Quarta, 20 de Junho de 2018 - 11:30

Sinta-se leve: São João pode passar mas suas metas não

por Lidiane Angelim

Sinta-se leve: São João pode passar mas suas metas não
Foto: Divulgação

A semana está “daquele jeito”. Por todo lado, arrasta-pé, looks xadrez e muitos pratos da culinária junina. Por todo lado, a oferta do milho, do amendoim cozido, da canjica, dos bolos é grande. “Só hoje, não tem problema”, “São João é só uma vez no ano”, “Um saquinho de amendoim não faz mal a ninguém”, etc. As justificativas são muitas e quando a gente menos espera, lá estamos comendo como se não houvesse amanhã, trocando as opções da dieta por “pequenas fugas” que - por menores que sejam - nos tiram do caminho traçado em busca da meta tão almejada.


Radical? Não. Coerente, com certeza. Lembra da primeira consulta onde você afirmou com todas as letras que nada era maior do que a sua vontade de atingir a sua meta? Quando você disse que iria tirar de letra todas as datas comemorativas? Então, vamos colocar as palavras em prática?


Em todos os métodos de emagrecimento existem opções saudáveis para você curtir uma data comemorativa sem sair da “linha” e, com certeza, aquele escolhido por você também oferece as tais opções.


“Ah, mas não é tão atrativa ou saborosa”. Concordo, também não acho. Mas é o que seu corpo precisa neste momento. Na balança da sua consciência o que mais importa pra você neste momento? Não foi você quem disse que São João tem todo ano? Então. Quem sabe ano que vem você terá o seu peso ideal e “livre” pra “dar uma fugidinha”?


Então vamos aproveitar a data pra dançar sem moderação, reencontrar os parentes do interior ou até mesmo explorar novas culturas em um destino internacional. As possibilidades são muitas e quando focamos nestas o resto é apenas mero coadjuvante. “E os pratos típicos ultra mega calóricos, Lidiane?”. Quando passar por eles, lembra da quadrilha junina, “Olha a balança! É verdade!”. 


Bom São João!

Quarta, 20 de Junho de 2018 - 11:10

Apesar de silencioso, câncer de endométrio dá sinais que podem ser identificados

por Estadão Conteúdo

Apesar de silencioso, câncer de endométrio dá sinais que podem ser identificados
Foto: Getty Images

O câncer de endométrio ocorre em 95% dos casos de cânceres de útero e, em geral, atinge mulheres acima de 55 anos. Sangramento vaginal, dor pélvica e dor na relação sexual são alguns dos sintomas. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados mais de 6 mil casos da doença para 2018 no Brasil. O desenvolvimento do câncer de endométrio causa, em 90% das pacientes, sangramento vaginal. Michelle Samora, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, de São Paulo, alerta que o mais importante é que a paciente fique atenta aos sinais e entenda que nenhum sangramento deve ser ignorado. Entre os fatores de risco para o câncer de endométrio destacam-se: a menopausa tardia, a primeira menstruação precoce, nunca ter tido filhos, uso de reposição hormonal, obesidade, diabetes e síndrome do ovário policístico. É importante prestar atenção aos sinais do corpo e procurar ajuda médica, em qualquer idade, no caso do aparecimento dos seguintes sintomas: Sangramento vaginal é o principal sintoma de câncer de endométrio. Na pós-menopausa pode ter outras causas, como atrofia (afilamento) do endométrio ou uso de reposição hormonal. Entre 50 e 59 anos, 9% das pacientes com sangramento vaginal são diagnosticadas com câncer de endométrio. Acima dos 80 anos, o sangramento vaginal é causado pelo câncer de endométrio em 60% das pacientes. Qualquer sangramento vaginal, em qualquer idade, deve ser um sinal de alerta e necessita de avaliação médica. Segundo Michelle, a chance de se tratar de câncer de endométrio aumenta com o avançar da idade. A doença também provoca incômodos durante as relações sexuais (dispareunia), o que causa desconforto físico e retração do desejo sexual. Este sintoma pode estar presente em fases avançadas da doença. As cólicas também podem ser um sintoma, que pode estar presente em fases avançadas da doença. Nenhuma dor deve ser ignorada. A oncologista enfatiza que essa é uma doença com até 80% de chance de cura, dependendo do caso. As opções de tratamento do câncer de endométrio dependem do tipo e estágio da doença. A maioria das mulheres é diagnosticada em fases iniciais, com 85% das pacientes diagnosticadas em estágio 1 ou 2. O tratamento nessa fase da doença, geralmente envolve a retirada cirúrgica do útero, ovário e tuba uterina. Atualmente, a cirurgia minimamente invasiva, por videolaparoscopia ou robótica, é segura e com excelentes resultados oncológicos. "O mais importante é que a paciente fique atenta aos sinais, entenda que nenhum sangramento deve ser ignorado e que o acompanhamento ao ginecologista, mesmo depois da menopausa, deve ser regular", enfatiza a especialista.

Canadá é primeiro país a legalizar uso da maconha em todo território nacional
Foto: Agência Brasil

O Senado do Canadá aprovou nesta terça-feira (19) a legalização do uso recreativo de maconha em todo o território do país. Foram 52 votos favoráveis e 29 contrários. Com isso, segundo a Agência Brasil, o Canadá se tornou o primeiro país do mundo a legalizar a maconha nacionalmente. A legalização da maconha no país já havia sido aprovada no começo do mês, mas com a tramitação na Câmara e no Senado, foram feitas emendas e modificações, por ambas as casas. O projeto agora seguirá para sanção da governadora-geral do país, Julie Payette, representante da Coroa Britânica no Canadá. Segundo a imprensa local, o processo de legalização deve durar cerca de quatro meses.

Quarta, 20 de Junho de 2018 - 07:10

Bahia ainda precisa vacinar 680 mil pessoas contra gripe

Bahia ainda precisa vacinar 680 mil pessoas contra gripe
Foto: Shutterstock

Mais de 680 mil pessoas ainda não foram vacinadas contra gripe na Bahia, de acordo com boletim divulgado nesta terça-feira (19) pelo Ministério da Saúde. Até 18 de junho, 81,4% da população prioritária do estado foram vacinados. Os grupos prioritários têm até a próxima sexta-feira (22), quando se encerra a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, para se imunizar. Neste ano, a Bahia já notificou 199 casos de gripe, com 32 evoluções para morte. "A doença não tem cara, ela não manda recado e a melhor forma de evitar a gripe é com a prevenção. Por isso, é importante ressaltar que a saúde é responsabilidade de todos. Não basta que o governo federal disponibilize 60 milhões de doses da vacina. É necessário que a população também se proteja e perceba o risco de morte por complicações da gripe", alertou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Até esta segunda, em todo o país, 80,7% da população prioritária (44,8 milhões de pessoas) buscaram os postos de saúde para receber a vacina contra a gripe. A meta do ministério é imunizar 54,4 milhões de pessoas. 

