Bahia registra 20 mortes por Covid-19 e mais 2915 casos da doença nas últimas 24 horas
Foto: Divulgação

Mais 2915 casos de Covid-19 foram registrados na Bahia nas últimas 24h e 1952 foram declarados recuperados. O número de casos ativos divulgado no boletim deste domingo (29) é de 11.255. Também foram registrados 20 óbitos, que ocorreram em datas diversas. A taxa de ocupação de UTIs para adultos no estado é de 65% e pediátrica de 67%. 

 

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (24,66%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100 mil habitantes foram Ibirataia (9.319,49), Itabuna (6.900,29), Aiquara (6.882,59), Madre de Deus (6.826,91), Almadina (6.789,90). 

 

Mais de 800 mil casos foram descartados na Bahia desde o início da pandemia e 107,2 mil estão em investigação. Os dados foram coletados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo (29). 

 

Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus. 

Secretários de saúde dizem que Pazuello sumiu após briga da Coronavac
Foto: Carolina Antunes/ PR

Secretários de Saúde de estados brasileiros têm afirmado que o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, sumiu desde que foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A autoridade do ministro foi posta em cheque no episódio em que o presidente da República negou qualquer plano de compra da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. 

 

Após o ministério anunciar a intenção de comprar 46 milhões de doses do imunizante, Bolsonaro negou a possibilidade, com questionamentos à eficácia da vacina por conta de sua origem (veja aqui). Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, nesse contexto, o sumiço de Pazuello tem preocupado os secretários, já que a pandemia tem se agravado.

Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 19:00

Ministério da Saúde descumpre metas de testagem e atrasa controle da Covid-19

por Folhapress

Ministério da Saúde descumpre metas de testagem e atrasa controle da Covid-19
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Sete meses após anunciar a distribuição de 46 milhões de testes para diagnosticar o novo coronavírus, o Ministério da Saúde só entregou até agora 38% dos kits para exames a estados e municípios. São 17,6 milhões do total prometido.

O montante vai na contramão de cronogramas anunciados pela pasta no programa Diagnosticar para Cuidar. Era prevista a entrega e o uso de quase a totalidade dos testes até outubro, com volume menor até o fim de dezembro.

O objetivo era aumentar o rastreamento de possíveis casos da Covid-19. Desse modo, o poder público obteria maior controle da epidemia.

Análise de indicadores mostra que boa parte das metas antigas de testagem ainda está longe de ser atingida. Isso hoje ocorre, porém, não por falta de testes.

Em junho, o Ministério da Saúde pediu à Fiocruz que suspendesse temporariamente a produção de 7,6 milhões de testes. A previsão era de entrega ainda neste ano.

O pedido ocorreu por causa do alto número de testes que a pasta já mantinha em estoque, segundo o próprio ministério, que pouco avançou na distribuição nos meses seguintes.

Para especialistas, a situação revela falta de planejamento e organização da pasta para o controle da doença.

"O Brasil tinha condições de fazer enfrentamento adequado da epidemia, mas não tem um plano completo para isso", diz o epidemiologista Guilherme Werneck, vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). "É um problema logístico."

A análise de outros indicadores de testagem no país evidencia o tamanho dos gargalos.

Até agora, o Brasil aplicou 5,7 milhões de testes do tipo RT-PCR na rede pública. O número representa só 23,6% do previsto para este ano nas metas do governo lançadas em maio. Era prevista, nesse modelo, a realização de 24 milhões de exames.

Também estava no plano a distribuição de 22 milhões de testes rápidos, considerados menos precisos. A pasta não informou quantos desses exames já foram feitos no SUS.

Questionado sobre o que levou à baixa distribuição dos testes, o ministério diz que o fornecimento ocorre com base nas solicitações dos laboratórios vinculados aos estados. "O quantitativo solicitado foi enviado em sua totalidade."

Secretários estaduais e municipais de Saúde apontam outros problemas. Eles citam falta de instrumentos para coleta e outros insumos necessários para a realização dos testes --como kits de extração de material genético.

O grupo diz que emitiu alertas em diferentes momentos à pasta, mas a situação só começou a ser regularizada em agosto.

Ainda de acordo com o Conass (conselho dos secretários estaduais), embora as secretarias de Saúde tenham um estoque estratégico que permite realizar 1,5 milhão de exames, há o risco de que o fornecimento do material volte a apresentar problemas nos próximos meses.

A preocupação ocorre porque um contrato para a aquisição de insumos foi cancelado após problemas detectados por órgãos de controle. Representantes da pasta têm dito que pretendem fazer novo pregão nos próximos dias.

Em meio a críticas por gargalos na testagem, o secretário-executivo do ministério, Elcio Franco, disse nesta sexta-feira (28) que testes não são "requisito" para diagnóstico e tratamento.

Alberto Chebabo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), afirma que, embora o diagnóstico clínico seja importante, não há como abrir mão dos testes. "A melhor estratégia que temos nesse momento não é ivermectina, cloroquina nem vacina. É testar, diagnosticar e isolar os casos positivos", diz.

Recentemente, dados do Ministério da Saúde apontam uma queda no volume de testes aplicados em setembro e outubro. Não há dados atualizados para novembro.

Especialistas dizem que a situação pode estar ligada à diminuição de internações naquele período. Para Chebabo, no entanto, a situação também mostra falta de planejamento de coleta.

"Em setembro e outubro começamos a ter queda de casos internados. Seria uma excelente oportunidade de usar esse excedente para oferecer mais testes à população com quadros menos intensos", afirma.

Para ele, faltou estimular uma estruturação maior da rede com os municípios. O assessor técnico do Conasems (conselho dos secretários municipais) Alessandro Chagas afirma que a falta de swabs --espécie de hastes com algodão nas pontas-- e tubos nos últimos meses prejudicou a coleta.

Na tentativa de acelerar o diagnóstico, a pasta começou a instalar máquinas automatizadas em laboratórios e chegou a criar um centro emergencial em parceria com o grupo Dasa.

A previsão era chegar a 30 mil testes por dia. Atualmente, no entanto, são feitos cerca de 8.500.

Segundo Gustavo Campana, diretor-médico da Dasa, análise com a pasta apontou que esse total seria suficiente para a demanda. "Mas, dependendo de o ministério aportar mais máquinas, fazemos ampliação."

Questionado sobre a ampliação da capacidade, o ministério afirmou que a execução "depende do recebimento de amostras para processamento".

À frente da área que cuida dos exames, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, admitiu nesta semana que a testagem "ainda não é o melhor dos mundos". Porém, ele afirmou ter havido avanços.

"Testamos o que em meses anteriores não tinha sido testado. Quando chegamos [ao ministério na gestão Eduardo Pazuello], não tinha tubo e swab e regularizamos."

Questionado por parlamentares, Medeiros disse ainda não ter dados do cálculo para compra dos testes de PCR pelo ministério nas gestões anteriores. "Não sei exatamente como foi feito. Certamente deve ter havido, mas desconheço."

Ele disse ainda ter assumido a secretaria com 14 milhões de testes em estoque, o que chamou de "herança". Isso levou, de acordo com Medeiros, ao pedido da suspensão da produção pela Fiocruz.

Erno Harzheim, ex-secretário na gestão Luiz Henrique Mandetta, contesta a fala sobre herança.

"A melhor forma de controle é testar-rastrear, e o gestor federal 'reclama' que tem muitos testes? Isso não é racional, é teatro do absurdo", diz.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que os kits que deixaram de ser produzidos pela Fiocruz são planejados para 2021, quando também deve haver demanda.

Há ainda 7,1 milhões de testes estocados em Guarulhos (SP) --6,8 milhões com validade até janeiro. A pasta afirma ter recebido parecer que permite estender o uso por mais quatro meses.



