Domingo, 31 de Maio de 2020 - 12:35

Fábio Vilas-Boas diz que taxa de contágio está abaixo de 5% na Bahia

por Milena Lopes

Fábio Vilas-Boas diz que taxa de contágio está abaixo de 5% na Bahia
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Neste domingo (31), o Secretário da Saúde da Bahia (Sesab), Fábio Vilas-Boas, divulgou através da sua conta no Twitter um gráfico que apresenta diminuição do contágio de coronavírus no estado. 

 

Em uma análise de cerca de 40 dias sobre a média do número de casos, os últimos dias de maio apresentaram redução em comparação ao restante do mês e a segunda quinzena de abril. 

 

O secretário declarou que na última semana foi possível manter a média de contaminação no estado abaixo de 5%. 

 

Ele também ressalta que, mesmo com apresentação de diminuição da linha, ainda é preciso dar atenção para localidades com o índice alto de contágio, como Jequié, com 7%, e Eunápolis, Porto Seguro, Itamaraju, com 8%. 


Até agora, a Bahia já registrou 17.626 casos confirmados de Covid-19, segundo o último boletim divulgado pela Sesab. No total, 5.709 pessoas foram recuperadas e 638 óbitos aconteceram devido a doença.

Foto: Reprodução / Twitter

MPF pede suspensão do uso da cloroquina em rede pública de saúde
Foto: Reprodução / Ovale

O documento que permite o uso da cloroquina na rede pública de saúde para pacientes contaminados pelo coronavírus está com pedido de suspensão aberto. Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) dos estados de Sergipe, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo abriram ação contra a ampliação da utilização do medicamento até que o Ministério da Saúde apresente um resultado claro de benefício ou risco do seu uso em pacientes com Covid-19. 

 

O pedido, feito no dia 20 de maio, foi encaminhado para a 1ª Câmara de Revisão e Coordenação do MPF para ser enviada ao Ministério da Saúde. A justificativa dos procuradores dos quatro estados é que o medicamento não é comprovado como eficiente para o tratamento dos pacientes com o vírus causador da pandemia. 

 

Eles pedem que o Ministério comprove a relação favorável entre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina sobre o tratamento para a doença para que, só então, a utilização do medicamento na rede pública de saúde seja feita. 

 

No mesmo dia 20, um documento publicado pelo Ministério da Saúde admitia que não existem comprovações, ainda, de que a cloroquina e seus derivados são eficazes para tratamento da Covid-19. 

 

"A atual capacidade de processamento de testagem no país é de dez mil exames por dia, conforme apresentado pela Secretaria de Vigilância Sanitária em 20 de maio de 2020, e o plano de testagem nacional não sofreu alterações que permitam abranger o universo de sintomáticos leves que terão que fazer o teste previamente ao uso de cloroquina ou hidroxicloroquina, com capacidade de resposta efetiva dos exames", declaram os procuradores, segundo o jornal O Globo. 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes sobre com a droga para tratamento da doença após constatação do aumento do número de óbitos.

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) impôs que o Ministério da Saúde liberasse a o uso medicação. A falta de comprovações sobre os benefícios dela para combate da doença gerou instabilidade entre o governante e os dois últimos ministros da casa, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Domingo, 31 de Maio de 2020 - 07:50

Após recorde diário, RJ supera os 50 mil de Covid-19, mas pensa em reabertura

por Júlia Barbon | Folhapress

Após recorde diário, RJ supera os 50 mil de Covid-19, mas pensa em reabertura
Foto: Reprodução / G1

O Rio de Janeiro superou neste sábado (30) a marca dos 50 mil casos confirmados do novo coronavírus, sem sinais claros de estabilização da doença. Mesmo assim, estado e prefeituras já falam em flexibilização da quarentena.

Os dados atualizados no painel da Secretaria Estadual de Saúde registram 52.420 infectados e 5.277 mortes até agora --fora os mais de mil óbitos ainda em investigação--, o que mantém os fluminenses em segundo lugar no país, atrás apenas de São Paulo.

Os números atualizados deste sábado ainda mostram 4.467 novos casos nas últimas 24 horas, maior cifra desde o início da pandemia.

Para se ter uma dimensão, recentemente o estado ultrapassou sozinho a quantidade de mortos de China (4.638) e Índia (4.980) pela doença, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins desta sexta (28).

Assim como aconteceu por todo o Brasil, a doença começou atingindo fortemente a capital e foi se espalhando ao longo dos últimos dois meses e meio. Hoje, 91 dos 92 municípios do RJ têm casos confirmados e 63 registram mortes.

A região metropolitana, porém, ainda é onde se concentra a parte massiva dos infectados: junto com a cidade do Rio, ela representa 8 em cada 10 casos e 9 em cada 10 mortos. Os piores municípios são Niterói, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São Gonçalo.

"O que acontece na capital acontece nos municípios em volta uma ou duas semanas depois", diz Christovam Barcellos, geógrafo e sanitarista da Fiocruz. Ele é um dos responsáveis pela ferramenta MonitoraCovid19 e vem acompanhando os dados estaduais e nacionais diariamente.

"Não há nenhum sinal de estabilização. Assim como a cidade do Rio exportou a doença para municípios vizinhos, pode receber doentes se não houver controle", afirma, acrescentando que nenhum município tem ainda níveis seguros para a reabertura da economia.

Niterói, que havia adotado uma das quarentenas mais rígidas do estado, reabriu parte do comércio na última semana. Duque de Caxias, a segunda com mais mortes, decretou a retomada na segunda (25). A iniciativa, porém, foi barrada pela Justiça.

Na capital, a doença começou pela zona sul e agora se espalhou por toda a cidade. Copacabana, que tem alta densidade populacional e muita circulação, continua com o maior número de casos (1.280). O campeão de mortes (202), porém, é Campo Grande, bairro dominado pela milícia no extremo oeste da cidade.

Contrariando recomendações de lockdown (restrição total de circulação) por especialistas do estado, o governador Wilson Witzel (PSC) e o prefeito carioca Marcelo Crivella (Republicanos) fazem acenos à flexibilização da quarentena.

Crivella tem se reunido com seu comitê científico para discutir um plano, ainda não divulgado. Ele aconteceria em seis fases, de 15 dias prorrogáveis, que liberariam atividades de acordo com a sua relevância econômica e seu risco de contágio.

Na última semana ele declarou que "nós não podemos negar, nós dominamos a pandemia". Também disse que a curva está caindo, citando notificações diárias de casos e óbitos, um dado que pode variar largamente de um dia para o outro.

Já Witzel apresentou há cerca de dez dias um plano que define critérios para o estado classificar semanalmente as cidades com as bandeiras vermelha (restrição), amarela (flexibilização) ou verde (normalização). A decisão das medidas, no entanto, ficará a cargo das prefeituras.

Cidades com mais de 90% dos leitos de UTI ocupados devem manter as restrições atuais; as que têm ocupação entre 70% e 90% e média de crescimento negativa de casos podem reabrir shoppings, academias, transporte intermunicipal etc. E as com ocupação abaixo de 70% e também média negativa podem liberar tudo.

"Nós da Fiocruz estamos recomendando e repetindo que não se pode basear a flexibilização em um ou dois indicadores, sem a certeza absoluta de que há queda na transmissão. É preciso um conjunto enorme de índices: letalidade, internação, vagas em hospitais, disponibilidade de testes, adesão a políticas de isolamento etc.", critica Barcellos.

Uma queda da média de novos casos nos últimos dias observada na capital, por exemplo, não é suficiente para confirmar uma tendência, afirma ele. "É um risco muito alto basear a flexibilização numa queda pontual, não dá para chamar isso de pico", diz. "Países da Europa só começaram a reabertura depois de um mês do pico confirmado."

