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Quando o amor vira controle? Psicóloga Ingrid Ribeiro fala sobre os sinais de uma relação abusiva no Vida em Equilíbrio

Quando o amor vira controle? Psicóloga Ingrid Ribeiro fala sobre os sinais de uma relação abusiva no Vida em Equilíbrio
Foto: Divulgação
No mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, o podcast Vida em Equilíbrio traz uma conversa sobre os sinais que podem aparecer antes que uma relação chegue à violência.

Sustentabilidade começa em nós: Leana Mattei fala sobre consumo consciente e bem-estar no Vida em Equilíbrio

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Foto: Bahia Notícias
Sustentabilidade vai muito além da preservação do meio ambiente. Ela está presente nas escolhas que fazemos todos os dias e tem impacto direto na nossa saúde, na qualidade de vida e no futuro das próximas gerações. Esse é o tema do novo episódio do Vida em Equilíbrio, apresentado por Andrea Cunha, que recebe Leana Mattei, especialista em sustentabilidade, ESG e impacto social.

Podcast Bengalas recebe idealizadoras do projeto “Vó, vai fazer o que hoje?” para debater longevidade, pertencimento e redes de apoio

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Foto: Bahia Notícias
As idealizadoras da comunidade Amigas do Itaigara & Redondezas, Lara Kertész e Safira Luna, participam da mais recente edição do Podcast Bengalas, que vai ao ar nesta quinta-feira (18), às 15h, sob o comando da psicóloga Marta Luzbel.

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Estudo aponta cinco estratégias para reduzir hesitação vacinal

Por Laiz Menezes | Folhapress

Estudo aponta cinco estratégias para reduzir hesitação vacinal
Foto ilustrativa: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O enfrentamento da hesitação vacinal depende da combinação de cinco estratégias: comunicação adaptada a diferentes públicos, combate à desinformação, capacitação de profissionais de saúde, ampliação do acesso à imunização e ações específicas para gestantes.
 

É o que aponta um estudo publicado nesta segunda-feira (12) na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde. O trabalho reuniu 48 revisões sistemáticas publicadas entre 2012 e 2024 sobre intervenções para reduzir a hesitação vacinal em adultos e gestantes, incluindo dados referentes às vacinas contra Covid, influenza, HPV, hepatite B, coqueluche e pneumococo.
 

Segundo os autores, as medidas tendem a funcionar melhor quando aplicadas em conjunto e adaptadas às necessidades de cada população. A síntese foi elaborada a partir de uma chamada pública do Ministério da Saúde para orientar políticas públicas.
 

A primeira estratégia é adaptar a comunicação a diferentes públicos. As campanhas devem considerar as características socioculturais de cada grupo e explicar os benefícios individuais da vacinação e sua importância para a proteção coletiva.
 

Isso pode incluir informações em outros idiomas para migrantes, linguagem simples sobre a segurança dos imunizantes e participação de lideranças comunitárias e religiosas. Influenciadores digitais também podem ampliar o alcance das mensagens.
 

"Cada população, cada comunidade, vai sofrer barreiras diferentes para se vacinar", afirma Ana Paula da Costa Marques, professora de microbiologia do Instituto de Biociências da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e uma das autoras do estudo. As estratégias devem considerar "as características do grupo que se pretende trabalhar e qual é o objetivo", acrescenta.
 

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A segunda estratégia é combater a desinformação. Segundo o estudo, autoridades e profissionais de saúde podem responder a conteúdos falsos nas redes sociais e divulgar informações científicas em linguagem acessível. O trabalho também aponta a importância de prevenir a disseminação de informações enganosas, com medidas como monitoramento e políticas regulatórias.
 

"É muito melhor prevenir a desinformação do que trabalhar nela depois que ela já foi disseminada", afirma Marques.
 

O pediatra Juarez Cunha, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), afirma que a falta de confiança nas vacinas, nos profissionais e nas instituições também pode afastar a população da imunização. Por isso, afirma, é importante identificar os fatores que interferem na vacinação em cada localidade para definir as medidas mais adequadas.
 

A terceira estratégia é capacitar os profissionais de saúde de forma contínua. Os treinamentos devem abordar conhecimentos sobre imunização e habilidades de comunicação, para que os profissionais consigam conversar com a população de forma clara e acolhedora.
 

