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Quinta, 26 de Maio de 2022 - 19:10

Por Outro Lado: O que se sabe sobre a varíola dos macacos

por Nuno Krause

Por Outro Lado: O que se sabe sobre a varíola dos macacos
Arte: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabilizou, até a última terça-feira (24), 131 casos de varíola dos macacos fora da África Ocidental, onde a doença é endêmica. O primeiro foi registrado no dia 7 de maio, e o surto tem preocupado autoridades ao redor do mundo. 

 

O Por Outro Lado desta quinta-feira (26) conversa com o infectologista Robson Reis, da Escola Bahiana de Medicina, para entender melhor o que é a varíola dos macacos, seus principais sintomas e os métodos de prevenção. 

 

O programa é reproduzido na RBN Digital, toda quinta-feira, às 19h, e fica disponível também em Spotify, Deezer e Castbox

Sintomas da Covid longa podem ocorrer mesmo após vacinação
Foto: Reprodução / CDC

Pessoas diagnosticadas com Covid-19 após serem vacinadas ainda podem apresentar sintomas associados à Covid longa, segundo um novo estudo publicado na revista científica Nature Medicine nesta quarta-feira (25). 

 

De acordo com o G1, os pesquisadores chegaram a conclusão após analisarem registros de saúde de veteranos de guerra dos Estado Unidos - pessoas com 60 anos, em média - antes do pico da variante ômicron, entre janeiro a dezembro de 2021. 

 

Do total de mais de 13 milhões de pessoas, 34 mil veteranos (entre homens e mulheres) tiveram infecções mesmo após receberem uma dose da vacina da Janssen ou duas doses da Moderna ou da Pfizer. Diante disso, os pesquisadores descobriram que essas chamadas infecções breakthrough (do inglês, invasiva) e os sintomas da Covid longa foram mais comuns nas pessoas que receberam a vacina de dose única.

 

Conforme os dados da publicação, as pessoas vacinadas que tiveram infecções breakthrough, quando comparadas com quem nunca registrou um teste positivo para Covid, apresentaram um risco maior de desenvolverem sintomas associados à Covid longa.

 

Entretanto, os estudiosos destacaram que o risco de morte e o risco de uma infeção breakthrough é menor quando comparado com pessoas que não foram vacinadas.

ANS autoriza reajuste máximo de 15,5% em planos de saúde
Foto: Reprodução / ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou reajuste de até 15,5% para os planos de saúde individuais e familiares regulamentados. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (26).

 

De acordo com o que divulgou o Portal Metrópoles, o percentual é o teto válido para o período entre maio de 2022 e abril de 2023 para os contratos de cerca de 8 milhões de beneficiários, o que representa 16,3% dos consumidores de planos de assistência médica no Brasil.

 

Ao todo, segundo a ANS, são 49,1 milhões de beneficiários com planos de assistência médica no País, de acordo com dados referentes a março de 2022. O índice de 2022 foi apreciado pelo Ministério da Economia e aprovado em reunião de Diretoria Colegiada.

 

“A decisão será publicada no Diário Oficial da União e o reajuste poderá ser aplicado pela operadora a partir da data de aniversário do contrato, ou seja, no mês da contratação do plano”, informa a agência reguladora em nota.

 

A agência justifica o reajuste devido “a retomada gradativa da utilização dos planos de saúde pelos beneficiários, as despesas assistenciais apresentaram crescimento, influenciadas principalmente pela variação no preço dos serviços e insumos de saúde”.

 

Em 2021, a agência reguladora anunciou um percentual de reajuste negativo de -8,19%, o que resultou na redução das mensalidades no período de maio de 2021 a abril de 2022. “O percentual negativo refletiu a queda de 17% no total de procedimentos (consultas, exames, terapias e cirurgias) realizados em 2020, em relação a 2019, pelo setor de planos de saúde”, detalha comunicado da ANS.

Viver Bem: Nutricionista explica como turbinar imunidade de crianças durante estações frias
Foto: Divulgação

O período chuvoso, comum em épocas mais amenas como o outono e inverno, aumenta a incidência das doenças alérgicas e infecciosas, decorrentes da alta proliferação de vírus ou bactérias, causadoras da gripe, sinusite, asma e entre outros problemas respiratórios que acometem, sobretudo, as crianças. De acordo com a nutricionista do Sistema Hapvida, Ádilla Almeida, cuidar da alimentação dos pequeninos faz toda diferença na sua condição imunológica. "É por meio dela que obtemos os nutrientes fundamentais que vão nos auxiliar na defesa do nosso organismo", explica.

 
 
A prática diária de uma alimentação mais natural e variada, reduzindo e evitando os alimentos ultra processados e/ou à base de açúcares, e, principalmente, das gorduras ruins são fatores essenciais que potencializam a saúde das crianças, deixando-as mais fortes e saudáveis, e consequentemente, diminuem as chances do desenvolvimento de diversas doenças. Segundo Ádilla, o consumo de frutas, legumes e verduras, somados a alimentos básicos, como feijão e arroz, já garantem uma boa imunidade.  No entanto, nesse período mais frio, onde as infecções virais são mais frequentes, alguns alimentos podem ajudar a turbinar o sistema imunológico dos pequenos. 


 
O QUE COMER?

É importante não deixar de fora do cardápio infantil e da sua rotina, as frutas cítricas, que são ricas em vitamina C e possuem ação antioxidante, protegendo as células sadias contra os chamados radicais livres. Elas estão presentes na acerola, goiaba, morango, kiwui, laranja e limão. Além disso, legumes e frutas de cor alaranjadas também são fontes de vitamina A, e os folhosos de cor verde escuro como a rúcula, espinafre e couve, contém ácido fólico e vitamina B9, que ajudam na formação e no fortalecimento de células do sistema imunológico, principalmente, os glóbulos brancos.

 

"O frango, ovos e cereais integrais, também são alimentos essenciais para o fortalecimento do sistema imune, pois são fontes de zinco. E, aliado a tudo isso, uso regular de iogurtes naturais e integrais ajudam a recompor as bactérias benéficas da flora intestinal e também lhe conferem reforço imunológico", sinaliza a nutricionista. "Podemos também reforçar o preparo das refeições com temperos naturais, como alho, cebola e açafrão que também possuem potencial antiinflamatório", complementa.

 

Ainda conforme a médica, além da alimentação, o estilo de vida também pode influenciar de forma muito positiva na saúde da criançada. O estímulo para brincar, tomar sol de forma adequada, beber água regularmente, praticar atividades físicas, ter uma boa noite de sono, viver em ambiente arejado, harmonioso e afetuoso, podem reforçar o sistema imune.

