Irecê: Hospital Regional será ampliado e passará a ter 200 leitos; obra custará R$ 18,5 mi
Foto: Divulgação

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) apresentou neste sábado (14) o projeto de ampliação do Hospital Regional Mário Dourado Sobrinho, em Irecê, no centro norte da Bahia. As obras serão iniciadas ainda neste ano e custarão cerca de R$ 18,5 milhões apenas em obras. A unidade passará de 115 para 200 leitos, com a ampliação de enfermarias e UTIs adulto e neonatal, além da criação de novas estruturas. Entre as novas áreas, destaque para a construção de um Centro de Parto Normal, uma Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) e Canguru (UCINCa), bem como uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e a implantação de um serviço de hemodinâmica. A obra ainda contempla a ampliação do número de salas do centro cirúrgico, que passará de quatro para seis. Do total de leitos, 40 serão de enfermaria, 10 de UTI adulto, 5 de UTI neonatal, 10 leitos de UCINCo; 5 leitos de UCINCa; 3 leitos de PPP (pré-parto, parto e pós-parto); e 12 leitos oncológicos. O hospital receberá uma unidade de alta complexidade em oncologia e terá à disposição serviços de radioterapia e quimioterapia. Também será implantado o serviço de alta complexidade cardiovascular, incluindo cirurgia cardíaca e hemodinâmica, que possibilitará realizar, pela primeira vez na região, exames e intervenções como cateterismo e angioplastias para infarto do miocárdio e AVC. 

Jogadores que cabeceiam bola tem maior problema com equilíbrio, indica estudo
Foto: Associated Press

Os jogadores de futebol que cabeceiam a bola com maior frequência podem ter mais problemas com equilíbrio do que outros atletas. Uma pesquisa da Universidade de Delaware, em Newark, indica que os "Cabeceamentos são impactos subconcussivos repetitivos que podem estar associados a problemas nas habilidades de pensar e memorizar". A pesquisa foi apresentada na Conferência de Concussão Esportiva da Academia Americana de Neurologia, em Indianápolis, nos EUA. O autor do estudo, John Jeka, PhD, da Universidade de Delaware, recrutou 20 jogadores de futebol na comunidade de Newark para o estudo. Os jogadores fizeram um teste de equilíbrio em que tinham que caminhar ao longo de uma passarela revestida com espuma, de olhos fechados e sob duas condições: com e sem estimulação vestibular galvânica (GVS). Para a GVS, eletrodos foram colocados atrás de cada orelha para estimular os nervos que enviam mensagens do sistema de equilíbrio do ouvido interno para o cérebro. O estimulador pode fazer com que a pessoa sinta como se estivesse se movendo, quando não está. Nesse caso, os participantes sentiram que estavam caindo de lado. "Os jogadores de futebol devem ter um bom equilíbrio para jogar bem, mas nossa pesquisa sugere que os cabeceamentos podem estar prejudicando o equilíbrio, o que é fundamental para todos os movimentos", explicou o autor do estudo, Fernando V. Santos, da Universidade de Delaware. "É importante que pesquisas adicionais sejam feitas para examinar mais de perto essa possível ligação com o equilíbrio e confirmar nossas descobertas em grupos maiores de pessoas".

Conquista: Justiça determina transferência de criança de 3 anos com tumor no cérebro
Foto: Reprodução / TV Sudoeste

Uma decisão judicial dá 72 horas, a partir desta sexta-feira (13), para a transferência de uma menina de 3 anos, internada em um hospital de Vitória da Conquista, no sudoeste. Os pais da criança precisaram acionar a Justiça para que a filha, que tem um tumor no cérebro, possa fazer uma cirurgia. Segundo o G1, o procedimento foi indicado por médicos para que ela possa sobreviver. A criança e os pais são de Itapetinga, também no sudoeste. Em relato, os familiares disseram que os sintomas começaram a aparecer há alguns meses. A menina caía e sentia muitas dores no braço, além de se queixar de dor também no pescoço. Após levar a filha para vários médicos, o pai dela, Wagner Lima, disse que só no Hospital Geral de Vitória pôde saber da gravidade do caso, através de uma tomografia do crânio. Wagner contou que a família não tem condições de se manter em Conquista e apela para que a filha seja logo transferida. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) informou que a Central de Regulação está em busca de uma vaga que atenda ao perfil da paciente.

 Perigo: Prática de retirar camisinha sem permissão da parceira ganha adeptos no Brasil
Foto: Ilustrativa

Uma prática sexual perigosa tem ganhado adeptos no Brasil e vários países do mundo. Chamada de stealthing, que significa dissimulação em inglês, o ato consiste na retirada do preservativo do pênis sem o consentimento da parceira. O assunto, considerado uma nova forma de machismo e violência contra a mulher, rendeu um estudo, publicado na revista científica norte-americana Columbia Journal of Gender and Law.

 

A principal autora do artigo norte-americano, Alexandra Brodsky, da Faculdade de Direito de Yale, estabeleceu bases legais para caracterizar a prática como agressão sexual e violência de gênero, já que causa danos físicos e emocionais às mulheres, além dos riscos óbvios à saúde. Por isso, a autora aponta para a necessidade de uma legislação capaz de punir a prática.

 

A pesquisa de Alexandra aponta que os usuários justificam o crime como um "instinto e direito básico masculino": “É o direito de um homem gozar dentro de uma mulher” e “este direito nunca deve lhe ser negado” são alguns dos comentários deixados por eles. Segundo a promotora de justiça Gabriela Manssur, do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID), o stealthing é, sim, uma violência sexual contra a mulher, uma vez que ela só consentiu com a relação por acreditar que o parceiro estava com o preservativo.

 

No Brasil, o ato pode ser considerado crimes de relação consensual mediante fraude, perigo de contágio venéreo, moléstia grave ou perigo para a vida ou saúde de outrem, que estão nos artigos 130, 131, 132 e 215 do código penal. Caso punido judicialmente, a pena pode variar muito de acordo com o artigo aplicado. Para feminicídio, caso fosse transmitido o vírus HIV, por exemplo, é de 12 a 30 anos – com possibilidade de diminuição da pena.

