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Terça, 04 de Janeiro de 2022 - 00:00

'Não seremos pautados pela ansiedade da oposição', diz Éden sobre definição de chapa

por Anderson Ramos / Gabriel Lopes

'Não seremos pautados pela ansiedade da oposição', diz Éden sobre definição de chapa
Foto: Bahia Notícias

A chegada de um novo ano não mudou o posicionamento do Partido dos Trabalhadores para as eleições de 2022 na Bahia. Se de um lado ACM Neto já colocou seu time em campo, com as viagens pelo estado ao longo de 2021 e o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner e seu grupo político, que devem enfrentar o democrata no pleito, continuam com discursos cautelosos.

 

Para o presidente do PT-BA, Éden Valadares, a movimentação de Neto é um aceno ao "ostracismo político" e "fere a legislação" ao antecipar o calendário eleitoral. "Sobre as datas de definição da chapa e lançamento da candidatura, nós não seremos pautados pela ansiedade da oposição. Nós não. Tudo a seu tempo", afirmou Valadares ao Bahia Notícias.

 

Ainda segundo avaliação do petista, a população baiana não está com a cabeça nas eleições, mas sim preocupada com as cidades que foram atingidas pelas fortes enchentes e aponta ACM Neto como apoiador do governo Bolsonaro, a quem atribui responsabilidade na crise sanitária e econômica.

 

"Atenções voltadas para a superação da tragédia que atingiu mais de 600 mil pessoas e na superação da crise, sanitária e econômica, amplificada pelo governo Bolsonaro e seus apoiadores, como ACM Neto. Portanto, é tempo de solidariedade e trabalho. No momento certo falaremos de chapa, tática eleitoral, lançamento de candidatura", acrescentou Éden. O ex-governador tem acompanhado o atual chefe do Executivo nas incursões pelas regiões atingidas pelas chuvas e, ainda que o PT negue a politização do momento, a movimentação é um sinal de que há uma preocupação com ambos os temas.

 

Mesmo sem anúncios oficiais sobre sua pré-candidatura, o senador Jaques Wagner é apontado como nome mais forte para a disputa ao governo da Bahia. Éden também foi questionado sobre a possibilidade de o grupo político lançar outro ator e defende que Wagner é uma contribuição do PT e não uma imposição. De acordo com ele, a "pré-candidatura de Wagner não nasce porque ele é do PT, mas sim porque ele é o melhor nome para manter o grupo unido e porque Wagner é quem melhor representa o projeto de Lula e Rui [Costa] na Bahia".

 

"Quem quer apoio, tem que ter disposição para apoiar. A pré-candidatura de Jaques Wagner ao governo do Estado está longe de ser uma imposição, ao contrário, é uma contribuição nossa para o grupo. Wagner é um político experiente, testado e aprovado. Foi deputado federal, secretário, ministro, hoje é senador e foi um grande governador. Sua vaidade pessoal, por assim dizer, está mais do que atendida. Então quando ele coloca seu nome à disposição do partido e do grupo político, nós só temos a agradecer", afirmou.

 

Além de ACM Neto e Jaques Wagner, o nome do ministro da Cidadania, João Roma, é ventilado como uma "terceira via" frente ao ex-prefeito de Salvador e ao senador na disputa, associando sua imagem à do presidente Jair Bolsonaro e fortalecendo o palanque do chefe do Executivo na Bahia.

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