Com câncer terminal, jovem foge de hospital, realiza desejo de comer hambúrguer e morre
Foto: Reprodução

Após um ano em tratamento paliativo contra um câncer no intestino, um jovem catarinense de 18 anos fugiu do hospital para realizar último desejo e acabou morrendo.


De acordo com informações do jornal Extra, Wendrik Santos da Sil estava internado no Hospital Municipal São José, em Joinville (SC), com a doença em estado terminal, quando escapou para satisfazer seu desejo. 

 

Segundo a publicação, ele foi a uma lanchonete, mas não tinha como pagar a conta. Wendrik, então, foi até a Câmara de Vereadores, onde sua mãe já havia trabalhado, e pediu dinheiro a conhecidos. Em seguida ele voltou ao fast-food, onde comeu o hambúrguer e bebeu dois refrigerantes.


Depois de realizar seu último desejo, o jovem acabou passando mal, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado de volta ao hospital, com muitas dores. Wendrik morreu na última terça-feira (19).

Sábado, 23 de Março de 2019 - 00:00

TJ-BA condena hospital a indenizar paciente por implante de prótese menor na perna

por Cláudia Cardozo

TJ-BA condena hospital a indenizar paciente por implante de prótese menor na perna
Caso aconteceu em Araci | Foto: TJ-BA

O Hospital Alvorada Taguatinga foi condenado pelo Tribunal de Justiça da Bahia a indenizar um paciente de Araci em R$ 55 mil por erro médico. Do valor da condenação, R$ 30 mil são por danos morais e R$ 25 mil por danos estéticos. De acordo com os autos, o paciente foi atropelado em dezembro de 2016, sofrendo uma fratura de fêmur no quadril direito, e foi submetido a um tratamento tardio em novembro de 2009, com realização de uma artroplastia total do quadril, com colocação de uma prótese. Depois da cirurgia, o paciente sofreu um encurtamento da perna esquerda em 3,5 cm. O encurtamento passou a lhe causar dores na coluna, diminuiu a força muscular, e o homem desenvolveu escoliose e sofreu com a limitação de flexão do quadril e do joelho direito.

 

Na época do acidente, o paciente tinha 44 anos e era mecânico. O atropelamento aconteceu quando ele estava em serviço. O homem foi atendido pelo hospital, onde se submeteu a diversos tratamentos por quase três anos. Todos, sem sucesso. Ao final, foi submetido a uma cirurgia que lhe causou a sequela, o que o impediu de retornar ao trabalho. O hospital, em sua defesa, alegou que o médico responsável pela cirurgia de implante da prótese não tem vínculo com a unidade de saúde. Disse ainda que não há danos a serem reparados, além do fato do paciente ter continuado o tratamento em outro estabelecimento de saúde.

 

De acordo com a desembargadora Rosita Falcão, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a responsabilidade do hospital é objetiva no dever de indenizar no caso. A magistrada observou que, nos autos, consta como médico solicitante o nome do hospital. Diante deste fato, considerou que não há prova nos autos de que o médico não possui vínculo com o hospital. Os relatórios médicos concluíram que após a realização da cirurgia, a perna do paciente ficou menor, comprometendo a capacidade laborativa, com danos permanentes, pois a atividade profissional desempenhada exige esforço físico e pode acarretar em um desgaste na prótese. Para a relatora, o fato de o paciente ter feito fisioterapia em outro hospital não afasta o dever de indenizar, pois o dano ocorreu por colocação de uma prótese menor do que o tamanho necessário. Também considerou que houve danos estéticos para o paciente.

 

Sobre as indenizações, a desembargadora considerou os valores razoáveis para a extensão do dano sofrido pelo paciente, estando em “perfeita harmonia com as circunstâncias fáticas do caso concreto, examinadas acima, não havendo razões que justifiquem a sua modificação pelo Tribunal de Justiça”. Também entendeu que o valor não causa enriquecimento ilícito do paciente e, muito menos, abala “a saúde financeira da apelante”.

Novidade em Salvador, robô permite cirurgia minimamente invasiva e melhor recuperação
Foto: Divulgação

Presente no Brasil desde 2008, o Robô Da Vinci chegou neste ano a Salvador. O equipamento permite que o cirurgião realize um procedimento minimamente invasivo, com visão tridimensional em alta definição e movimentos precisos.

 

"A cirurgia com uso do robô sangra menos, o paciente sai mais rápido do hospital, tem menor chance de necessidade de transfusão de sangue e retorna às atividades muito mais breve do que em uma cirurgia convencional", explicou Frederico Mascarenhas, diretor médico da Uroclínica e especialista em cirurgia robótica. O médico é habilitado a operar o equipamento que será utilizado.

 

O projeto da unidade permitirá que pacientes baianos não precisem mais se deslocar para outros estados em caso de procedimentos com o robô. Apesar de considerar uma "evolução tardia", o profissional avalia que a população da Bahia terá um grande benefício.

 

O sistema Da Vinci pode ser usado, segundo Mascarenhas, por todas as especialidades que realizam cirurgias minimamente invasivas, por laparoscopia. No entanto, inicialmente, sua utilização será apenas voltada para procedimentos urológicos, como tumores de próstata e rim. "Urologia é normalmente a especialidade que começa a fazer os procedimentos, mas logo ele é incorporado às outras especialidades", pontuou.

 

CUSTO

Apesar dos benefícios, o equipamento não é de fácil acesso. A cirurgia robótica, por enquanto, não faz parte do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Por conta disso, com algumas exceções, não tem cobertura dos planos de saúde.

 

"Na maioria dos lugares, os pacientes têm que arcar com o custo adicional pelo uso do robô", informou o urologista.  Os custos hospitalares variam de R$ 10 mil a R$ 14 mil.

 

Mascarenhas acredita que a tendência é que todos os procedimentos sejam incluídos pela ANS. "Isso provavelmente é o caminho natural das coisas. Começa como um custo a mais, mas é ampliado em larga escala quando se enxerga o real benefício", avaliou.

 

Quanto ao Sistema Único de Saúde (SUS), apenas alguns hospitais especializados – como o Hospital do Câncer de Barreiros e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) – oferecem a tecnologia.

Ministério da Saúde lança campanha para prevenção de tuberculose
Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde lançará, no próximo domingo (24), uma campanha para alertar sobre a importância de observar os sintomas da doença. A campanha tem como alvo principal homens na faixa-etária de 25 a 40 anos.

 

A ação marca o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, doença infecciosa que mais mata no mundo atualmente. Em 2017, estima-se que a doença causou 1,3 milhão de óbitos ao redor do mundo, sendo uma das dez principais causas de morte.

 

No Brasil, mesmo com a diminuição de casos em quase 50% entre 1990 e 2015, no ano passado foram registrados 72,8 mil casos novos no país. 

ANS promove audiência para discutir relação entre planos de saúde e prestadores de serviço
Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde (ANS) realizou, nesta sexta-feira (22), uma audiência pública para saber da socedade sobre a necessidade de rever a regulação da contratualização dos planos de saúde.

 

De acordo com a Agência Brasil, o objetivo é harmonizar a relação contratual entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço. O clima não é dos melhores entre as partes, e isso interfere diretamente no setor de saúde suplementar. 

 

A audiência marca o início de uma série de encontros que pretendem dar subsídios para que a agência decida se será necessário ou não rever as normas em vigor. 

 

O Diretor de Desenvolvimento de Setor da ANS, Rodrigo Aguiar, disse que é importante encontrar um ponto de equilíbrio entre as operadoras de planos de saúde e os prestadores de serviço, já que isso prejudica o consumidor. 