 

Como reagir

 

A mulher que for submetida a essa prática deve seguir para uma Unidade Básica de Saúde (UBS), tomar o coquetel de DST — com pílula do dia seguinte e coquetel anti-HIV – e fazer exames para detectar outras doenças sexualmente transmissíveis. Também é preciso seguir para uma delegacia da mulher e fazer um boletim de ocorrência para processar o autor dos fatos.

Indústria propõe novo alerta em rótulos de alimentos para vetar aumento da obesidade
Foto: Ilustrativa

Em uma queda de braço com outras entidades, representantes da indústria de alimentos têm aumentado a pressão junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para incluir um modelo próprio de alerta sobre o teor de açúcar, gordura e sódio no rótulos dos produtos.

Hoje, as novas regras que mudarão as embalagens são alvo de discussão na Anvisa. O objetivo é ajudar o consumidor a fazer escolhas mais saudáveis e criar ferramentas para deter o avanço da obesidade no país, problema que atinge 18,9% da população adulta.

Relatório inicial da equipe técnica da Anvisa, no entanto, deu parecer negativo à proposta da indústria, que defende a inclusão de uma espécie de "semáforo nutricional" na frente dos rótulos. Agora, a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação) pressiona para pôr um modelo próprio de volta na mesa de discussões. Segundo o presidente-executivo da associação, João Dornellas, uma nova proposta foi apresentada nesta semana.

O modelo, ao qual a reportagem teve acesso, mantém o formato de semáforo, mas passa a trazer frases que indicam alto, médio ou baixo teor de açúcar, sódio e gorduras junto às cores vermelha, amarela e verde com maior destaque. Antes, a proposta enviada à agência dava menor espaço às cores e usava letras e números pequenos.

A medida representa nova ofensiva da indústria na tentativa de reverter a avaliação favorável da Anvisa a modelos semelhantes aos defendidos pela Opas (Organização Pan-americana de Saúde) e entidades de defesa do consumidor.

Por essas propostas, o rótulo traria um símbolo de advertência sempre que há excesso de um desses ingredientes apontados como fatores de risco para obesidade e doenças crônicas. Não haveria, assim, sinais diferentes para baixo ou médio teor, assim como ocorre no semáforo. O argumento de entidades pró-consumidores é que essa mistura de informações poderia levar a uma interpretação errada sobre quão saudável é um produto.

Já a indústria alega que modelos de advertência subestimam o poder de decisão do consumidor. "Quando bem informado, ele tem o direito de fazer suas escolhas. Mas esse modelo parte da premissa de que ele não tem autonomia ou não sabe escolher", diz Wilson Mello, presidente do conselho diretor da Abia.

Na última semana, representantes das indústrias dos países do Mercosul estiveram em Brasília e assinaram uma carta em que defendem que uma eventual mudança nos rótulos seja acordada de forma única entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

"Ter legislações diferentes em cada um dos países só vai atrapalhar o processo de integração vai inviabilizar o comércio exterior. Imagina cada indústria ter que preparar um tipo de embalagem para cada um dos países?", diz Mello.

Em outra frente, a Abia obteve uma liminar que prorroga até o dia 24 de julho o final do prazo de uma consulta pública que terminaria na terça-feira (10). O argumento é que o prazo de 45 dias, que coincidiu com a greve dos caminhoneiros e Copa do Mundo, seria insuficiente para apresentar estudos e discutir o relatório. Também poderia colocar em risco a comprovação técnica do impacto da mudança, informa. A Anvisa afirma que já reativou a consulta, mas que pretende recorrer da decisão.

Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a tentativa da indústria em estender o processo causa estranheza. "O momento para que setores da sociedade enviassem suas propostas, modelos de rotulagem e estudos já foi aberto e respeitado. Esse tipo de manobra é uma tentativa de adiar o processo", afirmou em nota o advogado do instituto, Igor Rodrigues.

Até esta terça, 2.858 pessoas já tinham enviado sugestões ao processo. Deste total, 60% se identificaram como consumidores e, 18%, como profissionais de saúde. A Anvisa afirma que ainda não finalizou a análise das contribuições. A previsão é que uma proposta de norma com base nas sugestões seja elaborada até o fim deste ano.

Apesar da disputa entre as entidades, em um ponto a maioria dos que participaram da consulta concorda: é preciso mudar os rótulos. Ao todo, 90% dos que enviaram sugestões para a consulta disseram ter grande dificuldade em identificar o teor nutricional dos alimentos com base nas informações das embalagens atuais, segundo estatísticas preliminares da Anvisa. A agência afirma que todas as propostas serão avaliadas e consideradas na decisão final e diz que o relatório fez uma avaliação robusta do cenário internacional e da literatura científica disponível.

Irecê: Governo anuncia ampliação de hospital regional; obra deve sair por R$ 18,5 milhões
Foto: Divulgação

Em torno de R$ 18,5 milhões devem ser investidos na ampliação do Hospital Regional Mário Dourado Sobrinho, em Irecê, no centro norte. Segundo o governo, em informe neste sábado (14), as obras estão previstas para começar ainda este ano. Conforme o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, que visita o local, a unidade passará a ter 200 leitos ante os 115 atuais. Também foi anunciada a ampliação de enfermarias, UTIs adulto e neonatal, além da criação de novas estruturas. Ainda segundo o secretário, entre as novas áreas, destaque para a construção de um Centro de Parto Normal. O espaço terá uma Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) e Canguru (UCINCa), bem como uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e a implantação de um serviço de Hemodinâmica.

 

A obra ainda contempla a ampliação do número de salas do Centro Cirúrgico, que passará de quatro para seis. Vilas-Boas também informou que os novos leitos estarão distribuídos da seguinte forma: 39 leitos de enfermaria; 10 leitos de UTI adulto; 5 leitos de UTI Neonatal; 10 leitos de UCINCo; 5 leitos de UCINCa; 3 leitos de PPP (pré-parto, parto e pós-parto); e 12 leitos oncológicos. Com o objetivo de assegurar o tratamento integral aos pacientes oncológicos da região, a unidade terá à disposição um acelerador linear e quimioterapia. Além disso, a unidade terá o serviço de Hemodinâmica, que possibilita realizar exames e intervenções terapêuticas, como angioplastia, drenagens e embolizações terapêuticas. O prefeito Elmo Vaz acompanha o secretário na visita ao hospital.

