Estudo sugere que pintar e alisar cabelos aumenta câncer de mama em pessoas negras
Foto: Ilustrativa

Um estudo publicado pela revista International Journal of Cancer nesta semana sugeriu que tingir alisar os cabelos com frequência pode ser perigoso, especialmente para a população negra. Isso porque a pesquisa investigou a relação destes procedimentos com o aumento de casos de câncer de mama e cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos EUA disseram que mulheres afro-americanas estão em grupo de risco.

 

"Observamos um risco aumentado de câncer de mama associado ao uso de químicos para alisamento e tintura, especialmente entre mulheres negras. Estes resultados sugerem que o uso destes produtos podem ter um papel importante no desenvolvimento da doença", disseram os pesquisadores em um comunicado, de acordo com divulgação do G1.

 

Ainda segundo a nota, a pesquisa analisou a relação entre o risco da doença com o uso de produtos colorantes e responsáveis por fazer alisamentos ou permanentes nos cabelos em mais de 50 mil mulheres norte-americanas com idades entre 35 e 74 anos.

 

A partir disso, o estudo, que durou seis anos, teve 2.794 das participantes diagnosticadas com câncer de mama e destas, ao menos 55% disseram aos pesquisadores que usavam produtos para estética capilar com frequência. Os pesquisadores apontaram que aquelas que tingiram o cabelo uma vez a cada um ou dois meses apresentaram um risco de 60% de ter câncer de mama.

Sábado, 07 de Dezembro de 2019 - 10:00

Ministro da Saúde diz que canabidiol pode ser incluído no SUS

por Natália Cancian | Folhapress

Ministro da Saúde diz que canabidiol pode ser incluído no SUS
Foto: Erasmo Salomão/MS

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse à reportagem que a pasta deve avaliar a inclusão no SUS de produtos à base de canabidiol. Esse derivado da maconha é conhecido por ter efeitos terapêuticos.

A medida ocorre após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar novas regras para registro desses produtos. Isso que acabaria por permitir sua venda em farmácias.

"Vamos ver qual o escopo que a Anvisa dá. Para o canabidiol já sabemos, e acho que ele se encaixa no SUS. Temos usuários que precisam do canabidiol, e temos feito há muito tempo essa discussão, porque temos crianças com crise convulsiva reentrante [sucessivas]."

Uma eventual inclusão no SUS, porém, seria apenas "dentro do que tem demonstração técnico-científica", diz o ministro.

Desde 2015, quando a Anvisa passou a permitir a importação de produtos como óleos à base de canabidiol, ao menos 7.786 pacientes já obtiveram esse aval. Os casos mais frequentes são epilepsia, autismo, dor crônica e doença de Parkinson.

O alto custo desses produtos, de ao menos R$ 1.200 ao mês, no entanto, tem levado a um aumento de ações judiciais que obrigam o SUS e planos de saúde a fornecerem o produto aos pacientes.

Só em São Paulo, o número de ações judiciais que determinam que o estado forneça remédios e produtos derivados da Cannabis cresceu 18 vezes em quatro anos, como a Folha de S.Paulo mostrou em outubro.

Já o Ministério da Saúde gastou em 2018 cerca de R$ 617 mil para comprar remédios, mais do que o dobro do ano anterior --R$ 277 mil. Neste ano, foram dispensados R$ 124 mil até agosto.

Segundo Mandetta, a pasta deverá chamar os conselhos federais de farmácia e medicina para debater os impactos da decisão da agência.

Ao mesmo tempo em que diz ver a possibilidade de distribuição do canabidiol, ele critica a inclusão nas normas que permitem o registro de produtos que contenham THC (tetrahidrocanabinol). A substância também é derivado da maconha alvo de estudos, mas vista com ressalvas pela pasta por "dar barato".

O texto aprovado prevê a cobrança de receitas tipo B (azul, como as usadas para medicamentos com algumas substâncias psicotrópicas) para produtos com até 0,2% de THC.

Ele também exige receitas do tipo A (amarela, para entorpecentes e psicotrópicos, semelhante à usada para morfina) para aqueles acima desse valor --mas apenas para pacientes terminais ou sem outra alternativa terapêutica.

Para Mandetta, a agência fez uma opção "fora do campo científico" ao permitir um aval a produtos sem todos os testes que comprovem eficácia e segurança. 

"Temos de ver agora as indicações e para que isso se aplica. Mas, quando começa uma coisa assim e ninguém demonstra com estudo randomizado, que é chato de fazer, vejo com certa desconfiança. Não acredito em panaceia, em coisa que serve para tudo."

O teste randomizado a que se refere o ministro é um tipo de protocolo, considerado padrão-ouro, no qual dois grupos de pacientes são formados aleatoriamente, um deles para o tratamento a ser testado e outro para o padrão, o que permite comparações de taxas de sucesso.

Nos últimos meses, o ministério já havia emitido um parecer em que recomendava à agência que concedesse o registro apenas ao canabidiol, e somente para casos de epilepsia refratária, quando não há resposta aos tratamentos convencionais.

A posição, no entanto, foi interpretada como restritiva por membros da agência. Isso porque o único medicamento à base de Cannabis já registrado no país, chamado de Mevatyl e indicado para tratamento de espasmos em pacientes com esclerose múltipla, é composto principalmente por THC, além do canabidiol.

Em nota, a pasta diz que, com base em consulta aos conselhos de farmácia, medicina e sociedade de neurologia, "encontra respaldo científico para o uso do canabidiol, em situações como crise convulsiva reentrante". "O uso do THC, no entanto, não tem amparo no meio medicinal", informa.

A decisão da Anvisa ocorreu na terça-feira (3). Inicialmente, a agência também discutia dar aval ao plantio da maconha para pesquisa e produção de medicamentos por empresas, mas a medida foi rejeitada por três votos a um.

Associações de pacientes afirmam que a restrição deve fazer com que os preços fiquem mais altos, uma vez que as empresas interessadas em produzir no Brasil terão de importar matéria-prima semielaborada.

Já Mandetta classificou a decisão contrária ao plantio de "bom senso". Ele ainda fez críticas ao processo de debate na agência. 

"A Anvisa trabalhou muito numa ilha, muito isolada, e debateu pouco com as instituições. As decisões têm sido tomadas sem levar em consideração outros impactos no sistema", disse.

Questionada, a Anvisa disse que a decisão de aprovar a proposta de regular produtos à base de Cannabis foi tomada "depois de consulta pública com ampla participação da sociedade e de consultas dirigidas igualmente representativas".

