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Sala Rosa para atendimento de mulheres é instalada em Salvador
Fotos: Jefferson Peixoto/Secom

Como parte da programação do Outubro Rosa, a prefeitura, através da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), inaugurou, nesta terça-feira (26), a Sala Rosa do Shopping Center Lapa. Até sexta-feira (29), o público feminino pode utilizar o espaço para receber vacina contra gripe, realizar marcação de exames, como preventivos e mamografia, além de participar de palestras, relatos e oficinas. A inauguração do serviço contou com a presença do prefeito Bruno Reis, da primeira-dama e madrinha do evento, Rebeca Cardoso, e da titular da SPMJ, Fernanda Lordelo, dentre outras autoridades.

 

A Casa Rosa é realizada em parceria com o Shopping Center Lapa, Secretaria Municipal de Saúde (SMS),  Labchecap, Instituto Patrícia Lordelo (IPL), Centro Universitário de Salvador (Uniceusa), Universidade Salvador (Unifacs) e Guarda Municipal (GCM). A implantação faz parte do conjunto de ações desenvolvidas pelo Programa Alerta Salvador que, no mês de outubro, contribuiu com a ampliação das informações para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de mama.

 

“Nesse espaço é oportunizado o diálogo, marcação de exames e a conscientização sobre a importância de realizar o rastreamento. Sabemos que a medicina preventiva ajuda a salvar vidas. Infelizmente, a incidência do câncer está cada vez maior, então o poder público precisa ter uma preocupação, atenção e dedicação ainda mais intensa, e é o que estamos fazendo para evitar mortes. Em parceria com a SPMJ, temos a missão de desenvolver políticas para mulheres, e dentre as ações desenvolvidas, existe a preocupação com a saúde, no combate ao câncer de mama e colo do útero”, declarou o prefeito Bruno Reis.

 

Cuidado integral– Para falar dos cuidados com a saúde, a primeira-dama, que é enfermeira e estudante de Medicina, ministrou uma roda de conversa sobre a importância da prevenção no combate ao câncer de mama. “O câncer de mama e colo de útero é um problema mundial que acomete muitas mulheres, muitas vezes por falta de entendimento sobre o problema. Então, a promoção de eventos como esse dá a oportunidade de trabalhar no corpo a corpo, levando a informação da maneira mais simples. Como profissional da área de saúde, sei que ouvir relatos, conversar, oferecer acesso, mostrar soluções, com certeza, é a forma mais eficaz de promover saúde”, afirmou Rebeca.

 

Os Centros de Referência de Atenção à Mulher também participam da ação, realizando escuta ativa, acolhendo e oferecendo informações a qualquer mulher que demonstre interesse sobre o ciclo de violência. A titular da SMPJ, Fernanda Lordêlo, ressaltou a atuação contínua da pasta na promoção do cuidado com a mulher soteropolitana.

 

“Nós temos o foco para ações direcionadas ao autocuidado. Estamos no mês de prevenção ao câncer de mama e colo de útero, e por sermos uma secretaria que trabalha com violência contra mulher, pensamos na proteção desse público de forma integral. Entendemos que a saúde física e mental é essencial para que a gente consiga ter mulheres com autoestima, inseridas no mercado de trabalho, de maneira saudável”, disse.

 

Ao realizar a marcação da mamografia, a dona de casa Jussara Santos, de 60 anos, falou sobre a necessidade de ações que facilitem o acesso à saúde. “ Aqui temos a oportunidade de fazer agendamentos de exames que, muitas vezes, não são tão acessíveis à população. É um local com organização, segurança e atendimento de qualidade. Estou achando ótimo”, opinou.

Senadores votam pela aprovação de relatório final da CPI da Covid-19; placar foi 7 a 4
Foto: Pedro França/Agência Senado

O relatório final da CPI da Covid-19 foi aprovado nesta terça-feira (26), por 7 a 4. Após 6 meses, a CPI se reuniu pela última vez para votar o relatório final de Renan Calheiros. O relator pediu o indiciamento de 79 pessoas e 2 empresas por crimes relacionados à pandemia, no documento que tem 1.180 páginas.

 

Votaram a favor: Eduardo Braga (MDB), Renan Calheiros (MDB), Otto Alencar (PSD), Tasso Jereissati (PSDB), Humberto Costa (PT), e Randolfe Rodrigues (Rede) e Omar Azziz (PSD). De forma contrária votaram os senadores Marcos Rogério (DEM), Luis Carlos Heinze (PP), Eduardo Girão (Podemos), Jorginho Mello (PL).

 

Antes da votação na CPI da Covid, o nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) foi retirado da lista de pedidos de indiciamento do relatório final da Comissão. A comissão fez pedido de indiciamento do senador Luis Carlos Heinze (PP), membro da comissão, após o parlamentar realizar leitura do voto em separado (reveja aqui).

 

Entre os nomes estão o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), os filhos Carlos (Republicanos-RJ), Flávio (Patriota-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), além dos ministros Wagner Rosário (Controladoria Geral da União), Walter Braga Neto (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) (reveja aqui). 

Casos ativos da Covid-19 voltam a cair após 4 dias na Bahia; estado registra 9 óbitos em 24h
Foto: Reprodução / Sesab

Os casos ativos da Covid-19 na Bahia voltaram a cair após 4 dias. Nesta terça-feira (26), ainda estão infectados com o novo coronavírus 2.455 pessoas, menor número desde a última quinta-feira (21), de acordo com o boletim epidemiológico da secretaria de saúde do estado. 

 

Além disso, 9 mortes em decorrência da doença foram registradas nas últimas 24h, totalizando 27.042 óbitos no estado, desde o início da pandemia. A Bahia também registrou 448 novos casos da doença nas últimas 24h. 


 

Salvador realiza mutirão da 3ª dose contra Covid-19 nesta quarta
Foto: Divulgação/PMS

A prefeitura promove, nesta quarta-feira (27), um mutirão para aplicação da 3ª dose da vacina contra Covid-19 em Salvador. Os pontos fixos e drives espalhados pela cidade atenderão os idosos acima de 60 anos, trabalhadores da saúde e pacientes imunossuprimidos. 

 

Todos devem estar habilitados com a data para recebimento da dose de reforço dentro do aprazamento estabelecido pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). É necessário também ter o nome na lista disponível no site da SMS, no endereço www. saude. salvador. ba. gov. br .

 

Para as pessoas que tomaram a 1ª dose em outros municípios, o acesso à 2ª dose acontece por meio de agendamento prévio no site vacinahoramarcada. saude. salvador. ba. gov. br. Após o agendamento, o usuário deverá levar no dia e horário marcados, obrigatoriamente, original e cópia do Cartão SUS, comprovante de residência (local onde reside), cartão de vacina e documento de identificação com foto.

 

A primeira dose também será aplicada nos adolescentes das escolas públicas da capital baiana. O serviço itinerante de imunização por meio do ônibus da Vacinação em Movimento também seguirá nesta quarta-feira (27), no final de linha do Uruguai, das 8h às 16h, com a oferta da aplicação da 2ª dose da Pfizer e a 3ª dose para os idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, bem como pacientes em hemodiálise.

 

3ª DOSE: PESSOAS COM 60 ANOS OU MAIS – 8h às 16h

A aplicação da terceira dose será administrada em idosos com 60 anos ou mais que tomaram a segunda dose até o dia 1º de junho de 2021. Para este público também está disponível o serviço Vacina Express, assim como para os indivíduos acamados ou com dificuldade de locomoção. 

 

Não é necessário realizar um novo cadastro no sistema quem já teve acesso ao serviço, pois a equipe retornará automaticamente. O site é o http:// vacinaexpress. saude. salvador. ba. gov. br .

 

3ª DOSE: PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS – 8h às 16h 

Podem se dirigir aos postos aqueles que receberam a 2ª dose até o dia 29 de setembro de 2021. 