O sistema de saúde do Rio chegou perto de um colapso no início de maio, com quase 100% das vagas de terapia intensivas reservadas para o coronavírus cheias. Agora, a taxa de ocupação tem variado entre 80% e 90% no estado (rede estadual) e na capital (rede pública como um todo).

Mais de 200 pacientes fluminenses, porém, ainda aguardam na fila por esses leitos. O estado vive um grande imbróglio com sete hospitais de campanha que haviam sido prometidos para abril e até agora não foram entregues, tudo isso no meio de uma série de suspeitas de fraudes que chegaram na cúpula da Secretaria de Saúde e até no governador.

Feira de Santana: Colbert prorroga fechamento do comércio por mais 7 dias
Foto:Reprodução/Google Street View

O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), prorrogou o fechamento de estabelecimentos comerciais e serviços na cidade até o dia 08 de junho. O decreto municipal foi publicado neste domingo (31) e busca aumentar o distanciamento social em razão da pandemia da Covid-19.

 

"Analisando os números e sempre preocupado em preservar a saúde de nossa gente, onde o distanciamento social se faz necessário, decidimos prorrogar até dia 08/06", disse em publicação no Twitter.

Brasil ultrapassa número de mortes da França por Covid-19 com mais de 28,8 mil registros
Foto: Divulgação

O Brasil ultrapassou a França em número de mortos por Covid-19. Um balanço do Ministério da Saúde, divulgado neste sábado (30), revela que já são 28.834 mortes por Covid-19 no país. Nesta sexta-feira (29), o número registrado era de 27.878. Com isso, neste período, foram registrados 956 óbitos.  O Brasil é o quarto país no mundo em mortes pelo coronavírus.

 

Já são quase 500 mil casos confirmados da doença no país. Neste sábado, a pasta registrou 498.440 casos confirmados. Nesta sexta, o número era de 465.166. Ainda divulgou que há 268.714 pacientes em acompanhamento.  

USP desenvolve app que permite usar peixe paulistinha para diagnosticar Covid-19
Foto: Reprodução/Pixabay

O zebrafish, também conhecido como peixe paulistinha, pode auxiliar em testes diagnósticos para a Covid-19. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) desenvolveram uma metodologia que permite usar o animal e custa cinco vezes mais baratos que os atuais testes.

 

De acordo com reportagem da Agência Fapesp, os cientistas criaram uma fita diagnóstica com um QR code que, ao ser lido por um aplicativo, fornece rapidamente o resultado do teste.

 

Antes de criar o app, uma proteína do novo coronavírus foi aplicada no peixe. O animal gerou anticorpos que foram passados para seus ovos durante o processo de reprodução. Os anticorpos foram usados para fazer a fita diagnóstica.

 

O teste está em fase de validação e a equipe trabalha para quantificar a concentração de anticorpos necessária para produção em escala global, destaca a reportagem da Fapesp.

 

“Conseguimos com a professora Cristiane Carvalho, que trabalha em parceria com os pesquisadores, diferentes fragmentos de uma proteína do novo coronavírus chamada spike. Nós a injetamos no zebrafish e isolamos os anticorpos dos ovos”, disse o pós-doutorando Ives Charlie da Silva, em entrevista ao Jornal da USP.

Sábado, 30 de Maio de 2020 - 18:20

Brasileiros se queixam de distúrbios do sono e alimentação na pandemia, diz pesquisa

por Cláudia Collucci | Folhapress

Brasileiros se queixam de distúrbios do sono e alimentação na pandemia, diz pesquisa
Foto: Reprodução/Pixabay

Pesquisa do Ministério da Saúde em todo o país mostra que 41,7% dos brasileiros relatam distúrbios do sono, como dificuldade para dormir ou dormir mais do que o de costume, durante a pandemia de Covid-19.

Foram entrevistadas mais de 2.000 pessoas no segundo ciclo da Vigitel (Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Falta ou aumento de apetite foi relatada por 38,7% dos entrevistados.

A pesquisa também apurou como anda a saúde mental dos brasileiros neste momento: 35,3% relatam falta de interesse em fazer as coisas; 32,6% disseram se sentir para baixo ou deprimido; 30,7% se sentir cansado, com pouca energia.

E mais: 17,3% descreveram lentidão para se movimentar ou falar ou estar muito agitado ou inquieto; 16,9% relataram sentir dificuldade para se concentrar nas coisas.

Segundo Eduardo Macário, diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância em Doenças Não Transmissíveis, a questão da saúde mental é muito importante e merece atenção especial.

"Eventos relacionados à saúde mental muitas vezes são colocados de lado numa situação como a que estamos vivendo. Mas é fundamental serem monitorados e acompanhados."

O levantamento também avaliou a questão do isolamento social e constatou que 87,1% dos adultos no país relatam que precisam sair de casa ao menos uma vez.

Entre os principais motivos estão compra de alimentos (75,3%), trabalho (45%), procurar serviço de saúde ou farmácia (42,1%), tédio ou cansaço de ficar em casa (20,5%), ajudar um familiar ou amigo (20,2%), visitar familiares e amigos (19,8%), praticar atividades físicas (13,6%) e caminhar com animal de estimação (5,6%).

Os moradores com idades entre 35 e 49 anos (89,8%) das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (89%) foram os mais saíram de casa.

Sobre as práticas de higiene recomendadas para a prevenção da contaminação pelo coronavírus, o segundo ciclo da pesquisa apontou que o percentual de adultos que relataram higienizar as mãos e objetos tocados com frequência foi maior em mulheres (88,6%).

A pergunta foi feita nos dois ciclos da pesquisa e a porcentagem de pessoas que segue as práticas de higiene aumentou de 82,7% no primeiro ciclo para 84,6% no segundo ciclo.

Para Luciana Sardinha, coordenadora-geral de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, os dois ciclos da pesquisa foram muito importantes para entender de que forma a população brasileira está enfrentando a pandemia.

O monitoramento sistemático dos riscos em saúde pública auxilia os gestores na adoção de medidas, de modo a reduzir o número de pessoas afetadas.

O segundo ciclo da pesquisa Vigitel Covid-19 foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre os dias 25 de abril e 5 de maio de 2020, e entrevistou 2.007 pessoas com 18 anos ou mais, em todo o país.

Sesab registra 17.626 casos confirmados e 638 mortes por Covid-19
Foto: Divulgação

De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a Bahia registrou neste sábado (30) 17.626 casos confirmados de Covid-19, o que representa 15,44% do total de notificações no estado, além de 638 mortes. Os 29 óbitos contabilizados no boletim epidemiológico deste sábado referem-se a um período de 14 dias. As notificações tardias estão sendo apuradas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Corregedoria. A Sesab registrou 5709 casos recuperados. Mais de 11,2 mil pessoas estão sendo monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.  

 

Na Bahia, 2.556 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Segundo o boletim, 40,7 mil casos foram descartados. Foram registradas 114 mil notificações em todo o estado. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h30 deste sábado (30). 

 

Na Bahia, dos 1.725 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 996 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 58%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 766 leitos exclusivos para o coronavírus, 524 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 68%. 

 

Cabe ressaltar que o número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Intercorrências com equipamentos, rede de gases ou equipes incompletas, por exemplo, inviabilizam a disponibilidade do leito. Ressalte-se que novos leitos são abertos progressivamente mediante o aumento da demanda. 

 

Já o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) realizou 52.462 exames do tipo RT-PCR, que é o padrão ouro para identificar o genoma viral do coronavírus, no período de 1° de março a 30 de maio de 2020. Estão em análise 3.707 exames. 

Sábado, 30 de Maio de 2020 - 11:00

Serrinha: Dois óbitos por covid-19 são registrados nesta sexta

por Francis Juliano

Serrinha: Dois óbitos por covid-19 são registrados nesta sexta
Foto: Reprodução / Wikipedia

Dois óbitos decorrentes do novo coronavírus foram registrados nesta sexta-feira (29) em Serrinha, na região sisaleira. De acordo com a prefeitura, as vítimas são dois idosos, um de 92 anos, que faleceu nesta sexta em casa; e outro de 85 anos, com histórico de diabetes e hipertensão, falecido na segunda-feira (25), mas com óbito pela doença confirmado também nesta sexta.