Gargalos na testagem Ministério da Saúde não cumpre metas de testagem e perde ferramenta de controle da epidemia

Total de testes previstos

46 milhões era o total previsto em testes de Covid-19 a serem adquiridos e distribuídos a estados e municípios

17,6 milhões é o total distribuído até agora

Testes RT-PCR* Padrão-ouro de diagnóstico, verificam a presença de material genético do vírus em amostras das vias respiratórias

24 milhões dos 46 milhões era o total previsto desses testes para uso até dezembro

8,7 milhões é o total distribuído até agora

7,1 milhão é o total de testes parados em estoque, sendo a maioria com validade até janeiro

5,7 milhões é o total dos testes entregues e já realizados

Testes sorológicos** Menos precisos e conhecidos como testes rápidos, verificam a presença de anticorpos a partir de amostras de sangue

22 milhões eram, dos 46 milhões, o total previsto desses testes

8,9 milhões é o total distribuído até agora

Insumos Estados dizem ter recebido kits de RT-PCR incompletos e que dificuldade em obter insumos prejudicou aumento da testagem

5,5 milhões é o total distribuído de swabs, instrumento usado para coleta em testes RT-PCR

4,7 milhões é o total distribuído de tubos de laboratório

5,5 milhões é o total distribuído de kits de extração

*Dados até 28/11

**Governo não informa o total de testes já adquiridos e realizados na rede pública

Bahia duplica número de novos casos da Covid-19 em 24 horas, aponta boletim da Sesab
Foto: Divulgação

A Bahia registrou neste sábado (28), 4.204 novos casos da Covid-19 nas últimas 24 horas, mais que o dobro do registrado na última sexta-feira (27). O estado possui 10.312 casos ativos da doença, de acordo com a secretaria de saúde. 

 

O estado registrou 20 óbitos nas últimas 24 horas. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 8.227.

 

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (24,85%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.214,99), Aiquara (6.882,59), Itabuna (6.868,40), Madre de Deus (6.826,91), Almadina (6.789,90).

Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 14:40

Anvisa recebe pedido para análise da vacina da Janssen-Cilag

Anvisa recebe pedido para análise da vacina da Janssen-Cilag
Foto: Reprodução/Pfarma

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu pedido de Submissão Contínua da vacina para covid-19 do laboratório Janssen-Cilag. A Anvisa tem até 20 dias para analisar os documentos, contados a partir da data do protocolo.

 

Com a abertura do processo na última sexta-feira (27), o laboratório enviou também o primeiro pacote referente aos dados de qualidade do produto, o AD26.COV2.S. Na submissão contínua, os laboratórios devem apresentar os pacotes de dados de qualidade e de eficácia/segurança, de acordo com a Agência Brasil. 

 

Este é quarto laboratório a enviar dados por submissão contínua para vacina covid-19. Com isso, todos os laboratórios com pesquisa de vacinas em andamento no Brasil já iniciaram o envio de dados para a Anvisa.

 

Segundo a agência reguladora, a submissão contínua ainda não é o pedido de registro da vacina. A Submissão é um envio antecipado de dados já prontos e consolidados que serão necessários para o futuro pedido de registro.

 

Vacinação

A ordem de vacinação contra a covid-19 dependerá da disponibilidade de doses a partir do tratamento que será adquirido e disponibilizado pelo governo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A afirmação foi feita ontem (27) por representantes do Ministério da Saúde em entrevista coletiva na sede do órgão.

 

“A sequência de vacinação vai depender da disponibilização em escala da vacina para o país”, declarou o secretário executivo da pasta, Élcio Franco. A “escala” envolve a quantidade de doses e o cronograma de aquisição e consequente disponibilização.

 

Franco acrescentou que a definição dos públicos prioritários será feita pelo governo a partir de dois tipos de informações. O primeiro envolve aqueles segmentos com maiores riscos de evoluir para um quadro grave, os chamados grupos de risco. Neste universo estão pessoas idosas e com comorbidades.

Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 09:20

Vacina contra Covid não deve ser oferecida para toda a população, diz Ministério da Saúde

por Natália Cancian | Folhapress

Vacina contra Covid não deve ser oferecida para toda a população, diz Ministério da Saúde
Foto: GOVESP

Assim que for aprovada, uma vacina contra Covid-19 não deve ser oferecida para toda a população no próximo ano, mas apenas para grupos de maior risco de exposição e complicações pela doença, informou nesta sexta-feira (27) o Ministério da Saúde.

A pasta está trabalhando na construção de um plano nacional de imunização. Um documento preliminar deve ser compartilhado com especialistas e secretários de saúde na próxima terça-feira (1).

Nas últimas semanas, o ministério já vinha falando em iniciar a vacinação por grupos prioritários, como idosos, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde, mas não estava claro se pensava em estender a oferta.

"Definimos objetivos para a vacinação, porque não temos uma vacina para vacinar toda a população brasileira. Além disso, os estudos não preveem trabalhar com todas as faixas etárias inicialmente, então não teremos mesmo como vacinar toda a população brasileira", disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fantinato. Ela afirma que entre os grupos que hoje não fazem parte de estudos clínicos estão crianças e gestantes.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que a oferta para públicos específicos não significa que as outras pessoas não estarão protegidas.

"O fato de determinados grupos da população não serem imunizados não significa que não estarão seguros, porque outros grupos que convivem com aqueles estarão imunizados e dessa forma não vão ter a possibilidade de se contaminar", afirmou.

Ele comparou a estratégia da vacina contra a Covid-19 com a das campanhas de vacinação contra a gripe, também voltadas a grupos de maior risco de exposição e complicações pelo vírus.

"Nossa meta é vacinar 80 milhões de brasileiros por ano, não falamos em toda a população", afirma. Segundo ele, a mesma discussão ocorre em outros países.

"Quando falamos de vacinação, o mundo não entende que terá que ter vacina para todos. A Covax [iniciativa da Organização Mundial de Saúde que acompanha nove estudos de vacinas para oferta aos países] almeja 2 bilhões. É uma meta ambiciosa, e não se imagina que haverá vacina para todas as pessoas do planeta", diz.

Segundo Fantinatto, a definição dos grupos deve levar em conta o cenário epidemiológico do país e as indicações das eventuais vacinas que estiverem disponíveis.

As informações foram dadas em coletiva de imprensa na sede da pasta. No mesmo encontro, representantes do Ministério da Saúde fizeram ataques à defesa do isolamento social, na contramão do recomendado por outras entidades na área da saúde.

Também atribuíram uma redução na mortalidade pela Covid-19 ao que chamam de "tratamento precoce" -não há até o momento nenhum tratamento comprovado contra a Covid que possa ser usado de forma precoce.

O grupo chegou a mostrar um gráfico em que cita duas datas: a entrada do general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde e a data de divulgação de um protocolo que amplia o uso da cloroquina, medicamento também sem comprovação de eficácia contra a doença.

Especialistas, porém, têm apontado outros fatores para uma redução na mortalidade que não esses dois pontos. Entre eles está o aprendizado no manejo clínico de pacientes.

Sábado, 28 de Novembro de 2020 - 00:00

Compreensão sobre felicidade e prioridades fez artistas assumirem cabelos brancos

por Júnior Moreira Bordalo

Compreensão sobre felicidade e prioridades fez artistas assumirem cabelos brancos
Montagem: Bahia Notícias

Para além de toda a tragédia causada pela Covid-19 - só aqui no Brasil já são mais de 170 mil vítimas -, a pandemia tem servido para implantar pequenas mudanças que podem ajudar a combater a tão falada “pressão estética”, que vem acompanhada da padronização da beleza, potencializada nos últimos anos pelas redes sociais. Por muito tempo, bastava abrir o Instagram para se deparar com as simetrias “perfeitas” das artistas, blogueiras, influencers em cenários deslumbrantes, o que fazia algumas pessoas acreditarem que, como “simples mortais”, estavam erradas. O resultado desta narrativa pode ser mensurado com dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Só em 2018, por exemplo, mais de 800 mil mulheres no no país fizeram alguma intervenção em seu corpo.

 

Porém, como dito no início do texto, o cenário - pelo menos nas redes - sofreu um baque no momento em que todos precisaram ficar trancados em suas casas para evitar a propagação do vírus. As festas, viagens e fotos perfeitas deram lugar para pessoas mais “próximas do normal”, com rugas, peles sem maquiagem e cabelos grisalhos assumidos, como foi o caso de personalidades como Glória Pires, Tatá Werneck, Alcione e Fafá de Belém. “É a semente de um processo de aceitação de si. O padrão de beleza condiciona muitas pessoas a um modelo único de beleza e isso gera adoecimento, pois grande parte da população não se adequa a esse modelo”, iniciou a psicóloga Laura Augusta ao Bahia Notícias.

Montagem: Bahia Notícias

“Em alguma medida, essas artistas - especialmente mulheres - estão ajudando outras pessoas a aceitarem o processo de envelhecimento. Há muito o que caminhar, esse mundo midiático é atravessado por fatores estéticos que vão além do envelhecer. Sabemos de diversos artistas que fizeram procedimentos cirúrgicos, entendidos como corretivos, apenas no sentido de se alinhar a um padrão de beleza, para ser aceito como belo pelo mundo - já que a representação de beleza é uma construção social. Porém, é um passo importante sair desse lugar de única referência de beleza”, continuou.

