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Governo Federal não repassou recursos novos para vitimas da enchente, afirma Sesab
Foto: Divulgação

A secretária de Saúde da Bahia, Tereza Paim, afirmou que recebeu com surpresa e espanto a atitude do Governo Federal em anunciar, na última sexta-feira (21), recursos velhos como se fossem novos, direcionados a 155 municípios baianos em situação de emergência decorrente das enchentes que provocaram 27 mortes e desalojaram ou desabrigaram 86 mil pessoas. Segundo a gestora da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o que se vê na portaria nº 80 do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União, é uma antecipação de recursos que já eram de direito dos municípios e se desconta ao longo do ano.

 

“É com surpresa e espanto que vemos essa atitude. São mais de 800 mil pessoas afetadas e os municípios encontram-se com estruturas arrasadas, sendo necessário recursos adicionais, não uma antecipação do que já era de direito das prefeituras. O Governo da Bahia tem recuperado pontes, estradas, enviado insumos, medicamentos e profissionais de saúde com recursos próprios e até o momento, o Ministério da Saúde enviou apenas 58 médicos dos 109 prometidos”, afirma a secretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim.

 

De acordo com a portaria ministerial, “o gestor municipal de saúde poderá manifestar interesse pelos percentuais de dedução mensal de 30%, 30%, 20% e 20% ou 40%, 30%, 20% e 10% dos valores [antecipados]”, afirma o documento assinado pelo ministro Marcelo Queiroga. O total estimado para essa antecipação é de R$ 104 milhões para 155 municípios baianos. Com a perda de equipamentos, insumos e até a destruição de Unidades Básicas de Saúde, os municípios lutam para reestruturar os serviços essenciais de saúde e evitar doenças como leptospirose, Dengue, Chikungunya, Influenza A e Covid-19 na população.

Domingo, 23 de Janeiro de 2022 - 18:20

Covid mata quatro vezes mais crianças de 0 a 4 anos no Brasil que maiores de 5

por Raquel Lopes | Folhapress

Covid mata quatro vezes mais crianças de 0 a 4 anos no Brasil que maiores de 5
Foto: Reprodução / FioCruz

Crianças de 0 a 4 anos são mais vulneráveis ao novo coronavírus do que o público infantil de 5 a 11, faixa etária que entrou no plano nacional de vacinação contra a Covid-19.
 

Oficialmente, o Brasil registrou 1.544 mortes de crianças de 0 a 11 anos por Covid-19 desde o início da pandemia. Do total, 324 delas tinham de 5 a 11. Entre 0 e 4, o número de óbitos alcançou 1.220, o que representa quase quatro vezes mais ocorrências que na faixa acima de 5.
 

Levantamento da Vital Strategies -organização global composta por especialistas e pesquisadores com atuação junto a governos- avalia ainda que há subnotificação de dados e projeta a omissão de 2.537 mortes no balanço da Covid.
 

Isso ocorre porque, como não há um diagnóstico do motivo da morte em alguns casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave), os óbitos entram nas estatísticas como SRAG por causa não especificada.
 

Com isso, o total estimado pode chegar a 4.081 mortes de crianças por Covid. Os números chegariam então a 3.249, de 0 a 4 anos, e 832, de 5 a 11 anos.
 

Questionado sobre subnotificações e as estimativas da Vital Strategies, o Ministério da Saúde não se manifestou.
 

A médica epidemiologista e especialista sênior da Vital Strategies Fatima Marinho explicou que existem diferentes motivos que levam à falta de um diagnóstico, como a baixa testagem, colapso no sistema de saúde e acesso desigual à assistência.
 

A SRAG é uma condição do paciente que pode ser causada tanto pelo novo coronavírus quanto por outros vírus respiratórios, como o H1N1, agente infeccioso da Influenza A (gripe). Os dados foram coletados no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe), do Ministério da Saúde.
 

Marinho disse que para chegar a essa projeção foi feita a redistribuição de óbitos de SRAG não especificados considerando a série histórica de anos anteriores à pandemia -no caso 2018 e 2019.
 

O número excedente foi reclassificado como Covid e também por outros vírus respiratórios, como o da Influenza. Houve explosão de casos de mortes não especificadas por SRAG em 2020 e 2021, o que aponta a preponderância do novo coronavírus.
 

"As crianças têm menor diagnóstico de Covid por causa da clínica diferente [sintomas]. Muitas vezes o sintoma de Covid nas crianças é a diarreia, dor abdominal, tosse, não tendo muitas vezes alguns sintomas clássicos como febre, falta de ar. Em paralelo há a baixa testagem que contribui para a não identificação da Covid-19", disse Marinho.
 

Os dados apontam que a Covid-19 tem impactado mais crianças de 0 a 4 anos. Faixa etária que, segundo especialistas, continuará mais vulnerável à doença porque ainda não pode receber vacinas. Em alguns países, já há autorização para imunizar crianças de 3 e 4 anos.
 

No Brasil, há dois imunizantes aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O da Pfizer está liberado para crianças a partir de 5 anos, e a Coronavac, para crianças a partir de 6 anos.
 

Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), concorda que há subnotificação no Brasil. Segundo ele, um maior número de mortes na faixa etária de crianças menores de 5 anos também ocorre em outros países.
 

De acordo o médico, o sistema imunológico dessas crianças é mais imaturo e não responde às infecções como os mais velhos. Por isso, as vacinas de outras doenças já começam nos primeiros meses de vida.
 

"As crianças nessa faixa etária vão continuar mais vulneráveis [para Covid]. Por causa disso, as pessoas elegíveis [crianças mais velhas, adolescentes e adultos] devem tomar a vacina para ajudar a reduzir a circulação do vírus, continuar usando máscara, lavar as mãos", afirmou.
 

A dona de casa Adriana de Godoy Zaniolo, 41, teve seu terceiro filho durante a pandemia em Rio Claro, no interior paulista, ainda no início da campanha de vacinação da Covid no Brasil. Com isso, ela não havia ainda sido imunizada.
 

Nas primeiras horas de vida de Matheus de Godoy Marangoni, o Theusinho, em 10 de março de 2021, a criança foi transferida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
 

Adriana disse que teve uma gestação tranquila, e o filho nasceu saudável. Naquele dia, o bebê começou a gemer como se quisesse chorar e não conseguisse. Além disso, a oxigenação estava baixa.
 

A previsão era que ele logo voltasse para os braços dos pais, mas em cada visita o menino demonstrava piora. Segundo a mãe, foram feitos procedimentos na tentativa de descobrir o que ele tinha. Somente no terceiro dia a família foi informada de que ele estava com Covid.
 

A partir desse momento, os médicos isolaram o bebê e pediram para Adriana também fazer um teste, que deu positivo. No dia seguinte, Theusinho morreu.
 

"Parece inacreditável tudo o que acontece, parece que ainda não caiu a ficha. Tudo pronto esperando meu filho, nasceu tão perfeito e do nada parece que o mundo desaba. Cada vez que nós íamos à UTI o médico não tinha um diagnóstico. A única coisa que eu sei é que toda hora mudava de medicação", disse Adriana.
 

Para evitar incidência de mortes entre os menores, Flávia Bravo, diretora da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações) disse acreditar que as vacinas contra Covid não devem demorar a chegar para faixas etárias abaixo de 5 anos.
 

No entanto, enquanto não há imunizante para esse público, é preciso focar uma maior cobertura entre os que podem se imunizar para controlar a doença e a transmissão.
 

De acordo com a médica, os estudos começaram concentrados nas pessoas que morrem mais, que no caso são os adultos. Há pouco tempo foi estendido o olhar para esse grupo infantil e, agora, é preciso esperar o tempo da ciência, diz ela.
 

São vários fatores levados em conta antes de iniciar a vacinação, como definir a dose correta, o esquema vacinal, entender a expectativa dos eventos adversos. "Não podemos menosprezar os números, e a ciência está buscando a solução para essas idades. Ainda que demore, ela virá. Enquanto isso, tem de proteger os não vacinados vacinando os demais", disse Bravo.
 

O pedido do Instituto Butantan à Anvisa era para usar as doses em crianças a partir de 3 anos. No entanto, a agência entendeu que não existem dados suficientes para reduzir a vacinação contra a Covid-19 até essa idade.
 

O instituto agora aguarda resultados da pesquisa do Chile com crianças de 3 a 5 anos para encaminhá-los à agência reguladora. A previsão é que ocorra ainda neste ano.
 

Em entrevista à Folha, a presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, disse que a farmacêutica pretende apresentar à Anvisa o pedido de autorização de uso da vacina da Covid-19 em crianças de 6 meses a 5 anos neste ano. Em nota, o laboratório afirmou que ainda não há previsão de data da submissão.
 

O Ministério da Saúde prevê em contrato com a Pfizer a possibilidade de adquirir doses para crianças de 0 a 4 anos caso a vacina seja aprovada pela agência reguladora.
 

Não só mortes registram subnotificações, segundo Vital Strategies -as internações também. Dados do Ministério da Saúde apontam 18.326 internações no público de 0 a 4 anos e 6.802 em crianças de 5 a 11 anos.
 

Entretanto, o Brasil já pode ter atingido 92.837 internações em crianças de 0 a 4 anos, e 39.584 em crianças de 5 a 11 anos.
 

Marinho, da Vital Strategies, afirmou que uma política de testagem eficaz é imprescindível para controlar os casos em crianças. Porém, ela apontou que, quase dois anos após a pandemia, ainda não há uma estratégia consolidada quanto ao tema.
 

A médica, no entanto, ponderou que as crianças que não poderão tomar a vacina continuarão vulneráveis e acompanhando as curvas da pandemia -à medida que cresce o número de casos e mortes de doenças, isso ocorre também entre as crianças, mas em uma proporção menor que a de adultos.
 

"A vulnerabilidade ocorre principalmente entre as crianças mais pobres e negras. Muitas já têm muitos problemas respiratórios por causa do meio ambiente em que vivem, moradias precárias, sem saneamento básico, muitas pessoas por cômodo, o que aumenta o risco de doenças transmissíveis, especialmente as respiratórias", afirmou Marinho.
 

 

Em alta pelo 21º dia, Bahia tem maior número de casos ativos da Covid desde março de 2021
Foto: Jefferson Peixoto/Secom

A escalada de casos ativos da Covid-19 segue acontecendo. O estado registrou o 21º dia neste domingo (23) com aumento e chegou a 19.665 registros da infecção, maior número desde 14 de março de 2021. Os dados constam em levantamento feito pelo Bahia Notícias, com base nos boletins diários da secretaria de saúde da Bahia. 

 

O boletim epidemiológico ainda indica que, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.081 novos casos de Covid-19. Nas últimas 24 horas foram 2.727 recuperados e 3 óbitos por conta da doença. Desde o início da pandemia, 27.773 pessoas tiveram óbito confirmado.

 

Até o momento o estado tem 11.049.481 pessoas vacinadas com a primeira dose, 263.623 com a dose única, 9.308.143 com a segunda dose e 2.080.641 com a dose de reforço. Do público de 5 a 11 anos, 22.145 crianças já foram imunizadas.