 

No mesmo boletim, a prefeitura registrou mais 15 casos positivos, o que eleva o número de registros positivos para a covid-19 em 68. O boletim ainda informou que há 13 casos suspeitos e 210 descartados.

Sábado, 30 de Maio de 2020 - 09:40

Lista com transporte suspenso na Bahia inclui mais 20 cidades

por Francis Juliano

Lista com transporte suspenso na Bahia inclui mais 20 cidades
Foto: Reprodução / Facebook

Mais 20 cidades baianas vão ter o transporte intermunicipal suspenso como medida para controlar a disseminação da covid-19 no estado. Um decreto, publicado neste sábado (30), determina a interrupção do serviço a partir deste domingo (31). Veículo só podem sair das cidades até a 1h. Para chegar a tolerância vai até as 9h.

 

As cidades da nova lista são: Buritirama e Santa Rita de Cássia, no oeste; Caculé, no oeste; Caculé, Poções, Tanhaçu, no sudoeste; Canudos, Casa Nova e Uauá, no Sertão do São Francisco; Irecê, no centro norte; Itaquara, no Vale do Jiquririçá; Muniz Ferreira, no Recôncavo; Novo Triunfo, Paripiranga e Pedro Alexandre, no nordeste; Ourolândia, no Piemonte da Diamantina; Rafael Jambeiro, no Piemonte do Paraguaçu; São Gonçalo dos Campos e Tanquinho, no Portal do Sertão; São José da Vitória, no sul e São José do Jacuípe, na Bacia do Jacuípe.

 

Com a inclusão dessas 20, a lista de cidades sem transporte intermunicipal chega a 247. O decreto diz que transporte intermunicipal é qualquer coletivo público ou privado, rodoviário ou hidroviário feito nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e por vans.

 

RETORNO
No mesmo decreto, o governador Rui Costa liberou o retorno do transporte nas cidades de Abaíra, Água Fria, Arataca, Aurelino Leal, Banzaê, Barra, Caetanos, Cravolândia, Jaguarari, Lafaiete Coutinho, Lajedo do Tabocal, Livramento de Nossa Senhora, Maracás, Mirangaba, Morpará, Mucugê, Nova Ibiá, Piatã e Taperoá.

 

Para a volta do serviço, a justificativa é que nesses lugares não ocorrem casos de covid-19 há pelo menos 14 dias. O tempo é considerado para a recuperação da doença.

Sábado, 30 de Maio de 2020 - 07:10

Preconceito contra idosos cresce na pandemia, afirma ex-diretor de envelhecimento da OMS

por Cláudia Collucci | Folhapress

Preconceito contra idosos cresce na pandemia, afirma ex-diretor de envelhecimento da OMS
Foto: Reprodução / Pfarma

O médico gerontólogo e ex-diretor da OMS Alexandre Kalache, 74, afirma que o preconceito relacionado à idade tem aumentado durante a pandemia de Covid-19 e que a voz dos mais velhos, principal grupo de risco para a doença, é silenciada.

"'Deixa morrer! Já viveu muito! E daí?' Parece que ninguém se importa mais a morte de alguém que já viveu. É o que eu chamo de gerontocídio", afirma o ex-diretor da área de envelhecimento da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Para ele, o fato de 30% das mortes por Covid-19 ocorrerem antes dos 60 anos mostra que, além da idade cronológica, a desigualdade social é um dos principais determinantes da pandemia.

"As pessoas envelhecem prematuramente e mal. Há pessoas com 45, 50, 55 anos que já estão velhas. As desigualdades sociais fizeram com que elas tivessem precocemente as famosas comorbidades."

Presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil, Kalache diz que tem aumentado também a violência doméstica contra idosos durante o isolamento social.

"A última coisa que um idoso, uma idosa, quer fazer é ligar para a polícia e acusar o seu filho, a sua filha, o seu neto."



PERGUNTA - Um grupo de intelectuais europeus publicou nesta semana carta aberta denunciando a 'cultura do descarte' do idoso durante a pandemia. Isso ocorre também no Brasil?

ALEXANDRE KALACHE - Muito. Todo preconceito de idade, que eu chamo de 'idadismo', que já existia contra os idosos apenas aflora, aumenta com a questão da Covid. 'Deixa morrer! Já viveu muito! E daí?' Parece que ninguém se importa mais com a morte de alguém que já viveu. É o que eu tenho chamado de gerontocídio.

A nossa diferença em relação aos países europeus é que lá a sociedade civil reage. Você tem muitas organizações não governamentais [ONGs] falando pelo e com o idoso. Aqui ninguém fala pelo idoso. Eu vesti totalmente o chapéu do idoso.

Eu não quero que ninguém me apresente como ex-diretor da OMS ou pelos meus títulos acadêmicos. Eu sou um idoso. A gente cansa de ver experts dando depoimentos mas ninguém se coloca como idoso. O idoso é sempre o outro, não tem nada a ver comigo.

No Brasil, não temos ONGs, conselhos de idosos atuando de forma efetiva e eficaz, a começar pelo federal. Alguns conselhos estaduais e municipais ainda gritam um pouco, mas é abafado. No Brasil, a voz do idoso é silenciada.



P. - Como estão hoje as políticas nacionais voltadas aos idosos?

AK - O CNDI (Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa) sofreu uma intervenção ano passado por parte do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, da Damares [Alves]. São pessoas totalmente ignorantes nas questões de envelhecimento e que não têm interlocução com a sociedade civil. Está tudo contaminado por um discurso que discrimina.

Um subgrupo da população idosa, os LGBTIs, por exemplo, já é marginalizado, vive só, a família já pode ter se afastado há muito tempo, os vizinhos não toleram. Você cria bolsões de pessoas em que terão riscos muito aumentados durante essa pandemia.



P. - Embora os idosos representam o maior grupo de risco para o coronavírus, muitas pessoas abaixo de 60 anos também têm morrido na pandemia por conta de comorbidades. Estamos envelhecendo mais cedo? AK - Sim, esse corte de 60 anos ou mais é superficial. As pessoas envelhecem prematuramente e mal. Há pessoas com 45, 50, 55 anos, que já estão velhas. As desigualdades sociais fizeram com que elas tivessem precocemente as famosas comorbidades.

Cerca de 30% das mortes no Brasil por Covid acontecem antes dos 60 anos. O que mata não é só você ter 75, 80 anos. O que mata são as comorbidades. Tanto que a gente vê pessoas com cem anos se recuperando.

Na Itália, na Espanha morreram muitos velhos. Aqui, a desigualdade social será determinante. A base da pirâmide, os ferrados, os negros, é que vão sofrer mais.



P. - O fator idade também tem sido usado como critério na alocação de respiradores. Como o sr. vê isso?

AK - É a falta de conhecimento sobre envelhecimento do profissional que está tendo que fazer essa escolha de Sofia. Eles deveriam ter informações suficientes de que o que deve comandar essa escolha é a comorbidade, a capacidade funcional da pessoa.

Isso muitas vezes nem entra nos protocolos dos hospitais. Para eles, é 'confortável' decidir pensando 'quem já viveu, dança; vamos dar oportunidade para aquele mais jovem'.

De novo, é uma mistura do idadismo, do preconceito gritante e da ignorância. Eu sei que é uma escolha muito difícil, não estou minimizando, mas é possível fazê-la com mais critério.



P. - No Brasil, 20% dos lares têm nos idosos a principal fonte de renda da família. Ou seja, também do ponto de vista econômico eles são imprescindíveis.

AK - Sim! São eles que garantem a comida para os netos, remédios para os filhos. E, ainda assim, sofrem todo o tipo de abuso, financeiro, físico, emocional, psicológico.