 

3ª DOSE: TRABALHADORES DA SAÚDE – 8h às 16h 

Podem se dirigir aos postos aqueles que receberam a 2ª dose até o dia 1º de junho de 2021. 

Postos de atendimento dos três públicos nesta quarta-feira (27):

 

Drive-thrus: 5º Centro de Saúde (Barris), Atakadão Atakarejo (Fazenda Coutos), FBDC Cabula, Faculdade Universo (Avenida ACM), Vila Militar (Dendezeiros), Shopping Bela Vista, Unijorge (Paralela), Faculdade Uninassau (Avenida Magalhães Neto), FBDC Brotas, Parque de Exposições (Paralela) e Universidade Católica do Salvador – Campus Pituaçu.

 

Pontos fixos: USF Mata Escura, USF Imbuí, UBS Eduardo Mamede (Mussurunga), USF Yolanda Pires (Fazenda Grande I), 5º Centro de Saúde (Barris), USF Vila Matos (Rio Vermelho), Shopping da Bahia (a partir das 9h), USF Beira Mangue, USF São Cristóvão, Clube dos Oficiais da Polícia Militar (Dendezeiros), USF Cajazeiras V, USF Sergio Arouca (Paripe), USF Tubarão, USF Cajazeiras X, USF Colinas de Periperi, USF Plataforma, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Pirajá, USF San Martim III, USF Curralinho, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), USF Jardim das Margaridas, Universidade Católica do Salvador – Campus Pituaçu, USF Vista Alegre, CSU Pernambués e FBDC Brotas.

Reforma do Martagão Gesteira é concluída e entregue nesta terça
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA

A terceira e última etapa das obras de ampliação e requalificação do Hospital Martagão Gesteira, em Salvador, foi inaugurada nesta terça-feira (26). As melhorias, que incluíram intervenções na fachada e em medidas de prevenção e combate a incêndio, representam um investimento de R$ 1,3 milhão. No total, cerca de R$ 5 milhões foram investidos nas três etapas, com recursos arrecadados pelas Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA) e o Governo do Estado, em parceria com Ivete Sangalo, em dois grandes eventos com a cantora, um na Arena Fonte Nova e outro no Teatro Castro Alves (TCA).

 

As intervenções incluíram o aprimoramento das medidas de prevenção e combate a incêndio e controle de pânico, com o reforço do sistema de proteção com extintores de incêndio, hidrantes, iluminação de emergência, alarme de incêndios, detectores automáticos de fumaça e calor, escada de segurança e sinalização de emergência.

 

Na primeira etapa das obras no Martagão Gesteira foi construída uma nova UTI pediátrica com 10 leitos, responsável por ampliar em 40% a oferta de cirurgias cardíacas, neurológicas e oncológicas do hospital. A obra beneficiou cerca de 40 crianças por mês.

 

A segunda etapa garantiu a implantação de 44 novos leitos na enfermaria oncológica, referência na Bahia para o tratamento do câncer infantil, assegurando um aumento de mais de 100% na capacidade de atendimento. Dois deles são utilizados para o transplante de medula óssea, que antes não era realizado na faixa etária pediátrica na Bahia.

Terça, 26 de Outubro de 2021 - 15:00

Sem vacinas e com volta às aulas, cresce risco de Covid em crianças e adolescentes

por Ana Bottallo | Folhapress

Sem vacinas e com volta às aulas, cresce risco de Covid em crianças e adolescentes
Imagem ilustrativa | Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Com o avanço da vacinação contra Covid na população adulta brasileira, o grupo dos mais vulneráveis a contrair a doença passa a ser justamente a faixa etária mais jovem do país, a das crianças de zero a 11 anos.
 

Até o momento, a vacina da Pfizer contra Covid-19 é a única que pode ser usada no país para os de menor idade. Ela está aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para adolescentes de 12 a 17 anos. As demais opções de imunizantes são para a população acima de 18.
 

Para as crianças com 11 anos ou menos, não há ainda uma previsão de quando uma vacina será autorizada e pode estar disponível. Isso, aliado a um retorno às aulas presenciais em diversos estados brasileiros, pode colocar essa população em maior risco para a doença.
 

Paralelamente, estratégias amplas de testagem em ambientes escolares não foram implementadas no país desde o início da pandemia.
 

Essas são conclusões de um estudo feito pela Rede de Pesquisa Solidária, que reúne várias instituições públicas e privadas. A observação vem acompanhada de um alerta: hoje, no estado de São Paulo, cerca de 1 em cada 5 testes RT-PCR feitos na rede pública em crianças e adolescentes de até 17 anos é positivo para o Sars-CoV-2.
 

No público mais jovem elegível para vacinação, cerca de 70% dos adolescentes receberam até o dia 21 de outubro pelo menos uma dose da vacina, e 8% já completaram o esquema vacinal -adolescentes com comorbidades foram os primeiros desse grupo a serem imunizados.
 

Na última quarta (20), o Brasil ultrapassou a marca de 50% da população vacinada com duas doses, número que salta para 68,51% quando considerada apenas a população com mais de 18 anos, segundo dados atualizados até a última segunda (25).
 

Por outro lado, usando uma estimativa do IBGE, há cerca de 35 milhões de crianças no Brasil com idade de zero a 11 anos que ainda não contam com imunizante contra Covid.
 

Os dados do levantamento são do Open DataSus, do Ministério da Saúde, e analisados pelo Laboratório de Estatística e Ciência de Dados da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) e pelo projeto ModCovid19.
 

Para Lorena Barberia, pesquisadora do departamento de ciência política da USP e coordenadora da nota, o país não vai conseguir atingir 80% da população vacinada sem incluir as crianças na campanha de vacinação. E, até lá, a reabertura das escolas com 100% de presença obrigatória e o afrouxamento de algumas medidas de proteção contra o coronavírus podem implicar em um aumento da incidência justamente nessa faixa etária.
 

Apesar disso, os esforços para o aumento da testagem nesse grupo não foram significativos para o planejamento do retorno às aulas presenciais, diz Barberia. Na semana que antecedeu o retorno às classes com capacidade de 35%, em abril, a porcentagem de testes realizados nas crianças não aumentou em comparação com 2020, mostra o estudo.
 

"Ampliar a testagem nas crianças agora seria fundamental porque não há, no curto prazo, uma expectativa de vaciná-las. E ao cruzar o retorno dessas crianças mais vulneráveis às escolas sem testagem, sem vacinas e com precariedade de protocolos, não vamos conseguir ter dados com uma rapidez suficiente para entender o que está acontecendo nesse grupo", afirma.
 

De janeiro a dezembro de 2020, 3,6% dos testes de RT-PCR na rede pública em São Paulo foram realizados em crianças de zero a 11 anos, parcela que representa 15,7% da população. Já as crianças de 12 a 17 anos representam cerca de 8% da população do estado e apenas 3,1% do total de testes para detecção do coronavírus no mesmo período.
 

Em 2021, esse número cresceu pouco em todo o estado, passando para 4,6%, no caso das crianças de até 12 anos, e de 4,7% para os adolescentes de 12 a 17 anos. No mesmo período, 90,03% do total de testes realizados para Covid eram em pessoas com mais de 18 anos.
 

De maneira semelhante, os novos casos de internação e óbitos por Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave), incluindo Covid, cresceram neste grupo em 2021, segundo plataforma SP Covid-19 InfoTracker. A taxa de letalidade hospitalar está em 5,8%, para crianças de zero a 9 anos, e de 7,4%, nos adolescentes de 10 a 19 anos.
 

Frente ao medo de infecção dos filhos, alguns pais recorrem à testagem privada. Por conta disso, laboratórios particulares viram um aumento tanto do número absoluto de testes em crianças e adolescentes quanto na positividade -apesar de, em comparação com o total de testes, ainda serem os que menos testam.
 

