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Podcast Bengalas: A importância da fisioterapia no cuidado com idosos

Podcast Bengalas: A importância da fisioterapia no cuidado com idosos
Foto: Divulgação
O episódio desta semana do Podcast Bengalas vai debater uma questão essencial no cuidado com idosos: o acompanhamento de fisioterapeutas. Nesta terça-feira (21), na conversa liderada pela consultora em planejamento e desenvolvimento humano Marta Castro, o fisioterapeuta Alan Santos é o convidado, enquanto a jornalista Marília Simões representa o Grupo de Apoio Bengalas - Comunidade de Apoio a Filhos de Pais Idosos. 

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Governo cria casas de acolhimento para população LGBTQIA+ em risco
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério dos Direitos Humanos criou o programa "Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+", para ofertar abrigo provisório às pessoas de diferentes orientações sexuais. O projeto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (7). O público-alvo do novo programa são pessoas com idade de 18 a 65 anos, que estão em situação ou iminência de rompimento dos vínculos familiares por conta de sua identidade de gênero, orientação sexual ou características sexuais.

 

Os espaços vão priorizar pessoas que enfrentam questões de raça e etnia, território, classe, gênero, idade, religiosidade e deficiência.

 

O projeto visa ofertar acolhimento provisório, não moradia ou de residência permanente.A pasta indicou que as casas vão fornecer alimentação para pessoas LGBTQIA+ não residentes.

 

O Governo federal vai prestar apoio ainda para os locais que já estão em funcionamento. As ações fazem parte da "Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+", que foi estabelecida pelo Ministério dos Direitos Humanos, nesta quinta-feira (7), cujos principais objetivos são:

 

A pasta criou também um Comitê Intersetorial que irá acompanhar o funcionamento da Estratégia Nacional. As outras iniciativas, atribuições e composições serão publicadas pela Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ em até 120 dias. 

Programa reduz em 50% infecções em hospitais públicos e evita cerca de 5.000 mortes

Por Cláudia Collucci | Folhapress

Programa reduz em 50% infecções em hospitais públicos e evita cerca de 5.000 mortes
Foto: Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro

Em cinco anos, um projeto de segurança de pacientes internados em UTIs (unidades de tratamento intensivo) de 303 hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) conseguiu reduzir em mais de 50% as taxas das infecções relativas à assistência à saúde, como as associadas a cateter ou à ventilação mecânica. Com isso, foram evitadas cerca de 5.000 mortes.
 

Realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com seis hospitais de ponta (Albert Einstein, Sírio-Libanês, BP, Hcor, Oswaldo Cruz e Moinhos de Vento) que integram o Proadi (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS), a iniciativa aponta para uma economia de R$ 718 milhões gerada aos cofres públicos.
 

De acordo com o balanço do projeto, divulgado nesta quinta (7) em Brasília, entre 2018 e 2023, foram evitadas 3.602 infecções da corrente sanguínea associada o uso de cateter venoso central, outras 4.581 relacionadas ao cateter vesical e 4.935 pneumonias por ventilação mecânica. Ao todo, foram acompanhados 439 mil pacientes.
 

"A infecção hospitalar não só deixa o paciente mais tempo internado, consumindo mais recursos públicos, como também faz com que muitos pacientes morram", diz Fernando Torelly, superintendente do Hcor, que integra o Proadi.
 

Numa primeira etapa, os hospitais públicos foram visitados por equipes profissionais especializados em segurança do paciente, que fizeram um acompanhamento da rotina nessas instituições.
 

Entre os problemas observados estavam a falta de clareza dos protocolos para a prevenção das infecções, hospitalares, a insuficiência de recursos para o diagnóstico precoce, como exames no tempo certo para detectar o tipo de infecção e iniciar o tratamento de forma rápida, e a ausência de um programa de educação continuada permanente.
 

De uma forma geral, é a alta rotatividade dos profissionais de saúde e, se não há um treinamento permanente, a tendência é que os ganhos obtidos em cursos isolados de capacitação se percam. "Quem entrar no lugar, se não tiver preparado, ele estraga tudo de novo. Esse é um problema quase sistêmico", diz Torelli.
 

Apenas 6% dos hospitais brasileiros possuem alguma forma de acreditação hospitalar, que também é uma ferramenta que ajuda a melhorar os processos dentro dos hospitais.
 

Segundo Nilton Pereira Júnior, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, os vários modelos de gestão nos serviços públicos, como as organizações sociais de saúde (OSS) e as fundações e a queda do financiamento em saúde reduziram as vagas estáveis para profissionais de saúde, o que explica a alta rotatividade.
 

"Isso diminui a capacidade de treinamento. Quando chegam dez novos profissionais em um hospital, em geral, o déficit está grande que o gestor não consegue deixar o profissional treinando uma semana."
 