Fora aqueles que vivem só. Isolamento é uma coisa, solidão é outra. Temos 10% das pessoas idosas, cerca de 3 milhões, que vivem só. O Estado responde: a família tem que tomar conta. Que família? Essa família já abandonou esse idoso há muito tempo, ou vive muito longe. A gente vê muito velho ainda trabalhando como vigia, porteiro.



P. - O país já começa a contabilizar mortes por Covid em residenciais de idosos. O fato de haver muitas instituições que funcionam de forma irregular agrava ainda mais os riscos?

AK - É grande a preocupação com essas inúmeras casas de repouso que fogem de qualquer tipo de fiscalização. Grosso modo, temos 1% de idosos institucionalizados, um universo de mais de 300 mil pessoas que estão muito desprotegidas, como estão também as pessoas que ali trabalham. Não têm indumentária adequada, não sabem o que fazer, são profissionais pouco treinados.

O profissional da enfermagem, quando tem, cuida de 15 pessoas. E esses idosos estão mais sozinhos do que nunca. Aqueles que ainda recebiam visita da família deixaram de receber.



P. - Nesse isolamento social temos visto aumento da violência doméstica contra mulheres e crianças. Os idosos também sofrem com isso?

AK - A gente sabe que têm crescido os casos, que houve um aumento de 50% das ligações nos canais de denúncia. Mas as estatísticas oficiais são muito tímidas. Isso é só a ponta do iceberg.

A última coisa que um idoso, uma idosa, quer fazer é ligar para a polícia e acusar o seu filho, a sua filha, o seu neto. Ainda mais em tempos de isolamento social em que ele está sendo monitorado o tempo todo. Isso é muito perverso.



P. - Há relatos de que muitos idosos e idosas têm relutado em ficar em casa e estão dando escapadinhas. Por que essa resistência?

AK - Atualmente está tão fragmentada e confusa a mensagem de isolamento, com o presidente dizendo uma coisa, governador e prefeito dizendo outra, que as pessoas não sabem em quem acreditar.

Isso se agrava quando a gente sabe que 30% dos idosos são analfabetos. Eles veem o presidente sem máscara a maior parte do tempo, sai par rua, vai comer pipoca, fica complicado para as pessoas perceberem a importância do isolamento, acreditar em evidências, na ciência.



P. - O fato de terem sobrevivido a tantas doenças também não acaba dando aos idosos uma falsa sensação de proteção?

AK - De uma certa forma, sim. Os idosos são o grupo de maior risco, porém, são os mais resilientes. Nós já passamos por poucas e boas, conseguimos ver a luz no fim do túnel.

Na OMS, lideramos projetos com idosos em situações de emergência, que passaram por guerras, vulcões, terremotos, tsunamis, enchentes, incêndios. Em todas essas situações, os idosos, junto com as crianças, eram as pessoas mais vulneráveis, mas eram também os mais resilientes na reconstrução.

É o idoso que tem aquela capacidade de ver a luz no final do túnel. Isso que está faltando para a gente. Estamos encapsulado nessa vida do imediato, do tudo rápido. Quem sabe depois da Covid a gente se mova com mais calma?



P. - Qual o aprendizado dessa pandemia?

AK - A Nova Zelândia foi um dos países modelos no enfrentamento e continua sendo, com um número bem baixo de casos de Covid, todos eles muito bem acompanhados.

Mas o interessante é que entre os maoris [povo indígena que representa 20% da população], a proporção de casos é ainda mais baixa. E eles são os mais pobres, o que nos levaria a pensar o contrário, já que nos outros países, os mais pobres são os mais atingidos.



P. - O que explica isso?

AK - Os maoris têm na ancestralidade, na tradição oral, a memória do que foi a gripe espanhola de 1918. Essas tradições orais são contadas de geração em geração e mantidas pelas pessoas mais idosas.

Assim que souberam o que estava acontecendo na China, eles fizeram um autoconfinamento, entraram em quarentena, antes mesmo de o governo determinar. É um exemplo do papel do idoso e de como as tradições devem ser mantidas e repassadas.



RAIO-X

Alexandre Kalache, 74, graduado em medicina, doutor em saúde pública pela Universidade de Oxford. Trabalhou por 14 anos como diretor do Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS). É presidente da Centro Internacional da Longevidade Brasil, membro do conselhos consultivos na OMS, no Fórum Econômico Mundial e na Associação Mundial de Demografia e Envelhecimento

Com aumento de 50% dos casos de Covid-19, Camaçari terá toque de recolher
Foto: Reprodução / Youtube

O prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (DEM), vai anunciar neste sábado (30) o início de um toque de recolher devido ao aumento dos casos da Covid-19 no município. Elinaldo terá reunião com integrantes da Polícia Militar e da gestão municipal para definir os detalhes da operação, que deve ser iniciada ainda neste sábado (30). 

 

A decisão do prefeito ocorre em função do crescimento dos casos nesta semana, mesmo com os feriados antecipados de segunda (25) a quarta-feira (27) e com os pontos facultativos de quinta (28) e sexta-feira (29). Camaçari iniciou a semana com 150 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus no último domingo (24), número que chegou a 226 nesta sexta. Somente nesta sexta foram 36 novas confirmações. 

 

Estes dados representam um aumento de 50% nos casos em menos de um semana. Assim que recebeu o boletim desta sexta, com o aumento de exponencial de casos, o prefeito ligou para os comandantes e convocou uma reunião de emergência para a implantação de um toque de recolher. 

 

Elinaldo ressaltou que a prefeitura vem adotando diversas medidas para conter o avanço da doença, a exemplo do fechamento do comércio, da suspensão das aulas e interdição das praias, além da proibição de eventos e atividades que pudessem gerar aglomerações, a exemplo das ações esportivas e festas. Somente serviços essenciais, como mercados e farmácias, são autorizados a funcionar. Além disso, a prefeitura realizou ações de desinfecção na cidade e distribuiu máscaras para a população. Contudo, as medidas não foram suficientes para impedir o avanço da pandemia.

 

“Estamos tomando todas as medidas necessárias para impedir o avanço do vírus desde o início. Nesta semana, esperávamos uma estabilização uma redução no número de casos, com os feriados antecipados, o que, em tese, evitaria aglomerações. Contudo, a medida aparentemente não foi suficiente e precisaremos endurecer as ações para reverter essa curva de crescimento”, disse Elinaldo. 

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 22:05

Cinco dos dez municípios mais vulneráveis à Covid-19 no Brasil são baianos, diz estudo

por Matheus Caldas / Lula Bonfim

Cinco dos dez municípios mais vulneráveis à Covid-19 no Brasil são baianos, diz estudo
Wanderley, 2º município mais vulnerável à Covid-19 no país (Foto: Reprodução)

A Bahia tem cinco dos 10 municípios mais vulneráveis à Covid-19 no Brasil, segundo estudo do Instituto Votorantim. Wanderley, Ibirataia, Sítio do Quinto, Jussiape e Ubaitaba integram o “top 10” da lista que avalia 5.570 cidades brasileiras.

 

O estudo utilizou como critérios para a avaliação questões socioeconômicas, tamanho da população idosa, taxa de urbanização, estrutura e organização do sistema de saúde, capacidade fiscal da administração municipal, entre outros.

 

Wanderley, localizado na Bacia do Rio Grande, é o município brasileiro com o segundo maior índice de vulnerabilidade. A estrutura do sistema de saúde na região pesou para o desempenho ruim da cidade no ranking. Segundo o Instituto Votorantim, a microrregião do Cotegipe não possui leitos de UTI para o tratamento da Covid-19.

 

Ibirataia, no território de identidade do Médio Rio de Contas, é o segundo município baiano com pior desempenho no estudo. A autonomia fiscal da administração foi o fator que mais pesou para o resultado. Além disso, apenas 11,62% da população local encontra-se empregada.

