Em acordo de R$ 650 mi firmado com MP, Ecovias assume propina às gestões do PSDB
Foto: Divulgação

A concessionária que administra a rodovia Anchieta-Imigrantes, em São Paulo, a Ecovias, confessou ter feito acordos ilegais com gestões do PSDB em contratos de concessão rodoviária firmados com o Governo de São Paulo. 
Segundo a empresa, houve pagamento de propina, repasse de caixa dois e formação de cartel entre os anos de 1998 e 2015 - período em que estiveram à frente do estado os tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

 

A confissão foi feita após um acordo cível firmado nesta segunda-feira (6) com o Ministério Público de São Paulo. No acordo, a Ecovias se compromete a ressarcir R$ 650 milhões, fazendo obras (R$ 450 mi), reduzindo os valores nos pedágios (R$ 150 mi) e diminuindo as multas (R$ 50 mi).

 

Segundo informações da Folha de S. Paulo, outras 11 empresas teriam paricipado da formação de cartel, mas até o momento não fizeram acordo com o MP. As investigações do órgão tiveram início em 2018, e a empresa procurou a promotoria para fazer um acordo, que foi possibilitado pela Lei Anticrime. O caso foi enquadrado em improbidade administrativa.

 

Entre as obras que a Ecovias se comprometeu a fazer, estão a construção de um Boulevard de cerca de 2 quilômetros próximo ao Complexo Viário Escola de Engenharia Mackenzie, em São Paulo, e melhorias na Rodovia Anchieta. As obras não terão fins lucrativos. As tarifas do acordo serão implementadas daqui a 90 dias.

 

Ainda de acordo com a Folha, o PSDB de São Paulo negou qualquer relação com a Ecovias ou com os fatos mencionados e que, certamente, "os atos administrativos das gestões de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra seguiram estritamente o definido por lei".

Histórico de Conteúdo