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'Nem interferi neste processo', diz Marina, sobre mudança no programa para público LGBT

'Nem interferi neste processo', diz Marina, sobre mudança no programa para público LGBT
Foto: Reprodução/TV Globo
A candidata a Presidência da República Marina Silva (PSB) disse nesta segunda-feira (2), em entrevista ao Jornal da Globo, que a mudança do capítulo sobre as políticas voltadas para o público LGBT em seu programa de governo foi um “erro de processo”. “A equipe do programa de governo foi quem fez a correção. Eu nem interferi nesse processo”, afirma. A ex-ministra relatou que houve duas falhas, uma delas referente à energia nuclear, que inicialmente, informava como proposta “ampliar a participação da energia nuclear na matriz energética brasileira”. “E a outra foi que o documento que foi encaminhado como contribuição pelo movimento LGBT, não foi considerado documento da mediação do debate, foi um documento tal qual eles enviaram. Vários setores mandaram contribuições e obviamente que nenhum setor colocou 100% das propostas que colocou”, explicou. Perguntada se era a favor do casamento gay, Marina usou a Constituição para dizer que “ela tem uma diferenciação em relação ao casamento”, que é utilizado “para pessoas de sexo diferente”. "A manchete seria: Marina Silva é a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo", rebateu. Pressionada a dar sua opinião, garantiu respeitar a “liberdade individual das pessoas”. “Nós vivemos em um estado laico, as pessoas têm o direito de exercitar sua liberdade, independente da condição social, de raça ou de orientação sexual”, argumentou. Ela ainda foi questionada sobre a retirada do item de apoio à lei que transforma a homofobia em crime. “É que a lei que está em tramitação, ela ainda não faz a diferenciação adequada em vários aspectos. Por exemplo, ninguém pode defender homofobia, qualquer forma de preconceito, discriminação. Por outro lado, você tem os aspectos ligados à convicção ou à manifestação de uma opinião. Você tem que separar isso. E na lei isso não está adequadamente claro”, justificou. No entanto, se posicionou a favor de “regramentos legais” que não permitam “qualquer tipo de discriminação”.