 

Sítio do Quinto, localizado nas proximidades de Jeremoabo, enfrenta dois graves problemas que aumentam sua vulnerabilidade diante da Covid-19: a falta de leitos de UTI na região e a grande percentagem de população desempregada. Segundo o estudo, apenas 8,47% da população possui uma ocupação.

 

Em Jussiape, na Chapada Diamantina, além de haver uma pequena parcela da população ocupada, o rendimento médio dos trabalhadores não ultrapassa 1,4 salário mínimo. O estudo deixa claro que a questão de renda é um fator fundamental para a vulnerabilidade diante da pandemia.

 

Por fim, Ubaitaba, no território de identidade do Litoral Sul, enfrenta tanto a questão do desemprego quanto uma gestão fiscal desequilibrada. O Instituto Votorantim deu “nota zero” à autonomia fiscal do município, o que contribuiu para o desempenho ruim no ranking.

 

Para o Instituto Votorantim, os cinco municípios baianos menos vulneráveis para o enfrentamento da Covid-19 são, na ordem, Dias D’Ávila, Candeias, São Francisco do Conde, Camaçari e São Desidério.

Consumo de bebidas alcoólicas e sintomas de depressão cresceram na pandemia, diz estudo
Foto: Reprodução/Pixabay

A pandemia do novo coronavírus tem sido responsável por diminuir a renda, aumentar o consumo de bebida alcoólica e piorar o estado emocional dos brasileiros. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Fiocruz, em conjunto com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Unicamp. As informações são da coluna Viva Bem, do Uol.

 

Segundo o levantamento, 55% das pessoas afirmaram que tiveram redução na renda familiar, e 7% estão sem nenhum rendimento. A parte mais afetada foi a população pobre, com renda per capita inferior a meio salário mínimo. A pesquisa aponta que 3% perderam o emprego e 21% ficaram sem trabalhar. Quanto ao consumo de cigarro, cerca de 23% aumentaram o consumo diário em quase 10 cigarros, e 5% estão fumando mais de 20 cigarros a cada dia.

 

A publicação ainda mostra que 18% dos entrevistados afirmaram que estão bebendo mais. A parcela que mais aumentou o consumo de bebidas alcoólicas foi a de adultos entre 20 e 39 anos, com 26%. Entre idosos, o crescimento foi de 11%. Cerca de 24% disseram que estão bebendo mais por estarem com sentimentos de tristeza e depressão.

 

Ao todo, 44.062 pessoas responderam ao questionário disponibilizado na internet entre os dias 24 de abril e 8 de maio.

 

Outro ponto analisado na pesquisa foi o nível de produtividade da população em meio à quarentena. Cerca de 40% das pessoas entrevistadas relataram dificuldades em grau moderado e intenso para realização das atividades de rotina e de trabalho.

 

Isso gerou uma piora na saúde do brasileiro, de acordo com 29% dos entrevistados. Metade daqueles que tinham alguma espécie de problema crônico de coluna relataram aumento da dor, e 40% das pessoas que não tinham esse problema disseram que começaram a sentir dores.

 

Houve também mudanças no estado de ânimo, já que 40% revelaram que se sentiram mais tristes, e 54% mais ansiosos. E isso influi diretamente na qualidade do sono, pois 29% dos entrevistados relataram que começaram a ter problemas para dormir, e 16% relataram que os problemas pioraram.

 

Outra coisa que também teve crescimento considerável foi o consumo de alimentos não saudáveis em dois dias ou mais por semana (5%).

 

A atividade física também foi muito afetada pelo coronavírus: 62% dos entrevistados alegaram que não se exercitam. Entre as pessoas que faziam atividade física por três ou mais dias por semana, 46% deixaram de fazê-la. Entre as que se exercitavam cinco dias ou mais por semana, 33% pararam.

 

O dado tem relação direta com o crescimento do tempo médio diário do brasileiro assistindo televisão. O crescimento foi de uma hora e 20 minutos em relação ao que era observado antes da pandemia, resultando em três horas por dia. 
 

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 20:45

Vitória da Conquista não atualiza notificações e registra 2.919 casos suspeitos da Covid-19

por Fernando Duarte / Lula Bonfim

Vitória da Conquista não atualiza notificações e registra 2.919 casos suspeitos da Covid-19
Foto: Divulgação / PMVC

Vitória da Conquista, o terceiro maior município do estado, possui 2.919 casos suspeitos de Covid-19, conforme informações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Isto ocorre porque a prefeitura conquistense não tem dado baixa nos casos notificados ao estado, especificando se eles foram confirmados ou descartados.

 

Segundo a Sesab, Conquista notificou 3.951 casos ao estado através do sistema. Destes, 107 foram confirmados e 925 descartados. Os 2.919 casos restantes não tiveram qualquer atualização por parte do município, mantendo-os em aberto e fazendo constar nos dados estaduais como suspeitos.

 

A não atualização dos dados no sistema tem provocado uma estabilização do número de casos no município, conforme boletim da Sesab. No último sábado (23), Conquista apresentava 105 casos confirmados da doença. Seis dias depois, apenas dois outros casos foram registrados.

 

Os dados do governo estadual confrontam-se com os divulgados pela prefeitura de Vitória da Conquista no início da noite desta sexta-feira (29), quando o boletim municipal informa 1.412 casos notificados, 973 descartados, 134 confirmados e 305 suspeitos. O município registra ainda cinco óbitos e 100 pessoas recuperadas.

 

A incompatibilidade de dados também surge no número de testes. Enquanto a Sesab diz que foram feitos 1.071 exames laboratoriais em Conquista, além de 7.080 testes rápidos enviados ao município, a Secretaria de Saúde conquistense informa a realização de 1.065 testes laboratoriais e 3.200 rápidos durante a pandemia.

 

Conquista, apesar de terceira maior cidade do estado, aparece na 38ª posição em número de casos ativos na Bahia, além de ser apenas o 23º município em número de testes encaminhados ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Campo Alegre de Lourdes: Moradores ateiam fogo em galpão de trabalhadores com Covid
Foto: Reprodução/Google Maps

Moradores do povoado de Angico, no município de Campo Alegre de Lourdes, região do Sertão do São Francisco, atearam fogo em um galpão que mantinha em isolamento trabalhadores de uma obra que testaram positivo para Covid-19. O episódio aconteceu na quinta-feira (28). A informação foi publicada pelo Estadão.

 

O galpão foi montado pela construtora Andrade Gutierrez, conforme apuração do jornal. A empresa informou que moradores da localidade chegaram a usar armas para ameaçar os trabalhadores. A Polícia Civil da Bahia informou que as pessoas da cidade foram contidas pela Polícia Militar.

 

A reportagem revela que um inquérito foi instaurado para investigar o caso. Não há registro de prisão e nenhum trabalhador sofreu ferimento. 

 

Após o incidente a Andrade Gutierrez decidiu suspender os trabalhos por 15 dias, informa a reportagem. 

 

A construtora testou funcionários e detectou 34 casos positivos de Covid-19. A testagem aconteceu após um homem que trabalha na obra do Linhão T-BAPI em Pilão Arcado morrer no hospital de Buritirama depois de apresentar sintomas da Covid-19.

 

Os trabalhadores que testaram positivo e os suspeitos de contaminação foram levados para locais onde pudessem ficar em isolamento. Parte foi transferida para Barreiras, e outra parte para Campo Alegre de Lourdes, de acordo com a reportagem. 

Veja o número de casos e mortes por coronavírus no Brasil e na Bahia
Foto: CDC

O Brasil tem, até o momento, 465.166 casos confirmados de coronavírus, com 27.878 mortes. Foram 26.928 casos novos e 1.124 mortes só nas últimas 24 horas.

 

Já na Bahia, testes já apontaram a contaminação de 16.917 pessoas até o momento. Destas, 609 morreram. Em relação ao boletim divulgado ontem, foram 954 novos casos e 39 óbitos.

