A contragosto, PMs que escoltavam Freixo são devolvidos à Secretaria de Segurança
Foto: Reprodução / Diário Nacional

O deputado Marcelo Freixo (PSOL), após viver dez anos sob escolta policial em razão de ameaças à sua vida, soube nesta segunda-feira (16) que os quatro policiais militares que estavam no seu gabinete foram retirados pela Secretaria de Segurança. A notícia foi divulgada pelo Diário Oficial do Rio de Janeiro e foi recebida negativamente por Freixo que lembrou do assassinato da sua correligionária Marielle Franco. “Entrei em contato com o secretário, vou ao seu encontro daqui a pouco e tenho certeza que o bom senso vai prevalecer, porque não é possível que, diante desse momento, dessa situação, a gente tenha que parar para resolver isso”, disse Freixo ao afirmar que, por questões óbvias, este não é o momento de ter suspensa sua segurança. Entre os PMs alocados para a segurança de Freixo, dois deles cuidavam de sua segurança pessoal, enquanto outros dois garantiam a escolta do delegado Vinícius George, que atuou como braço direito nas investigações da CPI das milícias, presidida pelo deputado. Os nomes dos PMs estão na lista de convocação dos 87 policiais que estavam emprestados para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em nota, a Alerj negou que tenha decidido quais seriam os PMs devolvidos, e afirma que a decisão foi unilateral da secretaria de Segurança. "A lista de agentes convocados não foi elaborada pela Alerj. Trata-se de uma decisão unilateral da secretaria baseada em critérios definidos por ela mesma. A posição da Mesa Diretora da Alerj foi pelo tratamento igual ao concedido aos outros poderes do Estado, que precisaram devolver cerca de 10% do seu efetivo de policiais cedidos", diz o comunidade enviado à imprensa. Diante da situação, Freixo evitou criticar diretamente a secretaria de Segurança a O Globo. “Não me cabe questionar quem deve ou não ter segurança, mas eu adoraria viver sem seguranças, adoraria ter minha vida normal regularizada. Mas não é o caso neste momento. Me parece muito óbvio que o bom senso tem que ser restabelecido”, declarou.

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