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Governo da Bahia firma contrato de R$ 514 mi com a Fabamed para gerir Hospital 2 de Julho
Por Redação
O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab-BA), firmou um contrato no valor global de R$ 514,06 milhões com a organização Fabamed para gerir, operacionalizar e executar os serviços de saúde do Hospital 2 de Julho, localizado em Salvador.
Com vigência iniciada em 1º de outubro de 2026, o contrato assinado prevê o montante exato de R$ 514.062.004,20. O valor total é destinado exclusivamente ao custeio da operação continuada e da prestação dos serviços médico-hospitalares ao longo do período contratual, não se tratando de verba para obras ou investimentos em infraestrutura.
Integrante da rede estadual de saúde e classificado como hospital geral, o Hospital 2 de Julho mantém funcionamento 24 horas por dia, oferecendo atendimento universal e gratuito aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As informações são do site BadeValor.
A oficialização do vínculo estabelece com clareza as atribuições e responsabilidades operacionais tanto da Fabamed quanto da Sesab. A medida formaliza a gestão da unidade, que já vinha sendo preparada pelo Estado. Em 2025, documentos oficiais apontavam que o hospital encontrava-se sem um contrato de gestão vigente, tendo o funcionamento mantido por meio de pagamentos efetuados via indenização.
Vida em Equilíbrio debate canetas emagrecedoras, testosterona e peptídeos com Dr. Ian Branco
Por Redação
O tratamento da obesidade passa por um momento de grandes transformações. A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, o crescente interesse por peptídeos, saúde hormonal e performance trouxe novas possibilidades para a medicina, mas também levantou questionamentos sobre indicações, riscos e a busca por resultados cada vez mais rápidos.
É dentro desse cenário que o novo episódio do podcast Vida em Equilíbrio, apresentado por Andrea Cunha, propõe a discussão: o que representa um verdadeiro avanço da ciência e o que pode estar sendo transformado em modismo?
Para aprofundar o tema, Andrea recebe o Dr. Ian Branco, médico com atuação voltada à obesidade, emagrecimento, saúde metabólica, performance e qualidade de vida. Pós-graduado em Obesidade e Emagrecimento pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o médico também é palestrante, escritor e mentor de médicos em Inteligência Artificial.
Dr. Ian integra ainda o corpo clínico do Núcleo GA, em Salvador, onde desenvolve um trabalho que considera a saúde para além do número na balança, observando aspectos como metabolismo, composição corporal, sono, energia, hábitos e saúde hormonal.
Durante a entrevista, Andrea e Dr. Ian conversam sobre o impacto das canetas emagrecedoras no tratamento da obesidade, suas indicações e os cuidados necessários diante da crescente procura por esses medicamentos. A preservação da massa muscular durante o emagrecimento também ganha destaque, ampliando a discussão para a importância da composição corporal e não apenas da perda de peso.
Outro tema que vem despertando interesse são os peptídeos e as promessas relacionadas a emagrecimento, recuperação, performance e longevidade. O episódio discute o que já encontra respaldo científico e por que é necessário cautela diante de tratamentos que ganham visibilidade rapidamente, especialmente nas redes sociais.
A saúde do homem também ocupa espaço importante na conversa. Testosterona, disposição, composição corporal e performance entram em pauta, assim como um assunto ainda pouco discutido quando se fala em autoestima masculina: a queda de cabelo.
A entrevista também traz uma reflexão sobre até onde a busca por performance e longevidade representa cuidado com a saúde e quando pode se transformar em excesso ou medicalização.
Com atuação também na área de tecnologia, Dr. Ian aborda ainda o avanço da Inteligência Artificial na medicina, suas possibilidades para um cuidado mais individualizado e a importância de preservar a relação humana e a tomada de decisão compartilhada entre médico e paciente.
Com o tema “Canetas emagrecedoras, testosterona e peptídeos: ciência ou modismo?”, o novo episódio do Vida em Equilíbrio convida o público a compreender melhor algumas das principais discussões da medicina atual e a importância de fazer escolhas baseadas em informação, ciência e acompanhamento profissional.