 

Os casos confirmados ocorreram em 289 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (62,92%). Ao todo, 5.502 pessoas estão recuperadas na Bahia.

 

No estado, dos 1.679 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para Covid-19, 960 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 57%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 731 leitos exclusivos para o coronavírus, 505 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 69%.

 

O gráfico abaixo mostra o avanço diário dos casos registrados no país e no estado:

 

Veja abaixo o gráfico com o avanço diário do número de mortes confirmadas no Brasil e na Bahia:

 

Veja abaixo o mapa da Bahia com as cidades que possuem casos confirmados da Covid-19:

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 19:57

Na BA, mortes por Covid-19 chegam a levar em média 6,6 dias para entrar no boletim

por Rebeca Menezes / Ailma Teixeira

Na BA, mortes por Covid-19 chegam a levar em média 6,6 dias para entrar no boletim
Foto: Manu Dias / GOVBA

Com o acréscimo de 39 óbitos, a Bahia chegou a 609 mortes provocadas pela Covid-19 nesta sexta-feira (29). No entanto, nenhuma delas ao longo das últimas 24 horas. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), que divulga o boletim epidemiológico diariamente, ressalta que se tratam de falecimentos registrados num período de 36 dias e que essas “notificações tardias” estão sendo apuradas pela Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Corregedoria.

 

O Bahia Notícias fez uma análise, compilando dados de todos os boletins divulgados pela Sesab, e constatou que a distância entre a data do óbito e a publicação já chegou à marca de 28 dias em um dos casos.

 

Se trata de um homem de 69 anos, residente em Salvador e que morreu em um hospital privado da cidade. Em ordem de registro, ele foi a 425ª vítima do novo coronavírus, falecido em 26 de abril. Mas o óbito foi publicado pela Sesab e, consequentemente, contabilizado pelo Ministério da Saúde, apenas no último domingo (24).

 

Nesse dia, inclusive, a pasta contabilizou o atual recorde de registros: em 24 horas, foram 47 mortes. Assim como no caso desta sexta-feira, nenhuma delas ocorreu no mesmo dia.

 

Já no boletim mais recente, um caso ainda pior foi o 588º: uma mulher de 37 anos, moradora de Salvador, tabagista e alcoólatra, foi internada e faleceu em uma unidade de saúde pública da cidade no dia 22 de abril. A Sesab explicou que, como o resultado laboratorial foi inconclusivo, a investigação demandou mais tempo. Ainda assim, o encerramento do caso foi dado dia 1º de maio e só agora, 36 dias depois, ocorreu a notificação no sistema ministerial.

 

Como se vê, exemplos de registros feitos com atraso podem se tratar de casos confirmados apenas após o óbito. De toda forma, laboratórios públicos e privados afirmam processar os exames em prazo muito inferior. O Laboratório de Análises Clínicas da Bahia (Lacen-BA), que libera, em média, mil resultados de exames diariamente, indica o prazo de até três dias e meio para a entrega. 

 

“Nós estamos recebendo um volume muito grande de amostra e já chegamos a receber 1,7 mil num só dia, mas acontece diariamente de exame chegar mal coletado, com más informações, várias razões em que não podem ser aceitas”, pondera Arabela Leal, diretora do Lacen-BA, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Menos demandado, o DNA recebe cerca de 400 amostras por dia. De acordo com a farmacêutica, bioquímica e gerente de qualidade do laboratório privado, Alessandra Teixeira, a entrega das análises costuma ser feita dentro de dois dias úteis.

 

Com os resultados checados, ambas garantem que a atualização nos sistemas do Ministério da Saúde, que servem de base para a elaboração do boletim da Sesab, é diária. O mesmo vale para hospitais privados ouvidos pelo Bahia Notícias.

 

Naquele dia 24 de maio, quando o estado bateu recorde de mortes, o secretário de Saúde Fábio Vilas-Boas usou o Twitter para esclarecer os números e disse que os municípios têm feito notificações tardias. "É preciso um esforço maior das unidades hospitalares principalmente no fim de semana para reportarem [os casos] imediatamente", ressaltou.

 

Porém, ao observar os dados do boletim, o BN verificou que esse “atraso” nas notificações tem aumentado desde o início da pandemia.

 

De 14 de abril – dia em que a Sesab passou a informar rotineiramente a data da morte – até o dia 20 daquele mês, 24 mortes foram computadas, com tempo máximo de cinco dias entre ocorrência e publicação. Na época, a média era baixa: apenas 1,45 dia de diferença.

 

Só que com a disseminação do vírus, que já infectou 16.917 pessoas na Bahia, segundo os números oficiais, a demanda dos laboratórios cresceu e esse prazo foi alargado até chegar ao quadro atual. Com 94 mortes oficialmente registradas de 19 a 25 de maio, última semana que pôde ser analisada por completo, a diferença média entre a data do óbito e a publicação foi de 6,6 dias.

 

Arte: Priscila Melo / Bahia Notícias

 

COMPILAÇÃO DE DADOS

Além de apontar as notificações tardias e anunciar a investigação delas, a Sesab noticiou que desenvolveu um sistema capaz de integrar as três bases de dados do Ministério da Saúde (e-SUS VE, GAL e o SIVEPGRIPE). Com isso, a pasta passou a contabilizar os casos confirmados por PCR, bem como os exames com teste rápido e correlação clínica, que foram notificados nas três plataformas.

 

"As secretarias municipais de saúde receberão todos os dias a lista de casos notificados nos sistemas ministeriais e terão 24h para validar (confirmar ou excluir), antes de confirmarmos definitivamente", esclareceu o secretário Vilas-Boas. 

 

Segundo ele, essa mudança justificou o registro recorde de casos em 24 horas no último dia 19. Foram 2.132 testes positivos a mais em todo o estado. (Atualizada às 13h14 de 30/05)

'Diagnósticos médicos' do Google estão na maioria das vezes errados, alerta estudo
Foto: Reprodução/Pixabay

A maioria dos "diagnósticos" feitos com base em pesquisas na ferramenta Google estão errados, de acordo com um estudo da Universidade Edith Cowan, na Austrália. Os cientistas analisaram 36 verificadores de sintomas para dispositivos móveis e descobriram que em apenas 36% das vezes o primeiro resultado da busca está correto. As informações foram publicadas pela revista Galileu.

 

Outros dados levantados pelos pesquisadores mostram que em 52% das vezes a resposta certa está entre as três primeiras posições da busca. A pesquisa também descobriu que os conselhos fornecidos sobre quando e onde procurar atendimento médico são precisos em 49% das vezes.

 

"Embora possa ser tentador usar essas ferramentas para descobrir o que pode estar causando seus sintomas, na maioria das vezes eles não são confiáveis e podem ser perigosos", afirmou a principal autora do estudo Michella Hill.

 

"Todos nós fomos culpados de ser 'cibercondíacos' e pesquisar no Google ao primeiro sinal de uma pontada ou dor de cabeça", comentou Hill. Segundo ela, verificar sintomas online pode fornecer também uma falsa sensação de segurança ao não identificar uma doença ou condição séria.

Brasil ultrapassa Espanha em número de mortos por Covid ao atingir 27.878 registros
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

O Brasil teve mais um dia com registro de novas mortes por coronavírus superior a mil, e ultrapassou a Espanha no número de óbitos. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS) desta sexta-feira (29), o Brasil chegou a 27.878 mortes por Covid-19, enquanto o país europeu, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, teve até o momento 27.121 mortes pela doença.

 

Desde o último boletim, na quinta-feira (28), houve acréscimo de 1.124 óbitos. 

 

Quanto ao número de casos confirmados o MS indica um acumulado de 465.166. Foram 26.928 novos casos desde o último boletim. 

