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Quando o amor vira controle? Psicóloga Ingrid Ribeiro fala sobre os sinais de uma relação abusiva no Vida em Equilíbrio

Quando o amor vira controle? Psicóloga Ingrid Ribeiro fala sobre os sinais de uma relação abusiva no Vida em Equilíbrio
Foto: Divulgação
No mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, o podcast Vida em Equilíbrio traz uma conversa sobre os sinais que podem aparecer antes que uma relação chegue à violência.

Sustentabilidade começa em nós: Leana Mattei fala sobre consumo consciente e bem-estar no Vida em Equilíbrio

Sustentabilidade começa em nós: Leana Mattei fala sobre consumo consciente e bem-estar no Vida em Equilíbrio
Foto: Bahia Notícias
Sustentabilidade vai muito além da preservação do meio ambiente. Ela está presente nas escolhas que fazemos todos os dias e tem impacto direto na nossa saúde, na qualidade de vida e no futuro das próximas gerações. Esse é o tema do novo episódio do Vida em Equilíbrio, apresentado por Andrea Cunha, que recebe Leana Mattei, especialista em sustentabilidade, ESG e impacto social.

Podcast Bengalas recebe idealizadoras do projeto “Vó, vai fazer o que hoje?” para debater longevidade, pertencimento e redes de apoio

Podcast Bengalas recebe idealizadoras do projeto “Vó, vai fazer o que hoje?” para debater longevidade, pertencimento e redes de apoio
Foto: Bahia Notícias
As idealizadoras da comunidade Amigas do Itaigara & Redondezas, Lara Kertész e Safira Luna, participam da mais recente edição do Podcast Bengalas, que vai ao ar nesta quinta-feira (18), às 15h, sob o comando da psicóloga Marta Luzbel.

Últimas notícias

MPT obtém condenação da Novelis por exposição de empregados ao amianto
Foto: Divulgação / MPT

A Justiça do Trabalho determinou que a Novelis do Brasil Ltda. pague R$20 milhões por dano moral coletivo em uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A decisão reconheceu que trabalhadores da unidade da empresa em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, foram expostos ao amianto.

 

A Novelis, anteriormente conhecida como Alcan - Alumínio do Brasil Ltda., enfrenta este processo na Vara do Trabalho de Candeias desde 2023, após uma investigação do MPT iniciada em 2018 que revelou um extenso histórico de exposição ao agente cancerígeno. A decisão ainda pode ser contestada.

 

Conforme a sentença, documentos da própria empresa confirmaram a presença e uso do amianto na unidade, incluindo registros de segurança do trabalho, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), ordens de serviço e o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). A decisão também ressaltou a ligação entre a exposição ao material e casos de mesotelioma pleural em dois ex-empregados da fábrica. A Justiça já havia reconhecido essa relação em outras duas ações individuais anteriores movidas pelas famílias dos trabalhadores.

 

De acordo com o documento, a empresa deve convocar os ex-empregados para exames médicos em até 60 dias úteis, arcando com as despesas de deslocamento, alimentação e hospedagem. A Novelis deverá realizar exames médicos anuais dos ex-empregados até 2040 e emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para doenças relacionadas ao amianto, além de encaminhar dados dos ex-trabalhadores ao SUS, com autorização expressa de cada um.

 

Também ficou sob responsabilidade da empresa a assistência à saúde vitalícia aos ex-empregados diagnosticados com doenças relacionadas à exposição ao amianto, conforme laudo médico. Diferentemente da convocação para os exames, essa e outras obrigações deverão ser cumpridas somente após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso. A sentença é de primeira instância e ainda pode ser contestada.

 

A sentença também apontou falhas no monitoramento dos trabalhadores expostos, como a falta de avaliações ambientais periódicas, exames médicos e envio de informações ao SUS. Os R$20 milhões a serem pagos pela empresa serão destinados conforme os critérios estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 944.

 

O MPT investiga o caso desde 2018, após denúncia do sindicato dos trabalhadores. Desde então, o órgão analisou a atuação da empresa na gestão da saúde e segurança de seus empregados durante todo o período de atividade, que ocorreu de 1970 a 2011.

