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Novos casos da Covid-19 voltam a subir na BA; 34 mortes são notificadas nas últimas 24h
Lacen | Foto: Paula Fróes / GOVBA

Os novos casos da Covid-19 voltaram a subir na Bahia nesta terça-feira (26), após uma queda na segunda-feira (25). No seu mais recente boletim epidemiológico, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) contabilizou 3.349 novas contaminações pelo novo coronavírus, além de 34 mortes em decorrência da doença.

 

Com esses novos dados, a Bahia chega agora a 570.092 casos confirmados e 9.920 óbitos desde o início da pandemia, que teve sua primeira notificação no estado no dia 6 de março de 2020, em Feira de Santana.

 

O número de casos ativos, por outro lado, teve uma pequena queda nas últimas 24 horas, de 10.652 para 10.468. Salvador segue sendo o município baiano com mais contaminados (2.256), seguido de Vitória da Conquista (389), Itabuna (381), Feira de Santana (228) e Ilhéus (227).

 

A taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19 também apresentou uma leve redução, de 71% para 70%. As regiões sul (86%), sudoeste (81%), centro-norte (80%), nordeste (75%), centro-leste (74%) e norte (73%) puxam para cima a média estadual de vagas ocupadas.

Terça, 26 de Janeiro de 2021 - 18:30

Bahia ultrapassa 100 mil pessoas que tomaram 1ª dose de vacina contra a Covid-19

por Lula Bonfim

Bahia ultrapassa 100 mil pessoas que tomaram 1ª dose de vacina contra a Covid-19
Foto: Divulgação / GOVBA

A Bahia ultrapassou, nesta terça-feira (26), a marca de 100 mil pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Conforme informações da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), apenas os municípios de Belo Campo, Firmino Alves e Itarantim não vacinaram ninguém até o momento.

 

Dentre as 100.268 doses aplicadas até o momento, 21.976 foram em Salvador, o município baiano que mais vacinou até agora, seguido de Feira de Santana (4.343), Vitória da Conquista (2.363), Ilhéus (2.080) e Lauro de Freitas (1.771).

 

O estado tem ainda 183.839 doses da vacina a serem aplicadas, contabilizando as já enviadas à Bahia. Nenhuma delas em Paulo Afonso, Sapeaçu, Mascote, Nova Itarana e Maiquinique, que já aplicaram todos os imunizantes que receberam e agora esperam o envio de mais doses.

 

Segundo a Sesab, ninguém no estado recebeu a segunda dose da vacina contra o novo coronavírus, que deve ser aplicada a partir de 14 dias após a primeira.

Pacientes com Covid em casa devem usar oxímetro para monitorar oxigênio, sugere OMS
Foto: Divulgação

Pacientes infectados pela Covid-19 que se recuperam em casa devem utilizar um oxímetro de pulso para monitorar os níveis de oxigênio do organismo. Essa foi a sugestão feita, nesta terça-feira (26), pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade divulgou novas diretrizes para a administração da doença.

 

De acordo com reportagem do portal Bem Estar, do G1, o objeto é colocado nos dedos da mão, e deve ter acompanhamento médico quando utilizado.

 

Para pacientes que estão hospitalizados, a OMS sugeriu que sejam aplicadas doses baixas de anticoagulantes para prevenir trombose. Mantê-los deitados de bruços, para melhorar o fluxo de oxigênio, é outra recomendação.

 

A organização também anunciou que vai se reunir para nomear o conjunto de sintomas que protagonizam a "Covid longa": pacientes que possuem sintomas como cansaço, tosse persistente e intolerância a exercícios físicos mesmo após o vírus já ter deixado o corpo. Consultas serão feitas para definir os casos a partir da condição dos pacientes. 

Falha imunológica pode agravar Covid-19, identifica estudo americano
Foto: Reprodução/Pixabay

Pesquisadores do departamento de Patologias da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, conduziram um estudo sobre a Covid-19 e identificaram que casos mais críticos da doença estavam relacionados à baixa produção da substância interferon. Ela é produzida pelo corpo e tem como característica principal um efeito antiviral potente, destaca reportagem do Correio Brasiliense.

 

Um artigo com os dados levantados no estudo foi publicado na edição da revista britânica Nature. 

 

As conclusões da pequisa, no entando, não surpreenderam totalmente a comunidade científica, que já suspeitava do fato. De acordo com a reportagem do Correio Braziliense, esse mesmo problema ocorre em outras enfermidades provocadas por coronavírus, a exemplo do Sars-CoV-1, que se espalhou por 12 países em 2003, e o Mers-Cov, que surgiu nove anos depois, na Arábia Saudita. Só que ainda faltavam dados científicos para que houvesse a confirmação.

