Terça, 09 de Julho de 2019 - 12:40

Rui vai 'pagar preço alto' por 'silêncio conivente' sobre reforma, diz ACM Neto 

por Rodrigo Daniel Silva

Rui vai 'pagar preço alto' por 'silêncio conivente' sobre reforma, diz ACM Neto 
Foto: Manu Dias/GOVBA

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse, nesta terça-feira (9), que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), "vai pagar alto" por ter um "silêncio conivente" sobre a reforma da Previdência.  O petista se manifestou contra quatro pontos do texto, mas nunca disse publicamente se apoiava ou não a reforma.

"Em relação ao silêncio do governador, é de uma irresponsabilidade inacreditável. Diante de um tema tão relevante para o futuro do país e claro com uma importância extraordinária para o estado da Bahia, o governador mantém um silêncio conivente, mas acho que na verdade, ele vai acabar pagando preço alto por isso. As pessoas não aceitam esse tipo de dissimulação na política. Não aceita mais essas atitudes de esperteza. [Ele] está tendo uma atitude de esperteza, mas fica claro para as pessoas que isso não é uma atitude responsável. Depois, ele tenta se vangloriar de que é gestor. Ora, gestor coisa alguma. Gestor tem posição clara sobre tema desta relevância. Não fica nesta posição de esperteza política", declarou ACM Neto, em entrevista ao Bahia Notícias. 

Presidente nacional do DEM, Neto afirmou que conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e o líder do DEM na Câmara, o baiano Elmar Nascimento, sobre a reforma e a expectativa é que o texto-base seja votado nesta terça. Os destaques devem ser apreciados nesta quarta-feira (10).

Entre os destaques, há o debate sobre a inclusão ou não dos estados e municípios na reforma.  O governador Rui Costa deve se reunir, nesta quarta, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), em Brasília, para tratar do assunto. O prefeito ACM Neto também vai embarcar na manhã desta quarta para capital federal para acompanhar a discussão. 

Rui Costa era contra, na reforma, as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, a desconstitucionalização do texto e a capitalização. Os quatro pontos foram retirados do relatório final. 

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