Comer nozes ajuda a deixar o esperma saudável, diz estudo
Foto: Reprodução / AngoRussia

Pesquisadores da Universidade Rovira i Virgili, na Espanha, descobriram que homens que incluem nozes na dieta apresentam esperma mais saudável. Segundo o teste clínico, indivíduos que ingeriram 60 gramas de nozes todos os dias durante 14 semanas tiveram aumento na contagem de espermatozoides no sêmen. De acordo com o IG, a pesquisa foi realizada com 119 homens saudáveis, dos 18 aos 35 anos, separados em dois grupos.

 

O primeiro grupo seguiu os hábitos alimentares normalmente, enquanto o segundo incluiu 60 gramas diárias de amêndoas, avelãs e nozes na dieta. Depois desse período, os pesquisadores analisaram os espermas e sangues dos participantes, constatando aumento de cerca de 16% na contagem de espermatozoides do segundo grupo. O número de espermatozoides vivos e saudáveis encontrados aumentou 4%, enquanto a motilidade espermática aumentou em 6%. Também foi contatado melhora no formato dos espermatozoides. 1% deles apresentou forma mais próxima do padrão, com cabeças ovais e caudas longas, determinando o quão fértil o homem é.

 

O principal autor do estudo, Albert Salas-Huetos adverte que embora os resultados sejam significativos, mais pesquisas precisam ser feitas antes que as nozes passem a user usadas para tratar problemas de infertilidade.

Piauí quer ser o 1º estado a plantar maconha para produzir canabidiol
Foto: Reprodução / Folha de São Paulo

O governo do Piauí vai pedir autorização a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser o primeiro estado do Brasil a plantar maconha e produzir canabidiol para fins medicinais. Segundo a Anvisa, é necessário criar um protocolo de pesquisa e utilização do medicamento com conclusão até agosto para que o pedido seja oficializado.

 

De acordo com a Folha de São Paulo, a Anvisa afirmou que ainda não recebeu um pedido oficial do Piauí ou de outra entidade para realizar a pesquisa, mas que a Universidade Federal do Piauí (UFPI) entrou em contato para tirar dúvidas técnicas. O órgão informou que a atividade de cultivo não pode ser autorizada por falta de regulamentação.

 

Desde 2006, a lei 11.341 autoriza o plantio da Cannabis para fins medicinais ou científicos, mas fica impedido de ser finalizado por falta de regulamentação. A Anvisa tem autorizado a importação de canabidiol desde 2014, com laudo e receita médica, em geral para crianças com epilepsia e crises convulsivas graves.

Jovem diz que ficou internado após sexo oral com pênis de 25 cm
Foto: Reprodução / Diário Online

Um jovem dos Estados Unidos postou uma selfie na rede social Twitter no último dia 6, relatando que foi parar no hospital após fazer sexo oral em um parceiro com um pênis de 25 cm.

 

Fredy Alanis ficou internado 3 dias com as vias aéreas obstruídas e ainda conseguiu brincar com a situação na postagem. Alanis afirmou que o pênis tinha 10 polegadas e que "a pobre garganta foi destruída". A princípio ele chegou no pronto socorro dizendo que estava tossindo, ocasionando o machucado na garganta. O jovem ainda relatou que o pior de tudo foi a reação dos médicos ao saberem exatamente o que aconteceu.

 

A publicação viralizou e atingiu milhões de pessoas que até o parabenizaram pelo árduo trabalho.

Enfermeiras denunciam análise por amostragem de exames citopatológicos em Pelotas
Foto: Reprodução / Diário da Manhã

Enfermeiras da rede pública de saúde de Pelotas denunciam o laboratório que presta atendimento na Unidade Básica de Saúde Bom Jesus, relatando que as amostras coletadas no exame Papanicolau estão sendo analisadas por amostragem, ou seja, de cada 500 exames, cerca de 5 são analisados. Segundo elas, os laudos de pacientes com lesão vão para o laboratório com uma "bolinha" que os diferencia dos demais e voltam com o resultado "normal". "Desconfiamos pois os laudos vinham sempre com o mesmo teor: exame normal. Isso não é possível, já que algumas pacientes apresentavam lesões aparentes", afirmou uma enfermeira que preferiu não se identificar.

 

De acordo com as enfermeiras, as repetições de resultados "normal" vêm ocorrendo nos últimos 6 anos. "Até então as mulheres de Pelotas apresentavam índices de câncer semelhantes ao resto do Brasil, mas nos últimos 6 anos caiu para quase 0. Isso não é real!", observou outra enfermeira.

 

Segundo o Diário da Manhã, a secretária de saúde de Pelotas, Ana Costa, disse que já havia recebido a denúncia sobre os exames com resultados repetidos. "Foi uma denúncia informal. Não há nenhuma reclamação formalizada na Secretaria", disse Ana. A secretária ainda afirmou que já está providenciando a troca do laboratório que realiza os exames citopatológicos.
 

Brasil aprova primeira política que orienta ações de vigilância em saúde
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Conselho Nacional de Saúde aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (12), a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS). Pela primeira vez, o Brasil terá um documento norteador do planejamento das ações de vigilância em saúde, com definições claras de responsabilidades, princípios, diretrizes e estratégias. 
 

De acordo com o Ministério da Saúde, a criação da política é resultado de propostas apresentadas na 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que ocorreu entre os dias 27 de fevereiro e dois de março de 2018. As propostas foram formuladas por acadêmicos, especialistas, conselheiros de saúde, trabalhadores, usuários e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).
 

Para a diretora do Departamento de Gestão da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Sônia Brito, a instituição da PNVS é um avanço para o SUS. "É um momento histórico que vem se fortalecendo desde a criação da Secretaria de Vigilância em Saúde, em 2003. É um avanço para o SUS e é a primeira versão porque a vigilância é um aprendizado de todo dia, já que é dinâmica", afirmou. 
 