 

Banimento do amianto - O MPT lançou em 2012 o Programa Nacional de Banimento do Amianto, visando acabar com o uso industrial e promover a reparação das populações afetadas por décadas de exploração do amianto. Normas do Ministério do Trabalho estabelecem que o empregador é responsável pela realização de exames médicos por pelo menos 30 anos após o término do contrato de trabalho que envolveu exposição ao amianto, também conhecido como asbesto.

 

Se a Novelis não cumprir qualquer uma das obrigações impostas pela decisão, poderá ser multada em R$ 10 mil por cada trabalhador afetado. A empresa também é obrigada a manter um médico do trabalho até 2040, sob pena de multa por cada descumprimento identificado. Durante todo esse período, doenças identificadas nos exames clínicos devem ser registradas por meio da emissão de comunicações de acidentes de trabalho (CATs).

 

Para determinar o valor de R$ 20 milhões por dano moral coletivo, a juíza Ana Terra Fagundes Oliveira Cruz considerou que a empresa possui um capital social superior a R$ 900 milhões. A extensão do dano causado também foi levada em conta. Ela enfatiza que, como as doenças causadas pelo amianto podem surgir mais de 30 anos após a exposição, não é possível definir “com contornos intransponíveis e imutáveis a real extensão do dano causado pela reclamada (Novelis) aos seus empregados e a toda a sociedade candeense”.

 

Com base em dados do Ministério do Trabalho, a magistrada revelou que a Novelis tinha aproximadamente 350 a 400 empregados e que o amianto estava presente na unidade de Candeias desde a década de 1970 até, pelo menos, 2009. Ela lembrou que a exposição ao agente cancerígeno não se limitava apenas aos trabalhadores que atuavam junto aos fornos ou no almoxarifado, pois a poeira poderia afetar funcionários de outros setores       .

Multicentro Liberdade inicia programação de conscientização do Outubro Rosa em Salvador
Foto: Ascom SMS

O Multicentro Liberdade, em Salvador, inicia nesta quarta-feira (14) uma programação especial do Outubro Rosa, com atividades de prevenção e conscientização sobre os cânceres de mama e do colo do útero. A agenda segue até o dia 22 de outubro e inclui orientações sobre exames preventivos, hábitos saudáveis e autocuidado.

 

O principal destaque será o Mutirão Saúde da Mulher, marcado para a manhã de sábado (17), com participação de uma equipe multiprofissional. A iniciativa, gerida pela S3 Gestão em Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), busca ampliar o acesso das mulheres aos cuidados preventivos e incentivar o diagnóstico precoce. 

 

Nesta quarta, pela manhã, a unidade realiza uma atividade sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Na quinta-feira (15), o tema será a prevenção do câncer do colo do útero e a importância do exame citopatológico. Já na sexta (16), a abordagem será sobre hábitos saudáveis. 

 

A programação continua na terça-feira (20), com orientações sobre autoestima, emoções e autocuidado. Na quinta (22), à tarde, haverá uma atividade sobre rastreamento dos cânceres de mama e do colo do útero direcionada aos profissionais da unidade.

Anvisa proíbe venda ilegal de canetas de tirzepatida e retatrutida no Brasil
Foto: Caroline Morais/Ministério da Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e a apreensão de canetas e frascos contendo as substâncias tirzepatida e retatrutida comercializados sem registro sanitário no Brasil. As resoluções, publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (14), abrangem a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso desses itens vendidos de forma irregular pela internet.

 

Segundo informações do g1, a medida foi motivada pela identificação de produtos sem cadastro, notificação ou comprovação de origem sanitária em plataformas e sites como Peptídeos do Brasil, Oxygen KWP Pharma Brasil e ZPHC Store. 

 

No caso da tirzepatida, princípio ativo autorizado no país para o tratamento de diabetes tipo 2 e controle de peso no medicamento Mounjaro, os itens vendidos nos endereços investigados não correspondiam à versão oficialmente aprovada pelo órgão regulador.

