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Quinta, 11 de Novembro de 2010 - 00:00

CARCARÁ: PRESOS VÃO PARA CADEIA PÚBLICA

por (Evilásio Júnior/João Gabriel Galdea)

Foto: João Gabriel Galdea / BN
 
Nove presos deixam a sede da Polícia Federal, no Comércio, dentro de camburão  

Nove presos da Operação Carcará, entre prefeitos e servidores, além do líder do suposto esquema de fraudes em licitações, o empresário da companhia Sustare, Edson Santos Cruz – que negou participar da quadrilha –, foram encaminhados no fim da tarde desta quarta-feira (10) para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, para a realização de exames de corpo delito. Eles foram levados em um camburão da Polícia Federal e cumprirão a prisão temporária na Cadeia Pública de Salvador, localizada no Complexo Penitenciário da Mata Escura, onde ficarão à disposição da Justiça. O último gestor que faltava ser detido, Agnaldo Andrade (PTdoB), do município de Santa Terezinha, já está na sede da PF. Ele e os gestores de Lençóis, Marcos Airton Alves Araújo (PR), de Elísio Medrado, Everaldo Caldas (PP), e de Utinga, Joyuson Vieira dos Santos (PSDB), últimos a chegar, não seguiram com o grupo. Já Antônio Miranda Silva Júnior (PMDB), de Aratuípe, Ivanilton Oliveira Novais (PSDB), de Cafarnaum, e Raimunda Silva dos Santos (PSDB), de Itatim, não tiveram a mesma sorte. No saguão da unidade policial o clima era de desolamento, com muitos parentes a chorar pela prisão dos acusados. De acordo com a Polícia Federal, que empregou 450 agentes no cumprimento de 82 mandados de busca e apreensão e 49 de prisão, a ação só deteve 40 pessoas de 21 municípios, cujas provas materiais foram encontradas. Segundo a PF, o alcaide de Sapeaçu, George Vieira Gois (PP), embora tenha sumido com o secretário Durval Lago, não teria que ser encarcerado, apesar de a prefeitura ter sido investigada. O delegado Cristiano Sampaio, em entrevista coletiva, revelou que os crimes eram realizados na compra de medicamentos e merenda escolar, além da realização de obras públicas, em que ainda há a suspeita de malversação de verbas estaduais. Ao todo, as cidades movimentaram R$ 300 milhões, desde 2009, e o prejuízo aos cofres públicos podem atingir R$ 60 milhões. A Operação Carcará ainda não foi concluída, pois outras 14 prefeituras, em que provas substanciais não foram reunidas, serão alvo de apuração na próxima etapa.

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