Quinta, 28 de Novembro de 2013 - 09:00

E José Genoino...

por Samuel Celestino

Então disseram que outro presidiário, José Genoíno, deputado e ex-presidente do PT, tinha sido infartado ao chegar à Papuda. Preocupação geral na República. O presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, no gabinete da Justiça, pelo sim, pelo não, mas visivelmente não acreditando, determinou que uma junta composta de cinco cardiologistas renomados fizesse um exame no preso. O resultado chegou às suas mãos e logo revelado à opinião pública, como deve ser. Genoíno era, e todos sabiam que era, cardiopata. Sua pressão oscila, mas, no último exame estava em ponto de bala: 12 por oito. Os médicos constataram que “não era imprescindível que ele cumprisse pena domiciliar”. Isto é: poderia ficar na Papuda. Joaquim Barbosa, na sua sala da Justiça, já leu dez vezes o resultado dos exames. De trás para frente, da frente para trás; de cima para baixo e de baixo para cima. Agora cabe exclusivamente a ele dizer o que fazer com Genoíno, um cardiopata como há dezenas de milhões no Brasil, muitos morrendo nas filas do SUS. Pobre Joaquim! O que fazer com Genoíno?  Mandar de volta ao domicílio da filha ou o devolve para a Papuda, onde ele poderá morrer?  Não de coração, mas de inveja de José Dirceu? Quem manda não ter pensado em trabalhar num hotel?


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