Relatório aponta violações de direitos em comunidades terapêuticas
Foto: Agência Brasil

Espaços que deveriam promover tratamentos terapêuticos registram também violações de direitos, como pessoas contidas pela força ou por meio de medicamentos, alocadas em condições precárias e em lugares distantes, sem comunicação externa e tratadas como doentes. As violações foram apontadas no Relatório da Inspeção Nacional em Comunidades Terapêuticos – 2017, resultado de inspeções realizadas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) e Conselho Federal de Psicologia (CFP). Ao todo, foram inspecionadas 28 comunidades em 11 estados de todas as regiões e no Distrito Federal. Para a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, todas as instituições foram reprovadas porque não garantem inserção dos pacientes na comunidade, não estimulam o fortalecimento de laços com a vizinhança nem oferecem atividades produtivas. "Elas são instituições que trabalham com uma ideia de que a pessoa tem que ficar distante por um determinado período de tempo, alguns mais longos e outros mais curtos, mas todos por, pelo menos, 90 dias", afirmou à Agência Brasil. Duprat explicou que o confinamento de pessoas com transtornos mentais contraria a Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei de Reforma Psiquiátrica e reforça uma estrutura que o Brasil tem trabalhado para extinguir: os manicômios. Isto porque, com a perspectiva de romper com a lógica manicomial, a reforma, feita em 2001 no Brasil, orienta que a abordagem de pessoas com transtornos mentais ocorra com a menor intervenção possível, valorizando a atenção de base comunitária e não a segregação em hospitais ou o tratamento em manicômios.

Número de mortes por H1N1 sobe para 22 na Bahia, estado tem 181 casos da doença
Foto: Reprodução / EBC

O número de mortes provocadas pela gripo H1N1 aumentou para 22 na Bahia. Os dados são referentes ao período que vai de janeiro até o dia 9 de junho e foram divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), nesta terça-feira (19). Segundo a Sesab, até a data, foram notificados 1.231 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 93 óbitos no estado. Dentre esses casos, 241 foram confirmados para Influenza, sendo 181 do subtipo A H1N1. Vinte e dois dos casos acabaram em óbito. De acordo com a Secretaria, no mesmo período, no ano passado, 327 casos de SRAG foram notificados, com 426 óbitos.  Entre eles, 25 foram confirmados como Influenza e dois deles de Influenza A H1N1 e nenhum óbito por A H1N1 foi verificado. De acordo com o G1, 49 municípios confirmaram casos de H1N1, com mortes registradas em 11 deles. A maior parte foi verificada em Salvador (12). Os outros municípios foram Apuarema (1); Camaçari (1); Irará (1); Lauro de Freitas (1); Retirolândia (1); Saúde (1); Sapeaçu (1); Serrinha (1); Uruçuca (1) e Vitória da Conquista (1). Segundo a Sesab, os menores de cinco anos e maiores de 60 anos operam entre a faixa etária de maior ocorrência de morte por causa do vírus, sendo que 60% das mortes ocorrem nesses grupos.

Terça, 19 de Junho de 2018 - 17:10

Raiva humana já deixou pelo menos 12 mortos no Pará; animais põem São Paulo em alerta

por Roberta Jansen e José Maria Tomazela | Estadão Conteúdo

Raiva humana já deixou pelo menos 12 mortos no Pará; animais põem São Paulo em alerta
Foto: Agência Brasil

Pelo menos 12 pessoas morreram vítimas de raiva humana desde o início do ano na paupérrima comunidade de Melgaço, no arquipélago de Marajó, no Pará, município com o menor IDH do Brasil. Até agora, foram 14 casos notificados e sete confirmados laboratorialmente pelo Instituto Evandro Chagas e pelo Instituto Pasteur. Técnicos da Secretaria de Saúde do Pará permanecem na região até julho, fazendo um trabalho de investigação e prevenção. Há cerca de 30 dias nenhum novo caso ou suspeita foi registrado e a secretaria considera a situação sob controle. Especialistas em saúde afirmam que as precárias condições sanitárias da comunidade estariam contribuindo para o surto de raiva no município, onde as pessoas são tão pobres que não teriam dinheiro sequer para colocar telas nas janelas, evitando a entrada dos morcegos. A maioria dos habitantes vive em palafitas, com esgoto ao ar livre. O Ministério da Saúde informou que o Brasil se encontra próximo da eliminação da doença. Em 2017, foram registrados seis casos de raiva humana, sendo um em Pernambuco, um em Tocantins, uma na Bahia e três no Amazonas, todos causados pela variante do vírus que circula entre morcegos. O ministério informou ainda que não há falta de vacinas antirrábicas caninas. Para este ano, estão previstas 29,5 milhões de doses que já estão sendo distribuídas nos Estados. A maioria deles, no entanto, realiza as campanhas de vacinação entre setembro e novembro. Dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento apontam que, de janeiro até esta segunda-feira (18), houve no Estado de São Paulo 101 registros de raiva em bovinos, equinos e suínos, além de dois casos em animais domésticos. O aumento foi de 53% ante o mesmo período de 2017, quando houve 66 casos. A tendência de crescimento já havia sido observada no ano passado, quando houve 196 casos em bovinos, equinos e ovinos, ante 105 em 2016. Esses registros têm levado a alertas sanitários no interior paulista. A doença, de alta letalidade, pode ser transmitida para o homem, principalmente pela saliva do animal doente. Segundo o médico veterinário Paulo Antonio Fadil, responsável pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros, nas regiões com casos positivos estão sendo realizadas inspeções para o controle de focos do morcego. Este ano, foram feitas 1,6 mil inspeções em abrigos, com 2,9 mil morcegos hematófagos capturados. "Sempre que há suspeita ou diagnóstico positivo para raiva animal, uma equipe de controle é mobilizada para realizar a fiscalização no entorno do foco", explicou Fadil. O controle da raiva em animais domésticos, como cães e gatos, é feito pela Secretaria da Saúde por causa da maior proximidade desses animais com o homem. Em maio, foi confirmado um caso em um cão, em Santa Fé do Sul, no noroeste paulista. O animal morreu e a vacinação de cães e gatos, prevista para outubro, foi antecipada para o início de junho. Em Piracicaba, um gato morreu com a doença no bairro Ibitiruna e gatos foram vacinados em um raio de cinco quilômetros. A Vigilância Epidemiológica aplicou soro e vacina nas pessoas que tiveram contato com o animal. Em Americana, foi confirmada a raiva em um morcego encontrado morto no bairro Ibitiruna. Cães e gatos da região estão sendo vacinados. 