 

Para chegar às conclusões, os cientistas americanos analisaram as respostas do sistema imune de 21 pacientes expostos ao novo coronavírus. 11 deles apresentavam casos leves e 10  infecções graves. 

 

Uma das observações dos pesquisadores foi de que todo o primeiro grupo de doentes apresentou uma alta quantidade de células imunes mais potentes, geradas pela proteína inteferon, traz a matéria.

 

“Essa molécula é liberada pelo corpo assim que o organismo identifica um vírus invasor. Ela é a responsável pela produção de agentes protetores mais robustos, que combatem o patógeno com maior eficiência e também atuam como um bloqueador, pois impedem a entrada de mais elementos nocivos no organismo”, explicaram, no artigo, os cientistas, liderados por Matthew Krummel, pesquisador do Departamento de Patologias da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

 

Segundo a reportagem, a produção de células imunes mais potentes geradas pelo interferon até foi registrada nos pacientes com a forma mais agressiva da enfermidade, porém em níveis bem mais baixos.

 

“Ficou bem claro para nós que, em indivíduos com doença grave, o sistema imunológico não consegue gerar a mesma quantidade de fortes combatentes antivirais registrada nos infectados com a forma mais leve”, verificaram os cientistas.

Variante brasileira da Covid pode se tornar 'mais dominante', alerta cientista
Foto: Reprodução/CNN

A nova variante do novo coronavírus, identificada pela primeira vez no Brasil e chamada P.1, pode se tornar mais "dominante". O alerta partiu do diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos e principal cientista do país no combate ao coronavírus, o médico Anthony Fauci. 

 

Nesta segunda-feira (25) a variante foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos. O paciente é do estado do Minnesota e tinha visitado o Brasil recentemente, traz reportagem da CNN Brasil.

 

"Se ela (a variante) tem a capacidade de se espalhar de maneira mais eficiente, é provável que se torne cada vez mais dominante, mas temos que esperar para ver", disse Fauci em uma entrevista à CNN americana na noite de segunda-feira.

 

De acordo com o especialista, ele e a equipe estão "prestando muita atenção" a essa nova variante, bem como a uma cepa também encontrada recentemente na Califórnia.

 

Ele ainda destaca que até recentemente, não se tinha uma vigilância genômica abrangente, mas o CDC vem aumentando a capacidade de testar novas cepas. A agência reguladora americana ainda conta a colaboração do National Institute of Healths (NIH) para entender melhor o que está circulando.

 

O médico destacou na entrevista que as vacinas já em uso para Covid-19 são provavelmente eficazes contra as novas variantes.

Terça, 26 de Janeiro de 2021 - 00:00

Investigação identifica 11 casos de superfungo resistente a medicamentos na Bahia

por Jade Coelho

Investigação identifica 11 casos de superfungo resistente a medicamentos na Bahia
Foto: Camila Souza/GOVBA

A Bahia contabiliza 11 casos do superfungo fatal 'Candida auris', resistente a medicamentos e responsável por graves infecções hospitalares. A situação está sendo tratada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como surto. O órgão alerta que a Candida auris é um fungo emergente que representa uma “grave ameaça à saúde global”.

 

“Pode causar infecções invasivas, que são associadas à alta mortalidade, pode ser multirresistente e levar à ocorrência de surtos nos serviços de saúde”, informou. Além disso, a Anvisa alerta que as infecções com Candida auris são invasivas e podem ser fatais. “Com base em relatos com número limitado de pacientes, 30% a 60% dos pacientes com infecções de corrente sanguínea por C. auris evoluíram para o óbito”, adverte.

 

Após a identificação do primeiro caso, em dezembro de 2020 (lembre aqui), o órgão emitiu, no dia 8 daquele mês, um alerta e uma investigação foi instaurada. As verificações para identificar a origem e extensão do surto foram conduzidas pela Secretaria da Saúde do estado (Sesab) e do município de Salvador (SMS) e identificaram novas ocorrências.

 

Diante da confirmação do caso da Bahia, o primeiro do Brasil, a agência publicou em 21 de dezembro uma atualização na nota técnica que tratava de orientações para identificação, prevenção e controle de infecções por Candida auris nas unidades de saúde.

 

INVESTIGAÇÃO

O foco da investigação estava em identificar o fungo e controlar o surto. De acordo com a Anvisa, assim que a agência foi notificada foi instituída uma força-tarefa nacional com representantes de diversas instituições, principalmente da Bahia. Essa força-tarefa realizou reuniões e discussões para alinhamento das ações e definição de como a situação seria conduzida.