Domingo, 23 de Janeiro de 2022 - 16:40

Com avanço da ômicron, primeira-ministra da Nova Zelândia cancela casamento

por Folhapress

Com avanço da ômicron, primeira-ministra da Nova Zelândia cancela casamento
Foto: Reprodução / Twitter

Após o país voltar a adotar medidas restritivas para conter o avanço da variante ômicron, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou o cancelamento do seu casamento. "Não sou diferente de milhares de outros neozelandeses que tiveram impactos muito mais devastadores por causa da pandemia", disse Ardern durante coletiva com a imprensa.
 

A data do casamento da primeira-ministra com o apresentador de televisão Clarke Gayford não era pública, mas a imprensa internacional especulava que a data estava próxima. "Isso superará em muito qualquer tristeza que eu experimente", completou Ardern.
 

O anúncio acontece em meio a volta das restrições para combater o coronavírus. A partir de hoje, bares, restaurantes e eventos como casamentos têm de respeitar a lotação máxima de 100 pessoas. Em lugares que não exigem comprovante de vacinação, o número cai para 25.
 

As medidas foram adotadas após a Nova Zelândia registrar nove casos da variante ômicron. Uma transmissão comunitária foi registrada também em uma família que viajou para o Sul do país para uma festa de casamento.
 

O país é conhecido como um dos melhores na gestão para combater a disseminação do vírus. No dia 21 de janeiro, a Nova Zelândia registrou uma média móvel de casos de 13 mil. Ao todo, foram registradas 52 mortes em decorrência da doença.
 

No final do ano passado, o país chegou a abandonar a estratégia de covid zero, mas adotou medidas de testagem e vacinação. Ao longo de 2020, a região foi uma das poucas em relação ao mundo a zerar o número de infecções de coronavírus.

Álcool é uma das maiores causas de internamento por traumas em hospitais
Foto: Freepik

Uma pesquisa mostrou que 31,4% das pessoas internadas por trauma no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HC/FM-USP) apresentavam traços de consumo de substâncias psicoativas.O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e colaboração de pesquisadores do Hospital Universitário de Oslo, na Noruega.

 

O álcool foi a substância mais encontrada, com 23%, seguido da cocaína (12%) e da maconha (5%). Em 9% das amostras de sangue foram encontrados sinais de mais de uma droga. O estudo foi feito entre julho de 2018 e junho de 2019 com pacientes maiores de 18 anos que tiveram lesões traumáticas por acidentes de trânsito, quedas e episódios de violência, como agressões, armas de fogo e esfaqueamentos.

 

Entre os pesquisados, 44% apresentaram algum padrão de consumo prejudicial de álcool. Com idade média de 36 anos, os 376 participantes do estudo, dos quais 80% eram homens, foram recrutados dentro do próprio Hospital das Clínicas. As amostras de sangue eram coletadas depois de os pacientes já estarem estabilizados, no máximo seis horas depois do acidente. Os voluntários também responderam questões socioeconômicas.

 

Segundo a pesquisa, das hospitalizações analisadas, 56% foram causadas por acidentes de trânsito, e quase metade delas envolveu motociclistas. Entre estas pessoas, 31% tiveram resultado positivo em testes sobre uso de entorpecentes. Entre os voluntários do estudo, a prevalência de consumo de substâncias psicoativas era maior em homens (35%), indivíduos entre 18 e 39 anos (41%), solteiros (43%) e pacientes que sofreram traumas no período noturno (44%).

 

“São grupos que tendem a consumir mais drogas e a se expor mais a situações de risco. O álcool ainda é a substância de maior preocupação em relação à saúde pública. O dado interessante é que os mais impactados por esses acidentes foram os motociclistas. Pela primeira vez, motociclistas ultrapassaram pedestres em taxa de letalidade, porque eram o principal grupo atingido. Desde 2018, eles ocupam a primeira colocação, talvez pelo aumento do número de aplicativos de entrega”, disse Henrique Bombana, um dos autores do estudo e pesquisador colaborador do Centro de Ciências Forenses da FM-USP.

 

Bombana destacou que, quanto mais grave o acidente, maior a prevalência do uso de drogas. “Alguns estudos já demonstram que pacientes com lesões traumáticas que fizeram uso de substâncias estimulantes, como cocaína, tendem a ter lesões mais graves do que aqueles que não usaram nada. Nós conseguimos observar, comparando com outros estudos, que também com motoristas no trânsito, a sequência do uso do álcool e drogas aumenta com relação a acidentes e mortes."

 

Treze por cento dos participantes da pesquisa foram hospitalizados em decorrência de atos violentos. Metade apresentava lesões por armas de fogo, um quarto por agressões físicas e um quinto por traumas penetrantes, como esfaqueamentos. Nesse grupo, foi maior a prevalência de uso de álcool e drogas ilícitas (44%) e mais baixa a média de idade (31 anos). Nas agressões físicas, as amostras positivas para entorpecentes chegaram a 75%.

 

As internações provenientes de quedas representaram 32% dos indivíduos, com idade média de 42 anos, dos quais 29% haviam consumido álcool ou drogas ilícitas. O estudo também indicou que a prevalência do uso de cocaína foi maior entre os pacientes e que a combinação entre álcool e cocaína foi a mais encontrada nas amostras dessa investigação.

Domingo, 23 de Janeiro de 2022 - 12:00

Vigilância Sanitária notifica sete restaurantes em Salvador

Vigilância Sanitária notifica sete restaurantes em Salvador
Foto: Jefferson Peixoto/Secom

A Vigilância Sanitária de Salvador (Visa), notificou sete restaurantes, que apresentaram inconformidades sanitárias, no último sábado (22). Ao todo, 12 estabelecimentos do ramo foram fiscalizados, além de 11 escolas da rede municipal, três ambulâncias e 16 serviços de alimentação oferecidos em três eventos.

 

As ações de fiscalização da Visa prosseguem neste domingo (23), com novas diligências em eventos, bares, restaurantes e lanchonetes. De acordo com a diretora da Visa, Andrea Salvador, o trabalho do órgão envolve dezenas de profissionais e tem o objetivo de diminuir os riscos de contaminação dos consumidores, considerando o aumento do número de casos da Covid-19 em Salvador.

 

Para dar suporte ao enfrentamento ao coronavírus, as inspeções estratégicas nas escolas tiveram como foco a orientação das equipes e observância dos critérios sanitários para retomada segura das aulas, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Smed). Já nos demais estabelecimentos, o objetivo é fazer com que os decretos sanitários sejam cumpridos, além de conscientizar a população quanto à importância de cumprir as determinações.

 

Eventos e festas são verificados em caráter educativo para organização das questões sanitárias e garantir a redução dos riscos de contaminação pela Covid-19. Os técnicos conferem detalhadamente itens como armazenamento de produtos e manipulação adequada de alimentos, serviços de saúde instalados, lotação de espaços e dispensação de álcool gel, dentre outros itens.

 

Caso encontre alguma situação irregular, o cidadão pode ligar para o Fala Salvador, através do 156, para realizar a denúncia. As ações ocorrem em parceria com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).

Lauro de Freitas vacina crianças contra Covid-19 neste domingo
Foto: Maína Diniz

Neste domingo (23), Lauro de Freitas dará sequência a vacinação de crianças com comorbidades com idade entre 05 e 11 anos e crianças sem comorbidades na faixa etária entre 9 e 11 anos. A aplicação das doses será das 8h às 12h na Unidade de Saúde da Família São Judas Tadeu, localizada na Itinga. A vacinação de outros públicos estará suspensa neste domingo (23). 

 

Os pais ou responsáveis legais dos pequenos  devem apresentar documento de identificação, comprovante de residência, cartão SUS ou CPF e formulário de autorização para a vacinação devidamente preenchido e assinado, o documento está disponível no site da prefeitura -www.laurodefreitas.ba.gov.br ou no local da vacinação. Para as crianças com comorbidades é necessário apresentar além destes documentos, a original e uma cópia do relatório médico atualizado. 

 

Para receber a dose, é necessário que a criança tenha sido cadastrada no site da prefeitura e não esteja apresentando nenhum sintoma gripal ou respiratório como febre, dor de garganta ou coriza, por exemplo. Após serem vacinadas, as crianças permanecem no local, em observação, por vinte minutos. 

 

Até o momento, Lauro de Freitas já vacinou mais de 600 crianças. A vacinação infantil segue a estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde por ordem de prioridade e escalonada por idade. 

Salvador tem 100% de ocupação nos leitos de UTI infantil; capital possui 20 leitos
Foto: Divulgação/Prefeitura de Salvador

Salvador possui 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátricos ocupados para pacientes com Covid-19. Segundo os indicadores da doença, a cidade tem atualmente 20 leitos abertos e todos estão ocupados, neste domingo (23). 

 

Ao todo, a capital baiana possui 406 leitos ativos, 272 estão ocupados - são 67% de ocupação geral. A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto é de 60%, com 165 leitos abertos e 99 ocupados. Para leitos clínicos adulto, foram disponibilizados 191 leitos, com ocupação de 69%. 

 

Veja:

Foto: SMS

Secretário da Saúde diz que vacina não tem efetividade, mas hidroxicloroquina tem
Foto: Divulgação

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, afirmou em uma nota técnica que vacinas contra a Covid-19 não têm efetividade nem segurança demonstradas, mas que a hidroxicloroquina tem. A afirmação contraria posição da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos especialistas.

 

Segundo o Globo, a posição consta no documento no qual Angotti Neto baseou sua decisão de rejeitar protocolo aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) que contraindica o uso do "kit Covid", ou tratamento precoce, em pacientes em regime ambulatorial, ou seja, que não estão internados.

 

Na nota técnica, o secretário faz diversas críticas ao protocolo aprovado pela Conitec. Uma delas é que teria havido uma "assimetria no rigor científico dedicado a diferentes tecnologias". Para ele, "a hidroxicloroquina sofreu avaliação mais rigorosa do que aquela feita com tecnologias diferentes".

 

Angotti Neto expõe um quadro que compara vacinas com a hidroxicloroquina e outras opções de tratamento: ventilação não invasiva, manobra de prona (deixar a pessoa de bruços e anticorpos monoclonais. Para cada tecnologia, há cinco perguntas, sobre efetividade, segurança, financiamento pela indústria, custo e apoio de sociedades médicas.

 

A vacina aparece como sem efetividade e segurança comprovadas, com alto custo e financiada pela indústria. No caso da hidroxicloroquina, as respostas são todas inversas. Segundo o secretário, a avaliação sobre os imunizantes é baseada em "dezoito ensaios não finalizados, dos quais, oito ainda em fase de recrutamento, nove ainda não finalizaram o seguimento e um finalizado, mas ainda em fase insuficiente para a avaliação de segurança".

