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Em meio a baixo estoque, Hemoba amplia horário de atendimento para doação de sangue na Bahia
Por Redação
A Fundação Hemoba promove, a partir do próximo sábado (12), a iniciativa denominada “Sabadão Solidário” em oito unidades do interior da Bahia. A ação amplia o horário de atendimento aos sábados para facilitar a participação da população na doação voluntária de sangue e no cadastro de doadores de medula óssea. A ação tem como objetivo reforçar os estoques de sangue e contribuir para o atendimento de pacientes da rede pública de saúde do estado.
A medida chega após o Hemoba anunciar que o estoque de sangue do estado está em nível crítico. Em comunicado enviado na última quarta-feira (2). A entidade destacou que vai promover coleta externa de sangue durante todo o mês de setembro em locais de grande circulação de pessoas, como shoppings, faculdades, estação de transbordo e instituições públicas e privadas.
As atividades serão realizadas nas Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs) de Teixeira de Freitas, Jequié, Brumado, Camaçari, Alagoinhas, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso e Itapetinga. Em Jequié, a ação ocorrerá em coleta externa, no município de Maracás.
A programação começa no dia 12 de setembro, com atendimento na UCT de Teixeira de Freitas, das 8h às 11h30; na UCT de Jequié, em coleta externa em Maracás, das 8h às 11h30; e na UCT de Brumado, das 7h30 às 13h. No dia 19 de setembro, a ação será realizada na UCT de Camaçari, das 8h às 12h; na UCT de Alagoinhas, das 8h às 14h; na UCT de Senhor do Bonfim, das 7h30 às 11h30; na UCT de Paulo Afonso, das 7h30 às 11h, e na UCT de Itapetinga, das 7h30 às 11h30. No dia 26 de setembro, o atendimento acontece nas unidades de Brumado, das 7h30 às 13h, de Eunápolis, das 8h às 12h, e, novamente, de Itapetinga, das 7h30 às 11h30.
Além das unidades participantes do Sabadão Solidário, a Hemoba mantém atendimento regular aos sábados no Hemocentro Regional de Vitória da Conquista, em Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. Em Salvador, funcionam normalmente aos sábados o Hemocentro Coordenador, das 7h30 às 16h30, e o Posto Temporário instalado no Shopping Bela Vista, das 9h às 18h.
CRITÉRIOS PARA DOAÇÃO
Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais ou do responsável legal, enquanto pessoas com mais de 60 anos somente podem doar caso já tenham realizado doações anteriormente. No dia da doação, o voluntário não deve estar em jejum nem ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores. Também é recomendado não fumar por pelo menos duas horas antes do procedimento, ter dormido, no mínimo, seis horas na noite anterior e evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação. É obrigatória a apresentação de documento oficial com foto, válido em todo o território nacional.
HORÁRIO DE ATENDIMENTO
As unidades da Hemoba funcionam normalmente nos seguintes horários na capital e no interior do estado: o Hemocentro Coordenador (sede da Hemoba), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30, e aos sábados, das 7h30 às 16h30; o Hospital do Subúrbio, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30; o Hospital Roberto Santos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h; e o Hospital Santo Antônio (OSID), de segunda a sexta-feira, das 7h10 às 11h30 e das 13h às 16h. Para consultar os horários de atendimento das unidades de coleta no interior do estado, acesse o portal da Hemoba: https://www.ba.gov.br/hemoba/onde-doar.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação da indicação da vacina MenQuadfi para crianças a partir de seis semanas de idade. A decisão permite que o imunizante seja usado tanto em adultos quanto em crianças para a prevenção da doença meningocócica.
A MenQuadfi é uma vacina meningocócica conjugada administrada por via intramuscular e já era utilizada em outras faixas etárias. Com a autorização, o público-alvo passa a incluir bebês a partir de seis semanas de vida, um dos grupos mais vulneráveis às formas graves da doença. As informações são da Agência Brasil.
Segundo a Anvisa, a ampliação da indicação foi baseada em estudos clínicos que avaliaram a segurança da vacina em cerca de seis mil bebês com idade entre seis semanas e menos de 12 meses, que receberam pelo menos uma dose do imunizante em diferentes esquemas vacinais.
Também foram analisados dados de pouco mais de cinco mil crianças que receberam dose de reforço a partir dos 12 meses de idade.