RBN Digital atinge recorde de mais de 218 mil ouvintes no mês de novembro

A RBN Digital conquistou um recorde de ouvintes no mês de novembro de 2019, com mais de 218 mil reproduções. O número é o maior desde o lançamento da rádio do Bahia Notícias, em maio de 2017, e consolida a curva de crescimento da emissora registrada ao longo do ano – a quantidade de ouvintes aumentou três vezes no comparativo entre janeiro e novembro.

 

Com programação musical e conteúdos exclusivos, totalmente produzidos e apresentados pela equipe da RBN Digital e do Bahia Notícias, a rádio vive um momento importante com investimentos em novos produtos. “A RBN Digital reúne o que há de melhor no entretenimento e no jornalismo, deixando o nosso ouvinte bem informado ao mesmo tempo em que curte uma excelente programação musical”, ressalta o sócio-diretor Ricardo Luzbel.

 

A rádio possui programas como “Prorrogação Esportiva”, “Geração Z”, "Minuto do Esporte", “Time Machine”, “Pimenta Malagueta” e o podcast recém-lançado pelo Bahia Notícias, “Terceiro Turno”. Com boletins de notícias a cada uma hora, a RBN Digital ainda traz o comentário político do editor do Bahia Notícias, Fernando Duarte, diariamente às 7h e às 12h30.

 

Para acompanhar a emissora digital basta acessar a loja de aplicativos para celular - no iOS (baixe aqui) ou no Android (baixe aqui) - ou também pelo próprio site da BRN Digital www.rbndigital.com.

Protocolo 'Testou, Tratou' é responsável por redução de 59% nos casos de Aids na Bahia
Foto: Agência Brasil

A Bahia reduziu em 59,49% o número de casos de Aids diagnosticados entre 2017 e 2018. Dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) revelam que, em 2017, 1.817 pessoas descobriram a doença, enquanto no ano passado o número caiu para 736. Em 2019, até novembro, foram registrados 687 novos casos.

 

Carla Bresse, integrante da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Sesab, atribui a queda vultuosa à adoção do protocolo "Testou, Tratou", instituído a partir de 2013 pelo Ministério da Saúde. “Existiam alguns critérios que as pessoas uma vez diagnosticadas precisavam atingir, como valores CD4 e carga viral, para então iniciar o tratamento”, explicou Bresse. O novo protocolo passou a determinar que após uma pessoa ser diagnosticada, deveria iniciar imediatamente o tratamento para o HIV. “Essa é a resposta para a redução dos números”, cravou a profissional. 

 

A diretora destacou a importância de entender a diferença entre a Aids e o HIV. “Casos de Aids são aquelas pessoas que são portadoras do vírus HIV e que adoeceram. Os casos de HIV são todas as pessoas que são portadoras do vírus. Ainda existe uma associação achando que é a mesma coisa”, esclareceu Carla. 

 

Outra iniciativa apontada por Bresse como ponto positivo e que contribuiu com o índice de manifestação da doença foi a descentralização do diagnóstico.  “Hoje os 417 municípios do estado da Bahia têm acesso ao teste rápido e isso melhora nossa sensibilidade para o diagnóstico”, comentou. Ela acredita que descentralizando esse acesso a tendência é de aumentar o número de testes realizados e casos diagnosticados.

 

A notificação ao Ministério da Saúde sobre os diagnósticos de Aids e HIV foram iniciadas em 1980. Desde então o estado registrou 35. 823 casos da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. 

 

BRASIL TEM AUMENTO DE 21% 

Apesar dos resultados na Bahia indicarem uma melhora, no geral a situação vivida no Brasil é diferente. O país teve um aumento de 21% no número de infecções pelo vírus HIV, que causa a Aids, desde 2010. O imunologista Claudilson Bastos acredita que a população, principalmente os mais jovens, vem se descuidando. “A geração atual vive algo diferente da geração da década de 1980, em que muitas pessoas tinham a Aids como aquela imagem de Cazuza na revista Veja. Hoje muitas vezes as pessoas estão se descuidando”, analisou.

 

Apesar do crescimento de casos nacionalmente, o imunologista destaca as possibilidades de portadores de HIV e Aids conseguirem conviver com o vírus. “Com a terapia combinada de antiretrovirais cada vez mais eficazes e seguros, com menos efeitos colaterais, a pessoa consigue viver sua vida sem problemas, normal, trabalhando, fazendo exercícios físicos, se alimentando, com encontros sociais”, disse Claudilson.

 

No entanto, ele fez um alerta: é muito importante que os portadores se submetam e se comprometam com o tratamento. Segundo o especialista, o fato de não fazer o tratamento regular, abandoná-lo em certos momentos, pode fazer com que o vírus crie resistência, e com isso existe a possibilidade de desenvolver a Aids.

 

O imunologista avalia positivamente a política de controle do HIV brasileira. Para ele, se trata de uma “política de saúde eficaz” e os governos atuam de forma proativa. “O Brasil tem tratamento gratuito, pelo SUS, e uma diversidade muito grande de medicamentos antirretrovirais”, comentou.

Sexta, 06 de Dezembro de 2019 - 20:20

Conselheiros aprovam Plano Estadual de Saúde da Bahia

Conselheiros aprovam Plano Estadual de Saúde da Bahia
Foto: Reprodução/ Instagram

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) definiu o Plano Estadual de Saúde (PES) 2020-2023. O instrumento de gestão foi apresentado pelo secretário de Saúde Fábio Vilas-Boas, nesta sexta-feira (6), durante a 267ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Saúde. Os conselheiros aprovaram o texto.

 

Além do PES, também foi apresentado a Programação Anual de Saúde (PAS) 2020, outro instrumento de gestão, que traz previsão orçamentária, com base na Lei orçamentária anual do mesmo período.

 

Na ocasião, Vilas-Boas destacou que entre os compromissos está a ideia de fortalecer o projeto potencialização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) de forma regionalizada, ampliando a equidade de acesso, garantindo a integralidade e a segurança do paciente. Ele pontuou que o Governo do Estado está investindo em abertura de novas unidades, além da ampliação de hospitais da rede da Secretaria da Saúde do Estado. “Entregaremos o Hospital da Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, o Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas, a Maternidade de Camaçari. O objetivo de todo este investimento é que o paciente tenha seu problema resolvido na região que mora”.