 

A retatrutida, por sua vez, pertence à mesma classe de terapias injetáveis para redução de peso, atuando sobre os receptores hormonais GLP-1, GIP e glucagon. Contudo, a substância ainda se encontra em fase de estudos clínicos e não possui aprovação para uso ou comercialização em nenhum país.

 

A fiscalização da Anvisa também atingiu a plataforma Zyntrashop e a empresa Cris Barden Naturopatia Ltda. por promoverem a venda de kits fitoterápicos, desintoxicantes e substâncias injetáveis sem regularização sanitária ou autorização de funcionamento para a fabricação de medicamentos.

 

A determinação de apreensão e recolhimento não se aplica a importações realizadas por pessoas físicas exclusivamente para consumo próprio.

Aberto para venda direta, Cremeb refaz edital para vender terreno e antiga sede em Ondina; leilões não tiveram interessados
Foto: Divulgação Cremeb

A antiga sede do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb-BA), localizada no bairro de Ondina, em Salvador, será submetida a um novo leilão no próximo dia 29 de outubro. A nova tentativa de venda do imóvel foi confirmada ao Bahia Notícias nesta terça-feira (13).

 

O novo chamamento ocorre após a primeira tentativa de venda, realizada em junho, terminar sem interessados. De acordo com documentos obtidos pelo BN, o certame foi declarado como “lote deserto”, termo utilizado quando não há participantes ou propostas para aquisição do bem. De acordo com o Cremeb, o edital precisou ser refeito para facilitar a possibilidade de quitação, e o novo chamamento deve ser publicado ainda nessa semana.

 

Na ocasião, o imóvel foi disponibilizado por meio de alienação direta, modalidade de venda em que o bem fica disponível para compra durante um período determinado, sem a dinâmica de lances sucessivos de um leilão tradicional. O critério previsto era o de maior lance ofertado. Um outro terreno na região do Jardim Armação também serão disponibilizados. 

 

O terreno possui área de 930 m² e área construída de 2.347,43 m². A estrutura conta com seis pavimentos, sendo dois destinados à garagem. Quando o primeiro edital foi publicado, o imóvel foi avaliado em R$ 13.665.000. Conforme as regras previstas, além do valor da arrematação, o comprador deverá pagar diretamente ao leiloeiro oficial uma comissão de 5% sobre o valor final da venda.

 

Após o pagamento integral, o arrematante deverá assinar o contrato de promessa de compra e venda e, posteriormente, formalizar a escritura pública. O registro do documento na matrícula do imóvel deverá ser providenciado pelo comprador em até 30 dias, contados a partir da assinatura.

 

O edital também estabelecia restrições à participação de servidores e dirigentes do Cremeb, incluindo profissionais efetivos, comissionados, contratados ou cedidos a órgãos da administração direta ou indireta. Na ocasião do anúncio da primeira tentativa de venda, o presidente do Cremeb-BA, conselheiro Antônio Azevedo, explicou que a iniciativa fazia parte de um processo de reorganização patrimonial da instituição, que passou a funcionar em uma nova sede, no bairro do Stiep.

 

“A iniciativa integra o processo administrativo de reorganização patrimonial do Cremeb, que atualmente funciona em nova sede, no bairro do Stiep, buscando oferecer melhores condições para o desenvolvimento das atividades institucionais e de atendimento”, afirmou.

 

As informações sobre o novo procedimento podem ser consultadas no edital, disponível no Portal da Transparência do Cremeb, na seção de Licitações, e no site oficial do leilão.

Entenda o que é o linfoma não Hodgkin, câncer que causou a morte do cantor Netinho

Por Luiza Lopes | Folhapress

Entenda o que é o linfoma não Hodgkin, câncer que causou a morte do cantor Netinho
Foto: Divulgação

O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador (BA), após complicações de um linfoma não Hodgkin do tipo B.
 

Diagnosticado em março de 2025, o câncer entrou em remissão naquele ano, mas voltou em maio de 2026. Na ocasião, o cantor contou aos fãs que a doença havia reaparecido de forma mais agressiva.
 

O quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, segundo uma publicação nas redes sociais do artista.
 

