Quarta, 06 de Novembro de 2013 - 00:00

Fornecedores de hospitais prometem novo boicote à Sesab por dívida de R$ 150 milhões

por Sandro Freitas

Fornecedores de hospitais prometem novo boicote à Sesab por dívida de R$ 150 milhões
Os fornecedores de materiais hospitalares e alguns medicamentos que costumam trabalhar com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) prometem realizar um novo boicote às licitações da pasta, que serão realizadas para preencher os estoques da rede pública. Sem avanço desde as negociações e protestos em setembro, conforme noticiado pelo Bahia Notícias (ver aqui), empresários do setor decidiram boicotar o governo do Estado até que seja quitada a dívida. Se, em setembro, as empresas apontavam um débito superior a R$ 20 milhões, agora o valor passaria de R$ 150 milhões, o que não pode ser precisado pela falta de acesso as contas da Sesab. A afirmação é do gerente comercial de uma das fornecedoras, a JMFAR, Márcio Gonçalves, que contabilizou 70 corporações de Salvador envolvidas na manifestação. O boicote será iniciado nesta quarta-feira (6), visto que a Sesab programou a realização de cinco pregões nos seguintes hospitais: Roberto Santos, HGE, Caribé e Octávio Mangabeira. “Não vamos entrar nas salas de licitação e vamos conversar, de maneira ordeira, com as empresas que não estão cientes do processo para não participarem. Também vamos avisar os diretores dos hospitais sobre os motivos do boicote”, explicou Márcio.
 

Foto: Bahia Notícias

Os contratos atuais serão mantidos, mas está em risco a reposição de materiais como cateteres, sondas, seringas, agulhas e luvas, além de alguns medicamentos. “Os contratos atuais nós vamos anteder. O governo tem uma data para poder comprar todos os itens que segurem o estoque até o mês de março. Faz as compras em novembro ou até o começo de dezembro para manter até março”, disse o gerente da JMFAR. O boicote foi marcado após uma reunião dos fornecedores com o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla (PT), que teria assumido não ter dinheiro para quitar a dívida e manter os pagamentos em dia. A verba disponível seria suficiente apenas para manter regularizado o salário dos servidores. “Como vamos comprar material para entregar se não recebemos do Estado? Isso é uma coisa que acontece há cerca de um ano. Eles dão um cala boca. Pagam um mês e não pagam outro. Pagam uma empresa e não pagam outra. Agora estamos nos reunindo para boicotar e deixar os hospitais, infelizmente, sem os materiais. Quem acaba penalizada, infelizmente, é a população”, finalizou Gonçalves. 

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