Dados do Grupo Pardini, rede de laboratórios presente em mais de 5 mil cidades no país e atuante, principalmente, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, encontraram uma maior positividade dos testes em adolescentes de 14 a 17 anos nas três últimas semanas epidemiológicas (que vão de 3 a 23 de outubro) em comparação com os adultos.
 

"Esse aumento, embora seja relativo porque não é a faixa etária que mais testa em número absoluto, é representativo porque é a população que voltou às escolas, que está circulando mais, [os adolescentes] não vão aderir tanto assim às medidas de proteção e ainda estão no processo de imunização", explica Melissa Valentini, infectologista do Grupo Pardini e também da rede SUS de Belo Horizonte.
 

Tanto para Valentini quanto para Barberia, isso pode representar um perigo adicional também para a população com mais de 60 anos que já está apta para a dose de reforço das vacinas, mas ainda não a recebeu em grande quantidade.
 

"A positividade nos maiores de 60 anos também aumentou, principalmente se considerarmos aqueles que estão há mais de seis meses da segunda dose", afirma Valentini.
 

Barberia preocupa-se ainda com os perigos de quadros de Covid longa nesse grupo.
 

"Fico chocada ao pensar que há um risco enorme das crianças serem expostas e não há estratégias para monitorar os casos, porque não há testagem. Não há nenhuma nota técnica específica nem do Ministério da Saúde nem da secretaria estadual tratando de crianças com 11 anos ou menos, que ainda não foram vacinadas, e elas não estão protegidas", diz.

Camaçari: Prefeitura vai demitir quem se recusar à vacina contra Covid sem justificativa
Foto: Divulgação / Prefeitura de Camaçari

Funcionários comissionados da prefeitura de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), podem ser exonerados caso não comprovem por que ainda não foram vacinados contra a Covid-19. A pessoa terá dez dias para apresentar o motivo através de parecer médico.

 

Segundo a prefeitura, a recusa em se vacinar, sem justa causa, vai acarretar falta disciplinar para os funcionários efetivos, com abertura de processo administrativo. A depender do caso, o funcionário também poderá ser demitido. A gestão declarou também que as secretarias do município serão notificadas para o cumprimento da medida por parte dos funcionários.

 

Ainda segundo a prefeitura, as determinações serão acompanhadas pela Secretaria da Administração (Secad). A cobrança da imunização contra a Covid na prefeitura de Camaçari segue o Decreto nº 7599/2021 de 21 de agosto, que torna obrigatória a vacinação.

 

Até esta segunda-feira (25), Camaçari acumulava 635 óbitos devido ao novo coronavírus. 

Terça, 26 de Outubro de 2021 - 13:40

Cúpula da CPI da Covid pretende entregar relatório em mãos a Aras e Lira

por Camila Mattoso | Folhapress

Cúpula da CPI da Covid pretende entregar relatório em mãos a Aras e Lira
Foto: Agência Senado

A cúpula da CPI da Covid pretende entregar pessoalmente o relatório da comissão ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e ao procurador-geral da República, Augusto Aras. O parecer do senador Renan Calheiros (MDB-AL) será votado nesta terça-feira (26). A ideia é, no dia seguinte, Calheiros, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), entregarem o documento em mãos a Aras. Cabe à PGR analisar e propor denúncias de pedidos de indiciamento que sejam feitos no relatório.
 

Já na próxima semana, a expectativa é que o trio entregue o texto a Lira. Mas antes, querem garantir que seja protocolado um novo pedido de impeachment de Jair Bolsonaro baseado no documento da CPI.
 

O relatório propõe alterar a forma como quem ocupar o cargo de presidente da Câmara pode deliberar pedidos de impeachment de presidentes da República para que as solicitações sejam analisadas em até 60 dias. Lira tem uma série de pedidos contra Bolsonaro na gaveta.
 

O trio também pretende ir a São Paulo entregar o relatório ao Ministério Público paulista.

Terça, 26 de Outubro de 2021 - 13:00

Associar vacina com Aids 'dificulta vida dos prefeitos', diz Bruno sobre Bolsonaro

por Anderson Ramos / Jade Coelho

Associar vacina com Aids 'dificulta vida dos prefeitos', diz Bruno sobre Bolsonaro
Foto: Anderson Ramos / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), classificou como “desastrosa” a associação entre a vacina contra a Covid-19 e a Aids feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, na última quinta-feira (21) (lembre aqui). A fala descolada da realidade gerou revolta nas comunidades médicas e científicas nos últimos dias e, para Bruno, a declaração além de não contribuir, “só faz dificultar a vida dos prefeitos”.

 

“Estamos aqui na ponta com a missão de vacinar”, destacou o democrata. “Os prefeitos têm as maiores responsabilidades e atribuições e menos recursos para enfrentar a pandemia”, acrescentou Bruno Reis.

 

A leitura do gestor soteropolitano é de que falas como as do presidente Jair Bolsonaro afastam as pessoas dos postos de imunização e atrapalham o avanço da vacinação, que é o que vai permitir o fim da pandemia e retorno à normalidade.

 

Salvador tem atualmente mais de 190 mil pessoas que precisam tomar a segunda e completar a imunização contra a doença pandêmica. Nesta terça-feira (26), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove o segundo dia do “Arrastão da 2ª dose” e, de acordo com o prefeito, poderia “chegar a noite com toda a população adulta de Salvador, acima de 18 anos, vacinada com a segunda dose”.

Feira: Acordo trabalhista beneficiará Hospital Clériston Andrade com R$ 7,6 milhões
Foto: Divulgação

Um acordo judicial firmado beneficiará o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, com um investimento de R$7,6 milhões. O recurso será investido no setor de nutrição e dieta do hospital.

 

A verba será paga pelo Governo do Estado em cumprimento a acordo judicial firmado com o Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) na Bahia,  Ministério Público (MP-BA) e o Ministério Público Federal (MPF). O acordo também prevê a correção de falhas na garantia de ambiente seguro para as pessoas que trabalham na unidade de saúde do estado.

 

O acordo garantiu a substituição da obrigação do Estado da Bahia de pagar indenização pelo dano moral coletivo, previsto inicialmente na ação contra o Hospital Geral Clériston Andrade, pela obrigação de construir um prédio anexo ao hospital para funcionamento do setor de nutrição e dieta do hospital. A finalização da obra tem prazo de 20 meses. A Justiça do Trabalho já fez a homologação do acordo.

 

Em caso de descumprimento desse prazo, o Estado da Bahia deve apresentar provas que autorizem a ampliação do prazo inicialmente previsto. O descumprimento injustificado da obrigação poderá acarretar multa de 20% sobre o valor estabelecido. Além disso, o governo da Bahia permanece obrigado a cumprir as obrigações estabelecidas na decisão judicial, que se referem à manutenção do ambiente de trabalho seguro e sadio aos trabalhadores da unidade de saúde.

A procuradora do MPT Annelise Leal Pereira ressalta que “o acordo constitui uma importante medida de reversão dos bens jurídicos lesados, pois proporcionará aos trabalhadores melhores condições de conforto e higiene para realização de suas refeições, além de propiciar instalações físicas adequadas para o funcionamento do serviço de nutrição e dieta do HGCA, beneficiando, assim, toda a população atendida na referida unidade de saúde”.

 

Cabe aos MPs acompanhar a reversão dos valores e a realização da obra. Tanto o cumprimento das obrigações de garantir ambiente seguro quanto às informações sobre o andamento da obra serão informados aos três órgãos ministeriais pelo governo da Bahia.

Calheiros inclui senador Heinze na lista de indiciados da CPI por disseminar 'fake news'
Senador Heinze | Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou o pedido de indiciamento do senador Luis Carlos Heinze (PP), membro da comissão, após o parlamentar realizar leitura do voto em separado. A CPI vota nesta terça (26) o relatório final após seis meses de atividades (leia mais aqui).

