Seminário Recrudescimento de Doenças Imunopreveníveis será debatido no ISC
Foto: Reprodução / INCT

O Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC) vai sediar nesta sexta-feira (17), seminário para discussão das baixas coberturas vacinais e ameaças de retorno de doenças que já haviam sido controladas no Brasil, como sarampo, tétano, coqueluche e difteria. O encontro será realizado na sede do ISC, no Canela, às 10h.


Serão debatidas questões como a resistência de grupos da população às vacinas e os investimentos em modernizações de laboratórios públicos, além da produção de medicamentos, organização de estados e municípios para realizar as ações de vacinação.


O evento contará com a presença do pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Akira Homma, e da coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Medida provisória dispõe linha de crédito de R$ 4 bi para santas casas
Foto: Reprodução / Ideal MT

O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira (16) uma medida provisória que cria linha de crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para as santas casas e hospitais filantrópicos. Segundo o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, será disponibilizado o limite de 5% do orçamento anual do FGTS, o que em 2018 corresponde a cerca de R$ 4 bilhões. Com a linha de crédito, as entidades poderão refinanciar dívidas e viabilizar novos investimentos. 


De acordo com o presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Edson Rogatti, as instituições enfrentam uma dívida de cerca de R$ 20 bilhões. O prazo para pagamento do financiamento é de 10 anos, sem carência. O Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão os operadores. 


Segundo a Agência Brasil, atualmente as santas casas e hospitais filantrópicos respondem por mais de 50% dos atendimentos ambulatoriais e de internação do SUS.

Quinta, 16 de Agosto de 2018 - 17:10

Overdoses causaram 72 mil mortes nos EUA no ano passado

Overdoses causaram 72 mil mortes nos EUA no ano passado
Foto: Agência Brasil

Estimativas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) apontam que 72 mil norte-americanos morreram devido às overdoses por drogas no ano passado. O número supera a mortalidade por HIV, acidentes de carro e armas de fogo.

 

Analistas acreditam, segundo o jornal O Globo, que o uso crescente de opioides e o aparecimento de drogas mais fatais contribuíram para o aumento. 

 

"Por ser uma epidemia de drogas, não de uma doença infecciosa como a zika, a resposta é mais lenta", avaliou Dan Ciccarone, professor da Universidade da Califórnia, em São Francisco, especialista em estudos sobre o mercado de heroína. "Por causa das forças do estigma, a população é relutante em procurar ajuda. Eu não espero uma recuperação rápida", acrescentou.

 

Nos últimos anos, opioides sintéticos, como fentanil, passaram a ser misturados a cargas de heroína, concaína, metanfetamina e medicamentos ansiolíticos, como Rivotril e Lexotan. O fentanil pode ser produzido em laboratório e tem transporte mais fácil, já que é concentrado.

Eventos adversos graves matam 6 pessoas por hora no Brasil, aponta levantamento
Foto: Agência Brasil

A cada hora de 2017, o Brasil registrou seis mortes decorrentes de eventos adversos graves, ou seja, ocasionadas por erros, falhas assistenciais, processuais, infecções ou outros fatores. Os dados foram revelados no 2° Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e pelo Instituto de Pesquisa Feluma, da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

 

Entre os eventos adversos graves que ocorrem com mais frequência estão a infecção generalizada (septicemia), pneumonia, infecção do trato urinário, infecção do sítio cirúrgico, as complicações com acessos, os dispositivos vasculares e outros dispositivos invasivos, lesões por pressão, erro no uso de medicamentos e complicações cirúrgicas como hemorragia e laceração.

 

Segundo a Agência Brasil, o anuário tem o objetivo de mensurar os problemas assistenciais e gerenciais que acontecem nas estruturas de saúde do Brasil, para sugerir medidas de aperfeiçoamento do sistema. Entre os principais eventos adversos graves, o documento apontou que cinco não contam com qualquer programa de prevenção ou combate, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada: parada cardiorrespiratória prevenível; insuficiência renal aguda; aspiração pulmonar; hemorragia pós-operatória e insuficiência respiratória aguda.