 

"Além disso, é preciso estar atento à vacinação, à necessidade de contato com a natureza, à menor exposição à tela, como celular e computadores e à prática de atividades físicas", alerta Ádilla, relembrando ainda que é primordial estimular uma alimentação nutritiva nos pequeninos para promover hábitos positivos para a vida toda. "É necessário incentivar, cada vez mais, o paladar das crianças e o gosto por experimentar", finaliza.

Ipiaú: Defensoria consegue na Justiça regulação de urgência de criança para Jequié
Foto: Divulgação

A Justiça baiana garantiu a transferência de uma criança de Ipiaú, no sudoeste do estado, para um hospital pediátrico. A ação foi movida pela Defensoria Pública da Bahia (DP-BA). A criança foi transferida para o  Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié. Posteriormente, a criança foi transferida para o Hospital de Vitória da Conquista, a partir de uma articulação junto à Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

 

O menor apresentava quadro recorrente de obstrução nasal, coriza e tosse. Segundo os pais da criança, desde o dia 08 de maio, apresentava consciência preservada, mas também alteração de marcha, desequilíbrio, sonolência, irritabilidade e sem conseguir sentar ou andar.

 

A criança foi levada ao Hospital Geral de Ipiaú diante do quadro de ataxia (comprometimento de equilíbrio ou coordenação motora), inicialmente sem febre ou meningismo – quadro que foi agravado ao longo de cinco dias. A suspeita era de romboencefalite, sem descartar a possibilidade de meningoencefalite. Diante dos medicamentos aplicados e dos exames realizados e/ou necessários, foi necessária a regulação para hospital com suporte avançado para pediatria.

 

Uma tia da criança contou que o menor, no dia 9 de maio, amanheceu “mole” e apresentando sinais de tontura. Sua irmã o levou para o HGI, onde realizou exames, recebeu medicação e foi encaminhado a residência, com orientação de retorno caso o quadro se agravasse. À noite, o menino não conseguiu se manter de pé. Retornando ao hospital, a família foi orientada a lavar o nariz da criança com soro fisiológico. No dia seguinte, 10, a situação foi agravada. Por não conseguir regulação da criança em tempo hábil, a família buscou apoio da Defensoria Pública para garantir a transferência.

Quinta, 26 de Maio de 2022 - 15:40

Pesquisadores sugerem uso terapêutico de vibradores

Pesquisadores sugerem uso terapêutico de vibradores
Foto: Freepik

O uso regular de vibradores por mulheres proporciona benefícios que vão além do prazer sexual, conforme um estudo realizado nos Estados Unidos, publicado neste mês na revista científica The Journal of Urology. Pesquisas anteriores apontaram como a masturbação frequente tem impacto positivo na saúde física e mental das mulheres.

 

De acordo com o portal Metrópoles, os pesquisadores da Cedar-Sinai Medical Center descobriram que os aparelhos estimulam a saúde e força do assoalho pélvico, a redução da dor vulvar e oferecem melhorias na saúde sexual geral. Os estudiosos também informaram que o uso é favorável no tratamento da incontinência urinária.

 

Os dados explicam que o uso do vibrador durante a masturbação reduz o tempo que as mulheres levam para atingir o orgasmo, ajudando a alcançar orgasmos múltiplos, fatores que podem resultar na redução do estresse e melhoria da saúde sexual como um todo.

Quinta, 26 de Maio de 2022 - 14:20

Piso da enfermagem fará planos subirem até 5,5%

Piso da enfermagem fará planos subirem até 5,5%
Foto: Gervásio Baptista / Agência Brasil

Os planos de saúde devem ter uma alta de até 5,5% dos seus preços por causa do projeto do Congresso Nacional que cria o piso salarial para os profissionais de enfermagem, segundo a Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). 

 

De acordo com o Poder 360, a confederação estima que o gasto adicional máximo para os planos será de R$ 11,4 bilhões, caso o Congresso não encontre uma fonte de custeio para o projeto. 

 

A Saúde aponta ainda que o repasse desse valor para os clientes aconteceria daqui a 2 ou 3 anos. 

Nazaré: Mulher morre após passar mal durante ida a clínica de odontologia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma mulher, de 47 anos, morreu após passar mal depois de ter extraído um dente em uma clínica particular de Nazaré, no Recôncavo baiano. O caso ocorreu nesta terça-feira (24) e o procedimento foi feito por uma dentista – que também seria médica. A clínica ficou fechada nesta quarta-feira (25) e voltou ao atendimento nesta quinta-feira (26).

 

Segundo o G1, a vítima, identificada como Roseli dos Santos, era diabética e hipertensa. Ela chegou a ser socorrida pelo Samu para o hospital da Santa Casa de Misericórdia da cidade, mas não resistiu. Familiares da vítima disseram que a clínica onde o procedimento foi feito é nova na cidade.

 

OUTRO LADO

A clínica, por sua vez, lamentou o ocorrido, prestou solidariedade aos familiares e amigos da mulher e declarou que está à disposição para ajudar nos esclarecimentos do fato. Por meio de nota, a unidade de saúde disse que foi procurada pela paciente que se queixou de dores ao se alimentar por conta de uma “mobilidade dentária”.

 

Foto: Reprodução / Instagram

 

A clínica afirmou que começou o atendimento, mas a paciente teria piorado e foi preciso acionar o Samu. Ela foi levada para o hospital, mas não resistiu, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC, conhecido também como derrame).

Quinta, 26 de Maio de 2022 - 13:20

Médicos retiram 206 pedras dos rins de paciente

Médicos retiram 206 pedras dos rins de paciente
Foto: Reprodução / Extra

Médicos retiraram 206 pedras dos rins de um paciente em um hospital em Hyderabad, na Índia. A cirurgia durou apenas uma hora, apesar do número impressionante de pedras nos rins. 

 

De acordo com o Extra,  Veeramalla Ramalakshmaiah, de 56 anos, passou seis meses com dores terríveis nos rins, até que a situação chegou ao limite do suportável, e o homem foi levado a um hospital.O paciente se recuperou bem após a operação e recebeu alta dois dias depois.

 

Hyderabad tem registrado um aumento nos casos de pacientes com cálculos renais nas últimas semanas que, segundo os médicos, podem ser causados por desidratação durante o período mais quente do ano. 

Quinta, 26 de Maio de 2022 - 11:40

MPT intervém em atraso de servidores do SAMU e prefeitura deve pagar salários

por Bruno Leite

MPT intervém em atraso de servidores do SAMU e prefeitura deve pagar salários
Foto: Max Haack / Secom PMS

Os profissionais lotados no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Salvador deverão ter seus salários atrasados diretamente pagos pela prefeitura municipal. A decisão é resultado de uma mediação realizada entre as partes, na última terça-feira (24), no Ministério Público do Trabalho (MPT).