De acordo com a agência, os resultados demonstraram perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem o surgimento de novas preocupações relevantes relacionadas à segurança do produto.
DOENÇA GRAVE
A Neisseria meningitidis é uma bactéria que atinge o sistema respiratório superior humano e pode ser transmitida por gotículas de secreção. Embora muitas pessoas sejam portadoras assintomáticas, em alguns casos o microrganismo consegue invadir a corrente sanguínea e provocar a doença meningocócica invasiva.
A infecção é considerada grave, tem rápida evolução e pode levar à morte mesmo quando tratada adequadamente. Segundo informações da Anvisa, a letalidade da doença gira em torno de 10% e até 20% dos sobreviventes podem desenvolver sequelas permanentes e incapacitantes.
Bebês e crianças pequenas, especialmente durante o primeiro ano de vida, estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações graves.
Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis que usam Inteligência Artificial (IA) no Youtube para simular médicos e outros profissionais de saúde. Os perfis seriam responsáveis por disseminar informações falsas, incluindo promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica.
“Os conteúdos usam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou especialistas, atribuem qualificações profissionais fictícias e recorrem a linguagem alarmista para conferir credibilidade às informações”, diz nota do Ministério da Saúde (MS).
Segundo informações da Agência Brasil, a pasta identificou os perfis por meio do programa Saúde com Ciência, que analisa desinformação na internet relacionada à Saúde. “Parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e, em alguns casos, utiliza a aparente autoridade dos personagens para promover produtos, e-books ou serviços pagos”, acrescentou o MS.
Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, nesta terça-feira (9), o Google, que controla o Youtube, para que remova essas contas e alerte os usuários sobre os riscos à saúde que correm ao seguir recomendações de falsos profissionais.
A notificação da AGU pede que o Youtube remova, em até 72 horas, os conteúdos identificados, ou adotem medidas de rotulagem e contextualização que deixem explícita a natureza artificial dos personagens.
“A plataforma também deverá avaliar os demais canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde à luz de suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético, além de adotar medidas para prevenir a disseminação desse tipo de material”, explicou, em nota.
Além da pasta da Saúde, a iniciativa conta com a participação da AGU, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), e dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Ciência e Tecnologia (MCTI).
A psicóloga Cibely Dias vai lançar, nesta quinta-feira (10), o Dicionário Temático de Suicidologia. Idealizada e organizada pela profissional baiana, a obra visa apresentar definições, contextualizar conceitos e padronizar a terminologia utilizada na suicidologia, favorecendo uma compreensão comum entre profissionais, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e comunicadores.
O livro conta com a colaboração de especialistas de diversas áreas e integra um projeto voltado à organização do conhecimento, à padronização da terminologia e à qualificação da comunicação em suicidologia. O lançamento ocorrerá no mesmo dia em que é celebrado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
Publicado pela Vetor Editora Psicopedagógica, o material nasce com a proposta de reunir, sistematizar e tornar mais acessíveis os principais conceitos desse campo científico. Ao apresentar definições fundamentadas e referências bibliográficas atualizadas, o livro auxilia na produção científica, na formação profissional e na comunicação qualificada sobre o tema.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a psicóloga explicou que a obra foi criada para suprir a carência de formação específica sobre o tema nas graduações da área da saúde. A especialista revelou que o dicionário foi organizado em quatro seções e contou com a colaboração de cerca de 35 profissionais de diversas áreas, como psicologia, direito e educação, garantindo uma abordagem multidisciplinar e fundamentada.
“O dicionário é um dicionário temático. Existem dicionários temáticos em diversas áreas. Na saúde, não é diferente. Os dicionários temáticos, de uma forma geral, têm objetivos específicos, que são padronizar a linguagem, democratizar o saber e unificar a forma de usar aquele termo. Quando a gente fala hoje, por exemplo, de ressonância magnética, sabemos que é o processo em que o corpo de um paciente é escaneado. Esse termo, há milênios, muita gente não sabia, mas, a partir do momento que se massificou a palavra, ele passou a ser um termo normal. Ou seja, você fala, os outros entendem. Na área da suicidologia, que é um campo científico, não é diferente”, observou.
“Na minha trajetória, durante a própria faculdade, eu comecei a perceber, primeiro na prática mesmo, que esse assunto e esse tema não são tratados nas universidades, nas graduações da área da saúde. Tanto que eu escrevi um artigo específico durante a minha especialização, no qual eu defendia a importância de se criar um curso. Fiz pesquisa, inclusive, nas diretrizes acadêmicas de vários cursos na época, e não encontrava, nas grades curriculares, disciplinas específicas que falassem de prevenção, entre outros aspectos”, contou.
