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LED é mais eficiente do que medicamento para tratar candidíase oral
Foto: Divulgação
Um estudo publicado recentemente na revista PLoS One,  aponta que o uso de luz associado a um composto fotossensibilizante mostrou-se mais eficaz do que medicamentos antifúngicos para tratar a candidíase oral. A doença é causada pelo fungo Candida albicans, popularmente conhecido como “sapinho”, que provoca lesões, manchas e rachaduras na lateral da boca e atinge, principalmente, crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico debilitado. Atualmente o método mais utilizado para tratamento dos sintomas é o bochecho com medicamentos à base de nistadina, um antifúngico tópico. No entanto esse tipo de tratamento pode resultar em desenvolvimento de espécies de Candida mais difíceis de combater com os fármacos existentes. Já o novo tratamento proposto por cientistas é a base de terapia fotodinâmica antimicrobiana (APDT), que consistiu no uso de Photodithazine (PDZ), um fotossensibilizador de segunda geração composto por um sal de glucosamina de clorina solúvel em água, associado à aplicação de uma luz vermelha emitida por LED. Testes feitos em camundongos apontaram que os dois métodos foram igualmente eficazes para inativar o fungo. No entanto a terapia fotodinâmica eliminou as lesões mais rapidamente – 24 horas após o término do tratamento. O grupo tratado com nistadina apresentou apenas remissão parcial das lesões. Os pesquisadores também testaram isoladamente o uso de luz ou o do PDZ. Mas nenhum dos dois eliminou as lesões completamente. O trabalho foi realizado por pesquisadores do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CePOF), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP, em parceria com pesquisadores do Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese e de Fisiologia e Patologia, da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara. 

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