O episódio no ar nesta segunda-feira (5), às 19h, no YouTube do Bahia Notícias. Confira:
PrEP injetável contra HIV deve ser incorporado ao SUS ainda neste ano, mas com acesso limitado
Por Vitor Hugo Batista | Folhapress
A PrEP (profilaxia pré-exposição) injetável contra o HIV deve ser incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde) ainda neste ano, mas a oferta inicial do medicamento deverá ser limitada em quantidade, abrangência geográfica e público atendido.
A previsão é de que o Apretude, nome comercial do cabotegravir, desenvolvido pela GSK/Viiv, não esteja disponível imediatamente em todo o país nem para todas as pessoas que poderiam se beneficiar da prevenção.
A quantidade inicial deve ser pequena, disponibilizada apenas em algumas cidades e para pessoas que apresentam dificuldades de adesão ao comprimido diário, segundo um servidor ligado ao Ministério da Saúde. A farmacêutica já se prepara para atender à demanda da rede pública, porque a incorporação deve acontecer, disse uma pessoa ligada à GSK.
Tanto a pasta quanto a farmacêutica não confirmaram a informação e não deram um prazo específico sobre quando o remédio deve chegar ao sistema público de saúde.
O cabotegravir recebeu recomendação preliminar favorável da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) no início de agosto e acaba de passar por uma consulta pública. Se incorporado, o remédio será o primeiro de longa duração para prevenção ao HIV disponível no SUS.
A GSK afirma que a avaliação do medicamento pela Conitec é um "passo importante para a prevenção do HVI no país". "Os termos do acordo para a disponibilização de cabotegravir estão sendo finalizados e tão logo seja concretizado, a GSK disponibilizará os detalhes", diz a farmacêutica em nota.
O Ministério da Saúde diz, em nota, que estuda oferecer o cabotegravir de longa duração no SUS como alternativa para pessoas que enfrentam dificuldades para manter o uso diário da PrEP. "No momento, a incorporação do medicamento é analisada pela Conitec."
A indicação aprovada pela Anvisa é ampla, mas o pedido apresentado pela GSK à Conitec previa inicialmente homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero de 15 a 30 anos, com pelo menos 35 kg.
Durante a avaliação, a Conitec ampliou a população considerada para pessoas sexualmente ativas, a partir de 15 anos, em contextos de maior vulnerabilidade ao HIV, como pessoas em situação de vulnerabilidade que, por razões sociais ou dificuldades de acesso aos serviços, não estejam utilizando a profilaxia em comprimidos.
Os critérios definitivos de elegibilidade e prioridade ainda não foram definidos e dependerão da conclusão do processo de incorporação e das regras de implementação. A apresentação avaliada para o SUS contém 600 mg do medicamento em 3 mL.
O medicamento é um antirretroviral inibidor da integrase, enzima produzida pelo retrovírus do HIV. Ele impede que o vírus se instale nas células do corpo e se multiplique. A aplicação é a cada dois meses, diferentemente dos comprimidos diários oferecidos pelo SUS hoje em dia.
O remédio foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2023 e está disponível para venda em farmácias e aplicação em clínicas médicas por R$ 4.000 a dose, mas não na rede pública.
Em julho, o governo anunciou um acordo de compra do cabotegravir. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a expectativa do governo era de que o medicamento estivesse disponível "no braço" de pacientes brasileiros ainda neste ano.
Segundo Padilha, o país registrou em 2024 a maior redução na taxa de mortalidade por Aids de sua história, com o número de mortes ficando pela primeira vez abaixo de 10 mil.
Ele atribuiu o resultado à ampliação de 150% na oferta de medicamentos de PrEP pelo SUS e ao aumento de 100% nos exames de testagem rápida nos últimos três anos —o que, segundo ele, permitiu identificar novas infecções e iniciar o tratamento mais rapidamente.
Hoje, 22% das pessoas diagnosticadas com HIV no Brasil começam o tratamento no mesmo dia da confirmação, e mais da metade inicia em até 30 dias.
