Por 'exigência' de vereadora, militante é expulsa de homenagem a embaixador de Israel
Foto: Reprodução / Youtube

Uma militante da causa palestina foi expulsa, na noite desta terça-feira (15), do plenário da Câmara de Salvador por "exigência" da vereadora Lorena Brandão (PSC), durante entrega do Título de Cidadão da capital baiana ao embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley.  (veja aqui).

Autora da homenagem, Lorena pediu que os policiais militares retirassem a militante, que estava com a bandeira da Palestina e não teve o nome divulgado. Antes, a mulher tinha levantado e pedido para falar. 

"Eu peço ao capitão que conduza a nossa amiga palestina para fora do plenário, porque não vamos interromper a sessão de hoje. O regimento desta Casa me garante que eu possa ter segurança no meu ambiente de trabalho. Eu exijo que a Polícia Militar, por favor, faça o regimento desta causa ser cumprido", declarou a legisladora, que é bispa da Igreja Batista. 

Em nota, a vereadora disse que a manifestante foi "descortês". "Não respeitou o roteiro da sessão especial e teve o intuito apenas de praticar a desordem contra uma autoridade máxima e dignitária, o que foi prontamente interrompido por esta vereadora em pedido ao Comando Militar da Câmara Municipal de Salvador, conforme prevê o Regimento Interno da Casa. A vereadora ainda informa que não faz oposição a manifestações, mas que as mesmas devam respeitar os seus limites e o seu devido tempo, o que não aconteceu na oportunidade", pontuou.

O CONFLITO
Os confrontos entre judeus e palestinos têm origem na ocupação da antiga Palestina a partir do final do século 19. A região então pertencia ao Império Otomano e era habitada por 500 mil árabes. Os judeus começaram a chegar após decisão do primeiro encontro sionista, que estimulou a migração em massa para a região, onde deveria ser criado o Estado de Israel – o que aconteceu em 14 de maio de 1948, quando ali já viviam 600 mil judeus. Em 1947, a Organização das Nações Unidas (
ONU) tentou acabar com a tensão propondo que o território fosse dividido em dois, com a criação de um Estado judeu e outro árabe. Jerusalém seria um "enclave internacional". Os árabes recusaram a proposta.

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