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Bolsonaro veta projeto que facilitaria acesso a remédios orais contra câncer
Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou um projeto que facilitava o acesso a remédios orais contra câncer por meio dos planos de saúde. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pela Secretaria-Geral da Presidência.

 

Segundo o portal G1, o projeto, aprovado pelo Congresso no início do mês, tinha como intuito reduzir as exigências para que os planos de saúde fossem obrigados a custear tratamentos orais contra o câncer.

 

Na justificativa para o veto, o governo afirmou que o texto poderia "criar discrepâncias no tratamento das tecnologias e, consequentemente, no acesso dos bene?ciários ao tratamento de que necessitam, privilegiando os pacientes acometidos por doenças oncológicas".

 

Ainda segundo o governo, um outro efeito do projeto seria "o inevitável repasse desses custos adicionais aos consumidores, de modo a encarecer, ainda mais, os planos de saúde, além de trazer riscos à manutenção da cobertura privada aos atuais beneficiários, particularmente os mais pobres".
 

 

Agora, o texto segue novamente para o Legislativo, onde os parlamentares podem manter ou derrubar o veto promovido por Bolsonaro. 

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 19:40

Sete capitais brasileiras suspendem primeira dose da vacina contra a Covid-19

por Folhapress

Sete capitais brasileiras suspendem primeira dose da vacina contra a Covid-19
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Ao menos sete capitais suspenderam a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19. O motivo principal é a falta de imunizantes em Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, João Pessoa, Belém, Florianópolis e Campo Grande.
 

A cidade do Rio de Janeiro deve ficar com a vacinação suspensa por cinco dias. A aplicação da primeira dose está paralisada desde sábado (24), e, segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, provavelmente só será retomada na quinta (29), após o Ministério da Saúde enviar novas remessas.
 

O público a ser vacinado nesse dia será de mulheres de 34 anos, já que foram imunizadas até agora as pessoas de 35 anos ou mais. As pessoas que haviam feito agendamento para tomar a segunda dose, porém, podem procurar os postos de vacinação normalmente.
 

"Depois do dia todo cobrando a pauta de distribuição de parte das vacinas estocadas, recebemos a previsão de entrega de pouca quantidade na terça, dia 27, e a maior quantidade na quarta, dia 28. Estamos falando de vidas!", escreveu o prefeito Eduardo Paes nem redes sociais.
 

Em João Pessoa, na Paraíba, a prefeitura mantém nesta segunda-feira (26) aplicação apenas da segunda dose das vacinas AstraZeneca e Coronavac contra Covid-19. Foi interrompida no sábado (24) a imunização de primeira dose.
 

Em Salvador, não há imunizantes para a primeira dose desde sábado (24). A prefeitura da capital da Bahia afirma que aguarda nova remessa de imunizantes pelo governo federal para retomar a vacinação. A segunda dose segue sendo aplicada.
 

A mesma situação ocorre em Vitória, no Espírito Santo, que também está sem estoque de imunizantes para novos casos e está aplicando apenas a segunda dose da vacina.
 

Em Belém, no Pará, a vacinação foi suspensa no último sábado (24) e domingo (25). "O município aguarda a chegada de novas doses para retomar o calendário de vacinação na capital na próxima semana", escreveu a assessoria da prefeitura nas redes sociais.
 

A única previsão até o momento é de vacinação com a segunda dose na próxima quarta-feira (28). A imunização com a primeira dose já havia sido suspensa em Belém na última semana, também por falta de insumos.
 

Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, deixou de aplicar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na quinta-feira (22). Segundo a prefeitura, apesar do anúncio de nova distribuição de imunizantes pelo Ministério da Saúde, ainda não há previsão para retomada do atendimento. No domingo (25), a aplicação de segunda dose também chegou a ser suspensa na capital, mas retornou nesta segunda-feira (26).
 

Apesar de não ter parado totalmente a aplicação de primeira dose, pois ainda está atendendo gestantes, puérperas e lactantes, Florianópolis, em Santa Catarina, suspendeu o avanço da campanha de vacinação por idades na sexta-feira (23). Também não há previsão para retomada do serviço, segundo a prefeitura.

Salvador mantém aplicação exclusiva de 2ª dose da vacina contra a Covid-19 nesta terça
Foto: Bruno Concha/Secom

O mutirão de aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 prossegue nesta terça-feira (27) em Salvador. Todos os pontos de imunização, entre drives e fixos, funcionarão exclusivamente, das 8h às 16h, para o fechamento do esquema vacinal das pessoas que já tomaram a primeira aplicação.

 

Os cidadãos que estão com a data de reforço da vacina contra a Covid-19 da Oxford programada para até o dia 7 de agosto já podem procurar os pontos de imunização para receber a vacina. No caso da CoronaVac, a imunização abrange aqueles que tiverem a data marcada no cartão de vacinação até o dia 27 de julho.

 

A vacinação com primeira dose para o público habilitado segue suspensa. A Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), aguarda o envio de um novo lote de imunizantes por parte do governo federal para retomar esta estratégia.

 

2ª DOSE OXFORD – 8h às 16h

Drive-thrus: Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, Shopping da Bahia, FBDC Brotas, Faculdade Universo (Avenida ACM), Shopping Bela Vista, Universidade Católica (Pituaçu), Vila Militar (Dendezeiros), Parque de Exposições (Paralela) e Arena Fonte Nova (Nazaré).

 

Pontos fixos: USF Vale do Matatu, FBDC Brotas, USF Santa Luzia, USF Fernando Filgueiras (Cabula VI), USF Resgate, USF Teotônio Vilela II (Fazenda Coutos II), USF Vista Alegre, USF Plataforma, USF Colinas de Periperi, USF Cajazeiras X, Universidade Católica (Pituaçu), USF Pirajá, Clube dos Oficiais da Polícia Militar (Dendezeiros), Parque de Exposições (Paralela), UBS Ramiro de Azevedo (Campo de Pólvora) e USF Vila Nova de Pituaçu.

 

2ª DOSE CORONAVAC – 8h às 16h

Drive-thrus: Barradão (Canabrava), 5º Centro de Saúde (Barris), Atakadão Atakarejo (Fazenda Coutos), Centro de Convenções de Salvador (Boca do Rio) e FBDC Cabula.

 

Pontos fixos: Barradão (Canabrava), 5º Centro de Saúde (Barris), USF Federação, USF Curralinho, USF Cajazeiras V e Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras).

Fiocruz estima que vacinação contra Covid pode ter evitado até 55 mil mortes de idosos
Foto: Reprodução/Sesab

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estimou que a vacinação contra a Covid-19 pode ter evitado mais de 55 mil idosos. A pesquisa foi conduzida epidemiologista Marcelo Gomes, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e divulgada pelo Ministério da Saúde.

 

A pesquisa também identificou, segundo o Ministério da Saúde, que foram evitadas entre 96 e 117 mil hospitalizações. A faixa etária é considerada grupo de risco e mais suscetível a agravantes e óbitos pela doença.