Em conjunto com as equipes dos hospitais públicos, os profissionais do Proadi montaram protocolos assistenciais de acordo com a realidade de cada instituição e todo o processo passou a ser monitorado.
 

"Todos os hospitais tinham que reportar para o grupo central do projeto os seus resultados, e a equipe voltava lá regularmente para checar se eram realmente aqueles", conta Torelly.
 

Segundo ele, o engajamento dos profissionais de saúde na maioria dos hospitais públicos foi "fantástico". "Dá orgulho de ser brasileiro quando lá na ponta, com poucos recursos e muitas dificuldades, o pessoal tá fazendo o máximo possível."
 

De acordo com Pereira Júnior, do Ministério da Saúde, o projeto, que envolveu UTIs de adultos, pediátricas e neonatais, deve avançar a partir do próximo ano para todas as áreas assistenciais dos hospitais, como as salas cirúrgicas, as enfermarias e os prontos-socorros.
 

Ele diz que o ministério está concluindo um levantamento em que foram apontados gargalos importantes, como a falta de comissões de controle de infecção hospitalar. "Muitos hospitais não têm núcleos de segurança do paciente. Temos que ter uma equipe que vai ficar ali para tocar o programa quando o Proadi não estiver mais lá."
 

O país tem um programa nacional de segurança do paciente há dez anos, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, mas, segundo Pereira Júnior, ele tem limitações. Uma delas é não ter equipes que consigam ir até os hospitais e fazer esse acompanhamento presencial dos hospitais que foi feito com o Proadi.
 

O passo seguinte do projeto será olhar para rede pública de saúde como um todo. "Não adianta nada organizar um hospital se a gente deixar a UPA, o centro de referência desarticulados ou mesmo os hospitais de pequeno porte. Todos esses projetos têm que articular com as grandes diretrizes do ministério."
 

Pereira Júnior diz que é preciso também também mudar a cultura de "fulanizar" os eventos adversos relacionados à segurança do paciente.
 

"Não se pode achar que a culpa é somente da enfermeira, da técnica de enfermagem que aplicou a medicação errada no paciente e gerou um óbito, ou que não lavou as mãos e causou infecção. É uma questão institucional. Tem um comportamento pessoal, mas tem também todo um ambiente que promoveu ou não promoveu a segurança do paciente."
 

Para ele, é preciso mudar o paradigma de só penalizar a pessoas. "Precisamos melhorar as condições de trabalho, dar sustentabilidade, para que a pessoa se sinta segura de reportar um problema na beira do leito sem ter medo que isso se vire contra ela."
 

Essa cultura de segurança do paciente, pontua Pereira Júnior, deveria começar já nas graduações e cursos técnicos de todos os profissionais de saúde.

Remédio para calvície pode retardar progressão de diabetes tipo 1, diz estudo

Por Stefhanie Piovezan | Folhapress

Remédio para calvície pode retardar progressão de diabetes tipo 1, diz estudo
Foto: Reprodução IStock

Uma pesquisa australiana publicada na noite desta quarta-feira (6) no New England Journal of Medicine indica que um medicamento utilizado no tratamento de calvície e de artrite reumatoide pode retardar a progressão do diabetes tipo 1, doença autoimune que afeta quase 590 mil brasileiros.
 

O baricitinibe bloqueia duas enzimas que ajudam a transmitir sinais que regulam o sistema imunológico e inflamações e, no Brasil, é aprovado para pacientes com artrite reumatoide, dermatite atópica, quadro grave de Covid-19 e alopecia.
 

No estudo, cientistas do Instituto St Vincent, filiado à Universidade de Melbourne, descobriram que a ingestão diária de 4 mg de baricitinibe pode preservar a produção de insulina do próprio corpo quando o tratamento é iniciado até 100 dias após o diagnóstico da doença crônica.
 

No diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca e mata erroneamente as células do pâncreas que produzem insulina (células beta), levando à dependência de aplicações constantes do hormônio. Com o bloqueio das enzimas JAK 1 e JAK 2, as células do sistema imunológico se tornam incapazes de matar betas e estas continuam funcionais.
 

"Quando o diabetes tipo 1 é diagnosticado, ainda há a presença de um número substancial de células produtoras de insulina. Queríamos observar se poderíamos proteger essas células da destruição pelo sistema imunológico", afirmou em nota o professor Thomas Kay, líder da pesquisa.
 

Não se trata da primeira proposta de tratamento capaz de bloquear parcialmente o ataque do sistema imunológico e preservar a função do pâncreas -o teplizumabe também tem essa capacidade-, mas é a única administrada em comprimido.
 