O documento prevê a garantia do financiamento das ações da vigilância em saúde, de forma tripartite, com recursos e tecnologias necessários ao cumprimento do papel institucional das três esferas. Entre os avanços está a promoção do controle social e da formação e capacitação em vigilância para os profissionais de saúde do SUS e o desenvolvimento de estratégias e ações de educação, comunicação e mobilização social.

Ministério da Saúde confirma 77 mortes por dengue neste ano
Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

O Brasil confirmou 77 mortes por dengue neste ano, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. Pelo menos outros 181 óbitos suspeitos estão em investigação.
 

No total, segundo informações da Agência Brasil, foram confirmados 148 casos de dengue grave e 1.736 casos com sinais de alarme. No mesmo período de 2017, o país confirmou 208 casos de dengue grave e 2.245 casos com sinais de alarme, além de 115 mortes pela doença.
 

De acordo com o levantamento, a Região Centro-Oeste registra, em 2018, o maior número de casos confirmados de dengue grave e dengue com sinais de alarme.

Em resposta a levantamento do CFM, Sesab diz que abriu 1.494 novos leitos nos últimos 3 anos
Hospital Regional da Costa do Cacau | Foto: Divulgação / GOVBA

Em resposta ao levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o fechamento de leitos da rede pública (veja aqui), a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) afirmou que abriu 1.494 leitos entre janeiro de 2015 e julho de 2018, período de gestão do governador Rui Costa. De acordo com nota enviada pela pasta, os leitos estão distribuídos em unidades já existentes e sete novas: Hospital Regional Costa do Cacau, Hospital Geral do Estado 2, Hospital da Mulher, Novo Hospital Couto Maia, Maternidade do Hospital Estadual da Criança, Hospital da Chapada e Novo Hospital Geral Prado Valadares. A nota ainda ressalta a construção do Hospital Metropolitano, com capacidade de 265 leitos. A Sesab, no entanto, não informou o número de leitos fechados no período.
 

O levantamento do CFM aponta que a Bahia é o quinto estado que registrou maior queda no número de leitos de internação da rede pública nos últimos oito anos (1,9 mil). Em maio de 2010, eram 25,1 mil leitos para uso exclusivo do SUS. O número caiu para 23,2 mil em 2018. A maior perda do estado foi registrada na pediatria (saiba mais). Também houve fechamento de leitos de obstetrícia, cirúrgicos e outras especialidades. A Bahia apresenta dados melhores que Rio de Janeiro (9,5 mil leitos fechados), São Paulo (7,3 mil), Minas Gerais (4,2 mil) e Goiás (1,9 mil). 

Feira: Estudantes de medicina cobram funcionamento de ambulatório
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Estudantes de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) protestaram na manhã desta sexta-feira (13) exigindo a liberação do ambulatório da universidade. O ato ocorreu na entrada da universidade, em Feira. Ao Acorda Cidade, os estudantes disseram que o prédio já existe e foi reformado. No entanto, é preciso firmar um convênio, responsável pela contratação de funcionários e pela compra de equipamentos. Os manifestantes disseram que até o momento a universidade não se pronunciou sobre o caso. Eles contaram ainda que há pelo menos seis anos o ambulatório está pronto para funcionar. Em nota, a secretaria de Educação do estado disse que o caso será discutido na próxima segunda-feira (16) pelo titular da pasta, Walter Pinheiro, e pelo reitor da Uefs, Evandro do Nascimento Silva. Pinheiro deve sugerir à Uefs o modelo da Uneb. Na universidade do Sudoeste, a aprendizagem dos alunos é feita nas áreas de enfermagem, medicina, nutrição, odontologia, psicologia e fisioterapia, como ambulatórios, farmácia e clínicas.

Sexta, 13 de Julho de 2018 - 11:10

Pediatria é especialidade que mais perdeu leitos de internação do SUS na Bahia

por Renata Farias

Pediatria é especialidade que mais perdeu leitos de internação do SUS na Bahia
Foto: Shutterstock

O setor pediátrico foi o que mais perdeu leitos de internação da rede pública na Bahia, nos últimos oito anos. De acordo com levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a partir de dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde, a especialidade registrou uma redução de 951 leitos.

 

Também houve fechamento de leitos de obstetrícia (737), cirúrgicos (336) e outras especialidades (497). Por outro lado, o estado teve incremento no número de leitos de uso exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS) nos setores clínico (463) e hospital-dia (142).

 

A pesquisa aponta que a Bahia foi o quinto estado com maior queda em leitos da rede pública no período analisado (veja aqui). O número passou de 25,1 mil, em maio de 2010, para 23,2 mil, em 2018. Já entre as capitais, Salvador ocupa posição de destaque positivo. Com um pequeno acréscimo de 314 no período analisado, é a quarta capital em aumento de leitos.

Bahia é quinto estado que mais perdeu leitos de internação do SUS nos últimos oito anos
Foto: Agência Brasil

Mais de 1,9 mil leitos de internação da rede pública foram desativados na Bahia nos últimos oito anos. O estado ocupa o quinto lugar em redução de leitos no levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a partir de dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde. 
 

Em maio de 2010, a Bahia tinha 25,1 mil leitos para uso exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS). O número caiu para 23,2 mil em 2018. O estado apresenta dados melhores que Rio de Janeiro (9,5 mil leitos fechados), São Paulo (7,3 mil), Minas Gerais (4,2 mil) e Goiás (1,9 mil). 
 

Entre as capitais, Salvador ocupa posição de destaque positivo. Com um pequeno acréscimo de 314 no período analisado, é a quarta capital em aumento de leitos: 5,2 mil em 2010, contra 5,5 mil em 2018. Apenas Recife (534), Porto Velho (354) e Cuiabá (346) tiveram maior incremento.
 

De acordo com o levantamento, 22 estados e 18 capitais brasileiras perderam leitos nos últimos oito anos. "Essa conta é a senha para distorções. Enquanto os gestores seguem fechando leitos em todo o país, milhares de brasileiros aguardam na fila do SUS para realizar uma cirurgia eletiva, conforme demonstrou estudo divulgado pelo no fim do ano passado", criticou em nota o presidente do CFM, Carlos Vital.
 