Internações por problemas cardíacos aumentam em 30% durante período de frio
Foto: Agência Brasil

Um estudo inédito concluiu que, nos meses marcados por temperaturas mais frias, as internações por insuficiência cardíaca e infarto em hospitais públicos da cidade de São Paulo chegam a ser 30% maiores do que no verão. Desenvolvida por médicos da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, a pesquisa considerou todas as internações por insuficiência cardíaca (76.474 casos) e infarto agudo do miocárdio (54.561 casos) registradas em 61 hospitais públicos da capital paulista entre janeiro de 2008 e abril de 2015. Os dados fazem parte do Cadastro Nacional de Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram consideradas também as temperaturas mínima, máxima e média em cada período ao longo desses sete anos, registradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). "Provavelmente isso se dá por fenômenos múltiplos como o frio e a qualidade de ar como principais aspectos de risco. As pessoas que estão em maior risco e que já são doentes, com pressão alta, diabetes, devem ter uma atenção especial nesse período e maior controle como tomar corretamente o remédio e medir a pressão", aconselhou o cardiologista Eduardo Pesaro, líder do estudo, em entrevista à Agência Brasil. Os resultados mostraram ainda que o número médio de internações por insuficiência cardíaca no inverno foi maior em pacientes com mais de 40 anos. Já as hospitalizações por infarto foram registradas em maior número em pacientes com idade superior a 50 anos. De acordo com o cardiologista, as causas do aumento do risco cardiovascular no inverno não estão apenas ligadas à queda do ponteiro do termômetro, mas às condições ambientais e socioeconômicas de São Paulo. "Inverno não significa só frio, mesmo porque em São Paulo ele é ameno, com temperatura média de 18 graus e variação de apenas 5 graus. Ele também significa poluição aumentada, crescimento de epidemias provocadas pelo vírus da gripe, o Influenza, além do tempo seco", explicou Pesaro.

Campanha de Vacinação contra Gripe termina nesta quinta; Salvador imunizou 87%
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

A dois dias do fim da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, aproximadamente 470 mil pessoas foram imunizadas em Salvador. O número corresponde a 87% do público alvo da capital baiana. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os grupos com menor adesão à estratégia são crianças (67%) e gestantes (69%). "Estamos próximos de alcançar a meta estipulada (90%), mas o número de crianças e gestantes que ainda precisam da dose ainda está muito abaixo do esperado. Estamos às vésperas dos festejos juninos quando muitas pessoas irão participar de eventos com grandes aglomerações e é necessário que os indivíduos com maior vulnerabilidade à patologia estejam devidamente protegidos para evitar complicações mais graves da influenza", afirmou Doiane Lemos, subcoordenadora de Doenças Imunopreveníveis. A dose do imunobiológico segue disponível até a próxima quinta-feira (21) para as mais de 70 mil pessoas residentes em Salvador que ainda não procuraram os postos de saúde.

OMS retira transexualidade da lista de transtornos mentais
Foto: Agência Brasil

A transexualidade não é mais considerada um transtorno mental. A alteração faz parte da nova Classificação Internacional de Doenças (CID), publicada nesta segunda-feira (18) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A última revisão da norma foi realizada há 28 anos. Segundo o El País, a revisão mantém a transexualidade na CID, mas agora em uma categoria denominada "saúde sexual". Dessa forma, a pessoa poderá obter ajuda médica se achar necessário. "Não há evidências de que uma pessoa com um transtorno de identidade de gênero deva ter automaticamente um transtorno mental, embora aconteça muito frequentemente seja acompanhado de ansiedade ou depressão", explicou o diretor do departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Shekhar Saxena. Ele ressaltou que a mudança busca evitar a estigmatização de pessoas transexuais.

Terça, 19 de Junho de 2018 - 09:10

Fiocruz inicia plano de pesquisa para uso de maconha medicinal

por Lígia Formenti | Estadão Conteúdo

Fiocruz inicia plano de pesquisa para uso de maconha medicinal
Foto: iStock

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai desenvolver um projeto de pesquisa para o uso medicinal da Cannabis sativa (maconha). A proposta prevê um conjunto de atividades, que vão desde análises de formas de cultivo da planta, metodologia para extração de substâncias ativas, testes clínicos e controle de qualidade até desenvolvimento do medicamento. O trabalho prevê investimento de R$ 3,4 milhões - os R$ 400 mil iniciais seriam recursos da própria fundação. O restante deverá fazer parte de linhas de crédito disponíveis para a instituição a partir do próximo ano, de acordo com informações do coordenador do Grupo de Trabalho Cannabis Medicinal da Fiocruz, Hayne Felipe da Silva. O coordenador esteve reunido semana passada com o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante. O aporte de recursos, segundo a pasta, está em negociação. A meta primordial do Grupo de Trabalho da Fiocruz é o desenvolvimento de um fitoterápico para epilepsia refratária, denominação dada para a forma da doença de difícil controle com medicamentos atualmente disponíveis no mercado. O projeto da Fiocruz é um dos que aguardam a regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o plantio de maconha com fins medicinais e para pesquisa no País. "Sem essa autorização, não podemos colocar em prática a pesquisa. Somente vamos trabalhar com folhas plantadas no País", disse Felipe da Silva. O primeiro passo para a regulação na Anvisa deverá ser dado em julho, com a apresentação na reunião da diretoria colegiada de um documento batizado de "proposta de iniciativa". Ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, disse acreditar que, uma vez apresentada tal proposta, a discussão não deverá ser longa. "O assunto vem sendo discutido há tempos pela agência." Para Barbosa, a regulamentação do plantio da maconha no País para fins de pesquisa ou para fabricação de remédios poderá reduzir de forma expressiva o valor gasto atualmente por pacientes para se tratar com produtos à base de derivados da Cannabis. "Temos algumas famílias que ganharam na Justiça o direito de cultivar em casa a planta para fazer o extrato, justamente para tornar mais acessível o tratamento." A proposta de iniciativa de regulação, no entanto, não vai tratar do plantio artesanal. "Esse assunto é do Legislativo. O que vamos fazer é apenas regulamentar algo que a lei já permite: o plantio para uso medicinal e pesquisa." O texto que será levado para consideração da diretoria colegiada da Anvisa prevê uma série de requisitos no plantio. Vão desde a iluminação e irrigação, indispensáveis para se garantir a qualidade e um padrão do extrato de canabidiol, até a segurança que deve ser feita na área plantada. As exigências variam de acordo com a finalidade do plantio, a pesquisa ou a produção de medicamentos. No ano passado, a Cannabis foi incluída na lista de plantas medicinais da Anvisa. A mudança abriu caminho para que a planta possa integrar a farmacopeia brasileira, publicação que detalha como sua fabricação deve ser feita, e para que fabricantes peçam registro de medicamentos.

