Quinta, 28 de Novembro de 2013 - 09:00

O doce mel de Dirceu - II

por Samuel Celestino

O doce mel de Dirceu - II
O ex-presidente do PT talvez tenha conseguido a sua “boquinha” bem remunerada através do irmão do dono do hotel, que vem a ser presidente do PTN, partido que compõe a base de apoio da presidente Dilma Rousseff. E o que fará Dirceu como “diretor administrativo” do Saint Peter?  Não é difícil chegar às suas atividades e entendê-las. Só assim será possível também compreender o seu dia-a-dia. Como dormirá na Papuda, o ex-chefe da Casa Civil deixará o presídio por volta das 7h da matina porque terá que chegar ao hotel às 8h. Para não dar despesa ao presídio do Distrito federal, dispensará o insosso café da manhã e sairá em jejum, porque um farto banquete matinal o espera  no “l ocal de trabalho”. Alimentado, será levado a um gabinete amplo, com direito a tudo o que de moderno o hotel dispõe, como computadores, televisão, uma saleta com sofá, poltronas e cadeiras onde poderá receber  quem bem quiser ou procurar, além de linhas telefônicas e celular. Pronto! Está instalado. Não, ainda falta um pequeno detalhe: é necessário um apartamento de primeira para o descanso, ou receber uma beldade porque ninguém é de ferro, no momento que bem quiser. Poderá ler, escrever, acionar a sua inteligência para oferecer ideias de igual modo inteligentes à presidente Dilma e ao PT. E assim será. No horário que ele desejar, determinará ou pedirá  o menu e escolherá a refeição que bem quiser para o almoço, possivelmente acompanhado de um garrafa de vinho de marca.  É provável que o dono do hotel esteja ao seu lado para ouvir a sua prosa seleta sobre política e os acontecimentos brasilienses sobre os quais está plenamente informado. Feita a refeição do meio-dia, descansará por alguns minutos (ou horas em colchão macio) e procurará algo para fazer que não seja a chatíssima administração da unidade hoteleira. Provavelmente lerá, ou escreverá alguma coisa que enviará para os seus diletos companheiros de partido. O dia vai passando. Olha o relógio. Às 17h terá que sair para cheg ar à Papuda às 18h. Então, pedirá o jantar, porque não vai comer o que é servido para os presos no presídio. Uma bela rotina diária, pensará ele ao cair da tarde. Na Papuda, é só dormir para acordar às 6h da matina e deixar as dependências daquela imundície às 7h para usar um taxi, talvez apareça um motorista para pegá-lo e sairá para novo dia de “labuta.” Vida boa, apropriadíssima para o galante José Dirceu. Quem não gostaria de ter uma rotina como esta? Até o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, que dará o Ok ou negará as férias sonhadas pelo ex-chefe da Casa Civil de Lula. De resto, viva a república tropical de Pindorama!


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