 

Já a posição sobre a hidroxicloroquina vem de "treze estudos controlados e randomizados com direções de efeito favoráveis à hidroxicloroquina, com efeito médio de redução de risco relativo de 26% nas hospitalizações (Figura 1), altamente promissor para o uso discricionário e prosseguimento dos estudos".

 

Entretanto, além das vacinas já terem efetividade comprovada, o pneumologista e professor da Universidade de São Paulo (USP) Carlos Carvalho, que coordenou os trabalhos do grupo que elaborou o parecer criticado pelo secretário, afirmou que eles não trataram de imunizantes, já que o Ministério da Saúde não solicitou essa avaliação. Por isso, ele diz que a comparação não faz sentido.

 

"Em nenhum momento nós discutimos qualquer ponto relacionada em vacina, que não foi alvo do pedido do Ministério da Saúde ", afirmou. "Ele (ministro Marcelo Queiroga) pediu parecer nas coisas que havia dúvida, não nas coisas que havia certeza", disse. Para o professor, Angotti Neto tenta mais confundir do que esclarecer. "Ele está usando de argumentos simplesmente para embolar o meio de campo, para trazer confusão para uma situação que é simples. O Ministério da Saúde pediu para um grupo de especialistas fazer uma diretriz. Ou o Ministério da Saúde concorda com a diretriz e publica, ou o ministério discorda e não publica", completou.

 

O grupo de especialistas está agora elaborando um recurso contra a decisão de Angotti Neto, que pode ser apresentado em até dez dias. A expectativa de Carvalho é que ele fique pronto até quarta-feira.

 

Além disso, Carvalho critica a metodologia adotada de comparar tratamentos diferentes. "Você não pode comparar duas formas diferentes, porque o tipo de estudo é diferente, eu não consigo fazer da mesma maneira. Eu não consigo, por exemplo, fazer uma manobra de prona placebo. São estudos com uma formulação diferente", disse. 

Salvador vacina 9,2 mil crianças no último sábado e estratégia é suspensa neste domingo
Foto: Divulgação/PMS

Cerca de 9,2 mil crianças entre 05 e 11 anos foram vacinadas contra a Covid-19, durante a segunda edição da estratégia “Dia da Criança é Dia de Vacina”, ocorrida no último sábado (22), em Salvador. Neste domingo (23), não haverá vacinação contra a Covid-19 na cidade, sendo retomada na segunda-feira (24).

 

No total, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) montou 30 pontos de imunização espalhados por toda cidade, entre postos fixos e um drive adaptado na FTC Paralela. “Tivemos um movimento significativo nos postos esse sábado e conseguimos imunizar um número expressivo de crianças em um único dia. Vacinar é um ato de amor à vida dos nossos pequenos”, destacou o titular da SMS, Leo Prates.

 

Com estratégia iniciada no último sábado (15), a capital baiana ultrapassou a marca de 21 mil crianças que já receberam a primeira dose do imunizante na cidade.
 

Surtos de gripe e Covid-19 afastam doadores dos postos de coleta de sangue
Foto: Ascom / Hemoba

A Fundação Hemoba tem sofrido o impacto no movimento de doadores de sangue devido ao aumento nos casos de infecções por Covid-19 e por gripe influenza na Bahia. As contaminações tornam os doadores inaptos à doação por um determinado período. A inaptidão por gripe, por exemplo, aumentou mais de 300% em relação ao mesmo período do ano passado. 

 

Todos os anos, entre dezembro e janeiro, a Hemoba registra uma queda no número de doações de sangue, devido às festas de fim de ano e temporada de férias, mas desde a nova onda de contaminação pelo coronavírus, a situação está ainda mais delicada. 

 

Até o momento já são 102 voluntários impedidos de doar por apresentar algum sintoma gripal, contra 25 no mesmo período do ano passado. Segundo Fernando Araújo, Diretor Geral da Fundação Hemoba, esse número pode ser ainda maior, visto que aponta apenas os doadores que compareceram nas unidades e passaram pela triagem.

 

“Nossos doadores fidelizados que apresentam sintomas já sabem que estão inaptos, por este motivo não comparecem à unidade para tentar fazer a doação. Essa baixa nos impede de atender as demandas transfusionais dos hospitais da rede própria, seja para pacientes em tratamento ou para realizar cirurgias eletivas e de emergência”. 

 

 

INAPTIDÃO

Pessoas que estão gripadas ou que testaram positivo para Covid-19 devem aguardar o período de 15 dias após o total desaparecimento dos sintomas para realizar a doação de sangue. Já quem tomou a vacina da gripe ou o imunizante Coronavac, deve aguardar 48h para realizar a doação. As demais vacinas contra a Covid-19, como Astrazeneca, Pfizer e Jassen, impedem a doação de sangue por 07 dias.

 

CRITÉRIOS

Para doar sangue, o voluntário deve estar de máscara, em boas condições de saúde, sem sintomas virais, pesar mais de 50 quilos, estar bem alimentado, ter dormido pelo menos 6h, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12h, não fumar por pelo menos, duas horas, e ter entre 16 e 69 anos incompletos. Menores de 18 anos precisam estar acompanhados de um responsável legal, e apresentar documento original com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional, além de cartão de vacinação.

 

ONDE DOAR

A Fundação Hemoba conta com 29 unidades de coleta em todo estado nas cidades de Salvador, Camaçari,  Feira de Santana, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista, Eunápolis, Barreiras, Brumado, Jequié, Guanambi, Irecê, Jacobina, Itaberaba, Itapetinga, Juazeiro, Paulo Afonso, Teixeira de Freitas, Ribeira do Pombal, Seabra, Senhor do Bonfim, Valença.

Sábado, 22 de Janeiro de 2022 - 16:40

Para rejeitar diretriz do SUS, Saúde diz que hidroxicloroquina funciona e vacina não

por Mateus Vargas | Folhapresss

Para rejeitar diretriz do SUS, Saúde diz que hidroxicloroquina funciona e vacina não
Foto: Agência Pará

Em documento usado para justificar a rejeição de diretrizes de tratamento da Covid-19 ao SUS, o Ministério da Saúde contraria entidades científicas e afirma que há eficácia e segurança no uso da hidroxicloroquina contra a Covid-19.
 

Na mesma nota técnica, a pasta declara que as vacinas não demonstram essas características. Os textos arquivados contraindicavam o uso de medicamentos do chamado kit Covid.
 

A manifestação antivacina foi feita em tabela dentro de documento assinado pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Helio Angotti, uma liderança de ala do governo defensora das bandeiras negacionistas do presidente Jair Bolsonaro (PL).
 

As diretrizes rejeitadas haviam sido elaboradas por especialistas de entidades médicas e científicas e aprovadas pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
 

Na mesma tabela, o ministério afirma que a hidroxicloroquina é barata, não tem estudos "predominantemente financiados pela indústria", mas não é recomendada por sociedades médicas. Já a vacina, segundo a pasta, é cara, tem estudos bancados pela indústria e é recomendada por essas entidades.
 

Esse argumento reforça distorções já levantadas pelo presidente Bolsonaro de que há interesses impróprios na aprovação das vacinas.
 

A diretora da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Meiruze de Freitas reagiu à nota da Saúde e disse à Folha que "todas as vacinas autorizadas no Brasil passaram pelos requisitos técnicos mais elevados no campo dos estudos clínicos randomizados (fase I, II e III) e da regulação sanitária".
 

"Não é esperado e admissível que a ciência, tecnologia e inovação no Brasil estejam na contramão do mundo", afirmou a diretora. "É preciso que todos estejam unidos na mesma direção, ou seja, salvar vidas", completou.
 

O Ministério da Saúde aponta que não há demonstração de efetividade da vacina "em estudos controlados e randomizados" nem de segurança "em estudos experimentais e observacionais adequados".
 

Ainda afirma que outros tratamentos contra a Covid não têm resultado, como manobra de prona e ventilação não invasiva. Na tabela, a pasta diz que anticorpos monoclonais funcionam.
 

Procurados, a assessoria da Saúde e o ministro Marcelo Queiroga não se manifestaram sobre a tabela.
 

A tabela contradiz declarações oficiais da Saúde. Em nota enviada à Folha na sexta-feira (21), a pasta disse que "a vacinação é segura e foi autorizada pela Anvisa".
 

Ao assumir o Ministério da Saúde, em março de 2021, Queiroga anunciou que promoveria o debate na Conitec para encerrar a discussão sobre o uso do kit Covid. Ele indicou o médico e professor da USP Carlos Carvalho, contrário aos fármacos ineficazes, para organizar grupo que iria elaborar os pareceres.
 

Queiroga, porém, modulou o discurso e tem investido em agrados a Bolsonaro para se agarrar ao cargo. Ele passou a evitar o tema, ainda que admita a colegas que não vê benefícios no uso destes medicamentos.
 

O ministro ainda alterna, em discursos, elogios à compra e entrega das vacinas com acenos à ala bolsonarista que duvida da segurança e eficácia da imunização. Gestores do SUS cobram que Queiroga, além de atuar na compra das doses, faça campanha de estímulo a imunização das crianças.
 

Nas redes sociais, porém, a Saúde aposta em reforçar que a imunização dos mais jovens é uma decisão dos pais e responsáveis.
 

Especialistas e sociedades médicas que participaram da elaboração da diretriz preparam um recurso ao ministério para reverter a decisão de rejeitar o texto.
 

Devem assinar o recurso a Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), a SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) e a AMB (Associação Médica Brasileira).
 

"Não tem lógica e base técnica nenhuma essa análise [do ministério]", afirma o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e professor da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul). "Mostra claramente que é uma decisão política [rejeitar a diretriz] e não técnica".
 

"Já passou do ato de ato de autonomia médica para algo criminoso, de indução do uso de medicações sem nenhuma comprovação científica", disse ainda Croda.
 

Angotti também questionou, na nota da Saúde, a metodologia utilizada pelos especialistas, o rigor técnico dos estudos e até mesmo possíveis conflitos de interesse do grupo.
 

O secretário rejeitou três capítulos da diretriz hospitalar da Covid, todos aprovados por unanimidade na Conitec. Além disso, arquivou o texto sobre tratamento ambulatorial, aprovado por sete a seis no mesmo colegiado.
 

" Essas vacinas que são alvos de ataque por parte do secretário estão autorizadas em todas as agências do mundo", disse Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria dos Produtos Farmacêuticos).
 

"Todos os estudos são patrocinados pelo detentor da patente", afirmou ainda, sobre menção do ministério ao patrocínio da indústria às pesquisas sobre vacina. Mussolini é membro da Conitec como representante do CNS (Conselho Nacional de Saúde).
 

Em movimento liderado pelo pelo secretário, o governo tentou boicotar o debate da Conitec. Agora, o mesmo grupo quer retirar do comando da comissão a servidora Vania Canuto, que votou a favor do texto que contraindica a hidroxicloroquina, entre outros medicamentos.

Diretores da Anvisa recebem ameaças após aprovação de uso da Coronavac em crianças
Foto: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), voltaram a receber ameaças devido à vacinação de crianças.

 

Momentos após a aprovação do uso da Coronavac em crianças, ameaças e ofensas foram enviadas para os e-mails institucionais.