 Fundação desenvolve pesquisas para controle da tuberculose
Foto: Divulgação

A Fundação José Silveira (FJS) está desenvolvendo pesquisas para o controle da tuberculose. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é a doença infecciosa que mais mata no mundo.

 

Nesta sexta-feira (22), foram apresentados os estudos mais recentes desenvolvidos pelas pesquisas. O evento aconteceu na sessão científica do IBIT, que marca o início da programação do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, datado no próximo domingo (24/03).

 

A abertura do evento foi feita pelo presidente e pela superintendente da FJS, Dr. Geraldo Leite e Leila Brito, responsáveis pela revitalização do Centro de Pesquisa e Ensino da instituição, em continuidade ao legado do Professor José Silveira, um dos principais pesquisadores sobre a doença no século XX.

 

Segundos dados da OMS, o Brasil está entre os 20 países que mais sofrem com a doença. Em 2017, foram registrados 86.858 casos, que resultaram em 5,1 mortes, de acordo com informações do G1. 

Araci: Jovem acusa erro médico em parto que deixou esposa em estado vegetativo
Foto: Reprodução / Facebook

Um jovem de 21 anos, morador de Araci, na região sisaleira, diz que a esposa, de 20 anos, entrou em estado vegetativo após problemas no parto realizado pelo hospital do município. A prefeitura local negou nesta quinta-feira (21) responsabilidade nas consequências do ocorrido. Ao G1, Gean Guimarães da Silva afirmou que a esposa, Mirene Santos da Silva, teve o útero retirado durante o parto do filho em julho do ano passado. Gean conta que os exames de pré-natal não detectaram nenhum problema com ela e o bebê e apontaram que a gravidez seria normal.

 

Após problemas no parto, a jovem foi encaminhada às pressas para o Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana. O jovem afirmou que durante a viagem, a esposa perdeu muito sangue. Ele disse que a mulher piorou e ficou em estado vegetativo no HEC. Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) disse que não pode falar sobre internações de pacientes por exigências do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Ministério Público do Estado (MP-BA).

 

PREFEITURA SE POSICIONA

Já a prefeitura usou o Facebook para se posicionar sobre o caso. Em comunicado, a gestão do Município declarou que o hospital municipal "não realizou o procedimento de retirada do útero da paciente, tendo se limitado a realizar o parto normal". Disse ainda que a "complicação que teria deixado a paciente em estado vegetativo não ocorreu durante o parto, nem no hospital de Araci".

 

A Prefeitura de Araci ainda diz que "em nenhum momento a família procurou a administração municipal para se queixar da conduta de profissionais ou do atendimento prestado, tendo tal fato surgido no mês de março de 2019, através das redes sociais e de publicações em sites de notícias locais".

Ministério da Saúde lança app para acompanhamento de emendas parlamentares
Foto: Erasmo Salomão

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançou um aplicativo que torna mais fácil, para deputados, o acompanhamento do andamento de emendas parlamentares. A plataforma "Emendas Parlamentares" foi anunciada, na última quarta-feira (20), durante audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

 

Pioneira no setor público, a plataforma permitirá aos congressistas serem notificados, pelo celular, quando houver empenho, pagamento e publicação de emendas parlamentares no Diário Oficial da União (DOU). Além disso, o app possibilitará, de forma interativa, uma visão maior das informações, por meio de gráficos e recursos geográficos, que darão maior transparência aos recursos destinados aos parlamentares. A ferramenta já pode ser baixado nas versões Android e IOS.

 

Ao anunciar a disponibilidade do aplicativo, o ministro destacou que 50% das emendas parlamentares impositivas e individuais são destinadas à área da saúde. Também foi votado na Lei Orçamentária Anual (LOA) que uma emenda de bancada deve ser impositiva em saúde.

 

“Verificamos que muitas das questões que mobilizavam a vinda de um prefeito ou de um parlamentar até o Ministério da Saúde eram pontuais, como resolver problema de documento. Por isso, criamos esse aplicativo que vai permitir que o parlamentar, com sua senha individual, acompanhe, de onde estiver, o andamento da sua emenda parlamentar, mostrando para ele, com precisão, a hora de atuar politicamente, em função do status da emenda”, explicou Mandetta.

Brasileira doa mais de R$ 100 milhões para pesquisas sobre síndrome de Down nos EUA
Foto: Arquivo pessoal

Uma empresária brasileira doou, na última quarta-feira (20), US$ 28,6 milhões (mais de R$ 100 milhões) ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA. O recurso deve ser usado para desenvolvimento de pesquisas sobre síndrome de Down.

 

Ana Lúcia Villela passou a ter interesse sobre a síndrome após o nascimento de sua filha Ísis, de seis anos, diagnosticada com a alteração genética. A empresária é acionista do banco Itaú, sócia da produtora Maria Farinha Filmes e fundadora do Instituto Alana, que estimula o desenvolvimento saudável de crianças.

 

“Logo após recebermos a notícia, no momento zero, já começamos a pensar no incentivo à pesquisa. Essa doação ao MIT dá tranquilidade financeira aos estudos sobre o tema”, explicou Marcos Nisti, CEO do Instituto Alana e marido de Ana Lúcia. “Escolhemos essa universidade porque é multidisciplinar: foca na troca de conhecimentos de engenharia, computação, genética e neurociência”, completou, em entrevista ao G1.

 

Com o recurso, deve ser criado o Alana Down Syndrome Center, que reunirá profissionais de diferentes disciplinas para pesquisas. A equipe será liderada por Angelika Amon, especialista em instabilidade cromossômica; e Li-Huei Tsai, estudiosa de doenças degenerativas, como Alzheimer.

 

Haverá ainda um programa de tecnologia para desenvolvimento de mecanismos que aumentem a qualidade de vida de pessoas com deficiência. Há também a intenção de criar bolsas de estudo de pós-doutorado sobre a síndrome de Down.

EUA aprovam primeiro remédio específico para tratamento de depressão pós-parto
Foto: Agência RBS

A agência regulatória dos EUA, Food and Drug Administration (FDA), anunciou a liberação do primeiro remédio específico para combate à depressão pós-parto. Denominada brexanolona (o nome comercial será Zulresso), a droga age em até 48 horas nas pacientes e deve ser administrada por via intravenosa ao longo de 60 horas.

 

Esse é o primeiro tratamento considerado eficaz para depressão pós-parto. Até então, as pacientes eram tratadas com antidepressivos comuns que podiam levar semanas para fazer efeito, quando funcionavam.

 

Segundo o jornal O Globo, a brexanolona é uma versão sintética de um hormônio esteroide chamado alopregnanolona, fabricado naturalmente pelo corpo. Durante a gravidez, os níveis desse hormônio aumentam significativamente e voltam ao normal logo após o parto. Estudos apontam que essa oscilação é responsável por alterações cerebrais que contribuem para a depressão e ansiedade.

 

Para produção da droga, cientistas realizaram dois testes clínicos com cerca de 250 mulheres com idades entre 18 e 45 anos, diagnosticadas com depressão pós-parto. Em até 60 horas após ingestão da brexanolona, metade das que tomaram não apresentava sintomas da doença. Uma única infusão do medicamento teve efeito durante 30 dias.

 

De acordo com a Sage Therapeutics, o custo do medicamento varia de US$ 20 mil a US$ 35 mil. Atualmente, uma versão da droga em forma de pílula está em fase de testes clínicos.

