Segunda, 20 de Fevereiro de 2017 - 17:50

Entre críticas e elogios, artistas da cena alternativa opinam sobre o Furdunço

por Nereida Albernaz

Entre críticas e elogios, artistas da cena alternativa opinam sobre o Furdunço
Dionorina | Foto: Josemar Pereira / Ag Haack
O Furdunço já faz parte do calendário dos baianos para a prévia do Carnaval. O evento aconteceu neste domingo (19) no circuito Tapajós com um público estimado em 1 milhão de pessoas. Apesar da aceitação popular, alguns artistas não aprovaram a folia. O público da festa se renovou ao longo do dia,  e os grupos fantasiados e os microtrios deram lugar a trios elétricos e uma multidão em dimensões carnavalescas quando a noite chegou. Alguns artistas da cena alternativa se sentiram prejudicados, como o músico e diretor artístico Rowney Scott, que manifestou através de uma rede social a sua insatisfação com a festa. “Gente, é tão fácil definir e delimitar ‘o que é’ um microtrio ou um minitrio. Ex.: tem que caber tudo dentro ou em cima, no máximo, de um carro utilitário ou camionete. Caminhão, não!!!”, escreveu. E continuou, “Quando liberaram ‘trios pequenos’, nos anos anteriores, já tava na cara no que ia dar… Além disso… Baiana, Banda Eva, Alavontê, também já não cabem, alguns nunca couberam. Que curadoria é essa? O conceito se perdeu completamente, ou fomos muito ingênuos. Fudeunço!”. Apesar do descontentamento de alguns a festa seguiu com baixos índices de violência e grande público. Dionorina, representante do reggae music e um dos poucos artistas do segmento no evento, aprovou a iniciativa da prefeitura. “Eu como artista não tenho o que criticar. Sobre o tamanho dos trios acredito que só basta estipularem um tamanho médio. Eu achei o evento maravilhoso, o público deu uma resposta muito positiva, principalmente a música reggae, que tem poucos espaços nas grandes folias, mas o público estava a fim da festa. O Furdunço é a personificação da alegria da Bahia” completou o artista.

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