 

De acordo com o jornal 'O Globo', em um deles, a pessoa se identifica como Nilza e acusa os funcionário da Anvisa de colocarem "vida inocentes numa grande roleta russa" e afirma que os servidores são vitimas de uma "maldição":

 

"(...) o preço a ser pago será terrível não quero estar na sua pele e oro a Deus em desfavor de todos que tem causado dor e sofrimentos ao seu próximo, lembre se o próximo pode ser dentro de sua família (sic.)".

 

Em dezembro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou divulgar os nomes dos técnicos que aprovaram a vacina da Pfizer contra a Covid-19. Desde então, técnicos e diretores da Anvisa afirmam que estão sendo vítimas de perseguições e ameaças.

 

Segundo o g1, ao todo, os funcionários da agência já receberam mais de 300 e-mails ameaçadores.

Feira: Falta de seringas pode interromper aplicação da vacina BCG
Foto: Thiago Paixão / PMFS

A Prefeitura de Feira de Santana emitiu comunicado informando que a aplicação da vacina BCG, indicada para todas as crianças no primeiro mês de vida, pode ser interrompida na cidade devido à falta de seringas no mercado.

 

De acordo com a nota, o setor de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é abastecido pelo Núcleo Regional de Saúde Centro Leste, mas até o momento não recebeu uma nova remessa do Governo Federal - que enfrenta dificuldade em encontrar fornecedores.

 

A aplicação desta vacina requer seringa especial, com agulhas mais finas e uma dosagem menor de 0,5 ml. Algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) já estão com o estoque zerado. A vacina BCG protege crianças menores de 5 anos contra as formas graves da doença, como meningite e a tuberculose.

Aristides Maltez suspende atendimento a novos pacientes após surto de Covid na Bahia
Foto: Reprodução / Divulgação

O Hospital Aristides Maltez (HAM) irá suspender o atendimento a novos pacientes, A realização de cirurgias eletivas e visitas hospitalares a pacientes internados em enfermarias a partir da segunda-feira (24), após o aumento de casos de Covid-19 na Bahia.

 

Em nota oficial, a direção do hospital afirma que a medida foi tomada para garantir o atendimento aos casos graves que já ocupam leitos na unidade, neste caso, pacientes de quimioterapia e radioterapia.

 

"Infelizmente, estamos sendo obrigados a suspender a triagem, ou seja, durante a próxima semana, não receberemos novos pacientes e não realizaremos cirurgias eletivas. Assim, podemos garantir o atendimento aos pacientes mais graves, como aqueles internados, os que realizam Quimioterapia e Radioterapia, os que precisam passar por cirurgias de emergência e urgência, e os que necessitam de UTI", afirmou o diretor administrativo do hospital, Washington Couto.

 

A suspensão de consultas agendadas para o ambulatório será mantida até o dia 28 de janeiro.

 

"Os pacientes agendados para ambulatório , terão as consultas suspensas entre os dias 24 e 28 de janeiro. Esperamos conseguir reduzir número de pessoas com COVID-19, inclusive, entre o nosso quadro de colaboradores".

 

O atendimento nos ambulatórios gerais será restrito aos pacientes em revisão de pós-operatório, Cuidados Paliativos, Clínica de Dor, PAPO (distribuição de bolsas) e Ambulatório de PICC. As novas medidas poderão ser revistas a qualquer tempo. 

Sábado, 22 de Janeiro de 2022 - 08:40

Após visita de Queiroga e Damares, Saúde diz que vacina não deu reação em criança

por Mateus Vargas | Folhapress

Após visita de Queiroga e Damares, Saúde diz que vacina não deu reação em criança
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O Ministério da Saúde confirmou a análise do governo de São Paulo e disse nesta sexta-feira (21) que está descartada a relação entre a vacinação da Covid-19 e a parada cardíaca de uma criança de Lençóis Paulista (SP).
 

A pasta afirmou que "o evento adverso pós-vacinação foi descartado". "A síndrome de Wolff-Parkinson-White, até então não diagnosticada e desconhecida pela família, levou a criança a ter uma crise de taquicardia, que resultou em instabilidade hemodinâmica", disse a Saúde, citando a investigação feita pelo governo local.
 

Os ministros Marcelo Queiroga (Saúde) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) visitaram a criança na quinta-feira (20). O presidente Jair Bolsonaro (PL) telefonou para a família.
 

No Twitter, mesmo depois de o governo paulista ter concluído que a reação estava ligada à doença congênita rara, Damares disse que teve encontro com a criança "hospitalizada após suspeita de parada cardíaca no mesmo dia em que recebeu a vacina contra Covid".
 

Queiroga curtiu a publicação de Damares. Ambos não informaram que a relação com a vacina já estava descartada.
 

A ministra Damares Alves avalia disputar o Senado em São Paulo ou no Amapá. Já Queiroga tem dito a aliados que não deve se candidatar e se agarra ao cargo na Saúde com agrados ao presidente Bolsonaro.
 

Procuradas, as assessorias de Damares e Queiroga não responderam se os ministros já visitaram famílias de vítimas da Covid-19.
 

O ministro já foi a hospitais de tratamento da Covid. Em maio de 2020, Damares esteve em Floriano (PI) para conhecer protocolo de tratamento com a cloroquina. Ela tratou o remédio sem eficácia contra o coronavírus como "milagre" à época.
 

Parlamentares da oposição criticaram a visita a São Paulo.
 

"Foram fazer campanha política antivacina. São pessoas sem alma, incapazes de amor ao próximo. Torcem pela morte para questionar a ciência", escreveu o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), no Twitter.
 

Queiroga também divulgou nesta semana dados falsos sobre mortes no Brasil ligadas à vacina da Covid-19.
 

Em nota, a Saúde disse que "a vacinação é segura e foi autorizada pela Anvisa." "O Ministério da Saúde segue monitorando a ocorrência dos eventos adversos pós vacinação em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde", disse a pasta.
 

A criança de 10 anos recebeu o imunizante da Pfizer, indicado para sua faixa etária. Cerca de 12 horas depois, começou a apresentar sintomas que evoluíram a uma parada cardiorrespiratória. A criança já teve o quadro revertido e estava hospitalizada, mas estável, na quinta, quando a relação com a vacina foi descartada.
 

Um ponto que chamou a atenção dos especialistas foi o curto intervalo entre a imunização e o início dos sintomas. O tempo decorrido não sustentaria a hipótese de uma miocardite desencadeada pela vacinação, segundo a investigação.
 

Técnicos do governo federal afirmam que o caso poderia ser levado ao comitê de farmacovigilância comandado pelo Ministério da Saúde, mas que a análise do governo paulista não deixou dúvidas.
 

A investigação do caso foi conduzida de forma conjunta pela Divisão de Imunização do estado e pelos Grupos de Vigilância Epidemiológica de Botucatu e de Bauru, além do município de Lençóis Paulista.
 

O diagnóstico revelou uma pré-excitação no eletrocardiograma da criança, o que, segundo a secretaria, é uma característica da síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW).
 

"Esta é uma condição congênita que leva o coração a ter crises de taquicardia. Algumas destas crises podem ter frequência muito alta, levando até a síncope ou mesmo morte súbita", explica em nota.

Leões são diagnosticados com Covid-19 na África do Sul e preocupam pesquisadores
Foto: Pixabay / Pexels

Leões de um zoológico da África do Sul foram infectados pelo novo coronavírus através de seus tratadores e desenvolveram sintomas graves da doença. O estudo que revelou o caso foi finalizado na última terça-feira (18) e preocupa pesquisadores, que temem que o vírus se espalhe entre os animais na natureza e crie novas mutações, mais resistentes às vacinas. As informações são da Época Negócios.

 

Por meio de amostras sequenciadas dos leões e dos humanos infectados, os pesquisadores conseguiram determinar que tanto os animais quanto os tratadores estavam infectados com a variante Delta.Os leões se recuperaram após 25 dias, mas apresentaram PCR positivo por mais de três semanas adicionais.

 

Em certos locais, os leões são frequentemente alimentados por humanos em vez de caçar por si mesmos, o que aumenta a chance de exposição ao vírus. Apesar do estudo não deixar claro quanto de carga viral os leões estavam carregando ou se eles foram capazes de transmitir o vírus durante todo o período em que testaram positivo, períodos prolongados de infecção em grandes felinos aumentariam o risco de um surto na natureza se espalhar mais amplamente e infectar outras espécies, disseram os pesquisadores.

 

Isso poderia eventualmente tornar o vírus endêmico entre os animais selvagens e, na pior das hipóteses, dar origem a novas variantes que podem retornar aos humanos.

 

"Se você não souber que é covid, existe o risco de que possa se espalhar para outros animais e depois voltar para os humanos", disse Marietjie Venter, professora de virologia médica, que se uniu a um cientista veterinário de vida selvagem para o estudo. Os animais foram infectados por tempo suficiente "para que o vírus pudesse realmente sofrer mutações", disse ela.

Salvador realiza neste sábado a 2ª edição do ‘Dia da Criança é Dia da Vacina’
Foto: Bruno Concha/Secom PMS

A Prefeitura de Salvador realiza neste sábado (22), a 2ª edição do ‘Dia da Criança é Dia da Vacina’, uma mobilização especial para imunização infantil contra a covid-19. Uma estrutura será montada para acolhimento de todos os pequenos residentes de Salvador com idade entre 05 e 11 anos. 

 

Para ter acesso ao imunizante, as crianças devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis, além de nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador e apresentar documentos especificados abaixo para cada público:

 

CRIANÇAS COM 06 E 11 ANOS COM NOME NO SITE DA SMS ACOMPANHADAS DO PAI OU MÃE

É  necessário estar com nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, levar originais e cópias do documento de identificaçao com foto do pai ou da mãe que estiver acompanhando a criança no ato da vacinação, cartão de vacinação da criança e documento de identificação da criança. No ato da vacinação será preenchido Formulário da Vacinação. Caso o pai ou a mãe já queira levar o formulário preenchido o documento estará disponível no link http://www.saude.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/formulario-vacinacao-criancasV6.pdf . 

 

CRIANÇAS COM 06 E 11 ANOS COM NOME NO SITE DA SMS ACOMPANHADAS DE OUTRO RESPONSÁVEL MAIOR DE 18 ANOS

É necessário estar com nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, levar formulário de vacinação (disponível no link http://www.saude.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/formulario-vacinacao-criancasV6.pdf) já preenchido pelo pai ou pela mãe, originais e cópias do documento de identificaçao com foto do pai ou da mãe que assinou o Formulário de Vacinação, cartão de vacinação da criança e documento de identificação da criança.

 

CRIANÇAS DE 05 A 11 ANOS COM COMORBIDADES ACOMPANHADAS DO PAI OU MÃE

É necessário estar com nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, levar originais e cópias do documento de identificaçao com foto do pai ou da mãe que estiver acompanhando a criança no ato da vacinação, cartão de vacinação da criança, documento de identificação com foto da criança e relatório médico que comprove a COMORBIDADE . No ato da vacinação será preenchido Formulário da Vacinação. Caso o pai ou a mãe já queira levar o formulário preenchido o documento estará disponível no link http://www.saude.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/formulario-vacinacao-criancasV6.pdf .