 

Durante a reunião ainda foram apontados outros compromisso, como o aperfeiçoamento das ações de vigilância, proteção, promoção e prevenção em saúde nos territórios e em todos os níveis de atenção; fortalecimento da Atenção Básica de forma integrada e resolutiva; promoção da valorização do trabalho e do trabalhador no SUS-BA; potencialização da atenção Hematológica e Hemoterápica à população da Bahia; aprimoramento da Gestão Estratégica em Saúde, ampliando os canais de comunicação com a sociedade e o exercício do controle social; e também da Gestão Estratégica em Saúde, ampliando os canais de comunicação com a sociedade e o exercício do controle social.

Ipirá: TJ-BA determina retirada do município dos inadimplentes do estado
Foto: Reprodução / YouTube

Uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a retirada da gestão de Ipirá do Sistema Integrado de Consignação Online (Sicon), plataforma que reúne os inadimplentes do estado. A decisão, publicada nesta sexta-feira (6), revoga a inscrição ocorrida após a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) alegar que o município deixou de prestar contas das reformas no Hospital Municipal.

 

A liminar foi concedida pelo desembargador Ivanilton Santos da Silva, que entendeu que a demora na retirada do município rol de negativados vai causar mais danos para a administração pública.

 

O município entrou com um mandado de segurança contra a Sesab, justificando que a falta de prestação de contas seria de responsabilidade do ex-secretário Jorge Solla. Com isso, a administração municipal pediu a instauração de um procedimento de tomada de contas especial, excluindo automaticamente o município do cadastro negativo.

 

Nos autos, a gestão municipal declarou que existe a “obrigatoriedade de excluir o nome do município do rol de inadimplentes quando da Instauração da Tomada de Contas Especial”.

 

O nome negativado permanece, mesmo após a “adoção de todas as medidas requeridas por lei”, o que, segundo a prefeitura, tem causado inúmeros transtornos, “pois, devido a pendência lançada no Sicon, o município de Ipirá encontra-se sem poder realizar novos convênios e os deputados impossibilitados de empenhar verbas destinadas à comunidade”.

Gêmeas com condição rara não acordam desde que nasceram, há seis meses
Foto: Reprodução/TV Globo

Gêmeas nascidas no Pará há seis meses apresentam uma condição rara que faz com que elas permaneçam desacordadas desde o nascimento.

 

As irmãs Ana Júlia e Ana Sofia não esboçam reações. Os médicos que acompanham o caso delas classificam o estado das gêmeas como "comatoso", quando o paciente tem apenas reflexos primitivos e está em sono profundo.

 

Conforme reportagem do G1, o hospital onde elas estão internadas ainda não conseguiu identificar o que causa a condição. Uma das suspeitas é de que  chegar as gêmeas sofram de um caso raro de "erro inato do metabolismo".

 

As gêmas não respiram sem a ajuda de aparelhos e são alimentadas através de sonda gástrica. "O hospital está realizando um estudo sobre isso para determinar qual é realmente a doença. Erro inato do metabolismo foi o diagnóstico por exclusão, mas não é o definitivo. Estão muito comatosas. Elas só têm os reflexos primitivos. Elas não acordam. Elas têm convulsões constantes", explicou a médica Helena Coelho, pediatra intensivista da UTI.

Irlandesa sofre queimadura na gengiva após procedimento de clareamento dos dentes
Foto: Reprodução/Facebook

Uma jovem irlandesa sofreu uma grave queimadura na gengiva após se submeter a um procedimento de clareamento dos dentes. Aoife Wills sofreu uma reação depois da aplicação de um produto em uma clínica de estética na cidade de Monaghan, na Irlanda, no último final de semana.

 

A jovem Aoife atribuiu a reação ao fato da profissional que realizou o procedimento não ter aplicado um gel protetor no local. De acordo com matéria do site Extra, além da queimadura, a mulher ficou com uma mancha preta acima dos dentes da frente.

 

Fotos da queimadura foram compartilhadas nas redes sociais pela irlandesa. A intenção dela foi de alertar outras pessoas interessadas em clarear os dentes com profissionais não habilitados para o procedimento e a um baixo custo.

Cidades baianas recebem mutirão de atendimento para prevenção do câncer de pele
Foto: Angelo Esslinger / Pixabay

Mutirões com o objetivo de atender e alertar a população sobre o câncer de pele acontecerão nesta sábado (7) em Salvador, Alagoinhas, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Jequié, Vale do São Francisco e Santo Antônio de Jesus.

 

O atendimento acontece a partir das 8h e segue até às 13h. Em Salvador, o atendimento vai ser realizado no Hospital Aristides Maltez e no Hospital Geral Roberto Santos. No interior o mutirão vai ocorrer nos municípios de Alagoinhas (Policlínica Municipal de Alagoinhas), Feira de Santana (Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana), Vitória da Conquista (Centro de Saúde DST-Aids), Jequié (USB Almerinda Lomanto), Vale do São Francisco (Universidade Federal do Vale do São Francisco - Liga Acadêmica de Dermatologia e IST) e Santo Antônio de Jesus.

 

Em 2019 a Bahia registrou mais de 1.500 internações por câncer de pele, de acordo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os dados apurados pela entidade junto a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) ainda indicam que cerca de 180 pessoas morreram em razão da doença.

 

De acordo com a SBD, qualquer pessoa pode comparecer a um dos postos e ser avaliado por um dermatologista, principalmente aqueles que apresentarem sintomas como pintas com mais de três cores que se modificou ou apareceu recentemente; ferimento na pele que não cicatriza; ou sinal que está inflamando ou sangrando.

 

Os documentos necessários para a consulta são RG ou algum documento de identificação com foto, cartão do SUS e comprovante de residência.

Quinta, 05 de Dezembro de 2019 - 17:00

São Francisco do Conde recebe novo Caps e Academia da Saúde

São Francisco do Conde recebe novo Caps e Academia da Saúde
Foto: Alberto Coutinho/ GOVBA

Um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e uma Academia da saúde foram inauguradas e já estão a disposição da população de São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Os equipamentos foram inaugurados pelo governador Rui Costa nesta quinta-feira (5), e contaram com um investimento de cerca de R$ 2,4 milhões.

 

"Este equipamento tem a função de abrigar os profissionais e receber as pessoas que precisam de atendimento em um ambiente adequado, pessoas que estão em tratamento e precisam de apoio psiquiátrico, psicológico e também apoio a dependentes químicos", discursou o governador do estado.