A psicóloga apontou ao BN que o livro foi estruturado em ordem alfabética, com conceitos técnicos curtos e referenciados, abordando tópicos que vão desde o suporte teórico até o marco legal sobre a prevenção e a pós-venção do suicídio.
“Fizemos todo o levantamento de leis, decretos e portarias que versam sobre essa temática no Brasil. Coloquei os termos em ordem alfabética. Trouxe o conceito dos termos com referências confiáveis. O livro é um material de consulta. Ali não vai ensinar como fazer uma intervenção, mas vai fazer com que seja entendido onde procurar para aprender a intervenção”, explicou.
“Quando diferentes profissionais utilizam conceitos distintos para se referir ao mesmo fenômeno, isso dificulta tanto a pesquisa quanto a assistência. O dicionário nasce para contribuir com uma linguagem comum, baseada em definições claras e referências científicas”, completou Cibely Dias.
O livro tem prefácio da psicóloga Karen Scavacini, referência na área, e foi desenvolvido para atender estudantes, pesquisadores, docentes e profissionais da saúde, da educação, da assistência social, do Direito, da segurança pública e da comunicação. Ao reunir, em uma única obra de consulta, conceitos, referências, instituições e o marco legal brasileiro, pretende contribuir para a formação, a pesquisa e a comunicação qualificada em suicidologia.
“Meu propósito foi reunir, em uma única obra de consulta, conceitos, referências e marcos fundamentais da suicidologia, facilitando o acesso ao conhecimento e incentivando uma comunicação mais qualificada sobre esse campo científico”, concluiu a idealizadora.
SERVIÇO
Obra: Dicionário Temático de Suicidologia
Organização: Cibely Dias
Prefácio: Karen Scavacini
Editora: Vetor Editora Psicopedagógica
Lançamento: 10 de setembro de 2026
Formato: Livro digital
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Anvisa aprova genéricos de canetas emagrecedoras da EMS
Por Folhapress
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (8) a incorporação de dois genéricos de liraglutida no mercado brasileiro. Os remédios são produzidos pela farmacêutica EMS e serão vendidos para tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.
Os genéricos têm como matriz outros dois remédios da própria farmacêutica, Olire e Linux, que começaram a chegar nas farmácias no fim do ano passado. O primeiro é usado para tratar obesidade, enquanto o segundo para diabetes. A comercialização com a dosagem de 6 mg é feita em canetas.
Ambos os medicamentos são anunciados a partir de R$ 84 em grandes redes de farmácias na internet. Por lei, genéricos devem custar no mínimo 35% a menos que os medicamentos de referência, mas o valor das novas opções ainda não foi divulgado.
Similar à semaglutida e à tirzepartida, a liraglutida é um medicamento da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa do controle da glicose e da saciedade.
A substância estimula a liberação de insulina quando os níveis de açúcar no sangue estão elevados, reduz a produção de glicose pelo fígado e retarda o esvaziamento do estômago, aumentando a sensação de saciedade.
A autorização aumenta o leque de opções desses remédios, conhecidos como canetas emagrecedoras, no mercado brasileiro. Consequentemente, reduz os preços. Os genéricos, contudo, não podem ser vendidos sob nome comercial, isto é, são comercializados apenas pelo nome da fórmula.
Embora apresente efeitos parecidos aos de seus concorrentes, a liraglutida geralmente exige aplicação diária, enquanto semaglutida e tirzepatida são administradas, em geral, uma vez por semana. Em estudos clínicos, a tirzepatida tende a produzir maior redução de peso do que os agonistas de GLP-1 isolados, embora os resultados dependam da dose, do medicamento e do perfil de cada paciente.
O momento da perda de um ente querido é uma das situações mais dolorosas para uma família, que se vê diante da difícil decisão de autorizar ou não a doação de órgãos após a constatação de morte cerebral para salvar vidas de pessoas desconhecidas na fila de espera. No Brasil, a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos gira em torno de 45%, índice que varia entre estados e até mesmo entre hospitais de uma mesma cidade, evidenciando que a recusa não depende apenas da população, mas também de fatores institucionais.