 

CRIANÇAS DE 05 A 11 ANOS COM COMORBIDADES ACOMPANHADAS DE OUTRO RESPONSÁVEL MAIOR DE 18 ANOS

É necessário estar com nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, formulário de vacinação (disponível no link www.saude.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/formulario-vacinacao-criancasV6.pdf) já preenchido pelo pai ou pela mãe, originais e cópias do documento de identificaçao com foto do pai ou da mãe que assinou o Formulário de Vacinação, cartão de vacinação da criança, documento de identificação da criança e relatório médico que comprove a COMORBIDADE.

 

CRIANÇAS COM 05 ANOS COM NOME NO SITE DA SMS ACOMPANHADAS DO PAI OU MÃE

Deve estar com nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, levar originais e cópias do documento de identificaçao com foto do pai ou da mãe que estiver acompanhando a criança no ato da vacinação, cartão de vacinação da criança e documento de identificação da criança. No ato da vacinação será preenchido Formulário da Vacinação. Caso o pai ou a mãe já queira levar o formulário preenchido o documento estará disponível no link http://www.saude.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/formulario-vacinacao-criancasV6.pdf .

 

CRIANÇAS COM 05 ANOS COM NOME NO SITE DA SMS ACOMPANHADAS DE OUTRO RESPONSÁVEL MAIOR DE 18 ANOS

Estar com nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, levar formulário de vacinação (disponível no link http://www.saude.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/formulario-vacinacao-criancasV6.pdf) já preenchido pelo pai ou pela mãe, originais e cópias do documento de identificaçao com foto do pai ou da mãe que assinou o Formulário de Vacinação, cartão de vacinação da criança e documento de identificação da criança.

 

Confira os pontos de vacinação para crianças de 06 a 11 anos sem comorbidades

Pontos fixos - 08 às 16 horas: Fonte Nova, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Beira Mangue, USF Tubarão, USF Ilha Amarela, USF Plataforma, USF Colinas de Periperi, USF Vista Alegre, USF Teotonio Vilela, Clube de Periperi, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), USF Cajazeiras V, 5º Centro de Saúde (Barris), USF Fernando Filgueiras (Cabula IV), CSU Pernambués, USF João Roma (Jardim Nova Esperança), UBS Pires da Veiga (Pau da Lima), USF Cambonas, UBS Marechal Rondon, USF Boa Vista de São Caetano, USF Mario Andrea (Sete Portas), USF Santa Luzia, USF Vale do Matatu, USF Zulmira Barros, USF Curralinho, USF Pituaçu, USF San Martim III, USF Mussurunga I e USF Nova Esperança.

 

Drive Adaptado - 08 às 16 horas: FTC Paralela

 

OS PONTOS DO 5º CENTRO E ARENA FONTE NOVA NÃO FUNCIONARÃO COMO DRIVE

A FTC FUNCIONARÁ COMO DRIVE ADAPTADO, ONDE AS CRIANÇAS TERÃO ACESSO AO ESTACIONAMENTO ATRAVÉS DOS VEÍCULOS E SERÃO VACINADAS EM PONTOS FIXOS. O PERÍODO DE 20 MINUTOS DE OBSERVAÇÃO SERÁ REALIZADO DENTRO DOS VEÍCULOS, APÓS A APLICAÇÃO DA DOSE

 

Confira os pontos de vacinação para crianças de 05 a 11 anos com comorbidades

 

Pontos fixos - 08 às 16 horas: UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora) e UBS Pires da Veiga (Pau da Lima). 

 

Drive Adaptado - 08 às 16 horas: FTC Paralela

 

A FTC FUNCIONARÁ COMO DRIVE ADAPTADO, ONDE AS CRIANÇAS TERÃO ACESSO AO ESTACIONAMENTO ATRAVÉS DOS VEÍCULOS E SERÃO VACINADAS EM PONTOS FIXOS. O PERÍODO DE 20 MINUTOS DE OBSERVAÇÃO SERÁ REALIZADO DENTRO DOS VEÍCULOS, APÓS A APLICAÇÃO DA DOSE

Confira os pontos de vacinação para crianças de 05 anos sem comorbidades

Pontos fixos - 08 às 16 horas: UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora) e UBS Pires da Veiga (Pau da Lima). 

Drive Adaptado - 08 às 16 horas: FTC Paralela

 

A FTC FUNCIONARÁ COMO DRIVE ADAPTADO, ONDE AS CRIANÇAS TERÃO ACESSO AO ESTACIONAMENTO ATRAVÉS DOS VEÍCULOS E SERÃO VACINADAS EM PONTOS FIXOS. O PERÍODO DE 20 MINUTOS DE OBSERVAÇÃO SERÁ REALIZADO DENTRO DOS VEÍCULOS, APÓS A APLICAÇÃO DA DOSE

Governo federal tem interesse na compra da Coronavac para crianças, diz Butantan
Foto: Geovana Albuquerque / Agência Saúde DF

O Instituto Butantan confirmou nesta sexta-feira (21) que o Ministério da Saúde tem interesse na compra de sete milhões de doses da vacina Coronavac. As informações são da CNN Brasil.

 

De acordo com o Instituto, o Ministério da Saúde enviou um ofício solicitando informações de quantas doses estariam disponíveis e manifestando interesse na encomenda do imunizante. De acordo com a pasta, o interesse é de se comprar sete milhões de doses do imunizante.  

 

Na tarde de ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina Coronavac contra a Covid-19 em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, com restrição em imunossuprimidos (veja aqui). 

Vigilância Sanitária prossegue com operação de fiscalização no fim de semana
Foto: Divulgação / PMS

A Vigilância Sanitária de Salvador (Visa) vai realizar, neste final de semana, uma série de inspeções em escolas municipais, eventos bares e restaurantes da capital. De acordo com o órgão, as ações são estratégicas e visam contribuir com o controle da disseminação da Covid-19. 

 

As diligências vão acontecer entre sábado (22) e domingo (23). Nas escolas, especificamente, o trabalho será voltado para a orientação das equipes e observância dos critérios sanitários para retomada segura das aulas. 

 

As equipes também circularão por restaurantes, bares, eventos e lanchonetes, fazendo cumprir os decretos, e a conscientização da população quanto à importância de cumprir as determinações. Além disso, eventos e festas serão verificados em caráter educativo para organização das questões sanitárias e garantir a redução dos riscos de contaminação pela Covid-19.

 

A expectativa é de que a cada ação que ocorre no final de semana, tenhamos melhorias nos serviços ofertados para os cidadãos soteropolitanos e também para os turistas. Assim, poderemos ter um consumo seguro e a contaminação reduzida", afirma a subcoordenadora da Visa, Gilmara Sodré.

 

Segundo a prefeitura, doze escolas da rede municipal e 60 estabelecimentos estão previstos para inspeção pelas equipes volantes da Visa. Os técnicos vão fiscalizar itens como armazenamento de produtos e manipulação adequada de alimentos, serviços de saúde instalados, lotação de espaços e dispensação de álcool gel, dentre outros itens. Além disso, se necessário, vão notificar o local para ajustes das irregularidades.

 

Caso encontre alguma situação irregular, o cidadão pode ligar para o Fala Salvador, através do 156, para realizar a denúncia. As ações ocorrem em parceria com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).

Sexta, 21 de Janeiro de 2022 - 19:20

Entidades médicas agem para manter orientação contra 'kit Covid'

por Julia Chaib, Mateus Vargas e Raquel Lopes | Folhapress

Entidades médicas agem para manter orientação contra 'kit Covid'
Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo

Especialistas e sociedades médicas que participaram da elaboração da diretriz contra o uso do chamado 'kit Covid' no SUS (Sistema Único de Saúde) vão apresentar um recurso ao Ministério da Saúde contra a decisão de arquivamento do texto.
 

A ideia é tentar reverter o veto sem passar pelo secretário de Ciência e Tecnologia da pasta, Hélio Angotti, responsável por brecar a publicação do documento. A diretriz havia sido aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
 

Para isso, no lugar de apresentarem um recurso ao secretário, como tradicionalmente tem que ocorrer, irão mandar direto ao gabinete do ministro Marcelo Queiroga.
 

Caso não consigam reverter o veto, os especialistas já falam em recorrer à Justiça.
 

Devem assinar o recurso a Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e a SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia).
 

O presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula, chamou de "absurdo sem tamanho" a rejeição do texto. "Um Ministério da Saúde contra a ciência. Inacreditável", afirmou.
 

O professor da USP Carlos Carvalho, responsável por coordenar os estudos que levaram à elaboração das diretrizes, também assinará o pedido de revisão.
 

Os especialistas buscam ainda convencer a AMB (Associação Médica Brasileira) a participar da mobilização.
 

Carlos Carvalho disse que irá entrar com um recurso pedindo a revisão da rejeição das diretrizes. O médico afirmou que o grupo de trabalho irá enviar esse documento direto para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
 

Para ele, muitos dos argumentos de Angotti são "requentados", pois haviam sido apresentados e rebatidos em momentos anteriores. O secretário de Ciência e Tecnologia questionou a metodologia utilizada pelos especialistas, o rigor técnico dos estudos e até mesmo possíveis conflitos de interesse do grupo.
 

No entanto, esses pontos foram esclarecidos em abril, com a presença de Angotti, segundo técnicos que acompanharam as discussões. Em reuniões seguintes sobre o tema, representantes do secretário também estavam presentes.
 

"Enquanto não mexeu com áreas sensíveis, não teve problema. De uma hora para outra resolve dizer que as diretrizes não são boas. Se a gente não servia, era para avisar, porque trabalhamos voluntariamente", disse Carvalho.
 

"Estamos apresentando desde maio [as diretrizes], se o rigor e o documento não eram bons, por que deixou continuar?", avaliou ainda o coordenador do grupo de especialistas.
 

Angotti rejeitou três capítulos da diretriz hospitalar da Covid, todos aprovados por unanimidade na Conitec. Além disso, arquivou o texto sobre tratamento ambulatorial, aprovado por sete a seis no mesmo colegiado.
 

A ala pró-cloroquina do Ministério da Saúde tentou boicotar a discussão na Conitec. Agora, o mesmo grupo quer retirar do comando da comissão a servidora Vania Canuto, que votou a favor do texto que contraindica a hidroxicloroquina, entre outros medicamentos.
 

A exoneração de Canuto, porém, se arrasta. O ministro Queiroga quer evitar este desgaste e tenta convencê-la a se demitir, o que não deve ocorrer.
 

Além deste impasse, o governo tem até 24 de janeiro para apresentar ao STF uma posição sobre as diretrizes de tratamentos da Covid. Por estas razões, Angotti publicou a rejeição dos pareceres aprovados na Conitec.
 

