Líder do PT decreta: Aliados não vão indicar candidato a governador; Eleição é Lula x Wagner
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
A reunião entre os quatro pré-candidatos ao governo do Estado acendeu de vez o incêndio dentro do Partido dos Trabalhadores e, por outro lado, apagou a esperança das legendas da base aliada de indicar o candidato à sucessão do governador Jaques Wagner (PT). Em entrevista ao Bahia Notícias, o líder do PT na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto, revelou o conteúdo da discussão realizada na noite desta segunda-feira (7). O primeiro ponto é uma disputa entre Wagner e o ex-presidente Lula, que o deputado nega, mas nos bastidores tem crescido. Isso porque Lula tem como preferido para a disputa o secretário estadual de Planejamento e ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O governador quer o chefe da Casa Civil, Rui Costa. “O presidente Lula já declarou isso, que ele tem uma simpatia muito grande pelo José Sérgio Gabrielli como governador. Wagner tem demonstrado uma simpatia por Rui Costa”, disse Rosemberg, que colocou o senador Walter Pinheiro como terceira força, com a preferência de “outras lideranças no plano nacional”. O nome do ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, foi lembrado no começo da entrevista, mas não houve declaração de adesão no plano estadual ou nacional, apesar de ele continuar uma tímida campanha no interior, na tentativa de atrair apoio de aliados da época em que era presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB). Sobre o posicionamento de Dilma, a única pista é de que ela deu carta branca para Lula negociar. “A presidente nunca fez esse debate, pelo menos com o PT em que eu estivesse presente. Ela tem deixado que o PT e o governador Jaques Wagner conduzam esse processo aqui [na Bahia], mas acho que ela elegeu o presidente Lula para fazer essa articulação junto com o presidente [do PT nacional] Rui Falcão”, disse.
 
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A reunião petista também decretou o fim das tentativas do presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT), de ser o escolhido. Rosemberg garantiu que o nome será do PT. “Desses quatro [Caetano, Gabrielli, Pinheiro e Rui Costa] sai o candidato a governador”, declarou o deputado, que creditou o “entendimento” de que um petista deve ser o escolhido na conta de Wagner. Como já tinha adiantado o presidente estadual da legenda ao BN, Jonas Paulo, a definição sai até novembro, após uma série de cobranças por agilidade do chefe do Executivo baiano. “Constituímos um fórum que vai se reunir por partes: dia 14 com os deputados federais e estaduais e dia 18 com prefeitos que representam coletivos, como UPB, nos consórcios e que estão nas instituições regionais. Vamos fazer a discussão com o PT nacional e o governador Jaques Wagner para fechar esse nome”, explicou. O encontro dos pré-candidatos também resultou em um "acordo de cavalheiros" para tentar acalmar o incêndio no partido. Quem for o escolhido terá o apoio dos concorrentes, sem necessidade de bate-chapa. Rosemberg adiantou que não há a possibilidade de eleição interna. “Não, isso é impossível. Eu a priori já tenho uma posição contrária. Entendo que um partido do tamanho do PT não pode mais fazer uma prévia que atende às vontades dos militantes. Um nome para atender a uma candidatura de um porte de alguém que já é governo tem que ser um nome público que dialogue e seja referenciado por outras pessoas fora do PT”, pontuou. Na Assembleia, o deputado Joseildo Ramos (PT) declarou apoio a Rui Costa, enquanto Rosemberg afirmou que prefere Gabrielli.

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