Governo avalia ampliação de tratamento para esclerose múltipla
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Está sob análise do Ministério da Saúde a possibilidade do governo disponibilizar o medicamento fumerato de dimetila como primeira opção de tratamento da esclerose múltipla do tipo EMRR, o remitente-recorrente, no SUS. A doença afeta principalmente o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Ela é classificada em três formas principais, sendo a EMRR responsável por 85% dos casos.

 

De acordo com a pasta, o medicamento mostrou eficácia, além de apresentar benefícios comparados aos demais tratamentos. Pacientes, profissionais de saúde, especialistas e demais interessados têm até o dia 26 de novembro para contribuir com a consulta pública que avalia a medida.

 

Todas as recomendações da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) são submetidas à consulta pública pelo prazo de 20 dias. Após analisar as contribuições recebidas, a Comissão emite a recomendação final, que pode ser a favor ou contra a incorporação/exclusão/alteração da tecnologia analisada.

 

No Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da esclerose múltipla de 2018, o fumarato de dimetila está recomendado, no SUS, como segunda opção de tratamento, sendo indicado para os casos que não apresentam a melhor resposta possível ou que apresentam falha a qualquer medicamento da primeira linha de tratamento, e também nos casos de falta de adesão, intolerância ou reações adversas a qualquer das opções de primeira linha. Contudo, estudos comprovaram segurança, benefício e custo-benefício do medicamento, para tratamento, também, como primeira linha.

 

Em termos de custo-efetividade e de impacto orçamentário, há expectativa de possível economia de recursos com a utilização do fumarato de dimetila em primeira linha terapêutica. Estima-se economia progressiva de até R$ 6,2 milhões nos primeiros cinco anos da incorporação.

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