Perda total ou parcial de olfato pode indicar infecção pelo novo coronavírus
Foto: Divulgação

A perda total ou parcial do olfato pode ser o primeiro sinal da infecção pelo novo coronavírus. O alerta foi feito por médicos de países como China, Alemanha, Itália e França que observaram o sintoma em seus pacientes diagnosticados com coronavírus. 

 

A Associação Britânica de Otorrinolaringologia (Entuk) e a Sociedade Britânica de Rinologia afirmaram, em comunicado, que o número de pacientes que desenvolveram o sintoma em diferentes países é significativo. 

 

Na Alemanha, foi relatado que mais de dois a cada três casos confirmados da infecção pelo vírus desenvolveram anosmia ou a hiposmia, que são nomes dados para a perda total e parcial do olfato, respectivamente. 

 

Já na Coreia do Sul, cerca de 30% dos pacientes com o coronavírus relataram o sintoma, segundo o comunicado.

 

O jogador de basquete do Utah Jazz, Rudy Gobert, disse em sua rede social que estava com o sintoma. Ele testou positivo para o vírus em meados de março. "A perda do olfato e do paladar definitivamente é um dos sintomas, não consigo sentir o cheiro de nada nos últimos quatro dias", afirmou o jogador que atua na NBA. 

 

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL-CCF) também emitiu um comunicado com orientações para os médicos. O texto afirma que a ocorrência súbita da falta de olfato, sem congestionamento nasal como em gripes e resfriados comuns, por exemplo, talvez possa indicar infecção pelo novo coronavírus. Para esses casos, a entidade sugere isolamento em casa por 14 dias. 

 

A médica otorrinolaringologista, Maura Naves, explicou que ambos os sintomas acontecem normalmente em gripes e resfriados comuns. 

 

"Mas nos relatos sobre a Covid-19, a anosmia tem acontecido sem a presença de outros sintomas, ou antes de outros sintomas, como a febre e a dificuldade para respirar", disse Naves. 

 

"Se o paciente notou perda de olfato e paladar, mas não tem febre ou outros sintomas respiratórios, como tosse, falta de ar e congestionamento nasasl, recomendo que fique em casa", concluiu a médica. 

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