 

“Ao comparar o que poderia ter ocorrido caso as proporções de março tivessem se preservado, na ausência da campanha de vacinação, podemos então ter uma ideia de aproximadamente quantas internações e óbitos foram potencialmente evitados pela campanha”, sinalizou o epidemiologista.

 

De acordo com Marcelo Gomes, o que se observa é que pelos dados do país, a vacinação pode ter poupado entre 40 a 55 mil mortes de pessoas com 60 anos ou mais. “Não se trata de uma análise científica rigorosa, mas de uma avaliação simplificada para obter estimativas de ordem de grandeza do impacto que já podemos ter alcançado com a campanha de vacinação. Ou seja, não serve para termos valores precisos do impacto, e sim avaliar se estamos falando de dezenas, centenas, ou milhares de vidas, por exemplo”, explicou Gomes.

 

Para obter os números, o pesquisador fez projeções de óbitos e internações por síndrome respiratória aguda grave decorrente da Covid-19 como se fossem mantidas as proporções de casos de idosos hospitalizados e óbitos por faixa etária registrados entre 13 de março a 12 de junho de 2021. O período corresponde a um dos picos de contaminação pela doença no Brasil, lembra o Ministério da Saúde.

 

“Evidentemente, é importante deixar claro também que, nesses cenários, como a queda após o mês de março não teria sido tão acentuada, as autoridades e a população poderiam ter respondido de maneira distinta, reforçando as medidas de proteção à vida e isso reduziria a transmissibilidade no período avaliado”, concluiu o pesquisador.

 

O Brasil registrou neste domingo (25) 499 mortes pela Covid-19. O número é o mais baixo em mais de seis meses. De acordo com o Estadão, a última vez que o país notificou menos de 500 mortes pelo coronavírus em um dia foi em 18 de janeiro deste ano. Na ocasião, o país havia registrado em 460 (leia mais aqui).

 

O Brasil soma 549.924 mortos pela infecção pelo coronavírus.

Passados 2 meses, plano de Queiroga de testagem Covid em massa não é executado
Foto: Paula Fróes / GOVBA

Passados dois meses desde que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo brasileiro faria testes de Covid-19 em massa no país, a proposta ainda não foi executada. Na época do anúncio, o ministro disse ter elaborado um novo plano de testagem em massa e que a proposta era trazer diagnósticos para até 26,6 milhões de pessoas por mês.

 

Conforme apurado pela Folha de S. Paulo, a pasta estuda mudanças no plano, enquanto busca recursos extras no Ministério da Economia para novas compras de testes para os próximos meses.

 

A proposta de ampliar a testagem havia sido anunciada no fim de maio e chegou a ser aprovada em reunião com secretários estaduais e municipais de Saúde, lembra a reportagem. A intenção do ministro, que, na época, chegou a falar em implementar a medida em poucos dias, esbarrou no baixo número de testes adquiridos pelo Ministério. Segundo a Folha, foram cerca de três milhões.

 

A expectativa inicial do plano era ofertar entre 10,7 milhões a 26,6 milhões de testes por mês.

 

O mote principal seria o uso de testes de antígeno, considerados mais rápidos que o modelo de RT-PCR (tido como padrão-ouro), e com maior nível de precisão se comparados a testes sorológicos. Outros testes, no entanto, também eram incluídos na proposta, embora em menor volume.

 

Conforme a matéria, o programa previa três eixos. O primeiro incluiria testes para pessoas com sintomas suspeitos de Covid atendidas em unidades de saúde, com uso de RT-PCR; o segundo envolveria uma "busca ativa" a ser feita em empresas e em locais de grande circulação, como escolas, terminais de ônibus e aeroportos, com possibilidade de exames semanais a algumas categorias de trabalhadores, mesmo assintomáticos; o último eixo envolveria pesquisas já anunciadas para mapear a prevalência, no país, da infecção pelo novo coronavírus, por meio de testes sorológicos.

Novos itens são incluídos em lista de produtos médicos com exportação proibida
Ventiladores pulmonares também estão na lista | Foto Paula Fróes/GOVBA

Novos itens foram adicionados a lista de produtos médicos, hospitalares e de higiene com exportação proibida no Brasil por serem considerados “essenciais ao combate à epidemia de coronavírus no Brasil”. A inclusão consta em um decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (26).

 

A inclusão de novos produtos na lista foi possível graças à alteração da lei 13.993, aprovada pelo Congresso Nacional em março de 2020 e sancionada, em abril do mesmo ano, pelo presidente Jair Bolsonaro.

 

Em vigor enquanto durar o estado de emergência em saúde pública, a lei, em seu formato original, proíbe a exportação de ventiladores pulmonares mecânicos e circuitos; camas hospitalares; monitores multiparâmetros e equipamentos de proteção individual (EPIs) de uso na área de saúde, como luva látex, luva nitrílica, avental impermeável, óculos de proteção, gorro, máscara cirúrgica e protetor facial.

 

Os produtos agora incluídos na lista são: solução de cloreto de sódio 0,9%, em frasco/ampola com volume igual ou inferior a 10 ml; seringas, sem agulha, de plástico, com capacidade de 1 ml; seringas, sem agulha ou com agulhas de 22 Gx1", 23 Gx1" ou 24 Gx3,4", de plástico, com capacidade de 3 ml; e agulhas hipodérmicas de aço inoxidável, com dimensão de 22 Gx1", 23 Gx1" ou 24 Gx3,4".

 

Conforme o texto original, o governo pode incluir outros produtos na lista de restrição. O Poder Executivo também poderá excluir itens, desde que a decisão seja fundamentada e sem que prejudique o atendimento à população.

Brasil registra menos de 500 mortes pela Covid em um dia pela 1ª vez em seis meses
Foto: Paula Fróes / GOVBA

Os registros de mortes pela Covid-19 no Brasil neste domingo (25) apontaram para 499 novos registros. O número é o mais baixo em mais de seis meses. De acordo com o Estadão, a última vez que o país notificou menos de 500 mortes pelo coronavírus em um dia foi em 18 de janeiro deste ano. Na ocasião, o país havia registrado em 460.

 

Vale ressaltar que geralmente os dados de mortes costumam ser mais baixos aos fins de semana.

 

Conforme a reportagem, a média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, é de 1.105, a menor desde 23 de fevereiro deste ano. Na época, o índice era de 1.095, mas ainda em patamar considerado alto por especialistas.

 

O Brasil soma 549.924 mortos pela infecção pelo coronavírus.

Intervalo de vacina da Pfizer deve ser reduzido de 3 meses para 21 dias, diz Queiroga
Marcelo Queiroga | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que é "muito provável" que a pasta anuncie a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer no Brasil.

 

A informação foi divulgada pelo ministro à coluna Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. O imunizante tem intervalo definido em três meses entre a aplicação das doses. Segundo Queiroga, os que já receberam a primeira dose ou os que ainda serão imunizados receberão o reforço no intervalo de 21 dias.