Sexta, 22 de Março de 2019 - 07:30

Governo quer aumentar exigência de carteirinha de vacinação nas empresas

por Natália Cancian | Folhapress

Governo quer aumentar exigência de carteirinha de vacinação nas empresas
Foto: Venilton Küchler

O Ministério da Saúde planeja estratégias para aumentar a cobrança da apresentação da carteirinha de vacinação nas escolas, no serviço militar e, agora, também na admissão ao emprego.

As medidas fazem parte de um conjunto de ações em estudo para elevar a adesão à vacinação, cujos índices têm registrado queda no país.

À reportagem, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirma que uma das propostas é elaborar uma portaria para que médicos do trabalho também consultem a situação vacinal, seja na admissão ao emprego ou em exames periódicos, por exemplo.

"Hoje tem médicos do trabalho que pedem e cobram a vacinação de acordo com o risco [ocupacional]. O que a gente quer colocar é que, não importa o grau de periculosidade da ocupação, as empresas devem cobrar o status vacinal de todos. Para isso, há protocolos de saúde do trabalhador", afirma.

Ele nega que a medida possa impedir o acesso ou trazer restrições. "A empresa pode chegar e te perguntar: cadê sua carteira de vacinação? Mas não como uma coisa restritiva. Os médicos podem solicitar nos exames o histórico vacinal e, se não tiver atualizado, orientar e trabalhar para isso."

Em outra frente, o ministério planeja enviar ao Congresso uma proposta para tornar obrigatória a apresentação da carteirinha de vacinação nas escolas no momento da matrícula.

Se a carteirinha estiver desatualizada, é dado um prazo para atualização. Caso isso não ocorra, o Conselho Tutelar pode ser comunicado para verificar a situação.

"A vacina é um direito da criança e um dever do pai ou responsável. Tem pais que optam por não vacinar. O que estamos num esforço é comunicar o Conselho Tutelar para que ele converse com os pais", afirma o ministro.

A matrícula, porém, não seria vetada. "Não queremos que seja um óbice, mas sim lembrar que os não vacinados trazem para dentro da escola um risco coletivo."

O motivo está no retorno de algumas doenças, como o sarampo, e no risco de outras ressurgirem.

Nesta terça (19), o Ministério da Saúde confirmou um novo caso de sarampo no fim de fevereiro, o que indica que a transmissão da doença já se estende por mais de um ano no país. 

Com isso, o Brasil deverá perder o certificado internacional de eliminação do sarampo. O reconhecimento havia sido concedido pela Opas (Organização Panamericana de Saúde) em 2016.

O retorno é atribuído à queda na vacinação. Conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo, a cobertura vacinal de crianças atingiu em 2017 o menor índice dos últimos 16 anos. Os dados de 2018 ainda estão sendo atualizados pelos municípios.

Para Mandetta, o risco se estende a outras doenças. "A pólio, por exemplo, ainda não está extinta e estamos baixando muito o nível de vacinação. Vamos ter que elevar um pouco o tom."

Hoje, o Estatuto da Criança do Adolescente já prevê que a vacinação é obrigatória "nos casos recomendados por autoridades sanitárias", mas um possível monitoramento dessa adesão é alvo de debates.

A intenção de aumentar a cobrança da caderneta nas escolas já havia sido anunciada pela última gestão do Ministério da Saúde, mas a medida não chegou a ir adiante.

Segundo o ministro, o governo ainda estuda a melhor forma de encaminhar a proposta -se por meio de um projeto de lei ou medida provisória, por exemplo. Como o ano escolar já teve início, a expectativa de integrantes do ministério é aprovar a proposta para valer em 2020.

Além das escolas e das ações em relação ao emprego, a carteirinha também pode passar a ser um dos documentos exigidos no alistamento militar.

Neste caso, o impacto da proposta seria menor do que nas escolas -isso porque a maioria das vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação é destinada a crianças. O governo, porém, avalia que a medida pode ajudar a lembrar sobre as doses de vacinas indicadas na adolescência e na fase adulta.

Atualmente, há vacinas indicadas apenas na adolescência (caso daquela que protege contra o HPV, por exemplo), fase em que também é recomendado o reforço de algumas doses de vacinas recebidas na infância ou em que é possível atualizar a carteirinha se houver doses atrasadas.

Situação semelhante ocorre na fase adulta, quando deve ser administrado reforço da vacina que protege contra difteria e tétano ou aplicadas outras vacinas, a depender da situação vacinal anterior.

Desconhecimento e preconceito dificultam tratamento com derivado de Cannabis na Bahia
Foto: Medical Marijuana Inc.

O número de doenças que podem ser tratadas com canabidiol (CBD) cresceu 500% nos últimos dois anos. A informação foi compartilhada pelo médico Junior Gibelli durante palestra no evento “Cannabis Medicinal, uma opção de tratamento”, realizado na última terça-feira (19), em Salvador.

 

De acordo com o profissional, a epilepsia foi uma forma “estratégica e comercial” de alcançar a aprovação do CBD, o que abriu espaço para a prescrição da substância para tratamento de outras patologias, como esclerose múltipla, fibromialgia e Parkinson. “Em 2014, quando a Anvisa autorizou a prescrição, era unicamente para epilepsia. Depois disso, começamos a trazer pesquisas que já tinham sido feitas em outras partes do mundo demonstrando que a epilepsia é só uma das patologias que o canabidiol pode tratar porque o seu mecanismo de ação é homeostase, ou seja, o equilíbrio dos sistemas do nosso corpo”, explicou em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Gibelli é diretor de assuntos médicos na HempMeds Brasil, primeira empresa autorizada a importar canabidiol no país e responsável pela realização do encontro. O médico afirmou que a Bahia foi escolhida como palco para a discussão pela ausência de médicos que saibam ou até mesmo queiram prescrever a substância. Muitas vezes, segundo ele, pacientes do estado entram em contato com a empresa em busca de indicações de profissionais locais.

 

“Muitas vezes os médicos nem sabem [o que é CBD], e essa falta de informação tem trazido um ônus muito grande para a sociedade baiana, porque nós temos pacientes que poderiam se beneficiar muito com um tratamento com canabidiol porque são refratários (resistentes) a tudo que o médico tentou. Se não tenho um médico que saiba prescrever, como esse paciente vai ter acesso?”.

 

CANABIDIOL NO BRASIL

Nos últimos anos, produtos derivados da Cannabis sativa foram prescritos por mais de 800 médicos brasileiros. Segundo levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, divulgado em maio de 2018, 4.617 indivíduos já têm autorização para importar o produto para uso próprio. 

 

O marco para o início dos tratamentos legais aconteceu em 2014, quando a Justiça autorizou a importação do medicamento para Anny Fischer, na época com cinco anos. Ela sofre de uma forma grave de epilepsia e chegava a apresentar de 30 a 80 crises convulsivas por semana antes do tratamento com CBD.

 

Presente no evento, a mãe de Anny, Katiele Fischer, afirmou que precisou enfrentar muitos preconceitos de outras pessoas e até mesmo internos. “Minha criação foi assim: fui ensinada que, quando a pessoa fuma maconha, ela vai sair roubando, matando”, contou à plateia. No entanto, ao descobrir que a filha reagia de forma tão positiva à substância, percebeu que a realidade é completamente diferente e se tornou uma militante no assunto.