A recomendação direta durante o atendimento também pode influenciar a decisão de se vacinar. Para Marques, o vínculo entre profissionais e pacientes é importante. Cunha acrescenta que os profissionais precisam estar bem informados para responder às dúvidas, tanto nas unidades de saúde quanto nas redes sociais.
 

Para Rosane Orth Argenta, gestora de saúde e CEO da Saúde Livre Vacinas, rede privada de clínicas de imunização, a recomendação de vacina precisa partir do profissional, sem esperar a iniciativa do paciente.
 

"O profissional não deve apenas esperar que o paciente pergunte sobre a vacinação. Ele precisa avaliar o calendário vacinal e recomendar as vacinas indicadas", afirma.
 

A quarta estratégia é ampliar o acesso à vacinação. Nem toda pessoa que deixa de se vacinar está recusando a imunização. Em alguns casos, a dificuldade é logística, como a falta de tempo para comparecer a uma unidade de saúde.
 

Horários estendidos, atendimento aos fins de semana, unidades móveis e oferta de doses em escolas, empresas e universidades podem reduzir essas barreiras.
 

A quinta frente é voltada a gestantes e puérperas. O estudo recomenda esclarecer dúvidas sobre possíveis efeitos adversos para a mãe e o bebê e oferecer vacinas durante o pré-natal e nas maternidades, com orientações e materiais explicativos.
 

"Quanto mais tiver essa relação do profissional de saúde com a gestante, indicando, recomendando a vacinação, melhor", afirma Marques.
 

As recomendações são apresentadas em um momento de recuperação da vacinação infantil no Brasil. Em 2026, o país deixou a lista dos 20 com maior número de crianças "zero-dose", segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde)ização Mundial da Saúde)ização Mundial da Saúde) e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
 

São consideradas zero-dose as crianças que não receberam a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche. No Brasil, a proteção é oferecida pela pentavalente, que também previne hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo b.
 

Em 2025, 50 mil crianças estavam nessa situação, ante 255 mil em 2024. Para Marques, a recuperação das coberturas vacinais é importante diante do risco de reintrodução de doenças que haviam deixado de circular de forma sustentada. Quando elas se tornam menos frequentes, parte da população pode deixar de reconhecer sua gravidade e os riscos da queda da imunização, diz.
 

Guatemala, México, Estados Unidos, Peru e Canadá concentravam 99,5% dos casos confirmados de sarampo em 2026. Em novembro de 2025, a transmissão endêmica foi restabelecida no Canadá, levando a região das Américas a perder o status de livre da circulação endêmica do sarampo, em meio a um crescimento do movimento antivacina.
 

No Brasil, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro, segundo o Ministério da Saúde. O país mantém o status de livre da circulação endêmica, recuperado em novembro de 2024. A cobertura da primeira dose da tríplice viral chegou a 93,1% em 2025, abaixo da meta de 95%.
 

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde. Lanches

Anvisa autoriza testes em humanos de vacina brasileira contra a malária
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil. O imunizante é feito com tecnologia 100% nacional.  De acordo com o Ministério da Saúde, a dose é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A tecnologia tem incentivo previsto de R$ 12 milhões para as fases de experimentação. Busca-se verificar a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em um total de 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias.

 

O avanço traz uma vacina mais apropriada para o contexto brasileiro, já que as duas vacinas contra malária atualmente recomendadas por autoridades sanitárias foram desenvolvidas para outra espécie de parasita causador da doença predominante na África, não contra o que predomina nas Américas e na Ásia.

 

A MALÁRIA
A malária é uma doença infecciosa causada por um parasita transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego), mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. No Brasil, a maioria dos casos da doença se concentra na região amazônica, composta pelos seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

Caso não seja tratado adequadamente, o paciente com malária pode ser fonte de infecção por meses ou mesmo anos, de acordo com a espécie parasitária em questão. "Toda pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade que confere total proteção clínica nunca foi observada”, destacou o Ministério da Saúde.

Prefeitura de Salvador amplia agendamento on-line de exames através da plataforma Salvador Digital
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador anunciou a ampliação do agendamento on-line para serviços de saúde, incluindo coleta de exames laboratoriais, raio-X e eletrocardiograma (ECG), através da plataforma Salvador Digital. A iniciativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) visa facilitar o acesso dos cidadãos, permitindo que realizem o agendamento pela internet, consultem unidades disponíveis e escolham datas e horários para os exames, eliminando a necessidade de deslocamentos apenas para marcar consultas.