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 19:20

Hemoba chega ao final de maio com estoque crítico de O- e O+ e alerta para A-

por Jade Coelho

Hemoba chega ao final de maio com estoque crítico de O- e O+ e alerta para A-
Foto: Prefeitura de Porto Seguro

A Fundação Hemoba chegou ao final do mês de maio com estoque em estágio crítico dos tipos sanguíneos O- e O+, nível de alerta para o tipo A-. A situação é estável para AB-, AB+ e B+, B- e A+. 

 

Durante a pandemia do novo coronavírus o Hemoba tem agendado doações de sangue. Os interessados em doar sangue com hora marcada, em qualquer unidade da Hemoba, podem preencher o formulário no site da Fundação. Quem preferir pode enviar um e-mail para horamarcada@hemoba.ba.gov.br.

 

Existe também a opção de atendimento por telefone, de segunda à sexta- feira das 8h às 17h e aos sábados das 8h às 12h.

 

Para doar sangue, o voluntário deve estar em boas condições de saúde, pesar acima de 50 quilos e ter idade entre 16 e 69 anos. É necessário estar descansado (ter dormido pelo menos 6h nas últimas 24h) e bem alimentado, tendo, preferencialmente, ingerido alimentos sem gordura, e portar um documento oficial com foto (RG, carteira de trabalho, carteira de motorista ou de reservista) em bom estado de conservação.

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 19:10

Governo decide ampliar toque de recolher em Jequié; medida vai vigorar a partir das 17h

por Mari Leal / Bruno Leite

Governo decide ampliar toque de recolher em Jequié; medida vai vigorar a partir das 17h
Foto: Claudio Filmes

O governo do estado vai ampliar mais uma vez a restrição de circulação noturna em Jequié por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Conhecida como toque de recolher, a medida vai passar a valer todos os dias a partir das 17h. A alteração foi anunciada pelo governador Rui Costa em uma live transmitida no fim da tarde desta sexta-feira (29). 

 

Essa é a segunda ampliação da medida restritiva na cidade. Na quinta-feira da semana passada (21), o toque de recolher passou a ter início às 18h e não mais às 20h (relembre aqui), como implementado inicialmente. A alteração começa a valer neste sábado (30) e vai até domingo.

 

Com a restrição em vigor, só poderão trafegar pelo município durante o período das 17h às 5h as pessoas que tenham a necessidade de sair de casa por alguma urgência e emergência comprovada. Apenas farmácias e postos de gasolina estão autorizados a funcionar.

 

De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta sexta-feira, Jequié tem 334 casos de Covid-19 confirmados.

Crianças podem ter 56% menos chance de infecção por coronavírus, indica pesquisa
Foto: Reprodução/Pixabay

Após a análise de mais de seis mil artigos científicos sobre o novo coronavírus, pesquisadores da University College London (UCL) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres concluíram que  crianças e adolescentes (menores de 20 anos) podem ter 56% menos chance de contrair o vírus. As informações são de reportagem da revista Super Interessante. 

 

Entre os milhares de trabalhos, os pesquisadores separaram 18 que traziam informações relevantes sobre a infecção em crianças. De acordo com a reportagem, os  relatórios mostravam informações sobre testes de vírus e anticorpos, rastreamento da transmissão e também dados sobre grupos de infecções domésticas. 

 

A matéria destaca que não houve ensaio clínico envolvendo crianças e adultos para confirmar a hipótese, então as evidências são consideradas preliminares.

 

Os cientistas identificaram teses que apontavam que as crianças têm menos chances de pegar o vírus, e deste modo teriam menos chances de transmitir o vírus. Em um dos artigos analisados, foi constatado que, de 31 casos da Covid-19, apenas três poderiam ter uma criança como vetor. 

 

A tese ainda gera questionamentos, e para ser comprovada ou não precisaria de um sistema amplo de rastreamento de casos. 

 

Um dos pontos levantados e destacado na reportagem é de que as crianças podem até não desenvolver quadros graves, mas ainda podem agir como vetores assintomáticos do vírus.

Bahia registra 16.917 casos e 609 mortes por coronavírus
Foto: Reprodução/Pixabay

A Bahia registrou 954 novos casos de coronavírus e 39 mortes desde o último boletim da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Nesta sexta-feira (29) a Bahia chegou a 16.917 casos e  609 óbitos.  Na quinta (28) eram 15.963 casos confirmados e 570 mortes. 

 

A secretaria destaca que os óbitos que constam no boletim desta sexta referem-se a um período de 36 dias e que as notificações tardias estão sendo apuradas pela Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Corregedoria.

 

O boletim informa que o estado possui 10.806 casos ativos. 

 

Do total de pessoas que testaram positivo para a Covid-19 no estado, são profissionais da saúde.

 

Até o momento 289 municípios do estado registraram casos da doença. 

Campanha de Vacinação contra a gripe é prorrogada até 30 de junho na Bahia
Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde

A Campanha de Vacinação contra a Influenza foi prorrogada até o dia 30 de junho. A nova data foi anunciada nesta sexta-feira (29), pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). A meta de imunizar 90% de alguns grupos não foi alcançada pelo órgão.

 

Na Bahia, a meta de vacinação foi atingida somente nos grupos de trabalhadores da saúde, indígenas pessoas a partir de 60 anos. Os profissionais de saúde tiveram 99,41% de cobertura, os indígenas ficaram com 96,97%. Já entre os idosos, mais de 100% foram imunizados.

 

Os outros grupos do público-alvo da campanha ficaram muito abaixo da meta. São eles: crianças (34,31%); gestantes (45,10%); puérperas (53,30%) e adultos de 55 a 59 anos (33,61%).

 

A vacina pode ser encontrada em postos espalhados por todos os municípios. A meta do estado é imunizar 90% do público alvo, com cerca de 4,6 milhões de pessoas. 

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 17:20

Gigantes farmacêuticas se unem para testar remédios contra coronavírus

por Everton Lopes Batista | Folhapress

Gigantes farmacêuticas se unem para testar remédios contra coronavírus
Foto: Reprodução / Saúde Mais

As farmacêuticas Roche e Gilead se uniram para um estudo que vai avaliar o uso conjunto das maiores apostas das duas empresas no tratamento contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

 

O estudo vai investigar a ação do remdesivir, um antiviral desenvolvido pela Gilead para combater vírus que têm RNA como material genético, associado ao tocilizumab (vendido com o nome Actemra), um antiinflamatório usado no tratamento da artrite reumatoide, doença crônica inflamatória e autoimune.

 

Cerca de 450 pacientes de diferentes países, selecionados aleatoriamente, vão participar do experimento. O estudo vai dividir os participantes em dois grupos: um que recebe os dois medicamentos e outro tratado com o remdesivir e um placebo. O arranjo vai possibilitar uma observação mais precisa da ação das substâncias.

 

"Isso é necessário para que possamos ter a evidência mais pura possível", afirma Lenio Alvarenga, diretor de Acesso e médico da Roche Farma Brasil.

 

Anunciado na manhã da quinta-feira (28), o estudo deve iniciar o recrutamento dos pacientes nas próximas semanas. De acordo com Alvarenga, existe a possibilidade de que participantes brasileiros sejam incluídos na pesquisa.

 

Em artigo publicado no dia 22 de maio na revista científica The New England Journal of Medicine, um dos principais periódicos da área médica, cientistas de institutos de pesquisa, universidades e hospitais norte-americanos mostraram a comprovação de que os pacientes tratados com remdesivir tiveram uma recuperação mais rápida da doença do que aqueles que não receberam o remédio.

 

Com base em estudos preliminares, Estados Unidos e Japão já haviam autorizado o uso emergencial do remdesivir no início de maio. Na terça-feira (26) o mesmo tipo de uso foi aprovado no Reino Unido.

 

O remdesivir ainda é considerado um medicamento experimental e foi desenvolvido para o combate do vírus ebola. O produto usado em testes e tratamentos atualmente vem de doações da própria empresa. Segundo a agência de notícias Reuters, um total de 1,5 milhões de frascos do remédio já foram doados pela Gilead.