 

Ao BN, a Sesab informou que a investigação ocorreu através de visita in loco na unidade hospitalar. Além da equipe da pasta estadual, também foi acionado o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Salvador.

 

Três grupos de trabalho foram formados para a averiguação. O primeiro era responsável por analisar a pesquisa em prontuário. O segundo avaliar a assistência farmacêutica e informações sobre o produto para saúde (cateter). Enquanto ao terceiro coube avaliar todos os processos da unidade hospitalar relacionados a controle de infecção.

 

“Foram realizadas coletas de material para análise laboratorial, recomendado pela vigilância, de todos os contatos do caso índice internados e dos ambientes em que esse paciente circulou pelas alas hospitalares”, informou a Sesab. 

A pasta ainda afirmou que investigação permitiu o isolamento dos pacientes e uma série de recomendações da Anvisa para a desinfecção hospitalar para impedir a proliferação do fungo. Isso porque ele pode permanecer no ambiente por longos períodos, de semanas a meses. E também apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais os que são à base de quartenário de amônio.

 

MONITORAMENTO

A etapa atual é a de acompanhamento e monitoramento. O objetivo agora é garantir o cumprimento das recomendações de desinfecção realizadas pelo hospital para evitar a ocorrência de novos casos, apontou a Sesab.

Em relação aos processos de trabalho, a Secretaria da Saúde informou que a conclusão foi de que o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) “adota as medidas preventivas de infecção hospitalar propostas pela Anvisa, que dispõe de protocolos e oferece treinamentos para implementação destes”.

 

“Além disso, observou-se que as medidas recomendadas de precaução e isolamento estão sendo aplicadas neste momento”, frisou a pasta. 

Quanto ao futuro, a Sesab garantiu que manterá a vigilância ativa, “realizando as culturas de vigilância de forma periódica para análise da contenção do Fungo a nível hospitalar”. Assim como a Anvisa, que respondeu ao questionamento do Bahia Notícias garantindo que “continua monitorando esse surto e acompanhando as informações notificadas pelo hospital no formulário nacional específico”.

 

“Como as ações de prevenção e controle de infecções são descentralizadas, a Anvisa está em contato constante com o Núcleo estadual de controle de infecção hospitalar (NECIH) da Bahia, que por sua vez, está realizando o acompanhamento local desse surto”, informou em nota.

 

CASO INICIAL

O primeiro caso do superfungo foi identificado em uma amostra da ponta de um cateter de um paciente internado em UTI adulto de um hospital da Bahia. Na época a Anvisa informou que a presença do fungo foi confirmada pela técnica Maldi-Tof no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e no Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

 

No alerta emitido pela agência foi destacado o fato de que a Candida apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções deste tipo. Algumas cepas deste superfungo são resistentes a todas as três principais classes de fármacos antifúngicos (polienos, azóis e equinocandinas). 

 

Na ocasião a Anvisa também ressaltou que a identificação do fungo requer métodos laboratoriais específicos. Além disso a agência sanitária chamou a atenção para a propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e da eliminação do ambiente contaminado, já que uma das características dele é a possibilidade de se manter nos ambientes e superfícies por longos períodos, de semanas a meses, além da resistência a desinfetantes. 

 

A identificação do primeiro caso da Candida auris mobilizou o governo baiano, o hospital privado em que o fungo foi identificado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde e a Universidade de São Paulo (USP). Todos este entes trabalharam em colaboração para esclarecer a situação e tomar as medidas cabíveis necessárias para afastar a ameaça à saúde pública (leia aqui).

 

TRANSMISSIBILIDADE

A Anvisa chama a atenção para a transmissibilidade e o alto nível de resistência aos antifúngicos. De acordo com a agência, essas são características que diferenciam o Candida auris de outras espécies de Candida.

 

“O modo preciso de transmissão dentro do ambiente de saúde ainda não é conhecido”, diz a agência, apesar de destacar que evidências iniciais sugerem que o ambiente pode ser o principal reservatório do fungo, e levar à disseminação por meio de superfícies, contato direto com os pacientes e equipamentos contaminados. A lista inclui estetoscópios, termômetro e aparelhos de aferição da pressão arterial.

 

A nota técnica da Anvisa ainda ressalta a alta transmissibilidade da Candida auris. “A persistência e a propagação do fungo, apesar de todas as medidas de prevenção de infecção, indicam uma resiliência às condições ambientais e persistência no ambiente, alta transmissibilidade e capacidade de colonizar rapidamente a pele do paciente e o ambiente próximo a ele”, diz. O texto ainda acrescenta que os pacientes podem permanecer com o fungo e assintomáticos por um período de três a cinco meses.

