Quarta, 14 de Fevereiro de 2018 - 11:30

Na Bahia, o povo diz o que quer da política

por Josias Gomes

Na Bahia, o povo diz o que quer da política
Termina o Carnaval, na Bahia e no Brasil, em meio ao qual as sombras que rondam a política brasileira pairaram ameaçadoras. O povo aproveitou a folia para expor veementemente sua insatisfação com os rumos do país. Blocos, escolas de samba, grupos de foliões, expressões carnavalescas de diversos estados, de Norte a Sul do país, por suas alegorias, enredos, dizeres, marchinhas e fantasias reverberaram toda a insatisfação popular com o canhestro e ilegítimo governo federal, do momento.

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Sábado, 10 de Fevereiro de 2018 - 16:30

'Volte pra favela'

por Olívia Santana

'Volte pra favela'
Foi este o brado insultuoso, semelhante ao autoritarismo dos capitães do mato, que a mim foi dirigido quando participava de um evento da Federação Baiana de Automobilismo, no dia 4 de fevereiro passado, no Hotel Catussaba. O destempero, extravasado como um impulso incontido, revelava o sentimento profundo daquela senhora, acompanhada e apoiada por sua amiga, irritada por estar dividindo com uma negra assumida e resolvida coma sua autoestima, o amplo espaço de um hotel de “elite”, como ela disse.

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Terça, 06 de Fevereiro de 2018 - 16:00

A Datacracia como provocação e alerta

por Heleno Rocha Nazário

A Datacracia como provocação e alerta
É preciso pensar em um novo contrato social que dê simetria a governos, corporações e cidadãos quanto ao acesso e uso dos dados gerados pela atuação na Internet. Esse foi o alerta do sociólogo belga Derrick de Kerckhove em sua conferência sobre Datacracia no Seminário Internacional da Comunicação, em Porto Alegre, no final de 2017. A informatização crescente altera a relação entre governantes e governados, aumenta a eficiência do aparato estatal, amplia a presença digital de uma pessoa e, como resultado direto, gera uma cornucópia de rastros digitais deixados pela navegação individual - riqueza acessível e comercializável entre empresas e passível de ser empregada pelas administrações públicas, mas em boa parte opaca ao escrutínio de contribuintes e usuários.

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Terça, 30 de Janeiro de 2018 - 16:00

O poder da palavra ‘golpe’

por Francisco Viana

O poder da palavra ‘golpe’
Lula foi condenado no último dia 24 e não houve grandes protestos por parte da população, mas uma coisa é certa: eleições sem Lula não valem. Além de liderar as pesquisas de intenção de voto, ele é uma liderança de expressão internacional ou, como disse Bono Vox, vocalista da influente banda U2, em vídeo no Youtube, “um tesouro global”.

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Sexta, 26 de Janeiro de 2018 - 16:00

Trabalho escravo contemporâneo no Brasil: uma triste realidade

por Alison Carneiro Santos

Trabalho escravo contemporâneo no Brasil: uma  triste realidade
A história da escravidão está intimamente ligada à história da humanidade. Ela esteve presente nas principais sociedades da antiguidade, como a Grécia e Roma. Muitos estudiosos apontam que a origem da escravidão estaria no período da decomposição do regime comunal, no mesmo período que os homens começaram a substituir a caça pela criação, e a dominar técnicas rudimentares de agricultura e fundição. Desde então, em um lugar ou noutro, a escravidão esteve presente nas sociedades até o final do século XIX, quando ela foi formalmente proibida em quase todo o mundo. Aquelas imagens dos escravos antigos (gregos, romanos) ou dos negros traficados para as Américas, acorrentados, açoitados, humilhados, vendidos em praça pública e transportados como animais permeiam o imaginário popular e o que entendemos por escravidão.