 

A atriz Claudia Rodrigues também deu seu depoimento sobre os benefícios do CBD. Diagnosticada com esclerose múltipla em 2000, ela disse que a substância foi responsável por uma redução significativa do tremor nas mãos. “Soube do CBD por uma amiga cuja mãe tinha mal de Parkinson. Iniciei o uso em março do ano passado. Eu tomo um remédio muito forte que trinca minha boca, parece que estou drogada. Com o canabidiol, eu relaxo. Faz uma diferença enorme”, relatou.

 

Questionada sobre a visão da classe artística sobre o assunto, Claudia ressaltou que é importante diferenciar o uso recreativo do medicinal. Ainda assim, afirmou que toda militância em torno da descriminalização é positiva. “Se você gosta para brincar, tem gente que precisa, então levanta essa bandeira mesmo”.

 

Norberto Fischer, diretor de assuntos institucionais da empresa, Katiele Fischer, Claudia Rodrigues e Rachel Apollonio | Foto: Divulgação

 

De acordo com o advogado Ricardo Handro, a atual luta no Brasil é pela regulamentação do CBD. Para isso, ele diz que só faltam “vontade política, clareza e foco no interesse público”. “A aprovação do canabidiol no Brasil já ocorreu. Nós temos hoje a possibilidade de importação direta por todo paciente que pode ter uma receita médica de qualquer especialidade. O caminho de acesso já existe, mas a via de importação direta traz transtornos logísticos, operacionais e custos. A regulamentação poderia tornar esse processo mais rápido, barato e eficiente”.

 

Apesar de celebrar as conquistas já alcançadas no Brasil, o advogado criticou ainda decisões da Justiça que autorizam cultivo doméstico de Cannabis para uso medicinal, pela ausência de parâmetros específicos para o tratamento. “A luta pelo acesso à medicina e essas decisões são vitórias dessas famílias, mas nunca poderemos imaginar que o caminho de acesso à medicina é uma autorização judicial na qual a pessoa seja autorizada a fazer o próprio remédio”, ponderou. “A dificuldade de aferição de indicadores e dosimetria nos faz avaliar essa situação como uma anomalia jurídica, uma situação precária que existe na ausência da norma”.

 

NOVOS MEDICAMENTOS

Durante o evento, a HempMeds Brasil apresentou uma nova conquista para os pacientes que utilizam derivados da Cannabis: dois novos medicamentos, com maior concentração de CBD em comparação a outros produtos da empresa. O médico Junior Gibelli explicou que os produtos beneficiarão principalmente pacientes que precisam de altas doses da substância.

 

“A dosagem é embasada no peso do paciente, normalmente os médicos prescrevem de 2 mg a 5 mg por quilo. Se eu tenho um paciente que pesa 100 kg, por exemplo, que toma 5 mg por quilo, serão 500 mg por dia. As medicações que eu tinha disponíveis acabavam muito rápido. O paciente, então, precisava comprar entre quatro e cinco frascos por mês para fazer o tratamento. Nós precisamos fazer um produto mais concentrado para que esses pacientes que usam dose mais alta tenham um tratamento mais barato por mês, o que também facilita a adesão”, afirmou.

 

Além de favorecer os pacientes, o médico defende que o uso do CBD seria positivo para o governo.  O profissional acredita que, se a substância for incluída no rol do Sistema Único de Saúde (SUS), haverá redução considerável de gastos, já que não será necessário manter internados pacientes com enfermidades que podem ser tratadas com canabidiol. “A gente precisa que o SUS e que os órgãos públicos entendam isso, que a curto prazo vai ser uma relação de ganho para o paciente, que vai ter uma melhora, e para o SUS, que vai ter uma redução no investimento que ele tem para controlar patologias de difícil controle”, ressaltou.

Bahia deve ter 7 policlínicas inauguradas no primeiro semestre de 2019
Foto: Divulgação

O Secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou que o estado deve inaugurar sete policlínicas até o fim do primeiro semestre de 2019. Ao todo, foram investidos mais de R$160 milhões.

 

Os sete municípios que receberão as policlínicas serão: Jacobina, Paulo Afonso, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Vitória da Conquista, Itabuna e Simões Filho. Até o final do ano, são previstas outras cinco policlínicas, nos municípios de Escada, Narandiba, Ribeira do Pombal,  São Francisco do Conde e Barreiras.

 

Atualmente, a Bahia possui oito policlínicas regionais em funcionamento que atendem cerca de 4 milhões de pessoas. O secretário afirma que o índice de satisfação está próximo de 100%.

 

As Policlínicas Regionais oferecem atendimento para até 18 especialidades diferentes. Além disso, realizam diagnóstico por imagem, incluindo tomografia e ressonância.
 

Mutirão de combate à tuberculose oferece consultas e exames gratuitos em São Cristóvão
Foto: Agência RBS

A Fundação José Silveira (FJS) realiza nesta sexta-feira (22) um mutirão de combate à tuberculose, em São Cristóvão. A ação faz parte da celebração do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado em 24 de março.

 

O atendimento acontece a partir das 13h, em uma unidade móvel estacionada na sede do Conselho de Moradores, no Vale Dunas do Abaeté. Serão oferecidos consultas e exames gratuitos para diagnóstico da doença. Os interessados devem apresentar documento de identidade e cartão do SUS.

 

Ainda como parte da programação, a FJS promove uma sessão científica no Instituto Brasileiro para Investigação de Tuberculose (Ibit), na manhã desta sexta. Os médicos e pesquisadores Bruno Bezerril e Eduardo Martins Netto apresentarão os dados mais atuais e questões desafiantes no combate à doença, como a associação com o diabetes, o tabagismo e os casos multirresistentes, entre outros.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, a Bahia é o segundo estado do Nordeste com o maior número de pessoas com tuberculose. São mais de 4 mil casos registrados anualmente no estado.

Mulher morre após cinco horas de 'sexo intenso' sem interrupção
Foto: Shutterstock

Uma mulher de 32 anos morreu, na Colômbia, após passar mal depois de cinco horas ininterruptas de "sexo intenso". Segundo o jornal La Republica, a vítima, que foi identificada apenas como "A Fera", sofreu um ataque cardíaco.

 

O caso aconteceu em um motel na cidade de Cáli. O companheiro da mulher, que não teve nome divulgado, chamou o serviço de emergência. No entanto, devido à demora do socorro, ele a levou para a emergência de um hospital universitário. A vítima já chegou à unidade de saúde morta.

 

De acordo com informações da polícia, o casal havia usado drogas para prolongar a relação sexual.

Pronto Atendimento é inaugurado pelo Hapvida Saúde em Lauro de Freitas
Foto: Divulgação

O Sistema Hapvida inaugurou nesta quarta-feira (20) um novo Pronto Atendimento no município de Lauro de Freitas. Localizada na Av. Santos Dumont, a unidade possui 10 consultórios de emergência, laboratório de  análises clínicas e salas para a realização de exames de imagem.

 

Durante a cerimônia, o superintendente da rede própria do Hapvida, Anderson Nascimento, destacou que essa inauguração faz parte do processo de expansão da operadora, aliada ao propósito de qualidade e eficiência em custos. “Queremos continuar levando saúde a mais pessoas. Em breve, lançaremos a segunda etapa do nosso Hospital que vai tornar melhor a vida de quem vive nesta região”, pontuou.