 

"Os eventos adversos são inerentes a qualquer serviço de saúde, mesmo nos melhores e mais sofisticados sistemas do mundo. Não se trata, portanto, de buscar culpados, mas, de propor medidas que enfrentem o problema. Por isso, propomos agenda focada em investimentos em processos e controles e em políticas públicas de qualidade assistencial e de segurança do paciente", afirmou um dos responsáveis pelo anuário, professor da Pós-graduação da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais e diretor do IAG Saúde, Renato Couto.

 

Segundo os dados do anuário, em todo o sistema hospitalar do país 54.760 mortes foram causadas pelos eventos adversos graves, das quais 36.170 poderiam ter sido evitadas. De acordo com o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, é preciso avançar em uma agenda de transparência do sistema de saúde para que os usuários possam fazer escolhas melhores.

 

A pesquisa foi feita com base em uma amostra de 456.396 pacientes internados em hospitais da rede pública e privada ao longo de 2017. Os dados foram coletados junto a instituições localizadas em municípios de grande porte e com IDH acima da média nacional.

Quinta, 16 de Agosto de 2018 - 13:10

EUA confirmam 107 casos de sarampo em 2018

EUA confirmam 107 casos de sarampo em 2018
Foto: Shutterstock

Os Estados Unidos confirmaram, até 14 de julho deste ano, 107 casos de sarampo. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a doença atinge 21 estados do país.

 

O número já se aproxima do total de casos registrados em 2017 (118). Ainda assim, segundo o G1, o recorde nos EUA aconteceu em 2018, quando foram registrados 667 casos em 27 estados.

 

Sobre este ano, o governo norte-americano informou que a maioria dos infectados não tomou a vacina contra sarampo. Autoridades acrescentaram que a doença foi levada para o país por viajantes da Europa, Ásia, Pacífico e África, onde também são registrados casos.

A 15 dias do fim da campanha, Salvador só vacinou 3% de crianças contra pólio e sarampo
Foto: Agência Brasil

A 15 dias do fim da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e Sarampo, Salvador imunizou aproximadamente 3% do público-alvo. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até esta quarta-feira (15), foram aplicadas 4.632 doses contra pólio (3,4%) e 4.471 contra sarampo (3,3%). A campanha foi iniciada no último dia 6 e vai até 31 de agosto.

 

A meta da capital baiana é vacinar 95% do total de 134 mil crianças com idade de um a cinco anos incompletos. Em nota, a SMS ressaltou que, com o fim da paralisação dos servidores, a imunização está disponível nas 125 salas de vacina da rede, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

 

No próximo sábado (18), a oferta será ampliada com o Dia D de vacinação. A vacina será oferecida também em pontos estratégicos, como supermercados, shoppings e escolas. Além da proteção contra a pólio e sarampo, a estratégia tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação das crianças, como a aplicação da segunda dose contra a influenza que deve ser administrada 30 dias após o recebimento da primeira.

 

Apesar de não haver nenhum registro na Bahia, o Ministério da Saúde já confirmou mais de 1,2 mil casos, principalmente nos estados do Amazonas e Roraima (veja aqui).

Conselho Federal de Medicina lança código de ética para estudantes da área
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou o primeiro Código de Ética do Estudante de Medicina. O documento oferece um conjunto de princípios para balizar as relações dentro e fora de sala de aula. Entre os temas abordados estão organização de trotes responsáveis, respeito ao sigilo, uso ético de cadáveres durante atividades de ensino e prevenção ao assédio moral e às relações abusivas nas escolas.

 

"Anteriormente, no Brasil, algumas instituições de ensino e conselhos regionais de medicina haviam elaborado textos com o mesmo objetivo, mas com abrangência local", destacou o CFM por meio de nota.

 

Segundo a Agência Brasil, o documento tem 45 artigos organizados em seis eixos que ressaltam atitudes, práticas e princípios morais e éticos e se inspira em experiências de códigos semelhantes editados em países como Inglaterra, Estados Unidos e Canadá. A elaboração teve início há dois anos e contribuição de médicos, estudantes, academias e outras organizações da sociedade civil.

 

"A formação dos futuros médicos na graduação deve proporcionar aos estudantes o incentivo ao aperfeiçoamento da capacidade de lidar com problemas nos campos da moral e da ética em sinergia com as atividades relacionadas ao ensino e à prática profissional", avaliou o presidente do CFM e coordenador da Comissão Nacional de Elaboração do Código de Ética do Estudante de Medicina, Carlos Vital.

