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'Esta infeliz matou meu filho', diz pai de Henry Borel; vereador teria torturando criança
Dr. Jairinho agredia criança com golpes na cabeça | Foto: Reprodução/ TV Globo

Preso nesta quinta-feira (8) por suspeita de assassinar o menino Henry Borel (veja aqui), o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra a criança de 4 anos, em 12 de fevereiro, semanas antes da morte.

 

Mãe do garoto e namorada do vereador, Monique Medeiros tinha ciência das agressões - ele teria se trancado no quarto para bater no menino. A polícia descobriu que ela estranhou que ele tenha chegado cedo em casa. Ela também está presa..

 

Segundo informações do G1, no dia seguinte ao enterro do filho, Monique passou a tarde no salão de beleza de um shopping na Barra da Tijuca. Três profissionais cuidaram dos pés, das mãos e do cabelo da professora, que pagou R$ 240 pelo serviço.

 

A INDIGNAÇÃO DO PAI

Pai do menino Henry Borel, o engenheiro Leniel Borel de Almeida reagiu com indignação à prisão da ex-mulher e do vereador, suspeitos pelo assassinato da criança de 4 anos no dia 8 de março. Segundo os investigadores, Dr. Jairinho agredia o menino com chutes e golpes na cabeça, e a mãe sabia.

 

"Esta infeliz matou meu filho. Meu filhinho deve ter sofrido muito", disse Leniel, em entrevista à TV Globo. O engenheiro chegou a dizer que estava passando mal. Durante a madrugada, antes mesmo de saber da prisão, Leniel postou uma homenagem ao filho, que completa um mês de morto nesta quinta, e pediu "desculpas" por não ter conseguido protegê-lo.

 

"Nunca vou esquecer de cada minuto do nosso último final de semana juntos. Deixar você bem, cheio de vida, com todos os sonhos e vontades de uma criança inocente. Desculpa o papai por não ter feito mais, lutado mais e protegido você muito mais. Confiamos que Deus fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia", afirmou o pai em uma rede social.

 

"PEDIDO" DE JAIRINHO
Um depoimento colhido na quarta-feira (7) pelos investigadores aponta que Jairinho tentou fazer com que o corpo de Henry não fosse enviado ao Instituto Médico Legal (IML).

 

A testemunha é um alto executivo da área da saúde. Conforme o G1, ela afirma que recebeu mensagens do vereador durante a madrugada de 8 de março, pouco mais de uma hora após Jairinho chegar com a namorada, Monique Medeiros, mãe do garoto, e a criança - já morta - ao Hospital Barra D'Or.

 

O casal alegou que o menino sofreu um acidente em casa e que estava "desacordado e com os olhos revirados e sem respirar" quando os dois o encontraram no quarto e o levaram para o hospital. Laudo do IML apontou que Henry Borel sofreu agressões e tinha lesões em várias partes do corpo.

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