Em depoimento, Geddel diz que ‘não faria sentido’ ter campanha financiada por Padilha
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

O ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou em depoimento à Polícia Federal que “não faria sentido” ter tido a campanha ao Senado pela Bahia em 2014 financiada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Ele lembrou que, na ocasião, sua chapa era oposição àquela formada por Dilma Rousseff-Michel Temer, campanha também coordenada por Padilha. Segundo a coluna de Andréia Sadi, do G1, a declaração de Geddel consta de depoimento no dia 10 de abril, no inquérito da Odebrecht, que está no Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito mira Padilha e o ministro Moreira Franco (Minas e Energia) - e passou a investigar, desde março, o presidente Michel Temer. Neste depoimento, a PF pediu esclarecimentos a Geddel, que está preso, sobre o episódio envolvendo R$ 10 milhões da Odebrecht para o MDB em 2014 - uma negociação feita no Palácio do Jaburu. De acordo com a delação de Lúcio Funaro, R$ 1 milhão foi entregue no escritório de José Yunes, ex-assessor e amigo de Temer. O dinheiro teria como destinatário final o ex-ministro Geddel Vieira Lima. À PF, Geddel disse haver uma "discrepância gritante" no relato de Funaro porque na época do episódio ele era oposição ao governo do PT. E que, por estar apoiando Aecio Neves (PSDB), não seria convidado para eventos da natureza do jantar no Jaburu. "Portanto, não faria sentido Eliseu Padilha abastecer financeiramente a campanha do declarante, pois estaria municiando um adversário eleitoral naquele ano de 2014", diz o depoimento. A PF pediu ao STF a prorrogação do inquérito da Odebrecht por 60 dias. A decisão está nas mãos do ministro Fachin, relator do caso no STF.

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