 

O período é previsto na bula da vacina da Pfizer, mas o Ministério da Saúde decidiu, no passado, ampliar para três meses para conseguir imunizar mais rápido um número maior de pessoas com a primeira dose.

 

"Naquele momento, não tínhamos certeza da quantidade de doses de Pfizer que receberíamos neste ano e optamos por ampliar o número de vacinados com a primeira dose. Mas agora temos segurança nas entregas e dependemos apenas da finalização do estudo da logística de distribuição interna dos imunizantes para bater o martelo sobre a redução do intervalo da Pfizer para 21 dias", afirma o ministro. "As simulações de logística já estão sendo finalizadas", acrescenta.

 

Ainda de acordo com Queiroga, a palavra final será dos técnicos do PNI (Programa Nacional de Vacinação).

Anvisa encerra análise de pedido de uso emergencial da Covaxin
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu por unanimidade, no último sábado (24), encerrar o processo que tratava da autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, da vacina Covaxin.

 

A decisão foi tomada após a Anvisa ser comunicada pelo laboratório indiano Bharat Biotech que a empresa brasileira Precisa não possui mais autorização para representá-la no país. A farmacêutica é a fabricante da vacina Covaxin.

 

Relatora do processo, a diretora Meiruze Freitas, destacou que "o rompimento da relação comercial entre as empresas, bem como a decadência de requisito fundamental para a Autorização de Uso Emergencial, implica em impedimento da manutenção e continuidade da avaliação do pedido". "A negativa está ancorada ao princípio da eficiência, uma vez que seguir com uma avaliação técnica de uma petição já administrativamente corrompida implicaria em significativo desperdício de esforços e recursos da administração".

 

A agência informou, em nota, que o processo “será encerrado, sem a avaliação de mérito do pedido de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, protocolado pela empresa Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda no dia 29 de junho deste ano”.

 

ESTUDOS CLÍNICOS
Também pelo fato da Precisa não representar mais a Bharat Biotech no Brasil, na noite da última sexta-feira (23), a Anvisa já havia suspendido, cautelarmente, os estudos clínicos da vacina Covaxin no país (leia mais aqui). Por determinação da Coordenação de Pesquisa Clínica (Copec) do órgão, os ofícios comunicando a suspensão cautelar foram enviados ao Instituto Albert Einstein e à então patrocinadora do estudo, a empresa Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda. A aplicação da vacina em voluntários brasileiros não chegou a acontecer.

Bahia recebe mais de 600 mil doses de vacina contra Covid-19 nesta semana
Foto: Carol Garcia / GovBA

A Bahia vai receber 613 mil doses de vacinas contra a Covid-19 nesta terça (27) e quarta (28). A informação foi divulgada pelo secretário estadual da Saúde (Sesab), Fábio Vilas-Boas, no início desta segunda-feira (26).

 

A nova remessa terá 143.910 doses da vacina da Pfizer, 255.300 do imunizante do Butantan e 213.850 da AstraZeneca.

 

Na semana passada, a Bahia recebeu lotes que totalizaram 607 mil doses em uma única semana.

 

Salvador realiza mutirão da segunda dose da vacina contra Covid-19 nesta segunda
Foto: Divulgação / Prefeitura de Salvador

Salvador realiza mutirão de aplicação da 2ª dose da vacina contra a Covid-19 nesta segunda-feira (26). Todos os pontos de imunização, entre drives e postos fixos, funcionarão exclusivamente para o fechamento do esquema vacinal das pessoas que já tomaram a primeira aplicação.

 

A vacinação com a primeira dose para o público habilitado segue suspensa. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aguarda o envio de um novo lote de imunizantes pelo governo federal para retomar esta estratégia.

 

2ª DOSE OXFORD (data programada até dia 6 de agosto) – 8h às 16h

Drive-thrus: Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, Shopping da Bahia, FBDC Brotas, Faculdade Universo (Avenida ACM), Shopping Bela Vista, Universidade Católica (Pituaçu), Vila Militar (Dendezeiros), Parque de Exposições (Paralela)e Arena Fonte Nova (Nazaré).

 

Pontos fixos: USF Vale do Matatu, FBDC Brotas, USF Santa Luzia, USF Fernando Filgueiras (Cabula VI), USF Resgate, USF Teotônio Vilela II (Fazenda Coutos II), USF Vista Alegre, USF Plataforma, USF Colinas de Periperi, USF Cajazeiras X, Universidade Católica (Pituaçu), USF Pirajá, Clube dos Oficiais da Polícia Militar (Dendezeiros), Parque de Exposições (Paralela), UBS Ramiro de Azevedo (Campo de Pólvora) e USF Vila Nova de Pituaçu.

 

2ª DOSE CORONAVAC (data programada até 26 de julho) – 8h às 16h

Drive-thrus: Barradão (Canabrava), 5º Centro de Saúde (Barris), Atakadão Atakarejo (Fazenda Coutos), Centro de Convenções de Salvador (Boca do Rio) e FBDC Cabula.

 

Pontos fixos: Barradão (Canabrava), 5º Centro de Saúde (Barris), USF Federação, USF Curralinho, USF Cajazeiras V e USF Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras).

MP-BA pede ao Ipac paralisação das obras no Hospital Otávio Mangabeira
Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu a paralisação das obras do Hospital Otávio Mangabeira, na última sexta-feira (23). O pedido de paralisação foi feito ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) que paralise as obras no Hospital Otávio Mangabeira, localizado no bairro de Pau Miúdo, em Salvador, até a emissão de pareceres sobre a conformidade do projeto com as especificidades quanto à preservação arquitetônica do prédio que é patrimônio tombado. Diversas entidades criticaram o projeto de requalificação (veja aqui).

 

O requerimento foi feito pela promotora de Justiça Cristina Seixas Graça durante audiência ocorrida. Já há um procedimento instaurado para apurar a regularidade das obras de reforma e ampliação da unidade hospitalar. Segundo a promotora, o Ipac informou que a obra, iniciada na quinta-feira (22), será embargada.

 

Cristina Seixas Graça explicou que, segundo estudos realizados pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac) do MP e pela Universidade Federal da Bahia, o projeto de reforma e ampliação contém inconsistências quanto à preservação do perfil arquitetônico do prédio. Ela destacou que o Otávio Mangabeira é "de extrema importância para o patrimônio histórico e cultural da Bahia, pois foi criado em 1942, no auge do modernismo, e construído para tratamento da tuberculose, tendo sua construção arquitetônica relacionada a esse tipo de tratamento". Segundo a promotora, as obras foram iniciadas, mesmo após o MP atender pedido do Governo do Estado para adiar audiência sobre o projeto, sob a condição de não haver qualquer intervenção no prédio hospitalar até a conclusão dos pareceres.