 

Uma das primeiras celebridades brasileiras a ter o novo coronavírus (relembre aqui), a cantora Preta Gil se viu duplamente isolada logo no início da quarentena. Aos mesmo tempo que buscava lidar com sintomas e consequências de uma doença até então cercada de mistérios, ela parou para refletir sobre a condução da sua vida. “Em meio ao medo, saudade da minha família, cumprindo um isolamento fora da minha casa, eu percebi o verdadeiro valor das coisas. Não havia meios de pintar o cabelo, essa sem dúvidas não era uma prioridade. Assumi minhas verdades, ouvi meu coração e os cabelos brancos simplesmente não me incomodavam. Só queria ter saúde e estar perto de quem amava. Passei a dar importância para o que é essencial e verdadeiro e os cabelos brancos eram parte de mim, passei a ver beleza em assumi-los”, confessou.

 

A nova postura com seus brancos representou, de certa forma, mais “verdade”. “A liberdade de não precisar ter que parecer ‘perfeita’ para agradar ninguém. Assim como minhas celulites, assumir meus fios brancos foi libertador. Estar viva e com saúde é o que realmente me importa”, reforçou. Para a cantora, a “juventude eterna” na vida real não existe. “É ilusão. Sempre revelei a idade que tenho e de ser como sou. É claro que para estar nos palcos, quem vive da própria imagem acaba usando de produtos e tratamentos para se manter bem, mas isso não pode virar algo mais importante que a própria felicidade. Tudo deve ser feito sem exageros”, ponderou.

 

A postura segue a linha defendida pela dermatologista Marília Acioli. “Acho extremamente positivo quando a gente tem esse tipo de quebra de paradigmas. Temos que ensinar que a busca da melhora estética está intimamente relacionada a um resgate da autoestima. Então, na hora que a pessoa busca a melhora, mas nunca fica satisfeita e não se vê bonita no espelho, tem alguma coisa errada”, alertou. Para a médica, a pandemia reforçou vários aspectos da saúde mental, da autoaceitação, das relações sociais que poderiam não estar indo bem. “Na hora que os artistas começam a entrar nesse processo isso serve como modelo para a pessoa ‘comum’ se inspirar a ver que também é bonita, legal e socialmente aceitável. Acho muito interessante porque tem muitas pessoas (homens e mulheres) que se submetem à tinta por imposição social, desconsiderando as reações...”, lembrou.

 

 

Apesar das ponderações, em tempos de haters, qualquer mudança também pode e gera ataques. A filha de Gilberto Gil foi “cobrada” a retocar a raiz e sua reação foi “ceder”, mas de sua forma. “Pintei de rosa porque quis e adorei o resultado, mas poderia pintar de qualquer outra cor e inclusive branco. Acho que devemos nos importar com valores e coisas mais importantes que uma aparência ou opinião alheia. Não adianta estar bela por fora e destruída por dentro. Tudo é equilíbrio e a cor dos fios não é mais importante que nossa felicidade. A plenitude não está em nada externo, nada”, enfatizou.

 

Laura reforçou ainda que tentar atender a “pressão estética” gera diversos sofrimentos, especialmente por fazer as pessoas acreditarem “que a morte nunca chegará ou que morrerão belas”. “Dentro desse ideal de beleza, que é colonial, gordofóbico, machista, racista, e que, muitas vezes, não permite que ela seja ela mesma, pode gerar diversos danos de não querer por exemplo viver a velhice, a maturidade. Traz limites na construção do que é cada um, sua subjetividade. Quanto mais se combater esse pensamento, mais criamos possibilidades de ser e estar no mundo. Acredito que precisamos nos afastar desse ideal para que possamos viver bem”, opinou a psicóloga.

 

TUDO BRANCO NA TV

Para além das redes sociais, se a intenção é levar o debate dessa “desconstrução” para diversos espaços, seria fundamental então aparecer na televisão. Afinal, de acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2016, a plataforma é o meio de comunicação preferido de 63% dos brasileiros para adquirir informação. E assim tem sido feito com a simples presença da jornalista Astrid Fontenelle. Semanalmente no comando do programa “Saia Justa”, do GNT, a comunicadora vem surgindo com as fios cada dia mais brancos. “Faz um tempo que tinha esse desejo. Há uns quatro anos fiz uma pasta no Pinterest chamada ‘vou ser quando envelhecer’. Daí quando chegou a pandemia entendi que não seria prioridade retocar os grisalhos, fui deixando crescer e gostando do que estava vendo no espelho, que é o principal”, destacou ao BN.

 

Para ela aparecer assim para uma audiência vista como “intelectualizada” e “que prioriza questões estéticas”, como é o caso do canal a cabo da Globo, representa maturidade, libertação de imposições e quebras de preconceitos. Ou simplesmente: “tudo junto e misturado”. “A juventude eterna, no sentido do aspecto físico, não existe. Não adianta correr atrás dela. A medicina pode ajudar, mas uma hora a conta chegará. Juventude, para mim, também tem que estar ligada à vontade de conhecer coisas novas, de manter a curiosidade, à disposição. Cabelo branco, rugas, dois quilos a mais... Nada disso abalou o prazer de ser quem eu sou diante do espelho”, confessou.

 

Aciola lembrou ainda que como na pandemia muitos se viram obrigados a diminuir as idas a salão de beleza, passaram a valorizar o que realmente é importante enquanto indivíduos. “Tem pessoas que não consideram pintar o cabelo uma dessas coisas, que pintam mais por uma imposição social. É interessante que a gente questione isso para não acabarmos nos cobrando um modelo de beleza excessivamente perfeito. A pandemia ajudou as pessoas a aceitarem os cabelos como realmente são... é interessante que cada um resgate a sua própria autoestima. Com certeza tem servido como uma reeducação em relação a autoimagem”, opinou a dermatologista.

 

Apesar de se enxergar como uma pessoa que não se vê presa a essa “pressão pela beleza” desde que foi diagnóstica com Lúpus há nove anos, já que foi informada que não poderia fazer procedimentos invasivos, Astrid confessou ter recebido alguns comentários positivos e negativos sobre seus cabelos. “Recebi elogios no trabalho, apoio nas redes e até uma campanha publicitária eu fiz. Porém uma ou outra incomodada com seus próprios cabelos brancos vem dar pitaco. Mas eu não pedi a opinião de ninguém. Fico impressionada como ainda existem mulheres que não conseguem chegar junto e exercer a tal sororidade. Se eu estou feliz, que assim seja. Se eu não estivesse já teria colorido os brancos”, finalizou.

Casos ativos da Covid-19 sobem na Bahia e atingem o maior número desde 5 de setembro
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

Os casos ativos da Covid-19 na Bahia registraram um novo aumento nesta sexta-feira (27) e chegaram a 8.986, conforme boletim publicado no fim da tarde pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). É o maior número desde 5 de setembro, quando os dados oficiais apontavam para 9.153 casos ativos.

 

Nas últimas 24 horas, o estado teve 1.919 novos casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, além de 22 óbitos em decorrência da doença. Desde o primeiro registro da Covid-19 no estado, no dia 6 de março, são 394.300 contaminados e 8.207 mortes.

 

Os 10 municípios baianos com mais casos ativos da Covid-19 são Salvador (1.438), Feira de Santana (384), Vitória da Conquista (235), Santo Antônio de Jesus (208), Lauro de Freitas (159), Irecê (158), Ilhéus (156), Teixeira de Freitas (150), Santa Rita de Cássia (149) e Itabuna (122).

 

LEITOS DE UTI

A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva reservados para o tratamento da Covid-19 registrou uma leve alta, de 64% para 65%. As regiões do estado com o maior número de vagas ocupadas são o extremo-sul (80%), onde se encontram Porto Seguro, Eunápolis e Teixeira de Freitas; e o centro-leste (78%), onde se encontra Feira de Santana.

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 17:40

Nova alta de casos nos EUA e na Europa reflete efeito da reação à Covid

por Diana Yukari, Leonardo Diegues e Lucas Alonso | Folhapress

Nova alta de casos nos EUA e na Europa reflete efeito da reação à Covid
Foto: Reprodução / G1

Enquanto o mundo ultrapassa a marca de 60,5 milhões de infecções pelo coronavírus, os comportamentos das curvas de novos casos nos EUA e na Europa refletem as diferenças na coordenação das respostas à pandemia que matou mais de 1,4 milhão em todo o planeta.

