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Domingo, 20 de Julho de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Eleições Indefinidas

Coluna A Tarde: Eleições Indefinidas
A pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quinta-feira, que era aguardada com ansiedade tanto pelos governistas quanto pela oposição, não variou muito em relação a outras realizadas antes da Copa. Mas alegrou os oposicionistas, especialmente vinculados ao candidato Aécio Neves. Já se sabia que a tendência era o pleito ultrapassar o primeiro turno para ser decidido no segundo. O que agora aflorou é que, no segundo, há virtualmente, por ora, um empate técnico entre Dilma Rousseff e Aécio, ou seja, as eleições passam a ficar indefinidas. Neste caso, Dilma aparece na pesquisa com 44 pontos e Aécio com 40, dentro da margem de erro.
 
No caso de o adversário ser Eduardo Campos, o diferencial é um pouco menor, mas o curioso é que seu crescimento é notável, na medida em que o ex-governador de Pernambuco não consegue, até aqui, evoluir nas pesquisas para primeiro turno. Isto leva à observação que o confronto não está nos nomes oposicionistas, mas sim num embate entre o PT e a oposição. Este tipo de entendimento leva, por ora, à conclusão de que a presidente estancou e que a questão envolve o Partido dos Trabalhadores, ou, de outra maneira, que a oposição também não avança, levando a crer que a decisão, tanto em primeiro quanto em segundo turno, poderá se dar no período da propaganda eleitoral, nos dois meses que antecedem o pleito, agosto e setembro.
 
A frustração que o selecionado brasileiro causou à população de maneira geral não prejudicou Dilma, que caiu apenas dois pontos, de 38% para 36%, mas é fato que Aécio Neves também não ganhou, ficando com 20% das intenções de votos. Ocorre, porém, que o comitê eleitoral da presidente passou a se preocupar, em muito, com o cenário que se observa em São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Lá, Dilma se ressente de um candidato ao governo que possa escorar a sua candidatura. Verifica-se, (também numa pesquisa Datafolha de quinta feira) que o candidato governista, o ex-ministro Alexandre Padilha, não tem receptividade eleitoral em SP. Ancorou em 4%.
 
Enquanto isso, o tucano Geraldo Alckmin disparou para 47%, e seu candidato ao Senado, José Serra, que resolveu aceitar a candidatura recentemente, já aparece com 36%, levando a crer que Eduardo Suplicy, que está como senador há três mandatos, terá dificuldades imensas para se eleger. São Paulo é a grande interrogação, ou entrave, do PT para favorecer e impulsionar Dilma à reeleição. O estado certamente contagiará parte do o Sul-Sudeste, e ainda há a preocupação com a presidente no Nordeste, onde ela e o PT têm sua grande força eleitoral, em consequência do programa bolsa família. É provável que Eduardo Campos deva segurar o eleitorado pernambucano, e, ademais, ele penetra bem no Rio Grande do Norte, no Ceará e não se sabe, se isso acontecer, qual a queda que o PT sofrerá no seu reduto considerado intocável.
 
Curioso é que a economia brasileira vem sofrendo abalos constantes, envolvida numa crise que se estampa, mas esta realidade não transparece prejudicando a candidatura Dilma. O País, por exemplo, recebe impacto na queda de empregos com carteira assinada. No momento, a população consultada não se preocupa com isto. Acredita que não haverá demissões ou que não será prejudicada com a queda de empregos. No momento, o desemprego chegou ao menor saldo desde 1998, portanto enfrenta um retrocesso de 16 anos. O mesmo sentimento parece ocorrer em relação à inflação que passou à condição de maior preocupação do governo, assim como a queda do PIB (Produto Interno Bruto). Continua no mesmo patamar da última pesquisa realizada, embora haja queixas generalizadas em relação aos preços, em processo de ascensão.
 
De tal modo que foi uma das maiores críticas dos turistas que vieram ao País, no período da Copa do Mundo. De fato, o Brasil está nas pegadas de outros países que lideram as estatísticas.


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