 

O novo pronto atendimento vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h,  e aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 19h para emergência adulto. Já a emergência pediátrica opera de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Viver Bem: Psicóloga alerta pais sobre casos de violência e abusos nas escolas
Foto: Pixabay

O ambiente escolar é tido por muitas famílias brasileiras como um segundo lar para crianças e adolescentes. Porém, em João Pessoa (PB) e em Suzano (SP) essa percepção foi transformada durante esta semana. A mudança de pensamento se deu após apreensão de quatro adolescentes – entre 14 e 17 anos – acusados de abusar sexualmente de uma criança de oito anos no banheiro de uma escola tradicional da rede privada. Já em Suzano, o fato ocorreu quando um adolescente de 17 anos e um jovem de 25 invadiram as dependências de uma escola da rede pública e dispararam vários tiros contra profissionais e estudantes da instituição, deixando um total de 10 mortes (leia mais aqui). Mas o que leva um jovem a cometer tais crimes?

 

A psicóloga, especialista em terapia familiar da rede Hapvida João Pessoa, Danielle Azevedo, explica que vários são os fatores que podem influenciar pessoas nessa faixa etária a se envolver em casos de criminalidade, que vão desde distúrbios psíquicos, de comportamento até a influência de adultos e bullying. 

 

Por isso, ela faz um chamamento aos pais ou responsáveis pela criança ou adolescente: “Os pais devem sempre estar cientes de tudo. Deve existir uma fiscalização sobre os conteúdos acessados na internet. É preciso conhecer os amigos, a família deles, estar dentro do ambiente escolar, entendendo como é o comportamento em sala de aula, acompanhar de perto a vida como um todo da criança. Estejam presentes integralmente. Acompanhem atentamente a vida dos seus filhos”, recomenda.

 

Abuso sexual - Em casos de abuso sexual contra uma criança praticados por um adolescente, como o ocorrido em uma escola particular de João Pessoa, segundo Danielle é preciso uma investigação rigorosa sobre a situação psíquica dos jovens para entender o que motivou tal situação. “Primeiro porque é possível que haja manifestação pela questão do desejo sexual, levando em consideração que a adolescência é a fase da explosão hormonal. Assim como posso estar falando de distúrbios de comportamentos sexuais que não seguem a normalidade, que é o caso da pedofilia, pode-se tratar de uma patologia ou até da influência por uma pessoa de maior idade. ”, explica.

 

A especialista também alerta para os casos ocorridos no ambiente virtual. É sabido que cada vez mais as crianças e os adolescentes vêm tendo acesso aos dispositivos móveis mais cedo, consequentemente, o acesso a redes sociais e sites tornam-se precoce. Desse modo, Danielle reforça para que os pais e responsáveis estejam atentos aos conteúdos acessados por crianças e adolescentes, pois o ambiente virtual também é um espaço destinado a prática da exploração sexual infantil. 

 

Seja qual for o tipo de violência sofrida ou praticada por uma criança ou adolescente sempre haverá sinais que apontam para um possível sofrimento. “Não querer ir mais para escola, isolamento, comportamento de regressão comportamental, dificuldades com relação a sono, fome. São vários os anúncios”, afirma a psicóloga.

 

DIÁLOGO

A especialista em terapia familiar também explica que o diálogo é sempre o melhor caminho. “Antes de tudo os pais precisam estruturar muito bem o diálogo dentro de casa, pois a partir daí é possível se entender sentimentos, comportamentos que envolvem o isolamento, os cuidados de estar próximo à criança, de atentar para como estar o corpo, pois há crianças que não dão indícios de que estão sendo molestados e sem contar que as vezes o próprio abusador ele acomete as vítimas com ameaças ou oferecendo coisas que a criança pode vir a ganhar”, alerta.

 

O bom diálogo ainda passeia pelo processo educativo, no sentido de mostrar as crianças e adolescentes que eles são donos do próprio corpo e isso assegura o direito de entender que certas partes do corpo não devem ser tocadas por outras pessoas. Dentro de casa é preciso falar sobre sexualidade, não no sentido de induzir a prática sexual, mas sim, com informações que passeiam pelo âmbito pedagógico acerca do assunto. 

 

CONSEQUÊNCIAS

Quem sofre ou já sofreu algum tipo de violência sexual sabe que esta é uma experiência que deixa marcas para o resto da vida. A psicóloga explica que as consequências são as mais diversas. “Existe até quem chegue na fase adulta com dificuldades de se relacionar afetivamente, sexualmente, alguns entraves de amizade, de confiança, autoconfiança, controle emocional, são várias esferas que podem ser afetadas. Mas também há quem consiga viver e superar o luto, afinal houve uma violação do corpo e é como se a pessoa não fosse ela própria. Porém, superar não é uma regra”. 

 

BUSCANDO AJUDA

Quando um pai ou uma mãe desconfia que o filho está sendo violentado sexualmente deve buscar ajuda. Para isso, existem canais a exemplo das delegacias especializadas nesse tipo de crime e que fazem esse processo de acolhimento, bem como, os conselhos tutelares dos bairros. 

 

Apesar de haver estes canais, Danielle Azevedo afirma que “dependendo de como a vítima esteja abalada emocionalmente é interessante buscar ajuda psicoterápica não só para vítima, mas até mesmo para própria família que acaba adquirindo instabilidade emocional dependendo de como este fato esteja acontecendo”.

 

CASO SUZANO

No caso ocorrido na região metropolitana de São Paulo, não há como se comparar da mesma forma, pois salvos relatos havia um histórico de bullying. Além de ferramentas de jogos e é possível pensar em transtorno de personalidade. “Não é possível afirmar o que acontece, se existe algo por trás disso”, afirma Danielle e reforça: “o diálogo é sempre o caminho para evitar casos de violência”.

ANS sugere novas formas de remuneração para médicos e hospitais
Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por regular o mercado de planos de saúde no país, lançou nesta quarta-feira (20), um guia para a implementação de modelos de remuneração baseados em valor. O documento apresenta propostas que as operadoras dos planos podem adotar para remunerar profissionais, clínicas e hospitais. A iniciativa tem como objetivo melhorar a qualidade do serviço e racionalizar o uso dos recursos, evitando gastos desnecessários.

 

O diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, afirmou em entrevista à Agência Brasil que o modelo atualmente hegemônico no Brasil é o pagamento por procedimento. "A cada atendimento, exame, cirurgia, é feito um pagamento ao prestador, não importando a qualidade do serviço, e não importando o resultado em saúde para aquele paciente. O Brasil é, por exemplo, o campeão mundial em realização de ressonância magnética. Isso ocorre porque há um estímulo à produção. Os profissionais ganham quanto mais eles produzirem. Os novos modelos de remuneração baseados em valor propõem mudar essa lógica, remunerando quanto mais saudável for a população".

 

O profissional avalia que a remuneração por procedimento, de um lado, obriga os profissionais a produzirem mais para serem remunerados adequadamente, e, de outro, gera gastos desnecessários. "Temos um setor que vem observando uma escalada de custos nos últimos anos impressionante. O crescimento não é nem aritmético, é exponencial. E no final das contas, acaba comprometendo a capacidade de pagamento da população, que não consegue se manter nos planos, cada vez mais caros", disse.

 

O guia sugere mais de dez modelos em que os pagamentos se vinculam ao resultado em saúde. Um deles, conhecido como capitation, envolve o repasse de uma quantia de dinheiro para uma unidade de saúde, que deverá geri-lo com autonomia, tendo porém a responsabilidade de manter indicadores positivos considerando a população atendida. Segundo Rodrigo, estudos apontam que esse modelo estimula a adoção de ações preventivas, evitando novas doenças que onerariam a rede.