O estudo -um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo- monitorou os níveis de glicose no sangue e a produção de insulina dos participantes ao longo de 11 meses (48 semanas). Participaram da pesquisa 91 pacientes entre 10 e 30 anos de idade que foram atendidos em quatro hospitais australianos. Desses, 60 receberam baricitinibe e 31 placebo, e todos mantiveram a terapia com insulina durante o período.
 

Os pesquisadores verificaram que a variabilidade no nível de glicose foi menor e a porcentagem de tempo com nível de glicose dentro da faixa-alvo foi maior no grupo do baricitinibe, achados que coincidiram com uma diminuição na necessidade de terapia com insulina.
 

A dose média diária de insulina, seis meses após o início do estudo, foi menor do que a dose inicial no grupo que recebeu o medicamento, enquanto no grupo placebo ela foi maior. Ao fim das 48 semanas, a média diária de insulina era de 0,41 unidade/kg entre os voluntários que tomaram baricitinibe e 0,52 unidade/kg no grupo controle.
 

"Até agora, as pessoas com diabetes tipo 1 dependiam da insulina administrada por injeção ou bomba de infusão. Nosso ensaio mostrou que, se [a administração é] iniciada cedo o suficiente após o diagnóstico e enquanto os participantes tomam a medicação, a produção de insulina é mantida", acrescentou Kay.
 

Apesar dos resultados, há limitações. Muitos pacientes recebem o diagnóstico quando as células beta já sofreram danos irreversíveis, então ainda não é possível pensar em um tratamento que dispense a administração de insulina.
 

Além disso, é preciso realizar um novo ensaio com mais participantes e avaliar como o organismo se comporta em períodos superiores a um ano. Nas outras doenças tratadas com inibidores de JAK, há recaída gradual após a interrupção do tratamento.

Revisão anual de preços de serviços prestados ao SUS é aprovada no Senado
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (6) o projeto de lei que estabelece a revisão anual do pagamento dos serviços privados, oferecidos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Após a aprovação, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

O PL determina a revisão anual dos serviços prestados pelas entidades privadas, como hospitais filantrópicos. A revisão deve ocorrer no mês de dezembro de cada ano e será de responsabilidade do Ministério da Saúde. A pasta deve acompanhar alguns critérios de disponibilidade orçamentária e financeira.

 

A proposta projetava ainda o reajuste dos preços atrelado ao IPCA. O cálculo de revisão foi alterado após uma emenda do líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA). A mudança aconteceu por conta do uso do IPCA ser vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

O Projeto de Lei estabelece ainda que caso o atendimento pelo SUS for considerado insuficiente, o sistema poderá recorrer aos serviços privados, modificando a Lei Orgânica da Saúde.

Estudo diz que mortalidade por cânceres ligados ao HPV é alta, mas pode ser evitada com prevenção primária
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Um estudo da Fundação do Câncer, divulgado na última terça-feira (5) revelou que cerca de 6 mil casos de câncer relacionados ao HPV (Human Papilomavirus) poderiam ser evitados por meio da prevenção primária a cada ano, além dos 17 mil casos estimados anualmente de câncer do colo do útero, tipo mais frequente associado pelo HPV. A quarta edição da publicação info.oncollect, intitulada ‘O impacto do HPV em diferentes tipos de câncer no Brasil’, estudou cinco tipos de câncer: orofaringe, ânus e canal anal, vagina, vulva e pênis. 

 

A publicação traz informações que mostram que a maioria dos pacientes já chega às unidades de saúde em estágios avançados da doença. Os dados destacam ainda que o não adoecimento por esses tipos de cânceres  preveníveis em grande parte por meio da vacinação, poderia impactar os custos da Saúde no Brasil: “além de evitar 4,5 mil mortes/ano, o que equivale a um expressivo número de 75% de mortalidade, a prevenção iria reduzir os gastos com diagnóstico, tratamento e internações, inclusive abrindo espaço para pacientes com outros tipos de câncer no sistema de saúde”, analisa Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer.

 

A análise do perfil dos pacientes com algum desses cinco tipos de cânceres revela que a maioria, considerando homens e mulheres, tem mais de 50 anos de idade (78%), possui baixa escolaridade (64%) e é negra (56% e 53%, respectivamente).

 

 

Em relação ao estadiamento, os pacientes com câncer de orofaringe, tumor que se desenvolve em parte da garganta, são diagnosticados em estágios avançados da doença em todas as regiões do Brasil (homens 88% e mulheres 84%). Em relação ao tempo entre o diagnóstico e o tratamento, o que se observa é que a maioria dos homens acometidos pela enfermidade (65%) inicia o tratamento em até 60 dias, quando encaminhados sem diagnóstico prévio.