 

A inclusão atende pedido do senador Alessandro Vieria (Cidadania-SE). Senadores governistas contestaram a decisão de Calheiros. Eduardo Girão e Marcos Rogério saíram em defesa do senador Heinze.

 

Segundo Vieira, devem ser imputados ao senador os mesmos tipos penais atribuídos a outros parlamentares, que "da mesma forma, reiteradamente, dissemina notícias falsas que impactam na vida".

 

"O que o senador Heinze fala repercute na vida das pessoas. Todos já apresentaram volume imenso de informação que esses dados trazidos por ele são falsos. Essa CPI teve a coragem de pedir o indiciamento do presidente da República, do líder do governo, então, não pode fechar os olhos para um colega", disse o senador.

 

Calheiros acatou o pedido de Vieira, ao dizer que daria um "presente" a Heinze. “Vossa excelência acaba de se tornar o 81º indiciado”, afirmou.

 

Senadores votam relatório de Renan Calheiros na CPI da Covid nesta terça
Foto: Agência Senado

Após seis meses de atividades, a CPI da Covid-19 chega ao fim nesta terça-feira (26) com a votação do relatório final apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). A votação foi iniciada por volta das 10h30, de forma nominal.

 

Na semana passada, o relatório lido por Calheiros na Comissão apresentava o indiciamento de 66 pessoas - entre elas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) - e duas empresas. Às vésperas da votação, o documento incluiu mais 10 nomes e passou a ter 78 indiciados.

 

Segundo o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), os nomes incluídos no relatório são: Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde; Marcelo Bento Pires, assessor do Ministério da Saúde; Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde; Thiago Fernandes da Costa, assessor técnico do Ministério da Saúde; Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil; Regina Célia Oliveira, fiscal de contratos da Saúde; Amilton Gomes de Paula, reverendo presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah); José Alves Filho, sócio da Vitamedic Indústria Farmacêutica Ltda.; Hélio Angotti Netto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, do Ministério da Saúde e Antônio Jordão, presidente da Associação Médicos pela Vida.

 

A sessão começou com a leitura dos votos em separado dos senadores governistas Marcos Rogério (DEM-RO), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

 

Segundo Girão, a CPI não cumpriu seu papel e agiu com "covardia". Na avaliação do senador, houve um engavetamento de requerimentos na condução da Comissão ao citar que apresentou mais de 100 documentos. O presidente, Omar Aziz, rebateu: "Senador Girão, já fui paciente todos esses seis meses e não é hoje que o senhor não vai ter direito de se expressar aqui".

 

A cúpula da CPI deve entregar, nesta quarta-feira (27), o documento à Procuradoria-Geral da República (PGR) e também ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para análise de eventuais crimes de responsabilidade que tenham sido cometidos por Bolsonaro.

Terça, 26 de Outubro de 2021 - 11:10

Hospital Roberto Santos registra queda de 70% das cirurgias durante pandemia

por Jade Coelho

Hospital Roberto Santos registra queda de 70% das cirurgias durante pandemia
André Estrela é diretor médico do HGRS | Foto: Arquivo pessoal

Apesar de não ter sido convertido em uma unidade exclusiva de Covid-19, o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, sentiu os impactos da crise sanitária em outros aspectos. Em relação à realização de cirurgias, a unidade registrou redução de 70% até o mês passado, quando a retomada dos procedimentos cirúrgicos eletivos foram autorizadas pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).  O HGRS é o maior hospital público do estado da Bahia, com 640 leitos. Se trata de uma unidade de grande porte, de alta complexidade, terciário e de caráter assistencial. 

 

De acordo com o diretor médico do HGRS, André Estrela, a redução se deu porque apenas os procedimentos oncológicos foram mantidos durante o período em que o decreto da Sesab suspendeu as cirurgias eletivas. Os procedimentos cirúrgicos da oncologia represem cerca de 30% de todos os realizados no Roberto Santos, sinalizou o gestor.

 

O período de suspensão de cirurgias resultou em uma alta demanda reprimida. André Estrela, aponta que a especialidade mais afetada foi a urologia. Diante disso, o Hospital Geral Roberto Santos planeja fazer um mutirão no próximo mês, aproveitando a campanha "Novembro Azul", que chama atenção para conscientização a respeito da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata.

 

“Devem incluir essa quantidade de pacientes que ficaram reprimidos também durante a pandemia, e a ideia é agora com esse mutirão a gente poder abraçar esses pacientes para fazer cirurgias”, disse o diretor médico.

Durante a entrevista, o diretor médico do HGRS deu mais detalhes sobre a retomada das cirurgias. Leia a conversa completa na coluna Saúde. 

Em último dia, CPI da Pandemia aprova pedido de banimento de Bolsonaro das redes sociais
Foto: Carolina Antunes/PR

Os senadores da CPI da Covid-19 aprovaram, nesta terça-feira (26), extrapauta, dois requerimentos referentes às declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) associando a vacina contra a Covid-19 à Síndrome da Imunodeficiência Humana (Aids). Apenas o senador governista Jorginho Mello (PL-SC) votou contra os requerimentos.

 

Um dos documentos prevê envio de medida cautelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede o banimento do presidente das redes sociais. O pedido será encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news.

 

O outro documento prevê solicitação ao STF que exija retratação de Bolsonaro sob pena de multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.

 

"Eu acho que o Congresso deveria se posicionar quanto a isso. É muito grave. A Presidência é uma instituição, não é um cargo de boteco que você fala o que quer como se tivesse tomando cerveja e comendo churrasquinho", disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). "Os fatos são maiores do que qualquer argumento que possa se escrever", acrescentou.

 

Nesta terça-feira (26), a CPI vota o relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL) de forma nominal.

Feira: Familiares de grávida que morreu após parto acusam Hospital da Mulher
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Familiares de Ana Célia de Jesus Santana, de 44 anos, que veio a óbito no Hospital da Mulher em Feira de Santana protestaram nesta segunda-feira (25). O grupo acusa a unidade de saúde por negligência. Ana Célia estava grávida, teve o bebê por parto cesariano, mas não resistiu às complicações da cirurgia. O fato ocorreu no final da manhã desta segunda.

 

Ao Acorda Cidade, Cristiane de Jesus Santana, irmã de Ana Célia, disse que a vítima tinha ido para a unidade de saúde na última sexta-feira (22) já sentindo muitas dores. Cristiane declarou que a irmã não teve a assistência adequada.

 

Em nota, a secretaria municipal de saúde lamentou o ocorrido e disse que toda a equipe médica foi acionada para prestar o atendimento.

 

Conforme a diretora médica do hospital, Andreia Alencar, a paciente tinha histórico de comorbidade [doença crônica] “e estava de alta hospitalar há oito dias e acompanhava o recém-nascido internado no Hospital da Mulher para tratamento clínico, quando inesperadamente apresentou um quadro de sangramento agudo e intenso”, diz trecho da nota, e que depois teria ocasionado o óbito.

STF envia notícia-crime à PGR sobre live em que Bolsonaro associa vacina a Aids
Foto: Marcos Corrêa / PR

Uma notícia-crime apresentada por parlamentares do PSOL e do PDT após a live em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) associou a vacina contra a Covid-19 à Aids foi encaminhada para a Procuradoria-Geral da República (PGR, neste segunda-feira (25) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. As informações são da Folha de S. Paulo.

 

Segundo o STF, Barroso seguiu o regimento e, como de praxe, enviou a notícia-crime para a PGR, que vai analisar se o presidente deve responder por crimes supostamente praticados durante a live.

 

Bolsonaro faz lives semanais todas às quintas-feiras. Em um momento da última, ele afirmou que comentaria notícias. “Mas não é apenas notícias de jornal, nós checamos a veracidade aqui”, afirmou em um momento. Na sequência, o presidente leu um texto que sugeria a relação entre a vacina contra Covid-19 e o desenvolvimento da Aids. O vídeo em que o presidente do Brasil faz associações descoladas da realidade foram removidos pelo Facebook e o Instagram no domingo (24). Na noite desta segunda-feira (25), o YouTube também tirou do ar a live e suspendeu por uma semana o canal de Bolsonaro.