 

Rui ainda destacou a importância da saúde preventiva. "Saúde se dá a partir do momento que as pessoas possam fazer procedimentos preventivos. Por isso inauguramos há uma semana a policlínica em Dias D'Ávila, teremos outra aqui também em São Francisco do Conde, para fazer atendimento em 19 especialidades, além de exames, como colonoscopia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros".

Viver Bem: Proteção solar é o melhor remédio contra o câncer de pele
Foto: Divulgação

Números do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que anualmente surgem cerca de 180 mil novos casos de câncer de pele e, quando descobertos no início, as chances de cura aumentam em até 90%. Esse cenário colabora para a necessidade da população ficar ainda mais alerta aos sinais da doença.


No calendário da saúde, o dezembro laranja é voltado para a prevenção do câncer de pele e um dos aliados nessa luta é, sem dúvidas, o protetor solar. Uma questão a ser observada é que o produto não é o único aliado na guerra contra a doença. “Quando se fala em proteção solar, é preciso unir o uso do filtro a roupas específicas, óculos escuros e chapéus para se alcançar o objetivo”, pontua a dermatologista do Hapvida Saúde, Roberta Guedes. Ela orienta ainda que a proteção não é somente para momentos de recreação, sendo importante o uso diário, em qualquer exposição ao sol. “Saiu de casa, deve-se se usar o protetor solar”, frisa.


De acordo com a especialista, quem têm olhos verdes ou azuis, pele clara e ruivas naturais estão entre as pessoas com maior predisposição à doença. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maior as chances de cura durante o tratamento. Procurar o dermatologista é o primeiro passo para que o médico possa fazer toda análise e recomendar o tratamento adequado”, orienta.  Entre os principais sinais que podem ajudar nessa rápida percepção da doença estão o aparecimento de manchas vermelhas que coçam, sinais ou nódulos sangrando e ferimentos que não cicatrizam há mais de um mês.


CUIDADOS
Durante a exposição ao sol, sobretudo entre 9h e 16h, os cuidados devem ser redobrados por este ser o período de maior radiação dos raios ultravioleta. A indicação de Roberta é usar o protetor solar, de no mínimo fator 30 e reaplicá-lo a cada duas horas e toda vez que tomar banho.  Sobre a quantidade ideal, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda a utilização de uma colher de chá de protetor solar no rosto e três colheres de sopa espalhados pelas demais partes do corpo.

Pessoas que escovam os dentes no mínimo 3 vezes ao dia protegem o coração, revela estudo
Foto: Bruno Glatsch / Pixabay

Para além da saúde bucal, escovar os dentes contribui para o coração. Um estudo publicado no European Journal of Preventive Cardiology apontou que a falta de higiene bucal pode levar bactérias ao sangue, e aumentar as chances de uma infecção generalizada no organismo, condição que potencializa os riscos de batimento cardíaco irregular e insuficiência cardíaca.

 

Para chegar a essas conclusões os pesquisadores responsáveis pelo estudo analisaram mais de 160 mil participantes do Sistema Nacional de Seguro de Saúde da Coreia. Os voluntários tinham idades entre 40 e 79 anos, sem histórico de fibrilação atrial ou insuficiência cardíaca.

 

Os cientistas submeteram os participantes foram submetidos a um exame médico de rotina entre 2003 e 2004. E ainda reuniram informações como a altura, peso, exames laboratoriais, doenças, estilo de vida hábitos de higiene bucal.

 

Resultados da pesquisa trazidos em reportagem da revista Galileu indicam que durante 10 anos e meio quase 5 mil (3%) casos de fibrilação atrial e quase 8 mil (4,9%) episódios de insuficiência cardíaca foram registrados.

 

Os pesquisadores identificaram que escovar os dentes três ou mais vezes ao dia foi associado a um risco 10% menor de frequência cardíaca irregular e a um risco 12% menor de insuficiência cardíaca.

 

No estudo, os pesquisadores afirmam que o resultado não foi influenciado por fatores como idade, sexo, condição socioeconômica, exercício físico regular, consumo de álcool ou índice de massa corporal.

Por dia, 20 crianças são diagnosticadas com câncer pelo SUS; BA soma 325 casos em 2019
Foto: Divulgação

A cada dia mais de 20 crianças e adolescentes com idades de zero a 19 anos são diagnosticadas com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A constatação foi feita pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com base no Painel de Monitoramento do Tratamento Oncológico (Painel-Oncologia), do Ministério da Saúde.

 

A entidade aproveitou a informação para chamar a atenção para a necessidade do diagnóstico precoce da doença que mais mata nesta faixa etária. Ao analisar os dados a SBP identificou que mais de 41 mil crianças e adolescentes receberam resultados positivos de exames para identificar neoplasias entre 2013 e novembro deste ano.

 

Na Bahia nesse período foram diagnosticados 2.348 casos. Em 2019, somente entre janeiro e novembro o número foi de 325 casos. No país o total chegou aos 6.289 casos diagnosticados neste ano.

 

A presidente da Sociedade Brasileira de Pediatri, Luciana Rodrigues Silva, avalia que os números confirmam a importância da detecção do câncer em seus estágios iniciais. Ela ressalta que o diagnóstico cedo melhora as chances de cura, aumenta a possibilidade de sobrevida e impacta na qualidade de vida dos pacientes. “É importante valorizar as queixas das crianças e levá-las regularmente ao pediatra. Na maioria das vezes, elas sinalizam para doenças comuns da infância, mas em alguns casos pode ser uma condição mais séria”, argumentou.

Balançar a cabeça para tirar água dos ouvidos pode acabar causando danos cerebrais
Foto: Pexels/Pixabay

A prática comum de balançar a cabeça para tentar tirar água do ouvido pode causar danos cerebrais. O estudo da Universidade Cornell em parceria com o Instituto Politécnico da Virgínia, dos Estados Unidos, responsável pela constatação, revelou ainda que as crianças são mais suscetíveis ao problema.

 

Os resultados foram apresentados na reunião anual da Divisão de Dinâmica de Fluidos da Sociedade Americana de Física, em Seattle.

 

O motivo apontado pelos pesquisadores foi de que as crianças possuem canais auditivos mais estreitos, e com isso retêm com maior facilidade tanto micróbios quanto água. Esse estreitamento torna mais difícil retirar a água do ouvido das crianças do que dos adultos. 