 

O MP baiano, por meio de procedimento instaurado pela promotora de Justiça Rosa Salgado, também acompanha o trabalho da Comissão de Desmobilização dos Serviços de Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), criada para evitar a descontinuidade da assistência à saúde prestada aos pacientes do hospital, cujas atividades foram paralisadas desde o dia 12 de julho, com manutenção apenas do setor ambulatorial. A promotora informou que a Comissão tem 30 dias para entregar um relatório sobre o trabalho, que deve abranger também a destinação de materiais, equipamentos e insumos, além de informar sobre a adequada transferência dos pacientes internados. Segundo a promotora, é necessário ajustar os fluxos entre as equipes médicas da unidade fechada com aquelas que estão recebendo os pacientes. Rosa Salgado disse que, conforme informações prestadas pela Sesab, as cirurgias que eram realizadas no Mangabeira foram transferidas para o Hospital Ernesto Simões Filho e para o Hospital Geral Roberto Santos.

Sábado, 24 de Julho de 2021 - 18:20

Bahia registra queda de 18,3% em casos confirmados de Covid em 24h

por Francis Juliano

Bahia registra queda de 18,3% em casos confirmados de Covid em 24h
Maracás tem maior incidência / Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

A Bahia registrou nas últimas 24 horas 1.641 casos confirmados de novo coronavírus. A informação é do boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) deste sábado (24). O número é 18,3% menor do que o apurado nesta sexta-feira (23), que foi de 1.941. Em relação aos casos ativos, os que podem se propagar, neste sábado foram 9.042, 2,7% a menos do que o informado na sexta, 9.301.

 

ÓBITOS

No caso dos óbitos, o boletim informou mais 28 vítimas da Covid-19, queda de 40,4% em relação ao número de óbitos um dia antes, 47. Ao longo da pandemia, a Bahia já acumula 1.184.314 casos confirmados e 25.485 mortes devido à doença.  

 

RISCO DE ADOECER

Ainda segundo a Sesab, os municípios com maior incidência [risco de o morador adoecer] de Covid são Maracás, no Vale do Jiquiriçá; São Felipe, no Recôncavo; Itabuna, no Sul; Itororó e Ibirataia, no Sudoeste. 

Cientistas estudam remédio de cachorro no combate contra a Covid em humanos
Foto: Reprodução / Peter Ilicciev / Fiocruz

Um estudo feito pela Universidade de Chicago (Uchicago), nos Estados Unidos, e publicado nesta semana pela revista Science, considera a possibilidade de um medicamento de uso veterinário ser eficaz no tratamento contra a Covid-19.

 

Pesquisadores da Faculdade Pritzker de Engenharia Molecular da UChicago trabalham em colaboração com o Laboratório Nacional Argonne, dos EUA, para testar a eficácia do masitinibe, um medicamento utilizado no tratamento de tumores de mastócitos em animais.

 

A droga passou por alguns ensaios clínicos, mas ainda não recebeu aprovação para ser testada em humanos. 

 

No estudo realizado em camundongos, o remédio se mostrou eficaz contra algumas variantes e eliminou o vírus nos animais e em placas de Petri.

 

'Inibidores da proteína principal do Sars-CoV-2, como o masitinib, podem ser uma maneira potencial para tratar pacientes de Covid, especialmente nos primeiros estágios da doença. A Covid provavelmente ficará conosco por muitos anos, e novos coronavírus continuam aparecendo. Encontrar drogas existentes com propriedades antivirais pode ser essencial para tratar a doença".

 

O medicamento custa cerca de £ 2, o equivalente a R$ 14 na cotação atual da moeda.

Brasil apresenta estabilidade em mortes por Covid em último levantamento
Foto: Reprodução / Divulgação / Governo de São Paulo

O Brasil registrou uma estabilidade nas mortes por Covid-19 na última semana. Com 1.286 óbitos nas últimas 24 horas, o país teve o menor registro da média móvel de falecimentos em decorrência da doença, 1.131. Os dados são do novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa, feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

 

Ao todo, o país acumula 548.420 óbitos desde o início da pandemia do coronavírus.

 

A tendência, segundo o levantamento, é de estabilidade. De março até maio, o país passou 55 dias seguidos com a média móvel de mortes acima de 2 mil. O recorde registrado foi de 3.125 no dia 12 de abril.

 

No último boletim divulgado pela Sesab a Bahia registrou o número de óbitos desde a última semana (veja aqui).

 

O estado aparece como um dos 15 em queda de mortes por Covid-10, junto ao Ceará, Maranhão, Paraíba, Sergipe, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Amapá, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
 

STJ dá prazo de 10 dias para Ministério da Saúde explicar distribuição das vacinas
Foto: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério da Saúde terá um prazo de 10 dias para apresentar informações sobre a distribuição das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. 

 

A decisão, que atende um pedido da Procuradoria-Geral do Distrito Federal foi comunicada na última sexta-feira (23) pelo vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Jorge Mussi.

 

“Em se considerando as peculiaridades que envolvem a segurança postulada no presente writ, sobretudo diante do contexto de implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, notifique-se a autoridade coatora para que preste informações”, determinou Mussi.

 

O governo do Distrito Federal alega estar sendo prejudicado na divisão das vacinas, recebendo as doses com défict, e pede o envio de 292 mil doses extras de imunizantes para a capital.

 

A ação foi apresentada pelo GDF ao STJ na quinta-feira (22). No texto, a Procuradoria-Geral do DF afirma que afirma que a distribuição de doses "não tem sido feita de forma igualitária e proporcional entre os estados brasileiros e o DF".

Anvisa suspende estudos clínicos da Covaxin no Brasil após rompimento de contrato
Foto: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), determinou a suspensão dos testes clínicos da vacina Covaxin no Brasil após o rompimento do acordo firmado pela fabricante indiada Bharat Biotech Limited International com a Precisa Medicamentos.

 

A decisão foi informada pela agência reguladora na última sexta-feira (23) por meio de nota. Para a Anvisa, o fim do acordo "inviabiliza a realização do estudo".

 

"A suspensão foi realizada em decorrência do comunicado da empresa indiana Bharat Biotech Limited International, enviado para a Anvisa nesta sexta (23/7). No comunicado a Bharat informa que a empresa Precisa não possui mais autorização para representar a Bharat no Brasil, o que na avaliação da Anvisa inviabiliza a realização do estudo. A Bharat é a fabricante da vacina Covaxin".

 

O Ministério da Saúde havia fechado um contrato de R$ 1,6 bilhão com a Precisa, representante da Bharat, para a compra de 20 milhões de doses do imunizante.

 

No comunicado feito pela fabricante indiana da vacina, a empresa negou ter assinado duas cartas que foram enviadas ao Ministério da Saúde e fazem parte do processo de negociação do imunizante (leia aqui).