Vício em videogames é classificado como distúrbio de saúde mental pela OMS
Foto: Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu nesta segunda-feira (18) classificar a compulsividade por videogames como uma nova condição de saúde mental. Avaliada desde 2014, a decisão está incluída na nova Classificação Internacional de Doenças (CID). A definição para "gaming disorder" (transtorno de jogo) tem o objetivo de orientar a identificação do problema. De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Mental da OMS, Shekhar Saxena, há demanda para tratamento do transtorno em várias partes do mundo. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a porta-voz da British Psychological Society, Joan Havey, alertou que a nova classificação pode levar a preocupações desnecessárias entre os pais. Por outro lado, outros pesquisadores consideram a decisão pertinente. "Nós lidamos com pais que estão preocupados, não só porque eles estão vendo as suas crianças largarem a escola, mas porque eles estão vendo toda a estrutura familiar colapsar", afirmou Henrietta Bowden-Jones, da Britain's Royal College of Psychiatrists. Para o diagnóstico do vício em videogame, a OMS diz que é necessário haver um comportamento extremo com consequências sobre as "atividades pessoais, familiares, sociais, educativas ou profissionais" e, "em princípio, manifestar-se claramente sobre um período de pelo menos 12 meses".

Ministro da Saúde assina documento que prevê eliminação do comércio ilícito de tabaco
Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, assinou na última sexta-feira (15), durante a 42ª Reunião Ordinária de Ministros de Saúde do Mercosul, uma declaração que ratifica a eliminação do Comércio Ilegal de Produtos de Tabaco. Além do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai, também assinaram o documento, que declara a necessidade do acordo para todos os países que compõem o bloco. "O combate ao contrabando é uma importante iniciativa para avançarmos ainda mais na queda do uso de tabaco. O Brasil firmou seu compromisso junto às Nações Unidas e reforça essa decisão junto aos países do Mercosul", afirmou Occhi. As medidas previstas no documento têm como objetivo tornar a cadeia de oferta de produtos de tabaco segura. O documento prevê, por exemplo, que se estabeleçam mecanismos de rastreamento dos produtos, de forma que sejam controlados desde a fábrica até os pontos de venda. No Brasil, esse tipo de ferramenta já foi implementada pelo governo federal. Outras exigências presentes no protocolo são o licenciamento dos participantes da cadeia de suprimento, obrigações de manutenção de registros e regulação das vendas na internet e em duty free, bem como do trânsito internacional dos produtos. Também está prevista o fortalecimento de medidas para cooperação entre os países na investigação e no litígio contra os ilícitos, e para mútua assistência legal. De acordo com o Balanço Aduaneiro da Receita Federal, em 2017 foram apreendidos mais de R$ 1 bilhão em cigarros e similares. Já em 2016, foram apreendidos R$ 910,2 milhões.

OMS alerta que um em cada seis idosos sofreu algum tipo de abuso no último ano
Foto: Shutterstock

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontaram que cerca de um em cada seis idosos sofreu algum tipo de abuso no último ano. O índice representa um total de 141 milhões de idosos em situação de abuso em todo o planeta. Segundo a Agência Brasil, a entidade alertou que, caso a proporção de abusos se mantenha, o número de pessoas afetadas deve aumentar rapidamente, em razão do envelhecimento da população, podendo chegar a 320 milhões de vítimas até 2050. A OMS acrescentou que as taxas de abuso em instituições como asilos e instalações que oferecem cuidados a longo prazo são maiores, quando comparadas a situações nas quais os idosos são mantidos em meio à comunidade - dois em cada três cuidadores reportam ter cometido abusos nesse tipo de instituição ao longo do último ano. "Enquanto muitas instituições se esforçam para oferecer aos residentes cuidado de qualidade, as evidências sugerem que um número inadequado de cuidadores, condições difíceis de trabalho (exigência física e emocional), baixos salários e treinamento inadequado em direitos humanos das pessoas idosas pode contribuir para o aumento das taxas de abuso em instituições", informou a OMS. Atos abusivos registrados em instituições incluem restringir fisicamente os pacientes, privá-los de dignidade (deixando-os vestidos com roupa suja, por exemplo), fornecer cuidados insuficientes de forma intencional (como permitir que eles desenvolvam feridas), medicar em excesso ou não medicar os residentes, negligência emocional e abuso.

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 19:00

Câmara de Vereadores de Salvador recebe 'ovada' após aprovação de PLC

por Guilherme Ferreira / Lucas Arraz

Câmara de Vereadores de Salvador recebe 'ovada' após aprovação de PLC
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) foi alvejada por diversos ovos nesta segunda-feira (18). O ataque alimentício ocorreu após a Casa aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLC nº 01/18) (veja aqui), que retira o direito de aumento salarial “automático” para servidores municipais da saúde (entenda aqui). Além dos ovos, a Polícia Militar (PM) estima que danos teriam acontecido no acesso à Câmara usado pelos servidores para invadir a sessão nesta tarde (lembre aqui). A cerca de um ano atrás, a CMS também foi alvo de outra ovada. O ex-prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi recebido na capital baiana por ovos após receber o título de Cidadão Soteropolitano (veja aqui). 

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 18:20

Prates diz que irá processar Sindseps: 'Não acostumados com democracia'

por Guilherme Ferreira / Lucas Arraz

Prates diz que irá processar Sindseps: 'Não acostumados com democracia'
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

Depois de assistir a uma invasão dos servidores municipais de saúde, que protestavam contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 01/18 (saiba mais aqui), o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Leo Prates (DEM), falou em judicializar a manifestação desta segunda-feira (18). “Eu vou entrar com uma medida judicial para ser recomposto o patrimônio público. Fui informado que foi danificado o patrimônio histórico da Casa e a Câmara não vai pagar. Vamos reverter judicialmente [os prejuízos] ao Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps)”, declarou Prates. O presidente lamentou as cenas do protesto e falou que o ato foi ditatorial: “Eu só lamento que existam pessoas que não estão acostumadas com democracia. Democracia requer respeito. O que estão tentando fazer aqui é uma ditadura da maioria. Estão querendo tirar o direito do vereador de votar. Democracia não se faz assim. Democracia se faz com respeito e com convencimento”. A PLC foi aprovada com 28 votos em 13 dos 14 artigos e 26 votos no artigo 13, o ponto que justamente pautava a retirada de direito de aumento salarial “automático” para servidores municipais da saúde. 

