Eliana Calmon se filia à Rede e diz que pode ‘ganhar ou perder’, mas quer conhecer ‘o chão da Bahia’
Fotos: Divulgação
Antes de se filiar ao PSB, a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a baiana Eliana Calmon, fez um gesto que deixou claro o motivo principal pelo qual escolheu concorrer ao Senado pela legenda, o convite de Marina Silva. Na noite desta quarta-feira (18), Eliana se filou à Rede Sustentabilidade, em um evento na capital baiana, antes da festa marcada para esta quinta-feira (19), quando vai se filiar ao PSB. Durante o evento desta noite, ela garantiu que não tem como objetivo “ganhar ou perder”, apesar de deixar claro que vai buscar a vitória, mas quer quitar uma “grande dívida” com o povo da terra onde nasceu. “Quero ganhar, mas se não conheci minha terra, a Bahia, eu tenho essa grande dívida com meu povo. Conheço pouco a Bahia, de livro e biblioteca. Mas, se não conheço o chão da Bahia, vou conhecer”, prometeu. Durante o evento, a ex-ministra explicou o motivo de ter entrado na política. “Não aguentei os apelos que recebi quando era corregedora [nacional de Justiça]. Comecei a ganhar espaço que não esperava com minha atividade de disciplinadora, de inconformada com o estado das coisas... Comecei a receber e-mails, visitas e verifiquei que não tinha o direito de sepultar a esperança que depositavam em mim. No espaço do Poder Judiciário não podia fazer mais nada, porque se esgotou minha tarefa como corregedora, e descobri neste caminhar que o Poder mais forte da República é o Legislativo, capaz de mudar o destino da nação através da reforma e foi neste momento que vislumbrei a possibilidade de continuar a servir meu país”, detalhou. 
 
 
Segundo Calmon, o primeiro convite para entrar na política veio do PSB e, depois, “outros tantos”. No entanto, uma pessoa foi decisiva. “Me impressionou muito Marina [Silva], que quando esteve comigo me disse: ‘Seria um sonho ter você na Rede’. Foi a primeira pessoa que compreendeu a colocação que fiz. Todos que me convidavam para a política me diziam: ‘É muito mais fácil ficar em Brasília, porque a eleição é mais fácil’. Me diziam: ‘Fui governador, senador, deputado, fiz campanha e dormia todos os dias na minha casa’. Eu disse que não tenho nada a ver com o Distrito Federal. Minhas origens, história, família, todos estão na Bahia. Me pareceu que se optasse por Brasília, por ser mais fácil, estaria deixando o caminho que tracei”, relatou a nova candidato ao Senado. Durante o discurso de filiação, a baiana ainda fez questão de ressaltar que vai trabalhar para continuar o combate à corrupção e aos “problemas graves” da Bahia, que também acontecem “em todos os estados da federação”. Ao final, Eliana Calmon deixou nas entrelinhas um recado para outros partidos que a convidaram. “Estou muito feliz por ter feito a escolha certa [ingressar na Rede e PSB]. Lógico que não estaria se estivesse, para fins eleitoreiros, em palanques com quem não acreditasse, com pessoas que não pudesse olhar nos olhos, pedir conselhos. Portanto, estou aqui com vocês, Marina e Eduardo [Campos, presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco], e estou feliz. Partirei para as eleições e, podem anotar, não serei minhoquinha de asfalto”, avisou.

Histórico de Conteúdo