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Familiares refutam versão de reação a assalto e tia diz que Railan frequentava a faculdade
Foto: Maria Garcia / Bahia Notícias
Rezas e canções não podem trazer Railan da Silva Santana, 17. Contudo, consolaram pais, amigos e familiares do adolescente durante seu funeral na tarde desta quarta-feira (22), no Cemitério Bosque da Paz – localizado no bairro de Nova Brasília. Os presentes fizeram uma pequena oração, proferiram discursos clamando por justiça e, logo depois, embalaram a música “Gostava tanto de você”, conhecida pela voz do cantor Tim Maia. Parentes chegaram a passar mal, sendo assistidos por conhecidos. O adolescente foi encontrado baleado no banheiro da Faculdade Área 1 nesta terça-feira (21) e, socorrido e encaminhado ao Hospital Roberto Santos, não resistiu aos ferimentos. De acordo com a Delegacia de Homicídios (DHPP), câmeras de segurança indicam que ele e um outro jovem tentaram roubar uma moto do policial Jorge Miranda, que seria aluno da faculdade. Presentes na capela onde o corpo do jovem foi velado, familiares do lado materno e paterno da família refutaram a versão. Por conta dos lados conflitantes, contudo, é geral o desconhecimento do que poderia ter acontecido. “O menino era tranquilo. Não falava um palavrão, batia papo com as meninas e era bem reservado”, relatou um amigo da família, Sérgio dos Santos de Jesus. A irmã do lado materno de Railan disse que o rapaz saiu de casa no dia do crime avisando que ia ver uma namorada, que supostamente mora no Imbuí. “Cada um fala uma coisa. Mas dizem que ele é ladrão. Ele sempre teve tudo que quis e nunca precisou roubar”, disse, emocionada, a parente. O irmão do jovem, abraçado ao tio Nilton Santana, expressava em gritos a sua dor. “Meu irmão! Manda ele levantar daí [...] Primeiro o meu primo, depois o meu irmão!”, berrrava Bruno Santana, aos prantos. O primo de Bruno teria sido assassinado em abril deste ano, em um possível crime passional, de acordo com a tia de Railan, Anatildes Santana, 52. A parente, que criou o adolescente desde que ele tinha dois anos, disse que não conhecia a suposta namorada com quem ele iria se encontrar pois muitas garotas frequentavam a sua casa. Afirmou, também, que Railan já tinha ido algumas vezes à faculdade porque tanto um primo do jovem estudava lá, além de trabalhar uma amiga dele no local. Tanto o pai quanto a mãe do adolescente, abalados, não deram entrevista. Colegas de Railan de outros colégios disseram que o amigo que ele tinha “moral” e nunca chegou a desrespeitar ninguém. Também relataram que ele era um aluno mediano, queria fazer medicina e estava já à procura de um estágio. Outros amigos do garoto trouxeram cartazes com mensagens pedindo justiça e um esclarecimento rápido da morte do adolescente. O único sinal da tragédia no corpo velado de Railan era um curativo colocado no olho direito do garoto.  

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