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Virologista do 'shadow board' admite que sugeriu criação de gabinete paralelo
Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

O virologista Paolo Marinho de Andrade Zanotto admitiu, nesta quinta-feira (10), que sugeriu a criação do “gabinete paralelo” ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para acompanhar o desenvolvimento de vacinas, mas ressaltou que a proposta não teria sido acatada pelo Palácio do Planalto. As informações são de reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

“O gabinete paralelo seria a avaliação de plataformas de vacinas seguido pelos melhores cientistas no Brasil, independente da influência de produtores (fabricantes). Essa sugestão não foi acatada pelo governo”, escreveu originalmente em inglês o virologista brasileiro, no Twitter, em resposta à jornalista Rachel Sheherazade.

 

A declaração ocorreu após publicação de reportagem do portal, que revelava que, embora a diretoria do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) tenha autorizado o afastamento remunerado do pesquisador para atuar, por dois anos, na canadense British Columbia Institute of Technology (BCIT), a instituição afirmou que a solicitação ainda está “pendente”, para atuar a “curto prazo” e como “não docente”.

 

O biólogo, com mestrado e doutorado em virologia, virou alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 após ter aparecido em vídeo sobre a existência de um “ministério paralelo”, criado para orientar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a gestão da pandemia no país.

 

Em seu discurso gravado, Zanotto solicita que Bolsonaro tome “extremo cuidado” com as vacinas contra a Covid-19. Naquela época, o Ministério da Saúde já ignorava e-mails da Pfizer com ofertas de imunizantes, lembra a matéria.

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