Desde meados de setembro, europeus e americanos vivem um crescimento no número de novos casos. A partir de outubro, o aumento nas infecções tornou-se mais agudo e as duas curvas começaram a subir em posição quase vertical. Em novembro, porém, os efeitos da imposição de novas restrições na Europa puxaram a curva para baixo, enquanto o índice dos EUA segue em crescimento acelerado.

"Na Europa, após um início catastrófico nos primeiros meses do ano, houve em muitos países um 'lockdown' rigoroso, e a transmissão da doença caiu abruptamente", analisa o médico infectologista Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, professor da Unesp. "Assim, quando voltou a subir, também abruptamente, isso foi caracterizado como uma 'segunda onda'."

No fim de outubro, a chanceler alemã, Angela Merkel, que vinha sendo elogiada internacionalmente por ter encarado a pandemia com seriedade e rigor científico, reconheceu que a evolução da Covid-19 em seu país se tornou "dramática" e implantou novas regras de isolamento.

Nesta semana, as medidas foram prorrogadas até pelo menos 20 de dezembro, e Merkel admitiu que as restrições podem permanecer até janeiro. Nesta quinta, a Alemanha bateu o recorde de casos diários (32 mil) desde o início da pandemia, e o número de mortes (378) só fica atrás dos 510 óbitos registrados em 15 de abril. No total, o país tem 996 mil casos e 15 mil mortes por coronavírus.

Com dinâmica parecida, a França implantou 'lockdown' entre março e maio. Em 30 de outubro, voltou a restringir as atividades até que, nesta semana, o presidente Emmanuel Macron adotou um tom otimista ao anunciar um plano de reabertura gradual que permitirá aos franceses viajarem nas festas de fim de ano.

O ministro da Saúde francês, Olivier Veran, foi um pouco mais cauteloso e fez questão de lembrar que a Covid-19 "ainda não ficou para trás".

Atrás de EUA, Índia e Brasil, a França ocupa a quarta posição no ranking de nações com maior número de casos. E depois de quase zerar o número de óbitos diários em agosto, voltou a registrar mais de mil mortos por dia em pelo menos quatro ocasiões neste mês, relembrando o fantasma das mortes aos milhares no mês de abril. No acumulado, o país tem 2,2 milhões de casos e 50,7 mil mortes por Covid-19.

Fortaleza, da Unesp, chama atenção para o fato de que, quando as infecções voltaram a crescer na Europa, dizia-se que havia aumento de casos, mas não de óbitos. "Dois meses depois, há recordes diários de mortes, mostrando que estas sobem semanas após o aumento de casos", diz o infectologista, acrescentando que isso acontece porque as pessoas costumam passar por longos períodos de internação.

Analisar os dados para definir erros e acertos ainda é um desafio, explica Piotr Kramarz, cientista do Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).

"A maioria dos países implementou várias medidas ao mesmo tempo, tornando extremamente difícil determinar o efeito individual de qualquer abordagem", explica. "Tentar atribuir as diferenças observadas na epidemiologia da Covid-19 às medidas de saúde pública executadas em um país é, portanto, extremamente difícil e não é algo que o ECDC tentou até agora."

Apesar dos sinais amarelos para a Europa, Deisy Ventura, coordenadora do doutorado em saúde global da USP, considera positiva a percepção da maioria dos governos sobre o momento e a forma de novas restrições.

"Um bom exemplo das respostas europeias foi o anúncio simultâneo de medidas quarentenárias e de proteção social que permitiram o cumprimento das primeiras", analisa.

Esse tipo de coordenação é diferente das medidas adotadas nos EUA, em que cada estado tem autonomia constitucional para definir suas próprias regras. Segundo os dados analisados pela reportagem, estados americanos que hoje apresentam alta de casos tiveram fases mais brandas nos meses iniciais da pandemia.

Essa constatação se verifica na Dakota do Norte, em Wyoming, no Novo México, na Dakota do Sul e em Minnesota, os cinco estados com as maiores proporções de novos casos.

Um levantamento do jornal The New York Times, a partir de dados da Universidade de Oxford, aponta ainda que estados que impuseram menos restrições nos últimos meses vivem agora os piores surtos. Também entram nessa lista estados como Iowa, Nebraska e Wisconsin. O NYT aponta Iowa como o único estado cuja taxa de infecção considerada alta apresenta uma tendência de queda. Até a tarde desta quinta-feira, todos os outros 49 estados somam os altos índices de novos casos às tendências de agravamento.

Para os especialistas ouvidos pela reportagem, a gravidade da pandemia nos EUA é resultado da soma de fatores sanitários, mas também políticos. Se a pandemia de Covid-19 teve peso significativo para a derrota de Donald Trump, o contrário também é verdadeiro: a postura do líder republicano teve efeito agravante no cenário da saúde pública.

Para Ventura, as eleições americanas foram "decisivas para o desastre da resposta [ao coronavírus]". Ela classifica como "crimes contra a saúde pública" ações como os ataques do presidente a instituições como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças e a sugestão, nociva e sem fundamentos, de que os americanos poderiam ingerir desinfetante contra a Covid-19.

"Medidas de contenção de epidemias são sempre antipáticas e possuem elevado custo político, econômico e social", afirma. "Como candidato à reeleição, Trump não quis pagar esse preço." Em vez disso, segundo a especialista, recorreu à mesma estratégia de propaganda que o levou à Casa Branca em 2016: um misto de desinformação, extremismos e negacionismo científico.

Fortaleza traça ainda um paralelo com o Brasil. "O negacionismo do [presidente Jair] Bolsonaro e a apatia do Ministério da Saúde têm exigido que cada estado tome suas próprias medidas. Isso é claramente um enfraquecimento do pacto federativo, fazendo com que funcionemos como 'Estados Unidos do Brasil'."

Sobreviventes da Covid-19 relatam perda de dentes depois da infecção
Foto: Reprodução / Metrópoles

Quase um ano após o começo da pandemia de coronavírus, médicos e pesquisadores ainda estão descobrindo como o vírus age. A observação do grupo de pacientes com Covid-19 persistente, que sentem os sintomas da doença por muitos meses, ainda oferece novas informações sobre o Sars-CoV-2 todos os dias — a última notícia é que alguns experimentam queda nos dentes.

 

De acordo com o Metrópoles, nos Estados Unidos, há vários relatos de pessoas que perderam dentes sem nenhum sangramento.Uma das mulheres estava tomando sorvete quando o dente caiu e um garoto de 12 anos perdeu um dos dentes permanentes. Outros pacientes contam ainda que a gengiva ficou sensível, que alguns dentes ficaram cinza ou frágeis o suficiente para perder lascas. A maioria dessas pessoas tem sintomas como dedos dos pés inchados e queda de cabelo.

 

Não é comum que dentes caiam sem sangramento, diz William Li, diretor médico de uma ONG americana que estuda doenças dos vasos sanguíneos, ao New York Times. Segundo ele, este sintoma pode ser sinal de algo errado nos vasos sanguíneos das gengivas — nesse caso, o dente pode acabar morrendo e cair sem dor.

 

No restante do corpo, pacientes com quadros graves da infecção produzem muitos coágulos e trombos, o que pode estar acontecendo também na boca.

 

“A gengiva é muito sensível a reações hiper inflamatórias, e pacientes com Covid-19 persistente certamente se encaixam nesta categoria”, explica o dentista Michael Scherer. Os especialistas chamam atenção ainda para a saúde bucal: pessoas que já tinham problemas odontológicos podem ter pré-disposição à queda dos dentes.

Candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos testa positivo para Covid-19
Foto: Reprodução / Twitter de Guilherme Boulos

O candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, teve diagnóstico positivo para contaminação pelo novo coronavírus, confirmado pelo resultado de um exame RT-PCR na tarde desta sexta-feira (27). Conforme informações de sua assessoria de imprensa, ele não apresenta sintomas.

 

Na última segunda-feira (23), a campanha de Boulos teve a informação de que a deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) testou positivo para a Covid-19, após participar de um ato de campanha com o candidato na sexta-feira passada (20).

 

Ainda conforme a assessoria, até que o resultado do exame saísse, Boulos suspendeu as atividades de rua e dedicou-se apenas a agendas em locais reservados, com público restrito e seguindo as orientações das autoridades sanitárias.

 

Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos afirma que cumprirá o protocolo de quarentena pelo período necessário. Além disso, toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testada.