Existem diversas estratégias de prevenção disponíveis no SUS, como camisinha, PrEP oral de uso diário e a PEP (profilaxia pós-exposição) —a PrEP, como o próprio nome já diz, é indicada para prevenir e proteger contra uma infecção de HIV, enquanto a PEP deve ser tomada em até 72 horas após uma relação desprotegida para impedir que a infecção ocorra.
Antes de iniciar a PrEP oral e injetável, porém, é necessário confirmar que a pessoa não tem HIV.
A principal diferença da PrEP injetável de longa duração em relação à PrEP oral está na forma de administração. Enquanto a de uso diário disponível no SUS é feita principalmente com comprimidos, o cabotegravir é aplicado no músculo.
São duas doses iniciais, com intervalo de um mês, seguidas por uma aplicação a cada dois meses, explica o infectologista Vinicius Borges, idealizador do perfil @doutormaravilha. Ele acompanha o assunto há 12 anos e cria conteúdos sobre o tema para cerca de 250 mil seguidores.
Para Borges, a mudança pode ampliar as possibilidades de prevenção justamente para pessoas que têm dificuldade de manter uma medicação diária. Há pacientes que esquecem os comprimidos, enfrentam dificuldades para manter uma rotina de tratamento ou não querem guardar um frasco de PrEP em casa por causa do estigma relacionado ao HIV.
"Aí essa injeção a cada dois meses é bem mais simples. Quanto mais opções a gente oferece, maior a chance de se encaixar na vida das pessoas", afirma Borges.
Dados do Ministério da Saúde apontam que mais da metade dos usuários (55%) descontinuaram o uso da PrEP oral, com taxas ainda maiores entre os mais jovens —68% para menores de 18 anos.
O infectologista também diz que o cabotegravir pode ser uma alternativa para pessoas que não se adaptaram à PrEP oral por questões relacionadas à função renal. Segundo ele, o medicamento injetável não apresenta a mesma preocupação renal associada à PrEP oral.
Para Borges, o efeito adverso mais comum é uma reação no local da aplicação, como dor, sensibilidade, inchaço ou formação de um nódulo. Esses eventos tendem a ser leves ou moderados e desaparecem com o tempo. Também podem ocorrer dor de cabeça e mal-estar.
Na avaliação do infectologista, a incorporação também exigirá estrutura para aplicação das doses, testagem adequada, profissionais capacitados e acompanhamento dos pacientes.
"A população está vivendo cada vez mais e mantendo uma vida sexual ativa por mais tempo. A PrEP injetável pode ser uma solução para essas pessoas. Mas a injeção sozinha não resolve tudo. A prevenção envolve um conjunto de medidas de saúde sexual que acompanham o usuário", diz.
O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.6
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e o recolhimento de produtos falsificados comercializados no Brasil. As medidas atingem um gel hidratante intravaginal e lotes de um antitranspirante axilar, após a identificação de irregularidades.
A decisão foi publicada nesta sexta-feira (2) no Diário Oficial da União e envolve produtos comercializados com características diferentes das versões originais ou sem comprovação de fabricação. Conforme a resolução, a Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do lote 2 2511006 do Hidrafemme Gel Hidratante Intravaginal.
A empresa responsável pelo produto informou ter identificado unidades à venda na internet com diferenças em relação à embalagem original. Entre os indícios estão um número de lote não reconhecido no Brasil, divergências na codificação, uma caixa menor que a original e aplicadores incompatíveis com a embalagem.
Também foi identificado que o rótulo da bisnaga era feito de papel impresso colado, o que reforçou a suspeita de falsificação.
ANTITRANSPIRANTE
A Anvisa também determinou a apreensão e proibiu a comercialização e o uso dos lotes 614323 e 614326 do Perspirex Strong Antitranspirante Axilar. De acordo com a resolução, os produtos eram comercializados por uma empresa desconhecida, que utilizava na rotulagem dados cadastrais de outra fabricante. A empresa citada afirmou não reconhecer a produção dos itens.