 

“C. auris está associada a episódios de surtos em serviços de saúde que resultam em aumento imediato de custos, não apenas financeiros, mas especialmente aqueles relacionados com a morbidade e a mortalidade de pacientes”, completa a nota.

Terça, 26 de Janeiro de 2021 - 00:00

Em meio a vacina e 'imunidade', infectologista alerta: 'Caminho é longo e vai levar vidas'

por Jade Coelho / Lula Bonfim

Em meio a vacina e 'imunidade', infectologista alerta: 'Caminho é longo e vai levar vidas'
Foto: Bahia Notícias

Apesar de o início da vacinação ter renovado as esperanças dos brasileiros no combate ao novo coronavírus, os números da segunda onda de contaminação seguem crescendo e abarrotando os leitos de hospitais em todo o país. Em entrevista ao Bahia Notícias, o infectologista Igor Brandão comentou o avanço da Covid-19 e recomendou a retomada de medidas restritivas em prevenção à proliferação da doença. Segundo ele, “o caminho ainda é longo e vai custar muitas vidas”.

 

Nesta segunda-feira (25), a prefeitura de Salvador anunciou o resultado de um inquérito epidemiológico que apontou que 20% da população soteropolitana já teve o novo coronavírus (reveja aqui). Para Brandão, o número é positivo, mas não deve provocar relaxamentos, tanto por parte do poder público quanto em relação aos cidadãos.

 

“Aqui está bem mais controlado do que o Amazonas, Mato Grosso do Sul e São Paulo também. Porém, é um estado de alerta. A prefeitura de Salvador já recomendou a suspensão de cirurgias eletivas. Se continuar nessa velocidade [de contaminação], daqui a uma semana ou no próximo mês a gente deve começar a considerar a possibilidade de involuir a progressão do comércio, independentemente da vacina, fechando alguns setores não essenciais. Porque os números que temos da segunda onda já estão se equiparando à primeira. Mas a população, com alegria e a esperança da vacina, está piorando o cenário de transmissão da doença”, alertou o infectologista.

 

Igor Brandão avalia ainda que a vacina chegou em meio ao enfrentamento de um cenário muito ruim da pandemia. Diferentemente da primeira onda, quando o país determinou medidas de fechamento de comércios e distanciamento social, tudo está funcionando normalmente durante a segunda onda, agravando a velocidade da contaminação, mesmo em meio à imunização. Para o infectologista, ainda não é a hora de retomar as aulas presenciais e é preciso impor novamente restrições a shoppings, bares e restaurantes.

 

“A gente deve estar em um estado de alerta muito maior do que estamos. A Europa já está fazendo lockdown pela segunda vez. Alguns países, como Portugal, já fecharam as escolas que estavam abertas. Aqui em Salvador, não chegamos a abrir, mas também não é o momento de abrir. Devemos caminhar para diminuir tudo, como shoppings, conter a ida às praias, diminuir bares e restaurantes, até porque estamos na época do verão, que deixa as pessoas mais afoitas pela interação social”, comentou Brandão.

 

“A gente não pode baixar a guarda. A vacina, daqui que chegue para a população geral, tanto jovens quanto adultos sem comorbidades, pode demorar de seis meses a um ano. Para chegar à imunidade de rebanho, precisaria de algo em torno de 50%. O caminho ainda é longo e vai custar muitas vidas. Não podemos esperar a imunidade de rebanho. Temos que esperar, em casa, a vacina em nosso braço, para não perdermos tantas vidas”, pediu.

 

HOSPITAIS MAIS PREPARADOS

O infectologista também comentou a rotina dos hospitais em plena segunda onda de contaminação do novo coronavírus. Segundo ele, as unidades médicas estão mais preparadas para o enfrentamento da pandemia.

 

“Muitos profissionais já tiveram a doença. Eles já têm vacina para a linha de frente. Os hospitais particulares e o SUS já sabem a rotina, como lidar melhor com a família, com o paciente, com a fisioterapia precoce. Já sabem as medicações que não fazem efeito, como a hidroxicloroquina, a ivermectina e a nitazoxanida. Então a gente já conseguiu evoluir um pouco na parte técnica, já sabendo o caminho a trilhar”, disse Brandão.

 

“Para o hospital, apesar dos números mais altos, a rotina já está estabelecida, deixando os profissionais de saúde mais seguros, levando isso para a família. Mas a mortalidade continua praticamente a mesma”, finalizou.

