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Segunda, 30 de Agosto de 2021 - 09:00

Tabagismo é fator de risco para câncer de boca

por Marcos Juncal

 Tabagismo é fator de risco para câncer de boca
Foto: Divulgação

Além de ficar mais vulnerável à infecção do Novo Coronavírus, o indivíduo que fuma ou utiliza outros produtos derivados do tabaco também pode desenvolver uma série de problemas de saúde, inclusive o câncer de boca e orofaringe – região que inclui a língua, o palato mole, as amígdalas, e a área lateral e posterior da garganta. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2020 e 2022, devem ser diagnosticados no Brasil 15.190 novos casos de câncer nessa região do corpo, sendo o quinto tipo mais frequente em homens.

 

Ressalto que o tabagismo, sobretudo quando associado ao álcool, é o principal causador desse tipo de câncer. Ele desencadeia problemas que podem parecer, inicialmente, inofensivos, a exemplo da rouquidão persistente, aftas por mais de 15 dias e manchas vermelhas ou esbranquiçadas na língua ou gengiva. Os sintomas ainda podem progredir para dificuldade de mastigação e na fala, sensação de que há algo preso na garganta e alteração na movimentação da língua. Vale lembrar que, dentre as especialidades que podem diagnosticar o problema, está o otorrinolaringologista.

 

Além do tabagismo e do álcool, a prevenção passa pela manutenção de hábitos e estilos de vida saudáveis. No entanto, existem outros fatores de risco, como infecções pelo Papilomavírus Humano (HPV) provocadas pela prática de sexo oral sem proteção, exposição excessiva ao sol sem proteção, que pode provocar câncer nos lábios, fato genético e a idade – pessoas com mais de 40 anos têm mais chances de desenvolver o câncer de boca e orofaringe.

 

O tratamento, dependendo do estágio da doença, acontece com a quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Quando diagnosticada com antecedência, o câncer tem 90% de chances de cura. Então, não hesite e fique atento às mudanças do seu corpo. Persistindo os sintomas, procure um médico imediatamente.

 

*Marcos Juncal é presidente da Associação Baiana de Otorrinolaringologia - ABAO, otorrinolaringologista Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial – ABORL-CCF desde 2001, mestre em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, Clinical Fellow do Ear House Institute – EUA e preceptor da Residência em Otorrinolaringologia da Santa Casa da Misericórdia da Bahia

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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