 

“O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas”, diz a nota.

 

Devido à contaminação de Boulos, a TV Globo decidiu pelo cancelamento do debate que faria, na noite desta sexta-feira, entre o psolista e o atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), adversários no segundo turno pela prefeitura paulistana. A decisão foi comunicada pelo mediador César Tralli nas redes sociais.

Ônibus do castramóvel volta a receber atendimentos em Itapuã
Foto: Divulgação / SMS

A segunda unidade do Castramóvel da prefeitura de Salvador está funcionando novamente na sede da Prefeitura-Bairro de Itapuã, localizada na Avenida Dorival Caymmi, nº 17. O ônibus de serviço móvel estava desativado desde 2018.

 

As castrações podem ser solicitadas no e-mail agendamento.dipa@gmail.com. É preciso enviar RG e CPF do tutor do animal, comprovante de residência, cartão do SUS e cartão de vacina antirrábica do animal atualizado. No dia agendado é feita a triagem do animal e, caso esteja tudo em ordem com a saúde, a castração é feita em seguida. Por conta da pandemia, a recomendação é que compareça apenas o tutor e o animal para não gerar aglomeração.

 

A titular da Diretoria de Promoção à Saúde e Proteção Animal (DIPA) diz que é necessário que o tutor leve o colar protetor (elizabetano) e roupa cirúrgica para colocar no animal antes de ele voltar a ficar agitado. 

 

O ônibus Castramóvel vai permanecer na Prefeitura-Bairro de Itapuã até o dia 29 de janeiro de 2021. “Essa se tornou uma secretaria de proteção à vida e a gente vai cuidar muito bem dos nossos animais. Temos intensificado o trabalho em defesa dos animais”, afirmou o secretário municipal de saúde, Leo Prates.

 

CASTRAMÓVEL

 

A unidade 1 do serviço já atendeu durante este ano na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), no Cabula, USF Pernambués e na Guarda Civil Municipal (GCM), localizada na Avenida General San Martin. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até o momento foram feitos 2.481 procedimentos cirúrgicos.

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 14:40

Mesmo sem vacina, Salvador já planeja estratégia de imunização contra Covid-19

por Jade Coelho / Ailma Teixeira

Mesmo sem vacina, Salvador já planeja estratégia de imunização contra Covid-19
Foto: Jade Coelho/Bahia Notícias

Apesar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não ter autorizado nenhuma vacina que proteja contra a Covid-19, Salvador já planeja uma estratégia de vacinação. A informação foi divulgada pelo prefeito da cidade, ACM Neto (DEM), durante coletiva nesta sexta-feira (27).

 

"Nós ainda não temos uma vacina no Brasil, nem uma ideia de quando ela virá, porém a prefeitura já está organizando o seu plano próprio de aplicação da vacina, para que quando ela esteja viva e presente, e seja uma realidade, nós já estejamos com toda a logística preparada", afirmou o prefeito. 

 

O gestor reuniu a imprensa no Elevador Lacerda para anunciar medidas de combate a disseminação do novo coronavírus (veja aqui), o cancelamento do Carnaval em fevereiro (leia aqui), renovação de contratos via Reda de servidores da Saúde (saiba mais aqui) e o envio de projetos para a Câmara Municipal (leia aqui e aqui).

 

O prefeito de Salvador ainda lembrou o fato de que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o governo federal apresente um plano de vacinação contra a Covid-19. Segundo ACM Neto, na capital baiana não houve necessidade de determinação para que a estratégia fosse traçada.

Agência reguladora avaliará vacina de Oxford a pedido do Reino Unido
Foto: Divulgação

O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, afirmou, nesta sexta-feira (27), que formalizou o pedido de aprovação da vacina produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. "Pedimos oficialmente ao regulador sanitário para avaliar a vacina Oxford/AstraZeneca e determinar se atende a normas de segurança rigorosas", informou o integrante do governo, em comunicado. 

 

Hancock ainda ressaltou que, caso o imunizante seja aprovado, essa será uma "etapa "etapa importante rumo à produção de uma vacina o mais rapidamente possível", de acordo com informações do G1. 

 

Estudos clínicos de fase 3 apontaram que, quando aplicada em apenas uma dose e meia, a vacina ChAdOx1, como foi nomeada, possui eficácia de 90%. Entretanto, quando houve injeção de duas doses, o rendimento caiu para 62% - o que está acima do que determina o órgão regulador dos EUA (50%). 

 

Vale lembrar que, nesta quinta-feira (26), o vice presidente da AstraZeneca, Manelas Pangolos, admitiu que ocorreu um erro de dosagem (veja aqui). A farmacêutica recebeu críticas severas da comunidade científica, por falta de transparência nos dados. 

 

Ainda assim, o governo do Reino Unido afirma que não há razão para se preocupar com os resultados dos estudos, já que a agência reguladora avaliará de forma independente a segurança e a eficácia do imunizante. 

 

Também nesta quinta, Pangalos, revelou que que a vacina deve passar por um combinada com uma dose inteira da imunização, como parte de um estudo adicional (lembre aqui). 

 

No Brasil, a expectativa é que a ChAdOx1 seja distribuida entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Ao todo, o governo federal fará o investimento de R$1,9 bilhão para produzir 100 milhões de doses, por meio da Fiocruz. 

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 13:20

Servidores da Saúde contratados via Reda terão contrato renovado, anuncia ACM Neto

por Jade Coelho / Ailma Teixeira

Servidores da Saúde contratados via Reda terão contrato renovado, anuncia ACM Neto
Foto: Jade Coelho/ Bahia Notícias

Para garantir que a estrutura da Saúde se mantenha completa durante a pandemia, o prefeito ACM Neto (DEM) autorizou a renovação dos contratos de servidores do setor. "Nós contratamos colaboradores para consistir as equipes da saúde (...) e esses contratos seriam encerrados no dia 31 de dezembro", disse Neto.

 

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (27), em meio à coletiva para anunciar a suspensão do Carnaval em fevereiro de 2021 (saiba mais aqui).

 

De acordo com Neto, o vice-prefeito Bruno Reis (DEM), eleito para gerir Salvador a partir do próximo ano, concordou com a medida. "Portanto, se amanhã ou depois, a coisa piorar, nós já teremos toda a equipe mobilizada e preparada para tomar as providências", ressaltou o prefeito.

Ministério vai ao Hospital Ernesto Simões para conhecer prontuário eletrônico
Foto: Rafael Menezes/GOVBA

Um grupo de representantes do Ministério da Saúde visitou o Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF) nesta quinta-feira (26) para conhecer e analisar o processo de implantação do sistema de gestão hospitalar, que inclui prontuário eletrônico e módulos administrativos, na rede estadual de saúde. 

 

De acordo com a Secretaria da Saúde (Sesab), nove hospitais da rede própria já utilizam o software AGHUse, que permite registrar os processos administrativos, assistenciais e de apoio à assistência de forma integrada.

 

“Somos o estado mais avançado na implantação de um prontuário único efetivamente funcional no Brasil. Para chegar aqui, tivemos que investir R$ 52 milhões em infraestrutura de cabeamento de rede e aquisição de computadores, impressoras e conectividade”, explica o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas.

 

O diretor de monitoramento e avaliação do SUS, Angelo Martins Denicoli, e o diretor do Departamento de Gestão do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde, Alessandro Anjos, visitaram o HGESF para acompanhar de perto o fluxo de pacientes no sistema. Em seguida, conheceram a Central Integrada de Comando e Controle da Saúde, unidade que abriga a Central Estadual de Regulação (CER), o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), a Central de Inteligência da Saúde, além da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

 

“Nós viemos aqui em busca de um referencial para implantação de um sistema, o AGHUse, que a Bahia já vem utilizando. O resultado foi muito gratificante, porque entendemos que a Bahia está em um grau de maturidade muito avançado. Isso nos traz bastante satisfação porque muitas coisas que vimos aqui, certamente, podemos replicar em outros estados”, avalia Denicoli. “O secretário também nos mostrou bastante maturidade com relação às direções estratégicas, com painéis de monitoramento, pessoas engajadas nesse trabalho e um Centro de Comando e Controle que dispensa comentários”, acrescenta o diretor.

 

Atualmente, o AGHUse está implantado em nove hospitais da rede Estadual: Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), Hospital Geral de Camaçari (HGC), Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), Maternidade Albert Sabin, Cican, Hospital Geral do Estado (HGE), Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi) e Hospital Geral Menandro de Faria. A expectativa do Estado é que, até 2022, o software esteja funcional em 24 unidades da rede própria.