Sem comprovação de origem e de regularização, os produtos foram considerados irregulares e não podem ser comercializados ou utilizados.
A Anvisa orienta os consumidores a ficarem atentos às características das embalagens e a evitarem a compra de produtos de procedência desconhecida, especialmente em plataformas de comércio eletrônico.
O livro Temas Negligenciados no Ensino da Medicina, organizado pelo médico e professor José Tavares-Neto, conselheiro do Instituto Sócrates Guanaes (ISG), será lançado em 18 de outubro, Dia do Médico, em Salvador (BA). Publicada pela Editora Paginae, a obra reúne especialistas de diferentes áreas para discutir assuntos que fazem parte da prática médica, mas nem sempre recebem espaço proporcional na formação profissional.
Entre os temas abordados estão humanização no atendimento a pacientes terminais, doenças tropicais, toxicologia, cirurgia global, inteligência artificial na educação médica, autocuidado no diabetes, saúde da população idosa, emergências psiquiátricas, saúde cardiovascular da mulher e transtorno do espectro autista em adultos.
A obra conta com a participação de seis profissionais ligados ao Instituto Sócrates Guanaes, Organização Social de Saúde nascida na Bahia há 26 anos, responsável pela gestão de nove unidades públicas de saúde no país. Entre estes estão o fundador e diretor-presidente, André Mansur de Guanaes Gomes, além de Antônio Carlos Magalhães Duarte, Fernanda Reis Salles, Lívia Magalhães Costa Castro e Vanessa Oliveira Sena, autores do capítulo “Humanização nos pacientes terminais”.
O texto aborda os desafios da assistência a pacientes em cuidados de fim de vida e a importância de integrar conhecimento técnico, comunicação e atenção às necessidades dos pacientes e de seus familiares. Também participa da publicação Mariana Quintino Rabelo, médica do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), unidade gerida pelo ISG em Goiás, autora do capítulo “Reações hansênicas”, que integra a área dedicada à Medicina Tropical.
Segundo André Guanaes, “as contribuições refletem a atuação do ISG na integração entre ensino, pesquisa e aprimoramento da capacitação dos profissionais que atuam na assistência à saúde. A produção e o compartilhamento de conhecimento fazem parte da filosofia da instituição de promover saúde por meio da educação”.
Ao reunir experiências de diferentes áreas, a publicação aproxima questões presentes no cotidiano dos serviços de saúde do debate sobre a formação médica e propõe ampliar a discussão sobre conhecimentos necessários para a prática profissional.
O lançamento será realizado das 13h às 17h30, no Quality Hotel, em Salvador.
SERVIÇO
Lançamento do livro Temas Negligenciados no Ensino da Medicina
Organização: José Tavares-Neto
Editora: Paginae
Data: 18 de outubro de 2026
Horário: 13h às 17h30
Local: Quality Hotel – ao lado da recepção principal (térreo)
Endereço: Rua Dr. José Peroba, 244 – Stiep – Salvador (BA)
Homem é investigado por realizar procedimentos odontológicos de forma irregular em casa na Bahia
Por Redação
A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) cumpriu nesta quinta-feira (1º) um mandado de busca e apreensão na residência de um homem de 66 anos, no bairro Cerâmica, em Conceição do Coité. Ele é investigado por exercício ilegal da profissão de cirurgião-dentista. Durante a ação, também foram identificadas condições inadequadas e insalubres no imóvel para a realização de procedimentos odontológicos.
As investigações tiveram início após uma denúncia de que o homem exercia ilegalmente a atividade na própria residência. Durante as buscas, foram apreendidos materiais e equipamentos utilizados em procedimentos odontológicos, como ferramentas para extrações dentárias, motores para acabamento de próteses, cera para confecção de dentaduras, estufa para esterilização, medicamentos e um aparelho celular.
O homem foi conduzido à unidade policial, onde prestou esclarecimentos e admitiu exercer ilegalmente a profissão. Após ser ouvido, foi liberado mediante assinatura de termo de compromisso para comparecer em juízo.
