Segunda, 20 de Novembro de 2017 - 11:00

José Carlos Aleluia

por Guilherme Ferreira / Rebeca Menezes

José Carlos Aleluia
As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul, em Ilhéus, sul da Bahia, estão travadas por uma série de questões financeiras e burocráticas. Mas para o deputado federal José Carlos Aleluia, a solução é simples: "Como é um interesse comum, é só deixar de lado as vaidades e a disputa política para realizar o projeto". Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar conta detalhes da reunião que mediou entre o presidente Michel Temer e empresários ligados ao setor de mineração, que devem investir cerca de US$ 2,5 bilhões na região. O presidente estadual do Democratas explica ainda como a legenda planeja expandir as bancadas da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa da Bahia em até 50% e fala sobre a pretensão da sigla para a disputa pela Presidência da República. Aleluia expõe ainda suas opiniões sobre as pautas polêmicas que tramitam no Congresso Nacional, como a reforma trabalhista e da Previdência, e alerta os senadores nordestinos sobre um risco para a região: a recente aprovação pela Câmara de um projeto que inclui mais municípios mineiros na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Para ele, o texto foi fruto de um "golpe parlamentar" dado pelo presidente em exercício da Casa, o deputado mineiro Fábio Ramalho. "Na medida em que você coloca municípios ao sul do Rio Doce, como Governador Valadares, municípios que já estão 'dentro' do Rio de Janeiro e São Paulo, você tira toda capacidade competitiva do Nordeste. E eu denunciei isso, mas alguns parlamentares baianos, acredito que não por má intenção, mas por total desconhecimento do que eu estou falando, votaram a favor para agradar o presidente da Câmara.

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Segunda, 13 de Novembro de 2017 - 11:00

Fábio Vilas-Boas

por Bruno Luiz / Rebeca Menezes

Fábio Vilas-Boas
Com investimento de R$ 100 milhões, as quatro primeiras policlínicas, dentre as 18 prometidas pelo governo do Estado, serão inauguradas nesta semana. Construídas nas cidades de Teixeira de Freitas, Jequié, Irecê e Guanambi, as unidades prometem beneficiar a população das regiões com o que há de “melhor em medicina no mundo”, de acordo com o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas. “Cada policlínica representa para sua região uma verdadeira revolução na prestação de serviços médicos. Porque hoje, a despeito de termos mais de 70% da população com acesso a um médico de família, essas equipes não dispõem dos equipamentos e das consultas para garantir uma resolutividade e uma complementaridade ao ato do médico que está no posto de saúde”. Parte do chamados consórcios de saúde, firmados entre governo e cidades, as unidades não correm o perigo de ficar sem investimento das prefeituras, mesmo e tempos de crise. Pelo menos, é o que garante o titular da Sesab. “Nós, o Estado da Bahia, vamos reter parte do repasse do ICMS do município e transferir para os consórcios os recursos referentes àquele município. Não tem como o município dizer que não tem como pagar em determinado mês”, explicou Vilas-Boas. Ele ainda negou ter pretensões de concorrer a cargos públicos e também mostrou preocupação com a falta de aumento nos repasses federais para a saúde. “O que acontece é que, cada vez mais, o recurso federal se torna insuficiente frente às necessidades. A inflação da saúde é o dobro da inflação normal do país, fruto do envelhecimento da população, e o governo federal tem reduzido os repasses. 2018, pela primeira vez, vai ter menos dinheiro que 2016 e 2017. Isso é muito preocupante”, revelou.

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Segunda, 06 de Novembro de 2017 - 11:00