 

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou uma nota onde desmente a fala do presidente. “Não se conhece nenhuma relação entre qualquer vacina contra a Covid-19 e o desenvolvimento de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (HIV/Aids)”, afirma a entidade (leia mais aqui).

 

A relação estabelecida por Bolsonaro gerou revolta nas comunidades médicas e científicas nos últimos dias. Em entrevista ao Folha, Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), classificou a live como absurda, trágica, falsa, mentirosa e grotesca.

 

Como resposta, Bolsonaro distorceu uma reportagem da revista Exame e culpou a imprensa pela divulgação da fake news.

 

Em entrevista a uma rádio de Mato Grosso do Sul, ele argumentou que teria retirado a informação da revista Exame. No entanto, não citou o nome da publicação durante a live de quinta (21).

Terça, 26 de Outubro de 2021 - 09:45

Monte Santo: Tradicional romaria retorna em meio à baixa taxa de vacinados

por Francis Juliano

Monte Santo: Tradicional romaria retorna em meio à baixa taxa de vacinados
Foto: Reprodução / Brasilturis Jornal

A prefeitura de Monte Santo, na região sisaleira, anunciou a volta da tradicional romaria. Em nota nas redes sociais, a prefeitura informou que a subida ao Santuário da Santa Cruz ocorre entre o próximo domingo (31) e a segunda-feira (1°). No ano passado, a romaria foi suspensa devido à pandemia da Covid-19.  

 

4ª PIOR

O evento religioso ocorre em um momento de vacinação baixa no município. Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), até esta segunda-feira (25), Monte Santo tinha apenas 22,21% da população vacinável [acima de 12 anos] com as duas doses ou dose única, e 26,42% de população adulta [a partir de 18 anos] também vacinada.

 

Nesses dois quesitos, o município é o quarto pior em porcentagem de imunizados. Em relação à primeira dose, 49,77% da população acima de 12 anos já tomaram algum imunizante, e 59,20% da faixa adulta dos moradores também já passaram pela primeira aplicação contra a Covid-19.

 

Até o domingo (24), Monte Santo acumulava 1.906 casos confirmados de novo coronavírus ao longo da pandemia, com 49 mortes provocadas. A romaria de Monte Santo foi realizada pela primeira vez em 1.775.

Brumado: Câmara recua e não vota proposta para volta das máscaras de proteção
Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

A Câmara de Vereadores de Brumado, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano, recuou em votar o projeto que pretendia derrubar o decreto que liberou o uso de máscaras de proteção à Covid-19 na cidade (clique aqui). Segundo o Achei Sudoeste, a proposta de veto à medida foi apresentada nesta segunda-feira (25) pelo vereador Amarildo Bonfim Oliveira (PSB).

 

Após discussão entre vereadores da situação e da oposição, a presidente da Casa, Verimar Meira (PT), decidiu enviar o projeto de Oliveira à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ao ver o recuo da votação, Amarildo Bonfim Oliveira criticou a posição dos colegas.

 

O edil considera que o uso de máscaras de proteção é fundamental como medida de prevenção ao novo coronavírus. Ainda não há uma data prevista para votar o projeto que pede a derrubada do decreto do prefeito Eduardo Vasconcelos (sem partido).

 

A liberação do uso de máscaras foi criticada por autoridades ouvidas pelo Bahia Notícias. Segundo os entrevistados, a dispensa das máscaras neste momento é precipitada (ver mais aqui).

Terça, 26 de Outubro de 2021 - 00:00

Metropolitano: Gestão está sendo planejada, mas novo edital PPP não tem prazo definido

por Mari Leal / Jade Coelho

Metropolitano: Gestão está sendo planejada, mas novo edital PPP não tem prazo definido
Foto: Manu Dias/GOVBA

Não há ainda previsão de lançamento de um novo edital com o objetivo de viabilizar uma organização social para gerir o Hospital Metropolitano, localizado em Lauro de Freitas. De acordo com a secretária interina da Saúde estadual, Tereza Paim, apesar de o modelo de gestão Parceria Público-Privada (PPP) permanecer no radar do governo, por enquanto, a unidade hospitalar “está no planejamento Covid-19” e só após a desmobilização a “virada de chave” no que tange à gestão será discutida. 

 

Em abril deste ano, a tentativa do governo da Bahia de definir uma organização social para gerir a unidade (reveja) teve resultado “deserto”, quando nenhuma empresa apresenta interesse no serviço (reveja). 

 

Atualmente, com a pandemia dando sinais de arrefecimento, leitos exclusivos Covid-19 estão sendo desmobilizados ou retornando às especialidades originais por todo o estado. Neste contexto, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) decidiu pelo estabelecimento do Hospital Metropolitano como um dos centros de referência no atendimento à doença pandêmica. O equipamento vai receber pacientes transferidos de todas as localidades do estado. A manutenção da unidade como exclusiva para Covid-19 não tem prazo para terminar (reveja). 

 

“O hospital está vocacionado para a atendimento ao Covid-19. A gente precisa e vai manter hospitais referenciados, não só regional, mas de todas as macrorregiões. O Hospital Espanhol e o Metropolitano são grandes hospitais que a gente deve ainda manter por um tempo. Mas, paralelo a isso, a gestão dele, sim, está sendo formada para ser virada a chave no momento que for necessário. Tudo isso está sendo planejado para que seja pensando a desmobilização dele”, explica Tereza Paim.  

 

HOSPITAL DO SERVIDOR 

Também segue em “stand by”’ na Sesab o projeto de transformar o Hospital Espanhol, exclusivo atualmente para o atendimento aos pacientes com Covid-19, em uma unidade exclusiva de acolhimento em saúde do servidor estadual por meio do Planserv. Em outubro de 2020, a iniciativa foi citada pelo governador Rui Costa (PT) (reveja). 

 

Segundo Tereza Paim, as discussões também serão retomadas após findar os atendimentos à Covid-19 naquela unidade. O Hospital Espanhol também integra a estratégia estadual de estabelecer centros de referência de atendimento à Covid-19, assim como o Hospital Metropolitano. 

 

A proposta inicial apresentada por Rui previa para o Espanhol uma abrangência para toda a região metropolitana de Salvador (RMS), não restringindo o acesso apenas aos beneficiários dessas localidades, mas a todos aqueles que necessitem dessa prestação de serviço hospitalar, no limite de sua capacidade operacional, em todo o estado, desde que qualificados como beneficiários do Planserv.

Terça, 26 de Outubro de 2021 - 00:00

CEO do Mater Dei confirma expectativa de que Bahia se torne hub da rede de hospitais

por Jade Coelho

CEO do Mater Dei confirma expectativa de que Bahia se torne hub da rede de hospitais
Foto: Jade Coelho/Bahia Notícias

Os planos de expansão da rede Mater Dei não param na saída de Minas Gerais para a aquisição de um hospital em Belém, e na construção de uma unidade em Salvador. A Bahia será, no futuro, um hub com alguns hospitais próximos, antecipou ao Bahia Notícias o CEO da rede, Henrique Salvador. 

 

“Nossa ideia é, tendo um hospital em Belém e outro em Salvador, ir aproximando as regiões. Faz todo sentido a gente ter dois polos. A nossa ideia é de fazer hubs. Por exemplo um hub na Bahia com alguns hospitais próximos”, disse Henrique nesta sexta-feira (22). 

 

A leitura do grupo é de centralizar vários sistemas visando o crescimento. “Qual que é a vantagem disso? Você faz quase que plataformas uniformes de gestão. Você tem uma gestão centralizada, uma relação com médicos centralizada, relação com paciente, relação de marca centralizada. E aí você começa a fazer esses hubs de crescimento”, descreveu. 