A postura do ministério foi classificada como "negacionista" pelo Conass, que manifestou "consternação" com a decisão.
 

"Mais uma 'inovação' negacionista da gestão federal. Diante do expressivo aumento de casos de Covid-19 em decorrência da variante Ômicron, é inaceitável que o Brasil ainda não tenha tais diretrizes em vigor", informou o conselho dos secretários de saúde.
 

Publicadas no Diário Oficial, as decisões de Angotti foram pela não aprovação de três dos quatro capítulos da proposta das Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19. Também rejeitou o texto sobre o tratamento ambulatorial.
 

Além de rejeitar o tratamento com medicamentos sem eficácia, como a hidroxicloroquina, estes pareceres abordavam métodos de controle da dor e sedação de pacientes em ventilação mecânica, e tratavam da assistência hemodinâmica e medicamentos vasoativos.
 

Quase dois anos após o começo da pandemia, o ministério publicou apenas uma diretriz, em junho de 2021, sobre uso de oxigênio, intubação orotraqueal e ventilação mecânica de pacientes, elaborada pelo mesmo grupo de especialistas.
 

Há ainda alguns manuais da pasta sobre procedimentos médicos da Covid, além de nota publicada em 2020 que orienta o uso da hidroxicloroquina. Mas estes documentos não passaram pela Conitec, órgão que serve justamente para avaliar tratamentos ao SUS.
 

A diretriz, se aprovada, não teria poder de proibir médicos de utilizarem o "kit Covid", mas representaria uma derrota às bandeiras negacionistas do governo Jair Bolsonaro (PL). Isso porque seria uma orientação da Saúde contrária ao uso de medicamentos sem eficácia.

Governo federal apresenta regras para entrada no Brasil durante pandemia
Foto: Reprodução / Fabio Rodrigues / Agência Brasil

O governo federal publicou regras para acesso ao Brasil durante a pandemia da Covid-19. A entrada é autorizada desde que o viajante apresente à companhia aérea responsável pelo voo, antes do embarque, documento que comprove resultado negativo (ou não detectável) em teste de antígeno contra covid-19. Teste deverá ter sido feito até 24 horas antes do embarque. Também será aceito teste laboratorial RT-PCR, feito até 72 horas antes da viagem.

 

Publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (21), o ato estabelece restrições, medidas e requisitos excepcionais e temporários para entrada no país durante pandemia. Nos casos de voo com conexões ou escalas, em que o viajante permaneça em área restrita do aeroporto, prazos considerados são os de embarque no primeiro trecho da viagem.

 

Segundo a Agência Brasil, no voos com conexões ou escalas em que o viajante não permanecer em área restrita do aeroporto (ou faça migração, que ultrapasse os prazos previstos dos testes), “deverá ser exigido documento comprobatório da realização de novo teste, RT-PCR ou antígeno, com resultado negativo ou não detectável para coronavírus SARS-CoV-2 (covid-19),  no check-in de embarque para o Brasil", diz a portaria.

 

Também será necessário apresentar – à companhia aérea responsável pelo voo até 24 horas antes do embarque –, comprovante impresso ou em meio eletrônico do preenchimento da Declaração de Saúde do Viajante (DSV). Nela, ele deverá manifestar concordância sobre medidas sanitárias que deverão ser cumpridas durante o período em que estiver no país. Outro documento a ser apresentado antes do embarque é o comprovante de vacinação, impresso ou em meio eletrônico.

 

A portaria, no entanto, prevê situações em que a apresentação do comprovante de vacinação será dispensada. É o caso de viajantes com condição de saúde que contraindique a vacinação, “desde que atestada por laudo médico”; de pessoas não elegíveis para vacinação em função da idade; em virtude de questões humanitárias; passageiros provenientes de países com baixa cobertura vacinal, conforme divulgação do Ministério da Saúde em seu site; e brasileiros e estrangeiros residentes no território brasileiro que não estejam completamente vacinados.

 

De acordo com as regras, viajantes dispensados do comprovante de vacinação deverão, ao ingressar no país, fazer quarentena de 14 dias na cidade de destino final, conforme endereço registrado na Declaração de Saúde. A quarentena só terminará após resultado negativo de RT-PCR ou teste de antígeno, realizado em amostra coletada a partir do quinto dia de quarentena, “desde que o viajante esteja assintomático”.

 

Tripulantes de aviões deverão apresentar comprovante de vacinação, impresso ou em meio eletrônico. No caso de tripulantes não vacinados (ou que não estiverem completamente vacinados), deverão cumprir protocolos específicos, conforme detalhado em anexo específico da portaria.

 

A portaria inclui também procedimentos de entrada no país por via terrestre (rodovias e ferrovias). Nesses casos, os viajantes de procedência internacional deverão apresentar comprovante de vacinação no embarque e nos pontos de controle terrestres. A exigência de apresentação de comprovante de vacinação não será necessária em situações similares às descritas para os casos de viajantes que ingressam no país por meio aéreo.

 

A portaria, no entanto, acrescenta que, no caso de residentes fronteiriços em cidades-gêmeas, será autorizada a entrada mediante apresentação de documento de residente fronteiriço ou outro comprovante dessa condição, “desde que seja garantida reciprocidade no tratamento ao brasileiro pelo país vizinho”.

 

Também será dispensada apresentação de comprovante vacinal de trabalhadores de transporte de cargas, incluídos motorista e ajudante, “desde que esses trabalhadores comprovem adotar equipamentos de proteção individual e  medidas para mitigação de contágio indicadas pela Anvisa”.

 

A portaria autoriza o “transporte aquaviário de passageiros, brasileiros ou estrangeiros, exclusivamente nas águas jurisdicionais brasileiras, de embarcações de cruzeiros marítimos”, condicionado à “edição prévia de documento pelo Ministério da Saúde, que deve dispor sobre cenário epidemiológico, definição das situações consideradas surtos de Sars-Cov-2 (covid-19) em embarcações e condições para cumprimento da quarentena de passageiros e de embarcações”.

 

A operação de embarcações com transporte de passageiros nos portos nacionais é condicionada à edição de um Plano de Operacionalização no âmbito do município e do estado. As condições sanitárias para o embarque e desembarque serão definidas em ato específico da Anvisa.

Prefeitura avalia valores devidos em convênio desfeito com OS investigada pelo MPF
Termo foi firmado para gestão do Hospital 2 de Julho | Foto: Reprodução / Google

A prefeitura municipal de Salvador criou uma comissão extraordinária para avaliar os valores devidos ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar (IBDAH) em razão do convênio 005/2017, celebrado entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Hospital 2 de Julho, administrado pela organização social, e já desfeito.

 

A portaria que institui a comissão foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na última segunda-feira (17). De acordo com a gestão municipal, serão levantados os eventuais débitos junto ao IBDAH, que esteve à frente da gestão administrativa da unidade hospitalar entre julho, agosto, setembro e outubro de 2021.

 

"Na época da renovação duas certidões do Instituto estavam pendentes, o que impossibilitou dar continuidade ao convênio por orientação da Procuradoria-Geral do Município (PGM)", explicou a SMS através de nota.

 

A comissão, formada por quatro servidores públicos do município, observará critérios como método de análise, conformação dos valores e documentos comprobatórios a fim de analisar os serviços prestados e os recursos financeiros já despendidos pela instituição então conveniada.

 

FATOS QUE ANTECEDEM A CRIAÇÃO DA COMISSÃO

Em novembro de 2020, o IBDAH foi alvo de investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da  "Operação Mestástase", que apurou supostas irregularidades em repasses de verbas públicas para Organizações Sociais (OSs) (relembre aqui).

 

Segundo depoimentos, a OS, que administra o Hospital Geral de Juazeiro, no Norte do estado, seria uma das responsáveis pelas irregularidades nas verbas, que deveriam ter sido alocadas para o combate à Covid-19 e evitado a morte de pacientes.

 

Meses após a "Metástase" ser deflagrada, em abril de 2021, uma apuração do Bahia Notícias mostrou que outros contratos da gestão municipal com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar (IBDAH) estavam, não só em vigor, como também sendo estendidos. Na época, a prefeitura havia prorrogado o contrato para gestão da Unidade de Pronto Atendimento da San Martin e mantinha o de gestão da UPA de São Marcos e dois outros, referentes ao Hospital 2 de Julho (veja aqui).

 

Em janeiro daquele ano, o Bahia Notícias trouxe à tona a informação de que o instituto gestor da UPA da San Martin teria comprado uma decisão judicial nas mãos da desembargadora Lígia Ramos, presa por supostamente comercializar sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A informação está na denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a magistrada e outras cinco pessoas, pelo crime de organização criminosa, no âmbito da Operação Faroeste, que investiga esquema de venda de decisões com participação de desembargadores e juízes da Corte.

 

Segundo os procuradores do MPF, o processo do IBDAH está entre os quatro sob relatoria de Lígia que foram negociados pela organização. Delator na Faroeste, o advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira relatou que a instituição comprou um mandado de segurança por R$ 150 mil.

 

Quando da denúncia, a SMS divulgou uma nota dizendo que, para rescindir o contrato com o IBDAH, deveria "existir um fato objetivo havido na execução do próprio contrato com a SMS, circunstância que, no caso concreto, não há.” 

 

Ainda de acordo com a pasta, o processo de prorrogação de contrato foi submetido à prévia análise da Procuradoria-Geral do Município (PGM). “Merece registro que todos os contratos de gestão das unidades de saúde do Município são rigorosa e sistematicamente acompanhados pela SMS, através das Comissões de Fiscalização e Acompanhamento aos Contratos de Gestão, que exercem controle sobre a prestação de contas mensais e, com frequência regular, sobre a execução dos serviços”, acrescentou a SMS em trecho da nota de resposta.

Estudo da Fiocruz mostra alta em casos de síndrome respiratória aguda
Foto: Reprodução / Fiocruz

De acordo com o boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (21) aponta crescimento significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tanto na tendência de longo prazo, referente às últimas seis semanas, como de curto prazo (últimas três semanas). Dentre as capitais do país, apenas três não registraram altas. Salvador é uma delas. 

 

O número de novos casos de SRAG estimados para a Semana Epidemiológica (SE) 2, de 9 a 15 de janeiro, alcança cerca de 19,3 mil casos, enquanto a estimativa para a SE 1 é de 15,8 mil casos. Segundo o boletim, a média móvel evoluiu de 13 mil para 16 mil casos semanais, alta de 23% em relação à primeira semana do ano.

 

De acordo com a Fiocruz, 22 estados apresentam pelo menos uma macrorregião de saúde com nível de casos semanais de SRAG considerado muito elevado ou extremamente alto, somando 73 do total de 118 macrorregiões de saúde do país.

 

Conforme divulgou a Agência Brasil, todos os estados que apresentam sinal de expansão na tendência de longo prazo estão com o indicador em nível forte (probabilidade maior que 95%), exceto Rondônia, que apresenta sinal moderado (probabilidade maior que 75%). A análise relativa à SE 2 tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 17 de janeiro.