Ana Paula Matos

por Guilherme Ferreira / Jade Coelho

Ana Paula Matos
As solicitações voltadas para a área de saúde são as mais procuradas nas prefeituras-bairro de Salvador. Atualmente, as dez unidades existentes oferecem mais de 400 serviços, de cerca de 20 órgãos, incluindo Coelba, INSS e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). A informação foi divulgada pela nova coordenadora das prefeituras-bairro da capital baiana, Ana Paula Matos, em entrevista ao Bahia Notícias. "O primeiro serviço mais procurado é o de marcação de consultas médicas e exames, o segundo é a dispensação de medicamentos, porque a gente tem as farmácias nas prefeituras-bairro, depois o Bolsa Família", contou a coordenadora, que assumiu a vaga há pouco mais de um mês. Ana Paula conta que ficou surpresa ao assumir a pasta e se deparar com os números referentes a participação e engajamento da população no programa. “A população tem esse costume, pra mim que vim para esse serviço agora foi uma grande surpresa quando eu me apropriei dos números”, conta. Questionada sobre as maiores dificuldades para administrar um grande número de obras acontecendo ao mesmo tempo, Ana Paula garantiu que não é simples, por se tratarem de tipos e dimensões diferentes de demanda. “É complexo porque às vezes você tem que fazer projeto, tem que licitar, a gente que tem administrar diversas secretarias, obras de diversos portes e ao mesmo tempo tentar atender a população com a qualidade necessária”, afirma. Ana Paula Matos explicou ainda que a recente modificação na delimitação e no número dos bairros de Salvador não gerou interferência no trabalho das prefeituras-bairro. “Na verdade nosso ex-diretor Junior Magalhães participou dessa discussão [a nova delimitação dos bairros], então não foi nada que nos pegou de surpresa. Isso é um processo histórico, já vem sendo discutido pela questão das águas na cidade há muitos anos”, completou.

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Segunda, 30 de Outubro de 2017 - 11:00

Afonso Florence

por Bruno Luiz / Guilherme Ferreira

Afonso Florence
O deputado federal Afonso Florence (PT-BA) acredita que apesar do coro da oposição contra o presidente Michel Temer (PMDB), o movimento por eleições diretas já não é mais viável. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele admitiu que a alternativa já se tornou "inexequível". A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a possibilidade de eleições diretas ainda precisa ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado. "É inexequível no sentido de viabilizar uma eleição com prazo substantivamente anterior ao prazo da eleição já marcada para outubro do ano que vem", explicou. Por outro lado, o parlamentar ainda aposta em uma saída de Temer por meio de um processo de impeachment, que ainda precisa ser aberto pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Para Florence, mais traumático que ter três presidentes em menos de quatro anos seria manter Temer no poder. Na recente votação que arquivou a segunda denúncia contra o chefe do Executivo, deputados baianos do PP e do PR, que integram a base do governador Rui Costa, se posicionaram a favor de Temer. No entanto, Florence prefere não criticar diretamente esses parlamentares. "Quem vai julgar os deputados não sou eu", comentou. Ele lembrou que muitos deles seguiram orientação do partido e preferiu destacar que esses mesmos deputados que se posicionaram a favor de Temer votaram contra o impeachment de Dilma Rousseff. "Eles ficaram do lado certo da história, porque defenderam a democracia", disse.

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Segunda, 23 de Outubro de 2017 - 11:00

Cláudio Meirelles

por Luana Ribeiro / Ailma Teixeira

Cláudio Meirelles
Como parte do calendário de mobilização da categoria, os servidores da Secretaria da Fazenda (Sefaz) paralisaram as atividades nos SACs de Salvador e Região Metropolitana (RMS) na última quarta-feira (18). O movimento teve início nos dias 2 e 3 de outubro nas regiões Sul, Extremo Sul, Sudoeste e Oeste da Bahia. Na semana seguinte, se estendeu para a região Norte e, na sequência chegou à capital baiana e RMS. Diretor de organização sindical do Sindicato dos Servidores da Fazenda do Estado da Bahia (SindSefaz), Cláudio Meirelles afirma que o principal pleito é a realização de concurso público, já que a idade média dos funcionários da pasta é de 58 anos. "Isso é impensável em qualquer organização", critica o sindicalista em entrevista ao Bahia Notícias. Ademais, os servidores protestam contra a obsolescência das ferramentas de trabalho, a falta de renovação nos procedimentos de fiscalização e pedem a atualização da gratificação dos técnicos, cujos salários não têm recebido reajuste. "Nós já vamos pra o terceiro ano sem reajuste, isso significa que os nossos salários estão defasados em torno de 25%. Pra um profissional que vive do seu trabalho, isso é uma perda significativa. Além disso, alguns dos nossos técnicos, dos nossos agentes de tributo, perderam efetivamente remuneração no ano passado por conta de uma meta superavaliada", ressalta Meirelles. Com o avanço das mobilizações, a categoria não descarta a possibilidade de entrar em greve. Mas os servidores ainda tentam negociar com a secretaria, sem sucesso. De acordo com Meirelles, o titular da pasta, Manoel Vitório, não se dispõe a encontrar uma solução. "Nós não temos uma interlocução efetiva com a Sefaz. Embora o secretário tenha alegado que nos recebeu algumas vezes, isso demonstra até a má vontade dele porque ele contou nos dedos quantas vezes que nos recebeu. Efetivamente, nada foi produzido nesses encontros. O que nós queremos é uma negociação com resultado, com efetividade e não uma conversa sem resultado", critica. Enquanto governo e servidores não encontram uma definição, foi agendada uma assembleia geral para a próxima quinta-feira (26). O encontro, que será realizado na sede da Sefaz, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), vai discutir a criação do Fundo de Greve.