 

Com a opção de agendar online, a população pode verificar as alternativas disponíveis e organizar a realização dos exames conforme a oferta apresentada pela plataforma.

 

Rodrigo Alves, secretário da Saúde, destacou que a disponibilização dos serviços no ambiente virtual representa um avanço significativo na relação entre a população e a rede municipal de saúde. “Disponibilizar esses serviços virtualmente é uma forma de facilitar o acesso da população à saúde. O cidadão pode fazer o agendamento de onde estiver, sem precisar se deslocar até uma unidade apenas para marcar um exame. Isso proporciona mais comodidade, reduz deslocamentos desnecessários e pode contribuir para diminuir filas relacionadas ao processo de agendamento, além de otimizar o atendimento e permitir que as pessoas organizem melhor sua rotina”, afirmou.

 

A disponibilidade de unidades, datas e horários está sujeita às opções apresentadas no sistema. É fundamental que os cidadãos mantenham seus dados cadastrais atualizados para receber notificações sobre o agendamento.

 

Passo a passo para realizar o agendamento

1. Acesse a plataforma: entre no site ou aplicativo Salvador Digital.

 

2. Pesquise o serviço: digite na busca o serviço desejado, como coleta para exames laboratoriais, raio-X ou ECG.

 

3. Faça o login: entre com sua conta Gov.br, conforme solicitado pela plataforma.

 

4. Clique em “Agendar”: na página do serviço escolhido, selecione essa opção.

 

5. Escolha o atendimento: selecione “Atendimento Presencial”.

 

6. Selecione a unidade: escolha uma das unidades de saúde disponibilizadas pelo sistema.

 

7. Defina data e horário: consulte as opções disponíveis e escolha a que melhor atende à sua necessidade.

 

8. Conclua o procedimento: confira as informações e siga as orientações apresentadas na plataforma para finalizar o agendamento.

Incêndio atinge ambulâncias do Samu em Salvador; suspeita é de ação criminosa
Fotos: CBM-BA

Um incêndio atingiu, neste sábado (10), um espaço onde estavam estacionadas diversas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no IAPI, em Salvador. Segundo informações preliminares, há indícios de que o fogo tenha sido provocado intencionalmente, levantando a suspeita de uma ação criminosa.

 

As chamas atingiram uma área que abrigava um número expressivo de ambulâncias. Ainda não há confirmação oficial sobre a quantidade de veículos atingidos nem sobre a extensão dos prejuízos provocados pelo incêndio.

 

O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender à ocorrência e adotar as medidas necessárias para controlar as chamas. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador também foi mobilizada e acompanha a situação, buscando avaliar os danos e adotar as providências necessárias. Não houve feridos.

 

Em nota, a SMS esclareceu que os veículos atingidos estavam fora de operação e aguardavam a conclusão do processo administrativo de desfazimento junto ao Ministério da Saúde. O procedimento está previsto nas normas da administração pública para a destinação de veículos que foram retirados de circulação e não integram mais a frota operacional do serviço.

 

"O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foi acionado para combater as chamas, assim como as autoridades policiais. Há suspeita inicial de que o incêndio possa ter sido provocado por ação criminosa de terceiros, hipótese que deverá ser investigada pelos órgãos competentes", finalizou.
 

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos: hospital de Salvador reabilita paciente com tumor cerebral
Foto: Divulgação

No Hospital Casa de Retiro São Francisco, em Salvador, assistência multiprofissional e cuidados paliativos ajudam paciente de 50 anos a recuperar capacidades funcionais e qualidade de vida.

 

“Toda manhã eu acordo e logo a equipe me leva para fora, para tomar um ar e ouvir os pássaros cantarem.” A frase é de Izamar Galliza, que completa 50 anos neste sábado (10), data em que também é celebrado o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.

 

Depois de quatro meses e meio de internação hospitalar e cinco procedimentos de alto risco para o tratamento de um tumor cerebral avançado, experiências aparentemente simples, como sentir o sol, ouvir música e estar próximo da família, ganharam um novo significado em sua vida.


Atualmente internado no Hospital Casa de Retiro São Francisco (HCRSF), no Horto Florestal, em Salvador, Izamar vive uma etapa marcada por pequenas, mas importantes conquistas. 