 

“Nossa pesquisa foca principalmente na aceleração requerida para pôr a água para fora do canal auditivo”, disse em comunicado o líder do estudo, Anuj Baskota, de Cornell. “A aceleração crítica que obtivemos experimentalmente em tubos de vidro e canais auditivos de mentira impressos em 3D girou em torno de 10 vezes a aceleração da gravidade para orelhas do tamanho das de uma criança, o suficiente para fazer mal ao cérebro”, explicou um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

 

De acordo com reportagem da revista Super Interessante, os cientistas mediram a intensidade da força necessária para expulsar a água entalada. Para isso eles utilizaram tubos de vidro com diâmetros variados, que eram réplicas de canais auditivos de pessoas reais. Eles ainda imprimiram em 3D e com base em tomografias computadorizadas orelhas falsas que foram associadas aos tubos. A intenção era de que a simulação fosse o mais realista possível.

 

Depois dos aparatos elaborados, os pesquisadores conseguiram medir a aceleração que a cabeça precisava atingir para desobstruir tubos de diferentes tamanhos, e que representavam pessoas diferentes.

 

Uma das conclusões a que eles chegaram foi de que existem soluções mais simples e eficazes para destampar um ouvido entupido do que aplicar uma muita força a ponto de danificar o cérebro. Entre elas está a opção de deitar de lado ou então dar uns puxões no lóbulo da orelha. Quando essas soluções não derem conta, o jeito é usar líquido contra líquido.

Quinta, 05 de Dezembro de 2019 - 00:00

Bahia registra 736 novos casos de Aids em 2018; veja cidades com maior número

por Jade Coelho

Bahia registra 736 novos casos de Aids em 2018; veja cidades com maior número
Foto: Divulgação

Salvador foi a cidade baiana com o maior número de casos de Aids diagnosticados em 2018, de acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). O mês de dezembro é referência na conscientização e combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). A condição crônica é causada pelo vírus HIV, que danifica o sistema imunológico e interfere na habilidade do organismo de lutar contra outras infecções.

 

Durante todo o ano de 2018 o estado da Bahia registrou 736 novos casos de Aids. A capital concentrou 313 deles. Feira de Santana, no Portal do Sertão, aparece com o segundo maior índice ao atingir os 54 casos. Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e Teixeira de Freitas, no extremo sul, aparecem em seguida com 20 casos cada uma.

 

As maiores cidades do estado aparecem entre as 10 com os maiores números de casos. Não por coincidência, mas por concentrarem um maior contingente populacional.

 

Os dados indicam que Vitória da Conquista, no sudoeste, contabilizou 18 novos registros em 2018, e Itabuna, no litoral sul, 17 casos. O município seguinte na lista das dez cidades baianas com maior incidência de novos casos de Aids é Lauro de Freitas, também na RMS, com 14 ocorrências.

 

Juazeiro, no norte da Bahia, e Porto Seguro, no extremo sul, empatam com 13 registros. Por fim está Simões Filho, na RMS, que somou 11.

 

Na Bahia, a Sesab vai realizar durante todo o mês de dezembro ações que buscam sensibilizar a população quanto à importância do acesso à informação adequada sobre HIV, sobre a evolução dos métodos de prevenção e de tratamento.

 

Nesta quinta-feira (5), haverá distribuição de preservativos na Fonte Nova, antes do jogo do Bahia com o Vasco da Gama e também acontecerá o IV Seminário Posithivamente, na Associação Baiana de Medicina (ABM), promovido pela Unaids.

 

Até o dia 16 de dezembro, o calendário de atividades na capital baiana prevê também a inauguração de uma nova farmácia municipal com dispensação de antirretrovirais, no Comércio, e a realização do Seminário de Atualização em HIV e AIDS para gestores de saúde de Salvador – do projeto Viva Melhor Sabendo Jovem Salvador, feito em parceria entre GAPA Bahia, UNICEF, UNAIDS e Secretaria Municipal de Saúde, através do SAE São Francisco. Além disso, neste dia, das 8h30 às 12h, acontecerá Sessão Solene da Câmara dos Vereadores de Salvador, em alusão ao 1° de dezembro Dia Mundial de Luta contra Aids.

Profissionais do Clériston Andrade fazem curso de diagnóstico de Morte Encefálica
Foto: Reprodução/Google Maps

Profissionais do Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, passaram por uma capacitação para certificação de diagnóstico de Morte Encefálica (ME). A Central Estadual de Transplantes foi a responsável pelas aulas, que aconteceram durante todo o dia nesta quarta-feira (4).

 

A capacitação tem como público-alvo profissionais médicos e seguiu a resolução publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), de dezembro 2017.

 

De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o curso abordou a situação do transplante na Bahia e a realidade atual, aspectos Éticos e Legais para determinação da Morte Encefálica, manutenção do potencial doador de órgãos e aspectos pós diagnóstico de Morte Encefálica.

Quarta, 04 de Dezembro de 2019 - 15:50

Liberação reduz preço de maconha medicinal, diz pioneira da importação

por Paula Soprana | Folhapress

Liberação reduz preço de maconha medicinal, diz pioneira da importação
Foto: 7raysmarketing/Pixabay

Em 2014, quando as dificuldades para o acesso a medicamentos à base de canabidiol, substância derivada da maconha, foram expostas no documentário "Ilegal", que conta a história de Anny, uma menina com epilepsia e a doença rara CDKL5, sua família comprava o remédio da HempMeds Brasil, subsidiária da holding americana Medical Marijuana Inc.

A repercussão foi determinante para esquentar o debate sobre a regulamentação desse tipo de produto no Brasil, cuja importação foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no ano seguinte. Desde então, as empresas viram pouca evolução.

Nesta terça-feira (3), a agência aprovou novas regras ao registro de produtos à base de Cannabis para fins medicinais, incluindo fabricação local e venda na farmácia.

A HempMeds Brasil, considerada a primeira habilitada a importar no país, encarou a medida como um passo importante para a indústria farmacêutica, em especial para reduzir o custo do produto, que tem 50% da formação em dólar.

Essa mudança, porém, não atrai os maiores investimentos, que costumam acompanhar o cultivo. Na avaliação da presidente da empresa, Caroline Heinz, 34, a liberação do plantio dificilmente sai neste governo. Por telefone, ela falou à reportagem de San Diego, na Califórnia, de onde trabalha.

Educação alimentar para crianças deve começar em casa e seguir na escola, avalia nutricionista
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

A fim de combater a obesidade infantil, além de campanhas de conscientização dos pais, é preciso ensinar, desde pequenos, os brasileirinhos a comerem bem e fazerem boas escolhas alimentares. Essa é a opinião da nutricionista Thais Vieira Viana, mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde e professora do curso de Nutrição da FTC.