Outra constatação é que, enquanto a rede pública teve 10% dos leitos fechados desde 2010 (34,2 mil), as redes suplementar e particular aumentaram em 9% (12 mil) o número de unidades no mesmo período. Na Bahia, o acréscimo foi de 1,4 mil leitos, enquanto Salvador registrou aumento de 672.
 

De acordo com o relatório de Estatísticas de Saúde Mundiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2014 – quando foi apresentado o último dado disponível sobre leitos hospitalares –, o Brasil possuía 23 leitos hospitalares (públicos e privados) para cada grupo de dez mil habitantes. A taxa era equivalente à média das Américas, mas inferior à média mundial (27) ou às taxas apuradas, por exemplo, no Reino Unido (29), Argentina (47), Espanha (31) ou França (64).
 

O CFM pretende encaminhar o levantamento ao Congresso Nacional, Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Sexta, 13 de Julho de 2018 - 07:10

Justiça de São Paulo reduz aumento permitido a planos de saúde coletivos

por Fernanda Brigatti | Folhapress

Justiça de São Paulo reduz aumento permitido a planos de saúde coletivos
Foto: Shutterstock

O índice de reajuste dos planos de saúde coletivos não pode ser tão maior do que o definido pela agência reguladora do setor para os convênios individuais, decidiu o juiz Sidney Tadeu Cardeal Banti, da 3ª Turma Recursal Cível do Colégio Recursal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Relator de uma ação que contestava os índices negociados pela Qualicorp nos anos de 2012 a 2016, ele também determinou a devolução da diferença paga pela consumidora no período. Os outros dois juízes da turma concordaram com ele.

O relator considerou que o número alto de consumidores representados por essas associações e grupos deveria dar um poder maior na negociação com os planos. "Mas o que se vê é justamente o contrário. A maioria esmagadora dos planos coletivos possuem reajustes muito, mas muito acima da inflação, e bem superiores aos permitidos pela ANS em planos individuais, nos quais, ao menos, a inflação é representada", escreveu Banti.

Para o juiz do caso, falta transparência na definição dos índices, pois as operadoras costumam alegar "aumento de custos e sinistralidade, mas sempre de forma genérica e sem apontamento discriminado de como se chegou a tal índice". A Qualicorp e a SulAmérica informaram que não comentariam o caso.

Em outra decisão da Justiça de São Paulo, uma operadora foi condenada a reduzir os reajustes referentes aos anos de 2008 e 2009, e adequá-los aos autorizados pela ANS no período. A consumidora que foi à Justiça contestou o aumento de 70%, acumulado em dois anos de reajustes do plano fornecido pela empresa em que trabalha.

Curso de Medicina da FTC terá 1º modelo cadavérico sintético do Norte-Nordeste
Foto: Divulgação

O curso de Medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) passará por um processo de modernização, após recentes investimentos feitos pela instituição. Os alunos poderão, por exemplo, realizar atividades de laboratório com o auxílio do Syndaver, um boneco feito de um polímero à base de sódio e água, que possui todos os sistemas do corpo humano e pode ser programado para ter reações como respirar, mover os membros e até gritar durante a simulação de um procedimento médico. "Nós compramos dois desse modelo, eles devem chegar no final de julho. Só tem uma universidade, em São Paulo, que tem esse modelo cadavérico sintético. Nós vamos ser a primeira do eixo Norte-Nordeste e a segunda do Brasil", afirmou o coordenador do curso, André Nazar.

 


 

De acordo com o gestor, na virada deste último semestre, foi feito um dos maiores investimentos desde a criação do curso de Medicina, há 14 anos. Foram montados laboratórios multifuncionais com estrutura totalmente moderna, acrescentando 1,5 mil metros quadrados de espaço físico, equipados com modelos anatômicos e peças cadavéricas sintéticas. "A gente também está equipando os laboratórios de simulação realística, vai ter uma UTI com um robô que simula diversas situações do dia-a-dia", completou Nazar. Os professores serão capacitados para uso dos novos equipamentos a partir de uma parceria com o Instituto Berkeley.
 

Outra novidade é o projeto de internacionalização do curso, em parceria com universidades dos Estados Unidos e Europa. "O aluno poderá fazer parte do estágio obrigatório de internato. Ele terá a oportunidade de conhecer a Medicina de ponta e até mesmo continuar os estudos dele fora do país", avaliou. Para o coordenador, "o curso está em uma ótica completamente inovadora, inclusive a nível de gestão", com a presença de quatro médicos renomados no corpo gestor. "Tudo isso está sendo feito para inovar o curso e as tecnologias de aprendizado dos alunos", celebrou.

Jovem insere cabo USB no pênis e tem de passar por cirurgia
Foto: Reprodução / Estadão

Um jovem de 13 anos teve de passar por uma cirurgia após inserir um cabo USB em seu pênis. O cabo se emaranhou e não pôde ser removido. O garoto foi levado para um hospital em Linkou, noroeste da China, onde os médicos aplicaram lubrificante, numa tentativa de retirar o cabo, mas não funcionou. O jovem foi transferido para outro hospital e passou por cirurgia. Foi necessário cortar parte do pênis e retirar o cabo pela uretra. O menino ficou internado por alguns dias e foi liberado na última terça-feira (10).

Fechamento da Fafen-BA pode causar problemas aos pacientes em hemodiálise
Foto: Divulgação

A decisão do governo federal em fechar as Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) da Petrobras pode levar à morte milhares de pacientes com problemas renais e que necessitam da hemodiálise para sobreviver. De acordo com a Sindipetro, o fechamento da Fafen Bahia vai causar um forte impacto na empresa Carbonor S.A, situada no Polo Petroquímico de Camaçari, única detentora de tecnologia de produção de bicarbonato de sódio para uso farmacêutico e em especial para hemodiálise no Brasil, atendendo também a outros países na América do Sul.