Sábado, 24 de Julho de 2021 - 10:00

Ministério da Saúde autoriza uso da Pfizer para 2ª dose de grávidas que tomaram Astrazeneca

por Camila Mattoso | Folhapress

Ministério da Saúde autoriza uso da Pfizer para 2ª dose de grávidas que tomaram Astrazeneca
Foto: Divulgação / Pfizer

Nota técnica elaborada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (22) diz que mulheres grávidas ou no puerpério que receberam a primeira dose do imunizante Astrazeneca contra a Covid-19 deverão ser vacinadas com uma dose da Pfizer ou, na falta dela, da Coronavac.
 

O texto, obtido pela reportagem, foi elaborado pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e é assinado pela secretária Rosana Leite de Melo.
 

A nota técnica nº6/2021, subsidiada por discussão feita anteriormente pela Câmara Técnica em Imunização e Doenças Transmissíveis da pasta, trata da intercambialidade de vacinas para Covid-19, ou seja, da possibilidade de utilizar vacinas diferentes na primeira e na segunda doses.
 

"Às mulheres que receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca/Fiocruz e que estejam gestantes ou no puerpério (até 45 dias pós-parto) no momento de receber a segunda dose da vacina deverá ser ofertada, preferencialmente, a vacina Pfizer/Wyeth. Caso este imunizante não esteja disponível na localidade, poderá ser utilizada a vacina Sinovac/Butantan", diz a nota.
 

O texto diz que a intercambialidade não é recomendada, mas que uma vacina contra a Covid-19 de outro fabricante pode ser aplicada em situações de exceção, seja por contraindicações específicas ou por ausência de um imunizante (como no caso, por exemplo, de alguém que recebeu fora do Brasil uma dose que não exista no país).
 

"Os indivíduos que receberem vacina no esquema de intercambialidade deverão ser orientados a respeito das limitações referentes aos dados existentes e do perfil de risco benefício", diz a nota.
 

O uso da vacina da Astrazeneca em gestantes e puérperas com comorbidades foi suspenso pelo ministério em maio, após a morte de uma gestante que havia recebido o imunizante no Rio de Janeiro.
 

O governo de São Paulo autorizou a aplicação de doses da Pfizer para a segunda dose desse grupo na quarta-feira (21).

Feira de Santana: Tomba é o bairro com mais casos confirmados da Covid-19; veja lista
Foto: Reprodução / Sky Scraper City

O Tomba é o bairro com o maior número de casos confirmados da Covid-19 em Feira de Santana, com 2.497 contaminações registradas desde o início da pandemia, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (23) pela prefeitura feirense, com informações da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

 

Desde que a gestão municipal começou a divulgar semanalmente o ranking de bairros com mais casos do novo coronavírus, o bairro popular do Tomba tem se revezado na liderança do levantamento com o SIM, localidade de classe média em Feira de Santana que agora ocupa o segundo lugar, com 2.352 contaminações.

 

Mangabeira (2.240), Campo Limpo (1.934), Parque Ipê (1.677), Brasília (1.540), Papagaio (1.507), Conjunto Feira X (1.438), Conceição (1.339) e Jardim Cruzeiro (1.256) completam a lista dos 10 primeiros bairros com mais casos confirmados da Covid-19 em Feira de Santana.

 

Bairros como Gabriela (1.216), Santa Mônica (1.164), Queimadinha (1.054), Cidade Nova (1.034), Caseb (1.003) e Centro (1.003) também registram mais de 1.000 contaminações pelo novo coronavírus cada um, desde o início da pandemia.

 

No total, Feira de Santana identificou 48.501 casos confirmados da Covid-19, conforme dados da SMS feirense. Para conferir a lista completa de localidades, clique aqui.

Com atrasos do MS, faltam remédios para HIV, meningite e anemia falciforme na Bahia
Foto: Pexels/Pixabay

Pacientes baianos com HIV/Aids, meningite e anemia falciforme estão com seus respectivos tratamentos ameaçados e alguns já prejudicados por falta de estoque de alguns medicamentos no estado.

 

São pelo menos 18 fármacos do Componente Estratégico - ou Componente Especializado da Assistência Farmacêutica - em falta ou em iminência de falta, segundo dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

 

Os medicamentos em questão são fornecidos pelo Ministério da Saúde e estão com a entrega atrasada.

 

No início do ano a situação era mais grave. Na época, eram 40 fármacos com descontinuidade de entrega por parte da União (leia mais aqui). Segundo a Sesab, “vários foram regularizados, mas ainda existem medicamentos com pendência de entrega”.

 

A secretaria informou que tem feito solicitações de regularização da entrega de medicamentos, através do envio mensal de ofícios ao Ministério da Saúde.

 

Dos 18 medicamentos em situação crítica, oito estão com estoque totalmente zerado. Destes, seis são do programa de HIV/Aids (Darunavir; Efavirenz; Etravirina; Lamivudina; Nevirapina; e Raltegravir); um é o Rifampicina suspensão oral do programa de meningite; e o outro o Fenoximetilpenicilina Potássica do programa de anemia falciforme.

 

Conforme a Sesab, a lista dos medicamentos em falta ou em iminência de falta inclui alguns disponíveis para aquisição fora do Brasil e/ou produzidos exclusivamente para o Ministério da Saúde. Portanto, o estoque do estado está submetido ao envio dos fármacos pela União.

 

A Bahia enfrentou um problema parecido há alguns dias. Os estoques de insulina do estado ficaram zerados e a Sesab alertou sobre os constantes atrasos nas entregas do Ministério da Saúde. A pasta pontuou que o MS estava com a entrega da programação do 3° trimestre de 2021 pendente e, por isso, o medicamento ficou indisponível em todo o estado durante semanas (leia mais aqui e aqui).

Quase 60% da população vacinável já tomou a primeira dose, diz MS
Foto: Jefferson Peixoto / Secom

O Brasil ultrapassou a marca de 130 milhões de doses de vacinas da Covid-19 aplicadas nesta sexta-feira (23/7), segundo o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. Com isso, o Ministério da Saúde afirma que quase 60% da população brasileira vacinável, ou seja, com 18 anos ou mais, já tomou a primeira dose e mais de 20% já completou a imunização.

 

Desde o início da campanha de vacinação, já foram distribuídas mais de 164 milhões de doses para os estados e o Distrito Federal. Dessas, ao menos 123,8 milhões de vacinas já foram aplicadas.

Salvador convoca profissionais para atuar na campanha de Vacinação contra a Covid-19
Foto: Valter Pontes / Secom

A prefeitura de Salvador convocou 41 técnicos de enfermagem para atuar na vacinação contra a Covid-19. A informação foi publicada na edição desta sexta-feira (23) do Diário Oficial do Município.

 

Os profissionais foram aprovados no último Processo Seletivo Simplificado da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e serão contratados através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

 

“A contratação desses profissionais estava prevista no Plano Municipal de Imunização apresentado pelo prefeito Bruno Reis e vai assegurar que o incremento necessário de pessoal para a vacinação ocorra de forma ainda mais ágil na cidade. A medida que novas remessas de doses chegarem na cidade, outros profissionais que compõem o cadastro de reserva serão convocados”, disse o secretário municipal de Saúde, Leo Prates.