 

Ao Bahia Notícias, a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) comunicou o resultado da reunião. Uma empresa terceirizada era responsável pela contratação e pelos vencimentos dos funcionários, a OZZ Saúde.

 

O atraso dos socorristas chegava a dois meses. Cerca de 300 pessoas estavam sem a remuneração de abril e maio. Após a denúncia dos profissionais, a OZZ foi desligada do quadro de prestadores de serviços da SMS. 

BA recebeu lotes de BCG abaixo do necessário, mas ainda não há desabastecimento
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Bahia conta com um número menor que o necessário para manter a imunização contra a tuberculose com a mesma dimensão. A redução no quantitativo de doses da vacina BCG se deve a uma falha na entrega de novos lotes pelo Ministério da Saúde.

 

Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nesta terça-feira (24), a disponibilidade limitada do imunizante foi comunicada pelo governo federal através de um ofício circular. 

 

Pelo comunicado, as regionais de saúde e os municípios foram informadas sobre a diminuição do quantitativo de doses dessa vacina a ser distribuída aos estados.

 

"O último pedido do estado da Bahia foi de 200.000 doses para atender à estimativa de consumo médio mensal, porém, o MS só nos enviou 45.000 doses, o que corresponde a 22,5% do solicitado", informou a secretaria. 

 

Ainda não há registros de desabastecimento nas cidades baianas, afirmou a Sesab. O orientação da pasta, entretanto, é que estatégias de busca ativa de recém nascidos sejam adotadas, para que assim a aplicação da BCG seja otimizada. 

 

Com a medida, os frascos serão abertos com a quantidade delimitada de bebês a serem imunizados, visando evitar perdas. 

 

São o público alvo da BCG crianças de até 4 anos de idade. De acordo com informações do DataSUS, até agora, o Brasil atingiu 41,3% da cobertura vacinal da BCG em 2022. 

 

O Plano Nacional de Imunização (PNI) tem como meta vacinar pelo menos 90% do público-alvo com a BCG. Em 2021 e 2020, a cobertura foi de 68,6% e 74,7%, respectivamente.

SMS alerta para baixa adesão à vacinação contra Influenza e sarampo em Salvador
Foto: Secom / PMS

Iniciadas em 4 de abril, as estratégias contra a gripe e o sarampo ainda apresentam baixa adesão em Salvador, sobretudo do público infantil. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, dos 911.422 indivíduos que fazem parte do público-alvo da campanha contra influenza, apenas 208 mil (22,8%) foram vacinados. Entre as crianças de seis meses a menores de 5 anos a adesão é ainda menor – somente 12% dos pequenos que residem na capital já se protegeram contra a gripe.

 

A campanha contra o sarampo também tem apresentado pouca procura: a cobertura é de somente 19% entre os adultos e de 12% entre o público infantil. De acordo com Doiane Lemos, coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), as baixas coberturas das campanhas preocupam devido aos riscos de circulação dos vírus na cidade.

 

“Quanto menores as taxas de cobertura vacinal, maiores os riscos de circulação viral na cidade. Esse ano, já foram notificados casos de sarampo na Bahia e isso acende o sinal de alerta em Salvador. Também estamos percebendo um aumento de incidência de síndromes gripais, sobretudo em crianças, algo que já era esperado para esse período, mas que poderia ser minimizado caso obtivéssemos uma adesão maior à campanha contra gripe”, explicou Doiane.

 

Para garantir o acesso às vacinas contra a Influenza e sarampo, todas as 156 salas de imunização dos postos de saúde da capital baiana possuem a oferta dos imunizantes de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para se vacinar, é preciso levar a carteira de vacinação ou Cartão SUS e documento com foto. Os profissionais da saúde devem levar a carteira do órgão onde atua.

 

PÚBLICOS

A imunização contra a Influenza engloba crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos e mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas portadoras de doenças crônicas, pessoas com deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

 

Já a vacina contra o sarampo está sendo aplicada em crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) e trabalhadores da saúde.

Evento internacional reúne oftalmologistas no Centro de Convenções
Fotos: Divulgação

Salvador voltou a entrar no roteiro de eventos científicos internacionais com o encontro BRASCRS 2022, que reúne oftalmologistas e auxiliares de oftalmologia. O evento, que acontece de forma presencial no Centro de Convenções, começou nesta quarta-feira (25) e segue até o sábado (28). As inscrições estão abertas e podem ser realizadas no site www.brascrs2022.com.br ou diretamente no local do evento.

 

 

O congresso está sendo realizado pela Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR - BRASCRS), nele, acontecem simultaneamente, três eventos: o XIX Congresso Internacional de Catarata e Cirurgia Refrativa, o XIII Congresso Internacional de Administração em Oftalmologia e o III Curso de Auxiliares em Oftalmologia.

 

O especialista na área, Dr. David Lucena, médico e presidente do BRASCRS 2022, conta que o Brasil possui 6,5 milhões de cegos ou deficientes visuais, sendo que 49% dessas pessoas têm a catarata como causa. Além disso, 550 mil novos casos são diagnosticados no país anualmente. O oftalmologista ainda explica que a pandemia, sobretudo em sua fase mais aguda, impulsionou esses números.

 

 

Segundo o oftalmologista e também presidente do BRASCRS 2022, Dr. Newton Andrade Jr, a grade científica está com mais de 400 horas de atividades de grande interesse científico, e conta com mais de 500 palestrantes, sendo 57 internacionais. 

 

 

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Casos de violência motivam servidores municipais da Saúde a parar na próxima terça
Caps de São Caetano está fechado após assalto | Foto: Reprodução / Leitor BN

Os trabalhadores da rede municipal de saúde de Salvador irão paralisar as atividades na próxima terça-feira (31). Na data, os servidores irão "cruzar os braços" por 72 horas para protestar contra os casos de violência registrados em seus locais de trabalho.

 

Uma assebleia realizada durante a tarde de ontem (24) culminou na manifestação. A motivação da paralisação chegou a ser divulgada pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) nesta terça, mas, por conta de uma nota imprecisa da entidade, foi negada. 

 

Durante a assembleia, várias manifestações apontaram o trabalho feito durante a pandemia pelos profissionais de saúde. Além disso, lembraram também dos constantes casos de violência nas unidades de atendimento ao público. 