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Segunda, 16 de Outubro de 2017 - 11:00

Bruno Barral

por Estela Marques | Fotos: Paulo Victor Nadal

Bruno Barral
O ex-diretor de Iluminação Pública, Bruno Barral, chegou na Secretaria Municipal de Educação (Smed) há menos de um mês com planos para a área. Um deles é a realização de um concurso público para professores da rede. Nada certo ainda, mas a possibilidade "sempre tem". "Tenho ideia de fazer concurso, sim, mas preciso discutir isso internamente ainda. Preciso ter conversa com o prefeito para ver o que ele opina sobre o assunto, a experiência dele sobre os fatos. (...) Preciso ver como a gente vai fazer o jogo da gestão pra ver se vai precisar fazer ou não o concurso", explicou ele, em entrevista da semana ao Bahia Notícias. Na conversa, Barral revelou algumas diretrizes para o futuro da pasta, como a incorporação de tecnologias digitais no dia a dia do aluno, e explicou o porquê de ainda existirem discrepâncias entre escolas, conforme dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Confira a entrevista completa!

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Segunda, 09 de Outubro de 2017 - 11:00

Leur Lomanto Jr.

por Bruno Luiz / Luana Ribeiro

Leur Lomanto Jr.
Líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde fevereiro, o deputado estadual Leur Lomanto Júnior (PMDB) não acredita no potencial do seu partido para bancar uma candidatura própria ao governo do Estado caso a sigla fique de fora da chapa majoritária da virtual candidatura do prefeito ACM Neto (DEM) ao governo do Estado. Os rumores de que a agremiação poderia ser alijada do grupo começaram a crescer após a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, presidente licenciado do partido na Bahia. No entanto, Leur prefere adotar o discurso proferido pelos correligionários desde o encarceramento de sua grande liderança estadual, em uma espécie de operação para descolar a imagem de Geddel da sigla. “Olha, eu sempre disse que o PMDB é maior do que qualquer nome ou qualquer pessoa. Se Geddel cometeu algo, ele vai ter que responder pelo que cometeu”, defendeu, em entrevista ao Bahia Notícias. Na avaliação dele, o partido continua tendo força para pleitear um espaço na majoritária. “Aqui na Bahia, nós temos grandes lideranças, cinco deputados estaduais. Temos o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, o vice-prefeito de Feira, Colbert Martins, o vice-prefeito da cidade de Itabuna, o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, então temos uma musculatura grande para participar de qualquer chapa majoritária”, enunciou. O deputado ainda admitiu que está pavimentando voos maiores para 2018: quer subir mais um degrau na carreira política e ser deputado federal. Entretanto, não descartou a possibilidade de integrar a chapa de Neto como candidato a senador ou até vice-governador. Tudo, no entanto, vai depender da demanda do partido. “O meu nome vai estar sempre à disposição para representar o partido em qualquer posição que ele almeja”, afirmou. O parlamentar também elogiou a gestão de Angelo Coronel, a quem classificou como “menos governista”, falou sobre a condução de Pedro Tavares na presidência do PMDB e, como não poderia deixar de ser para alguém da oposição, fez críticas às “inúmeras” promessas não cumpridas pelo governo do Estado.

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Segunda, 02 de Outubro de 2017 - 11:00