 

Os candidatos deverão se apresentar na próxima quinta-feira (29), de forma escalonada na Secretaria Municipal da Saúde, no bairro do Comércio, entre 08h30 e 16h. Todos os detalhes estão dispostos na publicação do Diário Ofricial (veja aqui). A apresentação de documentos dos selecionados acontecerá de forma online no site disponibilizado pela prefeitura (clique aqui)

Covid-19: 797 municípios brasileiros apontam falta de vacinas
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O número de cidades que sinalizaram falta de vacinas contra a Covid-19 cresceu pela segunda semana seguida. Isso é o que aponta a 18ª pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre a pandemia divulgada pela Agência Brasil nesta sexta-feira (23). Dessa vez, 797 municípios relataram o problema, o equivalente a 25,1% da amostra analisada.

 

O levantamento também mostra que 2.347 cidades (73,8%) não informaram ter passado por desabastecimento de imunizantes e 37 não responderam. A pesquisa abordou 3.181 municípios.

 

Entre as cidades que não receberam imunizantes, 765 (96%) ficaram sem a 1ª dose e 116 (14,6%) registraram falta da 2ª dose. A ausência da 1ª e da 2ª doses podem ser simultâneas.

 

A pesquisa aponta que 5 municípios (0,2%) estão vacinando acima de 55 anos; 58 (1,8%) entre 50 e 55 anos; 216 (6,8%) entre 45 e 49 anos; 581 (18,3%) entre 40 e 44 anos; 1.055 (33,2%) entre 35 e 39 anos; 874 (27,5%) entre 30 e 34 anos; 234 (7,4%) entre 25 e 29 anos e 146 (4,6%) entre 18 e 24 anos. Outros seis municípios não responderam.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, 2.169 (68,2%) das cidades reportaram a adoção de alguma forma de medida de distanciamento ou restrição de horário das atividades não essenciais, 976 (30,7%) responderam não ter lançado mão deste recurso durante a pandemia e 36 cidades não responderam.

 

INSUMOS

 

O risco de ficar sem medicamentos do chamado “kit intubação” foi manifestado por 200 cidades, o equivalente a 6,3% das consultadas. Mais 2.696 negaram o problema (84,8%) e 285 municípios não responderam.

 

O kit intubação compreende remédios usados no uso de suporte ventilatório de pacientes com covid-19, como anestésicos e neurobloquedores.

Variante Delta deve ser predominante no Rio em breve, diz secretário
Foto: David Oliveira / Guarani FC

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que a variante delta do coronavírus deve ser predominante na capital muito em breve. Na declaração dada nesta sexta-feira (23), Soranz analisa que na maioria dos países em que a delta entrou, a circulação foi muito rápida. Mas apesar de a variante ser mais transmissível, há a hipótese de que seja menos letal, o que ainda está sendo analisado por pesquisadores em todo o mundo.

 

Para o secretário, os quatro casos de morte de pessoas com a variante delta registrados fora da capital aconteceram por falha na barreira vacinal. E alerta que é muito importante tomar a vacina. “Se estiver no seu dia, se já estiver elegível, vá se vacinar. A vacina protege contra casos graves, protege contra o óbito. A variante delta, na maioria dos países, têm avançado nas pessoas que deixaram de se vacinar na data correta. Tem muitos países com dificuldade de vacinar as pessoas, mesmo tendo a vacina, e aqui no Rio de Janeiro, recomendamos que, se está elegível, vá no seu dia”, recomendou Soranz, ao divulgar o 29º Boletim Epidemiológico da Prefeitura do Rio.

 

Ainda segundo a Agência Brasil, nesta semana foram identificados 136 resultados de variantes em moradores do Rio. Dados apresentados nesta sexta-feira pela Secretaria Municipal de Saúde apontam que até agora foram anotados 908 casos, 769 deles em moradores na cidade. A maioria dos registros são da variante gamma (P.1 de Manaus), com 730 casos; 12 são da variante Alfa (B.1.1.7 britânica) e 27 da delta (B.1 617.2 indiana). O número de altas ou curas chegou a 700 e o de óbitos, a 48. Há 21 pacientes internados.

 

O superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Garcia, informou que os dados da delta ainda se referem ao mês de junho e que a predominância ainda é dos casos da variante gamma. “Com a introdução da delta no mês de julho, estamos aguardando novos resultados”. Segundo Garcia, hoje são 27 casos de delta, mas os laboratórios de referência ainda não liberaram os demais resultados e, por isso, não é possível calcular a taxa de predominância desta variante.

 

O Centro de Vigilância e Informações Estratégicas, que funciona dentro da Secretaria Municipal de Saúde, e os serviços de vigilância de cada área monitoram os casos das variantes e, com base nos comunicados, é feito o rastreamento das pessoas que tiveram contato com infectados. Soranz disse que até agora não foi identificado nenhum caso de transmissão entre os contatos na cidade do Rio. “A princípio, são poucas as pessoas que ainda estão em monitoramento entre os 27 casos”, afirmou.

 

“Na verdade, nem temos óbitos referentes à variante delta na cidade do Rio de Janeiro. Este é um ponto positivo, mostrando que a vacina e essa ampliação de vacina que estamos fazendo no Rio de Janeiro vêm funcionando, mas ainda falamos com muita cautela, porque são só os primeiros resultados. Entrando no final de julho, começo de agosto, vamos ter um perfil da variante delta com mais clareza”, completou Márcio Garcia.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 19:00

Butantan entrega mais 1 milhão de doses da CoronaVac

Butantan entrega mais 1 milhão de doses da CoronaVac
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O Instituto Butantan entregou mais 1 milhão de doses da CoronaVac nesta sexta-feira (23), ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Até agora, já foram disponibilizadas 58,6 milhões de doses da vacina, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

 

Segundo a Agência Brasil, o Butantan recebeu mais 12 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) no dia 13 de julho. A quantidade deve permitir a produção de mais 20 milhões de doses da CoronaVac.

 

A previsão é que o instituto entregue 100 milhões de doses da vacina, referentes aos dois contratos assinados com o Ministério da Saúde, até o final de agosto. Se a estimativa for cumprida, será antecipado em um mês o prazo estipulado pelos termos para conclusão das entregas.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 18:05

Bahia registra queda em número de mortes por Covid-19

Bahia registra queda em número de mortes por Covid-19
Foto: divulgação / Sesab

A Bahia registrou 1.941 casos da Covid-19 e 47 mortes pela doença nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (23) pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).  O número de óbitos é o menor registrado desde o último domingo (18), com 31 vítimas fatais.

