Após 15 mortes, Igreja de Nicarágua pausa mediação entre governo e oposição
Foto: Reprodução / Vatican News VA

Depois que 15 pessoas foram mortas em um dia de confrontos, a Igreja Católica da Nicarágua não aceitou mediar o diálogo entre o governo e a oposição para acabar com os protestos no país. A Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN) disse que não vai retomar a mediação enquanto "o povo continuar sendo reprimido e assassinado". Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a polícia contabiliza 15 mortes por armas de fogo e 199 feridos entre a noite de quarta-feira (30) e a madrugada de quinta (31), nas cidades de Manágua, Masaya, Estelí e Chinandega. O governo defende, em comunicado, que esses atos são cometidos por grupos de oposição com "agendas políticas específicas", que tentam "aterrorizar" a população numa "conspiração". "Não existem forças de choque nem grupos paramilitares simpáticos ao governo, motivo pelo qual não podemos aceitar que nos acusem de acontecimentos dolorosos e trágicos que não provocamos, que jamais provocaremos", diz um trecho do texto. De acordo com a publicação, a Organização dos Estados Americanos (OEA) afirma que condena os assassinatos cometidos tanto pelas forças repressivas quando pelos grupos armados.

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