 

Segundo o diretor Leo Lordello, a ação efetiva dos trabalhadores da saúde municipal permitiu o combate à pandemia mesmo sem a vacina. "Quando todos temiam a Covid, nos enfrentamos a doença de frente. Quando vacinar era uma das forma de salvar vidas, nós garantimos que a capital baiana fosse destaque na imunização. Isso tudo sendo agredidos todos os dias. Quero dizer com isso que não vamos ter medo de assédio, pressão, ameaça ou algo que tente nós tirar do caminho de nossa mobilização", disse Lordello. 

 

Os trabalhadores da prefeitura de Salvador reinvidicam a reposição inflacionária na ordem de 56,07% que correspondem às perdas causadas pela infração durante o período em que não houveram reajustes financeiros. Além disso, os servidores pedem incremento no auxílio alimentação e mudança no modelo de concessão do auxílio transporte.

Quarta, 25 de Maio de 2022 - 15:20

SUS não disponibiliza medicamentos para tratamento de obesidade

por Samuel Fernandes | Folhapress

SUS não disponibiliza medicamentos para tratamento de obesidade
Foto: Pixabay

O SUS (Sistema Único de Saúde) não disponibiliza remédios com indicações para o tratamento da obesidade. Os medicamentos são prescritos para casos mais graves que podem ocasionar doenças associadas ou demandar, no futuro, cirurgia bariátrica.
 

A obesidade é calculada por meio do IMC (Índice de Massa Corporal), que consiste na divisão do peso pela altura ao quadrado. Quando o valor fica acima de 30, o indivíduo é considerado obeso. Atualmente, estima-se que 22% de brasileiros adultos tenham essa condição.
 

Entre várias recomendações para a perda de peso de pessoas obesas, existe o tratamento medicamentoso. O documento Diretrizes Brasileiras de Obesidade, lançado em 2016 pela Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), explica que o Brasil conta com três medicamentos aprovados para este fim: sibutramina, orlistate e liraglutida 3 mg.
 

Nenhum deles é distribuído pelo SUS.
 

Para que um remédio seja adicionado ao sistema público de saúde, ele precisa passar antes por uma avaliação na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
 

A comissão analisa diversos aspectos, como as evidências científicas de eficácia e os custos que a incorporação pode representar. Para a sibutramina, por exemplo, a Conitec afirmou em relatório de 2020 que "as evidências trazidas não foram suficientes".
 

"Dentro no tratamento da obesidade, a medicação é indicada", afirma Andrea Pereira, médica nutróloga e cofundadora da ONG Obesidade Brasil.
 

Pereira explica que algumas pesquisas indicam que a sibutramina, assim como o orlistate, pode ter um impacto na redução de peso entre 5% a 10% de uma pessoa. "Às vezes, 10% não parece um número tão bom, mas para [reduzir] risco cardiovascular e para melhorar o prognóstico, essa perda já ajuda", explica.
 

Já a liraglutida, segundo Pereira, tem mais eficácia na diminuição de peso que os outros dois. O medicamento, entretanto, ainda não foi analisado pela Conitec.
 

A discussão sobre o uso de medicamentos como uma das formas de controle da obesidade é importante diante do agravamento desse cenário no Brasil. Uma estimativa indica que em 2030 o país terá 30% da sua população adulta vivendo com a condição.
 

A situação também pode afetar principalmente a população mais pobre que depende mais da saúde pública para utilizar os remédios em caso de indicação médica.
 

Pereira afirma que os medicamentos são importantes para evitar o avanço a casos mais graves da obesidade, que demandam cirurgia bariátrica, disponível pelo SUS -procedimento mais caro e que pode demorar a ser feito. Além disso, quanto mais crítica for a obesidade, maiores os riscos de doenças associadas.
 

"Se eu consigo fazer com que uma pessoa não tenha obesidade grave por tratar no início, isso vai reduzir muito o gasto. Em termos gerais, o custo da medicação não será o mais alto. O custo maior são as complicações da obesidade", afirma a médica.
 

Hábitos Sem remédios no SUS para obesidade, a Conitec indica que a prática de atividades físicas e adoção de uma dieta mais balanceada são importantes para a redução de peso, algo também já comprovado por especialistas.
 

"Quando se faz exercício, é visto primeiramente perda de gordura na região da cintura. A cada centímetro de cintura que se perde, diminui-se o risco de doenças cardiovasculares", afirma Cláudia Cavaglieri, professora do departamento de estudos da atividade física adaptada da Faculdade de Educação Física da Unicamp (Universidade de Campinas).
 

Estudos realizados pela professora já observaram os impactos do exercício físico em pessoas obesas. Em um deles, com homens obesos que realizaram atividade por cerca de seis meses, houve perda de gordura, aumento de massa magra e redução na inflamação, fator que pode acarretar outras comorbidades, como diabetes e hipertensão.
 

Em outra pesquisa, um resultado semelhante foi visto em adolescentes.
 

"O exercício físico tem essa capacidade de modular de forma muito significativa todos esses parâmetros metabólicos que estão alterados pela obesidade", explica Cavaglieri. Além disso, a prática constante de atividade física faz com que o ganho de peso após sua perda seja mais raro.
 

No entanto, a adoção de atividade física e dieta tende a ter resultados positivos mais lentos. Em casos em que um paciente já está em um quadro mais avançado de obesidade, os medicamentos usados sob orientação médica podem agilizar a perda de peso e evitar maiores riscos à saúde.
 

"Também não adianta ter só medicação se não houver alteração no estilo de vida. É um conjunto", diz Pereira, da ONG Obesidade Brasil.
 

O que a Conitec diz Procurada pela reportagem, a Conitec afirmou que foi desfavorável à incorporação da sibutramina para casos de obesidade "por considerar existirem incertezas quanto ao benefício atribuído ao medicamento e tendência de recuperação do peso perdido ao longo do tempo".
 

A comissão também citou os eventos adversos que podem acontecer com o uso do remédio e o impacto orçamentário que ele teria. Justificativa semelhante foi dada para o orlistate, que também não obteve recomendação para ser incorporado ao SUS.
 

A comissão disse que ainda não avaliou a liraglutida porque não houve pedidos para análise até o momento.
 

A Conitec declara que atua sempre que surge alguma demanda e considera pontos "como eficácia, acurácia, efetividade e a segurança, além da avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação às tecnologias já existentes e o seu impacto orçamentário para o SUS".

Sesab faz recomendações para evitar contágio da varíola dos macacos: 'Não há casos suspeitos'
Foto: OMS / Centro de Controle de Doenças da Nigéria

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) fez recomendações sobre a prevenção do contágio pela varíola de macaco, que ainda não tem casos registrados no Brasil, mas foi identificada entre países da Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália. Segundo a pasta, residentes e viajantes de países endêmicos devem evitar o contato com animais doentes que possam abrigar o vírus da varíola dos macacos.