Anvisa deve realizar consulta pública sobre uso medicinal de maconha
Foto: Shutterstock

O diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, quer que a possibilidade de uso medicinal de maconha seja avaliada pela população. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Barbosa deve apresentar a proposta de consulta pública na próxima reunião da diretoria colegiada. Apesar da relatoria de Renato Porto, o diretor-geral deseja deixar o assunto resolvido até o fim do seu mandato, em julho. No entanto, ele avalia que, no momento, a consulta pública é o passo a ser dado.

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 16:53

Servidores invadem a Câmara contra votação do PLC e sessão é suspensa

por Guilherme Ferreira / Lucas Arraz

Servidores invadem a Câmara contra votação do PLC e sessão é suspensa
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

Servidores municipais da saúde de Salvador invadiram a sessão da Câmara Municipal da capital baiana (CMS) nesta segunda-feira (18) para se manifestarem contra a votação do Projeto de Lei Complementar (PLC nº 01/18). Durante o ato, os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar (PM) e a sessão precisou ser suspensa até que a ordem fosse reestabelecida. Os PMs jogaram spray de pimenta no rosto de alguns manifestantes. Após a confusão o presidente da Casa, o vereador Leo Prates (DEM), pediu, em tom elevado, educação e respeito dos presentes. Antes, porém, determinou que a assistência militar identificasse os "invasores" para que sejam impedidos de ingressar na Câmara. O presidente reabriu a sessão para a votação da PLC mesmo com os ânimos ainda exaltados. Os servidores protestam contra o texto do projeto que retira a possibilidade da categoria de fazer progressão de carreira de forma automática em anos que a prefeitura não realiza avaliação dos funcionários (veja aqui). 

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 16:45

Servidores tentam invadir Câmara Municipal e portão da Casa precisa ser fechado

por Guilherme Ferreira / Lucas Arraz

Servidores tentam invadir Câmara Municipal e portão da Casa precisa ser fechado
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

Alguns servidores municipais da saúde tentaram invadir a Câmara Municipal de Salvador (CMS) na tarde desta segunda-feira (18). Eles se manifestam contra a o Projeto de Lei Complementar (PLC nº 01/18) enviado pela prefeitura, que retira o direito de progressão automática da categoria (entenda aqui). A polícia precisou agir para conter os manifestantes e o portão da Casa foi fechado após a confusão. Até o momento, não foram registrados casos de agressão policial.  Além do ato dos servidores que ocorre do lado de fora da CMS, as galerias da casa estão quase cheias com servidores pedindo que o projeto não seja votado.

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 16:13

Ao menos três aliados de ACM Neto devem votar contra PLC dos servidores

por Guilherme Ferreira / Lucas Arraz

Ao menos três aliados de ACM Neto devem votar contra PLC dos servidores
Foto: Reprodução / Brasil 247

O Projeto de Lei Complementar (PLC nº 01/18) enviado pela prefeitura não levantou divergência apenas dos servidores municipais da saúde, como também de vereadores da base do prefeito ACM Neto (DEM). Pelo menos três edis da base manifestaram que votarão contra o texto, que será analisado nesta tarde (18) e retira a possibilidade dos servidores de fazerem progressão de carreira de forma automática (veja aqui). Para a vereadora da base Ana Rita Tavares (PMB) não apreciar o projeto da prefeitura não implica em complicações na carreira pública. “Não tenho nenhum problema em votar de forma divergente. Ajo com a minha consciência e o meu eleitorado está aí para dizer se eu permaneço ou não na vida pública”, comentou. A política defendeu sua posição contrária ao projeto ao falar que o texto “retira direitos do pai de família que está lá trabalhando todos os dias”. “O pessoal da saúde é um muito necessário por participar de um serviço público que lida com vidas. Eu não tenho condição de convergir para os interesses da administração municipal neste momento porque eu entendo que acima de conveniências administrativas existem famílias que precisam ser sustentadas”, completou Ana Rita ao citar que um remanejamento orçamentário poderia substituir a PLC. Também na base do prefeito ACM Neto e abertamente contra a proposta, os vereadores Cezar Leite (PSDB) e Maurício Trindade (DEM) manifestaram seu voto contrário ao esperado pela prefeitura. 

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 16:00

Servidores da saúde protestam contra PLC em frente à Câmara Municipal de Salvador

por Guilherme Ferreira / Lucas Arraz

Servidores da saúde protestam contra PLC em frente à Câmara Municipal de Salvador
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias

Os servidores municipais da saúde de Salvador ocupam atualmente à frente e as galerias da Câmara Municipal da capital baiana (CMS). O ato marca o protesto da categoria contra a apreciação do Projeto de Lei Complementar (PLC nº 01/18). O texto, que deverá ser votado na tarde desta segunda-feira (18), retira a possibilidade dos servidores de fazerem progressão de carreira de forma automática em anos que a prefeitura não a realiza avaliação de desempenho dos seus funcionários (saiba mais aqui). Por conta do ato, a Superintendência de Trânsito da cidade (Transalvador) registrou congestionamento nas proximidades da Casa Legislativa, no Comércio. O órgão criou dois desvios para quem precisa passar pela Rua Chile durante a manifestação. O primeiro fica na Rua das Vassouras e o outro na Rua Pau da Bandeira. Bruno Carianha, coordenador Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), defendeu a ação dos servidores e declarou que os protestos e a campanha salarial devem continuar independente do resultado da votação na Câmara nesta tarde. “A gente acredita que vai ter a vitória do nosso lado. A prefeitura fez sua proposta, mas mesmo assim os vereadores não concordaram com ela”, destacou o coordenador. 


Categoria ocupa galerias da CMS | Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias 

Rui Costa autoriza início de obras da Policlínica Regional de Itabuna
Foto: Alberto Coutinho / GOVBA

O governador Rui Costa assinou nesta segunda-feira (18) a autorização para início das obras da Policlínica Regional de Saúde em Itabuna. "O que nós queremos com esses equipamentos é valorizar a atenção básica. Porque eu acredito que a melhor política pública de saúde chama-se prevenção. O que eu quero é que as pessoas façam precocemente seus exames e muitas delas talvez nunca precisem passar no hospital", afirmou Rui. O equipamento beneficiará 31 municípios que compõem o consórcio: Almadina, Arataca, Barro Preto, Buerarema, Camacan, Canavieiras, Coaraci, Firmino Alves, Floresta Azul, Gongogi, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Itajú do Colônia, Itajuípe, Itapé, Itapitanga, Itororó, Jussari, Maraú, Mascote, Pau Brasil, Potiraguá, Santa Cruz da Vitória, Santa Luzia, São José da Vitória, Una, Uruçuca e Aurelino Leal. A construção da policlínica tem investimento previsto de R$ 27,6 mil, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre obras e aquisição de equipamentos e microônibus. Durante a passagem no município, o governador entregou 21 ambulâncias, sendo 17 básicas e quatro do tipo van, e 96 equipamentos, como kits cirúrgicos, nebulizadores, aparelhos de raio-x, para utilização em unidades de saúde em 22 municípios. Foram entregues ainda 19 viaturas. Rui também anunciou a pavimentação do acesso do Presídio Estadual de Itabuna à Rodovia BR-415 e a licitação para implantação da Sinalização de Trânsito, beneficiando os municípios de Belmonte e Teixeira de Freitas.