 

Para ela, os pais devem fazer essa educação em casa, mas ela também tem que estar presente nas escolas. E o ideal seria uma disciplina no currículo das unidades de ensino. “ Mesmo que se tenha educação alimentar dentro de casa, disciplinas voltadas para nutrição para que elas sejam implantadas no currículo das escolas. Assim a alimentação saudável  seria um tema abordado desde os primeiros anos escolares”, justificou a especialista. 

 

A profissional é contra a medida defendida durante um seminário da Organização das Nações Unidas (ONU) de aumentar o preço dos impostos sobre as refeições com excesso de açúcar, para que as pessoas "pensem duas vezes" antes de comprar o produto. Thais acredita que ensinar a população a ler os rótulos seria uma medida mais eficaz.

 

Durante a entrevista a nutricionista ainda falou sobre o consumo de alimentos ultraprocessados, dietas, cuidados com intoxicações alimentares com a bebida e as ceias de Natal e Ano Novo e a prática de jejum intermitente. Confira a entrevista completa na coluna Saúde.

Pesquisadores do RJ fazem nova descoberta sobre ELA, doença causa paralisia irreversível
Foto: Reprodução / TV Globo

Um mecanismo bioquímico envolvido na esclerose lateral amiotrófica (ELA) foi identificado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pessoas acometidos pela doença nervosa sofrem com paralisia grave e irreversível.

 

Reportagem de O Globo destaca que os pesquisadores apontam que o risco de aparecimento da doença está relacionada com a combinação de diferentes variantes de genes que codificam a enzima Sod1. Ela se trata de uma proteína que ajuda a proteger o corpo do estresse oxidativo relacionado ao envelhecimento, mas pode se acumular nas células nervosas.

 

A professora do Instituto de Química da UFRJ Elis Eleutherio, explicou ao veículo que "o acúmulo de agregados proteicos é uma característica importante da ELA e, até hoje, ainda não se compreende perfeitamente por que as proteínas se comportam e se agregam de uma forma inadequada na doença".

 

Elis liderou o trabalho na UFRJ que aconteceu tam conjunto com cientistas da Universidade de Göttingen, na Alemanha.

 

Os resultados foram publicados nesta terça-feira (3) na revista especializada PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

 

A pesquisa revela que o risco de aparecimento da esclerose lateral amiotrófica está ligado a genes que codificam os subcomponentes da Sod1, conforme a reportagem.

Farmacêutico bioquímico Tiago Moraes é nomeado diretor-presidente da Bahiafarma
Foto: Divulgação

O farmacêutico bioquímico Tiago Vidal Moraes, de 42 anos, é o novo diretor-presidente da Bahiafarma. Ele foi nomeado pelo governador Rui Costa com a missão de consolidar o crescimento da companhia e impulsionar novas linhas de produção que visem atender aos mercados governamentais da Bahia e do Consórcio Nordeste.

Natural do Rio Grande do Sul, Tiago Vidal possui mais de 15 anos de experiência na indústria farmacêutica, tendo ocupado as posições de Diretor dos Laboratórios IQUEGO (laboratório oficial de Goiás) e LAFERGS (laboratório oficial do RS).

Possui MBA em Gestão Empresarial e Pós-Graduação em Tecnologia da Saúde pela Universidade de Toronto. Ao longo dos últimos anos vinha atuando como consultor técnico da Bahiafarma para relações internacionais, assuntos regulatórios e modelagem de novos negócios.

Deputados apresentam emenda sobre maconha medicinal para liberar cultivo da erva
Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

Ligados ao Livres, os deputados Marcelo Calero (Cidadania-RJ) e Tiago Mitraud (Novo-MG) apresentaram emenda a projeto que regula a maconha medicinal para liberar o cultivo da erva, de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

Ainda segundo a publicação, o plantio foi vetado pela Anvisa, o que pode encarecer a obtenção de remédios.

Regulamentação do uso medicinal da maconha foi 'importante', mas 'paliativo', diz Cannab
Foto: Reprodução/Unsplash

A aprovação da regulamentação para o uso medicinal da Cannabis no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (3) (leia mais aqui) foi “um passo importante”, mas “paliativo”. A avaliação foi feita por Leandro Stelitano, presidente Associação para Pesquisa e Desenvolvimeno da Cannabis no Brasil (Cannab).

 

A partir da medida, empresas poderão obter o aval para fabricação de produtos em território nacional. Os medicamentos à base da erva serão submetidos à vigilância sanitária e poderão ser comercializados em farmácias.

 

A Cannab, que luta pela democratização do acesso aos medicamentos à base de Cannabis, acredita que há pouca diferença entre a atual regulamentação, que permite a importação dos medicamentos, e a aprovada ontem. “A única diferença agora é a empresa pode importar a matéria prima e manipular o produto aqui no Brasil. Então você vai ter uma diminuição no custo do produto importado. Mas mesmo assim o que nós estamos buscando e que inclusive teve votação agora de tarde na Anvisa e não foi aprovado é que produção e o cultivo local”, explicou Stelitano ao se referir ao arquivamento da matéria que permitia o cultivo.

 

O voto do diretor da Anvisa e relator do texto, William Dib, que permitia o cultivo, foi vencido. A maioria dos diretores da Agência aprovou o voto de Antonio Barra, contra a permissão. O argumento de Barra, único diretor da agência indicado pelo presidente da República Jair Bolsonaro, foi de que os órgãos competentes não se envolveram adequadamente no tema.

 

Com a decisão de proibir o cultivo, as fabricantes autorizadas a produzir produtos com fins medicinais à base de Cannabis precisarão importar o extrato da erva. A regulamentação aprovada pela Anvisa prevê que a importação da matéria-prima seja semielaborada, e não da planta ou de parte dela.

 

A regulamentação prevê requisitos e padrões de qualidade. Além disso, as empresas que atuarem no setor terão que manter pesquisas para comprovar eficácia e segurança dos produtos.  As farmacêuticas ainda terão que ter autorizações da Anvisa e certificados de boas práticas de fabricação. 

 

Stelitano acredita que somente com a liberação da produção e cultivo local da Cannabis o Brasil terá uma “resolução completa”.

 

“Os custos da medicação nessa regulamentação da Anvisa ainda vão continuar caros. O custo só vai diminuir quando o Brasil for um país produtor de Cannabis, é o que a gente está buscando, mas só com decisão do Congresso Nacional”, analisou o presidente da Associação que conta com mais de 300 membros espalhados pelo país.