O QUE É O LINFOMA NÃO HODGKIN?
 

É um grupo de cânceres que se originam nos linfócitos, células de defesa do organismo. Elas fazem parte do sistema linfático, rede de vasos, gânglios e órgãos que transportam a linfa, líquido que contém células do sistema imunológico.
 

Como essa rede está distribuída pelo corpo, os tumores podem surgir em diferentes regiões. Há dezenas de subtipos, que variam na velocidade de crescimento e na resposta ao tratamento. Alguns evoluem lentamente, enquanto outros são agressivos e podem avançar rapidamente.
 

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil deve registrar 12.560 novos casos por ano de linfomas não Hodgkin entre 2026 e 2028, sendo 6.580 em homens e 5.980 em mulheres.
 

O QUE SIGNIFICA SER DO TIPO B?
 

Os linfomas não Hodgkin podem se originar de linfócitos B, linfócitos T ou células NK, todos envolvidos nas defesas do organismo.
 

Os linfócitos B participam da produção de anticorpos, proteínas que ajudam a reconhecer e combater agentes infecciosos.
 

Os linfomas de células B são os mais comuns e representam cerca de 85% dos casos de linfoma não Hodgkin, segundo o A.C. Camargo Cancer Center.
 

Dentro desse grupo, há subtipos com comportamentos distintos. O linfoma difuso de grandes células B, por exemplo, costuma crescer rapidamente, enquanto o linfoma folicular geralmente tem evolução mais lenta.
 

A classificação como tipo B, portanto, não determina por si só a gravidade do câncer nem as chances de cura. Para isso, é necessário identificar o subtipo específico e avaliar a extensão da doença.
 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
 

Um dos sinais mais comuns é o aumento dos gânglios linfáticos, que pode ser percebido pelo surgimento de caroços geralmente indolores no pescoço, nas axilas ou na virilha. Os gânglios também podem aumentar em regiões internas, como o tórax e o abdômen.
 

Outros sintomas incluem febre persistente sem causa aparente, suor noturno excessivo, perda de peso inexplicada, cansaço, fraqueza e coceira na pele. Quando o tumor atinge o tórax, pode provocar tosse ou falta de ar.
 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
 

A confirmação geralmente é feita por biópsia, procedimento em que uma amostra de tecido, frequentemente de um gânglio aumentado, é retirada para análise em laboratório.
 

Exames de sangue e de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, ajudam a avaliar a extensão do câncer.
 

Dependendo do caso, também podem ser necessários exames da medula óssea para verificar se o linfoma atingiu essa região, onde são produzidas as células do sangue.
 

O resultado permite identificar o subtipo e classificar o estágio, que indica quanto a doença se espalhou pelo organismo.
 

COMO É O TRATAMENTO?
 

Depende do subtipo, da velocidade de crescimento do tumor, do estágio e das condições clínicas do paciente. As opções incluem quimioterapia, imunoterapia e radioterapia, usadas isoladamente ou em conjunto.
 

A imunoterapia, por exemplo, utiliza medicamentos que ajudam o sistema imunológico a reconhecer ou combater as células cancerígenas.
 

Também podem ser indicadas terapias-alvo, que atuam sobre características das células tumorais; terapia CAR-T, que modifica células de defesa do paciente para combater o câncer; e transplante de células-tronco hematopoéticas, que pode ajudar a recuperar a produção de células sanguíneas após tratamentos intensivos.
 

Nem todos os pacientes precisam iniciar o tratamento imediatamente após o diagnóstico. Em alguns linfomas de crescimento lento, o médico pode recomendar acompanhamento regular e começar a terapia apenas se a doença progredir ou provocar sintomas. Já os tipos agressivos costumam exigir tratamento rápido.
 

É POSSÍVEL DETECTAR O LINFOMA PRECOCEMENTE?
 

Para pessoas sem sintomas, o Inca não recomenda exames de rastreamento, pois não há evidências de que essa estratégia traga mais benefícios do que riscos.
 

Já a investigação de sinais suspeitos, como gânglios aumentados e perda de peso sem causa aparente, pode favorecer o diagnóstico precoce.
 