 

O diretor industrial da Carbonor, Ascânio Muniz Pêpe, se mostra preocupado com a situação. Para ele, o fechamento da Fafen, que produz insumos utilizados por diversas outras empresas, é um assunto muito complexo e que não pode ser decidido de forma tão rápida. “Para nós a melhor opção é que a Fafen continue operando, mas se isto não for possível, que haja discussão com os interessados sobre o assunto e que se dê um prazo maior para que as empresas busquem alternativas para se reestruturar e suprir a ausência da Fafen”, afirma. Segundo ele, as empresas que necessitam da Ureia e Amônia também vão ter sérios problemas, mas nada comparado com o que pode acontecer com a Carbonor.

 

Além dos empresários, representantes dos poderes executivo e legislativo e a sociedade já externaram preocupação com as consequências negativas (perda de empregos e receitas) que vão ser provocadas com o fechamento das Fábricas de Fertilizantes da Petrobras para os estados e municípios, particularmente da Bahia e Sergipe. O Sindipetro Bahia já organizou diversas audiências públicas, na Bahia e no estado e em Brasília, para tratar sobre o assunto, conseguindo que a Petrobras adiasse para 31 de outubro deste ano a decisão de fechar as duas fábricas, localizadas no Polo Industrial de Camaçari e em Laranjeiras.

 

O coordenador do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, adverte que “os fertilizantes são insumos essenciais à produção agrícola, sendo necessário tratar sua produção como questão de Segurança Nacional”. Para ele, “além desta questão muito delicada que envolve a vida das pessoas que necessitam da hemodiálise, a parada da FAFEN-BA e das demais Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados do país, coloca em risco também a nossa Soberania Alimentar e o Agronegócio, uma vez que a produção agrícola passará a depender totalmente da importação de fertilizantes”.

Quinta, 12 de Julho de 2018 - 17:10

OMS classifica vício em sexo como distúrbio mental

OMS classifica vício em sexo como distúrbio mental
Foto: Reprodução / Graça e Salvação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o vício em sexo como distúrbio mental na Classificação Internacional de Doenças (CID 11). O guia serve como parâmetro para médicos e cientistas identificarem estudos de problemas de saúde, lesões e causas de mortes.

 

A entidade definiu o distúrbio como "padrão persistente de falha no controle de impulsos sexuais ou impulsos que resultam em comportamentos sexuais repetitivos", se referindo as situações nas quais esses comportamentos viram o centro da vida do indivíduo, prejudicando as áreas profissional e social. Para se enquadrar na classificação, a pessoa precisa apresentar os sintomas por pelo menos 6 meses.

 

De acordo com o professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, Timothy Fong, não há consenso em relação ao tema. Alguns especialistas questionam se a compulsão sexual pode ser um vício, pois não envolve nenhuma substância como droga ou álcool.

Robô portátil é criado para auxiliar testes oftamológicos
Foto: Divulgação

Um robô criado em Curitiba consegue identificar necessidades oftamológicas como miopia, hipermetropia e daltonismo. Adam Robo, como é chamado, detecta os problemas de visão em 5 minutos e traz escalas de figuras para pessoas não alfabetizadas e optotipo letras para pessoas alfabetizadas.

 

"Milhares de casos de cegueira recorrentes no mundo todo poderiam ser alertados e evitados com um simples teste de visão, entretanto, a porcentagem de pessoas que têm acesso a oftamologistas, principalmente no Brasil, é muito baixa", afirma o criador do equipamento, Juliano Santos.

 

A primeira versão do Adam Robo é fabricada em Curitiba, onde já foi testada em Mutirões da Cidadania da Prefeitura.

Senado aprova criação de Política Nacional para Doenças Raras
Foto: Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (11) a criação da Política Nacional para Doenças Raras no Sistema Único de Saúde (SUS). Por ter sido alterado, o texto volta para apreciação da Câmara dos Deputados. 
 

Segundo a Agência Brasil, a medida prevê o fornecimento de medicamentos pelo SUS para tratamento de doenças raras, negligenciadas ou sem alternativas terapêuticas e reconhece o direito de acesso dos pacientes diagnosticados com essas doenças aos cuidados adequados, o que inclui a entrega de “medicamentos órfãos” (destinado ao diagnóstico, prevenção e tratamento de doença rara).
 

A política deve ser implementada tanto na atenção básica à saúde quanto na atenção especializada. O objetivo é que os portadores de doenças raras sejam identificados precocemente, no pré-natal ou ainda recém-nascidos, e que recebam o tratamento adequado desde a primeira infância. A política prevê, ainda, o suporte às famílias dos pacientes.
 

O relator da proposta, senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), afirmou que os medicamentos são um dos principais instrumentos para enfrentar as doenças e, portanto, "é fundamental para garantir o acesso a todos os produtos considerados necessários, mesmo àqueles que não fazem parte das listas utilizadas nas unidades de saúde vinculadas ao SUS".
 

Pelo texto, também se estabelece a criação de um mecanismo de avaliação de preços, para equilibrar o impacto financeiro incidente sobre o Ministério da Saúde. 

Dica Hammer: Saiba como preparar o joelho para não ter problemas na hora de correr
Foto: Divulgação

A corrida é uma das atividades físicas mais realizadas no mundo. Indivíduos de diversas faixas etárias aderem a esse esporte por vários motivos entre eles a perda de peso, saúde, condicionamento físico, lazer e qualidade de vida. A sua prática traz muitos benefícios, mas, quando não supervisionada por um profissional, também pode trazer malefícios, dentre eles as dores articulares e musculares.


Quando se trata de dores articulares, por exemplo, a mais comum entre elas é o joelho, é o que afirma o educador físico Jaddy Santtos, da rede Hammer Fitness Club. “Bastante comum entre os corredores, as dores nos joelhos aparecem de forma gradual, sempre após um treino mais longo, ao aumentar o volume de treinos, quando se treina em terrenos íngremes ou quando inicia-se uma rotina de treinos de corrida”, explica Jaddy.


