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Em meio à CPI, Bolsonaro diz que restrições pretendiam quebrar o governo para atingi-lo
Foto: Sérgio Lima/ Poder360

Em passagem pelo Mato Grosso do Sul, nesta sexta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aproveitou para discursar contra a CPI da Pandemia, instalada no Senado para investigar ações e omissões do governo federal no combate à Covid-19, e contra medidas de restrição impostas por governadores. Mais uma vez, sem embasamento técnico, ele questionou a eficácia do lockdown.

 

"Não existe comprovação científica de lockdown. Quase quebraram o governo ano passado pra me atingir", afirmou. A declaração é falsa, já que autoridades e especialistas da saúde recomendaram o fechamento de cidades em diversas ocasiões como forma de conter a transmissão do coronavírus. Bolsonaro, ao contrário, desde o início da pandemia promove aglomerações e briga para suspender restrições, como no episódio em que foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) tentar reverter o toque de recolher determinado na Bahia (veja aqui).

 

No evento de hoje, marcado pela entrega de títulos fundiários, ele também não poupou críticas à CPI. Nesta semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito ouviu um executivo da Pfizer, que revelou ter feito três ofertas de vacina ao governo ainda em agosto, o diretor-presidente da Anvisa, que confirmou a ocorrência de uma reunião em que tentaram mudar a bula da cloroquina, e o ex-secretário especial de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten, que quase saiu preso da sessão (saiba mais aqui, aqui e aqui).

 

"[Quer] Procurar omissões do governo federal, mas na hora de convocar governadores, ele é contra. E o crápula ainda diz: 'essa cpi não é pra investigar desvio de recursos'", alfinetou, sem citar nomes. Neste quesito, ele tem reforçado os embates contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão.

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