QUAIS OS FATORES DE RISCO?
 

O risco é maior em pessoas com o sistema imunológico comprometido, como aquelas que usam medicamentos imunossupressores ou vivem com HIV.
 

Algumas infecções também estão associadas a subtipos da doença, entre elas as causadas pelos vírus Epstein-Barr e HTLV-1 e pela bactéria Helicobacter pylori.
 

A exposição a substâncias químicas, como benzeno, agrotóxicos e solventes, também está associada a determinados tipos de linfoma.
 

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE LINFOMA DE HODGKIN E NÃO HODGKIN?
 

Ambos são cânceres do sistema linfático, mas se distinguem pelas características das células identificadas no tumor.
 

O linfoma de Hodgkin é caracterizado pela presença de células alteradas específicas, chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas na análise do tecido.
 

Já o linfoma não Hodgkin reúne um grupo mais amplo de tumores, que podem se originar em linfócitos B ou T, entre outros tipos de células, e apresentar evolução lenta ou agressiva.

Vaticano confirma diagnóstico de câncer e remoção de nódulo no pulmão direito do Papa Leão XIV
Foto: Reprodução / VaticanoNews

O Papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo comum de câncer de pulmão, informou o Vaticano na tarde desta terça-feira (13). Mais cedo, o pontífice de 71 anos passou por um procedimento cirúrgico no hospital Gemelli, em Roma, no qual teve o lobo inferior do pulmão direito removido por videotoracoscopia.
 

A cirurgia durou cerca de 90 minutos e foi considerada um sucesso pelas equipes médicas. Segundo comunicado oficial assinado pelo doutor Luigi Carbone e pelo professor Stefano Margaritora, o Santo Padre acordou normalmente após a intervenção e já retornou ao seu quarto de internação.
 

De acordo com informações da agência de notícias Associated Press (AP) e do G1, os médicos aplicaram anestesia geral e realizaram uma biópsia na lesão logo após a remoção. O diagnóstico inicial havia sido revelado no último domingo (11) pelo próprio Leão XIV, surpreendendo os fiéis durante a oração na Praça de São Pedro.
 

Na ocasião, o papa explicou que a lesão havia sido identificada em exames de rotina e que seu crescimento estava bem localizado e controlado.

“Queridos amigos, durante alguns exames médicos recentes, os médicos encontraram um nódulo localizado em meu pulmão. Ele foi detectado em um estágio muito inicial e está bem localizado. Os médicos consideram a cirurgia adequada. Seguindo a orientação deles, decidi, portanto, submeter-me a uma operação para removê-lo. A cirurgia já está agendada para os próximos dias. Agradeço pela proximidade espiritual de vocês e confio-me às suas orações”, disse o pontífice na ocasião.

 

Até o momento, a Santa Sé não informou se a viagem oficial do papa para a América Latina, agendada para novembro, será mantida. Nódulos pulmonares detectados em exames preventivos e sem sintomas associados costumam apresentar perfil benigno na maioria dos casos estudados. Leão XIV não possui outros problemas de saúde conhecidos.

Canetas emagrecedoras são testadas para combate ao alcoolismo e vício em outras drogas; saiba resultado
Foto: Divulgação/ MS

Medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, utilizados principalmente no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, começaram a despertar o interesse de pesquisadores e médicos por um possível efeito no controle do consumo de álcool e outras drogas. Estudos recentes apontam resultados promissores, mas especialistas alertam que ainda são necessárias novas pesquisas para confirmar a eficácia e a segurança desses medicamentos no tratamento de dependências.

 

Substâncias como a semaglutida e a tirzepatida atuam em mecanismos hormonais relacionados à saciedade e ao controle da glicose. Agora, cientistas investigam se os mesmos medicamentos também podem influenciar os circuitos cerebrais associados à recompensa e ao desejo de consumir substâncias.

 

Segundo o jornal O Globo, uma pesquisa publicada no British Medical Journal (BMJ), que analisou dados de cerca de 600 mil veteranos das Forças Armadas dos Estados Unidos com diabetes tipo 2, identificou uma associação entre o uso de medicamentos dessa classe e um menor risco de desenvolver transtornos relacionados ao consumo de álcool, cocaína, nicotina e opioides.