 

Ele ainda classifica a capital baiana como uma das cinco principais cidades do Brasil e destaca o fato de estar “estrategicamente posicionada”. “Está colocada na entrada na região Nordeste do Brasil, região que eu acredito que vá crescer muito nos próximos anos, inclusive quando a economia melhorar, e a gente entende que vai haver uma melhoria da economia. Faz todo sentido Salvador crescer e participar”, argumentou.

Cerca de 88% dos imunizados no Brasil querem tomar 3ª dose contra Covid
Foto: Erasmo Salomão/MS

O índice de brasileiros que já tomaram uma ou duas doses da vacina contra a Covid-19 e que pretendem tomar uma terceira dose é de 88%. Os dados são da pesquisa Saúde Brasil, realizada entre 29 de setembro e 8 de outubro com 1.006 pessoas, pelo Centro de Pesquisa em Comunicação Política e Saúde Pública da Universidade de Brasília (CPS-UnB) e pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD).

 

O estudo também mostrou que, entre aqueles que pretendem tomar a terceira dose, a maioria (36%) respondeu que tomaria qualquer uma das vacinas. As informações foram publicadas em reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

“Os resultados mostram que, apesar da demora do país em iniciar a vacinação e dos erros na comunicação do governo federal, a sociedade brasileira aderiu majoritariamente à imunização contra a Covid-19. Isso é fruto, em boa medida, do histórico de vacinação dos brasileiros e das brasileiras contra diversas doenças e da confiança numa solução sanitária que tem sólida base científica há décadas”, diz Wladimir Gramacho, coordenador da pesquisa.

 

O estudo também aponta que as principais razões dos brasileiros para se imunizares são confiança na segurança e na eficácia da vacina (79%) e “para poder viajar e sair com segurança” (57%). Já entre aquele que não se vacinaram, os motivos predominantes são a crença de que o imunizante é ineficaz (28%) e de que terão reações (20%).

Segunda, 25 de Outubro de 2021 - 17:00

China vacinará crianças de 3 a 11 anos, em meio a novos casos de Covid-19

por Folhapress

China vacinará crianças de 3 a 11 anos, em meio a novos casos de Covid-19
Foto: Reprodução / Instituto Butantan

A China vai começar a vacinar contra a covid-19 crianças a partir dos 3 anos. Os governos locais de nível municipal e provincial emitiram nos últimos dias, em pelo menos cinco províncias, avisos anunciando que as crianças de 3 a 11 anos serão obrigadas a ser vacinadas.
 

De acordo com a Associated Press, a estratégia faz parte de um esforço do governo para evitar novos surtos da doença no país, que já tem 76% da população totalmente vacinada.
 

Partes da China têm adotado novas medidas de restrição à disseminação do coronavírus para impedir pequenos surtos. Gansu, província do noroeste fortemente dependente do turismo, fechou todos os locais turísticos após encontrar novos casos de covid-19. Residentes em partes da Mongólia Interior foram obrigados a ficar em casa por causa de um surto.
 

A Comissão Nacional de Saúde relatou que 35 novos casos de transmissão local foram detectados nas últimas 24 horas, quatro deles em Gansu. Outros 19 casos foram encontrados na região da Mongólia Interior, com outros espalhados pelo país.
 

Ainda segunda a Associated Press, nos bastidores, o governo chinês demonstra preocupação com a disseminação da variante delta, que é mais contagiosa, pelos viajantes e com o grande público vacinado antes das Olimpíadas de Pequim, em fevereiro. Os espectadores estrangeiros já foram banidos dos Jogos e os participantes terão que ficar em uma bolha que os separa das pessoas de fora.

Benefícios da jabuticaba vão de regulação do peso e pressão a prevenção da anemia
Foto: Reprodução/Pixabay

Muito além do gostinho de infância, a jabuticaba ainda tem uma lista de benefícios à saúde. O fruto da jabuticabeira, árvore originária do Brasil é pequena, de casca roxa e polpa branca, e contém ferro, vitaminas C, B, B2, B3 e carboidratos. Mas não para por aí.

 

FUNCIONAMENTO DO INTESTINO

Rica em fibras, a jabuticaba ajuda na regulação do intestino. De acordo com o portal Viva Bem, do Uol, a cada 100 gramas (o que corresponde e aproximadamente 20 unidades), a fruta tem cerca 2,3 gramas em fibras. A recomendação diária desse nutriente é entre 25 e 30 gramas. As fibras estão principalmente na casca. Mas vale lembrar que a ingestão de fibras deve ser aliada da ingestão de água, ou pode levar ao efeito contrário, provocando inchaço, gases e constipação. Com esse nutriente, mas sem água, o bolo fecal fica mais volumoso, mas muito ressecado, e tem dificuldade para sair do corpo.

 

COLESTEROL "RUIM"

A fruta também reduz a absorção desse tipo de gordura pelo organismo e facilitam a sua eliminação. Além disso, a jabuticaba conta com compostos fenólicos, como a antocianina, a quercetina, o ácido elágico e o ácido gálico, substâncias que já demonstraram ter a capacidade de combater o acúmulo do LDL, o colesterol "ruim".

 

REGULAÇÃO DO PESO

Outro benefício da fruta está nas poucas calorias (58 em 100 gramas) e muitas fibras, isso faz com que ela promova saciedade. O Viva Bem ainda destaca que a antocianina presente no alimento é capaz de influenciar no processo de formação de gordura e na modulação de hormônios e enzimas que ajudam a pessoa a se sentir satisfeita por mais tempo.

 

ENVELHECIMENTO

Graças à presença dos compostos fenólicos, a jabuticaba tem uma forte ação antioxidante, o que combate a ação dos radicais livres que prejudicam a pele e levam à flacidez e as rugas.

 

RISCO DE CÂNCER

Outro ponto positivo é ainda em relação a ação antioxidante dos compostos fenólicos. O uol aponta que o fato também ajuda a proteger o organismo do desenvolvimento de tumores, já que os radicais livres que eles combatem podem danificar o DNA celular, levando ao surgimento da doença.

 

AFASTA O ALZHEIMER

Mais um ponto para os antioxidantes, que têm a capacidade de prevenir o surgimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

 

REGULA A PRESSÃO

Rica em potássio, que relaxa as paredes dos vasos sanguíneos, a jabuticaba também melhora a circulação. Evidências científicas já mostraram que ingerir fontes desse mineral é tão importante quanto maneirar no sal, quando se trata da prevenção da hipertensão.

 

PROTEGE O CORAÇÃO

Além de combater a hipertensão, a ingestão da jabuticaba evita problemas no próprio coração, por causa da sua ação antioxidante.

 

DEFESAS DO CORPO

A jabuticaba tem grande quantidade de vitamina C. Isso, além de aumentar a eficiência do sistema imunológico, também tem ação antioxidante, contribui para deixar os vasos sanguíneos saudáveis, reduz a fadiga e é fundamental para a produção de colágeno, importante para a formação da pele, ossos e cartilagens, traz o Viva Bem.

 

EVITA O ACÚMULO DE GORDURA NO FÍGADO

Conforme a reportagem, a casca da fruta é capaz de combater a esteatose hepática e afastar o risco de diabetes. Mas quem já é diabético deve conversar com o médico antes de ingeri-la, pois, como toda fruta, ela tem um tipo de açúcar chamado frutose.

 

PREVINE A ANEMIA

Esse benefício acontece porque ela tem uma boa dose de ferro, mineral que é essencial para o transporte do oxigênio dentro do corpo.

Sociedade Brasileira de Infectologia desmente relação entre vacina e HIV feita por Bolsonaro
Foto: Marcos Corrêa / PR

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou uma nota onde desmente a fala do presidente Jair Bolsonaro durante live na quinta-feira (21), em que o mandatário relacionou a vacina contra a Covid-19 com a Aids. “Não se conhece nenhuma relação entre qualquer vacina contra a Covid-19 e o desenvolvimento de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (HIV/Aids)”, afirma a entidade.

