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Apesar de avançar, vacinação de detentos atinge apenas 0,5% dos encarcerados na Bahia
Foto: Tony Winston/MS

Enquanto avança na população geral, a vacinação contra a Covid-19 na população carcerária, prevista no Plano Nacional de Imunização (PNI) como prioridade, segue lenta na Bahia. Dos 13.217 custodiados do sistema prisional, apenas 5.486 (41%) receberam a primeira dose de algum imunizante. Já o número de imunizados, aqueles que completaram o esquema vacinal com duas doses, são apenas 70 (0,5%).

 

Os dados constam no relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicado no último dia 10 de setembro. O número de custodiados na Bahia e levado em conta por esta reportagem foi atualizado pela Seap cinco dias depois, em 15 de setembro. O CNJ compila as informações levantadas pelos Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (GMF) dos Tribunais de Justiça de cada unidade federativa.

 

Ao comparar os dados desse relatório mais atual com aqueles levantados no fim de junho é possível identificar avanço na imunização das pessoas privadas de liberdade.

 

Naquela época, a Bahia tinha 13.217 custodiados e apenas 1,32% receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Já aqueles que completaram o esquema vacinal com as duas doses eram apenas 13 pessoas privadas de liberdade, o equivalente a 0,09% (leia mais aqui).

 

Em todo o Brasil, as pessoas privadas de liberdade vacinadas com a primeira dose são 430.431, de acordo com o CNJ. 21.402 receberam a dose única e 92.740 receberas duas doses.

 

Entre os servidores do sistema prisional baiano, o relatório indica que 2.851 receberam a primeira dose e 1.038 completaram o esquema vacinal. No relatório de 30 de junho a Bahia somava  1.464 servidores com a primeira dose e 483 a segunda.

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