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PF cumpre mandados de busca e apreensão em nova operação contra crimes na Petrobras
Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil

A fim de aprofundar as investigações sobre as práticas criminosas ocorridas na antiga Diretoria de Abastecimento da Petrobras, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sem Limites VI na manhã desta sexta-feira (18). O foco é a Gerência Executiva de Marketing e Comercialização da empresa nacional.

 

Segundo a PF, cerca de 12 agentes cumprem, no Rio de Janeiro, três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná. A Justiça determinou também o bloqueio de valores até o limite dos prejuízos identificados até o momento.

 

Essas apurações foram iniciadas após a deflagração da Operação Sem Limites, que tinha o intuito de cumprir prisões e mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma suposta organização criminosa, responsáveis pelos crimes apontados com o envolvimento da negociação de óleos combustíveis e derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras.

 

Desde então, a PF e o Ministério Público Federal (MPF) aprofundaram as investigações dos esquemas criminosos. As ordens judiciais que estão sendo cumpridas hoje fazem parte desse conjunto de apuração que visa a elucidação dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa por pessoas identificadas posteriormente.

 

A partir de diligências policiais e de provas apresentadas por um colaborador da Justiça, foi possível identificar a participação desses suspeitos em fatos criminosos de um estrangeiro, representante de interesses de trading company internacional junto a Petrobras, e de um nacional ligado a um ex-gerente da empresa, que era responsável por receber recursos oriundos de corrupção no exterior, com uso de contas em nome de offshore e sua posterior distribuição aos envolvidos no esquema criminoso.

 

O aprofundamento do caso permitiu ainda identificar dois brasileiros envolvidos com outro ex-funcionário da área comercial da Petrobras com o qual obtinham informações privilegiadas sobre negociações da estatal e tratavam de operações comerciais em que poderiam obter vantagens indevidas. Com isso, a PF dá seguimento às investigações para identificar e responsabilizar os suspeitos de atentarem contra a Petrobras, vítima do grupo criminoso.

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