 

Outro estudo, publicado em 2024, avaliou o uso da semaglutida em pessoas com transtorno por uso de álcool de moderado a grave. Durante 26 semanas, os participantes receberam o medicamento ou um placebo. No grupo tratado com semaglutida, os dias de consumo excessivo de álcool tiveram redução de 41%, ante 26% entre aqueles que receberam o placebo.

 

Os resultados têm estimulado o interesse da comunidade científica. Em uma reunião promovida no âmbito de um programa de formação para jornalistas de saúde da Universidade Harvard, Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos (NIDA), classificou as evidências como promissoras. Uma das hipóteses é que os medicamentos possam atuar sobre mecanismos cerebrais relacionados ao desejo e à recompensa, reduzindo também o impulso pelo consumo de álcool.

 

A indústria farmacêutica Eli Lilly, responsável pela tirzepatida, também investe em pesquisas para investigar essa possibilidade. A empresa conduz estudos com a brenipatida, uma molécula experimental da mesma classe, para avaliar seu potencial no tratamento do transtorno por uso de álcool. Os resultados são esperados para 2028.

 

Apesar dos resultados iniciais, os medicamentos ainda não têm aprovação específica para o tratamento de transtornos relacionados ao consumo de álcool ou de outras drogas. Mesmo assim, alguns médicos já relatam utilizar essas substâncias em situações selecionadas, por meio do chamado uso off-label, quando um medicamento é prescrito para uma finalidade diferente daquela prevista em bula.

 

O psiquiatra Dartiu Xavier, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), relatou ao jornal O Globo que já recorreu a esses medicamentos em casos de dependência de álcool, uso de cocaína e comportamento sexual compulsivo. Segundo ele, a indicação deve considerar o diagnóstico e o histórico de cada paciente, especialmente quando os tratamentos convencionais não apresentam os resultados esperados.

 

O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor aposentado da Unifesp e ex-coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, também relatou experiências com o uso dessas substâncias em pacientes com problemas relacionados ao consumo de álcool e outras drogas, especialmente após cirurgias bariátricas.

 

Apesar de considerar a abordagem promissora, Laranjeira pondera que ainda não há evidências suficientes para estabelecer uma conclusão definitiva sobre a eficácia do tratamento.

 

A psiquiatra Analice Gigliotti, diretora clínica do Espaço Clif e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), destaca que existem medicamentos já utilizados há anos para auxiliar no controle da dependência de álcool. Para ela, as canetas emagrecedoras podem representar uma alternativa em casos específicos, mas os dados disponíveis ainda não demonstram que sejam capazes de levar os pacientes à abstinência.

 

A especialista avalia que estudos rigorosos, com grupos de controle e distribuição aleatória dos participantes, serão fundamentais para determinar a eficácia e a segurança da estratégia. A possível relação entre os medicamentos à base de GLP-1 e o controle de comportamentos compulsivos também é investigada por pesquisadores internacionais. Anna Lembke, especialista em dependência da Universidade Stanford e autora do livro Nação dopamina, afirma que o mecanismo de ação ainda não.o está completamente esclarecido.

 

Uma das hipóteses é que essas substâncias reduzam a liberação de dopamina em circuitos cerebrais relacionados à recompensa, diminuindo a resposta a estímulos que despertam o desejo de consumir álcool ou outras substâncias. Apesar do interesse crescente, os especialistas ressaltam que os resultados iniciais não significam que as canetas emagrecedoras possam substituir os tratamentos já estabelecidos para dependência química.

 

Até que novas pesquisas confirmem os benefícios e esclareçam os riscos, o uso para essa finalidade deve ser avaliado individualmente por profissionais de saúde.

MP investiga farmácia por suposta comercialização de medicamentos do Programa Farmácia Popular
Foto: Reprodução / Ministério da Saúde

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou um Procedimento Preparatório para Inquérito Civil para investigar a empresa L. M. Drogaria e Cosméticos Ltda. por suposta cobrança indevida na entrega de medicamentos do Programa Farmácia Popular do Brasil.

