General Heleno publica série de tweets ufanistas sobre 'bom brasileiro'
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Heleno, defendeu neste domingo (18) que o Brasil não deve se aliar a outros países para preservar a Amazônia. 

 

Em publicação no Twitter, Heleno explicou tweet escrito no dia anterior, no qual confirmou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitorou participantes da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP 25), realizada em Madri, em dezembro passado, para identificar campanhas internacionais apoiadas por “maus brasileiros”, que o governo Jair Bolsonaro entendem como prejudiciais ao Brasil.

 

Neste domingo, ele explicou o que, na sua visão, seria o “bom brasileiro” e qual conduta o define.  “Para mim, bom brasileiro se une a seus concidadãos, em busca de soluções viáveis para os problemas nacionais. Bom brasileiro analisa os desafios a enfrentar e se dedica a construir pontes para o futuro. Bom brasileiro não se une a organizações estrangeiras, com interesses explicitamente contrários aos nossos, e cujos objetivos são intervir em assuntos internos do Brasil para tirar enormes proveitos econômicos e nos desqualificar internacionalmente”, afirmou.

 

Ainda segundo Heleno, o “bom brasileiro” deve defender a “soberania nacional”. “Bom brasileiro é o que defende a soberania nacional e acredita que a Amazônia Brasileira nos pertence e cabe a nós explorá-la, de forma sustentável, para o bem da nossa gente. Bons brasileiros discordam, discutem, ponderam, divergem, mas têm orgulho de saber que, durante séculos, gerações que nos antecederam preservaram nosso território, nossa cultura, nossas incalculáveis riquezas e nossa liberdade. Deu pra entender ou precisa desenhar?”, afirmou. 

 

A confissão de que a Abin tinha monitorado brasileiros veio após o jornal Estadão revelar detalhes da operação realizada por quatro agentes do órgão, três deles recém-concursados, no mais importante evento sobre o clima do mundo. A reportagem confirmou com um dos oficiais de inteligência enviados à Espanha que o objetivo era monitorar e relatar menções negativas a políticas ambientais do governo Bolsonaro, especialmente na Amazônia. Eles focaram nas organizações não-governamentais (ONGs), com as quais o governo mantém relação conflituosa, mas também observaram atividades e integrantes da própria comitiva brasileira e de delegações estrangeiras.

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