 

Entre os cuidados também estão o de abster-se de comer ou manusear caça selvagem, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel, além de evitar contato com pessoas infectadas e usar objetos de pessoas contaminadas e com lesões na pele.

 

A doença é endêmica de países africanos, no entanto, os surtos identificados fora do continente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), parecem não ter relação com estes locais, o que pode indicar uma possível transmissão comunitária do vírus.

 

Ao Bahia Notícias, a Sesab afirmou que, embora a infecção pelo vírus da varíola dos macacos na África Ocidental às vezes leve a doenças graves em alguns indivíduos, a doença geralmente é autolimitada.

 

"A taxa de mortalidade de casos para o vírus da África Ocidental é de 1%, enquanto para o vírus da Bacia do Congo pode chegar a 10%. As crianças também estão em maior risco, e a varíola durante a gravidez pode levar a complicações, varíola congênita ou morte do bebê, aponta a OMS", afirmou a Sesab.

Itabuna: Vigilância registra 1,2 mil casos de dengue; doença cresce mais de 300%
Mutirão contra o Aedes Aegypti / Foto: Divulgação / Prefeitura de Itabuna

Um boletim divulgado nesta terça-feira (24) pela vigilância em saúde de Itabuna, no Sul, registrou 1,2 mil casos de dengue no município. De acordo com a secretaria de saúde local, o município vive uma epidemia da doença. Até o final de fevereiro, Itabuna registrava apenas 36 casos da arbovirose.  

 

Conforme a TV Santa Cruz, os números deste ano já superam os do ano passado. Houve crescimento de mais que 300% entre janeiro e maio deste ano em comparação ao mesmo período de 2021. No ano passado, do primeiro mês do ano até junho, a cidade teve 203 casos de dengue confirmados.

 

Nesta quarta-feira (25), entre as 8 e 13 horas, agentes da secretaria de saúde prosseguem o trabalho de combate a possíveis fogos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da doença, no bairro São Caetano.

 

Ainda segundo a vigilância em saúde da cidade, o município também registrou 133 casos de chikungunya e 17 de zika. Além da dengue, essas duas doenças também são transmitidas pelo Aedes Aegpty. Para evitar a proliferação dos mosquitos é importante evitar água parada em reservatórios. 

Jequié: Prefeitura emite alerta após volta de registros de casos de Covid em UTI
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

A prefeitura de Jequié, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano, emitiu alerta na noite desta terça-feira (24) sobre o aumento de casos de Covid-19. A medida ocorreu após o município ter zerado os casos da doença no final de abril e pacientes serem hospitalizados com a virose em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “A pandemia da Covid-19 não acabou! Mantenha os protocolos preventivos e não vacile”, afirmou a gestão municipal.

 

No último boletim divulgado pela prefeitura, foram registrados mais sete novos casos positivos nas últimas 24 horas. No município há 22 casos ativos da doença, ou seja, que podem contaminar outras pessoas.

 

Ao longo da pandemia, Jequié registrou 22.637 casos confirmados da enfermidade, com 443 mortes provocadas. A taxa de ocupação na UTI é de 20%. 

Estudo associa padrão sanguíneo em pessoas com Covid longa à dificuldade em se exercitar
Foto: Freepik

O índice elevado de marcadores relacionados à coagulação do sangue em pessoas com covid longa podem indicar dificuldade para realizar exercícios físicos, segundo um estudo publicado neste mês no periódico Blood Advances.

 

De acordo com o VivaBem, do Uol, a análise acompanhou 3330 pessoas com sintomas persistentes três meses após a infecção pelo coronavírus, sendo que uma parcela de 83% não precisou de internação. 

 

Através do estudo, os pesquisadores notaram que cerca de 20% das pessoas apresentaram rendimento físico abaixo do esperado. Do percentual, 55% tinham níveis de VWF/ADAMTS 13 igual ou superior a 1,5, que não é diretamente associado à covid longa, mas indica dificuldades para se exercitar. A proteína von Willebrand (VWF), atua na formação de coágulo, em proporção com a ADAMTS13, responsável por diminuir essa atividade.

 

Conforme os estudiosos, a formação de coágulos pode impactar nos níveis de nutrientes e oxigênio, causando sintomas da covid longa, como fadiga, dores de cabeça e musculares, além de confusão mental. 

Mortes por hepatite aguda em crianças chega a 16 e 10% precisaram de transplante
Foto: Reprodução / CDC

O governo dos Estados Unidos confirmou mais um óbito de criança em decorrência de hepatite aguda, com isso o número de mortes pela doença chega a 16 no mundo inteiro. No Brasil, o Ministério da Saúde acompanha 44 casos e não registrou nenhuma morte. 

 

De acordo com o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, apesar dos casos de hepatite terem sido dados, anteriormente, como “misteriosos” (veja aqui), já se sabe que a inflamação no fígado pode ser causada pelo adenovírus 41F (saiba mais aqui).

 

Aproximadamente 10% das crianças diagnosticadas com hepatite precisaram de transplante de fígado, segundo informou o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos EUA. A maioria dos casos é em pacientes com menos de 5 anos.

 

Os principais sintomas da hepatite são urina escura, dores musculares e nas articulações, olhos e pele amarelados, febre, enjoo, náuseas, cansaço, dor de barriga, perda de apetite e fezes pálidas ou acinzentadas.

Terça, 24 de Maio de 2022 - 16:20

Pré-diabetes é fator de risco para ataque cardíaco mesmo em jovens, aponta estudo

por Ana Bottallo | Folhapress

Pré-diabetes é fator de risco para ataque cardíaco mesmo em jovens, aponta estudo
Foto: Pixabay

Uma pesquisa feita por cientistas americanos encontrou uma possível associação entre ser pré-diabético (quando o nível de açúcar no sangue está entre 100 e 125 miligramas por decilitro) e ter ataques cardíacos, mesmo em indivíduos jovens, com idade entre 18 e 44 anos.
 

De acordo com o estudo, ter o diagnóstico de pré-diabetes pode indicar um risco 1,7 vezes maior de hospitalização por problemas cardíacos em comparação com aqueles com nível de açúcar no sangue normal (abaixo de 100 mg/dL).
 

Apesar desse risco mais elevado, os pesquisadores afirmam que não foi encontrada uma associação entre pré-diabetes e a ocorrência de parada cardíaca ou infarto.
 

Os resultados preliminares da pesquisa foram divulgados no dia 14 de maio no seminário Qualidade de Atendimento e Desfechos de Pesquisa Científica, organizado pela Associação Americana do Coração, em Reston, Virginia (EUA).
 