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 13:20

Diversos lotes de fraldas Turma da Mônica são suspensos pela Anvisa

por Renata Farias

Diversos lotes de fraldas Turma da Mônica são suspensos pela Anvisa
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a distribuição, comercialização e uso de diversos lotes das fraldas descartáveis Turma da Mônica tripla proteção. Os produtos são fabricados pela empresa Kimberly-Clark Brasil Indústria e Comércio de Produtos de Higiene Ltda. De acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (18), foram descumpridas determinações legais de testes de qualidade, ensaios pré-clínicos e estudo de estabilidade dos produtos. As empresas devem promover o recolhimento de todo o estoque existente no mercado. Para saber quais foram os lotes suspensos, clique aqui.

Brasil registra 973 mortes por tétano em nove anos, aponta Ministério da Saúde
Foto: Osnei Restio

O Brasil registrou 973 mortes por tétano entre 2007 e 2016, aponta boletim do Ministério da Saúde divulgado na última semana. No período analisado, foram 2.939 infecções, a maioria entre pessoas que não tomaram a vacina ou que deixaram de tomar alguma dose de reforço. De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização só é garantida com o número de doses recomendado. Atualmente, a vacinação é realizada com três doses na infância. "O tétano é um importante problema de saúde pública, pois apresenta alta letalidade e tratamento de custo elevado", pontua o boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde. Entre os casos confirmados no país, muitos não sabiam se tinham tomado a vacina. Entre os que sabiam, segundo o G1, 31,4% nunca se vacinaram e 13,5% tomaram apenas uma dose. O boletim informa ainda que, na maioria dos casos, as pessoas se machucam em casa (31,5%) ou via pública (17,7%). 

Ministério da Saúde cria grupo para identificar origem de surto de toxoplasmose no RS
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O Ministério da Saúde, o governo do Rio Grande do Sul e a prefeitura de Santa Maria criaram uma equipe de trabalho para investigar o surto de toxoplasmose registrado no município gaúcho. De acordo com a pasta, foram confirmados laboratorialmente, até 7 de junho, 88 casos de toxoplasmose com indício de infecção recente. Já a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirma pelo menos 510 casos da doença. Há ainda, em investigação, 212 casos suspeitos. Segundo a Agência Brasil, além do monitoramento do surto, a pasta informou que implementa ações como: orientações técnicas para notificação, diagnóstico e tratamento; disponibilização de contato permanente com médicos especialistas na doença; e aquisição de insumos para a realização de análises laboratoriais. "Além de identificar as pessoas doentes, o Ministério da Saúde tem que identificar qual a fonte de infecção, para checar se há algum risco de repetição", destacou o ministério, por meio de nota. No início de junho, foram coletadas sete amostras de água em Santa Maria. Quatro foram retiradas de açudes, duas de poços artesianos e uma em vertente d’água. Os técnicos também recolheram duas amostras de lodo dos reservatórios de água e duas de água dos reservatórios em localidades onde existem registros de casos confirmados. O material foi encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul para análise em primeira triagem. De lá, as coletas serão encaminhadas para a Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, na próxima semana. Os resultados devem ser divulgados em até 15 dias.

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 07:10

Obesidade atinge um em cada cinco adultos no Brasil

por Ligia Fomenti | Estadão Conteúdo

Obesidade atinge um em cada cinco adultos no Brasil
Foto: Shutterstock

A epidemia de obesidade no Brasil começa a dar sinais de estagnação. Dados inéditos do Ministério da Saúde obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo mostram que a explosão de casos assistida na última década perdeu ritmo nos dois últimos anos. "Os indicadores apontam para uma tendência de estabilização entre a população das capitais", afirma a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho de Souza. Os números, no entanto, estão longe de ser tranquilizadores. "Os patamares ainda são muito elevados. Mais do que nunca, é preciso reforçar a prevenção", constata. Entre as medidas consideradas cruciais, estão mudanças nas regras de rótulos de alimentos, para que a população possa fazer escolhas mais conscientes, e políticas que permitam maior acesso a frutas e hortaliças. A pesquisa do Ministério da Saúde mostra que 18,9% da população acima de 18 anos das capitais brasileiras é obesa. O porcentual é 60,2% maior que o obtido na primeira vez que o trabalho foi realizado, em 2006. Naquele ano, 11,8% dos entrevistados estavam com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30. Embora bastante elevado, sobretudo quando comparado com outros países da América do Sul, os indicadores são os mesmos obtidos em 2015. "Daí a indicação de que a velocidade da expansão começa a cair", afirma Maria de Fátima. O mesmo ocorre com o excesso de peso. Em 11 anos, a expansão da população com peso acima do considerado ideal foi de 26,8%. De 2015 para 2017, contudo, os indicadores permaneceram estáveis. Há três anos, 53,9% da população estava acima do peso. No dado mais recente, 54%. Uma nova pesquisa deverá ter início no fim do ano para comprovar esses dados. No novo estudo, voluntários terão seu peso medido pelos entrevistadores. Os sinais de estabilização de sobrepeso e obesidade nos últimos dois anos vêm acompanhados de mudanças no comportamento do brasileiro. Ele hoje consome menos refrigerante e bebidas adoçadas que na última década e se exercita um pouco mais. Em 10 anos, a queda do consumo de bebidas foi de 52,8%. Em 2007, 30,9% dos moradores das capitais faziam uso regular desses produtos. Agora, o comportamento é citado por 14,6%. "Houve uma queda importante, mas o consumo no País ainda é muito alto", afirma a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa. Sobretudo entre a população mais jovem. Na faixa entre 18 e 24 anos, 22,8% consomem refrigerantes e bebidas adoçadas regularmente. "Do ponto de vista nutricional, esses produtos não trazem nenhuma vantagem e têm grande concentração de açúcares. O ideal seria reduzir ao máximo o consumo", afirma Michele. A faixa etária mais jovem é a que mais ingere essas bebidas e, ao mesmo tempo, a que apresentou menor redução de consumo no período analisado: 43,17%. O raciocínio vale ainda para a melhora nos indicadores de consumo de frutas e hortaliças. Os números avançaram positivamente, mas ainda não alcançaram a meta ideal. Entre a população de 18 a 24 anos a ingestão recomendada de pelo menos cinco porções por semana desses alimentos subiu 25%. Mesmo assim, apenas 19,63% consomem esses alimentos nessa frequência. Os números vão melhorando com o passar dos anos de vida. Dos entrevistados com mais de 65 anos, 26,9% fazem o consumo desses alimentos na proporção recomendada. Além da alimentação, os indicadores de atividade física também melhoraram. Houve um aumento de 24% de pessoas que afirmam se exercitar de forma leve ou moderada. "Todos esses indicadores precisam melhorar. O ideal é que toda população coma ao menos cinco porções de frutas e hortaliças por dia. E que se exercite de forma moderada, mas frequente", avalia Maria de Fátima. A tarefa, no entanto, não é fácil. "Há dificuldades de acesso, sem falar em preços", diz. Batizada de Vigitel, a pesquisa do Ministério da Saúde é feita por telefone, com população acima de 18 anos residente nas capitais do País.