Segundo o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Cristiano Franke, muitos pacientes deixam seus familiares orientados sobre sua vontade de doar órgãos e muitas famílias também gostariam de fazer isso, atendendo a esse desejo. Entretanto, ele reforça, que, em muitos casos, a falha no acolhimento aos familiares e na comunicação dentro dos hospitais — tanto públicos quanto privados — é um dos principais obstáculos para a efetivação das doações.
“Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados”, disse Franke.
Por conta disso, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 2.534 profissionais de saúde para atuar no processo de doação e transplantes de órgãos. Até o momento, o resultado, que já superou em 25% a meta inicial desse projeto de 2 mil participantes capacitados.
O objetivo dos cursos elaborados e oferecidos pela AMBI é o ampliar o número de profissionais preparados para conduzir esse processo, incluindo a melhoria na comunicação para reduzir a resistência das famílias em autorizarem a retirada de órgãos de parentes com diagnóstico de morte encefálica.
De acordo com Franke, a formação também busca qualificar as diferentes etapas que antecedem uma doação, abrangendo a identificação de potenciais doadores, a determinação da morte encefálica e a manutenção clínica do potencial doador, tornando o processo mais seguro.
“Atingir mais de 2,5 mil profissionais capacitados mostra que estamos conseguindo levar conhecimento técnico para quem está na linha de frente de um processo que exige muita responsabilidade. Um diagnóstico de morte encefálica precisa seguir critérios rigorosos, assim como a manutenção do potencial doador e o diálogo com a família”, afirmou.
Entre as dificuldades para os familiares aceitarem autorizar os transplantes estão a compreensão ou aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração da integridade do corpo, desconfiança em relação ao processo e desconhecimento sobre a vontade manifestada em vida pelo familiar, ou até mesmo a percepção de que os profissionais estavam mais interessados nos órgãos do que no paciente ou em seus familiares.
“As famílias têm receio de deformação do corpo e nós explicamos adequadamente como é feito o procedimento e a reconstituição do corpo, que não deixarão deformidades visíveis nos ritos funerais como o velório. Elas trazem isso com muita clareza e nós precisamos explicar isso com tempo e clareza”, explicou.
De acordo com a AMIB, entre os participantes capacitados até agosto, estão 933 médicos, dos quais 473 receberam treinamento voltado à determinação de morte encefálica. O restante dos participantes, que são médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, e um nutricionista e um pedagogo, tiveram instruções sobre o Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e uso da Comunicação em Situações Críticas (CSC).
Até agosto, já haviam sido realizados 73 cursos, distribuídos em 23 módulos e com atividades em 25 estados brasileiros. Ainda estão previstos mais oito treinamentos até o encerramento do projeto. Neste mês, eles ocorrerão em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC).
TRANSPLANTES NO BRASIL
De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, foram registrados 15.940 potenciais doadores no país. Desse total, 4.335 tornaram-se doadores efetivos. Entre as famílias entrevistadas, 4.200 não autorizaram a doação, o equivalente a 45% das entrevistas realizadas. No mesmo ano
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Pacientes em reabilitação sobem ao palco em espetáculo promovido pela Fundação José Silveira
Por Redação
A Fundação José Silveira, por meio do Grupo Terapêutico de Teatro do Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR), apresenta a montagem “Madagascar: Um Espetáculo Animal!”, nos dias 22 e 24 de setembro, no Teatro Faresi, em Salvador.
Formado por terapeutas e pacientes em processo de reabilitação, o grupo utiliza o teatro como ferramenta terapêutica, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia, autoestima, expressão, socialização e bem-estar dos participantes.
Resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano, a montagem envolve os pacientes não apenas nos ensaios, mas também na construção de cenários e figurinos.
Mais do que uma apresentação, o espetáculo evidencia a arte como aliada no processo de reabilitação, favorecendo o desenvolvimento de novas habilidades e valorizando as potencialidades de cada participante
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais.
Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira (4). “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo.
“Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou a esposa do youtuber.
Mila lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. [O processo] estava bem robusto”, completou, a citar documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos.
“Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso – por doenças raras, não necessariamente a nossa, mas outras – podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, destacou a esposa de Lito.
Ainda segundo Mila, houve um entendimento, por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, bem como da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito.
“Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, ao se referir ao quadro do marido. “Mas eu entendo. Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem canetar, precisam apreciar.”
A DOENÇA
A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil.
A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal.