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Decisão judicial de MG determina que idoso receba 3ª dose da vacina contra Covid-19
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Uma decisão da Justiça de Minas Gerais deu a um homem de 75 anos o direito de tomar uma terceira dose da vacina contra a Covid-19. De acordo com a CNN, o idoso tomou as duas doses da vacina Coronavac e fez um exame que detectou poucos anticorpos. Com isso, conseguiu uma indicação médica para tomar a terceira dose e entrou na Justiça. O caso aconteceu no município de Guaxupé.

 

O teste a que o homem se submeteu geram discussões entre médicos. Especialistas ouvidos pelo veículo destacam que apenas os testes clínicos feitos com o imunizante indicam a eficácia e proteção dele. "São eles que dizem se aquela vacina consegue nos proteger. Não vai ter nenhum teste individual para ver no meu sangue se estou protegido ou não", disse. "A gente sabe que as vacinas funcionam porque elas foram testadas e aprovadas pela nossa agência regulatória.", analisou a microbiologista Natalia Pasternak.

 

 

O caso foi discutido durante o programa Correspondente Médico. O neurocirurgião Fernando Gomes reforçou a explicação de Natalia, e ressaltou que os testes rápidos detectam alguns tipos de anticorpos: os IgM (infecção ativa) e IgG (infecção recente). "Mas tem também a imunidade celular. [Após a vacinação], as células recebem o benefício de ter memória de modo que, quando se tem contato com agente infeccioso propriamente dito, as células já protegidas e trabalhadas sabendo como combatê-lo", explicou o médico.

 

"Essa segunda forma [de imunidade], que tem papel importante no combate à qualquer infecção, não pode ser dosada através de um exame de laboratório", acrescentou Gomes.

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