Segunda, 25 de Janeiro de 2021 - 18:00

Com 1.423 novas contaminações, casos ativos da Covid-19 registram queda na Bahia

por Lula Bonfim

Com 1.423 novas contaminações, casos ativos da Covid-19 registram queda na Bahia
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 1.423 novos casos da Covid-19, conforme dados do boletim epidemiológico publicado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) nesta segunda-feira (25). É o menor número de novas contaminações desde o dia 11 de janeiro. De lá até o último domingo (24), pelo menos 2 mil pessoas por dia receberam diagnóstico positivo para o novo coronavírus.

 

A diminuição no número de novos casos refletiu também na quantidade de casos ativos, que reduziu de 11.472 para 10.652 nas últimas 24 horas. Salvador (2.313), Vitória da Conquista (457), Itabuna (445), Ilhéus (319) e Feira de Santana (202) são os cinco municípios baianos com mais pessoas contaminadas pelo vírus.

 

Também nas últimas 24 horas, o estado notificou 29 novas mortes em decorrência da Covid-19. Entre elas, 28 ocorreram neste mês de janeiro, enquanto uma está datada do último dia 29 de dezembro. Com isso, a Bahia acumula agora 9.886 óbitos, além de 566.743 casos confirmados desde o início da pandemia.

 

No momento, 71% dos leitos de terapia intensiva reservados para o tratamento da Covid-19 na Bahia estão ocupados. A situação é mais grave nas regiões sul (84%), centro-norte (80%), centro-leste (77%), sudoeste (76%), norte (75%) e extremo-sul (73%), que puxam para cima a média estadual de UTIs ocupadas.

Segunda, 25 de Janeiro de 2021 - 17:40

Bahia ultrapassa 84 mil pessoas que tomaram 1ª dose de vacina contra a Covid-19

por Lula Bonfim

Bahia ultrapassa 84 mil pessoas que tomaram 1ª dose de vacina contra a Covid-19
Foto: Camila Souza / GOVBA

A Bahia chegou, nesta segunda-feira (25), à marca de 84.177 pessoas vacinadas contra a Covid-19, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Esse número corresponde apenas aos que tomaram a primeira dose da vacina, que deve ser complementada com a segunda dose após 14 dias.

 

Do total de vacinados, 74.606 são profissionais de saúde, enquanto 4.929 são idosos que estão em Instituições de Longa Permanência (ILPI). Outros 4.308 são indígenas aldeados. Por fim, 334 pessoas com deficiência também foram imunizadas.

 

Salvador (20.205), Feira de Santana (3.771), Vitória da Conquista (2.363), Ilhéus (1.960), Lauro de Freitas (1.735), Santo Antônio de Jesus (1.233), Camaçari (1.020), Rodelas (836), Itabuna (824) e Alagoinhas (823) são os 10 municípios baianos com mais pessoas vacinadas até o momento.

Apesar de denúncias ao MP-BA, prefeitura de Salvador não registra 'fura fila' de vacina
Foto: Secom/PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), garante que a cidade não registrou, até o momento, nenhum caso de “fura fila” de vacina contra Covid-19.  A capital baiana está entre as 17 cidades baianas em que o Ministério Público do estado (MP-BA) registrou supostas tentativas de burlar a fila prioritária da imunização.

 

De acordo com as informações do MP-BA, as denúncias foram enviadas via e-mail por cidadãos dos municípios. Contudo, o órgão reforça que não necessariamente são casos de pessoas que realmente burlaram a lista de imunização, uma vez que cada acusação precisa ser investigada (entenda melhor aqui).

 

O democrata atribui o fato a estratégia adotada e a tecnologia utilizada pela prefeitura de Salvador para a vacinação. As equipes de vacinadores da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) estão indo até as unidades de saúde e instituições de longa permanência para vacinar os integrantes do grupo prioritário nesta primeira etapa da primeira fase de imunização. Além disso, cada equipe tem um tablet em mãos, em que são cadastradas informações de cada pessoa que recebe a imunização.

 

Por outro lado, a estratégia tem deixado a vacinação mais lenta em Salvador, reconheceu o prefeito. Apesar de 20 mil pessoas já terem recebido a primeira dose da vacina na cidade, o objetivo de vacinar 5 mil pessoas em um dia ainda não foi alcançado.

 

A prefeitura tem divulgado o canal da ouvidoria do município para que a população possa fazer denúncias de “fura fila”.  Para denunciar é possível ligar para o número do Fala Salvador 156, enviar email para ouvidoria.saude@salvador.ba.gov.br, acessar o site (disponível aqui), ou ainda ir presencialmente na sede da SMS, na Rua da Grécia, no Comércio.

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