João Amoêdo

por Guilherme Ferreira / Bruno Luiz

João Amoêdo
Na esteira da crise do modelo brasileiro de democracia representativa, em que cada vez menos a população se sente representada pela classe política que elege, surge uma legenda reivindicando trazer os ventos de renovação dos quais necessita a política do país. E a pretensão está até no nome: Partido Novo. O declarado novo, na prática, não é tão novo assim. A agremiação se define como um partido de direita, ideologicamente alinhado ao liberalismo clássico, com o tradicional e pragmático discurso que prega a mínima participação do Estado na economia e na vida do cidadão. Conceitualmente, algo próximo de DEM, como definem os representantes da sigla. A diferença a ser mostrada estaria, entretanto, em outras propostas do partido. O Novo defende o voto facultativo e o fim do fundo partidário, pregando que as legendas sejam financiadas apenas pelos próprios filiados. A entrada no partido também acontece de maneira fora do usual: aqueles que querem ingressar precisam passar por um processo seletivo. Fundador do Novo, o empresário João Amoêdo avalia que essas credenciais podem fazer a agremiação conquistar os brasileiros, cada vez mais descontentes com o cenário político do país. Entretanto, o desafio é fazê-lo conhecido pela população. Outra dificuldade a ser enfrentada é torná-lo mais representativo politicamente. "De forma geral, nos outros 18 estados em que a gente abriu processo seletivo, a gente está pensando, como prioridade, levar pessoas para o Congresso. Deputados federais e, eventualmente, senadores. Mas o foco mesmo são deputados federais, queremos fazer uma bancada", afirma Amoêdo sobre os projetos do partido para as eleições do próximo ano.

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Segunda, 25 de Setembro de 2017 - 11:00

Silvio Pinheiro

por Estela Marques / Jade Coelho

Silvio Pinheiro
Apesar de sua filiação ao PSDB, Silvio Pinheiro ocupa um cargo importante em um ministério controlado pelo Democratas. O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), entidade vinculada ao Ministério da Educação, comandado por Mendonça Filho (DEM), garante que sua vinculação com a entidade não causa estranheza e nem problemas com os correligionários do DEM em nível nacional. “Não era uma indicação político-partidária, era uma indicação de um gestor que tinha desenvolvido um trabalho junto ao prefeito ACM Neto, que é um dos principais líderes do Democratas, [..] então a minha filiação partidária com o PSDB não causa qualquer tipo de constrangimento”, afirmou. Pinheiro justificou que a relação de amizade com o prefeito ACM Neto e a colaboração na gestão passada do prefeito de Salvador pesaram na sua nomeação para o cargo. “O convite para assumir a presidência do FNDE partiu de um pleito do ministro Mendonça de que Neto, que é o prefeito melhor avaliado do país, indicasse quadros para que pudesse assumir a presidência do FNDE”, acrescentou. Além disso, Silvio Pinheiro garante que sua raiz está no PFL Jovem, onde iniciou sua vida política há quase 20 anos, e afirmou ainda que cientes disso, os líderes nacionais do Democratas o provocam para retornar ao partido.

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Segunda, 18 de Setembro de 2017 - 11:00

João Leão

por Luana Ribeiro / Guilherme Ferreira

João Leão
O vice-governador João Leão (PP-BA) não acredita na possibilidade de um túnel substituir o projeto da ponte para fazer a ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica. A sugestão foi levantada pelo governador Rui Costa na última semana. No entanto, Leão aponta que a nova proposta levaria muito tempo para sair do papel, enquanto a sua intenção é dar início às obras já no próximo ano. "Eu acho muito difícil isso dar certo, eu continuo com ponte. O governador viu uma sugestão de um engenheiro chinês que achava que podia ser um túnel. O governador disse para ele apresentar a sugestão, se for mais barato, mais viável, nós queremos. Mas nós temos pressa e para o sujeito fazer um projeto desses, de um túnel, leva 4 anos e eu quero ver se nós começamos essa obra no ano que vem", comentou Leão em entrevista ao Bahia Notícias. O vice-governador deu a entender que o principal obstáculo para a definição da empresa responsável pela obra e para o início da construção é o atual momento turbulento do Brasil. "O país está vivendo cheio de problemas. Nós estamos com um mar de problemas", disse, antes ressaltar que o projeto da ponte "deu muito trabalho, mas está pronto". Com a ponte, Leão prevê que a Ilha de Itaparica deve alcançar o número de 300 mil habitantes e ver um crescimento semelhante ao de Lauro de Freitas nas últimas décadas. Quanto à política, ele analisa que o PP atualmente integra um tripé na Bahia que tem como outras "pernas" o PT, representado por Rui Costa e Jaques Wagner, e o PSD, representado por Otto Alencar. O vice-governador avalia que esse grupo vive atualmente "com juras de amor", mas acredita que ainda não é o tempo certo para discutir as eleições de 2018. "Quanto menos conversa tivermos, menos nebulosidade vai acontecer. O que nós precisamos agora é trabalhar", concluiu. O ideal para ele é dar início ao debate eleitoral em meio a trios elétricos e uma multidão nas ruas. "Fevereiro...fevereiro é Carnaval. É ótimo porque você discute conversando de Carnaval", disse.

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