 

A apuração teve início após uma representação enviada pelo Ministério da Saúde, noticiando que a farmácia estaria cobrando valores por remédios que deveriam ser disponibilizados gratuitamente ou com subsídio do Governo Federal, em desacordo com as regras do programa.

 

Segundo a Portaria assinada pelo promotor Saulo Murilo de Oliveira Mattos, da Promotoria de Justiça do Consumidor, a conduta pode configurar prática abusiva e lesar um número indeterminado de consumidores. O objetivo do procedimento é colher provas, verificar a extensão dos danos e avaliar o impacto coletivo das irregularidades para embasar futuras medidas judiciais ou administrativas contra o estabelecimento.

 

Programa Farmácia Popular

O Farmácia Popular é um programa do governo federal do Brasil, que visa à disponibilização gratuita de medicamentos utilizados na atenção primária à saúde por meio de farmácias credenciadas da rede privada. Os medicamentos também podem ser retirados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas farmácias municipais.

 

Atualmente, são oferecidos medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol alto, rinite, doença de Parkinson, glaucoma, diabetes e anticoncepcionais. Além dos remédios, o programa disponibiliza fraldas geriátricas para a população idosa e pessoas com deficiência, e absorventes higiênicos para beneficiárias do Programa Dignidade Menstrual, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social extrema e de baixa renda.

Estudo aponta cinco estratégias para reduzir hesitação vacinal

Por Laiz Menezes | Folhapress

Estudo aponta cinco estratégias para reduzir hesitação vacinal
Foto ilustrativa: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O enfrentamento da hesitação vacinal depende da combinação de cinco estratégias: comunicação adaptada a diferentes públicos, combate à desinformação, capacitação de profissionais de saúde, ampliação do acesso à imunização e ações específicas para gestantes.
 

É o que aponta um estudo publicado nesta segunda-feira (12) na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde. O trabalho reuniu 48 revisões sistemáticas publicadas entre 2012 e 2024 sobre intervenções para reduzir a hesitação vacinal em adultos e gestantes, incluindo dados referentes às vacinas contra Covid, influenza, HPV, hepatite B, coqueluche e pneumococo.
 

Segundo os autores, as medidas tendem a funcionar melhor quando aplicadas em conjunto e adaptadas às necessidades de cada população. A síntese foi elaborada a partir de uma chamada pública do Ministério da Saúde para orientar políticas públicas.
 

A primeira estratégia é adaptar a comunicação a diferentes públicos. As campanhas devem considerar as características socioculturais de cada grupo e explicar os benefícios individuais da vacinação e sua importância para a proteção coletiva.
 

Isso pode incluir informações em outros idiomas para migrantes, linguagem simples sobre a segurança dos imunizantes e participação de lideranças comunitárias e religiosas. Influenciadores digitais também podem ampliar o alcance das mensagens.
 

"Cada população, cada comunidade, vai sofrer barreiras diferentes para se vacinar", afirma Ana Paula da Costa Marques, professora de microbiologia do Instituto de Biociências da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e uma das autoras do estudo. As estratégias devem considerar "as características do grupo que se pretende trabalhar e qual é o objetivo", acrescenta.
 

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A segunda estratégia é combater a desinformação. Segundo o estudo, autoridades e profissionais de saúde podem responder a conteúdos falsos nas redes sociais e divulgar informações científicas em linguagem acessível. O trabalho também aponta a importância de prevenir a disseminação de informações enganosas, com medidas como monitoramento e políticas regulatórias.
 

"É muito melhor prevenir a desinformação do que trabalhar nela depois que ela já foi disseminada", afirma Marques.
 

O pediatra Juarez Cunha, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), afirma que a falta de confiança nas vacinas, nos profissionais e nas instituições também pode afastar a população da imunização. Por isso, afirma, é importante identificar os fatores que interferem na vacinação em cada localidade para definir as medidas mais adequadas.
 

