Alerj aprova pesquisa e cultivo da cannabis medicinal no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/Kimzy Nanney-Unsplash

Os deputados estaduais do Rio de Janeiro aprovaram a realização de pesquisa e cultivo científico da maconha por associações de pacientes. A votação, simbólica, aconteceu nesta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O projeto segue para a sanção do governador Wilson Witzel para então virar lei.

 

O autor do projeto, deputado Carlos Minc (PSB), defendeu que a proposta tem a intenção de facilitar o acesso de medicamentos à base de canabidiol.

 

“O Rio de Janeiro será o primeiro estado do Brasil que passará a ter, por lei, uma política de incentivo à pesquisa com a cannabis medicinal, que tem benefícios para várias doenças, como o câncer, a epilepsia e o Parkinson. A lei permitirá também fazer convênios com associações de pacientes, que hoje em dia, mesmo quando um juiz autoriza o plantio caseiro, para ter acesso ao óleo de canabidiol, às vezes as pessoas as denunciam, acham que é tráfico. Isso é importante para quebrar uma visão medieval e de estigma”, argumentou Minc.

 

Conforme reportagem da Agência Brasil, o projeto trata nos artigos 4º e 5º, como será o procedimento obrigatório para o cultivo da maconha pelos grupos interessados. “As associações de pacientes poderão realizar convênios e parcerias com instituições de ensino e pesquisas, objetivando apoio para análise dos remédios com a finalidade de garantir a padronização e segurança para o tratamento dos pacientes. As associações deverão contar obrigatoriamente com um profissional médico, farmacêutico e um fisioterapeuta para indicação, acompanhamento e tratamento dos pacientes associados”.

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