Segundo ele, em geral, as dores no joelho são provocadas por desequilíbrio muscular, falta de flexibilidade, alteração do controle do movimento dos membros inferiores durante a corrida, sobrecarga e aumento da intensidade dos treinos. Para preparar seu corpo e não ter problemas nos joelhos ao correr, se ligue nestas dicas dadas pelo educador físico:

 

1- Primeiramente, busque um profissional de educação física com especialidade em corrida para orientá-lo(a);
2- Realize uma avaliação biomecânica antes de começar a correr, para análise da marcha e pisada;
3- É interessante que antes de correr sejam realizados exercícios neuromusculares para fortalecer os músculos da região do quadril, joelho, coluna, tornozelos e, assim, proteger as articulações;
4- Inicie os treinos com cautela, ou seja, sem excessos ou exageros;
5- Ao aumentar o volume de treino, respeite a média de 10% a 15% sobre o volume atual. Assim será mais seguro e confortável;
6- Tenha bons períodos de descansos entre os treinos;
7- Mantenha boas horas de sono;
8- Busque um nutricionista desportivo para lhe orientar e prescrever um padrão alimentar adequado.

Apesar de doses ainda disponíveis, 6 milhões de pessoas não se vacinaram contra gripe
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

Três semanas após o fim da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, mais de 6 milhões de pessoas que compõem o público prioritário ainda não foram imunizadas. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina continua sendo ofertada nos postos de saúde com doses disponíveis.
 

Boletim da pasta aponta que a cobertura vacinal alcançou índice de quase 89%, ainda abaixo da meta de 90%. Gestantes e crianças são os grupos que menos procuram salas de vacinação, com cobertura de 76,4% e 73,6%, respectivamente. Até o início da semana, 3,3 milhões de crianças e 493.710 grávidas não tinham se vacinado contra a gripe. Na Bahia, o índice de cobertura alcançou 88,6%, com 3.312.841 doses aplicadas.
 

Desde o último dia 25 de junho, os municípios com doses da vacinas contra a gripe disponíveis puderam estender a vacinação também para crianças de cinco a nove anos e adultos de 50 a 59 anos. Nestes dois grupos, segundo o ministério, já foram aplicadas 997.182 doses, sendo 411.474 em crianças de cinco a nove anos e 585.708 nos com idades entre 50 e 59 anos.

Viver Bem: Especialista explica importância da saúde bucal para funcionamento do organismo
Foto: Pixabay

A saúde bucal é fundamental para o bom funcionamento de todo o organismo. Os dentes e a boca são responsáveis pela mastigação, que nutre o corpo com os alimentos ingeridos, além de serem importantes também pela questão estética. Portanto, é necessário dar uma atenção especial desde a infância, como explica a ortodontista do Hapvida, Flávia Andrade. “A partir do momento em que começam a aparecer os dentinhos, já é interessante levar ao dentista para receber as primeiras orientações, passar os cuidados necessários e, assim, evitar possíveis doenças bucais”.

 

Quando os dentes estão na posição correta, a mastigação é feita de maneira adequada. Porém, quando há má oclusão, ou seja, quando ocorre um mau posicionamento dentário, isso acarretará em uma mastigação errada. Esse problema deve ser identificado e corrigido por um especialista, que avaliará, por exemplo, a necessidade da utilização de aparelho ortodôntico. “Uma criança que chupa dedo ou bico, por exemplo, pode sofrer alterações na estrutura da boca durante o crescimento, ocasionando mordida aberta, inclinação dentária. Inicialmente, o paciente deve procurar um dentista para fazer uma avaliação clínica e, se houver necessidade, será encaminhado ao ortodontista, que vai solicitar alguns exames para a colocação do aparelho”, esclarece a especialista. 

 

A ortodontista alerta também para uma situação grave que tem ocorrido em Salvador: a compra e colocação de aparelho para os dentes em camelôs. “É um risco enorme. A utilização indiscriminada do aparelho gera forças excessivas na arcada dentária. Quando se utiliza sem um estudo prévio, sem uma documentação ortodôntica, a pessoa não tem como prever a movimentação que será feita podendo inclusive ter uma perda dentária”, elucida Flávia.

 

Flávia Andrade reforça ainda que, após a instalação do aparelho por um profissional especializado, é fundamental que o paciente faça a manutenção conforme orientado ou, do contrário, poderá sofrer consequências graves em longo prazo. “O paciente que não faz a manutenção não está gerando uma movimentação adequada e a força exercida pelo aparelho pode estar ocorrendo sem controle, portanto, é muito importante uma supervisão”.

Riachão: Moradores protestam contra suspensão do SUS em hospital
Foto: Reprodução / TV Subaé

Moradores de Riachão do Jacuípe, na região sisaleira, protestaram contra a suspensão de atendimentos pelo SUS [Sistema Único de Saúde] no Hospital Regional João Campos. O ato ocorreu na manhã desta quarta-feira (11). Segundo a TV Subaé, a direção do hospital, que é particular, disse que a suspensão ocorre após a unidade ser notificada pela secretaria de saúde do estado [Sesab]. Com o problema, ficam suspensos cerca de 250 atendimentos e 120 cirurgias, que são feitas por mês. Em nota, a Sesab disse que os atendimentos devem voltar a ocorrer. Porém, haverão mudanças. No caso das cirurgias eletivas, a pasta informou eu os procedimentos serão regulados pelo sistema de lista única, conforme já acontece em outras unidades de saúde locais.

Foto: Reprodução / Calila Notícias

Novo remédio contra malária pode ser produzido nos próximos anos por brasileiros
Foto: Divulgação / Portal Biologia

Um novo medicamento contra a malária pode ser desenvolvido em alguns anos no Brasil. Uma nova molécula sintetizada tem apresentado resultados positivos para tratamento da doença. "Tem um grande potencial para, quem sabe, no futuro, termos um novo medicamento para a malária", afirmou à Agência Brasil o professor Rafael Victorio Carvalho Guido, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP).
 

Os testes mostram que a molécula é capaz de matar o parasita e até mesmo a cepa, descrita como resistente aos medicamentos atuais usados no tratamento contra a malária. Derivada da classe das marinoquinolinas, a molécula tem apresentado seletividade e baixa toxicidade, atuando no parasita e não em outras células do hospedeiro. Ela foi desenvolvida no Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar).
 

"Há alguns anos, o professor Roque já trabalha com uma classe de moléculas, produtos naturais marinhos, de bactérias marinhas, chamada de marinoquinolinas, e já havia sido publicado um trabalho, há algum tempo, sobre a atividade anti-infecciosa dessas moléculas", explicou Guido. 
 