 

Outra proposta é a remuneração por episódio, já adotado em outros países. Nesse caso, o plano de saúde repassa ao hospital e aos profissionais o valor referente a um tratamento completo desde os exames diagnósticos, e não mais o valor de cada procedimento separadamente.

 

As operadoras não são obrigadas a adotar as novas formas de remuneração. O guia apresenta apenas como sugestão os modelos que a ANS considera adequados. Ao propor as melhores práticas, o órgão também acredita que o documento ajuda a identificar e combater modelos que visam unicamente reduzir custos.

Rastreamento do Câncer de Mama chega nesta sexta ao município de Mansidão
Foto: Divulgação

O município de Mansidão recebe, a partir desta sexta-feira (22), o programa Saúde sem Fronteiras Rastreamento do Câncer de Mama. Serão oferecidas mamografias gratuitas para mulheres com idade de 50 a 69 anos.

 

Os exames serão realizados em uma unidade móvel estacionada na Praça da Independência. O atendimento acontece das 7h às 18h, até 27 de março. As interessadas devem apresentar documento de identidade, cartão do SUS e comprovante de residência.

 

De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), a meta é atender 746 mulheres. Para as pacientes com diagnóstico positivo, o tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico será realizado em unidades de alta complexidade em oncologia.

Quinta, 21 de Março de 2019 - 07:30

Farmacêuticas bancam testes genéticos para ver 'match' com drogas contra câncer

por Cláudia Collucci | Folhapress

Farmacêuticas bancam testes genéticos para ver 'match' com drogas contra câncer
Foto: Agência Brasil

Em parceria com médicos, empresas farmacêuticas estão bancando testes genéticos que definem se pacientes terão ou não benefícios com determinados remédios. Cada análise chega a custar R$ 5 mil.

Hoje, para tumores de pulmão, mama, intestino, próstata e melanoma, existem várias opções de drogas oncológicas, de acordo com cada alteração genética. O teste genético, feito na amostra do tumor, pode indicar quais remédios são mais eficazes.

Há uma discussão ética se esse tipo de oferta não induziria a uma venda casada: a farmacêutica oferece o exame e, se for identificada uma mutação para a qual ela produz uma droga inibidora, já teria cliente garantido para medicações que custam dezenas de milhares de reais.

No ano passado, três multinacionais farmacêuticas (AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb e Pfizer) firmaram uma parceria inédita para oferecer de graça a testagem genética para a identificação correta de certos tumores de pulmão, cujo tratamento correto depende desses testes.

Com a mesma amostra de tumor retirada para biópsia, são feitos três testes para identificação de diferentes subtipos da doença (a mutação EGFR, a translocação ALK e a expressão de PD-L1).

A parceria fez com que o tempo de diagnóstico do tipo de tumor passasse de 90 para 17 dias. Antes, o paciente demorava um mês para testar cada uma das três mutação. Também tinha que se submeter a várias biópsias.

"É uma doença bastante agressiva, e o timing é muito importante. Se existe tratamento efetivo, o quanto antes for iniciado, melhor", afirma Sandra Monteiro, diretora da área de negócios em oncologia da AstraZeneca. A empresa tem 1.600 médicos cadastrados em seu programa.

Na opinião dos médicos e da indústria, não há risco de conflitos de interesse na oferta de testes porque eles não se destinam a uma droga específica. Por exemplo, para o câncer de pulmão com a mutação EGFR, existem atualmente quatro remédios fabricados por três farmacêuticas.

"As farmacêuticas patrocinam o teste, mas não existe nenhum vínculo direto [com a prescrição]. Não é um teste pago pela empresa A porque ele só serve para a droga A", explica o oncologista Helano Freitas, líder em pesquisa clínica do A.C.Camargo Cancer Center.

Segundo ele, esses programas da indústria facilitaram a vida do doente. "Antes, ele tinha que pagar individualmente por cada um desses testes."

Rodrigo Munhoz, oncologista no Hospital Sírio-Libanês e no Icesp (Instituo do Câncer do Estado de São Paulo), diz que, embora fique claro que o objetivo das farmacêuticas com esses programas é identificar pacientes candidatos às suas drogas, o médico tem total autonomia na escolha.

"Nenhuma indústria oferece o teste com a contrapartida da prescrição. Você pede o teste ao laboratório [pago pela indústria], ele te passa o resultado, e a companhia nem fica sabendo dele, há sigilo total."

Além dos testes genéticos, algumas farmacêuticas também oferecem aos médicos programas que cuidam de toda a logística (coleta do material e envio para análise) e depois, se a sua droga for prescrita, passam a orientar o doente como ter acesso a ela e administrar o seu uso.

"A maioria dessas drogas custa entre R$ 5.000 e R$ 60 mil. A gente ajuda o paciente a produzir uma documentação, com dados técnicos da doença, para que ele tenha mais chance de a operadora ou o SUS pagar", diz a enfermeira Luciana Lauretti, sócia da AzimuteMed, que desenvolve programas para as farmacêuticas.

Segundo ela, não há incentivo ou ajuda para se buscar essas drogas pela via judicial. "É tudo de acordo com a legislação, do que já é permitido. Em 40% dos casos, afirma, o paciente consegue a droga que precisa seja por meio dos planos de saúde seja pelo SUS.

No caso do câncer de pulmão, essas novas drogas-alvo voltadas para mutações genéticas específicas têm sido revolucionárias.

"Hoje não adianta mais só saber que você tem um adenocarcinoma de pulmão. Tem que fazer testes moleculares porque em cerca de 60% dos casos haverá uma alteração molecular crucial para o tumor. E aí existem terapias-alvos que bloqueiam essas vias", explica Helano Freitas, do A.C.Camargo.

Segundo ele, para quatro dessas alterações há remédios já aprovados. Por exemplo, quem tem a mutação EGFR, presente em 23% dos pacientes, e toma uma das drogas inibidora dessa alteração, consegue um controle por mais tempo da doença do que quando só se faz o tratamento quimioterápico.

"A sobrevida dessas pessoas hoje é mais do que o triplo, às vezes o quádruplo, de quem tem o adenocarcinoma usual, sem a mutação [que não é candidato à terapia-alvo]." Nesse último caso, a sobrevida é de 11 meses, em média.

Freitas diz que, além da maior sobrevida, os pacientes têm também melhor qualidade de vida. "Tenho um paciente que defendeu doutorado após diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão com metástase no cérebro. Essa realidade a gente não via há dez anos."

A primeira droga para a mutação EGFR, eficaz para 20% dos pacientes de câncer de pulmão, está disponível no Brasil desde 2007, mas só em 2013 entrou para o rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Em junho do ano passado, foi incorporada ao SUS, mas só está disponível em poucos centros oncológicos.

Por isso, segundo Freitas, a maioria dos serviços do SUS nem faz os testes genéticos porque o paciente não terá acesso à medicação. "Nessa situação, nem adianta saber se tem a mutação A ou B."

"Por mais que se tenha o teste oferecido pela indústria, não adianta ter acesso a essa informação se não tem a droga para oferecer. É um problema que a gente lida no dia a dia", reforça Rodrigo Munhoz, do Sírio e do Icesp.

A droga-alvo para câncer de pulmão relacionado à translocação ALK, presente em 5% dos pacientes em média, não é oferecida no sistema público. "Os remédios que servem para essa alteração custam entre R$ 30 mil e R$ 40 mil por mês. E o SUS paga R$ 1.062 por mês [para tratamentos oncológicos]. Não dá para colocar a culpa nos serviços", diz Helano Freitas.