 

“As regiões com maiores tempos de espera entre o diagnóstico e o tratamento são Nordeste (44%) e Sudeste (36%). Já entre aqueles encaminhados com algum diagnóstico, somente 39% têm o tratamento iniciado em até 60 dias. Já as mulheres que chegam com o diagnóstico da doença enfrentam maior tempo de espera (62%), sendo que no Centro-Oeste (70%), Sudeste (65%) e Norte (64%), o tempo de espera delas é maior que o tempo-médio do país”, destaca a bióloga Rejane reis, uma das pesquisadoras do boletim.

 

O estadiamento do câncer de ânus e canal anal chama atenção, com um significativo percentual de pacientes chegando à unidade de saúde em estágios avançados da doença (55% para homens e 54% para mulheres). A maioria dos homens (66%) encaminhados às unidades de saúde sem diagnóstico prévio inicia o tratamento em até 60 dias. “Por outro lado, aqueles encaminhados com o diagnóstico em mãos têm o maior tempo até o tratamento: somente 40% inicia o tratamento dentro dos 60 dias. Com relação às mulheres, das que chegam ao hospital sem o diagnóstico, 64% conseguem iniciar o tratamento em até 60 dias. Porém, daquelas que chegam com o diagnóstico em mão, apenas 37% conseguem começar o tratamento dentro do mesmo tempo”, ressalta Yammê Portella, estatística e pesquisadora da Fundação.

 

Em relação ao câncer de pênis, 43% dos casos são diagnosticados já em estágios avançados. As regiões Norte e Centro-Oeste enfrentam os maiores percentuais de câncer em estadiamento avançado (55%), enquanto o Sudeste tem o menor percentual (34%). Com relação ao tempo entre o diagnóstico e o tratamento, é possível perceber uma diferença enorme com 82% dos homens sem diagnóstico prévio iniciando o tratamento em até 60 dias, enquanto apenas 37% daqueles com diagnóstico iniciam tratamento no mesmo período.

 

No caso do câncer de vulva, mais de 50% dos tumores chegam na fase inicial da doença. A região Sudeste apresenta o maior percentual de mulheres com neoplasia que chegam com estadiamento inicial da doença (60%). Já com relação ao tempo de espera entre o diagnóstico e o tratamento, pode ser observado maior período de espera para tratamento das mulheres que chegam ao hospital já com o diagnóstico em mãos, se comparado às que chegam sem o diagnóstico (apenas 26% são atendidas em até 60 dias, em todo o país). A região Norte apresenta o menor percentual brasileiro (16%) de mulheres que chegam ao hospital com diagnóstico e iniciam o tratamento em até 60 dias. 

 

O câncer de vagina apresenta uma distribuição semelhante relativa ao estadiamento clínico da doença. A região Centro-Oeste é a que tem o maior percentual de mulheres chegando às unidades de saúde em estágios iniciais da doença (63%). Entre o diagnóstico e o tratamento das mulheres que chegam à unidade hospitalar sem diagnóstico e sem tratamento, 64% recebem o tratamento em até 60 dias após o diagnóstico. Comparado com as outras regiões, o Sudeste possui o maior percentual de mulheres que receberam tratamento após 60 dias do diagnóstico (42%). Os dados mostram que o percentual de mulheres com a doença que chegam com diagnóstico na unidade hospitalar e recebem o tratamento após 60 dias é alto (66%).

 

“Os dados apontam que as pessoas que chegam ao hospital com o diagnóstico em mãos, em sua maioria, são tratadas com mais de 60 dias, o que fere a lei 12.732/12 que garante ao cidadão iniciar o tratamento dentro desse prazo após o diagnóstico da doença. Isso evidencia que há um fluxo falho no sistema de saúde, sugerindo demora na investigação na atenção secundária e no encaminhamento para a terapêutica”, atenta o diretor executivo da Fundação.

 

Prevenção, detecção e controle

 

Segundo Alfredo Scaff, epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, essa edição do info.oncollect pode auxiliar no direcionamento das políticas públicas específicas. “Esses dados reforçam a importância de estratégias eficazes de detecção precoce, tratamento rápido e acesso igualitário aos cuidados de saúde. As informações sobre o tempo entre o diagnóstico e o tratamento apontados na publicação mostram que há um problema no fluxo da rede de saúde. Compreender as disparidades regionais é essencial para desenvolver intervenções direcionadas e garantir melhores resultados para todos os pacientes.”