 

Além disso, são 436 casos e 12 mortes a menos que o registrado na última quinta-feira (22),  com 2.377 testes positivos e 53 óbitos (lembre aqui)

 

Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e o registro foram realizados hoje. O boletim também aponta 2.001 pacientes recuperados, 9.301 casos ativos, 1.420.780 casos descartados e 232.378 em investigação.

 

Desde o início da pandemia, foram confirmados 1.182.673 casos, 25.457 mortes, 1.147.915 pacientes recuperados e 51.287 profissionais de saúde infectados no estado.

Salvador realiza mutirão da 2ª dose contra Covid-19 neste sábado
Foto: Bruno Concha/Secom

A prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza o mutirão de aplicação da 2ª dose da vacina contra a Covid-19 neste sábado (24), das 8h às 16h. Todos os pontos de imunização, entre drives e postos fixos, funcionarão exclusivamente para o fechamento do esquema vacinal das pessoas que já tomaram a primeira aplicação.

 

As pessoas que estão com a data de reforço da vacina da Oxford marcada até o dia 5 de agosto já podem procurar os pontos de imunização para receber a vacina. O mesmo deve ser feito por aqueles que devem tomar a segunda dose da CoronaVac, com data de retorno marcada no cartão de vacinação até o dia 25 de julho.

 

A aplicação da 1ª dose para o público habilitado será suspensa. A SMS aguarda o envio de um novo lote de imunizantes pelo governo federal para continuar ampliando o público vacinado na cidade.

 

2ª DOSE OXFORD – 8h às 16h

Drive-thrus: Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, Shopping da Bahia, FBDC Brotas, Faculdade Universo, Shopping Bela Vista, Universidade Católica (Pituaçu), Vila Militar (Dendezeiros), Parque de Exposições (Paralela) e Arena Fonte Nova (Nazaré).

Pontos fixos: USF Vale do Matatu, FBDC Brotas, USF Santa Luzia, USF Fernando Filgueiras (Cabula VI), USF Resgate, USF Teotônio Vilela II (Fazenda Coutos II), USF Vista Alegre, USF Plataforma, USF Colinas de Periperi, USF Cajazeiras X, Universidade Católica (Pituaçu), USF Pirajá, Clube dos Oficiais da Polícia Militar (Dendezeiros), Parque de Exposições (Paralela), UBS Ramiro de Azevedo (Campo de Pólvora) e USF Vila Nova de Pituaçu. 

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 17:00

Procuradoria abre inquérito civil para investigar propina em vacinas na gestão Bolsonaro

por Marcelo Rocha | Folhapress

Procuradoria abre inquérito civil para investigar propina em vacinas na gestão Bolsonaro
Foto: Pedro Ladeira / Folhapress

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu inquérito civil sobre o suposto pedido de propina por parte de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde.
 

O inquérito tem como objetivo "apurar possíveis atos de improbidade administrativa praticados pelo então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e outros agentes públicos e privados", segundo portaria publicada nesta sexta-feira (23).
 

A defesa do ex-diretor disse à Folha de S.Paulo que o procedimento será uma oportunidade para seu cliente e demais pessoas mencionadas na situação esclarecerem os fatos.
 

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, disse que Dias cobrou a propina em um jantar em um restaurante de Brasília no dia 25 de fevereiro.
 

Dominghetti afirmou que recebeu de Dias pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Dias foi demitido do ministério horas após a publicação da entrevista de Dominghetti.
 

Após a publicação da reportagem, o líder da minoria na Câmara, Marcelo Freixo (PSB-RJ), o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), e demais líderes de partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro enviaram uma representação ao Ministério Público Federal.
 

O caso foi enviado inicialmente à procuradora Melina Montoya Flores, que instaurou o procedimento, mas está a cargo do 28º Ofício da Procuradoria, cujo titular é Cláudio Drewes. A apuração tramita sob sigilo.
 

Foi aberta uma apuração inicial, conhecida como notícia de fato, que consiste no levantamento de informações iniciais sobre o ocorrido.
 

"As questões versadas nos autos ainda demandam diligências para a formação do convencimento deste órgão acerca das medidas a serem eventualmente adotadas", afirmou a Procuradoria.
 

Na CPI da Covid no Senado, Dominghetti repetiu a acusação e disse que esteve no ministério três vezes para tratar da proposta da venda. A Davati buscou a pasta para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com uma proposta feita de US$ 3,50 por cada (depois disso passou a US$ 15,50).
 

Ele ressaltou aos senadores que se surpreendeu ao saber que o então secretário-executivo Elcio Franco, braço direito do ex-ministro Eduardo Pazuello, não sabia de uma oferta grande como aquela, envolvendo 400 milhões de doses.
 

Também na CPI, Dias confirmou à CPI o jantar no dia 25 de fevereiro com Dominghetti, mas negou ter cobrado propina de US$ 1 por dose para negociar vacinas ao governo federal.
 

O diretor exonerado logo após a denúncia de propina disse aos senadores que não tratava da compra dos imunizantes, apesar de reconhecer que conversou por mensagens de celular e por email com representantes da Davati Medical Supply.
 

O ex-diretor afirmou à CPI que se encontrou por acaso com o policial no restaurante Vasto, em um shopping na região central de Brasília (DF). "Não era um jantar com fornecedor, era um jantar com um amigo", disse.
 

Dias ainda jogou sobre a Secretaria-Executiva da Saúde, área dominada por militares durante a gestão de Eduardo Pazuello, responsabilidades por definir preços, volumes e as empresas contratadas nas negociações por vacinas.
 

Em mensagem por áudio veiculada durante a sessão da CPI, obtida do celular de Dominghetti, que foi apreendido, o PM afirmou a um interlocutor que teria uma reunião com Dias no dia 25 de fevereiro, o dia do jantar no restaurante de Brasília.
 

Em meio a contradições e lacunas no depoimento, Dias foi levado preso pela Polícia do Senado após ordem do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele foi liberado no mesmo dia, após o pagamento de fiança no valor de R$ 1,1 mil.

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 16:20

'Fica parecendo jogo combinado para não permitir', diz Rui sobre chegada da Sputnik

por por Francis Juliano, de Itaberaba / Mauricio Leiro

'Fica parecendo jogo combinado para não permitir', diz Rui sobre chegada da Sputnik
Foto: Bahia Notícias

O governador Rui Costa (PT) afirmou que a Anvisa e o ministério da saúde estariam fazendo um jogo combinado para dificultar a chegada da vacina russa, Sputnik V. Rui entregou nesta sexta-feira (23), a 20º policlínica, em Itaberaba. 

 

"Acompanhamos a entrevista do ministro [Queiroga], que de forma surpreendente disse que não tinha interesse em novas vacinas. O povo ansioso por se vacinar, oficializamos um documento ao ministério da saúde, perguntando qual a posição oficial. Nos parece, a Anvisa negou durante meses, depois cedeu e colocou 28 obstáculos. Agora se soma à declaração. Fica parecendo jogo combinado para não permitir que a vacina chegue no Brasil", disse. 