 

Com assistência multiprofissional, reabilitação e cuidados paliativos integrados, vem recuperando capacidades funcionais e reconstruindo sua rotina, apesar das limitações impostas pela doença.

 

Sua trajetória ajuda a desconstruir um dos maiores equívocos associados aos cuidados paliativos: a ideia de que essa abordagem se destina exclusivamente a pacientes nos últimos dias de vida ou representa a interrupção dos tratamentos.

 

A mudança na trajetória de Izamar começou com a iniciativa de sua esposa, Nelma Galliza. Diante das limitações e da falta de perspectivas de melhora no tratamento anterior, ela buscou alternativas que pudessem oferecer ao marido mais conforto, qualidade de vida e oportunidades de reabilitação.

 

Com a autorização da equipe médica responsável, Izamar foi transferido para o HCRSF. Nas primeiras três semanas, a família passou a perceber avanços progressivos.

 

“A reabilitação da perspectiva renova a vontade de viver, não só a dele, mas de toda a família. Mesmo sabendo de todas as limitações, entendemos que essa proposta é a ideal para o caso dele, para que consiga se reabilitar dentro do que é possível. Antes, o clima era de desistência e de fim. Aqui, ele tem mais qualidade de vida e capacidade de interação social, algo que não existia antes”, relata Nelma.

 

A assistência envolve fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e acompanhamento médico, em um plano de cuidados voltado às necessidades e possibilidades do paciente.
Os resultados já aparecem no cotidiano. 

 

Traqueostomizado, Izamar passou a utilizar ventilação mecânica apenas durante o sono, deixando de depender do equipamento continuamente. Também recuperou pequenos movimentos, voltou a perceber algumas sensações na faringe e iniciou a alimentação por via oral, reduzindo a dependência exclusiva da sonda. 

 

“À tarde, acontece o mesmo, para ver o sol se pôr enquanto ouvimos um show do pianista. Aqui tenho tudo o que preciso para me desenvolver. Sinto aquela sensação de força que fazia muito tempo que não existia, e isso me conforta e me mantém firme para seguir”, conta.

 

Embora frequentemente associados à terminalidade, os cuidados paliativos constituem uma abordagem destinada a prevenir e aliviar o sofrimento de pessoas que enfrentam doenças graves, considerando suas necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais.

Anvisa determina recolhimento imediato do suplemento PeptiStrong por falta de segurança
Foto ilustrativa: Reprodução / Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (9), o recolhimento compulsório de todos os lotes do produto PeptiStrong, fabricado pela empresa Manipulação Stevia Ltda., conhecida no mercado como Biostevi Pharma. A medida foi formalizada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Resolução nº 3.967/2026. Procurada, a Biostevi Pharma ainda não se manifestou.

 

De acordo com a agência reguladora, o produto traz em sua formulação a proteína de fava hidrolisada como ingrediente ativo. Trata-se de uma substância que ainda não passou pelos testes de segurança de uso alimentar nem obteve a aprovação sanitária exigida no Brasil.

 

Pelas regras da Anvisa, novos compostos ou ingredientes destinados à alimentação e suplementação devem ser submetidos previamente a avaliações de segurança, toxicidade e eficácia antes de serem disponibilizados para comercialização ao público.

 

As informações foram confirmadas pelo jornal Estado de S. Paulo, a determinação abrange a suspensão imediata da venda, distribuição e divulgação do produto, além do recolhimento de todas as unidades já distribuídas no mercado nacional.

SUS transporta sangue raro via aérea para salvar paciente grave em Minas Gerais
Foto: Paulo Cavalcanti / HEMOCE

Uma bolsa de sangue raro coletada no Ceará chegou nesta sexta-feira (9) a Juiz de Fora, em Minas Gerais, para atender um paciente em estado grave que passou por um transplante renal e precisava de transfusão. O transporte, realizado na cabine de um avião comercial, foi a segunda operação do tipo no Brasil.

 

A compatibilidade sanguínea foi identificada após exames pré-transfusionais detectarem no paciente o anticorpo anti-Jsb, que dificultou a busca por uma bolsa adequada. A rede de hemoterapia acionou o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), do Ministério da Saúde, e localizou um doador no Ceará.