 

Flávia Miranda, consultora médica da Fundação do Câncer, enfatiza a necessidade crucial de medidas preventivas, especialmente no contexto dos cânceres relacionados ao HPV. “A vacinação é uma medida fundamental para a prevenção desses tipos de câncer, sendo um recurso disponível no SUS, para meninos e meninas, entre 9 e 14 anos, além das mulheres e dos homens de 15 a 45 anos de idade vivendo com HIV/AIDS, transplantados e pacientes oncológicos. Mas o que se observa é que apesar da imunização ser disponibilizada gratuitamente no SUS, ainda há uma dificuldade para atingir a cobertura vacinal adequada. E essa dificuldade se mostra maior quando se trata do esquema vacinal completo, ou seja, contemplando as duas doses.” Ela completa ainda que é preciso olhar para a prevenção ao HPV para além do câncer do colo do útero, o mais prevalente entre as doenças causadas pelo Papilomavirus. “O avanço do controle dos tipos de câncer relacionados a esse vírus depende muito da conscientização no aumento da cobertura vacinal, aliada à redução das barreiras de acesso, garantindo e melhorando a condição da chegada dos pacientes às unidades de saúde, desde seu diagnóstico até o tratamento”.

 

A médica alerta que 8 a cada 10 pessoas serão infectadas pelo HPV em algum momento da vida. “Portanto, vacinar significa diminuir riscos”, salienta.

Ministério da Saúde monitora novas variantes da Covid

Por Patrícia Pasquini | Folhapress

Ministério da Saúde monitora novas variantes da Covid
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério da Saúde está monitorando novas subvariantes da Covid. Novas no Brasil, a JN.1 e a BA.2.86.1 foram identificadas inicialmente no Ceará. A primeira já corresponde a 3.2% das detecções no mundo.
 

A JG.3, derivada da EG.5, conhecida popularmente como Éris, foi isolada no mesmo estado nordestino, mas não se tornou predominante por lá. A cepa vem sendo monitorada pelo órgão nos últimos meses, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.
 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), ao menos a JN.1 e a JG.3 foram encontradas em 47 países.
 

Segundo o secretário Executivo de Vigilância em Saúde do Ceará, Antonio Silva Lima Neto, o estado apresentou baixa transmissão do coronavírus até o início de novembro, com aumento discreto de positividade. Ao longo do mês, tornou-se acelerado. Como o padrão epidemiológico havia mudado rapidamente, a primeira hipótese foi a introdução de variantes com escape vacinal.
 

"No sequenciamento do dia 30 de novembro vieram 47 amostras. Destas, 38 foram identificadas como JN.1 e uma como BA.2.86.1, que são descendentes da BA.2.86, da ômicron. A JN.1 foi isolada na Dinamarca e produziu muitos casos na Europa Continental, nos Estados Unidos, mas ainda não tinha sido isolada no Brasil. É uma subvariante que agrega escape vacinal", explica o secretário.
 

Há casos da JN.1 em vários municípios cearenses, com prevalência em Fortaleza. A identificação das variantes foi feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará.
 

A cobertura vacinal da bivalente no Ceará está em cerca de 19%, concentrada em sua maioria nos idosos; a da monovalente está em torno de 70%.
 

Ao que tudo indica, as variantes não são responsáveis por casos graves de Covid, mas é cedo para afirmar. "A JN.1 não foi examinada pela OMS. A OMS se permitiu dizer que não havia nenhuma evidência de de casos mais severos. Essa variante é muito nova. A gente ainda está em monitoramento. Acho prematuro dizer que a variante é incapaz de produzir casos mais severos", ressalta Neto.
 

Entre as recomendações da Secretaria Estadual de Saúde do Ceará estão o uso de máscaras pela população vulnerável, ventilação dos ambientes, incentivo à vacinação com busca ativa pelos não imunizados e monitoramento por meio de testagem.
 

O Ministério da Saúde disponibilizou uma equipe da vigilância epidemiológica para ir ao Ceará, se necessário, e enviou um reforço de 900 tratamentos antivirais para casos leves de Covid em maiores de 65 anos e imunossuprimidos com 18 anos ou mais. Cerca de 35 mil reações para diagnóstico molecular do vírus e 30 mil testes rápidos de antígeno também foram encaminhados ao estado.
 

É importante completar o esquema vacinal contra a Covid de imediato. A partir de 2024, a vacina contra a Covid-19 passará a integrar o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde e as doses serão disponibilizadas apenas aos grupos prioritários.
 

Além de crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos, fazem parte do público-alvo os idosos, imunocomprometidos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, pessoas com deficiência permanente, privados de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema penitenciário e pessoas em situação de rua.

Promovido pela DP-BA, terceira edição do Seminário sobre Aborto discutirá fortalecimento e ampliação da rede
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Na Bahia, 13 unidades de saúde estão habilitadas para realização do aborto legal, nove na Região Metropolina de Salvador. Para discutir a necessidade de ampliação e fortalecimento dessa rede, acontece nos próximos dias 14 e 15 de dezembro a terceira edição do Seminário Baiano Sobre Aborto Legal. O evento será realizado na modalidade virtual, através da plataforma Zoom, e as pessoas interessadas devem fazer inscrição pelo link disponível aqui.