 

De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação da Sesab, Diego Daltro, a validação e predisposição de apoio do Ministério da Saúde fornecem à Bahia a possibilidade de dar novos passos no avanço da informatização da rede de saúde. Dessa forma, o acesso a informações em tempo real será ampliado, tendo como consequência maior acurácia na tomada de decisões.

Apesar de ter chamado Covid de 'gripezinha', em março, Bolsonaro diz que não chamou
Foto: Isac Nóbrega / PR

"Falei lá atrás, no meu caso, falei, pelo meu passado de atleta, não generalizei, se pegasse o Covid não sentiria quase nada. É o que eu falei. O pessoal da grande mídia falando que eu chamei de 'gripezinha' a questão do Covid. Não existe um vídeo ou áudio meu falando dessa forma", disse o presidente Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (26), em transmissão ao vivo nas redes sociais.

 

Apesar de negar que tenha chamado a Covid-19 de "gripezinha", Bolsonaro chamou. E foram duas vezes, publicamente. Em 20 de março deste ano, quando disse que "depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, não", e no dia 24 do mesmo mês. "No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria, ou quando muito seria acometido de uma gripezinha, ou resfriadinho", falou, na época.

 

Vale lembrar que o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes ocasionadas pelo novo coronavírus. Está atrás apenas dos Estados Unidos. No total, são 171.497 óbitos desde o início da pandemia, com mais de 6 milhões de casos já registrados. 

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 11:23

Prefeitura anuncia retorno de testagem nos bairros na próxima semana

por Jade Coelho / Ailma Teixeira

Prefeitura anuncia retorno de testagem nos bairros na próxima semana
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

Ao reforçar as ações de combate à transmissão do coronavírus, a Prefeitura de Salvador decidiu retomar a testagem nos bairros. A medida foi suspensa com o fim das restrições setorializadas e os testes passaram a ser concentrados nos postos de saúde da família e nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs).

 

"O volume de testes que nós temos hoje, simultaneamente, na cidade é o maior de todo o período, só que a gente vai aumentar ainda mais os testes. Além das Unidades Básicas, além das UPAs, nós vamos começar a fazer novamente as testagens nos bairros com aquelas equipes volantes. Da mesma forma, vamos retomar todo o trabalho de distribuição de máscara nos bairros e higienização das ruas", anunciou Neto, na manhã desta sexta-feira (27), durante a coletiva de imprensa sobre o Carnaval 2021. As medidas terão início já na próxima segunda-feira (30).

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 10:40

TRF-1 nega recebimento de denúncia contra ex-juiz eleitoral alvo de operação da PF

por Cláudia Cardozo

TRF-1 nega recebimento de denúncia contra ex-juiz eleitoral alvo de operação da PF
Foto: Divulgação

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1 ª Região (TRF-1) não recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-juiz eleitoral José Wanderley Oliveira Gomes. A turma também anulou todos os atos praticados que deram origem a uma operação da Polícia Federal na casa e no escritório do ex-juiz e atual advogado (saiba mais). O julgamento ocorreu na última terça-feira (24) e estava pendente quando a operação foi deflagrada. 

 

O advogado era acusado de praticar atos de improbidade administrativa enquanto defensor dos interesses do Município de Casa Nova na recuperação de precatórios de aproximadamente R$ 92 milhões perante à Justiça. Como pagamento, o escritório de Wanderley teria recebido cerca de R$ 17 milhões a título de honorários, pagos com o recurso do precatório. A defesa de Wanderley apresentou um agravo de instrumento contra a decisão da Justiça Federal de Juazeiro, que havia determinado a indisponibilidade dos bens do advogado para possível reparação de danos ao erário, com pagamento de multa de R$ 21,5 milhões. A defesa alegou equívoco na decretação da indisponibilidade de bens, “uma vez que não existem indícios para a prática do ato de improbidade, pois a verba bloqueada trata-se de pagamentos de honorários advocatícios, cuja natureza é crédito de natureza alimentar, recebidos de créditos do Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério] em favor do Município”. 

 

Segundo a relatora do recurso, desembargadora Maria do Carmo, não existe comprovação de que o escritório tenha cometido ato ilegal ao receber o pagamento, destacando que foi através da atuação do mesmo que o Município conseguiu recuperar a quantia. A relatora pontua que o agravo não discute a legalidade contratual ou o destaque dos honorários advocatícios em razão de decisão judicial, mas sim “o desvio de verbas municipais, por agentes públicos, para pagamentos de diversos, sem licitação, inexigibilidade ou dispensa de licitação, o qual supostamente teria beneficiado de forma direta o ora agravante”.  

 

A desembargadora afirma que, apesar dos termos da decisão agravada, ao analisar os documentos, é possível perceber que o advogado recebeu o pagamento de honorários do Município através de acordo judicial homologado pelos serviços prestados na ação judicial de recuperação de verbas repassadas ao Fundef e Fundeb. O serviço foi prestado ao longo de 13 anos, com provas apresentadas nos autos, como petição inicial do escritório, de novembro de 2003, sentenças e acórdãos com trânsito em julgado, requisição de pagamento de precatório, contrato de honorários, ação de cobrança ajuizada na Justiça estadual e acordo judicial com ordem para pagamento dos honorários. 

 

Na decisão, a relatora destaca que o pagamento dos honorários é um compromisso assumido e reconhecido pela Justiça, e que o procedimento de “pagamento é um ato interna corporis realizado pelo chefe do Poder Executivo e deve observar a Lei de Responsabilidade Fiscal”. “Dessa forma, não caberia ao agravante mero prestador de serviço saber a fonte financeira do seu pagamento, uma vez que sua relação com município foi apenas contratua”, afirma no agravo. Ao dar provimento ao pedido, a desembargadora reforçou que não ficou demonstrado que houve desvio de verbas municipais por parte do advogado “com a finalidade especifica de enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário capaz de justificar a indisponibilidade de bens do agravante, ou que ele tenha concorrido para o enriquecimento ilícito de terceiros”. 

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 10:38

Neto descarta suspender atividades e diz que pandemia em Salvador está controlada 

por Jade Coelho / Bruno Luiz

Neto descarta suspender atividades e diz que pandemia em Salvador está controlada 
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), afirmou nesta sexta-feira (27) que não pretende retomar a suspensão de atividades, mesmo com indicativo de aumento na quantidade de casos da Covid-19 na cidade. 

 

Ele negou que, em evento na noite dessa quinta (26), tenha falado na volta de medidas restritivas. “Mentirosos. Hora nenhuma dissemos que seriam anunciadas medidas restritivas ou que voltaríamos atrás na retomada das atividades”, assegurou Neto, em coletiva para anunciar como ficará o Carnaval soteropolitano com a pandemia. 

 

Em agenda no bairro de Pituaçu, o prefeito demonstrou preocupação com a circulação do vírus na capital baiana e falou que anunciaria “medidas que a prefeitura voltar a fazer para prevenir a Covid e segurar esse crescimento da transmissão. Nós já pagamos um preço muito alto, mas infelizmente a doença está aí.” (veja a fala completa aqui).

 

O gestor assegurou que a situação em Salvador está sob controle e que não há nada a sugerir “alarme para quem quer que seja.” “Houve momento em que novos casos diminuíram, depois voltou a aumentar. Porém não há descontrole. Nada que sugira o alerta do sinal vermelho. Estamos com sinal amarelo. Como jamais deixamos de estar. Nunca ativamos o verde. O verde só será ativado com vacina”, enfatizou o prefeito.

 

Para exemplificar que não motivo para medidas mais duras, na avaliação dele, Neto disse que, caso todos os leitos para Covid-19 estivessem abertos, a ocupação estaria atualmente em 32% (clínicos) e 35% (UTI). 

 

Apesar de pregar cautela, o democrata anunciou que a prefeita vai adotar medidas em caráter preventivo a partir da próxima semana, como forma de barrar uma possível segunda onda. “Já traçamos plano de mobilização de leitos para Covid e solicitei a Léo Prates que tenham plano que permita que, progressivamente, a gente vá reabrindo leitos específicos Covid.”

 

Além disso, o gestor vai encaminhar à Câmara Municipal de Vereadores um projeto de lei que permita à prefeitura abrir novos leitos e mantê-los em reserva toda vez que a ocupação chegar a 60%. 

