aberto o futuro de Marquinhos, que diz ter sido ético ao ficar no clube ainda assim. Para mim, treinador, você foi muito ingênuo e só colocou uma nova derrota no currículo. O dirigente, que disse não ter procurado técnicos antes do revés para o colorado, segundos depois se desmentiu e citou Gilson Kleina como um dos nomes. Acabou? Que nada. Mais coisas erradas estavam por vir. Ainda na Fonte Nova, na zona mista, Valton me confirmou que o novo gerente de futebol do Bahia seria Marcus Vinícius, indicado por Cícero Souza que estava deixando o clube no dia 31 de julho e pelo então diretor Ocimar Bolicenho. O domingo, graças a Deus sem notícias do Bahia, obviamente não teve erros. Foi só uma trégua que não durou mais de 24h. Na segunda, no fim da manhã, o clube pegou a todos de surpresa, incluisve o gestor Ocimar Bolicenho, ao anunciar a saída do dirigente. É isso mesmo que você está pensando. O cara demitido teve participação na escolha de um funcionário. Em nota, o tricolor informou que o novo responsável pelo futebol já estava contratado e trabalhando em busca do novo comandante. Calma lá! Se Rodrigo Pastana foi desligado oficialmente do Figueirense no dia seguinte, na terça, quem deixou a ética de lado na história? Foi o Bahia? Rodrigo? Ou foram os dois? Repito, minha gente: tem muita coisa errada!

A cachoeira de coisas erros não parou, mas não parou mesmo. Se Marquinhos foi avisado na quarta que poderia sair, e o novo gestor foi apresentado na quarta seguinte sem um novo treinador... Quer dizer que o time, que está na zona do rebaixamento e há 9 partidas sem vencer, passou uma semana e nada foi resolvido. Aliás, estamos na sexta-feira (9 dias) e nada aconteceu quanto ao treinador.
 
Com a chegada de Pastana os erros diminuíram? Engano seu. Antes da coletiva dezenas de portais e repórteres anunciaram a contratação de Márcio Araújo, inclusive eu, de maneira precipitada. O novo 'rei do pedaço' ainda não tinha dado o aval, e nem deu. Pior que isso. Pastana, na função de escolher o comandante, ofereceu ao treinador uma proposta menor ao que ele receberia em 2011, caso aceitasse a proposta apresentada por Angione. Isso mesmo: menor que a de 2011. Além disso, alegando que seria um número elevado e que os profissionais não seriam altamente qualificados, não permitiu que Márcio chegasse em Salvador ao lado de quatro auxiliares. E olhe, torcedor, que Araújo não pediu nada a mais em termos de dinheiro para trazer os profissionais. Pelo contrário. A quantia seria retirada do próprio valor oferecido a ele como salário. Mas, se o Bahia não tem auxiliares, eles tirariam espaço de alguém? Não! Ainda assim, a depender dos argumentos, esse veto aos assistentes é um assunto discutível.

Já chega, Felipe! Chega não, pai. Rodrigo Pastana, no auge da suas novas ideias, propôs o nome de um profissional que, hoje, é auxiliar técnico de um grande clube paulista. Espero que ele tenha feito uma pegandinha do malandro para descontrair o ambiente. Espero mesmo. 

Agora, para completar, sem antes de sequer fechar o novo comandante, está prestes a perder o volante Wilson Pittoni. Não tenho medo em dizer: MELHOR JOGADOR DA POSIÇÃO QUE TEMOS NO ELENCO. Ou seja, os erros continuam...Para completar, longe dessas bizarrices citadas, o interino Charles Fabian me inventa de testar uma formação com três volantes (Fahel, Uelliton e Miranda) que contra o Vitória, em Pituaçu, deu 3 chutes ao gol e empatou. Contra o Flu, em Barueri, não jogou nada e perdeu por 1 a 0.

Ou seja, tricolores, é só esperar, orar e acreditar que o divino ESPÍRITO SANTO seja capaz de abençoar o Fazendão e salvar o Bahia do pior.

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