 

Segundo Rui, nenhuma resposta foi dada sobre as vacinas ainda. "O fundo russo questionou, pois eles estão com mais de 60 países para atender, mas se o governo não quer, digam logo. Tem produção nacional da Sputnik. Pela União Química. Que certificou a produção e autorizou exportar. Estão exportando o segundo lote. É inacreditável", finalizou. 

 

VOLTA ÀS AULAS

O governador também ressaltou que está "aberto ao diálogo" com a classe, apesar de não ter recebido nenhum contato dos professores. Rui comentou ter convicção de que "quase a totalidade dos professores vão dar aula", na próxima segunda-feira (26).

 

"Os jornalistas não pararam. Nós estamos com policiais, eles pararam? Os profissionais da saúde? Tem os do supermercados? Como teríamos comido esse período todo? É estranho ouvir de alguém escolher dizer a data que quer trabalhar. É o único segmento que teve a condição de ser vacinado antes de trabalhar. O cara está dizendo que vai escolher o mês ainda", disse. 

Sexta, 23 de Julho de 2021 - 15:40

Fabricante indiana rompe contrato da Covaxin com intermediária na mira da CPI da Covid

por Natália Cancian e Mateus Vargas | Folhapress

Fabricante indiana rompe contrato da Covaxin com intermediária na mira da CPI da Covid
Foto: Reprodução / Bharat Biotech

A fabricante da vacina indiana Covaxin, Bharat Biotech, anunciou nesta sexta-feira (23) que rescindiu um acordo que mantinha com a brasileira Precisa Medicamentos para trazer doses do imunizante ao país.
 

Em comunicado, a empresa indiana diz que a rescisão tem "efeito imediato". Na prática, a medida deve acelerar o cancelamento do contrato que o Ministério da Saúde mantém com a Precisa Medicamentos para obter 20 milhões de doses da vacina. O contrato já havia sido suspenso em junho.
 

Atualmente, a negociação para compra de doses da Covaxin é um dos principais alvos de investigação da CPI da Covid. Questionado, o Ministério da Saúde diz que ainda não foi notificado sobre o rompimento do acordo.
 

A parceria da Bharat com a Precisa e a empresa Envixia Pharmaceuticals foi firmada em 24 de novembro de 2020, por meio de um memorando de entendimento, informa a Bharat. O objetivo era trazer a vacina ao país. O motivo do fim do acordo não foi divulgado.
 

No documento em que anuncia a rescisão, a Bharat diz que, apesar da decisão, continuará a trabalhar com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) "para concluir processo de aprovação regulatória para a Covaxin".
 

A empresa nega ainda ter assinado duas cartas que foram enviadas ao Ministério da Saúde e fazem parte do processo de negociação do imunizante. Os documentos estavam entre os materiais enviados pela pasta à CPI.
 

Em nota, a Precisa diz lamentar o cancelamento do acordo com o laboratório indiano, e atribui a medida ao "caos político que se tornou o de até sobre a pandemia". "Que deveria ter como foco a saúde pública, e não interesses políticos", disse a empresa.
 

A Precisa ainda afirma que jamais praticou qualquer ilegalidade e que conduziu as tratativas para entrada da vacina no Brasil.
 

"Infelizmente, o resultado prático desta confusão causada pelo momento político do país é o cancelamento de uma parceria com o laboratório indiano que iria trazer 20 milhões de doses de uma vacina com comprovada eficácia (65,2%) contra a variante delta."
 

A existência de denúncias de irregularidades em torno da compra da vacina indiana Covaxin foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo em 18 de junho, com a divulgação do depoimento sigiloso do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda ao Ministério Público Federal, que relatou pressão "atípica" para liberar a importação da Covaxin.
 

Desde então, o caso virou prioridade da CPI no Senado. A comissão suspeita do contrato para a aquisição da imunização, por ter sido fechado em tempo recorde, em um momento em que o imunizante ainda não tinha tido todos os dados divulgados. A vacina, ao custo de US$ 15, também tinha preço superior a outros imunizantes cujas propostas foram recusadas inicialmente pela Saúde, como a vacina da Pfizer (ofertada a US$ 10).
 

A crise também chegou ao Palácio do Planalto após o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão do servidor da Saúde, relatar que o presidente havia sido alertado por eles em março sobre as irregularidades. Bolsonaro teria respondido, segundo o parlamentar, que iria acionar a Polícia Federal para que abrisse uma investigação, o que não ocorreu na ocasião.
 

Ao se manifestar sobre o tema após a revelação das denúncias, Bolsonaro primeiro disse que a Polícia Federal iria abrir inquérito para apurar as suspeitas. Em seguida, afirmou que não tem “como saber o que acontece nos ministérios”.
 

No dia 30 de junho, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar a compra da vacina Covaxin pelo governo. No mesmo dia, também o MPF (Ministério Público Federal) instaurou um procedimento investigatório criminal, conhecido internamente pela sigla PIC, para apurar as suspeitas de crime no contrato de compra.
 

Em junho, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão do contrato com a Precisa.
 

"Por orientação da Controladoria-Geral da União, por uma questão de conveniência e oportunidade, decidimos suspender o contrato para que análises mais aprofundadas sejam feitas", afirmou na ocasião o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
 

Em declarações recentes, Queiroga tem dito que o Programa Nacional de Imunizações "não precisa" mais das doses da Covaxin. Dentro da pasta, a equipe técnica também já se mobilizava para o cancelamento definitivo do contrato, firmado em fevereiro no valor de R$ 1,6 bilhão.
 

EMPRESA NEGA AUTENTICIDADE DE DOCUMENTOS
 

Ainda no comunicado distribuído nesta sexta, a Bharat diz que o preço de US$ 15 a dose definido para a Covaxin no Brasil se baseia em um valor global definido para venda da vacina fora da Índia. Diz ainda que a empresa não recebeu pagamentos adiantados nem chegou a fornecer vacinas ao Ministério da Saúde.
 

A Bharat também contesta cartas que, segundo a empresa, têm sido distribuídas como se fossem de sua autoria. Um dos documentos, o qual foi enviado à CPI da Covid como parte do processo administrativo da negociação da vacina, diz que a Bharat autorizaria a Precisa a negociar com o Ministério da Saúde —a quem a carta é endereçada— "preços e condições de pagamento, assim como datas de entrega, e todos os detalhes pertinentes à operação".
 

O outro é uma "declaração de inexistência de fatos impeditivos", o qual traz o símbolo da Bharat Biotech. Reportagem da CBN já havia apontado problemas nos documentos, como erros de inglês e no endereço do laboratório.
 

"Gostaríamos de ressaltar que esses documentos não foram expedidos pela companhia ou por seus executivos e, portanto, negamos veementemente os mesmos", aponta a Bharat no comunicado.
 

A empresa diz ainda que todas suas ações, incluindo negociações em outros países, seguem "os mais altos padrões de ética e integridade".
 

 

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