 

Bolsonaro faz lives semanais todas às quintas-feiras. Em um momento da última, ele afirmou que comentaria notícias. “Mas não é apenas notícias de jornal, nós checamos a veracidade aqui”, afirmou em um momento. Na sequência, o presidente leu um texto que sugeria a relação entre a vacina contra Covid-19 e o desenvolvimento da Aids.

 

“Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados, (ou seja,) aqueles com 15 dias após a segunda dose, estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) muito mais rápido que o previsto”, leu. Em seguida, ele recomendou a leitura da matéria e disse que não o faria porque poderia ter problemas.

 

Após repercussão da live, o governo britânico e especialistas desmentiram o caso. Assim como fez oficialmente a SBI neste domingo. “Repudiamos toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente”, afirmaram.

 

A SBI afirma na nota que as pessoas que vivem com HIV/Aids devem tomar as duas doses da vacina. Além disso, destacam que quem pertence a esse grupo também precisa tomar a dose de reforço (terceira dose) após 28 dias da segunda.

FDA atesta que vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos atende a critérios
Foto: Erasmo Salomão/MS

O órgão regulador de medicamentos e responsável pela vigilância sanitária dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) atestou o resultado do estudo da farmacêutica Pfizer  que apontou que a vacina contra a Covid-19 atende aos critérios da agência para respostas imunológicas em um estudo em crianças de 5 a 11 anos. A Pfizer anunciou os resultados na semana passada e submeteu à FDA (lembre aqui).

 

A FDA divulgou um relatório em que apontou para o risco de doenças cardíacas, incluindo miocardite associada à vacina, mas disse que os benefícios gerais na prevenção contra a Covid-19 e hospitalizações superariam o risco de doenças cardíacas.

 

Segundo a CNN, a avaliação da FDA pode apoiar a autorização da agência da vacina em crianças nos próximos dias ou semanas, mas o risco de miocardite provavelmente será um tópico de debate entre os conselheiros da agência.

 

A eficácia de 90,7% da vacina da Pfizer na prevenção da Covid-19 sintomática em um estudo com crianças de 5 a 11 anosfoi confirmada pela FDA. Além disso, a informação é de que as autoridades de saúde provavelmente considerarão antes de autorizar o uso.

 

Conforme a reportagem, a vacina foi considerada segura e tolerável. No início de outubro, a Pfizer e a BioNTech pediram ao órgão que autorizasse a vacina para crianças de 5 a 11 anos.

 

Os documentos foram publicados antes de uma reunião, agendada para terça-feira (26), do Comitê Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados, composto por especialistas, para aconselhar a FDA.

 

O comitê se reunirá para revisar as evidências da segurança e eficácia do imunizante em crianças e votar para recomendar se o FDA deve autorizar o uso. Se o voto for favorável, a autorização do FDA poderá ser feita em poucos dias.

Tereza Paim prega cautela e diz que Carnaval pode criar 'incubadora' de novas cepas
Foto: Divulgação

À frente da pasta estadual da Saúde desde a saída de Fabio Vilas-Boas, Tereza Paim, em entrevista ao Bahia Notícias, traçou um panorama das ações governamentais diante da crise sanitária, classificando como exitosas. A Bahia vive atualmente um momento de redução dos índices epidemiológicos, assim como na ocupação de leitos de UTI Covid-19, utilizados em manifestações graves da doença, e leitos clínicos.

 

A secretária interina reconhece o momento atual como resultado, sobretudo, do avanço da vacinação. Ela, no entanto, prega cautela quando o assunto são grandes aglomerações, a exemplo do tradicional Carnaval de Salvador. “As pessoas estão começando a ter uma certa comodidade e achar que o vírus não está circulando. Não é isso”, diz. Segundo Tereza Paim, uma festa desse porte, aberta a visitantes de outros estados e países, pode criar uma ambiente de “incubadora” de novas variantes.

 

Ao BN, Tereza Paim comenta ainda a relação com o Ministério da Saúde na compensação de vacinas e no repasse de medicamentos, o legado da pandemia, entre outros assuntos.

 

Veja entrevista completa aqui.

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Brumado: OAB vai acionar prefeito na Justiça após decreto que liberou uso de máscaras
Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Brumado, no Sudoeste baiano, vai acionar na Justiça o prefeito da cidade, Eduardo Vasconcelos. O motivo é que o gestor publicou decreto desobrigando o uso de máscara facial no município em “local aberto ou fechado”, como declarou no decreto publicado no dia 19 de outubro passado.

 

A medida foi criticada por especialistas ouvidos pelo BN que a consideraram precipitada (veja aqui). Ao site Achei Sudoeste, a conselheira estadual da OAB Brumado Ingrid Ferreira afirmou que o decreto apresenta uma “falsa segurança”.

 

Ferreira disse ainda que a desobrigação das máscaras não considera o fato de que novas variantes do novo coronavírus circulam e que ainda podem acometer moradores, sem contar que a população local ainda não está completamente imunizada.

 

A conselheira ainda declarou que a Ordem pretende provocar as autoridades para que o decreto seja revogado.

Após EUA transplantar rim de porco para paciente com morte cerebral, USP deve iniciar testes
Foto: Divulgação / USP

Após ser realizado pela primeira vez no mundo o transplante do rim de um porco para um humano nos Estados Unidos da América  (EUA, a Universidade de São Paulo (USP), com linha semelhante de pesquisa semelhante, iniciou testes neste sentido. O grupo de pesquisa comandado por Silvano Raia, é pioneiro no transplante de fígado na América Latina. O cirurgião espera que ps primeiros testes com seres humanos no Brasil ocorram em dois anos, caso o estudo consiga investimento para construir um criadouro biosseguro (pig facility).

 

Em entrevista ao Correio Braziliense o pesquisador  disse que o trabalho nos EUA abre porta. "por mais que os dados de laboratório indicassem que estávamos no caminho certo, existiam os céticos. O fato de terem conseguido demonstra que essa linha de pesquisa é promissora", disse.  Para a geneticista Mayana Zatz, também envolvida na pesquisa, o sucesso americano facilita a aprovação de experimentos por comitês de ética brasileiros. "É importante no sentido de mostrar: 'Olha, já está sendo feito nos EUA'", disse.

 

Ainda de acordo com Coreio Braziliense, o estudo brasileiro foi concebido pelo pesquisador há quatro anos. A iniciativa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da farmacêutica EMS. A parte de engenharia genética, segundo os cientistas, consiste na inativação de genes do porco e na adição de genes humanos, feita com a técnica CRISPR/Cas9 (no método, a Cas9, enzima do sistema de defesa das bactérias, junto a um RNA, usado como guia, recorta o trecho de interesse de um DNA). Com isso, foi possível criar os embriões geneticamente modificados, que precisam ser introduzidos em uma matriz e criados no pig Facility.

 

O pesquisador revelou que os primeiros filhotes serão gerados em um biotério comum. A partir daí, testes pré-clínicos serão tocados em perfusão isolada, sistema que permite manter a preservação de órgãos desde a coleta do doador até o transplante. É empregado usualmente o chamado líquido de preservação (perfusato). A experiência usará, porém, sangue humano como perfusato. "Se a perfusão do rim geneticamente modificado com sangue humano, durante 12 horas, não demonstrar rejeição tanto nas biópsias do órgão quanto do perfusato, ficará demonstrado que nosso produto é adequado para ser transplantado em pacientes", disse. 