O levantamento analisou dados de 7,8 milhões de americanos com idade entre 18 e 44 anos hospitalizados em 2018 no país, de acordo com dados da Amostra Nacional de Internados, que reúne os dados públicos de internação nos Estados Unidos.
 

Do total de pacientes analisados, 31.000 (0,4%) possuíam níveis de açúcar no sangue que os classificavam como pré-diabéticos. Entre eles, a taxa de incidência de ataque cardíaco era de 21,5 a cada mil indivíduos, enquanto nas pessoas com nível de sangue normal era de 3 a cada mil.
 

Além disso, a prevalência de outros fatores de risco, como hipertensão, colesterol elevado (68,1% contra 47,3%) e obesidade (48,9% contra 25,7%) era maior nos pré-diabéticos. Os cientistas também observaram que os adultos pré-diabéticos internados para ataque cardíaco eram em sua maioria homens negros, hispânicos ou asiáticos, em comparação com outras etnias.
 

Apesar dessa incidência aumentada de ataque cardíaco, os cientistas não encontraram maior ocorrência de infartos ou acidentes vasculares em pessoas com pré-diabetes em comparação com os não pré-diabéticos.
 

"É possível que a pré-diabetes possa influenciar os resultados a médio ou longo prazo após um infarto do miocárdio, considerando que não é uma condição de saúde tão aguda quanto o diagnóstico de diabetes tipo 2", disse o pesquisador e autor do estudo Akhil Jain, do Centro Médico Católico de Misericórdia em Darby (Pensilvânia).
 

Segundo Jain, se não tratada, a pré-diabetes pode progredir rapidamente para diabetes do tipo 2, que é um fator conhecido de risco cardiovascular. "Estudos futuros devem se concentrar mais em desfechos com pré-diabetes e indivíduos sem essa condição em pacientes hospitalizados que tiveram infarto para avaliar esse risco", explica.
 

De acordo com ele, o estudo tem como objetivo indicar quais medidas de saúde pública e campanhas devem ser feitas para reverter o quadro e evitar novos diagnósticos de diabetes no futuro. "É essencial criar uma conscientização entre adultos jovens sobre a importância de realizar exames de rotina que podem indicar diagnóstico de pré-diabetes, controlar alimentação e realizar atividades físicas para prevenir ou atrasar o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e a doença cardíaca que pode estar associada", disse.
 

Nos EUA, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), 88 milhões de adultos possuem diagnóstico de pré-diabetes, o que equivale a mais de um terço da população. O Brasil não possui dados atualizados, mas uma estimativa de 2015 pela Sociedade Brasileira de Diabetes estima que cerca de 20% da população adulta era pré-diabética, ou 40 milhões de pessoas.
 

Já a porcentagem de adultos vivendo com diabetes cresceu nos dois últimos anos, chegando a 9,14%, ou cerca de 15 milhões de pessoas.
 

Para Paulo Lotufo, epidemiologista e professor titular da Faculdade de Medicina da USP, existe às vezes uma interpretação equivocada do que é pré-diabetes, pois, segundo ele, diversos mecanismos podem atuar para quebrar a chamada homeostase (equilíbrio) glicêmica no organismo, não somente o consumo de açúcar.
 

"Basicamente, sabemos que quanto mais afastado do limite de glicemia que é considerado normal, de 60 mg/dL, aumenta-se o risco de ter diabetes, mas o nível de açúcar que pode ser classificado como pré-diabetes é algo questionável. De toda forma, sabemos que há um aumento do nível do açúcar acima de 100 mg/dL em pessoas que estão acima do peso, e mesmo em indivíduos jovens, aumentando o risco de doenças cardíacas", explica.
 

De acordo com Lotufo, porém, é importante que as pessoas que possuem a chamada síndrome metabólica --colesterol alto, sobrepeso, nível glicêmico alto-- fiquem atentas e tentem reverter o quadro antes de chegar ao diabetes tipo 2, quando são necessários tratamentos com medicamentos.
 

"É muito comum ver no atendimento de rotina clínica homens que chegam com sobrepeso, nível glicêmico elevado, colesterol e que ganharam peso muito rápido. A perda de peso nesses pacientes em pouco tempo já é suficiente para baixar a glicemia para um nível inferior a 100 mg/dL", explica.

Ministério da Saúde cria Sala de Situação para monitorar casos a varíola dos macacos
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Ministério da Saúde estabeleceu nesta segunda-feira (23) uma Sala de Situação para monitorar casos de varíola dos macacos (monkeypox) no Brasil. Segundo a pasta, a medida tem como objetivo elaborar um plano de ação para rastreamento de casos suspeitos  e a definição do diagnóstico clínico e laboratorial para a doença.

 

Até o momento não há notificação de casos suspeitos da doença no país, de acordo com o ministério. Um comunicado foi encaminhado pela pasta aos estados com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a varíola dos macacos.

Após treinamento de mães no Martagão, crianças com doenças crônicas voltaram para casa
Foto: Divulgação

Mais de 140 crianças portadoras de doenças crônicas que, nos últimos dez anos, receberam alta e puderam voltar para casa sem terem seus tratamentos interrompidos. Todas foram pacientes na Unidade de Treinamento para Desospitalização (UTD) do Hospital Martagão Gesteira, setor do hospital que treina mães e pais para poderem cuidar dos próprios filhos.

 

Segundo Martagão, a UTD estará completando nesta quarta-feira (25) 10 anos. A unidade é referência no país, pois possibilita um treinamento para que as mães dos pacientes possam dar continuidade à assistência dessas crianças. Na maioria dos casos, são situações de pacientes com longo tempo de permanência em UTI’s, que dependem de ventilação mecânica e que passam a poder retornar para seus lares mesmo precisando de tecnologias avançadas para sobreviver. 

 

“Este programa é de extrema importância para as famílias, pois  possibilita a reinserção social do paciente no leito familiar, promovendo humanização, segurança e autonomia do cuidador”, ressalta a enfermeira líder da UTD, Rebeca Abbud.

 

Criada em 25 de maio de 2012, a UTD foi idealizada pelo próprio Martagão, em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Com 20 leitos, a UTD recebe crianças de todo o estado, que são encaminhadas via Central Estadual de Regulação. Em todos os processos, é feita uma avaliação do paciente para verificar se ele está num quadro estável de saúde, que permita esse retorno para casa.

Hapvida oferece cursos nas áreas de inovação e tecnologia
Foto: Divulgação

 

O Sistema Hapvida está realizando cursos de desenvolvimento profissional nas áreas de inovação e tecnologia, para colaboradores da companhia desse segmento, em todo o país. As aulas são gratuitas, contam com 150 bolsas e têm prazo médio de três meses. As aulas são gratuitas, contam com 150 bolsas e têm prazo médio de três meses. 

