Mudança em protocolo sobre cloroquina dificulta pesquisas no Brasil, diz coluna
Foto: Reprodução / Nexo

Determinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a mudança no protocolo sobre o uso da cloroquina prejudicou estudos sobre a droga no Brasil. A medida, que culminou na ampliação do uso do medicamento para casos leves do novo coronavírus (saiba mais aqui), pode dificultar o término das pesquisas que já estão sendo realizadas.

 

Médicos e cientistas entrevistados pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo disseram que o maior problema será selecionar os pacientes ambulatoriais, que têm sintomas leves, para o grupo de pessoas que não vão tomar o remédio. Isso porque, como a cloroquina agora é recomendada pelo governo, a possibilidade maior é de que a maioria dos doentes já faça uso da substância, mesmo quando não há necessidade.

 

Um dos maiores testes que envolve o uso do remédio é o da Coalizão Covid-19, que reúne importantes instituições hospitalares do país. Ele está sendo feito no Hospital Oswaldo Cruz. De acordo com a publicação, esse estudo já incluiu 26 pacientes, mas a meta é chegar a 1,3 mil.

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