Com mais de 100 casos confirmados, Amazonas antecipa vacinação contra gripe
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O governo federal e o governo do Amazonas decidiram antecipar para esta quarta-feira (20) o início da campanha de vacinação contra a gripe Influenza A no estado. De acordo com dados da rede Sentinela Epidemiológica, foram notificados neste ano, no Amazonas, 666 casos suspeitos da doença e confirmados 107.

 

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, informou que 28 pessoas morreram devido à gripe no estado. Segundo a Agência Brasil, sete em cada dez apresentavam problemas de saúde diversos, de asma até obesidade mórbida.

 

Kleber acrescentou que a circulação do vírus H1N1 no Amazonas ocorreu mais cedo do que o verificado nos anos anteriores.

 

CAMPANHA NO BRASIL

A campanha nacional de vacinação será iniciada na primeira quinzena de abril, prazo também antecipado em relação à imunização feita nos anos anteriores. Em todo o país, serão aplicadas 64 milhões de doses contra a gripe, o equivalente a 30% do total da população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (209 milhões).

 

Conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha de vacinação dará prioridades a mulheres grávidas e que deram luz nos últimos 45 dias. Também terão prioridade as crianças de 1 ano a 5 anos, 11 meses e 29 dias. Na comparação com ano passado, a faixa etária de vacinação das crianças foi ampliada em um ano.

Quarta, 20 de Março de 2019 - 15:10

Sinta-se leve: Você está preparada para pular a fogueira?

por Lidiane Angelim

Sinta-se leve: Você está preparada para pular a fogueira?
Foto: Divulgação

Terminada a folia momesca me deparo no consultório com dois tipos de pacientes: aquele que parou sua vida em função do Carnaval e aquele que integrou a folia a sua rotina de forma que a música que tocasse não influenciasse no seu ritmo. E você? Se identifica com qual dos dois? A péssima notícia é que quem deixou de se cuidar para pular atrás do trio sem o devido cuidado à rotina alimentar terá que correr um pouco mais atrás do trio da realidade. A boa é que estamos aqui já a postos auxiliando nessa nova maratona.

 

Mas Lidiane, tenho que viver me privando dos bons momentos da vida? Da fartura das festas comemorativas? Não é pedir demais não? Eu e todos os profissionais ligados à área de saúde e qualidade de vida não pedimos nada. Orientamos. A decisão de “em qual bloco sair” cabe somente ao paciente. Nosso papel? Facilitar e ensinar. Facilitar por meio de técnicas e tratamentos. Ensinar como deve ser sua forma de encarar a alimentação e os bons hábitos em prol do seu maior bem: você. As festas sempre irão existir, os excessos também precisam de controle pra manter o seu trio em perfeito funcionamento.

 

Nessa lista de bons hábitos, vale refletir acerca das trocas, do que consumir nos buffets de all inclusive, da moderação na hora de ingerir bebida alcóolica e por aí vai. O prazer deve (e está, acredite) muito além da comida. Compreensível faltar a academia ou dispensar a caminhada depois de perder uma noite de sono, o segredo está no equilíbrio, nas compensações.

 

Quem já voltou a rotina, parabéns! Quem ainda não, sugiro acelerar o processo, pois o tempo – como já cantado por aí – voa e já, já você pode pensar “já esperei até agora, vou deixar pra depois do São João”. Nada disso. Recomece, reavalie, corra atrás. Em junho vai ter amendoim, vai ter bolo, vai ter canjica, mas vai ter ainda mais disposição para pular a fogueira daquilo que atrapalha a conquista dos seus objetivos. Conte conosco!

Quarta, 20 de Março de 2019 - 15:10

A cada 60 minutos, uma criança ou adolescente morre por arma de fogo

por Folhapress

A cada 60 minutos, uma criança ou adolescente morre por arma de fogo
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A cada 60 minutos, uma criança ou um adolescente morre no Brasil em decorrência de ferimentos por arma de fogo. Entre 1997 e 2016, mais de 145 mil jovens com até 19 anos faleceram em consequência de disparos acidentais ou intencionais, como em casos de homicídio e suicídio. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pela Sociedade Brasileira de Pediatria. 

De acordo com o estudo, que considerou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, em 2016, ano mais recente disponível, foram registrados 9.517 óbitos entre crianças e adolescentes no país. O número é praticamente o dobro do identificado há 20 anos -4.846 casos em 1997- e representa, em valores absolutos, o pico da série histórica.

O levantamento mostra que, a cada duas horas, uma criança ou adolescente dá entrada em um hospital da rede pública de saúde com ferimento por disparo de arma de fogo. Entre 1999 e 2018, foram registradas quase 96 mil internações de jovens com até 19 anos no SUS (Sistema Único de Saúde).

DESPESAS
As principais causas externas de morte por arma de fogo nessa faixa etária estão relacionadas a homicídios (94%), seguidos de intenções indeterminadas (4%), suicídios (2%) e acidentes (1%). No caso das internações, embora as tentativas de homicídio continuem na liderança (67%), é bastante expressivo o volume de acidentes (26%) envolvendo arma de fogo.

A avaliação contabilizou ainda as despesas diretas do SUS com pacientes atendidos após contato com armas de fogo. Nos últimos 20 anos, as internações de crianças e adolescente provocadas por disparos custaram mais de R$ 210 milhões aos cofres públicos.

O estudo considerou causas de morbidade hospitalar e mortalidade identificadas nas bases oficiais do Ministério da Saúde como acidentais, suicídios ou tentativas de suicídio, homicídios ou tentativas de homicídio e intenções indeterminadas.

Após ação da PF, Secretaria de Saúde de Salvador diz que irá contratar novas empresas
Foto: Divulgação

Após a operação da Polícia Federal batizada de Kepler nesta quarta-feira (20), a Secretaria de Saúde de Salvador (SMS) informou que fará licitação para contratar novas empresas a fim de substituir as atuais, que são investigadas por fraudes em contratos e desvios de recursos públicos.

São investigados pela PF o Instituto Médico Cardiológico da Bahia (IMCB), que foi alvo na operação Copérnico, e o Instituto Médico de Gestão Integrada (Imegi) (veja aqui).

Em nota, a SMS comunicou ainda que não foi feito pagamento às empresas e tem cobrado o ressarcimento aos cofres públicos. Além disso, a secretaria informou que determinou abertura de processo administrativo para penalização.

"A Prefeitura de Salvador comunica que, ao longo dos últimos anos, a Secretaria Municipal de Saúde vem prestando sempre com brevidade todas as informações solicitadas pelos órgãos de controle. [...] A Prefeitura não tinha tido ainda acesso aos autos da investigação,  [mas]o corpo técnico da Secretaria prestou todas as informações e forneceu todos os documentos solicitados, estando à disposição para prestar qualquer esclarecimento complementar caso seja necessário", diz outro trecho da nota. 

Quarta, 20 de Março de 2019 - 11:20

Alvo da PF, Imegi ganhou R$ 47,4 milhões em contratos com a prefeitura de Salvador

por João Brandão / Rodrigo Daniel Silva

Alvo da PF, Imegi ganhou R$ 47,4 milhões em contratos com a prefeitura de Salvador
Foto: Divulgação

Alvo da Operação Kepler, que foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (20) (clique aqui), o Instituto Médico de Gestão Integrada (Imegi) ganhou R$ 47,4 milhões em contratos com a prefeitura de Salvador nos últimos três anos, conforme dados da Transparência do Executivo baiano.