A terceira estratégia é capacitar os profissionais de saúde de forma contínua. Os treinamentos devem abordar conhecimentos sobre imunização e habilidades de comunicação, para que os profissionais consigam conversar com a população de forma clara e acolhedora.
 

A recomendação direta durante o atendimento também pode influenciar a decisão de se vacinar. Para Marques, o vínculo entre profissionais e pacientes é importante. Cunha acrescenta que os profissionais precisam estar bem informados para responder às dúvidas, tanto nas unidades de saúde quanto nas redes sociais.
 

Para Rosane Orth Argenta, gestora de saúde e CEO da Saúde Livre Vacinas, rede privada de clínicas de imunização, a recomendação de vacina precisa partir do profissional, sem esperar a iniciativa do paciente.
 

"O profissional não deve apenas esperar que o paciente pergunte sobre a vacinação. Ele precisa avaliar o calendário vacinal e recomendar as vacinas indicadas", afirma.
 

A quarta estratégia é ampliar o acesso à vacinação. Nem toda pessoa que deixa de se vacinar está recusando a imunização. Em alguns casos, a dificuldade é logística, como a falta de tempo para comparecer a uma unidade de saúde.
 

Horários estendidos, atendimento aos fins de semana, unidades móveis e oferta de doses em escolas, empresas e universidades podem reduzir essas barreiras.
 

A quinta frente é voltada a gestantes e puérperas. O estudo recomenda esclarecer dúvidas sobre possíveis efeitos adversos para a mãe e o bebê e oferecer vacinas durante o pré-natal e nas maternidades, com orientações e materiais explicativos.
 

"Quanto mais tiver essa relação do profissional de saúde com a gestante, indicando, recomendando a vacinação, melhor", afirma Marques.
 

As recomendações são apresentadas em um momento de recuperação da vacinação infantil no Brasil. Em 2026, o país deixou a lista dos 20 com maior número de crianças "zero-dose", segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde)ização Mundial da Saúde)ização Mundial da Saúde) e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
 

São consideradas zero-dose as crianças que não receberam a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche. No Brasil, a proteção é oferecida pela pentavalente, que também previne hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo b.
 

Em 2025, 50 mil crianças estavam nessa situação, ante 255 mil em 2024. Para Marques, a recuperação das coberturas vacinais é importante diante do risco de reintrodução de doenças que haviam deixado de circular de forma sustentada. Quando elas se tornam menos frequentes, parte da população pode deixar de reconhecer sua gravidade e os riscos da queda da imunização, diz.
 

Guatemala, México, Estados Unidos, Peru e Canadá concentravam 99,5% dos casos confirmados de sarampo em 2026. Em novembro de 2025, a transmissão endêmica foi restabelecida no Canadá, levando a região das Américas a perder o status de livre da circulação endêmica do sarampo, em meio a um crescimento do movimento antivacina.
 

No Brasil, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro, segundo o Ministério da Saúde. O país mantém o status de livre da circulação endêmica, recuperado em novembro de 2024. A cobertura da primeira dose da tríplice viral chegou a 93,1% em 2025, abaixo da meta de 95%.
 

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde. Lanches

Anvisa autoriza testes em humanos de vacina brasileira contra a malária
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil. O imunizante é feito com tecnologia 100% nacional.  De acordo com o Ministério da Saúde, a dose é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A tecnologia tem incentivo previsto de R$ 12 milhões para as fases de experimentação. Busca-se verificar a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em um total de 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias.

 

O avanço traz uma vacina mais apropriada para o contexto brasileiro, já que as duas vacinas contra malária atualmente recomendadas por autoridades sanitárias foram desenvolvidas para outra espécie de parasita causador da doença predominante na África, não contra o que predomina nas Américas e na Ásia.

 

A MALÁRIA
A malária é uma doença infecciosa causada por um parasita transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego), mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. No Brasil, a maioria dos casos da doença se concentra na região amazônica, composta pelos seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

Caso não seja tratado adequadamente, o paciente com malária pode ser fonte de infecção por meses ou mesmo anos, de acordo com a espécie parasitária em questão. "Toda pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade que confere total proteção clínica nunca foi observada”, destacou o Ministério da Saúde.

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