Domingo, 24 de Outubro de 2021 - 15:20

Pandemia e alta do dólar empurram cerca de 50 mil para fila de cirurgia cardíaca no SUS

por Por: Raquel Lopes e Mateus Varga | Foplhapress

Pandemia e alta do dólar empurram cerca de 50 mil para fila de cirurgia cardíaca no SUS
Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília

A pandemia da Covid-19 e a alta do dólar travaram ainda mais as cirurgias cardíacas no SUS. O problema da escassez de recursos para procedimentos eletivos é crônico, mas agora piorou.
 

Entidades médicas e gestores de hospitais relatam que estão suspendendo operações por não conseguirem comprar insumos como válvulas, cânulas e oxigenadores. A SBCCV (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular) estima que cerca de 50 mil pessoas aguardam na fila por operações desse tipo, e o número de atendimentos cai a cada ano.
 

Com a disparada da moeda americana, insumos ficaram mais caros, alcançando valores muito acima do que o governo federal repassa aos hospitais.
 

Por conta disso, há estados com cirurgias paradas, como Goiás. Outros decidiram destinar recursos próprios para conseguir manter a realização dos procedimentos. A situação é mais crítica nas cirurgias cardiovasculares com circulação extracorpórea. São cirurgias cardíacas de alta complexidade em que o médico precisa abrir o peito do paciente.
 

Em 2020, foram realizadas 31.931 cirurgias desse tipo, 22,9% a menos que em 2019, segundo dados do Ministério da Saúde organizados pela SBCCV.
 

O Ministério da Saúde afirma que cabe aos estados e municípios gerenciarem as listas de espera. Informa ainda que faz estudos para avaliar possível reajuste nos valores repassados para esses procedimentos.
 

Eduardo Rocha, presidente da SBCCV, diz que essa fila foi criada por dois motivos. O primeiro é a pandemia que fez represar cirurgias de alta complexidade. Com a falta de leitos de UTI e vagas em hospitais, elas tiveram que ser suspensas.
 

"Em vez de abrir o peito do doente na pandemia, a gente optou por fazer procedimentos menos invasivos, que a longo prazo são piores. Fizemos isso para conseguir manter os doentes vivos e não gastar muito tempo de internação e UTI", afirma.
 

Outra razão é a falta de produtos para que essas cirurgias sejam realizadas. Há fornecedores que não querem vender para o SUS por conta do valor de tabela pago. Hospitais de nove estados já relataram problemas para a SBCCV. A "tabela SUS", que registra o valor pago pelo governo federal para diversos procedimentos no SUS, está defasada. Para cirurgias cardiovasculares com circulação extracorpórea, que exigem válvulas, cânulas, oxigenadores, não há reajuste desde 2002.
 

Em 2021, com a alta do dólar e inflação, a situação ficou insustentável, segundo gestores do SUS e entidades médicas.
 

Paulo Fraccaro, superintendente da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), diz que, das cinco empresas que fornecem esses produtos para o SUS, três deixaram de ofertar. Ele afirma que está em contato com o Ministério da Saúde para tentar resolver o problema.
 

"Com a pandemia diminuindo, o número de cirurgias que utilizam válvulas e oxigenadores está aumentando, e a demanda por insumos, também. As empresas não têm condição de atender essa demanda porque senão o prejuízo vai aumentar. Aumentou o preço da matéria-prima, energia elétrica, aumento de salários e aqueles que trabalham com produtos importados, o aumento do dólar", diz.
 

O caminhoneiro Geso Garcez Bueno, de 52 anos, espera há quatro meses na fila em Anápolis (GO) para realizar a cirurgia de revascularização do miocárdio. Ele sofreu dois infartos que o impossibilitaram, inclusive, de trabalhar. Após ficar sem resposta dos órgãos públicos sobre a data da cirurgia, Bueno buscou a Justiça, que deu ordem para a operação ser feita em até 15 dias.
 

"O laudo médico diz que eu sofro risco de vida e mesmo assim não marcam a cirurgia, acho que é Deus que ainda está me mantendo vivo. Toda vez que vou à prefeitura da cidade dizem que o SUS não está tendo insumo e não possuem dinheiro para cobrir a cirurgia", lamenta.
 

A presidente da Braile Biomédica, Patrícia Braile, avalia que está cada dia mais difícil o fornecimento dos produtos para a realização de cirurgias cardíacas no SUS. Ela explica que um kit usado em cirurgia com circulação extracorpórea é tabelado por R$ 1.581,63 pelo SUS desde 2002, ou seja, está há 19 anos sem reajuste.
 

"Há risco de desabastecimento. Muitos insumos e matérias-primas são importados dos Estados Unidos e Europa e os valores são em euro e em dólar, o que eleva muito os custos", constata.
 

Bruno Botelho Pinheiro, cirurgião cardiovascular e membro titular da SBCCV, diz que em Goiás as cirurgias cardiovasculares realizadas pelo SUS foram reduzidas por falta de insumos. Alguns hospitais chegaram a pagar a diferença para que pudessem continuar as operações. Mas cada local está lidando de uma maneira.
 

"Em Anápolis está totalmente parado desde 30 de março, apesar de 70 já estarem autorizadas. Já alguns hospitais de Goiânia estão complementando o valor em casos mais complexos", conta.
 

A CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas) alerta o Ministério da Saúde em junho sobre dificuldades para realizar as cirurgias.
 

No documento, a entidade aponta que reajustes feitos pela indústria aumentam a diferença entre o valor pago pelo governo federal e o registrado nas licitações dos insumos.
 

Diretor-executivo do hospital filantrópico Bruno Born, de Lajeado (RS), Cristiano Dickel afirma que teve de pedir ajuda ao município e até enviou pacientes a outras unidades por causa do aumento dos custos nas últimas semanas. Como exemplo, Dickel cita que o governo envia R$ 1.500 para a compra de válvulas biológicas, mas o custo do produto alcança R$ 3.700. A unidade de Lajeado é referência na região, e atende a pacientes de 37 cidades. "O aumento começou no último mês. E fornecedores dizem que o problema irá se agravar."
 

A cirurgiã cardiovascular Silvana Berwanger, da Santa Casa de Ijuí (RS), afirma que é inédito interromper cirurgias por falta de opção de insumos. A unidade em que ela trabalha cancelou as operações eletivas, e mantém reservado um kit de válvulas biológicas para cirurgias de emergência.
 

Procurado, o Ministério da Saúde disse, em nota, que na tabela SUS constam cinco procedimentos especiais relacionados ao material em questão, cujo custeio é financiado com recursos da pasta.
 

Entretanto, é de responsabilidade do gestor local o planejamento e gerenciamento dos repasses federais, e do estabelecimento de saúde, a aquisição e gestão das próteses e materiais, afirmou o ministério.
 

"A prótese valvular biológica teve o valor na tabela do SUS reajustado em 63%, em 2017. Para obter subsídios adicionais e complementares, considerando o alto grau de complexidade da situação, o Ministério da Saúde realiza estudo econômico para avaliar possível reajuste dos valores pagos pela União para as próteses e para os conjuntos de circulação extracorpórea", informou em nota.
 

O governo de Goiás afirmou, em nota, que as unidades que realizam cirurgias cardíacas de alta complexidade são localizadas em Goiânia. O encaminhamento é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. As prefeituras de Goiânia e Anápolis não responderam aos questionamentos da reportagem.
 

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) disse, em nota, que tem apresentado ao ministério e nas discussões com gestores do SUS "preocupação com o represamento das cirurgias eletivas, especialmente por causa da pandemia da Covid-19".
 

"A mortalidade e a morbidade por doenças cardiovasculares exigem que as ações integradas ocorram com celeridade", avaliou a entidade.
 

Para Diego Xavier, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz, além de avaliar queda de 22% em parte das cirurgias cardíacas, é importante observar se houve excesso de morte na pandemia por problemas cardiovasculares.
 

"Agora que vamos retomar temos o passivo que ficou para trás e as demandas atuais. Muita gente vai acabar tendo problema porque se houver menos procedimento, mais gente vai morrer por não ter sido socorrido a tempo", conclui.

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