Até agora, os estudos foram feitos em laboratório e testados também em camundongos afetados pela malária. Ainda são necessárias várias etapas – e anos de estudo e de testes – para que o medicamento seja testado em humanos e produzido. 

CFM sugere que ozonioterapia só gera 'custo a mais'; especialista rebate: 'Reduziria gastos'
Foto: Divulgação

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, no Diário Oficial da União desta terça-feira (10), uma resolução que define a ozonioterapia como um procedimento que só pode ser realizado em caráter experimental. Com a decisão, o uso da técnica só será permitido em pesquisas, sem custos para os pacientes.
 

No entanto, a prática já é regulamentada no país pelos Conselhos de Odontologia e de Enfermagem, neste último para tratamento de feridas. Com base nessas regulamentações e na recente inclusão da ozonioterapia no rol de Práticas Integrativas e Complementares oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) (veja aqui), a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz) requereu ao CFM uma avaliação sobre o uso da técnica. 
 

"Provocado pela chamada Associação Brasileira de Ozonioterapia para fazer uma pesquisa sobre a aplicabilidade no Brasil da ozonioterapia, o CFM levantou mais de 26 mil trabalhos de pesquisa em torno da ozonioterapia, junto aos principais bancos de pesquisa médica do mundo, e concluiu que não há, no momento, evidência inquestionável de que submeter as pessoas a esse tratamento não seja apenas um custo a mais à já combalida bolsa das famílias brasileiras", explicou ao Bahia Notícias o conselheiro do CFM Jecé Brandão. "Quanto custa submeter uma pessoa a um tratamento que não tem comprovação científica?", provocou.
 

No entanto, de acordo com o presidente da Aboz, Arnoldo de Souza, a inclusão do tratamento traria considerável redução aos gastos com saúde no país, já que se trata de um recurso teoricamente acessível. "No recurso que encaminhamos ao Conselho Federal de Medicina, pedimos a um economista com especialização em saúde da Fundação Getúlio Vargas que fizesse uma análise macroeconômica. Pelos gastos do Sistema Único de Saúde, estima-se que conseguiríamos, se introduzíssemos a ozonioterapia, uma redução em 80% de custos".
 

Para que serve a ozonioterapia?
O presidente da Aboz defende que existe um número substancial de pesquisas em diversas áreas em todo o mundo. No entanto, segundo Souza, o uso da substância é pouco documentado no Brasil, já que os custos e burocracias para estudos científicos são maiores no país.

 

A própria associação define a ozonioterapia como "uma das maiores descobertas da história". Com a mistura de oxigênio e ozônio, a técnica terapêutica tem propriedades medicinais como anti-inflamatórias, antissépticas, modulação do estresse oxidativo e melhora da circulação periférica e da oxidação. "O ozônio pode ser utilizado em qualquer situação das doenças crônicas e degenerativas, em caso de dor, inflamação e baixa da oferta de oxigênio para os tecidos", sintetizou Souza.
 

Esse conjunto de ações, no entanto, é um dos fatores que acende um alerta para o CFM. "A literatura de propaganda desse tratamento diz que ele é muito bom para tratar artrites, hepatites, hérnia de disco, doenças infecciosas, inflamatórias e isquêmicas, todos os tipos de diarreias, sequelas de câncer e de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Não existe, em toda a bibliografia científica da medicina no mundo, um tratamento ou droga sequer que possa prometer tratar tantas diferentes doenças", argumentou o conselheiro.
 

A partir de agora, com a decisão do CFM, nenhum médico poderá prescrever o tratamento, sob risco até mesmo de cassação do registro profissional. De acordo com Brandão, um dos objetivos da medida é evitar que os pacientes se encham de esperança e, no final, o tratamento gere apenas um desfalque à economia da família. "Nós temos o dever de dizer se essa prática tem comprovação ou não, porque esse é o papel da autarquia. Volta e meia, é possível ver os políticos se arvorando em definir determinado tratamento para doenças".
 

Ministério da Saúde
Apesar da lista de Práticas Integrativas e Complementares do SUS incluir a ozonioterapia, Brandão ressaltou que a decisão do CFM não vai de encontro ao Ministério da Saúde, que "tem autonomia para oferecer o que ele quiser". Em nota enviada ao Bahia Notícias, a pasta ressaltou que a oferta do tratamento "prevê atuação multidisciplinar, conforme capacitação específica do profissional de saúde", ou seja, pode ser realizada por outros profissionais que não médicos.

 

"A inclusão de práticas integrativas como tratamento complementar, visando a prevenção de doenças e promoção da saúde dos cidadãos, segue recomendação da Organização Mundial de Saúde e está baseada em estudos científicos que apontam os benefícios para a saúde da população. A oferta dessas práticas não substitui o tratamento convencional. Como o próprio nome diz, são oferecidas de forma complementar ao cuidado realizado nas unidades de saúde e por profissionais que tenham formação específica", acrescentou o ministério.

Juiz autoriza julgamento de mais de 400 processos contra Monsanto por casos de câncer
Foto: Agência Brasil

Um juiz dos Estados Unidos autorizou que centenas de processos contra a Monsanto sejam julgados, após um homem com câncer terminal chegar aos tribunais alegando que a doença foi causada por um produto da empresa. Para o magistrado Vince Chhabria, da cidade de São Francisco, é necessário que as queixas sejam avaliadas por um júri, devido à gravidade da acusação.

 

Mais de 400 pessoas culpam o glifosato, substância contida no pesticida Roundup, pela incidência do câncer. O primeiro caso avaliado em uma corte, segundo o jornal O Globo, foi de Dewaune Johnson, um norte-americano de 46 anos. Ele afirma que o uso do pesticida por mais de dois anos foi a causa do desenvolvimento de um Linfoma não-Hodkin.

 

Atualmente, o Roundup é um dos pesticidas mais usados no mundo. Com o julgamento dos processos, a Monsanto poderá ser obrigada a pagar milhões de dólares em reparação de danos. A empresa sempre negou qualquer ligação entre o glifosato e o desenvolvimento de câncer. No entanto, em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a substância como "provavelmente carcinogênico para humanos".

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