Domingo, 17 de Junho de 2018 - 12:00

Uso de imunoterapia contra o câncer avança, apesar de custos e limitações

por Estadão Conteúdo | Fábio de Castro

Uso de imunoterapia contra o câncer avança, apesar de custos e limitações
Foto: Divulgação

Um dos caminhos mais promissores para o tratamento do câncer utiliza o próprio sistema imunológico dos pacientes para destruir os tumores. Após sete anos da liberação das primeiras drogas no mundo, a imunoterapia inspira otimismo e avança nas clínicas, apesar do custo alto e da eficácia restrita. De acordo com os especialistas, os tratamentos que utilizam drogas imunoterápicas já são aplicados rotineiramente nos consultórios. Cinco delas foram aprovadas no Brasil para diversos tipos de câncer, como melanoma, linfoma de Hodgkin e tumores de pulmão, bexiga, cabeça e pescoço. A maior parte dessas terapias envolve os chamados "bloqueadores de checkpoint". Basicamente, eles obstruem um receptor das células do sistema imunológico que é utilizado pelos tumores para se tornarem invisíveis às defesas do organismo. "Há muito tempo se imaginava que o sistema imunológico poderia atacar o câncer, especialmente alguns tipos de tumores mais 'visíveis' para ele, como o melanoma e o câncer de rim. Mas os medicamentos que existiam para isso tinham eficácia muito baixa. O que mudou radicalmente a maneira como enxergamos a imunoterapia para o câncer foi o lançamento das primeiras drogas bloqueadoras", explica o médico William William, diretor de Oncologia Clínica da Beneficência Portuguesa (BP), em São Paulo. Um das ressalvas é que o método ainda se mostra eficaz só para cerca de 20% dos pacientes. "No entanto, tem uma enorme vantagem: quando funciona, os benefícios são de longo prazo - ao contrário do que ocorre com a quimioterapia - e os efeitos colaterais são bem menores", explica William. Segundo o médico Vladmir Cordeiro de Lima, do departamento de Oncologia Clínica do Hospital AC Camargo, em São Paulo, o baixo número de potenciais beneficiados não impede que a técnica seja considerada uma revolução. "De fato, temos um novo paradigma. Um dos grandes atrativos é que essas drogas têm funcionado bem para doenças metastáticas e já começam a ser aplicadas em fases mais precoces do tratamento." Quando há retorno, a sobrevida dos pacientes pode triplicar. Além da eficácia limitada, outro problema com as drogas imunoterápicas, segundo os especialistas, é o preço. Uma única caixa de pembrolizumab, por exemplo, que é um dos medicamentos aprovados no Brasil para melanoma em estágio avançado, custa cerca de R$ 18,8 mil. Um tratamento de um ano pode chegar a R$ 582 mil. Os pacientes que conseguem a cobertura desses medicamentos pelos planos de saúde são exceções e, para o oncologista Artur Katz, do Hospital Sírio Libanês, o preço não cairá. "Essas drogas são extraordinariamente caras no mundo todo, e esse é um problema global". Os caminhos para superar o problema do preço dos imunoterápicos - assim como as limitações da eficácia -, segundo Lima e William, passam pelo aprimoramento das estratégias para identificar os pacientes que mais se beneficiam das drogas imunoterápicas. "A relação custo-benefício melhora", afirma William. O AC Camargo, por exemplo, já tratou cerca de 400 pacientes com as novas drogas nos últimos sete anos e está terminando a instalação de um Centro de Imunoterapia, com cerca de 70 médicos de várias especialidades. O oncologista norte-americano Kenneth Gollob foi trazido em setembro especialmente para liderar o novo grupo. Ele conta que o centro adquiriu duas máquinas que chegarão ao Brasil em agosto e permitirão "direcionar os pacientes que mais terão benefício". Segundo Gollob, há várias razões para que alguns pacientes respondam à imunoterapia melhor. "A eficácia depende muito dos marcadores genéticos presentes no tumor. Outro fator é o grau de mutação. Por isso precisamos refinar o tratamento". Outro caminho para aumentar a eficácia é a combinação com a quimioterapia. Um avanço foi a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na segunda-feira, do uso combinado de imunoterapia e quimioterapia para tratamento de câncer de pulmão avançado. Em estudos clínicos, o uso combinado de inibidores de checkpoint e imunoterapia reduziu em 51% os risco de morte de pacientes e diminuiu em 48% a chance de progressão da doença. De acordo com Roger Miyake, diretor médico da empresa farmacêutica Bristol-Myers Squibb (BMS), a combinação de tratamentos é uma tendência cada vez mais importante. "As drogas imunoterápicas que temos disponíveis podem ser combinadas com a quimioterapia, com a radioterapia e com a cirurgia, criando uma nova gama de abordagens". O oncologista Felipe Ades, do Hospital Israelita Albert Einstein, afirma que, além dos cinco medicamentos imunoterápicos já aprovados no Brasil, outros estão em vias de aprovação. "Há várias outras drogas a caminho, além de novos alvos moleculares para os medicamentos que já existem, o que aumentará sua abrangência". 