 

Ele ainda acredita que a decisão desta terça vai congestionar a Anvisa com pedidos e tornar mais difícil e demorado o processo de autorização para importação dos medicamentos.” Um grande problema também nessa regulamentação da Anvisa é que hoje para você solicitar a autorização para importar, demora em média 60 dias, para ter uma resposta. E agora com essa enxurrada de pedidos que vai ter com essa nova regulamentação, esse prazo vai aumentar consideravelmente. Porque a própria Anvisa diz que não tem material humano para dar conta”, argumentou Leandro Stelitano.

 
Terça, 03 de Dezembro de 2019 - 17:00

Venda de maconha medicinal muda o setor farmacêutico no Brasil

por Amanda Lemos | Folhapress

Venda de maconha medicinal muda o setor farmacêutico no Brasil
Foto: Steve Buissinne/Pixabay

Para alavancar o mercado de importação de medicamentos à base de Cannabis é necessário parceria com médicos e conscientização dos pacientes, disse Marcelo Galvão, presidente da importadora Onixcann/Cantera.

Para o executivo, a regulamentação da Cannabis medicinal tem potencial para a mudança na indústria farmacêutica.

Segundo a New Frontier Data, nos três primeiros anos de vendas legais, o setor de medicamentos à base de Cannabis pode atingir o faturamento de R$ 4,7 milhões. Nos cenários analisados pelo estudo, as estimativas de arrecadação de impostos com os medicamentos ultrapassa R$ 1 bilhão por ano.

Ainda de acordo com o estudo, o Brasil pode se tornar o principal player da América Latina com um mercado potencial de US$ 2,4 bilhões (R$ 10 bilhões).

A Cannabis medicinal pode ser usada no tratamento de epilepsia, dores crônicas, autismo, câncer, mal de parkinson, entre outras. “É um recorte grande de doenças que podem ser tratadas com Cannabis, ou seja, tem um potencial para alavancar vendas”, afirmou Marcelo Galvão, no evento Cannabusiness Summit, realizado na Casa Natura Musical na quarta-feira (27).

Nesta terça (3) a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou novas regras para registro de produtos à base de Cannabis para uso medicinal no país. A medida permite que empresas obtenham o aval para fabricação de produtos em território nacional e para a venda em farmácias.

Desde 2015, a Anvisa autorizou 7.780 pacientes a importar medicamentos de Cannabis.

Neste ano, foram feitas duas consultas pela Anvisa sobre a regulamentação e o plantio da Cannabis para fins medicinais. Dos 1.154 que participaram da consulta, 67,8% disseram que as propostas da Anvisa para regulamentação da planta tem impactos positivos. Outros 13,4% afirmaram que as propostas possuem impactos positivos e negativos e 2,3% que possuem impactos negativos. 16,5% dos participantes não responderam a essa pergunta.

Atualmente, o cadastro para solicitar a importação de medicamentos com canabidiol é feito pelo site do governo federal. Os processos envolvem anexar o laudo explicando a necessidade assinado pelo médico e a prescrição do medicamento junto a um termo de responsabilidade. Este processo, segundo a Anvisa, pode demorar até 60 dias.

Desde agosto, o cadastro passou a ser feito pelo governo federal. “Ainda não é possível avaliar se a mudança foi boa ou ruim. Mas quando o registro era feito no site da Anvisa, a análise ficava pronta em dez dias”, diz Matheus Patelli, gerente de operações e marketing da HempMeds Brasil, empresa que importa medicamentos à base de canabidiol. Para o executivo, esse demora também se deve ao aumento da quantidade de pedidos feitos à agência.
 

Ministério da Saúde anuncia R$ 70 mi e 66 novos serviços para pessoas com deficiência
Foto: Reprodução/EBC

Mais de um milhão de pessoas deverão ser beneficiadas com a criação de 66 novos serviços de odontologia e ortopedia, com atendimento especializado às pessoas com deficiência, anunciada nesta terça-feira (3) pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

 

A pasta vai repassar R$ 70,1 milhões por ano para custear os serviços no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Também nesta terça, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o ministro lançou dois guias com orientações para os profissionais de saúde que atuam nas áreas de odontologia e ortopedia. O objetivo, conforme apontado pelo Ministério da Saúde, é de qualificar o atendimento a esse público.

 

Dos 66 serviços anunciados, 20 serão Centros Especializados em Reabilitação (CER), que receberão R$ 41 milhões por ano; oito Centros Especializados para Pacientes com Doenças Raras, com custeio de R$ 17,6 milhões por ano; sete Oficinas Ortopédicas, que receberão R$ 4,5 milhões ao ano; e 31 Centros Odontológicos (CEO), destes, 14 irão integrar à Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência (RCPD), e receberão incentivo a mais de R$ 2,2 milhões ao ano.

Médicos encontram 700 ovos de tênia em cérebro de chinês que comeu carne de porco
Foto: Reprodução Hospital da Universidade de Zhejiang

Um chinês de 46 anos foi hospitalizado depois de comer carne de porco mal cozida. Os médicos identificaram 700 ovos de tênia no cérebro dele e atribuíram à preparação errada do alimento ingerido em um caldo.

 

O homem chegou ao Hospital da Universidade de Zhejiang, no leste da China, com convulsões que se assemelhavam a um quadro de epilepsia. Os médicos responsáveis pelo paciente afirmaram, de acordo com reportagem da revista Galileu, que ele já havia sido hospitalizado antes, com tontura e forte dor de cabeça, mas tinha se recusado a fazer tratamento por não querer gastar dinheiro.

 

O paciente só procurou novamente os médicos e se submeteu aos exames e ao tratamento pela persistência dos sintomas.

 

Os médicos analisaram as imagens do cérebro do paciente e perceberam centenas de calcificações e lesões no órgão. Foi identificado que os ovos no cérebro do chinês eram de Taenia solium. A espécie de verme se desenvolve em porcos e, quando consumida, usa o corpo humano como hospedeiro. Além do crescimento dos próprios vermes, a doença pode aparecer como cisticercose, uma infecção larval resultante da ingestão dos ovos desse animal, os cisticercos. 