 

Nas capitais, 24 das 27 cidades apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 2. Apenas Boa Vista (RR), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) não apresentam sinal de crescimento.

 

Apesar disso, o boletim da Fiocruz observa que a capital fluminense apresenta sinal de crescimento na tendência de curto prazo (últimas três semanas). No que diz respeito a Salvador, por conta da diferença significativa entre o quadro apresentado pelos dados da cidade em relação ao das macrorregiões de saúde do entorno, os pesquisadores sugerem cautela em relação aos dados atuais e revisão dos registros para confirmação do cenário.

 

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, destacou que, "praticamente todos os estados apresentaram sinal de crescimento anterior às SE 52 de 2021 (26/12/2021 a 1/1/2022) e SE 1 de 2022 (de 2 a 8 de janeiro)”.

 

Para ele, os dados deixam claro que tal cenário é ainda anterior às celebrações de final de ano. "no Rio de Janeiro, onde a houve distância maior entre o início da epidemia de Influenza e a retomada do crescimento da covid-19, que levou a uma oscilação no número de novos casos no mês de dezembro, observa-se que o crescimento da covid-19 já se sobrepõe à queda nos casos associados à gripe, fazendo com que os novos casos de SRAG mantenham sinal de crescimento".

Viver Bem: Esclareça as principais dúvidas sobre a vacinação de crianças no Brasil
Foto: Divulgação / Canva

A vacinação das crianças entre 5 e 11 anos no Brasil já começou. Ao todo, o País deve receber 4,3 milhões de doses de vacina infantil da Pfizer contra a Covid-19 em janeiro. Para fevereiro, a expectativa é que sejam entregues  mais 7,2 milhões de doses e, em março, mais 8,4 milhões de imunizantes para o esquema vacinal das crianças que é composto por duas doses, com intervalo de oito semanas.

 

A médica pediatra e infectologista do Sistema Hapvida, Sílvia Fonseca, tira as principais dúvidas dos pais com relação à vacinação e garante que a vacina é realmente necessária para os pequenos. Confira:

 

1. A vacina é realmente necessária para crianças?

Sim. Apesar de que as crianças, em sua maioria, têm quadros mais leves da infecção pelo SARS-CoV 2, com o passar dos meses destes dois últimos anos pudemos registrar um número expressivo de mortes em crianças também. Só no Estado de São Paulo já foram registrados mais de 170 óbitos de crianças entre 0 anos a 10 anos, sendo que 35% delas não apresentavam comorbidades. Além disso, há a síndrome inflamatória multissistêmica (SIM), uma condição grave que necessita de hospitalização e, muitas vezes, Unidade de Terapia Intensiva. O Estado de São Paulo, no período de janeiro de 2020 a dezembro de 2021, confirmou 337 casos de SIM, sendo 229 casos com evolução a alta/cura, 23 com evolução ao óbito e 85 permanecem com desfecho em aberto; no Brasil de abril de 2020 a 27 de novembro de 2021 foram notificados 1.412 casos confirmados de SIM temporalmente associada à Covid-19 em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, sendo que, 85 evoluíram para óbito (letalidade de 6%). 

 

Não sabemos quantas crianças desenvolveram COVID longa, que é a manutenção de sintomas após 4 semanas da infecção aguda; estes sintomas podem variar de febre, cansaço, falta de concentração e falta de ar.  

 

E como a pandemia não dá tréguas, principalmente com o surgimento periódico de novas variantes muito transmissíveis, nossos pequenos estão em risco de terem COVID grave e COVID longa.

 

Outros aspectos importantes é que as crianças, mesmo pouco sintomáticas ou assintomáticas, podem transmitir a infecção para pessoas com fatores de risco (por exemplo, avós e bisavós), perpetuando o sofrimento das famílias.

 

Além disso, a vacinação da faixa etária entre 5 e 11 anos vai proteger as crianças menores que não podem receber a vacina e vai permitir que as crianças não fiquem doentes e possam participar da escola e demais atividades tão importantes para o desenvolvimento das crianças.

 

2. A vacina é realmente segura para crianças?

Sim. Antes das vacinas serem liberadas para crianças nos Estados Unidos, testes rigorosos de segurança foram feitos com a vacina da Pfizer envolvendo milhares de crianças. Até agora, estima-se que pelo menos 8 milhões de doses foram aplicadas em crianças desta faixa etária entre 5 e 11 anos, com efeitos colaterais brandos e nenhuma morte atribuída à vacina. A vacina Coronavac, ainda não liberada para crianças no Brasil, mas usada em muitos países, como a China e Chile, teve um efeito excelente na prevenção da doença, sem eventos adversos graves. Uma segunda análise do CDC tornada pública avaliou cerca de 700 hospitalizações por covid-19 entre crianças e adolescentes nos EUA. A principal conclusão foi que entre 77,9% das crianças e adolescentes internados com Covid-19 aguda, apenas 0,4% dos pacientes em idade vacinável haviam recebido o esquema vacinal completo.

 

3. A vacina das crianças vai ser diferente da dos adultos?

Ela é feita da mesma maneira, usando esta segura tecnologia de "RNA mensageiro", que permite que a vacina nunca se transforme em vírus vivo. Porém, tem doses menores, pois o sistema imune das crianças se mostrou muito eficiente para produzir anticorpos (91% de eficácia) mesmo com uma dose muito menor (cerca de 1/3 menor). Para não ter confusão, o frasco é diferente, com tampa de outra cor, e o Ministério da Saúde propõe locais diferentes para a vacinação das crianças, com agulhas apropriadas para o público infantil.

 

4. A criança pode parar de usar máscara depois de tomar a vacina?   

Não. Assim como com os adultos a máscara deve ser usada por todos, acima de 2 anos de idade, pois mesmo vacinadas, as crianças ainda podem ter infecção ainda que leve, mas transmissível. Importante ressaltar que as vacinas protegem contra a doença que leva à hospitalização, necessidade de oxigênio, CTI e morte, mas não impedem completamente as infecções leves. Enquanto o vírus estiver circulando no mundo temos que usar todas as barreiras possíveis: vacina, máscara, distanciamento social e álcool em gel.

 

5. A Covid-19 vai acabar um dia?

Esperamos que sim. Mas, o mundo todo tem que estar vacinado. Infelizmente, temos notícias de que os países mais pobres não conseguiram imunizar a maioria da sua população e isso propicia uma grande replicação viral nos não vacinados e a possibilidade de variantes cada vez piores. Quando todos estivermos vacinados a esperança é que sim, que a Covid-19 seja apresentada somente em aulas de história.

Mini UPAs realizam quase 700 atendimentos em 24h de funcionamento
Foto: Betto Jr./Secom

As quatro mini UPAs implantadas pela Prefeitura de Salvador para reforçar a rede de urgência e emergência da capital realizaram 654 atendimentos nas primeiras 24 horas de funcionamento. No total, foram 191 acolhimentos realizados na unidade do Imbuí, 208 em Itapuã, 155 no IAPI e 100 em Pirajá.

 

Cerca de 88% dos pacientes que procuraram os serviços apresentavam sintomas gripais, índice que correspondeu a 574 atendimentos no primeiro dia de oferta da assistência. As unidades também realizaram 476 testes rápidos para a Covid-19, com a identificação de 345 diagnósticos positivos.

 

Todos os pacientes atendidos nas primeiras 24h apresentaram quadro clínico considerado leve. Sendo assim, não houve a necessidade da realização de internamento ou transferência para unidades de referência para casos de maior complexidade.

 

Cada ponto de atenção à emergência (mini UPA) é composta por cerca de 80 profissionais entre médicos, enfermeiros, assistente social, farmacêutico, nutricionista, técnico de enfermagem e demais trabalhadores. Juntas, as unidades têm a capacidade de atender cerca de mil pessoas por dia.

 

Os locais são administrados pela Fundação ABM de Pesquisa e Extensão na Área da Saúde (Fabamed), organização social que possui expertise no gerenciamento e operacionalização desse tipo de unidade.

Gripário Pirajá/Jardim Santo Inácio é o quarto reaberto em um mês
Fotos: Betto Jr. / Secom

O gripário Pirajá/Jardim Santo Inácio, localizado anexo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da localidade, dedicado ao atendimento de síndromes gripais, foi reaberta pela Prefeitura na manhã desta sexta-feira (21). Este é o quarto equipamento do tipo reaberto pela administração municipal no prazo de um mês. 

 

A unidade reúne 82 trabalhadores da saúde, dentre médicos, enfermeiros, assistente social, farmacêutico, nutricionista, coordenador de enfermagem, coordenador médico, supervisor administrativo, técnico de enfermagem e demais trabalhadores. O funcionamento previsto é de três meses.

 

A estrutura passa a ser mais uma opção para atender pacientes com síndromes respiratórias causadas principalmente pela Covid-19 e pelo vírus Influenza (H3N2). Antes dele, foram reativadas as unidades do Vale dos Barris, do 16º Centro de Saúde (Pau Miúdo) e da ilha de Bom Jesus dos Passos.

 

O prefeito Bruno Reis, detalhou o funcionamento da unidade acompanhado da vice-prefeita e secretária de Governo (Segov), Ana Paula Matos; do subsecretário municipal da Saúde (SMS), Décio Martins; e do diretor de Urgência e Emergência de Salvador, Ivan Paiva, dentre outras autoridades.

 

“Com a chegada da nova cepa de Influenza e da variante Ômicron da Covid-19, corremos para disponibilizar vacinas e iniciamos a reabertura desses gripários, com 53 novos leitos de enfermaria e estabilização no total. Esta unidade terá investimento de quase R$1 milhão. Dessa forma, alcançamos 26 estruturas para atender essa superdemanda de casos na cidade. Estamos vivendo um caso excepcional e oferecemos 16 unidades de pronto atendimento a mais do que preconiza o Ministério da Saúde, mas ainda assim, devido ao excesso de casos, as pessoas ainda precisam aguardar em filas. Por isso pedimos a compreensão de todos”, destacou o prefeito durante a reinauguração do equipamento.

 

Ainda durante a solenidade, Bruno informou que o município está abrindo 11 novos leitos para tratamento de pacientes com Covid-19 no Hospital Sagrada Família, somando 139 reabertos desde o mês de dezembro em hospitais, enfermarias, gripários e nas mini UPAs montadas nas USFs Pirajá, Itapuã, Imbuí e IAPI.

 

Com isso, o gripário deverá garantir atendimento 24 horas, sete dias da semana, com capacidade de 250 atendimentos diários. O serviço contará com leitos de reanimação e de observações, ampliando a variedade de equipamentos médico-hospitalares, mobiliários e insumos, condizentes com a necessidade da assistência no âmbito da Rede de Urgência e Emergência da cidade.

Sexta, 21 de Janeiro de 2022 - 13:40

Dia do Fetiche: conheça os mais pesquisados em Salvador

Dia do Fetiche: conheça os mais pesquisados em Salvador
Foto: Maria Vlasova / Unsplash

O fetiche se trata de uma adoração a determinados objetos ou seres com o intuito de excitação sexual e para além do convencional que se sabe sobre o sexo, o brasileiro  gosta de experimentar essas situações especificas na hora do prazer. 

