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Domingo, 30 de Outubro de 2011 - 10:10

Comentário: Razões do mal-estar entre Wagner e Nilo

por Samuel Celestino

Há cerca de um ano, talvez menos, Wagner e Marcelo Nilo, presidente da Assembléia, se não tinham uma relação de irmãos siameses exibiam um relacionamento onde o entendimento se revelava nos planos pessoal e político. Conversavam muito. Houve, dessa época aos dias atuais, um trincamento em determinado momento, que alguns supõem que esteja vinculado à justa aspiração de Nilo em ser candidato, se houver um cenário favorável, ao governo do Estado. Repete o deputado, porém, que tal cenário somente teria condições de se concretizar com o apoio de Jaques Wagner. Caso contrário ele marcharia (ou marchará) com o nome que Wagner indicar. Tudo muito natural. Surgiram, no entanto, na relação aves do mau agouro, corvos a repetir o “never more”, como na obra de Edgard Allan Poe. O principal deles é o líder do governo Zé Neto, deputado eleito por Feira e político complicadíssimo, descontrolado e agitado. Nilo crê que as intrigas entre ele e Wagner passam pelo líder que, se assim for, revela-se uma figura que pratica política menor, a do fuxico. Há outro político que também age em dobradinha, mas não é deputado. Por ora, reserva-se o nome. As dificuldades ascenderam em temperatura e, agora, a situação, como anoto em notícia abaixo, está prestes a levar a um corte no relacionamento entre Wagner e Nilo, no campo político, por o presidente da AL garantir que, no plano pessoal, nada mudará. Entre os problemas envolvendo os dois poderes está a situação da Assembléia. Nilo afirma que, no ano passado, o legislativo baiano ficou situado no quarto lugar entre os mais austeros. O orçamento recebido do Executivo mesmo assim não é suficiente para fechar o atual exercício. O Estado atravessa uma crise financeira, como é sabido. A Bahia arrecada menos, faltam empreendimentos que possam gerar impostos. O presidente da AL revela que, para fechar o ano, são necessários R$15 milhões, sem os quais as contas não fecham e fatalmente serão recusadas. Wagner alega, por ora, que não tem condições de suplementar porque o TJ quer R$70 milhões e que não vai atender ao pedido do Judiciário. A diferença de valores é grande e ainda falam de um pagamento de um tal “Plano Pai” no TJ que ninguém sabe ao certo o que é (sabe-se, mas não chegou à mídia, ainda). Se conceder ao legislativo, o TJ também continuará pressionando. A situação é basicamente esta. É aí que entram as aves do mau agouro. O irrequieto (conhecido na AL como “birro tonto”) Zé Neto não para  de municiar o Executivo com fofocas daquelas apropriadas às esquinas e ponta de rua no interior, como antigamente se dizia em política. Assim posto, o relacionamento pessoal entre Wagner e Nilo desabou, rodopiou e, agora, há o temor de um desenlace. Que pode ser logo ali.

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