 

De acordo com a companhia, o curso, que será um projeto contínuo da empresa, tem o objetivo de promover uma formação de competências técnicas e comportamentais com foco em metodologias ágeis, aprimorando as habilidades necessárias dos profissionais da área de tecnologia.

 

A formação, com aulas simultâneas e presenciais, está dividida em três trilhas, as duas primeiras destinadas aos colaboradores Hapvida e com formação teórica e prática, e a terceira será destinada ao público externo.

 

"O curso é muito importante para aprimorar o que já sei, possibilitando entregar valor de forma cada vez mais ágil e com qualidade. Com os conhecimentos adquiridos durante o curso, posso ajudar no desenvolvimento da cultura organizacional da empresa", destaca Vitor Bezerra Costa, Scrum Master do Sistema Hapvida. 


 

Para Kleber Linhares, VP de Tecnologia e Inovação do Sistema da empresa,  o curso gratuito foi planejado a partir de uma demanda que é real no mercado. “ Nosso compromisso com a educação é transformar vidas e enaltecer talentos”, afirma. 

 

Ainda conforme informações da Hapvida, com previsão para junho, haverá um curso gratuito, destinado para alunos universitários dos cursos de exatas, com estimativa de 100 vagas.

Itabuna: Hospital registra lotação em UTI pediátrica devido a doenças respiratórias
Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, no Sul, registrou 100% de ocupação. Conforme a direção da unidade de saúde, o aumento de casos de doenças respiratórias está associado ao volume de atendimentos no local.

 

Uma das enfermidades que mais acometem os menores é a bronquite, doença que atinge as vias aéreas de crianças de até dois anos. Conforme o G1, no hospital, a UTI infantil atende crianças de 29 dias de vida até 14 anos.

 

No total, são dez leitos, sete para pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e três para atendimentos particulares e de planos de saúde. No último domingo (22), uma bebê foi retirada do oxigênio, mas seguiu na sala de observação. A criança deve passar por uma nova avaliação do pediatra, para confirmar se ainda há a necessidade de UTI.

 

O hospital recebe pacientes regulados das regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste do estado. Na semana passada, quatro crianças com problemas respiratórios chegaram a ficar na lista de espera por uma vaga.

 

A mãe de um dos bebês chegou a fazer uma campanha nas redes sociais para tentar conseguir uma vaga na UTI, e a criança seguiu para uma UTI em Vitória da Conquista.

OMS diz que não há urgência para imunizante contra varíola dos macacos
Foto: Reprodução / CDC

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que não acredita que o surto de varíola dos macacos fora da África demande a imunização em massa. Segundo a instituição, medidas como boa higiene e comportamento sexual seguro vão ajudar a controlar a doença. 

 

A declaração, conforme publicou a Agência Brasil, foi de uma autoridade sênior da OMS, Richard Pebody, em entrevista para a Reuters. Ele lidera a equipe de patógenos de alta ameaça na Europa e também disse que os suprimentos imediatos de vacinas e antivirais são relativamente limitados.

 

Os comentários de Pebody ocorrem no momento em que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA disse que estava em processo de liberação de algumas doses da vacina Jynneos para uso em casos de varíola dos macacos.

 

Mais de 100 casos suspeitos e confirmados da doença são investigados por autoridades de saúde pública na Europa e na América do Norte. O surto já é conhecido como o pior fora do continente africano, onde ela é endêmica.

 

"Não estamos em uma situação em que estamos nos movendo para a vacinação generalizada das populações", declarou. Não se sabe exatamente o que impulsionou o surto. As principais medidas aconselhadas pelo executivo da OMS foi o rastreamento e o isolamento de contatos. 

Terça, 24 de Maio de 2022 - 00:00

CGU identifica pagamentos indevidos em contratos da UFBA na área de saúde

por Bruno Leite

CGU identifica pagamentos indevidos em contratos da UFBA na área de saúde
Foto: Reprodução / HUPES

Uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) identificou irregularidades em três contratos firmados entre o Complexo Hospitalar e de Saúde da  da Universidade Federal da Bahia (CHS/UFBA) e a Fundação de Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão (Fapex).

 

A auditoria analisou os acordos firmados entre 2012 e 2019, que, somados, chegam a R$ 301,7 milhões. Conforme indicou relatório da CGU, o montante repassado, contabilizando os aditivos, alcançou R$ 944 milhões.

 

O documento indicou falhas na formalização dos contratos como a ausência de estudos prévios e detalhamento dos planos de trabalho, impropriedades estruturais no orçamento e financeiro, inclusive com o pagamento de faturas antes da efetiva liquidação dos débitos.

 

Na execução, segundo a CGU, houve um recolhimento para ações e recisões trabalhistas superiores ao que foi desembolsado, lançamentos em duplicidade e pagamentos indevidos.

 

A administração do CHS/UFBA ainda teria prestado contar com erros na escrituração de recursos, não registrado rendimento de aplicações financeiras, não apresentado contas de Despesas Operacionais e Administrativas (Doap) e examinado de forma precária as contas.

 

Provocada por uma nota técnica emitida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) sede, a análise resultou em recomendações à UFBA para solucionar a situação, a fim de reformular a estrutura de gestão dos serviços de saúde e a recuperação dos recursos financeiros relativos aos contratos apurados.

 

Os valores em questão eram repassados pela universidade para o CHS, sendo redistribuídos pelo complexo para as unidades. A Fapex era o órgão responsável pela gestão dos hospitais e equipamentos vinculados. 

 

Em resposta aos questionamentos do Bahia Notícias, o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes) e a Maternidade Climério de Oliveira (MCO), duas instituições que compõem o complexo de saúde enviaram notas afirmando que a apuração dos fatos citados deveria ser enviada para a própria UFBA.

 

As duas unidades não deram maiores informações sobre o tema, mas se colocaram à "disposição para qualquer esclarecimento". Procurada, a assessoria da universidade disse que, ao tomar conhecimento do conteúdo do relatório, a reitoria constituiu um grupo de trabalho para apurar as questões.

 

"Para a conclusão desse extenso e detalhado trabalho, o Tribunal de Contas da União (TCU), em comum acordo com a universidade, fixou o prazo de 31 de janeiro de 2023", explicou, enumerando as ações tomadas pelo grupo desde a publicação da portaria que o criou, no ano passado.

 

Segundo a instituição, as investigações estão em andamento e "envolvem dez anos de movimentações financeiras, principalmente referentes ao pagamento de pessoal terceirizado (enfermeiros, auxiliares de enfermagem e pessoal de limpeza, entre outros), contratados para atuar nas diversas unidades hospitalares da universidade".