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Terça, 23 de Janeiro de 2018 - 16:00

O líder operário

por Andrea Marnine

O líder operário
Não acredito em líder que não execute tarefas. Até aquelas mais simples são fundamentais para o processo de liderança. Um líder que não está familiarizado com as reais necessidades e dificuldades da equipe não está apto para a liderança. Sim. Ele não é líder. Ele não cria empatia, os liderados não o veem como parte da equipe, não têm abertura para conversar francamente sobre suas opiniões, frustrações e insatisfações, não conseguem propor melhorias, não têm espaço para falar e praticar as suas ideias. Ele é chefe. Apenas chefe.

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Segunda, 15 de Janeiro de 2018 - 10:00

Jango, uma tragedya

por Francisco Viana

Jango, uma tragedya
“Trago o cadáver do dr. Getúlio que representa o sofrimento do povo brasileiro”. Com essas palavras termina, em clima épico-apoteótico, a peça Jango, uma tragedya, escrita por Glauber Rocha em novembro de 1976, quase um mês depois do presidente João Goulart morrer de enfarto no exílio no Uruguai. Baiano de Vitória da Conquista, Glauber Rocha, conhecido mundialmente como criador do Cinema Novo -  destacou-se por filmes como Barravento, Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe -,  ao longo dos  seus 42 anos de vida foi rotulado como “esquerdista” pela direita e como “direitista” pela esquerda. Foi um dos primeiros exilados a antever o processo de abertura política a partir do general Geisel, que aliás aconteceu com a revogação do AI-5, a anistia e, posteriormente, o retorno gradual das eleições diretas, em todos os níveis; e sua perspectiva sempre foi penetrar no inconsciente do público. Com essa técnica, extraída da psicanálise, acreditava poder despertar a consciência das pessoas.

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Terça, 09 de Janeiro de 2018 - 16:00

Cuba 1958, Brasil 2018

por Alexandre Brust

Cuba 1958, Brasil 2018
Aqui o usurpador Michel Temer, com o apoio das multi e das transacionais, através de um golpe, assumiu o poder em junho de 2016 e iniciou a entrega e liquidação vergonhosa do patrimônio público ao capital especulativo internacional, além de rasgar a CLT retirando direitos dos trabalhadores, através de uma reforma para saciar a sede capitalista. Não satisfeito tenta ainda, usurpar direitos dos aposentados para beneficiar as empresas imperialistas da previdência privada.

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Terça, 02 de Janeiro de 2018 - 16:00

Antonio Moreira

por Valdir Gomes Barbosa

Antonio Moreira
Lágrima brotava fácil, no rosto bonachão de homem inteligente, irreverente, mas, principalmente sensível. Quem cruzava o Mercado das Flores, em frente a entrada do Largo Dois de Julho, ponto conhecido da nossa querida Salvador, a partir das onze da manhã de todos os dias do ano poderia vê-lo, no final do corredor que abriga um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, inaugurado pelo pai há mais de setenta anos, ponto que jamais perdeu sua identidade, posto preservado pelos filhos que tocam o empreendimento por quase meio século, sentado à mesa colada no balcão, de onde saem para bancas sempre repletas de pessoas anonimas, ou das mais importantes do cenário nacional, comidas de sabores inigualáveis - moquecas, filés, carneiro, frango, sarapel, mocotó e feijoada supimpas.

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Quarta, 27 de Dezembro de 2017 - 16:00

Um livro para ler e refletir - O desafio de Lula

por Francisco Viana

Um livro para ler e refletir - O desafio de Lula
As teses são avassaladoras contra o que Mino Carta chama de o Brasil da casa grande e da senzala,  a saber: O povo vive entre a resignação atávica e o medo da chibata/ Uma coisa é mobilizar para o voto, ou para uma festa sem riscos - e o povo brasileiro é profundamente festeiro -, e outra para a revolta/ A ideia da conciliação foi sepultada/ Não há chave de entendimento entre o Capital e o Trabalho, entre ricos e pobres/ Nem o PMDB nem o tucanato têm condições de eleger um candidato capaz de garantir a sobrevida da casa-grande e da senzala. Por essas, e outras razões, não existiriam alternativas para o país em 2018 no âmbito eleitoral, salvo o “ enfrentamento“ “um grande abalo social”. E pairaria no ar a ameaça de “ golpe dentro do golpe”.

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