A ação foi realizada pela Delegacia Territorial (DT-BA), com o apoio da Vigilância Sanitária do município e do Conselho Regional de Odontologia (CRO-BA) (CRO-BA).
Ronaldo Mansur defende fortalecimento do SUS e avalia possível retorno à campanha eleitoral
Por Redação
O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta quarta-feira (30), após receber alta do Hospital Geral Ernesto Simões Filho, em decorrência do acidente de carro que sofreu na terça-feira (29), nas proximidades da Avenida 29 de Março.
Mansur afirmou que não possui plano de saúde particular e destacou o atendimento recebido na unidade pública. Segundo ele, médicos, enfermeiros e funcionários prestaram um atendimento humanizado durante o período em que permaneceu internado.
“O meu plano de saúde é o SUS, Sistema Único de Saúde. Por isso, eu fui para o Hospital Ernesto Simões Filho, hospital público, onde os médicos, enfermeiras, e funcionários dão um atendimento humanizado de primeira linha a todos os pacientes. Quero agradecer as manifestações de apoio, de carinho e solidariedade que todos tiveram. A gente sempre tem que lutar por uma saúde pública de qualidade. Por isso a importância do SUS de excelência”, afirmou.
Sem agenda pública nesta quarta, Mansur pretende se reunir com a coordenação de campanha no fim da tarde ou início da noite para avaliar a realização de atividades na quinta-feira (1º). “Hoje é um dia de descanso. No final da tarde, início da noite, estarei com a coordenação para ver se amanhã vamos fazer alguma atividade, mas na sexta-feira e sábado estaremos com certeza fazendo os nossos últimos dias de campanha”, disse.
O Ministério da Saúde disse que as canetas emagrecedoras podem ter o acesso ampliado por meio da incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida chega após o preço desses medicamentos cair cerca de 70% nas farmácias. A partir deste e de outros resultados, o ministério apresentou esta semana um pedido de avaliação desse tipo de medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável pela incorporação de novas tecnologias no SUS, para que a ampliação fosse feita no país.
"Quando a gente fala em incorporar ao SUS, não estamos falando de incorporar um milagre estético. Estamos falando de incorporar uma medicação que, combinada com outras ações de alimentação e atividade física, certamente poderá ter um impacto muito positivo, inclusive nos custos do sistema de saúde. Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer, por exemplo”, afirmou o ministro da saúde, Alexandre Padilha.
“Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no país. Conseguimos ampliar o acesso. Deixou de ser só para ricos”, completou.
Segundo a pasta, a queda de preços veio com multiplicação de produtos disponíveis no mercado. Foram registrados 16 novos produtos apenas em 2026, incluindo genéricos e similares. Desses, quatro são produzidos no Brasil. De acordo com dados da Anvisa, o número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês.
A ampliação da concorrência, a possibilidade de produção nacional e a multiplicação de apresentações disponíveis criaram condições para uma nova etapa, agora em escala pública.
“Na farmácia, o preço já está 70% mais barato. Quando você pensa na escala de compras do SUS, com produção local, isso nos traz a possibilidade de uma redução de 80% a 90% do preço. Estamos projetando que, a um custo de R$ 1,5 bilhão ao ano, a gente consegue trazer esses produtos e incorporar no SUS”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) inicia, nesta quarta-feira (30), uma nova estratégia de vacinação contra doenças causadas pelo pneumococo, com a oferta da vacina Pneumo 20 para pessoas com 85 anos ou mais em Salvador. A medida será implementada em todas as salas de vacinação da rede.
O imunizante protege contra pneumonia, meningite e formas graves de doenças pneumocócicas. Para receber a vacina, não é necessário apresentar pedido médico. Basta procurar uma unidade de vacinação com um documento de identificação.
A SMS reforça, entretanto, que a indicação da vacina e o intervalo necessário para a aplicação dependem da análise da situação vacinal de cada indivíduo. Por isso, é importante apresentar a caderneta de vacinação para que os profissionais possam verificar as doses já recebidas e definir o esquema adequado.