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 09:30

Eunápolis: Hospital da Covid-19 tem 100% de UTI ocupada

por Francis Juliano

Eunápolis: Hospital da Covid-19 tem 100% de UTI ocupada
Foto: Reprodução / Radar 64

Os 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento do novo coronavírus ficaram lotados no Hospital da Covid-19 em Eunápolis, na Costa do Descobrimento. A informação foi divulgada pela prefeitura nesta quinta-feira (26).  Em relação aos leitos clínicos, a ocupação é menor, com três dos 20 leitos com paciente.

 

Ainda segundo boletim epidemiológico da prefeitura, Eunápolis já acumula 3.224 casos confirmados de novo coronavírus, com 96 casos ainda ativos, 26 deles internados. Na cidade, 67 pessoas já vieram a óbito por conta da doença.

 

Os cinco bairros com maior número de casos confirmados são: Pequi [470], Centro [308], Dinah Borges [254], Juca Rosa [202] e Gusmão [171].

Ministério da Saúde foi alertado sobre brechas no sistema em junho
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Ministério da Saúde do Brasil foi alertado  em 7 de junho sobre falhas no sistema e a vulnerabilidade pela organização não governamental Open Knowledge Brasil (OKBR). Na época, a entidade identificou problemas no acesso ao sistema de notificação de casos da Covid-19, que também tornava possível o acesso aos dados de pacientes submetidos a testes da doença. As informações são do Estadão. 

 

Nesta quinta-feira (26), reportagem do veículo revelou um vazamento de senhas dos sistemas do Ministério que expôs informações médicas de cerca de 16 milhões de brasileiros que tiveram diagnóstico suspeito ou confirmado da Covid-19. De acordo com informações apuradas pelo Estadão, dados pessoais e médicos ficaram expostos na internet durante quase um mês (leia mais aqui).

 

A OKBR fez o alerta através da ouvidoria do governo federal no dia 7 de junho. 

 

O Estadão teve acesso à denúncia, a OKBR sinalizou que o problema estava na exposição indevida de login e senha para acesso a uma pasta compartilhada onde estavam relatórios com dados do sistema e-SUS Notifica. Essa é a ferramenta pela qual são recebidas notificações de casos leves e moderados da infecção pelo novo coronavírus, e também de casos suspeitos ou confirmados, tanto de eunidades de saúde públicas como privados.

 

A lista de pessoas que tiveram os dados expostos inclui personalidades políticas do Brasil, a exemplo do presidente da República Jair Bolsonaro e outros familiares; o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; outros seis titulares de ministérios, como Onyx Lorenzoni e Damares Alves; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e mais 16 governadores, além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

 

As informações pessoais divulgados incluem CPF, endereço, telefone e doenças pré-existentes.

 

A exposição indevida de login e senha no código do site foi registrada em cartório pela OKBR. O documento foi anexado à denúncia feita à ouvidoria. Ainda assim, traz a reportagem, a exposição de dados só foi removida 10 dias depois. 

 

Segundo a OKBR, é possível que os dados tenham ficado expostos por três meses, desde o lançamento do sistema de notificação, em março.

Sexta, 27 de Novembro de 2020 - 07:20

Covid-19: 'Salve-se quem puder' ou 'morra quem morrer'

por Fernando Duarte

Covid-19: 'Salve-se quem puder' ou 'morra quem morrer'
Foto: Paula Fróes/ GOVBA

Pode até não ser uma segunda onda de contaminação, porém os números da Covid-19 no Brasil começam a reacender os alertas sobre a doença no país. Na Bahia, não chega a ser muito diferente. Os novos casos voltam a preocupar e, em meio à desmobilização de leitos, é preciso ficar atento para não haver um colapso do sistema de saúde, nosso principal receio desde que a ameaça do coronavírus chegou por aqui. E tudo isso passa pela consciência da população, algo bem difícil de controlar após meses de restrições.

 

Ninguém aguenta quarentena ou isolamento social por mais tempo. O limite da paciência foi ultrapassado há tempos, porém não há nenhum remédio diferente desse para enfrentar a pandemia. A medicina evoluiu e sabe mais sobre a doença, mas ainda assim existem perguntas não respondidas. As vacinas, por mais que tenhamos perspectivas otimistas, não estão tão palpáveis quanto gostaríamos e é improvável uma imunização maciça da população ainda no primeiro semestre de 2021. Ou seja, esse processo de distanciamento social não tende a acabar rapidamente.

 

Porém a população que conseguiu lidar com a quarentena relativamente bem dá sinais de cansaço. O período eleitoral foi um exemplo real dessa fadiga. Por mais que soubéssemos que não era recomendável aglomerar pessoas, sobraram episódios de multidões durante o processo ou até mesmo para celebrar vitória nas urnas. Parte por falta de exemplo dos postulantes, mas também porque a mensagem contraditória de autoridades públicas não contribuiu para levar consciência à arraia miúda. O salve-se quem puder - ou morra quem morrer, dependendo do interlocutor - esteve vivo o tempo inteiro e acabou intensificado nos últimos meses.

 

É difícil prever exatamente qual vai ser o alcance desses episódios de desrespeito às recomendações sanitárias. Mesmo os especialistas não conseguem chegar a um consenso que permita confirmar a necessidade de endurecer medidas restritivas ou manter o ritmo de flexibilização adotado. Na Bahia, onde aparentemente a Covid-19 pareceu sob controle, a sensação de que o medo foi maior do que a própria doença se torna um adversário a mais nesse embate.

 

Enquanto um imunizante não alcançar boa parte da população, as discussões sobre aberturas e fechamentos farão parte da nossa rotina. Independente de uma segunda onda - ou apenas continuação da primeira -, o mais certo é não subestimar a doença.

 

Este texto integra o comentário desta sexta-feira (27) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para a rádio A Tarde FM. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e TuneIn.

Quinta, 26 de Novembro de 2020 - 19:30

#SaiDoTedio: Uma homenagem a Diego Armando Maradona

por Nuno Krause

#SaiDoTedio: Uma homenagem a Diego Armando Maradona
Arte: Paulo Victor Nadal / Divulgação / Bahia Notícias

O mundo se despediu, nesta quarta-feira (25), de um dos maiores gênios do futebol mundial: Diego Armando Maradona. O craque foi vítima de uma parada cardiorrespiratória, na cidade de Tigre, na Argentina. 

 

O #SaiDoTédio desta quinta (26) homenageia 'El Diós del Fútbol', falando sobre a trajetória do ídolo durante sua vida. Sua luta, suas glórias, seu histórico de resistência e sua identificação com o povo argentino. Maradona viveu como poucos, e se eternizou como um. Descanse em paz, Diego. 

 

Os episódios ficam disponíveis no nosso site sempre às 19h30, e podem ser encontrados nas principais plataformas de streaming: Spotify, DeezerCastbox, O programete é produzido e editado pelo jornalista Nuno Krause. Ouça agora: 

Covid-19: Vacina de Oxford precisa de estudo adicional, diz farmacêutica
Foto: Governo Federal

O diretor-executivo do laboratório britânico AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou nesta quinta-feira (26) que é necessário fazer mais estudos sobre a vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido. Segundo a Folha de São Paulo, a análise seria necessária por causa dos questionamentos sobre a proteção que ela pode oferecer contra o coronavírus (veja aqui).

 

"Agora que chegamos ao que parece ser uma maior eficácia, temos que validar isso, por isso precisamos de um estudo adicional", disse Soriot em entrevista à agência Bloomberg. O laboratório britânico e a Universidade de Oxford anunciaram na última segunda-feira (23) que a vacina apresenta uma eficácia média de até 90%, segundo resultados dos ensaios clínicos feitos no Reino Unido e no Brasil

 

Mas há diferenças entre os dados. Um grupo menor, que recebeu primeiro meia dose e um mês depois uma dose completa, apresentou uma eficácia de 90%. Já um segundo grupo muito maior, que recebeu duas doses da vacina com um mês de diferença, mostrou uma eficácia de 62%.

 

Andrew Pollard, cientista da Universidade de Oxford, explicou que a diferença pode ser explicada porque "ao dar uma primeira dose menor, estamos preparando o sistema imunológico de um modo diferente, estamos preparando-o melhor para responder".

 

Os cientistas reconheceram que a quantidade menor administrada inicialmente ao primeiro grupo partiu de um erro na dose que os pesquisadores decidiram aproveitar depois. E além de ser muito menor, esse grupo testado tinha um limite máximo de idade de 55 anos, fora da idade considerada grupo de risco para o vírus.