 

O III Seminário foi construído pela Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) junto com o Fórum Estadual Sobre Aborto, do qual a instituição também faz parte. “O nosso objetivo é garantir visibilidade para a temática e discutir, com participação de toda a sociedade, as estratégias e os entraves para interiorizar e melhorar o serviço existente”, explica a coordenadora da Especializada de Direitos Humanos, Lívia Almeida.

 

A legislação brasileira prevê o direito ao aborto em três casos: quando a gestação implica risco de vida para a mulher, é decorrente de estupro ou no caso de anencefalia. Segundo a última Pesquisa Nacional de Aborto, uma em cada sete mulheres já interrompeu uma gravidez no Brasil. Entre as pesquisadas, 52% fizeram o primeiro aborto com 19 anos ou menos. O levantamento realizado em novembro de 2021 ouviu 2 mil mulheres, em 125 municípios.

 

Para discutir o acesso ao aborto legal na Bahia, o III Seminário reúne pesquisadores, profissionais de saúde, ativistas e representantes de unidades hospitalares habilitadas para fazer aborto no estado. Entre as palestrantes confirmadas, estão: Sandra Muñoz (Casa Marielle Franco Brasil), Marina Jacobs (Ufsc), Greice Menezes (Ufba), Helena Paro (UFU), Arlindo Pacheco (Iperba), Cândida Pereira (Sesab) e Paula Viana (Fórum Latino-americano de Serviços de Aborto Legal).

 

As mesas e rodas de conversa vão discutir: Estratégias para acolhimento imediato a pessoas em situação de violência sexual; Como garantir a assistência ao aborto legal no interior da Bahia?; Estratégias bem sucedidas na gestão dos serviços de assistência ao abortamento; Novas perspectivas na garantia do direito ao aborto no Brasil: O que esperar?; e Os Fóruns como estratégia na luta pela justiça reprodutiva. 

 

As pessoas inscritas com presença confirmada nos dois dias de Seminário receberão certificado de participação de 12h.

 

FÓRUM ESTADUAL SOBRE ABORTO

Criado em julho de 2021, o Fórum tem como objetivo ampliar e melhorar o serviço de aborto legal, capacitar os profissionais de saúde, bem como articular e fortalecer a rede de proteção à saúde da mulher existente. Desde a criação do organismo, através de articulações realizadas pela DP-BA, o número de hospitais habilitados para fazer o aborto legal no estado saltou de cinco para 13 unidades.

 

O aumento no número também garantiu uma maior capilaridade do serviço, que antes se restringia a Salvador e Feira de Santana. Atualmente, o direito de interromper uma gestação também está garantido em unidades de saúde de Camaçari, Ribeiro do Pombal, Vitória da Conquista e Porto Seguro. Por solicitação da Defensoria, a relação completa está disponível no site da Sesab.

 

Além da DP-BA, o Fórum sobre Aborto é formado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ministério Público estadual (MP-BA), Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), representantes de maternidades de Salvador, além de integrantes da sociedade civil, como a Rede de Humanização do Parto.

SMS promove serviços e atividades gratuitas em alusão ao Dia Municipal contra a Tuberculose
Foto: Ascom SMS

Em alusão Dia Municipal de Luta contra a Tuberculose, celebrado no dia 04 de dezembro, a Secretaria Municipal da Saúde realizará diversas atividades no decorrer do mês de dezembro com o objetivo de acolher pessoas com sintomas da doença, diagnosticar precocemente e tratar; além de identificar e ofertar assistência aos cidadãos infectados pela bactéria, mas que desconhecem seu quadro clínico por serem assintomáticos.

 

 A SMS conta com 143 Unidades Básicas de Saúde com o Programa Municipal de Controle de Tuberculose implantado (confira aqui). Essas estruturas, articuladas com unidades de atenção especializada, urgência, hospitais e serviços como os CRAS - Centros de Referência de Assistência Social e universidades, buscam reduzir a incidência da tuberculose, melhorar a qualidade do diagnóstico, tratamento e diminuir a mortalidade associada à doença. Para isso, são desenvolvidas ações em diferentes áreas, como a vigilância epidemiológica, educação em saúde, ações de Educação Permanente para os profissionais de saúde e oferta de serviços especializados.

 

“A tuberculose tem cura, mas é uma doença que ainda mata pessoas. Por isso nosso objetivo com essa intensificação é chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento; além de conscientizar a população sobre riscos e contágio. Os testes para o diagnóstico da tuberculose são ofertados gratuitamente no SUS, bem como toda assistência”, destacou a vice-prefeita e secretária de saúde, Ana Paula Matos.

 

A DOENÇA  

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, causada pelo bacilo M. tuberculosis, que acomete os pulmões em aproximadamente 85% dos casos, mas atinge também outros órgãos do corpo. Sua transmissão ocorre através do ar, por meio da fala, tosse ou espirros.