Segundo a subcoordenadora de Imunização da SMS, Taciana Matos, a avaliação individual é fundamental para garantir que cada pessoa receba a vacina no momento indicado.
“É fundamental que o público procure uma unidade de saúde para que os profissionais façam a análise da situação vacinal e verifiquem a necessidade da dose e o intervalo adequado, considerando as vacinas pneumocócicas já recebidas, e garanta a sua dose de proteção”, explica.
A estratégia de vacinação muda conforme a avaliação da situação vacinal de cada pessoa:
Para quem nunca tomou vacina pneumocócica, a orientação é a aplicação de uma dose única da Pneumo 20.
Já as pessoas que já receberam Pneumo 13 ou Pneumo 15 devem receber uma dose da Pneumo 20 após dois meses.
Para quem recebeu anteriormente a Pneumo 23, a indicação é de uma dose da Pneumo 20 após um ano.
Nos casos de pessoas que já receberam duas doses de Pneumo 23 ou o esquema Pneumo 13/15 + Pneumo 23, não são elegíveis para receber a Pneumo 20.
Bombeiros da Bahia adotam doutrina de escuta e dissuasão em ocorrências de risco de suicídio
Por Victor Hernandes
Uma metodologia do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA) prevê a integração de equipes durante atendimentos emergenciais envolvendo pessoas em situação de crise suicida. A estratégia faz parte da implementação e difusão da doutrina de Abordagem Técnica à Tentativa de Suicídio (ATTS), metodologia voltada para o atendimento humanizado e a mediação de situações extremas de crise.
A iniciativa ganhou destaque ao longo do ano e teve atenção especial durante as ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio, que termina nesta quarta-feira (30). Em entrevista ao Bahia Notícias, o tenente-coronel Ramon Dieggo explicou que os estudos que fundamentam a ATTS tiveram início em 2005 e culminaram na estruturação do primeiro curso formal, em 2015, pela Escola Superior de Bombeiros de São Paulo.
A partir desse período, diferentes Corpos de Bombeiros do país passaram a adotar modelos de atendimento baseados na escuta qualificada e na dissuasão. Na Bahia, a doutrina começou a ser incorporada entre 2015 e 2016 e foi consolidada a partir de 2018, quando instrutores locais passaram por capacitação especializada para disseminar o conhecimento dentro da corporação.
Atualmente, o treinamento integra disciplinas das escolas de formação de praças e oficiais, além de passar por atualizações com base em pesquisas acadêmicas e dissertações de mestrado voltadas à elaboração de Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs).
“Hoje nós temos o curso de Abordagem Técnica à Tentativa de Suicídio. Já estamos na segunda edição este ano e já está se iniciando aqui outra turma. Já realizamos três edições no nosso estado, essa é a segunda este ano”, apontou.
Segundo o tenente-coronel, a metodologia estabelece parâmetros específicos para a atuação em cenários de emergência e também utiliza uma nomenclatura própria. A pessoa em situação de crise deixa de ser tratada tecnicamente como “vítima” ou “paciente” e passa a ser denominada “tentante”.
“Estamos difundindo a doutrina da abordagem técnica à tentativa de suicídio. Então, hoje a gente lida também com a parte de como se preparar, de como atender, sabendo a importância de ter eventos como esse também durante o Setembro Amarelo, que é marcado pela prevenção. Passamos todo o mês de setembro fazendo e realizando pesquisa, eventos e pontuando a importância da capacitação, da prevenção e do entendimento sobre o fenômeno da crise suicida, sobre a suicidologia e, no nosso caso, o treinamento da abordagem técnica à tentativa de suicídio”, afirmou.
A atuação é baseada no manejo de dissuasão, com ferramentas de diálogo e escuta estruturada para tentar interromper a ação suicida durante o momento de crise. Toda a operação é orientada pelo princípio da Tríplice Segurança, que busca preservar a integridade do cenário, da equipe de resgate e da própria pessoa em situação de risco.