De acordo com fontes oficiais ao Bahia Notícias, os contratos são investigados na ação desta quarta. Dono do Imegi, Aluisio Almeida Santos, teria sido alvo de um dos 10 mandados de busca e apreensão.

O instituto tem contratos desde 2016 com a prefeitura. O primeiro contrato foi feito em 29 de janeiro, na gestão do ex-secretário de Saúde, José Antônio Rodrigues, que foi substituído por Luiz Galvão em maio do ano passado.

Ex-BBB Marcos Harter será investigado por comer durante cirurgia
Foto: Reprodução / Instagram

O ex-BBB Marcos Harter, que é cirurgião plástico, será investigado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná devido a uma fotografia na qual aparece comendo enquanto realizava uma cirurgia. A imagem foi publicada pelo próprio médico nas redes sociais.

 

"Quando você está no auge da profissão, atendendo pacientes que vêm de fora do país pra operar o nariz com você... Dae (sic) vem Deus e com a fome lhe mostra que você é igual a todos e que, sem a ajuda dos outros, você simplesmente não é ninguém. Meu muito obrigado a toda minha equipe que sempre me ajuda a realizar o meu sonho de realizar o sonho dos outros", escreveu.

 

Na publicação, Marcos diz estar no Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba. Ele aparece operando um paciente, enquanto sua auxiliar lhe dá comida na boca.

 

Segundo o jornal Extra, a direção técnica do hospital será ouvida para entender se o profissional atua na instituição e se realmente comeu durante o procedimento cirúrgico. Após a apuração, "abre-se sindicância para investigar se aconteceu alguma falha", informou o CRM em nota. Caso seja identificada violação ética, o ex-BBB será condenado a uma pena que varia de advertência confidencial a suspensão do exercício profissional por 30 dias e cassação do registro.

PF deflagra operação para desarticular esquema na Secretaria de Saúde de Salvador
Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagra na manhã desta quarta-feira (20), em conjunto com a Controladoria Geral da União–CGU, a Operação Kepler, com o objetivo de desarticular esquema criminoso de fraude à licitação, superfaturamento, desvio de recursos públicos, peculato e lavagem de ativos na contratação de Instituto de Saúde para gestão complementar de unidades de saúde UPA e Multicentros, todas vinculadas à Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS).

Cerca de 50 policiais federais, com apoio de 16 auditores da CGU, cumprem 10 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos entes envolvidos no esquema investigado, dentre eles órgãos públicos, empresas e residências. Conforme apurado durante as investigações, as licitações eram direcionadas a beneficiar um instituto contratado, o qual terceirizava, através de contratos superpostos e genéricos, parcelas do serviço a empresas recém constituídas e vinculadas ao próprio Instituto, tudo como mecanismo de retornar os valores das subcontratações em benefício de seus representantes e para suposto pagamento de propina a servidores vinculados à SMS/PMS.

Até o momento, foram identificados pagamentos, em razões dessas contratações fictícias, que ultrapassam R$ 2 milhões.

As investigações apontam para a existência de superfaturamento de cerca de R$ 8 milhões, com potencial de desvio ainda maior, vez que que os contratos continuam em vigência e plena execução.

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 17ª Vara Criminal Especializada da Seção Judiciária do Estado da Bahia, tendo por objetivo a localização e apreensão de elementos de provas complementares dos desvios na contratação pública investigada, participação de servidores públicos, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro. Além de elementos de cunho probatório, a Justiça Federal determinou a apreensão de bens de valor e veículos, como forma de acautelar a reparação do prejuízo aos cofres públicos.

O nome da operação faz referência ao astrônomo e astrólogo alemão, Johannes Kepler, tido como sucessor de Nicolau Copérnico, uma vez que é um desdobramento da Operação “Copérnico”, deflagrada pela Polícia Federal no ano de 2016, quando foi desarticulada uma organização criminosa enraizada no poder público, envolvendo servidores públicos e prefeitos de diversos municípios da Bahia, com casuística semelhante ao esquema agora investigado.

Saúde anuncia ações para garantir recertificação de erradicação do sarampo
Foto: Ag

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (19) um pacote de ações com o objetivo de garantir, nos próximos 12 meses, a recertificação do Brasil como país livre do sarampo. Após a confirmação de um caso endêmico da doença registrado no Pará em 23 de fevereiro (veja aqui), o Brasil perderá o título concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

 

“Iniciamos a gestão, no atual governo, com taxas de imunização muito baixas. Elas atingiram um pico em 2003, mas, no geral, de lá para cá caíram ano a ano até chegarem perto de 80% no ano passado. Não é o patamar ideal. Temos que elevá-la acima a 95%”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Nosso plano consiste em encaminhar medidas importantes ao Congresso Nacional, como a exigência do certificado de vacinação, não impeditiva, de ingresso na escola e no serviço militar. Reforçaremos, ainda, o monitoramento da vacinação, por meio dos programas de integração de renda e como norma para os trabalhadores de saúde”.

 

Em nota, o ministério informou que as ações fazem parte de um conjunto de medidas para os primeiros 100 dias de governo. O pacote inclui ainda a melhora nos sistemas de informação e monitoramento para medidas de prevenção e controle; a ampliação das estratégias a adesão da população à imunização; o acerto com estados e municípios estratégia para fomentar a oferta local de salas de vacinação em horário diferenciado; a instituição de uma “força tarefa” para apoiar os Estados e Municípios na investigação e manejo de casos de doenças imunopreveníveis e a realização de uma ampla campanha de multivacinação, entre outra ações.

Saulo e Psirico comandam festa com renda revertida para Obras Sociais Irmã Dulce
Foto: Divulgação

O cantor Saulo Fernandes e a banda Psirico irão comandar a festa Tudo Oquei na Bahia, no dia 31 de março, a partir das 16h, na Pupileira. O evento marca o 13º aniversário da produtora baiana Oquei Entretenimento e toda a receita do evento será revertida para as Obras Sociais Irmã Dulce, entidade filantrópica fundada em 1959, localizada no Largo de Roma, na Cidade Baixa.

 

 A instituição criada pela freira, que foi reconhecida como beata pelo Vaticano, abriga um dos maiores complexos de saúde gratuitos do país, atendendo cerca de 3,5 milhões de usuários a cada ano, entre elas pessoas com deficiências e mobilidade reduzida, pessoas em situação de rua, usuários de substâncias psicoativas, idosos e jovens em situação de risco. Os ingressos custam R$ 80 (pista) e R$ 120 (Lounge).

Saúde da Mulher: Hospital baiano é referência em aparelho reprodutor feminino e mama

Com dois anos de funcionamento completados em janeiro de 2019, o Hospital da Mulher acolheu, até fevereiro, mais de 350 mil mulheres entre atendimentos médicos e atendimentos realizados pela equipe multiprofissional. Atualmente, o equipamento é considerado o maior hospital dedicado às doenças específicas do aparelho reprodutor feminino do Brasil.

 

A unidade oferece internamento hospitalar nas especialidades de clínica médica e cirúrgica, hospital-dia, internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimento ambulatorial, procedimentos de diagnose e terapias e demais serviços de apoio assistencial. São 136 leitos, sendo 10 de UTI. Em novembro de 2017, a unidade também passou a contar com o serviço de Oncologia Clínica, que dispõe de 20 poltronas para infusão de quimioterápicos, com capacidade de atender até 840 pacientes por mês. Desde a inauguração do serviço, mais de 1.100 mulheres já foram atendidas. Com a inauguração dessa ala, o HM passou a ser uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

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