 

O uso do anti-inflamatório tocilizumab para tratar a Covid-19 também teve bons resultados, segundo estudos preliminares.

 

Pesquisadores do hospital Orange Regional Medical Center, nos Estados Unidos, publicaram um artigo em meados de maio que apontou benefícios do uso do tocilizumab para a redução da mortalidade entre pacientes com Covid-19 que haviam desenvolvido a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). O artigo, porém, não foi revisado por outros cientistas ainda.

 

A infecção pelo novo coronavírus gera uma resposta exagerada do sistema imunológico, que libera substâncias inflamatórias em excesso para combater o invasor, e acaba agravando a situação do paciente, danificando ainda mais os órgãos.

 

Os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, são os responsáveis pela defesa do corpo contra infecções. Essas células liberam as interleucinas, proteínas que servem para modular a resposta imunológica.

 

"As interleucinas carregam a informação de um lado a outro e coordenam esse exército de defesa, elas têm um papel importante quando o sistema imunológico funciona mais do que deveria", explica Alvarenga.

 

"O remédio bloqueia essa comunicação e paralisa a resposta imunológica exacerbada", completa o médico.

 

O estudo conduzido pelas empresas vai avaliar se o uso dos dois medicamentos em conjunto potencializa a recuperação ao mesmo tempo que proporciona segurança para o paciente.

 

"Os dois medicamentos têm mecanismos de ação diferentes -antiviral e antiinflamatória. A ideia do estudo é ter ação em pontos diferentes e verificar se um remédio pode potencializar os benefícios ou os efeitos colaterais do outro", afirma Alexandre Soeiro, cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

Segundo o médico, que faz parte de um projeto que testa vários medicamentos contra a Covid-19, a união das farmacêuticas para a realização de pesquisas é incomum. "Normalmente, as empresas fazem os estudos de maneira independente. Isso acontece agora devido à situação imposta pela pandemia", diz.

 

A Roche também anunciou um estudo global para avaliar a eficácia e a segurança do uso do tocilizumab, sem o remdesivir, contra a Covid-19. O experimento será feito com 450 pacientes escolhidos aleatoriamente da Europa e dos Estados Unidos. A pesquisa conta com dois grupos, um recebe o antiinflamatório e outro, um placebo. Nos dois casos, os pacientes contam com um tratamento padrão para a doença.

 

O recrutamento de pacientes para esse estudo, realizado em parceria com a Autoridade Biomédica de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado (Barda), dos Estados Unidos, deve terminar na próxima semana. O encerramento do experimento está previsto para agosto deste ano, mas, segundo Alvarenga, ele pode ser finalizado antes desse prazo.

 

No Brasil, o tocilizumab é aprovado pela legislação para o tratamento da artrite reumatoide, uma doença autoimune -fruto de um comportamento anormal do sistema imunológico.

Pacientes crônicos da RMS vão receber medicamentos em casa durante a pandemia
Foto: Cláudia Cardozo/Bahia Notícias

Cerca de 5 mil pacientes com doenças crônicas da Região Metropolitana de Salvador (RMS) vão receber remédios em casa a partir desta sexta-feira (29). A entrega será feita por meio dos Correios. A iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) foi publicada no Diário Oficial de hoje. 

 

Poderão ter acesso ao serviço pacientes cadastrados no SUS portadores de transplantes, insuficiência renal crônica, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), hipertensão pulmonar e lúpus. 

 

“O objetivo da medida é diminuir ao máximo possível o fluxo de pacientes crônicos nas unidades de saúde de Salvador e Região Metropolitana e, assim, reduzir a vulnerabilidade da exposição ao novo coronavírus”, explica a diretora da Assistência Farmacêutica, Renata Mundim. Em condições normais, os medicamentos seriam retirados pelos pacientes ou seus procuradores legais, nas farmácias do Hospital Ana Nery, Hospital das Clínicas (Hupes), Hospital Especializado Octávio Mangabeira (Heom) ou na Farmácia Integrada de Medicamentos da Atenção Especializada (FIMAE).

 

Inicialmente, o projeto vai contemplar pacientes cadastrados nas unidades farmacêuticas do Hospital Ana Nery e da FIMAE. Os correios terão um prazo de 48 horas para entregar a medicação, que deve ser monitorada pela Sesab desde a expedição.

Sem medidas de isolamento, Suécia é excluída da reabertura de fronteiras de países nórdicos
Foto: divulgação/Pixabay

A Noruega e a Dinamarca anunciaram, nesta sexta-feira (29), que vão abrir as fronteiras novamente, exceto para a Suécia. Segundo o jornal O Globo, o número de suecos infectados pela Covid-19 é bem maior. No país, não foram tomadas as medidas obrigatórias de isolamento social para conter o contágio da doença. Em pronunciamentos simultâneos primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen e a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, disseram que a maioria das restrições acabariam no dia 15 de junho.


A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, se pronunciou sobre o assunto um dia antes das entrevistas. Para ela, a restrição ao país é uma decisão política e não é justificável por questões de saúde. 


A primeira-ministra dinamarquesa afirmou que os dois países tem uma relação próxima que continuará no futuro. "Estamos em diferentes estágio em relação ao coronavírus e isso tem peso sobre o que podemos decidir sobre a fronteira", disse. Em contrapartida, a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, disse que vai a discutir a entrada de turistas suecos, finlandeses e islandeses em breve, mas as taxas de infecção nos países vão ser observadas antes de tomar decisões.


A Suécia é apontada como referência por analistas e dirigentes contrários as medidas de isolamento social, como o presidente Jair Bolsonaro. O país tem amis de 36 mil casos e 4.350 mortes pelo novo coronavírus, além de estar entre os que registram maior número de mortes para cada milhão de habitantes: 346,55. A quantidade de vítimas fatais é quase quatro vezes o total somado dos outros países nórdicos. Também é um dos poucos no mundo onde pessoas podem se reunir e escolas e estabelecimentos comerciais estão abertos.


Já a Dinamarca e a Noruega, que adotaram quarentenas obrigatórias, apresentam números mais baixos: são 11.500 casos e 568 mortes, e 8.400 infectados e 236 vítimas fatais, respectivamente.

Donald Trump anuncia rompimento de relação dos EUA com OMS
Foto: Lance Cheung/USDA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (29) o rompimento da relação com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em meio à pandemia do novo coronavírus no planeta.

 

O chefe de Estado norte-americano fez críticas à organização e à China, de acordo com o G1.

 

Durante coletiva na Casa Branca, Trump não detalhou de que forma se dará o rompimento, mas adiantou que irá realocar o financiamento antes feito ao órgão a outras iniciativas.

 

Ele acusa a China de estar  à frente das decisões da OMS mesmo, apesar de o país asiático financiar menos que os EUA a organização.

Sexta, 29 de Maio de 2020 - 14:20

Jacobina registra 42 casos de novo coronavírus; parceria prevê respiradores testes

por Francis Juliano

Jacobina registra 42 casos de novo coronavírus; parceria prevê respiradores testes
Foto: Reprodução / Jacobina Notícias

O município de Jacobina, no Piemonte da Diamantina, chegou a 42 casos de novo coronavírus. Os últimos números foram divulgados nesta sexta-feira (29) pela secretaria municipal da saúde. Dos novos casos, cinco casos confirmados são provenientes dos bairros do Leader, Caeira e Jacobina I. A cidade já registrou um óbito pela covid-19.

 

Nessa semana, a prefeitura anunciou uma parceria com uma mineradora situada no município. A companhia prometeu doar quatro respiradores. Segundo a prefeitura, a parceria já rendeu a doação de mil testes rápidos e haverá outra de mil testes Swabs [feitos por uma espécie de cotonete] como forma de ampliar a testagem e diminuir os casos de covid-19 no município.

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