 

Fortemente relacionada às condições sociais em que a população está inserida, a tuberculose persiste enquanto problema de saúde pública, atingindo majoritariamente grupos populacionais mais vulneráveis, como a população em situação de rua, pessoas vivendo com HIV/Aids, pessoas privadas de liberdade e a população indígena.

 

Crianças e idosos possuem um risco aumentado devido a questões relacionadas à competência do sistema imunológico. Há ainda evidências indicando maior risco em pessoas com diabetes e entre aqueles que fumam.

 

Ressalta-se que, de acordo com o Ministério da Saúde, dentre as pessoas diagnosticadas com tuberculose em 2022, 63,3% eram negras (declararam-se pretas ou pardas), revelando que as políticas públicas devem priorizar esta realidade para o enfrentamento do problema, não apenas no âmbito da saúde.

 

 

 

USF SANTA MÔNICA:

 

04 a 07/12 - Distribuição de panfletos sobre tuberculose em todos os serviços da unidade;

07/12 - Atendimento dos sintomáticos respiratórios encontrados na busca ativa, pelos profissionais médicos e/ou enfermeiros;

 

16º CENTRO DE SAÚDE MARIA CONCEIÇÃO IMBASSAHY:

 

06/12 - Sala de espera na unidade e pela Enf. Tamires Sidral Luz, com pacientes da unidade;

USF IAPI:

04/12 - Sala de Espera com distribuição de material educativo. Profissionais responsáveis: ACS Claudia / Edson/Luciana e captação de possíveis sintomáticos respiratórios em situação de rua, território adscrito da USF (acolhimento imediato).

USF SAN MARTIN 3:

07/12 - 08h - Sala de Espera. Profissionais responsáveis: ACS Eliane e Fátima.

Mais de 63% das mulheres jovens são afetadas por HPV no ânus, aponta estudo

A taxa de infecção por HPV (papilomavírus humano) na região anal atinge 52% dos jovens brasileiros entre 16 e 25 anos que já iniciaram a vida sexual, com maior prevalência entre as mulheres (63,2% contra 36,8% entre os homens).

 

Os resultados são da primeira pesquisa nacional sobre o tema, feita a pedido do Ministério da Saúde, e mostram uma taxa de infecção anal muito semelhante à da região genital (58,6 %).  O HPV envolve um grupo de mais de 150 vírus, dos quais pelo menos 13 estão associados a vários tipos de câncer, como o de colo uterino, o de ânus, o de pênis e o de cabeça e pescoço.

 

De acordo com a o jornal as informações são da Folha de São Paulo, o trabalho fez parte de um grande levantamento nacional sobre o impacto da vacina contra o HPV disponível no SUS desde 2014 para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Nesta atual etapa, foram avaliados 12,8 mil jovens de todas as regiões brasileiras.

 

Liderada pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), por meio do Proadi (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS), a pesquisa deve subsidiar o ministério em novas ações de reforço da imunização. Nos últimos anos, o país enfrenta queda da cobertura da vacinação contra o HPV. Em 2022, entre as meninas, a primeira e a segunda dose tiveram, respectivamente, 75,91% e 57,44% de adesão.

 

Entre os meninos, os números são ainda menores: 52,26% na primeira aplicação e 36,59% na segunda. Os dados deste ano ainda não estão consolidados. A vacina quadrivalente é indicada para a prevenção de verrugas genitais (HPV 6 e 11) e de tumores relacionados ao HPV 16 e 18, como o de vulva, vagina, colo uterino, ânus, cavidade oral, traqueia e pênis.

 

A infecção por HPV está associada a 90% dos casos de câncer de ânus, um tipo de tumor que vem aumentando em vários países nas últimas décadas. Nos Estados Unidos, em 15 anos, a taxa de crescimento foi de 3% ao ano, e já existe proposta de rastreamento para câncer anal da mesma forma do que é feito hoje para o cervical.

 

Diferentemente do que muitos imaginam, a infecção do HPV no ânus não está diretamente relacionada à prática de sexo anal. Ela acontece também entre aqueles que não o praticam. O estudo demonstrou um impacto positivo da vacina quadrivalente nos índices de infecção anal por HPV. Entre os vacinados, a taxa ficou em 3,1% e entre os não imunizados, em 10,9% (para os sorotipos de vírus presentes na vacina).

 

Na rede privada, há uma outra vacina formulada com nove sorotipos. O preço da dose está entre R$ 800 e R$ 950 —em adultos, a recomendação é de três aplicações. De acordo com o estudo, os tipos de HPV contidos na vacina nonavalente também apresentaram uma redução importante nas taxas de infecção: de 30,2% para 24,7%. Os dados sobre o estudo nacional sobre HPV foram apresentados na semana passada, em Porto Alegre (RS), e ainda devem ser publicados em uma revista científica.