 

A previsão é que, a partir de setembro, o novo código de ética seja encaminhado para mais de 320 escolas em atividade em todo o país. O documento ficará disponível para download no site do CFM (clique aqui) e também deve ser distribuído numa versão impressa, em formato de bolso.

Ministério da Saúde quer exigir vacinação contra sarampo de venezuelanos
Foto: Diogo Moreira / A2img

O Ministério da Saúde está elaborando uma nota técnica que exige a imunização contra sarampo para venezuelanos que ingressem no Brasil. Segundo a Agência Brasil, a medida ainda deve ser avaliada pela Presidência República, ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além de Advocacia-Geral da União. 

 

Para a obrigatoriedade passar a valer, é necessário negociar mudanças na política internacional do Brasil que permitam impor a estrangeiros o ato de vacinar como requisito de ingresso no país. Atualmente, a vacina contra sarampo é obrigatória apenas para os imigrantes da Venezuela que desejam residir no Brasil ou pedir asilo e refúgio. 

 

De acordo com o Ministério da Saúde, a recomendação da obrigatoriedade é permitida pelo Regulamento Sanitário Internacional, da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, ainda não há previsão para divulgação da nota técnica. A medida faz parte da mobilização para impedir a proliferação do sarampo no país.

Saúde disponibiliza R$ 10 milhões para projetos de controle à obesidade em universidades
Foto: Shutterstock

O Ministério da Saúde lançou uma chamada pública (clique aqui) que incentiva universidades públicas e privadas a desenvolver projetos com ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). São oferecidos R$ 10 milhões para o desenvolvimento de pesquisa, extensão e formação de trabalhadores na atenção básica.

 

Segundo a Agência Brasil, serão selecionadas ao todo 27 universidades. Os projetos devem ter duração de dois anos, contados a partir da data de assinatura da proposta, além de obedecer a requisitos técnicos descritos no edital. “O objetivo do ministério é qualificar a assistência e o cuidado para a prevenção e o controle da obesidade, que já afeta 18,9% da população adulta nas capitais brasileiras”, informou a pasta.

 

Os recursos para as universidades foram determinados conforme análise de critérios socioeconômicos e geográficos, além da cobertura de equipes do Núcleo de Atenção à Saúde da Família na Atenção Básica. Instituições que atuam no Espírito Santo, no Acre, no Amapá, em Alagoas, em Roraima, em Rondônia, em Sergipe e no Distrito Federal receberão até R$ 250 mil. As que atuam no Amazonas, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, no Pará, na Paraíba, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul receberão até R$ 350 mil. Já as que estão no Ceará, Maranhão, em Minas Gerais, no Piauí, em Santa Catarina, São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Paraná terão disponíveis até R$ 500 mil.

 

A chamada pública está aberta no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até o dia 16 de setembro de 2018.

Bahia só vacinou pouco mais de 12% das crianças contra sarampo e poliomielite
Foto: Agência Brasil

Mais de uma semana após o início da Campanha Nacional de Vacinação, apenas 12,18% das crianças foram imunizadas contra sarampo na Bahia, enquanto o número de imunizações contra poliomielite equivale a 12,43% do público-alvo. De acordo com balanço do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (14), foram aplicadas 3,6 milhões de doses em todo o país (cerca de 1,8 milhão para cada doença), ou seja, cerca de 16% das crianças.

 

A campanha deste ano é indiscriminada, ou seja, devem ser vacinadas todas as crianças com idade de um a cinco anos incompletos até 31 de agosto, data de encerramento da iniciativa. A expectativa da pasta é imunizar pelo menos 11,2 milhões de crianças em todo o país. 

 

Entre os estados com melhor cobertura vacinal neste momento estão: Rondônia, com 45,01% para a pólio e 43,84% para o sarampo, seguido por São Paulo com 28,35% pólio e 27,91% sarampo. Entre as coberturas mais baixas, destacam-se: Amazonas, com 3,23% do público-alvo vacinado para pólio e 3,24% para sarampo e Roraima, que tem 4,98% pólio e 3,60% sarampo.

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