Terça, 03 de Dezembro de 2019 - 11:00

Prefeitura de Salvador vai construir USF Vale da Muriçoca por R$ 1,3 milhão

por João Brandão

Prefeitura de Salvador vai construir USF Vale da Muriçoca por R$ 1,3 milhão
Foto: Valter Pontes/Secom

A prefeitura de Salvador vai construir a Unidade de Saúde da Família (USF) Vale da Muriçoca. Conforme publicação no Diário Oficial do Município (DOM) desta terça-feira (3), a construtora JF Prado vai tocar a obra por R$ 1,3 milhão.

A unidade será construída na Rua Sérgio de Carvalho, no bairro da Federação, Distrito Sanitário Barra/Rio Vermelho.

Análise genética do 'barbeiro' pode levar a novo modo de prevenção da doença de Chagas
Foto: Reprodução/Mundo Boa Forma

Considerada um dos maiores problemas de saúde pública na América Latina, a doença de Chagas é objeto de estudo pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O objetivo deles é compreender os elementos envolvidos na cadeia de transmissão da doença de Chagas no semiárido brasileiro.

 

Para isso, os cientistas conduziram um estudo de campo no município potiguar de Marcelino Vieira, onde, em 2015, ocorreu um surto possivelmente causado por transmissão oral. Foram três mortes e 18 casos registrados, todos relacionados ao consumo de caldo de cana processado junto com o vetor do protozoário, no caso o barbeiro (Triatoma brasiliensis), segundo o relato de pacientes.

 

O percevejo da espécie Triatoma brasiliensis – popularmente conhecido como barbeiro – é o principal vetor da doença de Chagas na região estudada. De acordo com a Agência Fapesp, a partir da colaboração com cientistas franceses do Centre Nacional de la Recherche Scientifique (CNRS), os pesquisadores têm trabalhado no sequenciamento do genoma e no estudo do transcriptoma (conjunto de genes expressos) de espécimes de T. brasiliensis capturados no local do surto.

 

A reportagem da Fapesp destaca que através da análise de marcadores genéticos do tipo polimorfismo de nucleotídeo único (SNPs, na sigla em inglês), o grupo de pesquisa desenvolveu estudos de genética de população para entender os processos de especiação e adaptação nesse grupo de insetos. O trabalho tem sido realizado no âmbito do Programa São Paulo Excellence Chair.

 

As análises indicam que os domicílios da cidade de Marcelino Vieira foram invadidos por populações silvestres e domésticas de T. brasiliensis, ambas com alta prevalência de infecção pelo T. cruzi. O cenário, segundo Almeida, é propício para a ocorrência de novos surtos.

 

Os pesquisadores identificaram que 52% dos barbeiros silvestres capturados e 71% dos insetos domésticos estavam infectados pelo protozoário. A alta prevalência da infecção nos espécimes silvestres e a ocorrência de duas linhagens parasitárias diferentes são fatores que, na avaliação dos cientistas, ameaçam os esforços de controle da doença.

 

“Na região do semiárido brasileiro, sobretudo onde ocorrem os surtos, é preciso ter uma compreensão mais precisa sobre os elementos envolvidos na cadeia ecoepidemiológica, pois o risco de infecção pode estar mudando. Fatores socioeconômicos, comportamentais e climáticos podem exercer influência crucial na biologia das espécies de vetores e de parasitas”, explicou Carlos Eduardo de Almeida, professor do instituto de Biologia da Unicamp e coordenador do projeto.

Urandi: Prefeito critica regulação na transferência de pacientes para Guanambi
Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

O prefeito de Urandi, no Sertão Produtivo, sudoeste baiano, Dorival Barbosa do Carmo, criticou o sistema de regulação e transferência de pacientes. Ao site Achei Sudoeste, Dorival, declarou que mesmo que o município providencie o encaminhamento de pacientes ao Hospital Regional de Guanambi (HRG), a unidade leva dias para transferir a pessoa para um centro de saúde com a especialidade e tratamento necessários.

 

O gestor cobrou mais rapidez na regulação para minimizar o sofrimento do paciente e da família. O administrador pediu também mais investimentos e especialidades para o HRG.
 

Unifacs diz que aumentos em curso de medicina estão de acordo com lei
Foto: Reprodução / Youtube

Após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizar uma ação civil pública contra a Unifacs por reajuste abusivo da mensalidade do curso de Medicina (relembre aqui), a universidade disse que os aumentos estão de acordo com a lei.

 

A instituição explicou que o aumento é realizado anualmente e para todos os cursos, estando de acordo com a Lei nº. 9.870 de 23/11/99 e com o Contrato de Prestação de Serviços Educacionais. 

 

"A variação de custos da IES bem como os investimentos que são realizados constantemente para garantir qualidade acadêmica e melhorias de infraestrutura compõem o percentual. Dessa forma, o reajuste praticado está resguardado e completamente alinhado com o exigido pela Lei", disse a Unifacs através de nota.

 

Como argumento, a universidade disse que observa elementos como organização didático-pedagógica, qualidade do corpo docente e infraestrutura diferenciada (laboratórios e equipamentos altamente tecnológicos) e que continuamente a trabalha para preservar a qualidade das atividades e cursos.

 

"A Unifacs reforça que mantém abertos os canais de comunicação com seus estudantes e reafirma seu compromisso com o alunado, sempre primando pela qualidade do curso de Medicina, pautada na legalidade, na transparência, no respeito à comunidade e na sustentabilidade da qualidade de ensino", finalizou a nota.

OMS faz recomendações de testagem para ampliar tratamento do HIV no mundo
Foto: Reprodução/EBC

Com foco nas 8,1 milhões de pessoas que vivem com vírus da imunodeficiência humana (HIV), mas ainda não foram diagnosticadas e, portanto, não têm acesso ao tratamento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez novas recomendações. As diretrizes foram divulgadas neste domingo (1º), Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

 

O objetivo da OMS é ajudar os serviços de saúde a se adaptarem à natureza mutável da epidemia de HIV, de acordo com reportagem da Agência Brasil.

 

“A face da epidemia de HIV mudou dramaticamente na última década”, afirmou, em nota, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Mais pessoas do que nunca estão recebendo tratamento, mas muitas ainda não têm a ajuda de que precisam porque não foram diagnosticadas”, ressaltou.

 

O teste de HIV é essencial para garantir que as pessoas sejam diagnosticadas precocemente e iniciem o tratamento.

 

A OMS defendeu que bons serviços de testagem contribuem com a garantia de que as pessoas que apresentem HIV negativo estejam ligadas a serviços de prevenção adequados e eficazes. A iniciativa, ainda conforma reportagem, pode ajudar a reduzir 1,7 milhão de novas infecções que ocorrem a cada ano.

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