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‘Não tem lógica nenhuma’, diz secretário de Saúde sobre reclamações de entidades
Foto: Marília Moreira
O secretário de Saúde da Bahia, Washington Couto, rebateu nesta terça-feira (8) as reclamações feitas por representações de médicos durante protestos nesta segunda-feira (7). De acordo com o chefe da pasta, não houve o subfinanciamento do setor público, como foi afirmado pelas entidades de classe. “O Tesouro Estadual deve, por lei, aplicar mais de 12% na Saúde. Ou seja, de 12 para cima. E em todos os anos nós cumprimos a lei”, defendeu o secretário. Ao Bahia Notícias, ele explicou que as instituições que acusaram o Estado utilizaram "dados soltos" para dizer que o governo diminuiu o repasse de verbas, quando na verdade aumentou. “Eles pegaram o maior índice do período e fizeram um recorte de 2009 para agora. Só contabilizaram o valor percentual. A forma que eles encontraram é um sofisma mesmo. Não existe isso”, reclamou. Dados da Sesab mostrariam que em 2009 foram investidos R$ 1.687.967 no setor e, desde então, os valores cresceram até chegarem a R$ 2.429.191, o que estaria disponível para consulta no site da Secretaria da Fazenda. Couto pontuou ainda que durante o governo de Jaques Wagner foram criados 1,2 mil novos leitos, cinco novos hospitais, além de triplicado o número de vagas de UTI (de 311 para 932). “É contraditório. Como é que criamos tantas coisas e reduzimos o investimento? Não tem lógica nenhuma”, calculou. De acordo com o titular da Sesab, no governo anterior (de 2003 a 2006) o Tesouro aplicou R$ 3,8 bilhões na Saúde, enquanto nos últimos quatro anos o volume mais que dobrou, com a cifra de R$ 8,7 bilhões. As entidades teriam, ainda, utilizado fotos de locais que não são de responsabilidade da administração estadual, como de um centro de saúde gerido pela prefeitura de Salvador. Além disso, apenas 20 dos 70 leitos da enfermaria 3A estariam parados – e não todos como afirmaram os reclamantes –, e outros leitos, a exemplo da área de ginecologia e obstetrícia do Roberto Santos, clínica médica e cirúrgica, estariam disponíveis normalmente. "Utilizaram uma data importante para apenas bater por bater, fazer sensacionalismo. Agora, o que tem que existir, é uma clareza dos números", concluiu. Os protestos integraram a pauta de mobilizações em função do Dia Mundial de Saúde, comemorado em 7 de abril.

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