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Idosos digitais: uso excessivo de tecnologias também pode desencadear problemas oculares
Foto: Divulgação

Ler notícias virtualmente, acessar redes sociais e aplicativos diversos, mexer no Pacote Office e fazer compras online são algumas atividades comuns no dia a dia de muitos jovens e adolescentes. Mas, a verdade é que grande parte da terceira idade também está ativa nesta parcela da população considerada conectada. E com a pandemia do novo coronavírus, esses hábitos se tornaram exacerbados, principalmente por conta do isolamento social. Tal mudança de comportamento, no entanto, pode desencadear problemas diversos, inclusive os oculares, e no caso dos idosos, os cuidados devem ser redobrados.

 

A população idosa, naturalmente, já é mais afetada por problemas visuais, pois suas estruturas oculares sofrem numerosos danos com o passar do tempo, sobretudo a partir dos 40 anos. Então, é muito comum surgirem sinais de que a visão já não está mais como antes. Ou seja, a pessoa passa a se esforçar mais para ler, a visão começa a ficar embaçada e cansada, dentre tantos outros desconfortos.

 

Então, se você une esse desgaste natural com o fato de ficarmos muito tempo conectados e paralisados em telas como computador, celular, tablet e televisão, ocorre uma sobrecarga ocular. As queixas mais comuns em todas as faixas etárias são vermelhidão, coceira, lacrimejamento e ardência, que se relacionam com o olho seco, devido à redução do piscar associada a ambientes mais ressecados por ar-condicionado ou ventiladores. Além disso, o uso excessivo de tecnologias pode ter relação com o aumento dos casos de miopia (dificuldade de enxergar de longe). Vale enfatizar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, mais da metade da população mundial deve desenvolver o problema.

 

A principal dica é que o indivíduo faça descansos visuais, fazendo pausas de cinco a dez minutos a cada uma hora. Outra sugestão é a regra 20/20/20, ou seja, a cada 20 minutos, fazer uma pausa de 20 segundos e olhar para objetos que estão a 20 metros de distância. Outras alternativas são tentar estabelecer um distanciamento de 30 centímetros da tela, adaptar o contraste dos equipamentos eletrônicos, ter cuidado com a luminosidade do ambiente sem forçar os olhos no escuro e ingerir líquidos com frequência.

 

Ter uma noite de sono de, pelo menos, oito horas é fundamental para haver a lubrificação ocular. Além disso, não podemos esquecer que o uso de colírios só deve ocorrer sob prescrição médica e que, para cada idade, existe uma recomendação específica. Havendo qualquer sintoma persistente, o ideal é procurar um oftalmologista de imediato. No caso dos idosos, a ida ao oftalmologista deve acontecer com mais frequência.

 

*Marcos Vale é Oftalmologista do DayHORC, Graduação pela Escola de Medicina e Saúde Pública (1993), Especialização em Oftalmologia Geral Clínica e Cirúrgica no Hospital de Olhos Ruy Cunha e Especialização em Retina e Vítreo Clínica e Cirúrgica no Instituto da Visão

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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