 

Após a coleta, o material foi liberado no mesmo dia e acondicionado em embalagem apropriada, com controle de temperatura. A operação foi viabilizada por uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas, permitindo o transporte gratuito na cabine e reduzindo o tempo de deslocamento.

 

O CNSR foi criado em 2013 e reúne atualmente 2.032 doadores. Segundo o Ministério da Saúde, o cadastro já contribuiu para o atendimento de mais de 300 pacientes. Outros doadores também estão sendo convocados para ajudar no tratamento do paciente mineiro.

 

A raridade de um tipo sanguíneo não depende apenas dos sistemas ABO e Rh. Outros antígenos presentes nas hemácias também influenciam a compatibilidade, e a necessidade de combinar características específicas pode tornar a localização de um doador mais difícil.

MP-BA investiga hospitais da Rede D'Or por manter pacientes em UTI para cumprir metas

Por Lizzy Maria / Victor Hernandes

MP-BA investiga hospitais da Rede D'Or por manter pacientes em UTI para cumprir metas
Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu uma investigação para apurar supostas irregularidades em hospitais de Salvador na manutenção de pacientes internados. Os episódios teriam ocorrido na Rede D'Or São Luiz S.A., por meio do Hospital Aliança e do Hospital Cardio Pulmonar (ambos geridos pelo Hospital Esperança S.A.), além do Hospital São Rafael S.A. 

 

A investigação do MP-BA é baseada em uma denúncia que apontou a suposta manutenção de pacientes em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mesmo após a indicação clínica de alta ou transferência para unidades de menor complexidade. 

 

Supostamente, o objetivo de deixar esses pacientes internados seria para cumprir metas administrativas e financeiras de taxa de ocupação hospitalar. O documento obtido pelo Bahia Notícias aponta que a interferência de parâmetros econômicos em decisões estritamente médicas coloca em risco a segurança e a saúde dos consumidores. 

 

Além de expor os pacientes a internações e riscos hospitalares desnecessários, a prática compromete a gestão adequada da saúde de alta complexidade na região, podendo restringir o acesso de outros usuários que realmente necessitam do suporte de UTI, conforme medida acessada pela equipe do BN. 

 

De acordo com as informações obtidas pela reportagem, a Promotoria responsável pelo caso notificou as instituições investigadas para que apresentem, no prazo de 15 dias úteis, seus fluxos e normas para admissão e alta, esclareçam se decisões médicas dependem de validação financeira ou administrativa e informem sobre a eventual existência de metas, índices de ocupação, prêmios ou bonificações atrelados ao tempo de permanência de pacientes em leitos intensivos. 

 

As empresas também deverão fornecer dados consolidados do último ano sobre ocupação e relatórios de apurações internas ou compliance. O Ministério Público requisitou ainda informações a diversos órgãos reguladores e de fiscalização ética e sanitária. Foram cobrados posicionamentos do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) — que deverá se manifestar sobre a autonomia médica frente a metas corporativas — e da Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental (Divisa). 

 

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também foram notificadas para reportar o histórico de denúncias ou procedimentos fiscalizatórios dos últimos 24 meses, enquanto o MP-BA realiza levantamentos em plataformas públicas de defesa do consumidor, como o Consumidor.gov.br e o Reclame Aqui. O BN fez contato com os hospitais e aguarda retorno para esclarecimentos na matéria. 

MP-BA identifica bactéria fecal na água de comunidade quilombola na Chapada Diamantina
Foto: Divulgação / MP-BA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu uma investigação para analisar um suposto colapso ambiental e sanitário na qualidade da água e no saneamento básico da Comunidade Quilombola Queimada Nova, localizada no município de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina.

 

A apuração tem origem em um relatório técnico do Núcleo de Defesa da Bacia do São Francisco (NUSF), que apontou contaminação crítica por coliformes totais nas cisternas, na rede de poços e no dessalinizador local. Além disso, foi confirmada a presença da bactéria Escherichia coli na água do dessalinizador,  indicador direto de poluição por resíduos fecais.

 

O diagnóstico técnico revelou ainda que a água subterrânea da região apresenta elevado teor de enxofre e forte salinidade, agravado pelo desabastecimento crônico em períodos de estiagem, pela ausência de rede de esgoto e pelo descarte inadequado de lixo em vazadouros a céu aberto.

