Quinta, 29 de Setembro de 2016 - 23:50

Debate TV Bahia: 3º bloco tem ‘dobradinhas’ de Alice e Isidório e Cláudio e Neto

por Rebeca Menezes

 Debate TV Bahia: 3º bloco tem ‘dobradinhas’ de Alice e Isidório e Cláudio e Neto
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias
O terceiro bloco do debate da TV Bahia, realizado nesta quinta-feira (29), foi marcado por duas dobradinhas: Alice Portugal (PCdoB) e Pastor Sargento Isidório (PDT) de um lado, Cláudio Silva (PP) e ACM Neto (DEM) do outro. Sem momentos mais “quentes” como no segundo bloco (entenda aqui) os candidatos à prefeitura de Salvador fugiram de confrontos diretos. A primeira pergunta foi sobre turismo e partiu de Alice para Isidório. A comunista disse que Salvador é a capital do desemprego e sugeriu que o governo federal pretende “atacar” os direitos trabalhistas. Depois, questionou sobre propostas para combater o desemprego. Como alternativas, Isidorio citou o Carnaval e eventos católicos, mas avaliou que Salvador só se mantém com turistas de fora. “Pode ver que onde tem turista que vem de fora tem polícia, tem estrutura. O povo que paga os impostos está sempre de lado”, lamentou. O pedetista sugeriu, então, a criação de um mercado de turismo religioso. Alice acusou Neto de usar uma “panelinha” de produtoras de eventos e defendeu o estímulo do turismo cultural e científico e propôs que haja capacitação da população para auxiliar a geração de empregos. Na tréplica, o pastor pediu que os olhares se voltem para as praias do Subúrbio e das ilhas, outros pontos em que existe uma população carente, mas que não recebe atenção. “O tempo todo só pensam Salvador para os grandes bairros”, afirmou. Na segunda pergunta, Isidório devolveu a pergunta para Alice sobre o tema corrupção, falando sobre o acompanhamento que faz nos convênios do governo do estado. A deputada prometeu combater a corrupção de qualquer matriz, mas que não pode manter um olho aberto e o outro fechado. Alice desafiou que alguém encontrasse qualquer mácula na sua vida pública e prometeu maior transparência na gestão municipal. Voltou a cobrar explicações sobre a Operação Copérnico, da Polícia Federal, e disse que a população tem sido enganada pela gestão. O deputado estadual continuou defendendo o combate à corrupção como principal plataforma de campanha e sugeriu que todos os corruptos fossem colocados em uma espécie de “Carandiru”. Após dica de Isidório, Alice falou pela primeira vez a expressão “fora Temer”. Depois, sugeriu que a prefeitura precisa melhorar na transparência e nos serviços. Cláudio Silva (PP) fez a terceira pergunta a ACM Neto (DEM). Sobre o tema mobilidade urbana, Silva sugeriu a construção de passarelas e viadutos para desafogar o trânsito ao invés do BRT. Antes de responder, Neto rebateu Alice e negou que o DEM seja o partido mais corrupto, “se negando” a citar os casos de corrupção do PCdoB. Depois, garantiu a necessidade do BRT. Silva, porém, disse acreditar que o BRT seria mais útil em áreas como o Subúrbio e afirmou que é necessário integrar os diversos modais da cidade. “Salvador precisa de um programa não feito aos pedaços”, defendeu. Na tréplica, Neto disse que o governo do estado sucateou os trens do subúrbio e jogou para a gestão estadual a responsabilidade sobre a construção do VLT na Suburbana. Logo depois, citou obras de mobilidade feita e prometeu novos investimentos. O último tema sorteado foi saúde, e ACM Neto destinou sua pergunta também para Cláudio Silva. O democrata perguntou qual era a importância de se ter um hospital municipal, mas o progressista negou que seja necessário ter um investimento somente municipalizado. Para ele, as pessoas não buscam hospitais do governo ou da prefeitura, mas precisam de saúde de qualidade. Por isso, defendeu melhores salários e mais investimentos. Na réplica, Neto acusou o governo de reduzir investimentos de saúde e não solucionar problemas nas UPAs e citou a criação dos multicentros, além de reforçar sua defesa ao Hospital Municipal, que garantiu que será entregue em menos de dois anos caso seja reeleito. Silva concluiu sugerindo a entrega “delivery” de remédios para quem não tem condições de sair de casa, além da criação de mais UPAs e de ambulatórios especializados espalhados pela cidade.

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