Viver Bem: Mês de março reforça os cuidados com mulheres vítimas de violência
Foto: Pixabay

Quase que diariamente os jornais relatam casos de feminicídio. Na Bahia, mais de 32 mil registros de violência doméstica estão tramitando no Tribunal de Justiça do estado. Esse número ratifica a necessidade do cuidado psicológico com as mulheres que saem traumatizadas dessas experiências.

 

Segundo o ditado, em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Mas, atualmente, as discussões têm tomado grandes proporções, sendo necessária a intervenção de terceiros. A psicóloga do Hapvida Saúde, Elaine Silva, destaca que nos casos de violação emocional há uma dificuldade na sua descoberta. “Ela (a violência doméstica) também é considerada uma grave violação dos direitos humanos, e que produz sérios reflexos para saúde mental e física, já que costuma ser naturalizada, e por conta disso, costuma preceder as demais formas de violência”, explica.

 

Isolamento, mudanças de vestes, pouca emissão de opinião. Estes são alguns dos sinais que podem demonstrar a situação de violência que a mulher pode estar passando. A terapia em grupo é uma das opções para aquelas que ainda estão desconfortáveis para falar sobre a situação. Elaine conta que nesses espaços as vitimas podem conhecer as histórias de outras mulheres e isso faz com que elas se fortaleçam através das experiências de terceiras. “Durante o processo, elas acabam elaborando recursos para sair da situação de violência doméstica”, frisa.

 

O PONTAPÉ INICIAL

O sinal vermelho que antecede o início da terapia é caracterizado pelo desconforto e quando a vítima reconhece estar em uma situação de sofrimento. “Quando a mulher não tem mais controle sobre sua vida, o processo terapêutico é o que vai ajudá-la a ir elaborando essas questões e ir entendendo o que está acontecendo. A busca pela terapia é isso, quando a mulher começa a sentir tristeza, raiva, incertezas e inseguranças”, elucida a especialista.

 

De acordo com Elaine, a psicoterapia tem o papel de acolher, orientar e trabalhar a auto-estima no resgate da autonomia da vítima, de maneira que ela reconheça a violência como algo fora do padrão normal de relacionamento.  

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