“Toda essa abordagem é feita de forma humanizada, onde nós escutamos os tentantes. Nós ouvimos essa pessoa no seu momento de crise através da abordagem de dissuasão, onde nós temos técnicas e procedimentos para demover o tentante, se aquela pessoa tiver a ideação suicida no momento de crise, no seu pior momento. Geralmente, ele escolhe um cenário de risco, um cenário alto, onde ele pode permitir o comportamento de autoextermínio. Então, dentro daquele contexto, a gente varre o cenário, atua com segurança e evita que ele consuma o ato”, revelou.
O tenente-coronel destacou ainda que a doutrina é aplicada durante a formação de praças e oficiais e também nos treinamentos de capacitação operacional realizados pela corporação.
“Geralmente adotamos procedimentos que visam à segurança do cenário, à segurança da equipe e à segurança do tentante. Nesse cenário, a partir da doutrina que foi desenvolvida em 2015 até os dias de hoje, nós aplicamos nos nossos treinamentos nas escolas do Corpo de Bombeiros. Ou seja, nós temos as escolas de formação no caso do Bombeiro, nas unidades que fazem o treinamento e a capacitação operacional e, na escola de formação, quando nós temos os cursos de formação, tanto de praças como de oficiais, essa doutrina é aplicada durante o processo de formação dos alunos. E, quando eles vão trabalhar nas respectivas unidades, já formados, eles já têm o conhecimento da doutrina”, completou.
INTEGRAÇÃO
Em meio a questionamentos sobre a presença e o papel de profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, durante ocorrências dessa natureza, o tenente-coronel explicou que a atuação direta no perímetro de risco imediato é de responsabilidade dos bombeiros militares, devido às características operacionais das ocorrências.
“Dentro desse trabalho, a gente procurou desenvolver um trabalho que visa à integração no cenário de emergência. Em cenários de emergência, em virtude até da questão do risco e da nossa missão institucional do Corpo de Bombeiros, quem atua é o Corpo de Bombeiros. Porque nem sempre um profissional de uma determinada instituição ou um agente de segurança, um operador de segurança, de emergência, um médico ou psiquiatra vai conseguir ter acesso ao local de risco e ter acesso a essa vítima, que, no caso, é explicada como tentante”, afirmou.
Ele explicou que situações envolvendo crise de saúde mental podem ocorrer em locais de difícil acesso e alta periculosidade, como pontes, viadutos, torres de telecomunicação ou de eletricidade e fachadas de edifícios. Nesses cenários, a aproximação exige equipamentos de proteção específicos, treinamento para salvamento em altura e domínio de protocolos de segurança.
Segundo Ramon Dieggo, a presença de profissionais sem capacitação para atuar nesses ambientes, assim como uma abordagem inadequada, pode aumentar os riscos da ocorrência.
“Como é que uma pessoa que nunca teve um adestramento, um treinamento, uma capacitação vai subir numa torre de eletricidade, por exemplo? Torres de telecomunicações, pontes, viadutos, fachada de prédio. Às vezes, os tentantes podem acessar locais utilizando métodos que tenham uma letalidade não só para ele, mas para outra pessoa. Então, essa pessoa, mesmo que queira ajudar, se não tiver uma noção de segurança e souber os procedimentos que devem ser feitos, até na simples linguagem de abordagem, nas simples palavras, compromete toda a segurança”, observou.
Embora a rede de saúde mental e os serviços de emergência atuem de forma integrada no encaminhamento e no acolhimento após a crise, a intervenção direta no ponto crítico de risco permanece sob responsabilidade dos bombeiros militares capacitados na doutrina ATTS.
“O nosso manejo dentro dessa metodologia visa à escuta desse tentante através da ferramenta de diálogo. Ou seja, como é que a gente engloba tudo isso? Nós trabalhamos com a abordagem humanizada, que é a abordagem de dissuasão. Escutamos a vítima com uma técnica apropriada, tendo aquele levantamento inicial, escutamos o que está acontecendo, entre outras questões”, finalizou.