 

Por esse processo, reportou a UFBA, foram contratados e desligados milhares de trabalhadores. Tal situação teria gerado um volume "imenso" de informações contábeis e de outros dados, que serão "minuciosamente analisados".

 

De acordo com a nota enviada ao BN, a Federal da Bahia disse que entende não haver qualquer indício de irregularidade, assim, a lisura do processo restará comprovada ao final das apurações.

Terça, 24 de Maio de 2022 - 00:00

Desmobilização do Hospital Metropolitano deixou funcionários sem receber rescisões

por Gabriel Lopes / Bruno Leite

Desmobilização do Hospital Metropolitano deixou funcionários sem receber rescisões
Foto: Manu Dias / GOVBA

Mais de um mês depois do anúncio da desmobilização dos leitos exclusivos para Covid-19 do Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas, os trabalhadores que faziam a operação do equipamento durante a pandemia (veja aqui) ainda estão sem receber as verbas rescisórias.

 

Segundo denúncias enviadas ao Bahia Notícias, os servidores, contratados através da empresa Proinvest, não teriam recebido o dinheiro por conta da falta de repasses do estado. 

 

A quantia não foi mencionada pelos denunciantes ou pela Saúde, mas seria na casa dos milhões de reais. Centenas de profissionais estavam lotados no Hospital Metropolitano desde março de 2021, quando a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) ativou a unidade hospitalar para receber pacientes com Covid-19.

 

Procurada, a secretaria informou que as eventuais pendências da Proinvest com os funcionários foram "equacionadas". De acordo com a pasta, muitos dos trabalhadores foram absorvidos em outras unidades. 

 

Ao todo, 265 leitos para pacientes de cardiologia, gastrenterologia e traumas compõem a estrutura do Metropolitano, que com a mudança passa a prestar serviços voltados para o atendimento de casos da rede de urgência e emergência do litoral norte e de outras cidades da região.

 

No mês passado, quando anunciou o novo formato para a gestão do Metropolitano, a secretária de Saúde, Adélia Pinheiro, falou sobre a estruturação do local. Reparos e adequações foram iniciados para que o hospital passasse a receber a demanda.

 

A gestão passa a ser num modelo em parceria com uma instituição de ensino superior. Um edital para o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) chegou a ser aberto em agosto do ano passado, mas não houve respostas de outras empresas (confira aqui).

Terça, 24 de Maio de 2022 - 00:00

Após surto no sul do estado em 2021, Bahia não teve caso interno de malária em 2022

por Mauricio Leiro / Matheus Lens

Após surto no sul do estado em 2021, Bahia não teve caso interno de malária em 2022
Foto: Portal Biologia/Divulgação

Após a Bahia registrar em 2021 um surto de malária no sul do estado, em 2022 não houve nenhum registro interno da doença. Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), os dados mostram que em 2021 foram notificados 72 casos, sendo 54 registrados no município de Itabela e 7 em Porto Seguro. Casos importados também foram notificados, sendo 1 vindo da Venezuela e 2 da Angola.

 

Na pesquisa, até maio de 2022, 11 casos foram confirmados e importados de diferentes estados do Brasil: Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Roraima. Casos de fora do país também foram registrados, vindo da Guiana, Burundi e Benin. Nenhum óbito foi registrado. 

 

A malária é uma doença infecciosa causada pelo mosquito do gênero Anopheles, com o parasita plasmodium. Os sintomas são calafrios, febre e dores, ocorrendo geralmente algumas semanas depois da picada. Para prevenir o caso da doença no estado, a Sesab recomenda que todo caso suspeito deve ser notificado às autoridades de saúde em até 24 horas. O diagnóstico pode ser feito através do atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) dos municípios, através do teste rápido ou gota espessa, conforme a Portaria Estadual nº 1.290 de 09 de novembro de 2017.

 

A doença pode ser tratada através de medicamentos antimaláricos fornecidos de forma gratuita em todo o território nacional, em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), concedidos pela Assistência Farmacêutica do Estado via Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica (Sigaf). O paciente pode fazer o tratamento hospitalizado ou a nível ambulatorial, de acordo com o quadro clínico e avaliação médica.

Segunda, 23 de Maio de 2022 - 22:15

Secretária da Saúde alerta para busca da vacina: 'Pandemia ainda ocorre entre nós'

por Alexandre Brochado

Secretária da Saúde alerta para busca da vacina: 'Pandemia ainda ocorre entre nós'
Foto: Max Haack / Ag Haack / BN Hall

A secretária da Saúde da Bahia, Adélia Pinheiro, alertou que mesmo diante da queda de pacientes internados pela Covid-19, a pandemia ainda ocorre e que é necessário buscar a vacina, além de realizar o reforço da imunização. A fala da secretária aconteceu na noite desta segunda-feira (23), durante lançamento do documentário “Um visitante indesejado” (veja aqui).

 

“Necessário sempre esclarecer e sensibilizar as pessoas para a busca da vacina, nós ainda precisamos avançar na cobertura vacinal, as vacinas estão disponíveis e nós seguimos  acompanhando número de casos, adoecimento e demanda por leitos clínicos ou leitos de UTI. O número de pacientes internados é menor e decrescente, mas ele existe, ou seja, a pandemia ainda ocorre entre nós. Hoje, considerando que o número de casos nos permite flexibilizar a utilização de máscaras, mas continuar recomendo a atitude de distanciamento social, a lavagem e higienização das mãos e a busca da vacina, essa é situação atual, monitorando no aspecto da coletividade, o que continuamos fazendo diariamente e recomendando às pessoas o uso da vacina”, afirmou Adélia.  

 


De acordo com a secretária, a Bahia se destacou durante o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Para ela, algumas medidas de contenção da disseminação do vírus foram duras, como a restrição de movimentação dentro do estado, porém analisa como efetivas para colher os resultados que levaram à proteção da população.

 


Adélia Pinheiro e Fábio Vilas-Boas

 


“A Bahia que se notabilizou, eu diria que a Bahia e o Nordeste, pelo enfrentamento da pandemia de Covid-19, isso feito pelo meu antecessor, o ex-secretário Fábio Vilas-Boas, e também pela ex-secretária interina, Tereza Paim, todos sob liderança do governador Rui Costa, assumindo sempre uma participação com o uso da figura pública das suas atitudes como simbolismo levando a população a segurança necessário para no momento de pandemia e de grande exposição e vulnerabilidade das pessoas e das sociedade trazer uma estruturação do serviço de saúde em rede vocacionado para a Covid-19 que nos fez colher a segunda menor taxa de mortalidade por Covid do Brasil”, destacou.

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