 

Eles representam a segunda fase de um projeto iniciado no triênio 2015-2017, por meio do Proadi, em que foi avaliada a taxa de infecção por HPV genital e oral em uma população de jovens entre 16 e 24 anos não vacinados. Agora, no triênio 2020-2023, o estudo analisou jovens dessa mesma faixa etária para verificar a taxa de infecção nas regiões genital e anal entre os vacinados e os não vacinados.

Hospital em Senhor do Bonfim passa a ter 23 novos leitos e equipamentos de saúde
Foto: Dóris Queirós/Saude GOVBA

A cidade de Senhor do Bonfim, no norte baiano, passou a contar com 23 novos leitos e equipamentos que vão ampliar a assistência prestada pelo Hospital Dom Antônio Monteiro. O investimento do Governo Estadual chega a R$ 7,8 milhões.

 

Com a entrega, a unidade passa a ofertar 5 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, serviço que, até então, não era oferecido, além de 10 leitos clínicos adultos de retaguarda, que entrarão em operação imediata. Também entram em operação nesta terça-feira mais 8 leitos de Cuidados Intermediários Neonatais Convencionais (UCINCo) e Canguru (UCINCa).

 

Juntos, somente os 23 novos leitos contratados pelo Governo da Bahia para ampliar a assistência no município representam um investimento anual superior a R$ 5,7 milhões e estarão disponíveis para pacientes de toda a região via Central Estadual de Regulação. Também foram entregues mais de R$ 2,1 milhões em equipamentos destinados para os novos leitos de UTI Neo da unidade.

 

"É uma entrega importante, ficamos muito felizes com esse investimento de mais de R$ 7,8 milhões, sendo mais de R$ 2 milhões em equipamentos provenientes de emenda parlamentar do deputado Bobô, que tem sido muito atuante na região. Essas entregas cumprem o propósito de regionalização do serviço. Para isso, temos aplicado recursos e credenciado serviços em hospitais complementares importantes para a região, como o Dom Antônio Monteiro. O que temos pedido é a parceria do município. Nós não faltamos com nossa responsabilidade e seguiremos trabalhando para qualificar a saúde, que é um grande desafio", pontuou a secretária.

 

 

Mais de R$ 13,9 milhões em investimentos

 

Somente em 2023, o Governo do Estado aplicou mais de R$ 13,9 milhões em serviços contratados com o Hospital Dom Antônio Monteiro, ampliando a regionalização da saúde no interior do estado. A unidade já possui serviços contratados para a realização de cirurgias eletivas, cirurgias nas áreas de ortopedia e ortotraumatologia, além de leitos clínicos e de UTI que ajudam a qualificar a assistência em Senhor do Bonfim e em toda a região.

 

No início do ano, a Secretaria da Saúde da Bahia assinou um contrato que assegurou a aplicação de R$ 1,2 milhão na realização de 828 cirurgias nas áreas de ortopedia e ortotraumatologia no Dom Antônio Monteiro. "Estamos fortalecendo e ampliando a assistência à saúde na região, que é uma diretriz do governador Jerônimo. Dessa forma, o paciente não precisa se deslocar por grandes distâncias, como vinha ocorrendo”, completou a secretária.

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Entenda como uma roupa desenvolvida para os astronautas russos pode tratar pessoas com distúrbios neuromotores

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Foto: Divulgação
No filme “Extraordinário”, o personagem principal Auggie se imagina usando um traje de astronauta na escola e sendo aclamado pelos alunos. Fora das telas, crianças e adolescentes com distúrbios neuromotores podem viver esse sonho usando uma roupa especial, desenvolvida para os astronautas russos utilizarem no espaço. Essa vestimenta terapêutica, chamada de Suit, é usada no método Therasuit, que consiste em um programa reconhecido mundialmente como um dos mais eficientes nos tratamentos de reabilitação para crianças com paralisia cerebral. A Clínica Espaço Kids é pioneira na Bahia, desde 2011, aplicando esse método fisioterapêutico.

Entrevistas

Médico baiano é integrante da pesquisa que usa técnica de edição de genes no combate a anemia falciforme

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Foto: Glenn Ramit / Innovative Genomics Institute
O baiano Bruno Solano, médico pesquisador da Fiocruz e especialista em terapia celular, é um dos integrantes de um estudo que busca  alternativas mais eficientes para reduzir custos de um tratamento para pacientes que sofrem com doenças de falciformes no mundo. Trata-se da técnica de edição de genes CRISPR para atacar doenças como a anemia falciforme, condição genética e hereditária que traz complicações graves, com prevalência na população negra.