 

NÃO DEVE ATRASAR A APROVAÇÃO

 

Para confirmar os resultados, provavelmente será realizado um outro "estudo internacional", afirmou Soriot. "Mas pode ser mais rápido porque sabemos que a eficácia é alta e precisamos de um número menor de pacientes", acrescentou. Ela destacou que a pesquisa adicional não deve atrasar a aprovação da vacina pelas agências reguladoras de saúde.

 

Ainda de acordo com a Folha, as outras duas vacinas em estágio muito avançado, desenvolvidas pelos laboratórios americanos Pfizer e Moderna, mostraram eficácia superior a 90% em ensaios clínicos.

 

No entanto, o projeto da AstraZeneca tem a vantagem de usar uma tecnologia tradicional que o torna muito mais barato: custaria US$ 4 a dose contra um valor maior do que US$ 25 das outras. O laboratório também se comprometeu a distribuí-la a preço de custo para os países mais pobres.

 

A vacina britânica também tem a vantagem de poder ser mantida pelo menos seis meses refrigerada entre 2ºC e 8ºC, o que facilita a distribuição para todo o mundo, em comparação com a da Pfizer, que deve ser mantida a -70ºC em ultracongeladores.

Covid-19: Bahia tem leve diminuição de casos ativos; 20 pessoas morreram nas últimas 24h
Foto: Bahia Notícias

A Bahia registrou uma leve diminuição nos casos ativos da Covid-19, conforme boletim publicado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) no fim da tarde desta quinta-feira (26). O número reduziu de 8.815, na quarta (25), para 8.738 na consolidação mais recente dos dados.

 

Nas últimas 24 horas, a Sesab contabilizou 1.472 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus, enquanto registrou 20 óbitos em decorrência da doença. O número é um pouco melhor em relação ao divulgado no boletim anterior, com 3.123 novas contaminações e 22 mortes (relembre aqui).

 

Os 10 municípios baianos com mais casos ativos da Covid-19 são Salvador (1.442), Feira de Santana (440), Vitória da Conquista (234), Santo Antônio de Jesus (181), Teixeira de Freitas (175), Lauro de Freitas (168), Ilhéus (167), Irecê (148), Itabuna (131) e Santa Rita de Cássia (125).

 

LEITOS DE UTI

A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva reservados para o tratamento da Covid-19 teve um pequeno aumento e chegou a 64%. A alta foi puxada pelos números no extremo-sul baiano, que agora tem 76% das vagas ocupadas. A região centro-leste do estado, que engloba Feira de Santana, teve redução e agora tem 73%.

MP-BA pede retomada dos serviços de saúde em Conceição de Feira
Foto: reprodução / TV Subaé

Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu à Justiça que determine a retomada imediata da normalidade dos serviços de Saúde em Conceição de Feira, a 120 km de Salvador. A medida foi divulgada pelo órgão nesta quinta-feira (26).

 

Na ação, a promotora Ítala Maria de Nazaré Braga requereu a readmissão dos profissionais das áreas de saúde e limpeza; a reabertura dos postos de saúde; a retomada das consultas com médicos especialistas; a regularização na distribuição de remédios e a reabertura da emergência para pacientes com Covid-19. Além disso, solicitou a reabetura do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

 

Também foi pedido o bloqueio de bens do prefeito Raimundo da Cruz Bastos e da secretária de Saúde do Município, Raquel Machado Bastos, no valor de R$ 10.000,00 para “assegurar as despesas com saúde dos pacientes que deixaram de ser assistidos, bem como a aquisição dos medicamentos que deixaram de ser utilizados”.

'3 em Pauta': Quais lições devemos tirar da pandemia da Covid-19?
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Após longos meses da pandemia do novo coronavírus, devemos nos questionar: Quais lições tiramos de todo esse processo até o ponto em que estamos? Na iminência de uma segunda onda, devemos analisar os erros já cometidos, pensando em evitar problemas ainda maiores. No último episódio da série, o "3 em Pauta" desta semana se despede e agradece ao público com um apanhado do que aprendemos. Veja o episódio completo:

 

Levantamento identifica redução nos serviços de radioterapia na pandemia
Foto: Reprodução / G1

Durante a pandemia da Covid-19, que já dura quase nove meses, 60% dos serviços de radioterapia do país tiveram queda no atendimento, mostra levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBR) trazido em reportagem da Agência Brasil.  

 

Nas cinco regiões do país as informações coletadas apontam que 61% desse serviço teve mais de 20% de redução do movimento, sendo que 15% viram o número cair em mais da metade. Dos 256 serviços de Radioterapia existentes no país apenas 126 responderam o questionário. Não houve respostas de serviços do estado de Rondônia.

 

De acordo com a reportagem, as causas apontadas pelos serviços de radioterapia para a redução do volume de pacientes atendidos foram multifatoriais e, em alguns casos, mais de uma foi relatada. 

 

Os três principais fatores citados foram o não encaminhamento dos pacientes por seus médicos para a radioterapia; medo do paciente e familiares em realizar a radioterapia; e a redução do diagnóstico de novos casos de câncer. 

 

“A demanda reprimida pode gerar filas para tratamento e aumento dos casos mais avançados de câncer”, avaliou a SBR.

Vacina da Covid-19: AstraZeneca admite erro de dosagem em estudo e recebe críticas
Foto: Divulgação

A AstraZeneca, farmacêutica que desenvolve uma das candidatas a vacina contra à Covid-19, junto à Universidade de Oxford, vem recebendo fortes críticas da comunidade científica. Isso porque, na noite desta quinta-feira (25), o vice-presidente da empresa, Menelas Pangalos, reconheceu que houve um erro de dosagem por parte dos pesquisadores durante o estudo de fase 3. 

 

Pangalos afirmou, entretanto, que o equívoco não é relevante para a conclusão dos estudos. "O erro é realmente irrelevante. Qualquer que seja a forma de corte dos dados - mesmo se você acreditar apenas nos dados de dose completa, dose total, ainda temos eficácia que atende aos limites para aprovação com uma vacina que é mais de 60% eficaz", afirmou, de acordo com o jornal Estado de S. Paulo. 

 

Vale lembrar que as agências reguladoras dos Estados Unidos (EUA) determinaram que a taxa mínima de eficácia para a aprovação de uma vacina é de 50%. Na última segunda-feira (23), a AstraZeneca anunciou que o imunizante produzido em conjunto com a Universidade de Oxford alcançou índice de 90%. A eficácia, porém, foi reduzida para 62% quando administrada uma segunda dose. 

 

Outras empresas que também estão na corrida pela vacina contra a Covid-19, Moderna e Pfizer, por exemplo, ultrapassaram os 90%, de acordo com os estudos. A principal vantagem do imunizante de Oxford em relação a esses, no entanto, é que ele pode ser armazenado em refrigeradores padrão, que o Brasil possui. 

 

Ainda segundo o Estadão, a dosagem errada foi identificada após um investigador do estudo descobrir que voluntários não apresentaram resposta inflamatória à injeção. Na segunda-feira (23), os cientistas que trabalham com o desenvolvimento da vacina afirmaram que a dose mais baixa pode ter sido mais eficaz pois reflete a resposta imune natural ao coronavírus. Porém, isso precisa ser confirmado.

 

O consultor científico chefe da iniciativa Operação Warp Speed do governo dos EUA, Moncef Slaoui, afirmou em teleconferência nesta terça (24) que tem a hipótese de que a diferença na porcentagem de eficácia pode ter sido aleatória. Isso porque a meia dose foi administrada apenas a voluntários com 55 anos ou menos, enquanto o grupo de dose completa também incluiu pacientes mais velhos.

 

A AstraZeneca tem um estudo em andamento no país norte-americano que pretende aplicar a meia dose em mais de 30 mil voluntários. Para alguns cientistas, a empresa se equivocou por não ter revelado os dados completos do ensaio, a exemplo do número de infecções identificados em grupos de pacientes.

 

"A AstraZeneca forneceu muito poucas informações reais para avaliar de forma independente como estão os testes de vacinas", disse Shane Crotty, pesquisador de vacinas e doenças infecciosas do Instituto La Jolla de Imunologia.

 

Em resposta, Pangalos alega que os pesquisadores estão trabalhando para publicar os dados completos em um jornal revisado por pares. "A maneira certa de publicar e documentar os resultados é em uma revista científica, e todos esses dados serão publicados na próxima semana ou depois", afirmou. 

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