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Advogado denuncia violência da polícia durante operação no Rio: 'Isso é barbárie'
Foto: Fabiano Rocha/Divulgação

O advogado Joel Luiz Costa, co-fundador e coordenador do Instituto de Defesa da População Negra denunciou abusos da polícia durante a operação que aconteceu nesta quinta-feira (6) na favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. Ele integrou uma comitiva formada por representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e da Defensoria Pública do Estado.

 

"Entramos em cinco ou seis casas e todas foram com a mesma dinâmica, casas arrombadas, tiros, execução... Não tem tiro de troca, não há marca. Um menino morreu em uma cadeira, ninguém troca tiros sentado em uma cadeira, isso foi execução. É muito cruel, isso é barbárie", relatou o jurista emocionado. "Entrar no Jacarezinho, matar 25 pessoas ou mais... Acabou com o tráfico de drogas?", provocou Joel, que também publicou registros da operação na localidade carioca.

 

 

Das mais de duas dezenas de pessoas vítimas da ação da polícia, divulgadas pela própria corporação, cerca de 24 pessoas não tiveram informações divulgadas sobre quem são as vítimas e a situação em que foram atingidas. Apenas o policial civil André Farias, morto após ser baleado na cabeça, foi identificado.

 

Em um dos vídeos publicados por Joel Luiz, a mãe de um dos mortos durante a operação relata ter sido vítima de abusos da polícia. "Eles apontaram a arma para mim e disseram que eu tinha que morrer. Chegaram atirando", disse a mulher.

 

 

Além das pessoas mortas, dois passageiros do metrô foram baleados dentro de um vagão e sobreviveram. Um morador foi atingido no pé, dentro de casa, mas também passa bem. Dois policiais civis também foram atingudos com disparos de arma de fogo.

 

Informações dão conta de que a ação da polícia, justficada pelo combate ao tráfico de drogas na região, foi comunicada ao Ministério Público, conforme requer a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) que desautoriza operações "não justificadas" durante a pandemia da Covid-19.

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