 

Diante disso, o Ministério Público notificou formalmente a Prefeitura de Morro do Chapéu para prestar informações sobre o plano de manutenção dos poços e do dessalinizador, o cronograma dos carros-pipa e as soluções de saneamento e destinação de resíduos. A Embasa foi acionada para esclarecer a viabilidade técnica de ampliação da rede adutora na localidade.

 

Paralelamente, o órgão ministerial abriu frentes de apuração para avaliar os impactos da contaminação na saúde dos moradores, exigindo a distribuição emergencial de hipoclorito de sódio e ações de controle contra surtos de diarreia. O MP-BA também cobra respostas para a mitigação de riscos em moradias sujeitas a desabamento no período chuvoso, o reconhecimento oficial da escola quilombola, a atualização do CadÚnico e o reforço em programas de segurança alimentar.

 

A portaria é assinada por Gabriela Gomes Cerqueira Ferreira, titular da Promotoria de Justiça Regional Ambiental de Jacobina. 

 

OMS lança guia para enfrentar obesidade em crianças e adolescentes
Foto: Reprodução / Angioclam

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) o primeiro guia de enfrentamento à obesidade em crianças e adolescentes. A prevalência da obesidade nessa faixa etária, segundo a entidade, quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.

 

Dados da agência das Nações Unidas especializada em saúde mostram que, em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos eram obesas, incluindo 70 milhões com idade entre 5 e 9 anos e 100 milhões com idade entre 10 e 19 anos.

 

Em nota, a OMS destacou que a obesidade figura como uma doença crônica e recorrente, cujas consequências podem surgir mesmo na infância, aumentando o risco de doenças não transmissíveis, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

 

“Crianças e adolescentes com obesidade também podem sofrer estigma, discriminação e bullying. Prevenir e controlar a obesidade é fundamental para proteger a saúde física e mental de crianças e adolescentes, bem como para apoiar seu crescimento saudável, educação, bem-estar social e qualidade de vida.”

 

TRATAMENTO

Para crianças e adolescentes obesos, a entidade recomenda intervenções estruturadas envolvendo dieta, atividade física e mudança de comportamento, realizadas individualmente ou como parte de um programa multimodal.

 

“Intervenções de saúde digital são recomendadas condicionalmente, mediante supervisão dos pais ou cuidadores”, destacou a OMS.

 

A organização não recomenda tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica (que altera o tamanho do estômago e o trato digestivo) ou dispositivos para perda de peso para crianças com até 9 anos.

 

No caso de adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, o tratamento com medicamentos aprovados, como as chamadas canetas emagrecedoras, segundo a entidade, pode ser considerado apenas quando um programa multimodal de estilo de vida supervisionado não tiver alcançado os resultados esperados.

 

“A cirurgia bariátrica pode ser considerada, sob condições rigorosas, para adolescentes com obesidade grave.”

 

SAÚDE MENTAL

Embora não figure como foco principal das diretrizes, as recomendações também enfatizam a importância de abordar a saúde mental juntamente com a obesidade.

 

Ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional, segundo a OMS, podem contribuir para hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e isolamento social.

 

“Profissionais de saúde devem abordar tanto a obesidade quanto questões de saúde mental de forma precoce e conjunta, utilizando estratégias inclusivas, adequadas ao estágio de desenvolvimento e que envolvam a família”, detalhou a entidade.

 

Por fim, a organização destacou que o tratamento, por si só, não consegue reverter o aumento da obesidade e defendeu políticas e medidas que tornem dietas saudáveis ??e atividade física mais acessíveis e com custos mais viáveis, além de ações em educação, planejamento urbano, transporte e proteção social.

Artigos

Câncer de mama: entre a suspeita, o tratamento e a volta à vida cotidiana

Câncer de mama: entre a suspeita, o tratamento e a volta à vida cotidiana
Foto: Acervo Pessoal
O câncer de mama ocupa um lugar importante entre os desafios de saúde enfrentados pelas mulheres. As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028. Na Bahia, são estimados 4.480 novos casos em 2026. No país, o câncer de mama representa cerca de 30% dos novos casos de câncer entre mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma.

Entrevistas

Amamentação exige informação, apoio e assistência qualificada, diz especialista

Amamentação exige informação, apoio e assistência qualificada, diz especialista
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo
Para tratar sobre a importância de amamentar, o Bahia Notícias conversou com a coordenadora do banco de leite da Maternidade de Referência Prof.