 

Domingo, 17 de Junho de 2018 - 10:30

Ensaios com casais na fila da adoção registram 'gravidez invisível'; entenda

por Estadão Conteúdo | Júlia Marques

Ensaios com casais na fila da adoção registram 'gravidez invisível'; entenda
Foto: Ilustrativa

O olhar de emoção nas fotos denuncia: eles estão à espera de um filho. Mas esqueça o ultrassom e o parto. Casais na fila de adoção vivem um pré-natal diferente, que pode durar mais que nove meses. Para aplacar a ansiedade, eles convocam fotógrafos e registram em retratos a expectativa da "gravidez invisível". Antes mesmo de conseguir a habilitação para adotar, mas já decidida de que queria ser mãe, a enfermeira Ludimila Oliveira, de 38 anos, quis fazer cliques da maternidade simbólica. "Quero que meu filho saiba, quando chegar, que fiquei esperando por ele", diz ela, que registrou a "gravidez invisível" no ano passado. Nas fotos, Ludimila, que é solteira, aparece abraçada a um urso de pelúcia e rodeada de sapatinhos de diversos tamanhos - na fila pela adoção de um menino de 0 a 3 anos, ela ainda não faz ideia se seu filho chegará como um bebê de colo ou uma criança que já corre para lá e para cá. Habituada a fotografar gestantes, Christine Oliveira teve de se reinventar. "Foi o primeiro ensaio desse tipo que fiz. Nunca tinha nem visto", conta ela, que fotografou a "gravidez" de Ludimila. A dificuldade, diz, foi traduzir o sentimento da espera. "Não havia um 'objeto' (como a barriga). Tive de trabalhar com emoções. Ela se emocionou e eu automaticamente sentia isso", conta Christine. Para se preparar para uma gravidez que pode durar até anos, além do ensaio de fotos, Ludimila faz terapia e até mudou os hábitos alimentares. "Emagreci 15 quilos. Cuido da minha saúde porque sei que agora sou mãe", conta. "Quis fazer um álbum alegre, sorrindo, para ele ver que, embora esteja ansiosa, estou curtindo esse momento. E uma forma de lidar com essa 'saudade' é olhar meu álbum, lembrar do dia do ensaio". Camille Cruz, de 39 anos, nem podia mais ouvir o telefone tocar que já se imaginava recebendo notícias dos seus filhos. A pedagoga, que ficou na fila durante mais de dois anos e meio, encheu a casa em maio deste ano com três irmãos - uma menina de 7 anos e dois meninos, de 6 e 5. Para marcar o segundo aniversário de habilitação - quando o casal fica apto à adoção após uma série de documentações e cursos -, Camille e o marido, Marcelo Cruz, decidiram fazer um ensaio de fotos em um playground. "No momento escolar, quando é pedida uma foto da mãe grávida, eles vão poder levar o álbum para a escola", conta. O casal não pode ter filhos biológicos. Para Camille, a espera longa elevou a ansiedade, mas também faz crescer o amor de mãe. "Minha barriga não, mas meu coração crescia cada dia mais. Até uma amiga me disse: 'Vocêé a grávida mais grávida que conheço'." Rodeado pelos pequenos, o casal agora planeja novas poses em breve, no mesmo lugar. "Vamos fazer outro ensaio com toda a família", diz Erika Basso, que fotografou Camille.


A designer de interiores Denise Marques, de 29 anos, conta que a adoção foi decidida após dificuldades para engravidar. "Tentava ser mãe havia sete anos, mas vi que não seria tão simples. Sofria muito. Quando tomamos a decisão, fiquei mais tranquila", diz. Para simbolizar o tempo de espera, ela e o marido, o publicitário Rafael Chioderoli, de 35 anos, usaram uma ampulheta no ensaio de adoção que fizeram no ano passado. As fotos chegaram até o menino, de 3 anos, quando ele ainda estava morando em um abrigo. "A assistente social mostrou (o ensaio) para ele e perguntou se queria aquele casal para ser os pais dele", conta Denise. "E ele balançava a cabeça afirmando que sim." Em casa desde fevereiro, após uma espera de 1 ano e 9 meses, o garoto alterna beijos e abraços com birras e manhas - como toda criança da idade dele. "Me sinto como se sempre tivesse sido mãe", diz Denise. Para Tatiany Schiavinato, psicóloga e especialista em casos de adoção, rituais como as fotos ajudam na preparação das famílias. "Os ensaios fazem parte desse processo como uma elaboração da gestação que não vai acontecer fisicamente", explica. "Orientamos que os pais montem um álbum para contar essa história antes de a criança chegar. Para ela, ajuda a sentir que é amada e desejada", recomenda Tatiany. A psicóloga ainda ressalta a importância de participação dos pretendentes em grupos de apoio e auxílio psicológico para lidar com a espera durante o processo de adoção. 

 

Domingo, 17 de Junho de 2018 - 08:40

Papa Francisco diz que aborto é 'luva branca' equivalente aos crimes nazistas

por Estadão Conteúdo

Papa Francisco diz que aborto é 'luva branca' equivalente aos crimes nazistas
Foto: Divulgação

O papa Francisco disse neste sábado que o aborto é como uma "luva branca", que equivale "ao programa de eugenia da era nazista" e pediu para que as famílias aceitem as crianças que Deus lhes dá. Francisco fez o comentário durante uma reunião de uma associação familiar italiana."No século passado, o mundo inteiro ficou escandalizado com o que os nazistas fizeram para purificar a corrida. Hoje, fazemos a mesma coisa, mas com luvas brancas", informou a agência italiana Ansa. O papa pediu às famílias que aceitassem crianças "como Deus as dá para nós". Francisco repetiu a estrita postura anti-aborto de seus predecessores e integrou em sua condenação mais ampla do que ele chama hoje de "lançar a cultura". Ele frequentemente lamentava como os doentes, os pobres, os idosos e não nascidos são considerados indignos de proteção e dignidade por uma sociedade que valoriza a eficiência individual. 

 

Sábado, 16 de Junho de 2018 - 13:00

Prefeitura propõe diminuir nível dos servidores de saúde; proposta vai para assembleia

por Julia Vigné / João Brandão

Prefeitura propõe diminuir nível dos servidores de saúde; proposta vai para assembleia
Foto: Reprodução / Sociedade Online

O coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), Bruno Carianha, afirmou ao Bahia Notícias que “a prefeitura está propondo diminuir o nível dos servidores da saúde que hoje é de 5.5% para 2.5%, ficando igual para todos os servidores e mantendo automático”. “Porém, a depender da arrecadação municipal, se os índices arrecadatórios forem negativos, a prefeitura não pagaria. Além disso, eles também propuseram pagar um avanço de 2,5% logo agora em setembro, só que o pessoal da saúde teria 5,5%, daí ficou o impasse”, disse. A categoria havia determinado uma paralisação de 72 horas a partir desta segunda-feira (18) por causa da campanha salarial. A proposta do Executivo municipal será levada à Assembleia, que será realizada na segunda, na frente da Câmara Municipal de Salvador. “Precisa achar uma solução para os aposentados, além de melhorar a situação dos demais servidores. Os aposentados ficariam com proposta de 0% novamente, por isso acreditamos que a proposta da prefeitura ainda é ruim”, avaliou.

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