 

Uma pesquisa conduzida pelo site adulto Vivalocal revelou quais são os fetiches mais populares e mais buscados pelos brasileiros e é claro que a capital baiana não podia ficar de fora.

 

Sexo anal, BDSM, Cuckold, Swing e uso de fantasias e roupas de látex e couro estão no topo da lista dos principais fetiches brasileiros.

 

Os fetiches mais pesquisados pelos soteropolitanos são: BDSM, Fantasia, Cuckold, Swing e Latex/couro. Não conhece? Nós explicamos!

 

BDSM:

Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo, essas são as palavras por trás da sigla BDSM, a mais pesquisada pelos soteropolitanos. 

 

Bondage é a prática de amarrar o parceiro; Disciplina está relacionada ao ato de disciplinar durante o ato; Dominação e submissão é quando uma pessoa se submete a outra; Sadismo, dentro do BDSM, é um consentimento onde o parceiro pode causar dor ao outro; Masoquismo é quando a pessoa gosta de sentir dor para alcançar o prazer.

 

Fantasia:

O uso de fantasias aparece em segundo lugar na lista de pesquisa e neste tópico a pessoa gosta de se vestir tematicamente para sentir ou oferecer prazer para o parceiro. 

 

Cuckold:

O nome em inglês pode causar estranheza, mas cuckold nada mais é que sentir prazer ao observar ou ouvir a narrativa do parceiro fazendo sexo com outro. O termo é uma adaptação do pássaro cuco que, na natureza, aceita receber em seu ninho uma fêmea que coloque ovos de outro macho.

 

Swing:

O swing é uma prática em que casais mantêm relações sexuais com outros casais ou pessoas solteiras na companhia e com o consentimento do parceiro, o que faz com que os praticantes se considerem amorosamente monogâmicos e sexualmente não monogâmicos.

 

Latex/couro:

Ocupando o quinto lugar da lista aparece o ato de visualizar, cheirar ou sentir o couro, para algumas pessoas esse é um eficiente estimulante sexual. O nome clínico dado a quem sente prazer com tecidos é hifefilia.

Sexta, 21 de Janeiro de 2022 - 11:20

Saúde barra diretriz que contraindica 'kit Covid'

por Mateus Vargas, Raquel Lopes e Julia Chaib | Folhapress

Saúde barra diretriz que contraindica 'kit Covid'
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

O Ministério da Saúde barrou a publicação da diretriz para tratamento de pacientes com Covid-19 elaborada por grupo de especialistas que contraindicava o uso de "kit Covid" no SUS (Sistema Único de Saúde).
 

O texto havia sido aprovado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), apesar de tentativas da ala pró-cloroquina do governo de boicotar a discussão.
 

A diretriz, se aprovada, não teria poder de proibir médicos de utilizarem o "kit Covid", mas representaria uma mancha às bandeiras negacionistas do governo Jair Bolsonaro (PL). Isso porque seria uma orientação da Saúde contrária ao chamado tratamento precoce, ou seja, ao uso de medicamentos sem eficácia.
 

A decisão foi assinada pelo secretário de Ciência e Tecnologia da pasta, Hélio Angotti, e publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (21).
 

O secretário não aprovou três dos quatro capítulos da proposta das Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19. Também rejeitou o texto sobre o tratamento ambulatorial.
 

Além de rejeitar o tratamento com medicamentos sem eficácia, como a hidroxicloroquina, estes pareceres abordavam métodos de controle da dor e sedação de pacientes em ventilação mecânica, e tratavam da assistência hemodinâmica e medicamentos vasoativos.
 

Quase dois anos após o começo da pandemia, o ministério publicou apenas uma diretriz, em junho de 2021, sobre uso de oxigênio, intubação orotraqueal e ventilação mecânica de pacientes, elaborada pelo mesmo grupo de especialistas.
 

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, a ala pró-cloroquina do governo atuava para boicotar a discussão da Conitec. Também articula a troca no comando do órgão.
 

O governo tem até o dia 24 para apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma diretriz de tratamento da Covid-19 no SUS. A ação foi apresentada pelo MDB.
 

Em uma das justificativas, Angotti disse que diante do inegociável valor da vida e da importância de se aproveitar cada oportunidade de beneficiar o paciente acometido por Covid-19 ou qualquer outra doença, o princípio bioético da beneficência, amparado por evidências que demonstram impacto positivo, mesmo que ainda não sejam de nível máximo de qualidade, assume grande importância.
 

"Se publicações levadas a futuras consultas públicas ou audiências não se adequarem para publicação por razões metodológicas que limitam o escopo das Diretrizes sob análise, serão úteis, com certeza, nas discussões posteriores que se fazem desde já necessárias", argumentou.
 

Associações de médicos, pacientes e técnicos que atuam na avaliação de tecnologias de saúde tentam evitar o aparelhamento da Conitec pela ala do governo que defende o uso de medicamentos como a hidroxicloroquina.
 

Os textos que contraindicavam o "kit Covid" foram aprovados em junho e dezembro de 2021 pela Conitec, mas a publicação das diretrizes estava sendo postergada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia da pasta, comandada por Angotti.
 

Há prazo de até dez dias para apresentação de recurso sobre a decisão desta sexta-feira da Saúde. Depois, Angotti terá cinco dias para apresentar nova resposta sobre os pareceres.
 

Em última instância, e sem prazo de resposta, o ministro Queiroga decide sobre a publicação ou não das diretrizes.
 

Em dezembro, a votação que rejeitou o "kit Covid" teve placar apertado, de 7 a 6. Uma votação anterior havia terminado empatada.
 

Ao assumir o Ministério da Saúde, em março de 2020, Queiroga anunciou que promoveria o debate na Conitec para encerrar a discussão sobre o uso do "kit Covid". Ele indicou o médico e professor da USP Carlos Carvalho, contrário aos fármacos ineficazes, para organizar grupo que iria elaborar os pareceres.
 

Queiroga, porém, modulou o discurso e tem investido na pauta bolsonarista para se agarrar ao cargo. Ele passou a evitar o tema do "kit Covid", ainda que admita a colegas que não vê benefícios no uso destes medicamentos.
 

Angotti é médico, seguidor do escritor Olavo de Carvalho e defensor do "kit Covid". Ele tenta ainda exonerar a servidora Vania Canuto do comando da Conitec, pois ela votou a favor das diretrizes elaboradas por especialistas.
 

O secretário sugere a nomeação do biólogo Regis Bruni Andriolo.
 

Andriolo é próximo da secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, conhecida como "capitã cloroquina", e de Angotti. Em maio de 2021, ajudou Pinheiro a se preparar para a CPI da Covid.
 

Em um vídeo a que a Folha de S.Paulo teve acesso, Pinheiro pede a Andriolo que prepare algumas perguntas para que ela possa enviar para os senadores fazerem para ela.
 

Pinheiro perguntou ao pesquisador se havia estudo que serviria de "bala de prata" para provar à CPI a eficácia da hidroxicloroquina e da ivermectina.
 

Em resposta, no vídeo, Andriolo respondeu: "Pois é. Cadê o estudo precoce, né? Esse é o problema. Não tem. Então, não tem esse estudo".
 

Andriolo, Pinheiro e Angotti participaram da conversa que antecedeu a ida da secretária à CPI. Na mesma ocasião, ela sugeriu que poderia arrumar um cargo para o biólogo na Saúde, mesmo ele não tendo sinalizado se tinha ou não interesse em trabalhar na pasta.
 

 

Mais de 11 mil crianças em Salvador já foram vacinadas contra Covid-19
Foto: Igor Santos / Secom

Habilitadas desde o último sábado (15) para receber a vacina contra a Covid-19 em Salvador, mais de 11 mil crianças compareceram aos pontos de vacinação até o início da tarde de ontem (20), de acordo com a Secretaria de Saúde Municipal. A capital baiana recebeu 24,4 mil doses para este público.

 

Estão habilitadas para vacinação crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente (visual, auditiva, intelectual e motora); 6 a 11 anos com comorbidades; e 10 e 11 anos sem comorbidades.

 

O número é considerado baixo e por isso o secretário municipal de saúde, Leo Prates, pede sensibilidade e convoca os pais e responsáveis para que levem os pequenos aos pontos de imunização.

 

“Estamos enfrentando um aumento do número de casos na cidade e a forma mais eficaz para montarmos uma barreira de proteção é a vacina. Defendemos o acesso das crianças ao imunizante, portanto, contamos com a colaboração de todos para nos ajudar a ampliar essa cobertura vacinal”, destacou o gestor.

 

A faixa etária de crianças com maior adesão à vacina está entre aquelas com 11 e 10 anos, correspondendo a 50,6% e 44,1% da população cadastrada e vacinada, respectivamente. Já as demais idades apresentam baixos índices de vacinados: 9 anos (1,18%); 6 anos (1,17%); 7 anos (1,12%); 5 anos (0,91%) e 8 anos (0,87%).

 

No ato da vacinação deverão ser apresentadas original e cópia do documento de identificação da criança e cartão de vacina, e documento oficial de identificação com foto do pai ou mãe presente na vacinação. Para as crianças com comorbidades ou com deficiência permanente, é necessário levar também relatório médico atestando a condição de saúde.

 

No ponto de imunização deverá ser preenchido o Formulário de Vacinação. O documento também está disponível no site da SMS, podendo ser impresso, preenchido antecipadamente e apresentado no ponto de vacina.

 

Caso a criança esteja acompanhada por representante maior de 18 anos, além dos documentos citados, o Formulário de Vacinação deverá ser impresso antecipadamente para preenchimento e coleta da assinatura do pai ou mãe do menor. No ato da vacina deverá ser apresentada também cópia do documento de identificação com foto do pai ou mãe que assinou o Formulário de Vacinação.

 

De acordo com SMS, os casos excepcionais relacionados à falta de apresentação da documentação completa serão tratados individualmente no próprio local da vacinação. 

 

Confira os postos de vacinação de crianças desta sexta-feira (21):

 

CRIANÇAS COM 10 E 11 ANOS

 

Pontos fixos: Arena Fonte Nova (Nazaré), Clube de Periperi, USF Cajazeiras V, 5º Centro de Saúde (Barris), Parque da Cidade (Itaigara), CSU Pernambués, USF Cambonas, UBS Marechal Rondon, USF Vale do Matatu e USF Parque de Pituaçu.

 

CRIANÇAS COM COMORBIDADES DE 6 A 11 ANOS

 

Pontos fixos: USF Beira Mangue e USF Zulmira Barros (Costa Azul).

 

CRIANÇAS DE 6 A 11 ANOS COM COMORBIDADES ACOMPANHADAS DO PAI OU MÃE

 

Pontos fixos: Apae - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – Pituba (13h às 17h) e ION - Instituto de Organização Neurológica da Bahia – Ondina (8h às 16h)

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